Segunda-feira, Julho 20, 2009

Hoje


Prefácio em jeito de aviso:

O post é longo.


Sinto-me tão cansada que tenho a sensação que vou liquidificar a qualquer momento...

Quando não tenho assunto capaz de escrever aqui, começo a escrever o tipo de coisa que se vê acima. Melhores dias virão - é a minha esperança.

Mas... podia (posso) começar já. Podia (posso) escrever acerca daquela senhora que hoje foi lá à loja com muitos, muitos pratinhos, e me comprou aranhas para os colocar na parede. Até aqui não há nada interessante, não é? É, eu sei. Mas se disser que ela desde há várias semanas me aparece uma média de duas vezes em cada semana sempre com muitos, muitos pratinhos para colocar as aranhas, talvez já o caso mude de figura.
Em caso de nem por isso, a figura não se ter mudado no caso, acrescento que, de cada vez que ela entra e assim que entra, logo diz à laia de desculpa que eu a devo achar louca por ter tanto pratinho para colocar nas paredes e assim e assado. Hum... isto ainda não tem grande interesse... Pode ser que tenha agora:

Hoje, para além dos muitos, muitos pratinhos, trazia um álbum de fotografias com o propósito de me mostrar onde coloca tanto pratinho...
- É para pôr no meu terraço! - Exclama ela - Como vê não sou louca!

E agora sendo sincera - já começo a achar que ela não tem muito juízo...

Nada como começar a escrever para que as ideias surjam e fluam. Acabei de lembrar um senhor - quando entrou a primeira coisa que vi foi a barriga saliente. Depois vi que acima da barriga e preso nos passadores das calças, trazia um cinto prateado aos corações. Depois do depois anterior, quando chegou a hora do pagamento, levou uns dois minutos a encontrar a carteira dentro do saco de plástico que trazia, porque o que trazia consigo e que mais parecia um arsenal estava todo arrumadinho em saquinhos dentro de sacos um pouco maiores e que por sua vez estavam dentro do saco grande... Ainda falam das malas das mulheres!

Tem graça...


- Sim, porque eu sou um gajo com piada!

- Hum... ...

- Não?!

- És um gajo com sorte.

- ...?!

- Sim... Tens a sorte de eu te achar piada...

- Ah...!

- Já não te lembravas?

- ...


Ai que maldade!


A rica filha disse-me que tenho estrutura óssea facial de pessoa má. Assim tipo a Kruela, foi o exemplo que ela usou.

(suspiro)

Oh que pena...!

(fazendo beicinho)

Domingo, Julho 19, 2009

Perigo!


«Mulheres que escrevem vivem perigosamente» retrata os tempos antigos e idos (espero eu que sejam tempos idos!) em que as mulheres não podiam ser criativas escrevendo sob pena de serem apelidadas de irresponsáveis e outras coisas más. «Escrever é perigoso» diz Elke Heidenrich, a autora do prefácio.

Será que ela tem razão?

Será que é mesmo perigoso?

Temo a resposta pois creio ser 'sim'. Escrever leva-me até um desespero indesejável. Desespero porque nunca obtenho uma resposta conclusiva. Uma sequer.

Algures...


...

É também onde anda o que hei-de escrever.



Mais um peão singular algures por aí...


Por incrível que pareça, este é o terceiro post seguidinho e publicado no mesmo dia e também com poucos minutos de intervalo entre cada publicação, em que escrevo a palavra 'algures'...

Aqui para esta foto o 'algures' acontece porque eu já não me lembro onde raio é que eu vi isto!

Mas 'tá engraçada, não está?


Números


Nasci em...




E... casei em...




Este post nasceu da pobreza de ideias que tenho hoje. Foi feito com apenas duas imagens - o '6' e o '8' - que encontrei algures na internet. Virando o '6' ao contrário para fazer um '9' e invertendo a ordem dos números, foi o que deu...!

Tou xim?!


Os ricos filhos no tempo em que as cabines telefónicas serviam muito mais vezes do que hoje.






Fotografia: Algures no Algarve, em Outubro ou Novembro do ano de 1995. Uma memória lá tão longe que já me faltam pormenores...

Sábado, Julho 18, 2009

O prometido é devido...


... Lá diz o ditado. Por isso, mostro mais caravelas captadas por mim nessa Lisboa...




Calçada do Ferragial



Calçada do Carmo



Largo da Academia Nacional das Belas Artes

Aparece a placa dizendo Rua Vitor Cordon, eu sei, mas o candeeiro está fixo no largo que faz esquina.



Rua do Alecrim

Aqui a 'caravela' é igual à de cima e até nem se vê muito bem mas eu acho esta foto tão bonita que não resisti a publicá-la.



Regresso




Tal como o anunciado ontem, cá estou eu!


(até parece que dou tempo p'ra criar saudades...)



Sexta-feira, Julho 17, 2009

Perfeição


Não acho nada do que faço bem-feito. Esta opinião, tenho-a pelo medo de sobressair perante os outros. Isto é um bocado estranho... é um contra-senso. Acho que faço tudo mal para não sobressair. Acho que faço tudo mal para não me achar perfeita... e isto, é porque afinal me acho perfeita! Pois, sentir medo de sobressair é achar-me lá em cima.

A estranheza continua por aqui. Escrevi outro post com ela, a minha estranheza. Por ora vou parar. É melhor. Não obstante, conto voltar amanhã.

Atracção*


De certo modo, as pessoas arrogantes atraem-me. Atraem-me porque creio haver uma grande dose de sinceridade na arrogância. Não tem de haver mas eu acho que há. Aquilo até pode nem ser a sinceridade da pessoa mas eu acho que é. E atrai-me porque assim sei com o que posso contar. Sabendo com o que posso contar, é um pulinho até domar (algumas d)as arrogâncias das pessoas (que talvez finjam ser) arrogantes.
É... eu sou estranha. Gosto de 'coisas' más.


*Atracção ainda se escreverá assim?!

'Tá tudo bem?


É conforme. Conforme porque depende da forma em que estou no dia, ou no momento. Porque nunca está tudo bem, nem nunca está tudo mal. Mas conforme... sempre está!

Nalgumas alturas, a racionalidade faz com que a vida me pareça ser uma linha recta e, por vezes, isso é desconcertante - se calhar o mundo até nem é redondo. Afinal, as coisas e as pessoas estão sempre seguindo em frente, de encontro a um qualquer destino, apesar das indecisões, das contrapartidas, das pausas, das encruzilhadas. Seguem conforme.

Palavras


As palavras escritas têm um impacto mais forte que as palavras ditas.

As ditas leva-as as intempéries, logo mais já ninguém lembra.

As escritas não, ficam agarradas ao papel, não abalam por nada nem se abalam com nada.

Abalar, abalar... abalam quem as lê, ao depois de abalar quem as escreveu...

Busca


Um prazer pode aparecer casualmente. Mas, depois disso, não subsistirá se não for estimulado.
Tenho estado mais ou menos em espera, sem procurar nem desejar escrever. Hoje decidi escrever, mesmo sem o apetite, e senti uma espécie daquilo que escutei de alguém há dias:

«Não tinha fome mas agora que comi, tenho.»

Este blogue prossegue:


Mal ou bem, e mal e bem.

Já houve tempo em que eu (até) escrevia bem. Foi pela altura em que o meu blogue foi para o ar na Radio Comercial. O estrelato teve influência, sem dúvida. Por causa do programa a companhia das pessoas era alguma, muito embora as pessoas que apareceram daí nenhuma delas tenha 'realmente ficado'.
Decididamente, padeço de um mal (a que sempre tento não dar importância): não sei como cativar e interessar as pessoas. Não o saber aqui, escrevendo, é do mal, o menos. O pior é (n) a vida...

Lembrete




Lembra-te que quanto mais disseres mais te vão poder dizer...


Mentira, ou 'O filho pródigo'


A vida tem o cerne na mentira sempre que vejo alguém que fez grandes asneiras no passado ser perdoado e por conseguinte, apaparicado e aclamado por (quase) todos só porque se arrependeu.
Depois, por causa do amor e compreensão que recebe, a sua vida é bem sucedida e ele vive felicíssimo apesar de todo o historial horrendo deixado lá atrás.

Então, de que serve a gente portar-se benzinho? De nada, presumo - é tudo mentira.

Os conselhos das sogras


«Não esperes pelo teu marido para jantar. Se ele estiver a tardar, dá o jantarinho aos meninos e come tu também. Quando ele chegar, se vier bem disposto, fala, brinca, mata saudades e come outra vez com ele. Se ele vier mal disposto, ao menos já tens a barriguinha cheia...»

Nota:
Este foi um dos conselhos da minha sogra dias antes de eu casar. Durante algum tempo não o segui mas houve um dia em que o achei suficientemente válido para ser seguido...
O título está apresentado no plural porque a minha sogra recebeu esse conselho da sua própria sogra.

Porquê?


Porque é que à pergunta 'porquê?' não lhe chega um simples 'porque sim!'?

Porque o ser humano é difícil de contentar e não lhe chega o básico. (?)

Quinta-feira, Julho 16, 2009

Post acrescentado ao post anterior

O meu casamento tem 20 anos.

Muito podia dizer mas vou apenas dizer que sou feliz no matrimónio e que nunca me arrependi de ter casado.

Acho que assim tenho tudo dito.

Mais palavreado torna-se desnecessário.


20 anos!




O casal do post anterior cumpre hoje 20 anos de matromónio.

Prolfaças a eles então!

Bem hajam por tanta felicidade usufruirem um com o outro!

Que o bem haja se estenda ao tudo de bem e de bom que juntos conseguiram!

A ver se conseguem mais uns 80 anos sem se zangarem muito um com o outro, não muito pelo menos...



Terça-feira, Julho 14, 2009

Pensando bem...




Ela é um bom exemplo do que não se deve dizer a ninguém...

Ele é um bom exemplo do que não se deve dizer a toda a gente...



Sonho


O dia de ontem passou-me todo em sonhos durante a noite. As pessoas e as circunstâncias eram basicamente as mesmas e, principalmente as cirunstâncias, eram refinadas e a atirar para o rocambolesco.
Em vinte e quatro horas vivi duas vezes, nunca tal me tinha acontecido... Isto deve ser porque agora tenho andado desligada das histórias que vivo e a que assisto, mas o meu cerebrozinho é altamente sofisticado e então, quando eu estou a dormir manda-me sinais relembrando-me as coisas maravilhosas que vivi no dia anterior para ver se me chega a vontade de blá blá blá aqui. Deve ser isso e vou pensar que é.

Quem disse que é fácil viver?




Eu cá não fui!...



?!


Eu não tinha fome mas agora que comi, tenho...

Isto:






É assim... digamos que uma mistura de materiais. Talvez eu os ache interessantes, ou talvez eu ache esta imagem interessante, porque é um dos cenários do meu quotidiano. Quando hoje passei por lá, a planta em cima dos caixilhos chamou-me a atenção, pareceu-me que tinha crescido aquilo tudo durante a noite, ou então há muitos dias que não olhava naquela direcção.
Ainda bem que continuo a andar com a máquina à mão de semear porque acho que aquela coisa das fotografias ainda não abalou de vez.


Fotografia: Lisboa, 14 de Julho de 2009


Segunda-feira, Julho 13, 2009

?


Onde andará o prazer de escrever para ninguém ler?

Domingo, Julho 12, 2009

Surpresa


Palavra que nunca pensei chegar a esta idade e ouvir um galifão perguntar-me se quero tirar a roupa ou se fazemos a seco...

Eu explico:

O ginásio que frequento ofereceu massagens aos sócios e eu aproveitei a borla, claro! Quando chegou a hora do aproveitamento, o massagista (sim, sim, era um massagista!) pergunta-me com o ar mais natural e profissional que possa existir, que se eu quisesse despir-me ele usaria um óleo na massagem e se eu optasse por não tirar a roupa ele faria a seco por cima dela.
Pus o meu ar de mulher madura, moderna e emancipada. Sim, que eu também tenho um ar desses na prateleira lá de cima e de cada vez que preciso ponho-me em bicos de pés e sirvo-me dele. ... Tretas! Achei melhor não me despir, é claro que fiquei constrangida. Mas, e apesar do constrangimento, a massagem descomprimiu-me gradualmente e soube-me muito bem. Pelo meio ouvi algumas coisas em relação às tensões que o meu corpo revela:


• Parece que tem um pau nas costas!

• Estes são os músculos do lixo... (referindo-se aos trapézios)

• Desculpe-me o termo mas isto está horrível!


Eu sou, e sei que sou, muito tensa. Ele teve um trabalhão a desfazer nós e a libertar tensões. Também sei que devia descontrair. E consegui-lo?

Espectáculo


No fim do musical a que fomos assistir a plateia aplaudiu de pé em sinal de grande admiração pelo espectáculo.
- Deve ser tão bom receber palmas - disse ele quando já estávamos ao relento da noite quente.
Fiquei a pensar, ou por outra, aquela parte de mim que é artista ficou a pensar que os comentários são as minhas palmas.


O texto em cima é uma descrição sucinta de algo sentido recentemente e que tive vergonha de sentir mas que, ao depois de este livro, deixei de ter.
O acto de escrever traz-me alguns receios, um deles é o ridículo da excentricidade - a excentricidade é algo inerente à arte, penso eu. Não é possível escrever, ou praticar/criar qualquer outro tipo de arte, sem engrandecer e libertar o lado excêntrico que acabará por revelar a loucura e promover o desligamento de tudo o que inibe.
Não pretendo, nem nunca pretendi, melindrar ninguém com o que escrevo. Apenas quero dizer as coisas que me apeteça dizer e contar as histórias que me apeteça contar. Porém,o melindre é inevitável sempre que se vai atrás da loucura...

Questão (zinha)


O segurança da Zara tinha a expressão contraída apesar dos esforços. Imagine-se a cara de alguém no masculino (e heterossexual que isso também conta para o caso) que se encontra muito próximo a uma multidão de mulheres (giras… mas de certeza que nem era preciso sê-lo) de volta dum monte de t-shirts ao desbarato, e por estar em pleno exercício laboral, se tenta manter distante e impassível...

Laranja


A Dona Antonieta exagerou no seu habitual batom laranja pois não se contentou em passá-lo apenas nos lábios, ele era boca e dentes também, tudo alegremente lambuzado de laranja... Quando ela sorria o mundo ficava tão vitamina C, tão pôr-do-sol reluzente!...


Ver aqui mais acerca da Dona Antonieta. Vê que é giro!

Albernôa - Baixo Alentejo


Afinal...

O senhor Blogspot lá me deixou publicar as fotografias que eu queria publicar...







Olha!...


O senhor Blogspot lá me deixou publicar mais uma fotografiazita...


(ver post anterior)



Aviso


Noutro dia vi um senhor de fato e gravata usar o dedo para escarafunchar no próprio nariz e ao depois de o ter enriquecido com uma substância que o corpo humano geralmente segrega e a que vulgarmente chamamos «macaco», raspou-o num dos pinásios que aparecem nesta foto.





Sempre que andardes por aqui tende cuidado, não toqueis em nenhum destes pinásios. Agora já sabeis que algum deles tem um «macaco» graciosamente lá colocado.

Fotografia: Alameda Dom Afonso Henriques, Lisboa


Rock in Rio 2010


Ainda não sei quem vem mas já sei que:

Eu vou!

Era uma vez...


... um bêbado a quem disseram que ele devia gostar muito de vinho, ao que ele respondeu que não senhor, nem por isso e antes pelo contrário, ele odiava vinho, bebia muito até ficar com a bebedeira porque a intenção era apenas acabar com a existência do dito. Quanto mais vinho bebesse menos haveria.
Cá em casa passou-se algo parecido mas sem o vinho, o caso era antes... choco frito! O belo do choco frito sobrou do jantar e no dia seguinte, a rica filha que diz não gostar de choco/pota/lulas/ e afins, para acabar com ele comeu o mais que conseguiu no almoço a seguir para ver se aquilo acabava o mais depressa possível...

Vôo visto em família


Pai - Eia, olha ali uma perdiz a voar! Sabem como se chamam os filhotes das perdizes?

Rica filha- Perdigos...?!

Rico filho - Perdiguinhos...?!

Mãe - Não... perdigotos...

Eu já sabia mas...


O corrector ortográfico do senhor Blogspot é tão parvo, mas tão parvo, que não considera a palavra inteligência como estando certa. Quando lhe pergunto como se escreve responde que não tem nenhuma sugestão…

E mais: hoje nem o próprio senhor Blogspot me deixa em paz, não quer que carregue mais imagens. Logo hoje que eu tinha tantas para mostrar…!

Legalização


Ou então pedido a quem manda nisto...


fotografia: Alameda Dom Afonso Henriques, Lisboa


Um a mais


E é mesmo! Mais um (41) e mais um dia...

Sê bem-vinda!...

(obrigadinha...)


Sábado, Julho 11, 2009

Como te chamas?!


Idealizei um post para registar a data falando acerca do meu nome. Escrevi parte da história no início deste blogue mas falta algo, falta o porquê do nome que tenho. Para saber alguns pormenores questionei os meus progenitores recentemente. O que me relataram não foi novidade, todas essas coisas me são contadas desde que me lembro da própria existência:

À semelhança da maioria dos progenitores, os meus pais pensaram em nomes masculinos e femininos. Se eu tivesse nascido menino, hoje chamar-me-ia Edgar. Giro, não? Actualmente gosto desse nome, não muito mas gosto. Já antes, quando em miúda ouvia esta história de Edgar para aqui e para ali, não gostava nada e sentia-me sempre aliviada por ter nascido uma menina para não ter que carregar comigo tão horrendo nome toda a vida. O 'Edgar' do momento era um jogador de hóquei em patins, ao que parece muito bom, e o nome sugiu-lhes porque o meu pai costumava ver ´(e apreciava) hóquei em patins.
Os nomes escolhidos no feminino eram três: Milena, Gina Maria e Maria Leonor. Milena era o nome da heroína de uma radionovela ao momento da minha chegada a este mundo, Gina Maria era o nome de uma cantora que os meus pais gostavam muito de ouvir e que se ouvia na rádio frequentemente e Maria Leonor porque sim.
Agora até podia deixar aqui um desafio aos leitores para tentarem adivinhar que nome me puseram mas acho que é muito fácil…
Escolheram Gina Maria, pois! Inclinaram para aí… Depois vem o resto da história já anteriormente publicada mas a merecer destaque hoje também:

'Pois é... o meu BI diz que o meu nome próprio é Virgínia Maria. E eu por acaso, mesmo só por acaso, não gosto do meu nome.
Quando eu nasci, os meus pais registaram-me Gina Maria. Até aí tudo bem, mas 3 semanas depois receberam uma carta do Registo Civil dizendo que aquele nome não podia ser aceite, teriam que escolher outro nome para mim.
Uma vez que era aquele nome que tinham escolhido e que já toda a família sabia que o seu mais recente membro se chamava Gina, os meus pais resolveram escolher um nome que desse para me continuarem a chamar assim. Trocaram Gina por Virgínia e deixaram o resto tudo igual.
Só me apercebi que não me chamava Gina quando entrei para a Escola Primária. A profesora chamava-me Virgínia, eu tinha que aprender a escrever o meu nome e não era Gina que me estavam a ensinar a escrever. Todos os outros meninos escreviam o nome que lhes chamavam, eu era diferente. Quando se tem 6 anos, não é agradável ser diferente.
Uns anos depois, ainda na escola, houve uma altura que quando assinava o meu nome, assinava: "Verginia" numa atitude de rebeldia inconsciente. Lembro-me de a minha professora de português me chamar a atenção cada vez que eu assinava "Verginia". Mas eu não ligava a mínima e continuava a levar a minha avante: "Verginia".
Até que houve uma dia (há sempre um dia), eu achei que devia começar a assinar o meu nome bem escrito, com acento e tudo.
Isto aconteceu quando eu frequentava o 2º ano do Ciclo Preparatório (o actual 6º ano). Nessa altura eu era uma excelente aluna e lembro-me muito bem de num teste de português, além do "satisfaz muitíssimo bem" estar desenhado um foguete, ilustrando o facto de eu finalmente ter assinado o meu nome como deve ser. Para mim, aquele foi o momento em que aceitei aquilo que ainda hoje detesto, o meu nome. Pronto... tinha que ser... não havia nada a fazer...o meu nome era mesmo aquele e tal...
Mas... Virgínia é só para o papel, como eu costumo dizer.

Adenda:

Nada de me chamares Virgínia por aqui, ouviste???'


Originalmente publicado
aqui.

Prolfaças a mim!




A 11 de Julho de 1968, pelas 13 horas e 35 minutos nascia uma menina - eu.

É verdade, é verdade, eu hoje faço anos!



Acabei agorinha mesmo (supondo que são 13:35, uma vez que eu dei ordem ao senhor Blogspot para fazer aparecer este post às 13h:35m) de me meter num 41 de onde não sairei senão de hoje a um ano por volta desta hora.



E por entre imagens giríssimas e antecipadamente…



Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada!



E aproveitando a simpatia e eficácia do senhor Blogspot que deixa a malta programar posts e tudo, e já que eu hoje estou ao Sul, junto das pessoas que fizeram tudo por tudo para me trazerem até este mundo...



Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada!

Quase, quase, quase!


...


...


...


...


...


Sexta-feira, Julho 10, 2009

Moedas (quase)


Vi o (ou um dos) ajudador(es) do condutor para aparcamento de viaturas na via pública, com a mão esquerda em concha amparando um monte de moedas e a direita de dedo indicador espichado fuçando os parcos haveres, a ver se chegava ao total dos mesmos. Contive algo assim:

- Então chefe? Isso já dá pra sandocha e pra bejeca ou ainda tá curto?!

Não disse, não tive a coragem necessária. Mas vim escrever no blogue, o que dá uma sensação muito semelhante ao deleite que sentiria se tivesse dito. É quase (quase, quase, quase) a mesma coisa.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Previsibilidade


- Quero ácido fluorídrico, se faz favor. - Pediu uma senhora.
E eu, habituada que estou a que chamem tudo ao pobre do ácido muriático, fui buscar um litro deste.
. Não é isso! - Reclama ela com confiança. - É um frasquinho pequenino com um líquido para tirar a ferrugem.
Enquanto dizia isto fez um gesto com a mão indicando o tamanho diminuto do frasco. Vi-lhe os dedos encarquilhados da idade e lembrei-me imediatamente da senhora; já a vira e atendera algumas vezes.

'Ah, é o Linfer.' pensei eu 'É aquela senhora dos dedos tortos, que trabalhou quarenta anos num laboratório e que um dia lhe caíu uma gotinha daquilo, uma gotinha só, no sabugo e ela andou dias com uma dor insuportável mesmo ali, lá dentro. Sim que ela sabe muito bem o que é o ácido fluorídrico! Trabalhou quarenta anos num laboratório!'

- É isto mesmo! Eu conheço bem isto, trabalhei quarenta anos num laboratório... blá blá blá...

Pedido à Natureza




Vá!
Reproduzam-se lá!
Eu tenho que vender os espanta-pombos!
Sejam muitos!
Muitos, muitos!
Vá!
Isso!




É o que ele diz... Ele, o vendedor.

Fotografia: Alameda Dom Afonso Henriques, Lisboa

Inteligência


Numa primeira instância, ele tem uma inteligência brilhante pelo modo como vibra quando fala. E já que sempre duvida do que lhe é dito, parece que tem uma mentalidade preocupada em aprender.

Mas não... Não, não.

Depois... Depois já não é assim - é antes pelo contrário. Ele duvida porque lhe falta inteligência, tem umas palas daquelas que usam os burros e que não os deixam ver aos lados, vê apenas em frente, vê apenas o seu caminho. Desvia-te, pá!

Porvérbio ou acrescentamento por conta própria


Falta aqui qualquer coisa...:



Colher ventos...

Semear tempestades?!



Não, isto não está nada bem mas não é porque falte alguma coisa, isto está é ao contrário. O correcto é: 'Quem semeia ventos colhe tempestades.'
E também é um facto que está mais qualquer coisa na pintura - o imbróglio da esquerda e os rabiscos da direita. Ambos originalíssimos e inovadores, diga-se.

Fotografia: Jardim Fernando Pessa, Lisboa


Estou aqui


Disseram-me assim:
- Ah, está cá hoje!... Venho cá sempre mas nunca a vejo!

E eu...:
- Tem graça, eu cá acho que o senhor é que vem cá poucochinho porque eu estou aqui todos os dias!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Nick


Beliscão é um nome giro para nick. Mas no feminino é capaz de não ficar grande coisa...

Hairnet


O senhor que me atendeu no McDonald's tinha uma rede na cabeça marca Hairnet, referência 903, código 1500001, P.V.P. 1.50 euros...

Pareceu-me, pelo menos. E não fui eu que vendi.

Aparição


Quando ela entra vejo-lhe a cabeleira, está como que iluminada por uma névoa de fios iridescentes entre o ouro e o mel. Preciosa, esta senhora! Preciosa e emblemática.
Também se pode dizer que aquela cabeleira em muito se assemelha à lã d'aço mas assim o post ficava menos poético.

A melhor parte é quando ela se queixa que está pelos cabelos. Aí, sim, lá foi a poesia toda embora!

4


Era uma vez quatro pessoas que se encontraram à porta de uma outra pessoa qualquer e mantinham cada um a sua conduta habitual. Apresento as ditas pessoas por ordem decrescente em termos de faixa etária:

I

O seu manifesto é quase sempre de desdém e discórdia em relação ao que ouve. É assim que vive, opinando contrariamente... assim como que para dar luta e se sentir vivo.

II

Tem sempre histórias para contar e... vai sempre mais além - conta-as. Depois, e habitualmente, é contrariado e desdenhado pela pessoa descrita acima, criando uma atmosfera pesada.

III


É um daqueles ouvintes que prefere deixar falar para ver com aquilo que pode contar. É caladinho mas sabe-a toda. Não põe o pé em ramo verde, aliás, é um de-pé-atrás e raramente opina sem que lho solicitem.

IV

Adora ver e ouvir as pessoas, opina ainda menos que a pessoa descrita acima e ao depois, quando tem tempo ou ainda quando está (e se está) para aí virada, despeja tudo num blogue que mantém na Internet chamado Verde Água.

Lista


Pela profissão que tenho, estou habituada a ouvir queixas acerca das cotações apresentadas. Mas não costumo ouvir um tão elevado número de (santificadas) exclamações proferidas pela mesma pessoa enquanto lhe vai sendo apresentada a cotação. Eis a lista:

- Misericórdia!

- Avé maria!

- Santo deus!

- Minha nossa senhora!

- Deus do céu!

- Credo!

Ca giro! Que achem caro eu compreendo. Por vezes é até preciso suportar atitudes sem dignidade por parte dos clientes. Mas também há maneiras de exprimir o espanto causado que me divertem em grande e esta foi uma delas, a senhora em questão mantinha um quase permanente 'Ó' entre as exclamações.

Consulta


A mãe dos ricos filhos pede à rica filha que vá ao Centro de Saúde marcar uma consulta para o pai…

(e ela, a rica filha, fica muito séria)

- Coitado do pai…

…para renovar a Carta de Condução.

- Ah!... Pensei que era para a próstata ou lá que é isso!

Letreiro


Numa montra que se vê por aí está escrito assim:

SE NÃO ESTÁS BEM

MUDA ALGUMA COISA

COMEÇA PELA TUA ROUPA

Agora mudemos algo:

SE NÃO ESTÁS BEM

TIRA ALGUMA COISA

COMEÇA PELA TUA ROUPA

Bem mais apelativo, não? Se assim se lesse lá no sítio, vá de ver a malta a tirar a roupinha toda...

Terça-feira, Julho 07, 2009

Desabafo


E continuando a saga da busca do 'algo' interessante para partilhar...:



Beleza


- Amor, hoje tenho cabelos e pêlos!

- Ai é?! Hum... ontem não tinhas?

- Tinha mas daqui a bocadinho vou ter menos!

- Ah...

Este post é daqueles que tem lugar neste blogue pelo desinteresse que aparenta possuir. Sim, porque há algo assaz interessante no que aparenta desinteresse. Veja-se os 'Gato Fedorento', 'Os Contemporâneos' e essa camabada assim com esse jeito, têm piada aos montes e audiências exorbitantes, ? Então, pronto! Eu (não tenho nenhum curso de comunicação ou sequer de comédia mas) também posso.

...


O melhor é não procurar a originalidade, uma vez que estou certa de que «não há nada de novo debaixo do sol».

...


Ao presente sinto-me uma besta hipócrita igualzinha àquelas que tanto abomino e maldigo. Antes fosse este sentimento semelhante a uma bebedeira ou a uma dor de cabeça... Sempre passava! Assim, apenas atenua! E, quando atenuar, sentir-me-ei bem melhor.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

...


Por ora, para além do óbvio e essencial, nada importa ou interessa. Há coisas que já atingiram aquele estatuto de incontestável, insondável, inatingível e mais alguns in's. E porque deixo de escrever, vem a solidão - aquela que é terrível de sentir. Essa...

Domingo, Julho 05, 2009

Excelsa declaração de amor



Amo-te e não é pouco.


Upgrade


Está muito melhor agora! Eu cá acho.

Certificar-se aqui.


Post longo


Acabei, finalmente diga-se, de ler este livro. Retirei e publico os excertos que figuram já aqui abaixo, não porque sejam mais verdadeiros que o resto do livro mas porque me revi neles.


'A PERSONALIDADE DO ESCRITOR

Até agora estivemos a falar da arte de escrever um romance. Agora vamos aventurar-nos na paisagem brumosa do que significa escrever um romance. Pode recusar a noção de ser escritor-e-artista por qualquer número de razões: pode dizer que apenas quer contar histórias. «Não sei nada de arte. Não tenho aquilo que é preciso para ser artista». Mas você já é um artista: todo aquele que tem um sentido estético é um artista. Alguém que veja algum valor numa actividade não utilitária é um artista. Alguém que queira contar histórias é um artista.
Os problemas que cercam a palavra artista são os mesmos que cercam a palavra escritor. Estas palavras geme sob o peso do significado, nenhuma delas nos poderá ajudar. Todavia, temos de falar disto, porque debaixo da negação, embaraço ou orgulho existe algo que tem de ser reclamado se queremos ser escritores de romances. Só quando reclamamos a nossa natureza artística a podemos desenvolver: todos podemos ser artistas, mas uns são melhores que outros. Porquê? Parte é trabalho inato e outra parte é a coragem de desenvolver algo dentro de nós que pode expor a nossa vulnerabilidade.


«Todos temos talento. O que é raro é a coragem de seguir esse talento ao lugar escuro onde ele conduz.» Erica Jong


Existem muito mitos à volta do artista talentoso. Um deles é o de que o artista tem um alto grau de habilidade, uma habilidade com as palavras, tintas ou movimento que é fora do comum. Contudo, não é uma característica definitiva. O que torna uma pessoa um artista não é o que ela tem, mas o que ela faz com o que tem. (Similarmente com um génio. Testes de Inteligência de pessoas consideradas génios indicam uma média de 120. Alto, com certeza, mas não por aí além: o que as torna especiais é o grau de criatividade que exibem com a sua inteligência.)
Ser artista tem pouco que ver com habilidade. Ser artista é uma questão de sensibilidade, isto é, como se relaciona com o mundo - o mundo real de chávenas, pores do sol, folhas que caem e os outros seres humanos. (...)


«Nós vivemos; os momentos são importantes. Isto é ser escritor: ser portadores dos detalhes que fazem a história.»
Natalie Goldberg


De mãos dadas com esta sensibilidade vão duas qualidades, a primeira das quais é a preocupação do mundo no qual se vive. Existe uma coisa que todos os artistas compartilham: um interesse excessivo pelo mundo. (...)
Os escritores - todos os artistas, penso - são pessoas fascinadas com o mundo e as pessoas que nele habitam. Alguns estão deliciados(...) mas todos querem saber e buscam. A personalidade do escritor é aquela que quer abrir a correspondência dos outros; ou que chora com as notícias; ou que deseja poder passar todo o dia a terminar frases do tipo: 'E se...?'; ou ignora os títulos e vai directo à pequena notícia de rodapé onde se lê: 'Rapaz salva peixe de morrer afogado'. Tem de se preocupar com o assunto sobre que escreve - isto é, as pessoas e as coisas, e o extraordinário de tudo isto. Se desprezar (...) o assunto ou os leitores (...) afastará as pessoas.(...)
Os olhos e os ouvidos ajudam-nos a ver o que é único no dia a dia. Já observou bebés assustarem-se com o mundo, já viu o que de extraordinário existe numa árvore, a imprevisibilidade dum gato? Se pudéssemos ser mais infantis e menos adultos, poderíamos deparar-nos com as palavras a saltarem da página. Mediocridade, atitudes mecânicas, utilitarismo, o 'o mundo-é-assim-mesmo' são influências que abafam. O impulso artístico é orgânico, caótico, fresco. Trata-se de nos libertarmos da influência castradora da rotina para que algo de novo possa brotar.
O que precisamos não é tanto de discernimento brilhante ou raciocínio sofisticado, mas de simplicidade e ingenuidade.

«As mentes pequenas estão interessadas no extraordinário; os grandes espíritos no lugar comum.»
Elbert Hubbard


Chegar aos leitores é importante - talvez vital, se queremos continuar. (...) Existe algo mais, contudo: uma qualidade misteriosa (...) - a integridade do acto criativo. Escreva por nada e para ninguém em primeiro lugar. Escreva porque tem de escrever. Escreva porque existe uma verdade que tem de ser lançada no papel. Escreva apesar da sua letargia, desespero ou dúvidas. Escreva porque não sabe como escrever, porque não sabe em que acreditar..
Depois escreva para si, pelo prazer que lhe dá. Escreva porque ama a língua, porque ama a fantasia, porque ama a liberdade de criar um mundo para além do alcance dos outros.


«A disciplina é o fogo refinado através do qual o talento se torna destreza.»
Roy L. Smith'

in 'Como escrever um romance e conseguir publicá-lo' Nigel Watts

Sábado, Julho 04, 2009

Lisboa e as Caravelas - 1


O meu sentimento e a minha lembrança estão em muitos lugares. Lisboa é um desses lugares. Acredito que o lugar onde nascemos tem um toque especial. Ainda que - e é esse o meu caso - não tenha crescido em Lisboa, o sítio onde respirei pela primeira vez permanece em algum lugar da minha memória.
Gosto de Lisboa desde que me lembro da minha existência. Gosto das colinas, dos monumentos, das ruas, dos cheiros, dos costumes, das pessoas. Gosto de olhar e sentir Lisboa.
Um dia, há já alguns meses, andava eu por aí olhando e andando, quando vejo uma caravela num candeeiro da cidade...



(Avenida Almirante Reis)

Depois, talvez uns dias depois, verifiquei que as caravelas ornamentam muito do mobliário urbano, porque vi esta caravela impressa em relevo...



(Rua Marténs Ferrão)

E esta...



(Rua Rosa Damasceno)

E mais esta...


(Avenida Fontes Pereira de Mello)

E outra...


(Rua Andrade Corvo)

Este símbolo tão presente na cidade de Lisboa presta vassalagem à Lenda dos Corvos de São Vicente e, em querendo ler, é favor clicar aqui.


Mais virão...


Quinta-feira, Julho 02, 2009

Medo



Obituário


Introdução

Se bem que o número de pessoas que conheço vivas tenha baixado consideravelmente nos últimos anos, este obituário tem um cariz diferente dos demais já anteriormente publicados.

Texto

Li no obituário de um jornal qualquer o anúncio de uma missa de sétimo dia à defunta de seu nome próprio Gravelina Helena.
Nunca na vida poderia desperdiçar um registo tão inusitado como este. Gravelina é deveras interessante. Tão interessante que roça o drama, até.

Palavra nova


...




...





...






Galfarros!
Galfarros!
Galfarros!


Acerca do preto em branco


Num tom em que mal disfarçava a brincadeira, diz ele assim:
- O Michael Jackson morreu engasgado com um garoto!...
E ela, absorvida por uma ingenuidade que não combina com a idade constante no seu B.I., exclama, convicta e (até) parecendo que sabe das coisas:

- Ah pois... ele era homemsexual...


(Era, era...)

Anúncio


Por cá o Obama penteia e corta cabelos unisexo.



Fotografia: Lisboa, 1 de Julho de 2009

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Nada


Nada como parar e ouvir o silêncio para que o ar se encha de sons inaudíveis até então.
Nada é ter tudo. Se sentir um vazio, um qualquer, é porque vou ter tudo daí a nada.

Terça-feira, Junho 30, 2009

2009


O ano está meio passado e meio por passar.

Os cravos dão as boas-vindas à metade que amanhã começa.




Fotografia: Lage, 10 de Junho de 2009

Controle


Os estímulos provocam os ímpetos. Passo a vida à procura dos estímulos e depois tenho os ímpetos para conter.

Bolas!...

A saia


- Que tal, gostas da minha saia? - Perguntei à rica filha, orgulhosa do meu trabalho.
- Não... não gosto, pareces uma sereia! - Confessa ela com uma mescla de desdém e comiseração na voz.
Ora bem, parecer uma sereia não é mau de todo. Pior seria ser uma sereia.

O tempo


Devo aproveitar o restante tempo em que ainda consigo pôr os brincos aos apalpões e sem a ajuda de um espelho. Enquanto não chega o Alzheimer ou outra demência qualquer que me faça tremer o esqueleto, vou-me aproveitando...

Primeiro contacto


Consegue-se saber tanto, mas tanto, acerca de alguém que me aparece pela primeira vez com uma porta fechada e as chaves do lado de dentro... Ui!...

Ele é bestas-incongruentes-que-me-acham-capaz-de-lhes-resolver-o-problema-com-um-estalar-de-dedos...

Ele é deixa-te-andar-na-boa-não-faz-mal-nenhum-vai-lá-assim-que-possa...

Ele é ai-meu-deus-grande-desgraça-a-minha-o-que-me-havia-de-acontecer!...

Ele é o tremeliques-e-grandes-passas-no-cigarro-desculpe-lá-'tar-a-fumar-aqui...

Ele é tou-me-nas-tintas-pra-esta-merda-o-senhorio-que-resolva...

Este último é o mais engraçado. É óbvio que o senhorio não irá resolver porra nenhuma. Quem perdeu as chaves e quem vive na casa, quem é?!

É, e sempre será assim, creio: nos momentos de tensão conhecem-se as pessoas num ápice.

MCMLXVIII


Tens 40 anos e 354 dias
Nasceste numa Quinta-feira quente de Verão
Desde que nasceste passaram 14964 dias
Desde que nasceste passaram 491 meses
Desde que nasceste passaram 2137 semanas
Farás anos dentro de 11 dias
Planeta - Lua
Cor - Branco
Pedra preciosa - Pérola

A vida passada

O diagnóstico:

Não sei se te parece bem ou não, mas tu eras uma má pessoa na tua última encarnação terrena. Nasceste em algum lugar do território que hoje é Coreia, por volta do ano 1475. A tua profissão era guerreiro, caçador, pescador ou executador de sacrifícios.

Um breve perfil psicológico:

Eras uma pessoa prática e com sentido comum, um materialista sem consciência espiritual. A tua sabedoria elementar ajudou débeis e pobres.


Lição tirada:

A lição tirada da tua vida passada deu-te para a encarnação actual o seguinte:
Deves desabrochar o teu talento para o amor, a felicidade e o entusiasmo, e deves distribuir esses sentimentos a todos os demais.


Não dou importância a este tipo de ideias. Neste caso, não dou importância quando ouço alguém dizer que a reencarnação existe. Mas recebi um email com este site, decidi dar uma espreitadela e achei particularmente engraçados o diagnóstico e a descrição do perfil psicológico (letras a vermelho para destaque). Comparei-os imediatamente à minha própria descrição no perfil deste blogue. Eu bem digo...

A grande maioria


A maioria pode ser pequena. Se a maioria for de 51% é uma maioria pequenininha. O que faz com que a minoria de 49% seja enorme; astronómica, até.

Nota: Este post não pretende lembrar as politiquices que assolam esta nação ao momento presente. É, isso sim, uma questão meramente lembrada por esta cabeça que mais não faz do que pensar.

Nota II: Acabei de escrever e de reparar que a nota de cima contém mais palavras que o post... Deve ser porque a cabeça continua a pensar.

Insólito


Trabalho numa loja. Acho que isso se percebe pelo que escrevo. Trabalho numa loja, pois. Trabalho numa loja onde um dia foi uma senhora pedir que se lhe guardasse um saco que, segundo ela, continha pertences mui importantes e estimados. Foi encarecidamente que pediu guarda àquilo pois na pensão que a albergava ao momento do pedido, segundo ela, existiam pessoas más e invejosas e qualquer dia ainda lhe roubavam as preciosidades, era esse o receio e vem daí o pedido.

Passaram meses, a senhora nunca mais se deixou ver e o saco de pertences amados foi lembrado e vasculhado por mãos alheias mas donas do espaço há tanto ocupado. Por entre sacos dentro de sacos e mais sacos, haviam resmas de recortes de jornal, carradas de amostras de produtos cosméticos e... um corno! Ah pois!... Bem embrulhadinho em guardanapos ou que raio era, lá estava o corno cinzento. Seria para dar sorte? É capaz... Tê-la-á dado? Se calhar...

Peões, mais peões


Descobri mais alguns peões. Estes estão muito bem ornamentados. Possivelmente o ornamento pertence a alguém com dotes artísticos, grande coragem e sem mais nada que fazer... fez isto:






Devo dizer que os dotes artísticos e a coragem do fazedor são por mim muito apreciados. Tanto são que merecem ocupar espaço neste blogue.
Todas as fotos foram captadas na Rua dos Douradores, em Lisboa. Quem quiser vê-los ao vivo é questão de se deslocar até lá.

Come(ê)ço


No banco público que hoje escolhi para me sentar estavam uns bichinhos inoportunos, rastejantes e verdes. Pareciam aranhas mas em verde. Não tive sossego, coçando e batendo em mim mesma a cada investida verde. Não consegui ler / escrever / observar / descansar nadinha...


Come(é)ço bem.

Confissão


Sempre que confesso não ter vontade de escrever ou de mostrar o que escrevi, não demoro a ser invadida por ela, a vontade, e é quase sempre em catadupa que me chega o 'como escrever e o que escrever'. A companhia chegou. Que bom.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

Não escrever






Não é por me faltar qualquer coisa ou porque tenha qualquer coisa a mais. É porque estou dormente, não sinto. Se por desligamento consentido se por apatia procurada, não sei. Estranho este sentimento. Ele desorienta-me. E assim me sinto terrivelmente só, quando não tenho nem a mim como companhia.

Fotografia: Granja da Ramada, 10 de Junho de 2009


Lamentos





Lamento a partida do prazer. Lamento este não que sinto. Podia tentar virar o sentimento ao contrário e procurar o sim. Só não sei por onde ou como começar. É como procurar algo que sei não estar perdido em lado nenhum.

Fotografia: Loures, 24 de Maio de 2009


Domingo, Junho 28, 2009

Nada



Não há nada que eu consiga transformar em muito. É isso.

E isto, é uma achega ao post anterior.


Sem ofensa


É sempre com este pensamento que escrevo. Não pretendo ofender. Quando muito... desejo provocar um abanão. Quando assim é, parece-me que lanço um vendaval quando afinal apenas sopro uma ligeira brisa.



Fotografia: Rua Soeiro Pereira Gomes - Póvoa de Santo Adrião



Domingo


Rente ao enfado. Passei algum do tempo deste Domingo organizando o meu computador em matéria de fotografias. Aproveitei para fazer uma 'coisa' gira para pôr à minha cabeceira. Depois refastelei-me, admirando a minha obra... Foi aí que me deu vontade te registar o momento.




Multiplicidade - 16


Tinha já umas certas saudades disto, de publicar fotografias. São todas imagens captadas no Parque da Cidade em Loures no passado dia 6 de Junho. A autoria é minha, isto para não variar do costume.

Saudades mortas, aí vão as fotografias em multiplicidade...








Até parece!



Até parece que estamos em Novembro!...




Bolo de Fubá
(do meu merceeiro)


Pois é verdade! Um dia, o senhor Francisco tinha na mercearia um bolo que me deu a provar. Era muito bom. Disse-me que foi a senhora dele quem tinha feito e prometeu-me que traria a receita para eu fazer em casa.
Então cá está ele!



E agora a receita, um tanto ou quanto resumida...:


três ovos

uma colher de sopa de manteiga

meia chávena de chá de óleo

três chávenas de chá de leite

três chávenas de chá de açúcar

três chávenas de chá de fubá

cem gramas de côco ralado

cem gramas de queijo ralado (de sabor suave)

uma colher de sopa de fermento

Bate-se tudo muito bem e leva-se ao forno...


Bom apetite!



Sábado, Junho 27, 2009

Lindas, lindas!






Lisboa - Belém, 9 de Junho de 2009


A s'tôra de Literatura da rica filha disse numa das aulas:


'Uma coisa é nascer com o dom da escrita e a outra é escrever porque se aprendeu na escola.'

Fico sempre toda encolhidinha quando ouço coisas deste género. E ando eu para aqui com a mania que escrevo... ai ai ai...

Será?


Será que escrevo demasiado?

Será que aborreço os leitores?

Será que não lhes deixo tempo para digerir?

Será que este blogue é entediante?

Ou pior: será que sou entediante?

Será?


(Outro) Link


Tal como anunciado no post anterior, se clicares aqui és bem capaz de perceber melhor o que está escrito porque este post é um prolongamento do post linkado. Então aí vai o post propriamente dito:

Uma pessoa que diz:

- conananja em vez de cor de laranja
- fudim em vez de pudim
- colhombo em vez de colombo

Nunca poderá ser uma pessoa como deve ser, pois não?


Link


Um link é um elo de ligação. Então clica lá aqui onde está o aqui a vermelho se faz favor e depois vem ler o resto. Se assim fizeres este post terá mais piada, garanto.


Desta vez fui eu a agraciada enquanto lavava os vidros da montra. Põe-me a mão no ombro e diz na sua voz entaramelada:
- Olha... aviva-me lá a memória, a gente conhece-se donde?
Ora bem... e o que é que eu respondi? Respondi algo que matou a conversa logo ali:
- Eu acho que a gente não se conhece de lado nenhum.

Três desejos ou então um desejo e dois ou's
(e também um título com quatro desejos e três ou's)


Queria ser homem para não me preocupar em esconder as alças do soutien.

ou

Queria não ter que usar soutien.

ou

Queria não ter mamas.

Não se deve


Não devo dizer (nem a brincar!) a uma gorda: 'Ai eu não posso comer isso porque 'tou a ficar gorda!' porque a gorda vai pensar que estou a chamar-lhe gorda. A gorda já é gorda e (também) já sabe que é gorda mas não gosta que se lhe chame gorda. Eu sei. Sei, sei.

?!


Há coisas que conseguem acabar-me com o sossego cerebral - o que levará uma pessoa que diz peremptoriamente, inclusive, que quer atacadores brancos ou vermelhos, acabar por comprá-los em preto?

Diz


Diz que é um tremoceiro e que há-de dar umas florzinhas amarelas. Diz.



... E eu digo que nesta altura, seja ou não um tremoceiro, já não dará florzinhas amarelas ou de qualquer outra cor. Digo eu.



Fotografia de cima: Lisboa,28 de Maio de 2009
Fotografia de baixo: Lisboa, 12 de Junho de 2009


Quinta-feira, Junho 25, 2009

Nem tanto


Existe generosidade, existem pessoas, existem pessoas generosas. Mas a generosidade nas pessoas generosas nunca vai até à capacidade de dar sem a esperança, umas vezes vívida, outras esbatida, de que receberão qualquer coisa em troca.
A esperança não é a última a morrer porque a esperança nunca morre. Logo... as pessoas generosas esperam receber.

Gel(ad)eira


A rica filha diz(ia) geladeira em vez de geleira. Fiz grande espanto quando descobri e corrigi-a, provocando-lhe grande pânico com a ideia de que fala mal a nossa língua que é por ela estudada e também mui amada.
Possivelmente estarão as duas palavras bem ditas, não sei se estão ou não. Mesmo não sabendo e não fazendo qualquer pesquisa para descobrir, porque se através da pesquisa eu descobrisse que estou errada, este post deixaria de ter razão para existir, apresento já de seguida o giro da questão. E o giro da questão é isto:

Passeávamos ambas pelos corredores enormes de um dos hipermercados que existem nesta cidade capital da saloiada. Passeávamos mas também andávamos às compras. Chamo agora a atenção para a conversa que se segue e para isto: o verde é a rica filha e o lilás sou eu...:

- Combinámos que o Hugo compra os sumos porque ele é que leva a geladeira.

- Geladeira?! Geleira, pá!

- Quê, não me digas que se diz geleira!

- Pois diz. Pelo menos eu chamo assim...

- Oh...

- ...

- Então... eu a dizer geladeira ao Hugo e tudo e ele nem me desmentia! Oh, também o Hugo não me costuma desmentir nestas coisas, confia que eu sei.

- Confia piamente?

- Sim.

- Hum... então se lhe contares vai deixar de confiar.

Aproximámo-nos do corredor do material de campismo. Finalmente a rica filha ia saber como se diz geladeira... Simulou o andar de alguém que teme qualquer coisa que está prestes a rebentar. Teatraliza uma cena aproximando-se sorrateiramente, com um desejo muito forte, misturando o medo e o prazer da descoberta.
Segue nova conversa:

- Oh!... Diz-se mesmo geleira! Que horror, mãe, andei anos enganada!

- Pois...

- Já estou mesmo a ver... tu vais pôr isto no teu blogue...

- Se calhar...

- Oh! Eu não me importo desde que fales do meu pânico.

- Claro que vou falar do teu pânico, o teu pânico é que é giro nisto tudo. O pior é se eu escrevo mas só consigo transmitir às pessoas a parte da geladeira e ficarem todos a pensar que não sabes falar...

- Vê se escreves como deve ser p'ra todos verem o pânico!


Já está! Escrito está... E o pânico, 'viu-se'?

É verdade


Não sou mais verdadeira quando escrevo, não. Quando escrevo, escreva o que escrever, sou outra. Refinada ou corrompida, tanto faz - sou outra.
Nos dois posts anteriores figura a palavra merda. São mais as vezes que escrevo merda do que as vezes que digo. Quando escrevo merda, escrevo principalmente porque os eufemismos me enjoam, sempre lhes está associada uma certa hipocrisia. Enjoa-me o suavizar das coisas, o querer fazer parecer que até nem me porto mal, o não dizer merda e até me apetecer muito, muito, muito...

Não sou mais verdadeira quando escrevo, não. Quando escrevo, escreva o que escrever, sou outra. Refinada ou corrompida, tanto faz - sou outra.

Em estrangeiro


Houve um senhor que assim que soube o preço do artigo grunhiu algo na língua materna... na língua materna dele, bem entendido. O tom de voz era o de alguém praguejando ou, quando muito, reclamando do (supostamente) alto valor. Fiquei com a impressão de que fui mandada à merda.

É uma honra, é uma honra. Em estrangeiro é uma honra mas não me encontro às ordens, isso não!

Fumar mata


- Eh pá, já vais fumar outra vez?

- Ya...

- Não fumes essa merda q' isso faz-te mal, meu!

- Oh! O mal é 'tar vivo... pode-se morrer por fumar esta merda!

No elevador


Tenho uma vizinha que concluiu recentemente um curso de psicologia. Há tempos tinha-se falado de sociologia e de outras coisas relacionadas com a psicologia e ela contou-me de um livro (e ficou de mo emprestar!), um livro não, um calhamaço, acerca da tal da sociologia, já que essa tal da sociologia é uma temática que me agrada.
Encontrei-a no elevador e diz ela: 'Então, tenho lá o livro à tua espera!' e vá de tornar a falar-me disto e daquilo que o calhamaço contém. Expliquei-lhe que era melhor não ir buscá-lo, que tenho em casa montes de livros para ler e que alguns até são emprestados, que há já muito tempo não tenho concentração nem disposição nenhuma para ler, que não sei o que se passa na minha tola e blá blá blá...
Pela expressão que vi na cara dela fiquei com a impressão que temeu que eu lhe pedisse auxílio psicológico para amigos. Ou seja, de borla!

... deixa lá isso, obrigadinha! Eu safo-me com a tola assim como a tenho... e escrevo num blogue...

Sondagem Powerpuff Girls, em 25 de Junho de 2009


- Já votaram 7 pessoas, filha!

- Yééééé!!!


Xiuuu! Não digas a niguém mas votaram mais do que eu esperava...


Obituário com provérbio a acompanhar


A Dona Maria do Carmo morreu. A morte não lhe apareceu de surpresa, havia já algum tempo que era vítima da doença que a finou.
É um bocadinho estranho o 'ir-se', o 'nunca mais'. Digo bocadinho porque não me atrevo a fazer sobressair o meu sentimento perante o tamanho sofrimento dos familiares. Mas estranho um bocadinho e quero escrever para não a esquecer.

Estranho já não ver mais a Dona Maria do Carmo de bata verde e vassoura na mão, limpando o átrio do prédio.
Estranho já não a ver a beber um cafezito sempre atenta ao derredor e opinativa até mais não.
Estranho que já não me divirta nunca mais com a sinceridade manifestada nessas opiniões, interessantes ou nem por isso, agora não faz diferença.
Estranho que não me diga nunca mais: 'Os seus meninos são tão lindos!' mesmo que eles não tenham deixado de ser lindos e que já não sejam meninos.
Esta última é a que estranho mais, pois 'quem meus filhos beija minha boca adoça' lá diz o provérbio.

Estranho isto e não mais que isto. Enquanto eu lidar com a morte de lado, enquanto não esbarrar nela ou ela não chocar comigo de frente... vai-se vivendo.

Substâncias




Ramelas e ceras são 'coisas' para toda a gente ter... e partilhar, já agora!


Fotografia: Rua Soeiro Pereira Gomes - Póvoa de Santo Adrião


Então, não se escreve nada?!


Calma, já lá vou.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Popozinho


O rico filho fez um popozinho na escola. Orientado e ajudado, o bicharoco já sabe serrar e colar peças por modo a produzir algo com jeito, ao que parece.
Escolheu a cor vermelha para decorar o popozinho e alcunhou-o de Dré. Esta peça merece destaque aqui no blogue porque é, provavelmente, o último trabalho manual do rico filho na escola.
Aqui está ele:




Rock


A rica filha gosta de música rock. Às vezes comparo a música das suas bandas preferidas com algumas das bandas portuguesas, acho-as nada aquém daquelas em termos de qualidade e muito semelhantes em termos de sonoridade. Depois aconselho-a a ouvir essas bandas portuguesas mas ela liga-me poucochinho.
Um dia entrei no quarto e ouvi uma música daquelas do rock que a rica filha gosta de ouvir mas cantada em português.
- Ena! Estás a ouvir rock português! - Exclamei eu como felicitação pela escolha.
- Mãe... Esta música era do Pokemon... - Responde ela com o gozo contido. Ante o meu silêncio continua:
- Não te lembras da música do Pokemon, mãe?
Arqueio as sobrancelhas e baixo os ombros em sinal de submissão enquanto profiro um sumidinho:
- Não...

Rascunho


No dia do exame de português do 9º ano deram ao rico filho uma folha A4 com o carimbo do estabelecimento escolar que frequenta, a data e a rubrica da professora, para rascunhar as composições ou o que fosse preciso. E ele... deixou-a em branco. Pois é. O rapaz não precisou de rascunhar nada. Sempre prático e despreocupado, fez tudo como lhe saiu na hora.

- P'ra que é que é preciso fazer rascunhos?! - Perguntou ele perante a minha interrogativa, não achando necessidade de ensaios de espécie nenhuma.

Nem sei se pense: 'Ah, grande aluno que é o meu rico filho, sim senhor! Qual rascunho, qual quê?! É tão bom, tão bom, que nem precisa de nada destas coisas!' ou se desconfie de tanta segurança e aparente saber - é que ainda não recebemos o resultado do exame...

Domingo, Junho 21, 2009

Hoje


Pelo que se vê hoje neste blogue, tenho pouco a dizer e muito a mostrar.

Saudações e votos de uma boa semana.

Solstício


Chegou o Verão!





Este Verão até parece uma auto-estrada!




Fotografias: Costa da Caparica, 21 de Junho de 2009

Cortar


Cortaram os fetos...
Eram assim:





E agora estão (só) assim:



Também cortaram esta planta, ou árvore ou que é aquilo.

Só sei que não sei o nome.

Era assim:


E agora está (só) assim:


Mas... Vêm lá mais.

Vão ter que cortar de novo não tarda!



O antes
O depois


O antes

Lisboa, 2 de Junho de 2009





O depois

Lisboa, 20 de Junho de 2009



Sábado, Junho 20, 2009

UPS!


Errei neste post, as duas fotos não são da mesma rua. Ficam aqui o pedido de desculpas, a resposta ao desafio e o erro desfeito.
Ver abaixo das fotos.



Rua de São Paulo...





Rua do Corpo Santo...


Quinta-feira, Junho 18, 2009

O post anterior fez-me lembrar:


Noutro dia disseram-me que sou pura. Isto no sentido de ser crua e ríspida, não possuo o polimento da hipocrisia.
Achei a referência curiosa - é verdade que essas são 'coisas' que me acompanham, sou rude em muitos momentos. Porém, nunca ousaria chamar pureza a 'isto'...

Suspiro


Recomecei a falar sozinha. Digo recomecei porque mais não fiz que regressar ao primórdio da minha existência, já que o palrar dos bebés é comunicar com eles mesmos.
Estou a lembrar-me - na Bíblia diz que o palrar dos bebés é o perfeito louvor a Deus, pela pureza de sentimentos e a ingenuidade própria dessa altura da vida. Enfim, assim já não me parece ter regressado ao primórdio da minha existência.

Bíblia Sagrada, Livro de Salmos - capítulo 8, versículo 2.

Que muita vergonha!


É costume os clientes falarem-me baixinho quando pedem um bacio de cama e pedem logo desculpa e tudo pelo xixizinho que têm que verter impreterivelmente a meio da noite. Muito enfiadinhos com eles mesmos são estes mijões! Credo, tanta vergonha!
E também há aqueles que proferem bem rente à surdina:
- Eu queria bicha...
- Bicha para cortinado? - Pergunto eu alto e bom som para tudo ouvir a obscenidade imensa. Que eu saiba, aqui na minha terra bicha não é sinónimo de paneleiro.

Se eu trabalhasse num daqueles antros de podridão e miséria humana (leia-se casa de putas, jogatana e/ou tráfico disto e daquilo) acho que não veria tanto embaraço nem tanta cara coradinha.

Post inconclusivo


Sou eu que não sei estar com as pessoas ou são elas que não sabem estar comigo?

Hum...

Suspiro número treze


Quem quer ir da Rua Braancamp à Avenida Fontes Pereira de Melo, isto a pé, tem um trabalho árduo pela frente...

Calor número dois (não sei se é o número dois mas faz de conta)


Os dias de extremo calor são caracterizados pela inexistência do boné na cabeça do senhor José e pela existência do panamá na cabeça do senhor Filipe.
Ou seja, pela gloriosa ostentação da careca do senhor José e a exibição orgulhosa do panamá do senhor Filipe que não via a rua desde o ano passado.

Aproveitemos o solzinho abrasador, pois. Há que não perder tempo pois a vida não anda... corre.

Post desiquilibrado


O equilíbrio é um gajo lixado, não deixa a malta exceder-se.

Bolas!...

Tosse, muita tosse


A senhora do banco tossiu, tossiu, tossiu. Disse ela que era alergia ao pó que as notas têm, por causa de contar o molho do abastado cliente, abastado levando em conta o tamanho do molho. E tossiu, tossiu, tossiu.
Esta senhora tem a profissão errada. Também eu. Ah pois. A ver se trocamos… Era giro. Até já estou a imaginar a Dona Carminda, a senhora do banco, a atender ao meu balcão aquela freguesa que lá foi comprar sabão azul e branco, quando ela lhe dissesse assim:
- Eu uso sempre isto para lavar a cabeça. Não posso usar mais nada senão cai-me cabelo aos montes!
- Então, isso é capaz de ser da idade! - Foi o que retorqui.
Mas acho que a Dona Carminda lhe responderia assim:
- Ah… ó Dona Gertrudes, então já viu o dinheiro que poupa?! Podia aplicar a poupança numa conta especial para fazê-la render.
Pois é. Eu acho que era isto o que a Dona Carminda responderia à Dona Gertrudes se estivesse no meu lugar. A ver se trocamos. Eu não tusso com o pó das notas...

Constatação blá blá blá


Se acharmos caro um conjunto de parafusos para fixação de sanita... temos um problema de merda.

Hum... (este 'hum' é o número dezanove)


Anda a passar-se qualquer coisa estranha comigo - comento o meu próprio blogue...

Constatação a seguir à constatação antes desta


Quando dizem 'ah eu compreendo, sim' não estão a dizer isso. Não propriamente. Estão antes a dizer 'ah 'tá bem deixa-te lá dessas merdas porque eu tenho problemas muito maiores que os teus'.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Constatação número cinquenta e um (deve andar por esse número...)


Não se vê os chineses a comprar nas lojas de chineses.

Refeição


Isto é um ovinho estrelado em cama de espinafres ao alhinho. As batatinhas moles, o bacon, o tomate cherry e o raminho de salsa estavam lá mas fugiram antes do meu clique, temiam cegar com a intensidade do flash.



Segunda-feira, Junho 15, 2009

Fantástico!


As mulheres são exímias; conseguem prodígios autênticos - algumas exibem o mesmo padrão na cunha das sandálias e na túnica. Isto, no mesmo dia e no mesmo momento.

Nêsperas




Vi-o empoleirado no muro. Apanhava nêsperas e comia-as com gosto. Parei repentinamente e fiquei especada a olhá-lo.
- Então, as nêsperas, que tal são elas? - Perguntei.
- Deixam-se comer – Diz ele encolhendo os ombros.
Do cimo do muro, estendeu-me dois ramos contendo muitas nêsperas. Fui até lá e estiquei-me para aceitar a oferta.
Depois esclarece:
- O terreno não é meu mas a nespereira é produção minha, eu é que cuidei dela. Por isso tenho direito a comer…
E remata assim:
- O resto é para os passarinhos!...

E as nêsperas deixaram-se comer por mim também.

Um euro


Na feira fui abordada por um jovem cigano:
- Ai, ó minha senhora, compre-me um colarzinho! Só custa um euro! Olhe que são da Lili Caneças!
E eu não pude deixar de inquirir, mostrando indignação fingida:
- Ah sim, então os colares não são seus?!

- Vai chover!
- Vai tu, ora!


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Domingo, Junho 14, 2009

Ideias


As ideias acerca do que hei-de escrever andam turvas.


Espero a nitidez. Espero-a receosa de que a espera seja vã.




Fotgrafias: Lage - Mafra, 10 de Junho de 2009

Os peões


Há uns tempos, sem mais nem menos, reparei que o desenho dos peões não são todos iguais...

Alameda Dom Afonso Henriques - Lisboa
Portela de Sacavém
Pinheiro de Loures


Santa Iria da Azóia


Creio que há mais variedade mas fiquei-me por aqui, já chega de peões.


Mandato


Se eu mandasse neste país não mandava em nada - não gosto de mandar...

Powerpuff Girls




Ontem ao jantar surgiu uma dúvida entre os adolescentes presentes:

Há cerca de oito anos a série de desenhos animados Powerpuff Girls, da qual a rica filha era fã, teria passado apenas na TV por cabo e não na TVI.

E vai daí, resolvi, e pela primeira vez, pôr uma sondagem no blogue - na barra lateral direita é o primeiro item.

Assim queiras, vai lá e vota.




Imagem: encontrada no Google e copiada do mesmo.

Sábado, Junho 13, 2009

Parabéns, Luís!


Por modo a não fazer muita onda, não vá eu escrever sandices semelhantes às do ano passado, aqui fica um poema dedicado ao meu amor...

Todas as ruas do Amor

Se sou tinta tu és tela
Se sou chuva és aguarela
Se sou sal és branca areia
Se sou mar és maré-cheia
Se sou céu és nuvem nele
Se sou estrela és de encantar
Se sou noite és luz para ela
Se sou dia és o luar
Sou a voz do coração
Numa carta aberta ao mundo
Sou o espelho d'emoção
Do teu olhar profundo
Sou um todo num instante
Corpo dado em jeito amante
Sou o tempo que não passa
Quando a saudade me abraça

Beija o mar, o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas do amor
Serás meu e eu serei tua

Se sou tinta tu és tela
Se sou chuva és aguarela
Se sou sal és branca areia
Se sou mar és maré cheia
Se sou céu és nuvem nele
Se sou estrela és de encantar
Se sou noite és luz para ela
Se sou dia és o luar

Beija o mar, o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas do amor
Serás meu e eu serei tua

Flor-de-Lis


Em querendo, o video é para ver aqui.

Cheguei!


Estas são imagens dos sítios por onde andei nestes dois dias de férias.






Quinta-feira, Junho 11, 2009

Até já




Vou só ali até aos arrabaldes de Tomar e ao depois venho para aqui.


Quarta-feira, Junho 10, 2009

Por outras palavras


Outras palavras porque o que escrevi uns posts atrás também é uma prova de impaciência. Sou impaciente. Aqui também sou impaciente. Não tenho paciência para deixar desafios no ar, esperando que alguém responda. Mas lá vão mais duas fotografias e um só desafio:

Onde é?
A cidade é Lisboa mas a rua qual é?





Post Scriptum

Não tenho qualquer réstia de paciência para picar a cebola miudinha, por exemplo...



Email


Recebi um email em que o assunto dizia ser: 'Bllue Pills'. Creio tratar-se do famosíssimo comprimido azul.

Ok... até através das ondas internéticas eu pareço precisar de alguma cor na minha vida.

Hora da paparoca!




Fotografia: Granja da Ramada, 10 de Junho de 2009


Férias?!


Quais férias?! Ah... essas. Estão boas...

Centro Cultural de Belém


Ontem fui ver um espectáculo de música clássica. Gostar, gostei. Ainda que não seja admiradora do estilo, não há dúvida que ouvir música tocada ao vivo e ainda por cima acusticamente, tem o seu impacto.
Sempre atenta ao espectáculo, não pude deixar de notar as meias que trajava o meu vizinho do lado - eram do Tweety...

Justificação talvez necessária


Acabei de publicar todos os posts de fotos (são quatro, o que equivale a um total de vinte fotos) que tenho há duas semanas prontinhas para aparecer.
O motivo de não as ter mostrado ainda pode ser um certo respeito aos leitores, porque entendo que é muito rodar de scroll... e receio que isso os aborreça.
O motivo de as mostrar hoje, e todas de uma vez, é o cansaço que sinto em relação aos temas em si. Quero publicar o que já preparei há algum tempo, pois se assim não proceder não terei qualquer prazer na mostra. Quando finalmente as mostrar vai parecer-me que estou a actuar forçadamente porque o meu sentimento de hoje não está nas imagens que então captei, já passaram algumas semanas, já tudo se desvaneceu.
Depois, e por outro lado, sempre posso pensar que ultimamente não tem andado por aqui muita gente, isso faz com que me sinta desgarrada e instiga-me a pensar mais em mim que em vós, leitores.

Multiplicidade - 14


Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Rua João Fandango - Loures


Rua João Fandango - Loures


Rua João Fandango - Loures

Rua Soeiro Pereira Gomes - Póvoa de Santo Adrião


Duo - 9




Rua José Acúrcio das Neves - Lisboa



Rua José Acúrcio das Neves - Lisboa



Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa



Rua João Fandango - Loures



Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Multiplicidade - 15


Frielas - Loures

Largo do Corpo Santo - Lisboa

Avenida de Madrid - Lisboa


Rua do Ferragial - Lisboa

Lisboa


Duo - 10


Cais do Sodré - Lisboa

Loures

Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Terça-feira, Junho 09, 2009

Hum-hum...


Vou só ali ao CCB e já volto...

Duo - 8












Rol dos esquecidos - 8












Segunda-feira, Junho 08, 2009

Um dia

Inda um dia vou descobrir por que raio é que aquilo tem três corninhos...

Atão aquilo é um pára-raios, mulher!...

Ah...




Fotografia: Cais do Sodré - Lisboa, 8 de Junho de 2009


Fui, voltei e aqui me encontro


Esta foi uma das visões que tive na ida. Loures é uma cidade espectacular! Ainda há rebanhos de ovelhas que param o trânsito. Eu própria, seguindo a pé, tive que parar.


Seguidamente



Vou só ali ao Ginásio exercitar o corpinho e já venho.


Fotografia: Rua Manuel Francisco Soromenho - Loures, 6 de Junho de 2009

Adenda:
Esta fotografia é uma maravilha da sorte que eu tenho, da natureza e da tecnologia. Palavra que não sei como é que 'fiz' esta imagem...


História da construção de um post


Há posts que ainda que sejam a apresentação de algo simples, construo com alguma dificuldade. Foi o caso do post Recordando as flores da minha mãe.
O assunto em si era curto e o post não requeria grande trabalho de escrita, já as fotos... Onde é que eu ia arranjar fotos das flores da minha mãe que tenho na memória?! Ia ter que andar à procura das flores porque não queria sacá-las da Internet e confesso que este post levou meses a ser construído.
De seguida relato como descobri as flores da minha mãe pela ordem cronológica da descoberta.

Um dia fui com o Luís montar uma fechadura a casa de um cliente. Nas traseiras, num jardim, lá estavam as patas de cavalo. Quase dei um grito quando as vi e lá tirei a foto. A primeira já estava, que bom!



Uns tempos depois, estava eu passeando pelo parque de estacionamento de um dos hipermercados sitos nesta cidade que eu tanto gosto, quando vejo jarros. Jarros! Ali mesmo à minha frente! A segunda foto já estava na minha máquina, ora bem!



Fomos até à minha terra (Pinheiro de Loures) beber um cafezito. Quando o Luís dava a volta ao carro, que vejo eu? Cravos! E cravos saloios ainda por cima! Fiquei logo toda contente! E vão três!



O pior eram as sardinheiras. Não por falta das mesmas pois abundam quer aqui em Loures, quer em Lisboa, mas as que se viam por aí ou estavam muito longe para serem fotografadas, ou então era muito descaramento fotografar as janelas das pessoas porque e uma vez que eu não me resguardo no anonimato, às vezes tenho algum receio de virem aqui zangar-se comigo por andar a mostrar propriedade alheia.
Tirei muitas, muitas fotos a sardinheiras por Loures e por Lisboa. Até tirei fotos às sardinheiras
deste senhor... Mas ganhou esta, aqui em Loures. Nada como apresentar veracidade nos factos, estas sardinheiras ao menos são saloias...


Pisca- pisca




Nada de se dizer que eu faço parte daquele grupo de condutores malucos que não fazem piscas, não senhor. Oh p'ra eu ali a fazer o pisca!
Agora a sério, chateia-me fazer os piscas todos e às vezes marimbo e não faço. Se não está ninguém atrás, à frente, aos lados...

Colchões


Tal como previra, estas férias estão a ser do ca-ra-ças! De manhã vieram entregar os colchões. Fantástico! Agora o rico filho já tem um colchão à medida dele. O senhor que veio cá entregar viu logo que o rapaz é do Benfica. Homens!



Eu também já tenho um colchão novo e à medida. Mas não à minha medida porque não sou grande, é mais um colchão à medida do somier. Agora já tenho um colchão inteiro, sem moças.
E também já o experimentei - lá nas instruções dizia para não deixar as crianças pular em cima o colchão, por isso, e já que não sou nenhuma criança, vá de pular em cima do colchão. Aguentou-se bem, o dito.
Quando contei este meu feito à rica filha, ela ficou uns segundos a olhar para mim muito séria. Certamente pensava que nos dias vindouros, na vida adulta que lhe está já tão próxima, não irá imitar a sua progenitora porque esta é alguém que lhe parece não ter grande juízo e não ser um exemplo a seguir.


Domingo, Junho 07, 2009

Vivendo e andando


O que eu acho nunca é verdadeiro. Vivo e penso um monte de mentiras. O que eu acho, o que eu vivo e o que eu penso, nunca hão-de ser verdades. E às vezes ando lá tão perto...

E se um desconhecido…


Entrou apressadamente e exclamou muito aliviado:
- Ah que bom, hoje tem tempo para mim!
Eu estava de costas ao momento da entrada. Virei-me para dar de caras com alguém que não me lembro de ter alguma vez visto. E se eu tenho uma memória extraordinária para feições! Não me descompus nem um pouquito. Falei-lhe como se ele fosse alguém com quem eu vá descontraidamente beber um café:
– Então, não me diga que não é costume eu ter tempo para si…

Eu quero.
Fazer memórias.
Roubar pedaços de tempo...


Make a memory

Hello again, it's you and me
Kinda always like it used to be
Sippin' wine, killing time
Trying to solve life's mysteries

How's your life, it's been a while
God it's good to see you smile
I see you reaching for your keys
Looking for a reason not to leave

If you don't know if you should stay
If you don't say what's on your mind
Baby just breathe
There's nowhere else tonight we should be

You wanna make a memory

I dug up this old photograph
Look at all that hair we had.
It's bittersweet to hear you laugh
Your phone is ringing I don't wanna ask

If you go now, I'll understand
If you stay, hey, I've got a plan
We're gonna make a memory
You wanna steal a piece of time
You can sing the melody to me
And I can write a couple of lines

You wanna make a memory

If you don't know if you should stay
And you don't say what's on your mind
Baby just breathe
There's nowhere else tonight we should be
We Should be

You wanna make a memory
You wanna steal a piece of time
You can sing the melody to me
And I can write a couple of lines

You wanna make a memory

Bon Jovi


De passagem por mim


Gosto de ver as pessoas passar por mim, em tendo tempo. E também gosto de escrevê-las, é uma óptima maneira de arranjar escrita, já que as pessoas se manifestam e/ou revelam de todas as maneiras imagináveis. Se é assim, e é, não me acabará nunca o assunto.
Vi um transeunte com uns auscultadores enormes e vermelhos apoiados na tola. Espectáculo…
Se calhar até nem tem nada de espectacular (leia-se estranho), eu é que sou ignorante. O homem é locutor da Rádio Comercial e hoje em dia, com a tecnologia tão avançada que está, ele trabalha na rua através do wireless.
É isso, de certezinha.

Adenda: sou ignorante e inventiva.

Louco perigoso


Ai que medo!...





Fotografia: Póvoa de Santo Adrião, 23 de Maio de 2009


Ah…


Afinal o homem sabe falar.

Ouvi-lhe a conversa sobre física nuclear, ou que era aquilo, explicando à pessoa com quem falava determinada novidade sobre a tal da física nuclear, usando vocabulário culto. Sim, não é só pavonear-se com uma toalha a fazer de avental.
Às vezes, quando ouço as pessoas falar pela primeira vez mas já as conheço de vista muito bem, e é este o caso, fico contente quando descubro que montei uma ideia (talvez) errada.
Mas… mas… ele lá anda com a mania que é bom, giro e grande.

Vintage




Não há muito a dizer desta fotografia. Apenas que a dona desta peça singular não sabe que eu a fotografei e que a publico, porque tenho a certeza de que ela não se importaria de saber.

(Não que eu lhe vá dizer.)

A vida do lisboeta pobre


Ouvi dois velhotes lembrar os tempos antigos em que se penduravam no eléctrico. Contavam que nesse tempo o dinheiro era escasso e eles tomavam-lhe boleia furtivamente. Muitas vezes estavam dependentes da simpatia ou bondade dos fiscais, havia alguns que lhes batiam nos nós dos dedos fazendo-os desistir e apear-se forçosamente. Mas também haviam passageiros ladinos, agarravam-se ao trólei do eléctrico fazendo-o perder o contacto com o cabo eléctrico e assim o veículo parava por falta de energia – era a sua vingança.




Fotografia: Rua da Conceição - Lisboa, Abril 2009



Era uma vez...


... uma ursa chamada Maria...


... e uma nuvem sem nome.



Fotografias: Moscavide, 7 de Junho de 2009



Sábado, Junho 06, 2009

Multiplicidade - 13


Póvoa de Santo Adrião
Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa

Rua Joaquim Bonifáceo - Lisboa


Rua Manuel Augusto Pacheco - Loures


Rua Manuel Augusto Pacheco - Loures


Duo - 7


Loures


Loures

Rua Rosa Damasceno - Lisboa


Rua José Acúrcio das Neves - Lisboa


Hum... Adivinha de quem é este duo de mãos!...


Tópico


Caro(a) leitor(a), antes de ler o post convém espreitar a imagem abaixo. Poderia publicá-la antes do texto mas acho que se assim fizesse fugiria tudo daqui para fora sem sequer reparar que abaixo haveria um texto. Por isso primeiro vai lá espreitar abaixo e depois vem aqui acima ler, por favor.

Aquilo é um tópico. Um tópico é... e eu desenvolvê-lo-ia se soubesse o que escrevi naquele papel, pois desenvolvia. Aquilo é uma coisa qualquer que vi ou ouvi e guardei para não me esquecer e a esta hora teria mais um post.
O engraçado disto, é que:

- Não consigo ler e principalmente entender o que escrevi
- Pelo motivo exposto acima, não sei sequer se já publiquei

E, ainda, há duas grandes vantagens nisto:

- Uma é que não vale a pena lamentar ter menos um post por não saber que raio escrevi porque mesmo assim estou a escrever um post por causa do que escrevi...

- A outra, é que com esta memória fantástica que tenho para reter informação deste tipo, qualquer dia lembro-me e entendo o que escrevi... Ai lembro, lembro...

E por último, se o que consta no parágrafo acima realmente acontecer, terei mais dois posts para escrever:

- Um a dizer: Eia, pá! Ó caro(a) leitor(a), lembras-te de quando eu não sabia o que escrevi aqui (link assim-assim e coiso)?

- Outro dizendo: E agora vou escrever acerca do que um dia me esqueci aqui (link batati-batatá e tal)... blá blá blá... blá blá blá...




Ai... não te mexas que eu lembro-me dele!...*


A cada movimento que o meu corpo faz, eu lembro a aula de Pilates de ontem... Ai!...

Muito colei eu o púbis e imprimi o cóccix ao colchão... Ui!...




*Pilates

Desenho


Que lindo desenho a Lurdinhas fez na parede!


Papelinhos, uma vez mais


Na Avenida Guerra Junqueiro, um rapazito de ar interessante, diga-se, desejou-me as boas-tardes e ao depois estendeu-me a mão oferecendo-me, não um passou-bem mas antes, dois papelinhos. Um impregnado com um cheirinho bom de que não lembro o nome mas é só porque não quero lembrar, e o outro apregoava fortemente a oferta de quatro provas de amor pela perfumaria publicitada.

Provas de amor.

(grande suspiro...)

E logo quatro.

(outro suspiro, desta feita é tão profundo, tão profundo, que vem lá do âmago, ou que é aquilo...)

Nem sei se pense, e escreva, as parvoíces do costume, ou me deixe estar sossegadinha e, preferencialmente, caladinha naquele cantinho onde não quero estar.

Eh pá!...


Muita mulher linda e meiga e muito homem sensível e forte há nas páginas dos classificados dos jornais! Todos eles necessitados de companhia urgentemente.
A julgar por isto, os ocupados maritalmente ou de outra maneira qualquer, são na maioria as bestas incongruentes que arranjaram companhia. Vá-se lá saber porquê...

O incómodo


Há coisas que me incomodam tanto… Por que carga d’ água existem pessoas que dizem x-miné?!

Papelinhos


Os papelinhos que a máquina lá do ginásio cospe, onde figuram uma catrefa de itens interessantíssimos - peso, altura, idade, massa gorda, massa muscular e outras coisas legíveis mas para mim ilegíveis e indeterminadas, andam na mesma bolsa onde guardo a brochura que contém as promoções do KFC.

E agora pergunto eu:

Será que engorda os papelinhos andarem juntos e aos trambolhões dentro da minha valise?

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Ah, é verdade!


Para a semana estarei de férias. Que não se leia irei de férias, leia-se sim estarei de férias, porque é isso o que suponho vir a acontecer. A ideia é ficarmos por aqui e darmos uns passeios por aqui e outros por ali, ou então não dar porra de passeios nenhuns e as férias serem uma ganda merda mas isso é coisa para logo se ver.
Ora bem, vamos ao que interessa - o Luís pediu-me para fazer o papel anunciante das ditas férias para que os clientes (ou transeuntes, ou coisa que os valha) se fossem habituando aos dias em que não estaremos presentes. E eu fiz. Mas eu já não sei escrever um papel que passe uma informação simples e de fácil compreensão, para ser visto rapidamente por quem passa na rua. Já não sei, não. E escrevi assim:


Comunicado à mui estimada clientela



Estaremos encerrados pelo período de tempo que decorre entre os dias 8 e 14 de Junho de 2009.
Existem dois motivos que nos levam a fazer esta interrupção laboral:

1 - À malta que aqui detém um posto de trabalho dá-lhe jeito descansar bem como ir à praia.

2 - A pouca probabilidade de que alguém leia este aviso durante o tempo da interrupção, em conjunto com a muita probabilidade de que durante esses dias não haja quem passe por esta rua com o intuito de comprar.

Desde este dia publicamos neste singelo papel as nossas desculpas, sendo que nós já anteriormente a isso somos conhecedores de que, como bons e compreensivos seres humanos que sois, nos hão-de desculpar a curta ausência.

Gratos somos e estamos.

Lisboa, 28 de Maio de 2009




O Luís achou o aviso engraçado mas também achou que à partida não se iria perceber, na verdade a grande maioria das pessoas não pára para pensar, ou sequer pensa.
Concordei - não é o aviso ideal para se ter na montra de uma loja, está demasiado longo e complicado. Por isso, fiz outro bem mais simplezinho. Tão simplezinho, tão simplezinho, que não tem gracinha nenhuma...:


Informação



O nosso estabelecimento estará encerrado desde o próximo dia 8 até ao dia 14 de Junho para descanso e afins.
Reabriremos no dia 15...

Certos de que teremos umas boas férias, gratos já nos sentimos pela vossa compreensão.



A Gerência

Va(Fo)mos à cabeleireira


Tivesse eu saudades de ver a Dona Raqueline e saberia como as aniquilar. Para tal existem duas oportunidades em todas as quartas-feiras de cada semana com precisão pendular, digo eu.

Oportunidade número um:

São quinze e vinte. A Dona Raqueline aproxima-se ligeira e desenvolta, cabelo escorrido e baço mas impecavelmente penteado.

(boa-tarde minha senhora tá boa e todos os seus vamos indo bem obrigada)*

Oportunidade número dois:

São dezasseis e cinquenta. A Dona Raqueline vem agora no sentido oposto. O cabelo apresenta-se brilhante e volumoso na medida em que é possível pois a cabeleira não é assim lá muito vasta. Mas... ainda assim... impecavelmente penteado. Ah pois!

(boa-tarde minha senhora tá boa e todos os seus vamos indo bem obrigada)*

* A chamada troca de galhardetes. Ou então também se pode chamar conversa desprovida do sentimento que deveria acompanhar as palavras.

Negócio


Eu também me saí cá uma negociadora do caraças! O senhor Norberto (o senhor Norberto é um dos vendedores que eu tenho que aturar) disse-me, apresentando um dos seus produtos:
- Já viu o preço dessas escovas de cabelo?! Estão quase de borla!
Ao que eu respondi:
- Hum... só compro se o senhor retirar o 'quase'.

Ele não retirou. Oh e ai que pena.

tamém 'tá giro...!


diz ele assim:

como não tenho que...

não sou obrigado a...

Quarta-feira, Junho 03, 2009

É, é...


Há pessoas assaz interessantes. A gente pergunta-lhes se está tudo bem, sem que queiramos realmente saber e depois é-nos respondido que está tudo bem sim senhor, se acharmos que está tudo bem para quem passou a tarde a trabalhar.

Não é uma resposta, ao menos, um tudo nada interessante, pelo baseada que está em factos reais?!



(É pois. É assim como este blogue. Aqui transforma-se a ausência de assunto num facto interessante, baseando-se a sua autora em ocorrências realmente presenciadas pela própria.)

Preto


Quando é que eu aprendo a não dizer a palavra preto quando o cliente é preto, pá?! Ca raio! Bastava dizer sacos, não era preciso, acrescentar-lhes cor alguma e dizer sacos pretos! É claro que o homem ficou dois segundos, pelo menos, a pensar nos sacos pretos... Chiça, ca porra!

Nada de dizer preto frente a um preto. A ver se na próxima lembro.

'Tá bom, fia. Brigada, viu?!


Foi hassim qui si djispidjiram dji mim hoije. Minina, achei taum lêgau!

Igual


Ando há que tempos com a mesma visão do mundo. O circundante e o central. Sinto-me cheia, a transbordar.

Paisagem




Que vieste aqui fazer?!

Nada...

Nada, não!

... vim ver coisas e tirar fotografias.

Logo vi.

Para não pensar... Pelo menos muito.


Fotografia: Loures, 3 de Junho de 2009

Rol dos esquecidos - 7











Duo - 6











Terça-feira, Junho 02, 2009

A mãe


A necessidade é a mãe do engenho e não só. A necessidade é mãe da simpatia também. Sempre que alguém precisa de mim é vê-los todos simpáticos.

Por acaso até 'tou aqui a pensar que é uma pena que aquele alguém não viajasse no avião de que hoje toda a imprensa fala e que, supostamente, desapareceu juntamente com a tripulação e os passageiros. É uma grande, grande pena...

Perfil


Quando um dia precisar de escrever algo acerca de mim mesma sempre posso usar isto:

Eu sou aquela a quem perguntam no meio da rua e do outro lado da estrada quanto me devem.

Sou fundamental, portanto - uma pedra de base, uma coluna de suporte.

Não sou eu





Estou triste. O motivo é o mesmo de muitas das vezes em que estou triste: o desacorde existente entre o que sou e o que penso que sou. Porque o que eu penso que sou, não sou, não. É antes, o que eu quero e tento ser.


Fotografia: Lisboa, 2 de Junho de 2009

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Tojal

Acerca do Tojal, ver aqui.

Hoje fui duas vezes ao Tojal. Os passeios deveram-se ao facto de na passada sexta-feira ter ficado retido o meu cartão numa caixa multibanco. O primeiro passeio foi para saber como proceder e o segundo... foi para proceder, digamos.
O Tojal é uma das vilazitas que circundam a cidade de Loures mais bonitas e mais históricas, senão a mais bonita e a que encerra mais história. Estava um calor abrasador mas mesmo assim tirei algumas fotos. Não são fotos dos monumentos existentes no Tojal, são as fotos que me deu na cabeça tirar...






Expressão


Há dias, eu e o Luís falávamos acerca de fotografias e de fotografar isto e aquilo. Dizia ele que o mais difícil de fotografar são as expressões faciais, isto porque as pessoas não estão descontraídas, ou porque o ângulo não favorece, ou então causas naturais - a pessoa não é fotogénica, simplesmente.
Ele pega na máquina e aponta-a para mim. Eu estava descontraída e tentei manter a expressão que tinha no rosto naquela altura e até consegui. Quando ele me mostrou a foto, não gostei nada da expressão. Mas aquela era a minha expressão do momento, goste ou não era assim que eu me apresentava ao mundo naquele momento. Não gostei e foi tanto o que não gostei, mas tanto, que nunca a poria aqui ao natural.
A foto abaixo sou eu e essa tal expressão mas trabalhada por mim. Pus-lhe uma máscara, assim já não me fere a vista.



Agora, se quiseres ver uma expressão facial completamente livre de máscaras, espreita abaixo.







É que vê-se mesmo bem a minha expressão!

O que ficou atrás


Ou seja... já estás a parvar outra vez... Já estás, já...

Verificação numérica versus dúvida notada


Ora deixa cá ver…


Abril de 2007 – 14 posts

Abril de 2008 – 28 posts

Abril de 2009 – 106 posts


Hum…


Maio de 2007 – 14 posts

Maio de 2008 – 33 posts

Maio de 2009 – 134 posts


Isto quer dizer que a cada ano que passa escrevo mais, é indubitável por ser notório. Eu queria também escrever melhor, aí apenas noto dúvida.


Suspiro




Nada como um mês a seguir ao outro...
Ai ai...



Fotografia: Lisboa, 29 de Maio de 2009

Os importantes


Os ricos filhos têm nos respectivos quartos alguns objectos a que dão grande importância. Não que os idolatrem mas têm-nos...



As medalhas do rico filho. Antes que alguém pergunte eu digo: uma delas é um primeiro lugar e as outras duas são de segundo lugar.



Os primeiros ténis All Star da rica filha. Diz ela que nunca se há-de desfazer deles.

O anel




Diz o rico filho com aquele ar de estranheza no masculino que já possui:
- Eia, mãe! Como é que alguém se lembra de fazer um anel com um botão! E ainda por cima há quem use...

Pois é, querido filho! Coisas de mulheres. Era bom habituares-te, sofrerias menos, miúdo.

Lindos!


Dantes, num tempo em que os ricos filhos eram mais pequenos que eu, brincava assim:
- Quem é que são lindos mãe?
E eles de imediato e convictamente, respondiam:
- Eu!

Hoje ainda brinco desta maneira, porque quero e porque gosto, ou seja, porque sim.
Ora acontece que hoje eles não respondem com a mesma espontaneidade e com o mesmo tom acriançado e ingénuo na voz, a infância já se desvaneceu por completo. Não lamento esse facto, mal de mim se assim fosse, muito mau seria se os ricos filhos ainda fossem infantis...
Mas… para meu gáudio, eles lá continuam a responder:
- Eu…



Cantiga


O pai é um (bom) bocado falador. Embora a rica filha seja igual em falatório, um dia, enquanto ele tinha uma daquelas conversas que parece não terminar nunca, ela inventou uma canção:



Quando
quando será
que o meu pai se calará?
Hoje,
amanhã,
daqui a três semanas ,
daqui a dois anos,
ou daqui a três milénios?


Recordação de infância


Hoje é Dia Mundial da Criança. Quem por aqui passa com regularidade é capaz de já ter percebido que não sou muito dada a notar este tipo de comemoração, mas hoje apeteceu-me referir o Dia Mundial da Criança.
Não sou mãe de crianças, os meus filhos estão ambos no auge da adolescência mas foram crianças durante alguns anos e quis aqui recordá-los com este e outros posts que hão-de ser publicados neste dia.
O pequeno video abaixo foi captado no metropolitano de Paris, em Setembro de 2004. Na altura o André tinha 10 anos e a Ana Cláudia estava mesmo quase, quase a fazer 13. Pode ver-se a infantilidade e também a ingenuidade dos dois. Pensavam que o pai lhes estava a tirar uma fotografia...

Ora vê lá:



video

Bem vindos a este novo mês!



Foi o que o corcodilo me mandou dizer aos meus leitores!

Domingo, Maio 31, 2009

Então até para o mês que vem!




Foi o que as tartarugas me mandaram dizer aos meus leitores!

Rol dos esquecidos - 6



Rua Capitão Henrique Galvão - Lisboa


Rua Capitão Henrique Galvão - Lisboa


Rua Manuel Francisco Soromenho - Loures



Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa



Estrada nº 250 - Loures


Multiplicidade - 12










?!


Então e a chuvinha tão anunciada pela radio durante praticamente toda a semana?! Onde anda ela?!
Andei eu atarefadíssima todo o dia de roda da roupinha e afinal...

Desafio


Esta é a Rua...



Este desafio é um pouco mais difícil que os até aqui publicados. Na verdade são duas as ruas lisboetas que se vêem na foto. Então, quais são?


Diccionário




O rico filho escreveu esta frase para provar à S'tôra de Área de Projecto que sabia a matéria do momento.
A palavra 'sócio' não era para estar ali. Para quem não sabe, na gíria dos adolescentes um 'sócio' é um fulano...

Sol bem quente


Há alturas do ano em que o guarda-chuva guarda do sol. Neste caso chamar-se-á sombrinha, presumo.


Post sem assunto


O isto e o aquilo andam sempre juntos.
Umas vezes é por causa d'isto, outras por causa d'aquilo.

Erros ortográficos


Pelo que me contaram, num antigamente há muito ido, havia um velhote numa mercearia lá da zona que nas etiquetas onde ele escrevia o nome e o preço das frutas, fazia-o escrevendo erradamente, muito embora o fizesse com um propósito viável.
Isto porque, diz quem me contou, quando a rapaziada circundante acusava os erros ortográficos e troçava do velhote, ele ripostava:
- Está mal escrito, não está? Ora vê lá se não reparaste! Se tu reparaste, então os fregueses também hão-de reparar!

Grande estratégia de markting, sim senhor! Digo eu.

Poema


Perdoem o difuso da imagem,
é o que se arranja!

Clicando nela sempre se vê maior.




Sábado, Maio 30, 2009

Duo - 5




Rua Brito Aranha - Lisboa




Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa




Rua Manuel Francisco Soromenho - Loures



Praça Pasteur - Lisboa


Avenida 24 de Julho - Lisboa

Rasgando o céu - 7




Rua Manuel Francisco Soromenho - Loures



Rua Brasília - Loures



Avenida General Roçadas - Lisboa



Camarate - Loures



Cais do Sodré - Lisboa

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Suspiro


São as pessoas que me inspiram a escrita e são também as pessoas que a interrompem.

Raisparta, pá!


Números


Reparei que naquela caixa de supermercado, o TPA tem os números um e sete tão desgastados que já nem têm a impressão e só se sabe que estão lá pela intuição. Devem ser os números mais usados em códigos de cartão Multibanco por aquelas bandas.

Sim, eu sei. A partir de hoje, com uma descoberta tão importante como esta que acabei de apresentar, a minha vida não mais será a mesma!

Quinta-feira, Maio 28, 2009

A pen


Abri o porta-moedas para pagar a fruta e dou de caras com a minha pen. Tirei-a para fora e brinquei com o merceeiro do hábito:
- Posso pagar com isto?
Ele segurou no pequeno objecto com interesse. Circunspecto, ia-o revirando e mirando minuciosamente. Comecei a achar o interesse exagerado e fiquei alerta, esperando o desenlace da cena. Eis que chega assim:
- Isto é para o Windows Vista?
- ... tanto faz... isso é uma pen... dá para qualquer um...

Nunca mais digo que não percebo nada de computadores. Ao sério. Depois deste episódio fiquei com a ideia de que percebo um montão daquilo.

Pormaior* sexual


No metropolitano iam duas senhoras sexagenárias sentadas mesmo à minha frente. Uma delas falava efusivamente e a outra também mandava umas larachas aqui e ali, se bem que mais contida.
Percebi que iam passear à baixa lisboeta para fazer compras, ou se calhar apenas para ver montras, o que também é bem bom para distrair. Pelo andar da conversa foram ter às famílias e à companhia que o marido de uma delas não faz, nem nunca fez, às compras.
Nesta altura eu estava já demasiado atenta para passar despercebida àqueles dois pares de olhos. Uma delas, a efusiva, olhando para mim, acrescenta convictamente:
- Eles não nos são nada! Os maridos não são nada à gente! Os nossos filhos e os nossos pais é que sim, são do nosso sangue, não os podemos negar, não temos outros! Agora eles... os maridos?... A gente tem aqueles que quiser...
Já que a minha atenção ainda não se desviara ou sequer desvanecera, antes pelo contrário, ela, sem qualquer ponta de embaraço diz-me:
- Não é menina?
Assenti meneando a cabeça e não deixei que o sorriso aberto se despenhasse na gargalhada que tinha vontade de soltar, podia parecer mal, às vezes quando me rio sou mal interpretada, pensam que estou no gozo quando o que estou é, apenas e só, observando a vida passar à minha frente e divertindo-me com isso.
Mas agora, estou aqui no meu blogue e posso escrever porque é que me deu tanta vontade de rir. O que vale é que aqui me posso divertir da maneira que eu quiser...
Lá vai: há tempos recebi um email onde eram descritas algumas diferenças entre os sexos. Uma delas era esta:

Os homens têm sempre a mesma pila entre as pernas.

Ora bem, conclui-se que as mulheres poderão ter várias pilas... Foi exactamente isso o que a afirmação daquela senhora efusiva e engraçada me fez lembrar.

*Vede
aqui.

Nova palavra


- Mãe, tenho uma nova palavra para tu usares. Vernácula... quer dizer autêntica e isso...

Por causa da vida escolar, a rica filha anda a ler livros com fartura e lembrou-se de me enriquecer-me verbalmente... É uma querida!

Agora só falta o post onde a usar...

Acho...


... que a proibição apareceu ao depois da placa que indica o nome desta rua lisboeta ter sido afixada. Acho...


H.D.H.P.E.D.R.G.*


Janeiro. Frio intenso. Húmido e gélido. Uma bólide pára à porta do Ginásio. Do lado do condutor sai um homem pequenino. Minutos depois já se encontra equipado e disposto a contrair a musculatura, a ver se ela cresce. É que se isso acontecesse ele ficaria mui contente...
Da indumentária usada para a actividade física destaca-se o casaco grande pela aparência desproporcional que lhe imprime e um boné na cabeça, um boné daqueles que se usa no Verão, com a pala virada para o lado oposto ao que seria de desejar. As calças são também elas largueironas e formam pregas nas bases pelo comprimento excedente.
E depois, há um acessório de treino que ele exibe a maior parte do tempo ao pescoço - a toalha. Há que manter a temperatura do corpo nestes dias tão gelados.
A postura também tem interesse. Caminha de braços abertos, como se tivesse uma prótese colada a cada uma das axilas, ou então qualquer coisa que não pertence ali. Está notoriamente convencido de que é bom, giro e grande...

Maio. O calorzinho já se faz sentir. Alterna entre uma chuvinha chata e um frio que já não faz falta nenhuma e um calor mais abrasador do que em certos dias de Verão. O Ginásio fervilha com o vai-vem das pessoas que querem ficar magras e bem torneadas para o Verão que se avizinha. Uma bólide pára à porta do Ginásio. Do lado do condutor...

(blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá)

A indumentária usada para a actividade física agora difere um pouco, talvez...
As calças são as mesmas mas o casaco desapareceu. Em vez dele, usa uma t-shirt, uma grande t-shirt. E a toalha, ainda andará pendurada ao pescoço?! Não, a toalha anda pendurada no cós das calças. O que ele mais parece é um empregado de mesa rodando entre as máquinas do ginásio.
No entanto, há coisas que permanecem - o jogo de tamanhos continua terrível bem como a postura, que ainda se mantém como sendo a de alguém que sabe que é bom, giro e grande...

*História Do Homem Pequenino E Da Roupa Grande

Ai que emoção!...




Tenho uma vida brutalmente emocionante. Hoje, até cerca das dezanove horas da tarde, não fazia a mais ténue ideia do que iria ser o meu jantar...

Não há que enganar!