quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Som e modas

Dantes havia um movimento punk entre os jovens, moda que nunca segui principalmente por não me identificar com os trajes, a postura ou as músicas. Tinha uma colega que aderiu a essa onda punk, rabicho no cabelo, sempre vestida de preto, montes de correntes e pulseiras a brilhar, era toda p'ra frentex, ia às discotecas e adorava os U2. Naquela altura para mim ser punk era isso, eu que era uma saloia recém chegada à capital em termos de quotidiano.
O grupo U2 tinha uma sonoridade muito compreendida entre essa malta das tonalidades escuras e das irreverências. Não sei porquê, se calhar não tem a ver com os sons e sim com as roupas, o cabelo, os acessórios e toda aquela parafernália.
Comecei este post com a ideia de que a música tem de ser compreendida, não basta ser aceite. É assim com toda a arte.
Haver público a compreender o que a gente mostra é primordial, quando não... é melhor ficar só a ver.

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