terça-feira, 18 de novembro de 2008

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Li por aí na blogosfera alguém aconselhar outro alguém a não escrever nada se sentir que não tem nada a dizer. Dei importância a este conselho, achei-o muito válido.
Desde aí, há dias em que esse conselho dado a outro martela na minha cabeça lembrando-me que não tenho nada a dizer... mas há momentos em que para além desse vazio, sinto que se forçar um bocadinho isto dará qualquer coisa.
E deu. Deu um conselho de valor.

6 comentários:

  1. Tu queres sempre dizer qualquer coisa quando escreves, smepre.

    :)


    (acho que é por isso que gosto de te ler)

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  2. Obrigada, Thunderlady.
    Para mim, é quase sempre melhor escrever que falar... aqui há sempre 'ouvintes'.
    :)

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  3. Este script de não ter sobre o que escrever propicia-me o comentário de comentar o que quiser.
    E hoje estou assim.
    Sou massa, pensamento, emoção...sou o reflexo do que absorvo desta sociedade de merda, da vivência do dia a dia, das paixões, compaixões...
    Vivo no presente, a angustia de pensar poder no futuro vir a estar arrependido daquilo que não fiz no passado.
    O que é grave é que todos os dias tenho presente este presente.
    Temos que nos “portar bem” (de acordo com o espartilho social que nos é imposto), sob pena de nos virem dizer:
    - O menino é malcriado.
    - O menino está a exceder-se; por favor comporte-se.
    - O menino ultrapassa os limites da boa decência pondo em causa a sua reputação.
    - Olhe que a sua atitude pode no futuro trazer-lhe dissabores.
    E sempre... a merda do futuro, a merda do futuro...e eu?
    Que é que eu ando aqui a fazer?
    Tenho meio século de vida, faltam-me dois dentes e metade de um pulmão, tenho um carro a cair de podre, uma secretária a abarrotar de papeis, clientes que todos os dias me fodem o juízo e uma incalculável vontade de ir de férias...para sempre.
    Então pergunto novamente:
    E eu?
    ...eu sempre à espera de melhores dias, da independência dos filhos, do pagamento do IVA e da Segurança Social, do PROGRESSO...Ah pois o progresso!
    Todos os dias sou enrabado em nome do progresso e do futuro.
    Mas qual progresso? Mas qual futuro?
    Então e eu?
    Eu que me foda né?
    Estou farto!
    Que se foda o progresso.
    Que se foda o futuro.
    Que se fodam o governo, os polícias, os tribunais, os bancos, os sindicatos...
    Que se fodam a SIC e a TVI, a CNN e a ALJAZIRA.
    Que se fodam todas as televisões.
    Que se fodam o Obama, o Cavaco, a rainha de Inglaterra, o Sarkozy, o Bin Laden, o Papa o Mao-Tsé-Tung (se ele voltar a nascer), e todos os proxenetas do mundo.
    Que se fodam as religiões (todas).
    Que se fodam os clubes, as claques, os jogadores de futebol, o Pinto da Costa e o Filipe Vieira.
    Que se fodam o TGV e o aeroporto (na Ota, em Alcochete, em Rio Frio ou onde os filhos da puta o quiserem meter).
    Que se foda o IVA.
    Eu quero lá saber que o IVA me foda a mim.
    Que se fodam os cabrões que estão para vir.
    Mas que se fodam todos!
    Porque eu só quero ser feliz...porra!
    E quero ser feliz agora!

    Desabafei; está feito!
    E se quiserem não me desculpem pelo palavreado.
    Que se fodam!

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  4. Duas notas acerca do anterior comentário:
    1º porque a dona do blog não exerce censura sobre os comentários informo que só EU posso ser responsabilizado pelo que escrevi.
    2º Qualquer semelhança com algumas palavras de JMBranco garanto que não é pura coincidência.
    É que há palavras que por total identificação, à muito que as adoptei como minhas.

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  5. Desculpem o erro ortográfico.
    HÁ MUITO. (corrigi).

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  6. Ok! E está escrito um desabafo válido, a responsabilização pelo mesmo e o pedido de desculpas.

    Quero acrescentar e/ou salientar que este post não é uma queixa por não ter nada para dizer no dia em que foi escrito (ontem) porque, efectivamente, apresentei um assunto, sendo a minha ideia inicial apresentar um assunto.
    Normalmente, repito: normalmente, nos dias em que não tenho nada a dizer mantenho-me 'calada'.

    P.S.
    Tu, Space Flyer, és do caraças! Que grande comentário (o primeiro)! Quase não haviam caracteres que chegassem...
    Muito agradecida! Mesmo!

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