Mostrar mensagens com a etiqueta Natal 2010. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal 2010. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O (meu) Natal ainda não se foi

Estrada 259 km 19, perto de Santa Margarida do Sado, 27 de Dezembro de 2010
Íamos em viagem, os meus pais regressavam a casa depois das Festas. A dada altura a minha mãe comentou num romantismo repentino, elevado a saudade de tempos da sua vida idos há muito:
- Lembro-me tão bem de há muitos, muitos anos, a gente vir nesta estrada... Foi quando demos em vir à aldeia de carro com o meu irmão Manel, não te lembras Antóino? A gente vinha sempre por aqui, por esta estrada...
O meu pai não se embevece nem um pouco com a nostalgia da ti Rezáira e salta de lá com uma categórica resposta:
- Para vires à aldeia tens que passar sempre por aqui!
É que nem fez razura, eliminou completamente todo o ar poético e sonhador da minha mãe... 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

!!!

Depois de uma leitura pouco intensa em alguns blogues descubro que, tal como na vida real, também na blogosfera se desdenha do espírito de Natal, das prendas de Natal, do jantar de Natal... De tudo quanto acontece no Natal, em suma.
Oh meus amigos, fazei uma petição lá no Facebook para se acabar de vez com a palhaçada! Mas depois não vindes reivindicar o descanso antes do feriado, o feriado e o descanso após o feriado... Examinai bem, não vos deixeis cair em juízos precipitados.

Por outras palavras: deixem-se de merdas, o Natal é porreiro, pá!

Uma fotografia por dia que bem iria... (181)


Ao que parece o Natal terminou. Mas eu ainda tenho mais uma coisita para contar:

Na véspera de Natal fui a casa da dona Maria do Céu. A mesma penumbra, a mesma atmosfera pesada, a mesma solidão.

..........)(..........

Quero dizer que a dona Maria do Céu é uma senhora cheia de alegria apesar da idade avançada. Todas as sensações que experimento ao entrar no seu lar são fruto do meu interesse exagerado em observar e aspirar o ar dos locais para sentir as vibrações.

..........)(..........

Quando entrei, a dona Maria do Céu quase correu para me mostrar a mesa de Natal preparada para duas pessoas. Havia pratos, talheres, guardanapos, castiçais e flores. Todos os objectos eram simplórios mas asseados e a mesa estava posta com grande esmero e minúcia. Já que tenho tanta confiança perguntei-lhe quem esperava para jantar, certa que a dona Maria do Céu esperava realmente alguém. Devo dizer que ela não se fez rogada e com toda a alegria e simpatia habitual repondeu que esperava uma amiga. Levada por alguma ingenuidade que a desenvoltura dela não despistou, acreditei piamente no que me dizia. Só depois me pus a pensar que a mesa posta com tanto cuidado mais não era que uma forma de se sentir acompanhada na noite mais familiar do ano e que o mais certo era ela passar a noite de Natal tão desacompanhada como todas as outras noites do ano.

A roda da sorte

Não sou nada amiga de jogar. Não gosto. A competitividade aborrece-me, a expectativa nauseia-me. Os raros jogos que faço são algo esforçados, ou porque estou em família e é uma maneira de passarmos o tempo juntos, ou porque estou entre amigos e, para não me apartar do conjunto, vou na onda. São aquelas questões do bem-viver, digamos.
Relativamante a outro tipo de jogos, aqueles onde se ganha dinheiro, jogos da Santa Casa e afins, não percebo patavina daquilo, nunca joguei e também não gosto. Os motivos são sensivelmente os mesmos mas tendo como agravantes a ideia que deito dinheiro fora e um enorme pessimismo, 'eu sou uma desgraçadinha, nunca me sairá nada'. Essas duas coisas juntas são o suficiente para nem sequer me lembrar que jogos desse género existem, quanto mais lembrar-me de jogar.

Ora bem, esta extensa introdução tem um motivo, claro. Fez ontem oito dias (vinte de Dezembro) achei um bilhete da Lotaria Popular no chão. Mirei-o bem e vi que andava à roda dia vinte e três do mês corrente.
Primeiro fiquei estarrecida com o achado, para mim a pessoa que o perdera havia de o procurar e encontrar-me-ia na certa, ou então havia decorado o número e mesmo que me saísse algum dinheiro eu não o poderia reclamar, não me fossem encontrar e chamar ladra e outras coisas feias.
Entretanto amadureci a ideia, indaguei junto de pessoas que percebem pelo menos um bocadinho dos meandros dos jogos, uma disse-me que não me preocupasse, mesmo que a pessoa houvesse decorado o número, aquele papelinho era apenas a fracção de um bilhete inteiro, não haveria modo de saber quem era quem, outra pessoa deu-me algumas luzes acerca de como se sabe se há efectivamente prémio, ou então não.
Depois comecei a ficar esperançada e tal, ter um bilhete de lotaria nas mãos foi uma obra tão casual que, quem sabe, não estaria eu destinada a ficar milionária este Natal...
Mas não, infelizmente não ganhei o primeiro prémio, nem o segundo, nem o terceiro. Depois de saber que dos prémios gordos não havia nenhum para mim quase esqueci a coisa, ao sério que sim.
Entretanto alguém me havia dito que há outros prémios, eu que fosse ver na internet, que espiolhasse porque aparece lá tudo. Mas eu fui esquecendo, esquecendo, esquecendo... Até ontem à noite. Havia prémio para números aos pares e para os múmeros aproximados. Nos números pares... Nada! Nos números aproximados... ganhei cindo euros!

E agora ando a perguntar-me: 'Então já te passou a cagufa? Não receias que alguém leia este post, te descubra e reclame o que lhe pertence?'

E respondo-me: 'Não tenho, não. Não tenho cagufa nenhuma. Mesmo. Dificilmente alguém lê um post longo e chato como este até ao fim.'

sábado, 25 de dezembro de 2010

(Desa) Vergonha (da)

Não tenho hábito de listar prendas recebidas, ou sequer listar desejos de prendas ou de outra coisa qualquer. Sinto algum pudor em enumerar o que recebo, por um lado isso deve-se ao facto de ser uma pessoa pouco prendada, não recebo lá muitas prendas, e não tem piada referir as parcas oferendas que recebo, posso dizer que é um instinto ruim, não provocarei inveja, vá. Por outro é vergonha mesmo, não sei porquê, parece-me que desvendo o mundo dos outros se revelar o que me oferecem, o que é completamente descabido tendo em conta a quantidade de coisas que aqui conto e que é exterior à minha vida, e fotografias que não demosntram nada daquilo que me pertence.
Adiante.
Perdi a vergonha porque este ano reparei que recebi mais ou menos o mesmo número de prendas do costume, das pessoas do costume. Mas não só. É neste não só que está a diferença.
Este ano recebi prendas de duas clientes, algo completamente inesperado, fiquei absorvida pelo momento, siderada com o momento que me proporcionaram, uma de cada vez. As prendas das duas senhoras fizeram-me perceber que por mais que se escreva acerca do consumismo, da hipocrisia e de outras coisas negativas que o Natal encerra, há pessoas que têm estes gestos, pequenos mas ternurentos, e que isso é um sinal que lembram a minha existência, que me conhecem, que gostam de mim, que afinal até faço parte deste mundo, eu, que sempre me aparto dele, que tenho horror ao participado.
Aqui fica o meu obrigada às duas.

O tempo

Preâmbulo

Vou falar de frio. Mas como hoje é Natal, esse dia abençoado em que não se sai de dentro do pijama, o frio perde intensidade. É por isso que este post se chama 'O tempo' e não 'A porra do frio'.

Está um frio que não se pode. Mesmo assim tive que o suportar na minha gelada varanda, há que estender a roupa, paciência.
A minha varanda é gelada nestes dias porque tenho a indecência de ter uma varanda virgem, desafogada, ao léu, assim como veio ao mundo, pronto. É bom para secar a roupa, por exemplo.
Está um gelo lá fora...
Já passou, vá, deixa-te de mariquices, nem 15 minutos demoraste a estender a roupinha.
Oh céus, a roupa que quatro criaturinhas sujam, credo. E agora enxugar? Lá para segunda feira estará tudo enxuto, se Deus quiser.

(Eu hoje estou assim a modos que religiosa por causa do dia ser religiosamente festivo. Manias!)

A minha varanda - calhando devia ter intitulado o post de 'A minha varanda' - está tão inundada que faz uma poça no meio e devido à ventania tem resíduos vários espalhados por toda a superfície do chão e parapeito. Mas as minhas florinhas estão intactas!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Feliz Natal aos leitores, é o que desejamos!




Sinceramente

Vou falar com sinceridade. Estamos no Natal mas a hipocrisia agora não cabe aqui.
Ter familiares emigrantes é uma merda. Andam lá fora a lutar p'la vida, são tidos como exemplo de bons e esforçados trabalhadores, têm dinheiro, têm um carro e inclusive lugar para o estacionar – sempre! -, têm condições à brava, têm uma casa com aquecimento central, têm um - cada vez mais – vasto vocabulário francês, têm montes de cenas que a malta curtia ter. Só não têm o pastel de nata e o chouriço beirão, de resto é uma vida à farta com tanta coisa boa que há no país dos avecs. Merda...
Tudo lhes faz uma ganda festa quando chegam, é só abraços e beijinhos e mais não sei quê. E a gente aqui que se lixe, deixamos de interessar... Resignemo-nos à nossa insignificância e mediocridade, agora bem presentes.
É uma merda, é o que é! Isto de ter avecs entre os parentes é uma merda.
E pronto!

Que beleza!

Hoje estive com o monstro da bela. Tinha aqueles olhões saídos e tudo. Ah, e a corcunda, andava com ela às costas.
É assim, o Corcunda de Notre Dame veio passar o Natal a Lisboa que também é linda nesta quadra.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Poesia

Enquanto descobria como escrever no novo PC, mexe daqui, clica acolá, digitalizei um poema alusivo ao Natal. Não está nas melhores condições, o leitor querendo ler tem de ter paciência para abrir a imagem... Agradecida.

Poema de Alfredo Barroso, in Poemas Rudimentares

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Presentear

Surgiu-me a ideia de escrever acerca dos presentes e das hipocrisias de Natal - tão iguais às outras, afinal - e de um sentimento ruim que tive em relação a uma oferta que fiz.
Não consegui levar essa ideia a cabo, o arrependimento foi-se instalando, eliminando os maus pensamentos, atenuando as más intenções e transformando-me em algo bom. A pessoa em questão dirigiu-se-me tão simpática, tão agradável que me derreti toda e não fui capaz de escrever.
No entanto estou a pensar qual a atitude mais hipócrita, se a primeira: desejar ardentemente que os bombons que ofereci provoquem uma valente caganeira a quem os comer, se a segunda: sou tão má e estou tão arrependida.

Ceia de Natal

A minha mãe ligou-me para saber o que se vai comer na Noite da Consoada. Eu estava na rua. A bem dizer eu estava no meio da rua. A minha mãe já deixou a juventude há décadas, ouve um tiquinho mal, digamos. Vi-me obrigada a quase gritar:

- Mãe, não precisas trazer nada, já comprei tudo!

- Então e o que é que compraste, filha?

- Perna de perú!

- Hã?!

- PERNA DE PERÚ!

Que horror! A partir de hoje, na rua da Rosa, toda a gente ficou a saber a Consoada pobre que eu tenho lá em casa para oferecer aos meus convivas...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Loures, 19 de Dezembro de 2010

O Domingo está no fim.
Há pouco mais a dizer.
Não tenho fotografia, ai que bem iria e tal e tal.
Se bem que me falaram de um caminho lindo e que havemos de lá ir e mais não sei quê.
Só que, com profundo pesar e tristeza, não foi hoje.
Compras de Natal. Ceia de Natal. Prendas de Natal. Pessoas no Natal.
Sinto-me to(^)la.
E ruim.
Da to(´)la. Ruim da to(´)la.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E porque Natal é nascimento...

Nascemos com apenas uma capacidade inata: sugar.
Temos de ser alimentados, protegidos, somos completamente indefesos. A sucção, por si só, não nos desenvolve nem protege de coisa nenhuma.
Aos 4 ou 5 meses descobrimos que temos uma mão, embora o único domínio que temos sobre ela é o de a pôr dentro da boca e sugar.
Aos 5 meses rebolamos e sugamos.
Aos 8 meses gatinhamos e sugamos tudo o que apanhamos.
Aos 12 meses andamos sem ser ao colo e continuamos a sugar como se não houvesse amanhã. Balbuciamos sílabas em que as únicas consoantes são o 'm' e o 'p'. E o instinto primário continua a fazer parte das nossas ainda tão parcas capacidades - sugar.
Aos 24 meses já sabemos relacionar objectos a palavras. Sabemos manter uma conversa simples e rudimentar. E sugar.
A partir daí chega a imitação. Nunca mais a largamos, imitamos tudo e todos. Acabará quando sucumbirmos.
A sucção, essa, esquecemo-la lenta e gradualmente. Mas durante pouquíssimo tempo. Num determinado ano, aí pelos 12 ou 13 anos a inata capacidade de sugar regressará em pleno e não nos largará jamais.
Um dia, uma noite, morremos e largamos tudo.

Mamar, uma necessidade... sempre.

Novidades do açúcarinho

Ontem comprei um quilo de açúcar. Finalmente consegui arranjar! É de marca desconhecida – p’ra que é que isso interessa, não é verdade? - : Notadolce. O ‘o’ é um coraçãozinho. É espanhol, o bicho. A descrição que consta na embalagem é fogosa e apaixonante. Para combinar com o coração, presumo:

Cada vez que buscas dulzura, Notadolce tiene la respuesta que necessitas. El azúcar es vida. Es un hidrato de carbono importante básico en la dieta diaria. Es una fuente de energía de rápida asimilación.

.....................)(.......................

A sobrinha da dona Luísa não vem buscar o açúcar senão depois do Natal. A dona Luísa desfez-se em desculpas, aborrecida com o espaço que está a ocupar. Apanhei a deixa, ganhei coragem e perguntei-lhe se não me dispensava uns quilitos, que estou tão aflita, não há açúcar em lado nenhum…
A dona Luísa não só disse que sim como ainda mos ofereceu, mandou-me fazer um bolinho. Respondi-lhe que com três quilos de açúcar faço um dúzia de bolos, no mínimo.

A dobrar

Dei as broas de Natal a este pedinte. O homem merece, há 16 anos e tal que me faz votos de bom negócio...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rifa

Bom-dia-nós-andamos-a-vender-rifas-para-comprar-uma-cadeira-de-rodas-que-é-para-ajudar-um-rapaz-lá-na-escola-que-é-defeciente-é-um-euro.

A minha é a 430. A ver se me sai uma máquina de café Nespresso. Com um, ao menos um, café servido pelo George Clooney. E depois faça-me companhia enquanto bebo, preferencialmente.
Ah, e queira saber coisas a meu respeito, se mostre sobejamente interessado na minha singela, porém, espectacular pessoa. Se tomo banho com água muito quente, se durmo sem almofada, a que horas almoço, se uso pantufas, quantos pares de brincos tenho no meu guarda-jóias...
Enfim, coisas que qualquer mortal adoraria saber a meu respeito, quanto mais o George Clooney...

Pequena achega:

Estou convencida que perdi um euro e que aquela rifa é uma treta do caraças. Isto da caridade no Natal... Mas pronto, escrevi um post!

Boas Festas

Um dos fornecedores mais emblemáticos que tenho mandou-me um postal de Natal todo poético:

Que os sinos de Natal sejam mensageiros de Boas Festas, e que o Ano Novo seja repleto de realização.
São os votos do...

Sô Chico

Tenho a certeza que o sô Chico não se incomoda de eu transcrever as suas palavras. O homem sabe lá que eu também escrevo palavras!

Pobreza

Há quem use um espírito de Natal fraco, pobre, baço. É melhor pedir poucochinho, pode ser que assim a gente receba.
Ontem vinha com este pensamento e lembrei-me da vulgar ideia:

'É preciso é saúde que o resto vem por acréscimo.'

Claro que sim, vem pois! Doenças e tudo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (172)

Lisboa - Alameda Dom Afonso Henriques, 7 de Dezembro de 2010

E não é que as barracas não há meio de se verem abertas? Quero dizer, uma delas abrir, abriu, mas só tem vida nas pontas, o meio está completamente vazio.
Alguma coisa deve ter corrido mal, ou não estariam três barracões, aparentemente para fazer vendas de Natal, dois fechados e outro funcionando a meio gás.
Se calhar haverá vida na próxima semana, já bem perto do Natal.
Os carrocéis também trabalham pouco. Por causa do frio, presumo. Os meninos ainda se constipam e as mães, pais e acompanhantes podem apanhar uma penumonia enquanto esperam que as ciranças se deliciem com as voltas que o carrocel dá.
O que realmente trabalha são as farturas e as castanhas, isso sim!
As farturas, essas, já eu provei. O sô João, esse amor de velhinho... Ofereceu-me farturas quentinhas e doces. Obrigadinha, sô João!