quinta-feira, 15 de março de 2012

Não queres escrever?

Queres escrever da avenida mais pequena de Lisboa?

Não.

Queres escrever da cigana aos gritos com o polícia?

Não.

Queres escrever da senhora assustada com os números do exame de oncologia?

Não.

Queres escrever do homem que te cuspiu para a cara?

Não.

Queres escrever do jovem extraordinário que estava no lugar da musa?

Não.

Queres escrever do granizo d' hoje?

Não.

Então e da beleza floral destes dias luminosos? Ontem esqueceste-te...

Não.

Queres escrever...

Não!

2 comentários:

  1. Hoje li, de tudo o que escreveu, 10 crónicas (chamo-lhe assim).
    Não sei o que dizer, fico fascinado com o espírito critico e observador, com a facilidade de transformar o nada em algo interessante, com a ironia dos pequenos pedaços do quotidiano.
    Fico fascinado, amanhã volta para tentar ficar em dia o que será difícil, pois o ritmo produtivo e enorme.
    Adoro ler e fico sensibilizado pelo cuidado da minha ausência. Andei bem longe mas estou de volta.
    Um beijinho

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  2. Chame-lhe crónicas, Manuel, pois acho que são isso mesmo, eu não sei escrever livros ou histórias muito elaboradas.

    Ah, e eu é que fico fascinada e sem saber o que responder a tanta simpatia.

    Um beijinhos

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