Verde Água

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Pontos resplandecentes de positividade


Intodução

Há tempos, para aí um ano, escrevi vários posts intitulados 'Pontos resplandecentes de positividade'. A ideia era arranjar assunto e escrever positivamente acerca do dia que passara. Tinha lido numa revista que é um bom exercício e podia conduzir à boa disposição. Ao menos conduz à sensação de estar bem disposta e hoje vou buscar a ideia a ver se faço um post alegre porque não estou. Pode ser que fique.
Estou aqui rebuscando nas ainda tão frescas memórias deste dia à procura de qualquer coisa para escrever. Não foi um dia mau, primeiramente porque eu não quero deixar-me pensar que foi.
O frio desajuda o aparecimento de coisas alegres, outras coisas que por ora não me interessa mencionar também desajudam grandemente mas vamos lá.



Todas as mulheres deviam ouvir dois ou três homens conversar sobre cozinhados. É hilariante, por exemplo, a angustiosa indecisão acerca de que prato oferecer aos convidados no próximo Sábado. Expressa por um homem, uma queixa deste tipo é algo sublime de ouvir. Aquilo fica tão bem no ouvido... É música! Uma voz grossa indagando o que há no frigorífico, explorando os confins da memória a ver se lembra realmente o que lá há e que possa oferecer aos convivas... Eh pá, é muito engraçado!

Ao almoço ele apontou para a travessa e disse-me: «Come o tomate.» e eu mandei-o comer ele. «Tu gostas!» insistiu ele e eu respondi: «Eu não gosto muito de tomate. O problemas até nem é dos tomates, é da falta de qualidade dos tomates que há para aí!». Só põe maldade nisto quem quer, claro. Não foi dito maliciosamente mas depois veio o pensamento e as gargalhadas e foi uma coisa assim para o agradável.
O motivo que nos leva a rir é o de menos importância.

Umas horas antes do episódio anterior tinha estado a atender um dos meus forncedores, que é alguém com tenho grande confiança e à-vontade mas que estranhamente não tuteio...
Continuando, pedia-lhe um artigo que o há em várias cores e comecei a ver as faltas. Eu que tenho a mania de inventar palavras e que chamo conananja ao cor-de-laranja e que queria pedir que me fosse fornecido o artigo nessa cor e (já disse) que tenho confiança com o homem, pus-me nisto: «Mande-me o cona... o cona... o cona...» e não saía dali, gaguejava! No meio daquilo ele diz: «Temos todas as conas!»
Outro motivo para rir.


Acrescentando mais positivismo ao meu dia posso dizer que neste momento estou debaixo de tecto, tenho a barriga cheia, há comida para amanhã, tenho um carro ali em baixo cujo depósito para além de ar tem mais qualquer coisa e até tenho saúde, que a saúde é o de maior importância numa vida, que sem saúde nada tem piada numa vida... Bah! Tretas! Tivesse eu antes uma doença física daquelas em que não me levantasse da cama em vez desta tristeza toda.

Ficou um post alegre?! Não, ? Melhor, muito melhor fora pôr aqui uma fotografia ou assim... Vou tratar disso!




É o arco-íris que hoje de manhã apareceu sobre parte da cidade de Loures. Bonito e bem mais bonito ao vivo mas é o que se arranja.



quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Resquícios de Natal




- Ande cá.
Bem-mandada que sou fui até à rua.
- Está a ver aquelas árvores no cimo daquele prédio? Ali é o meu pátio, daqui até se vê o pai natal na janela, oh, está a ver? Aquela janela é a minha sala.
Não respondi nada de conclusivo, limitei-me a acenar com a cabeça, já não vejo com muita distinção ao longe. O senhor era tão afável, tão admiravelmente descontraído que não quis melindrá-lo. Às vezes há pessoas a quem custa dizer não, mesmo nestas pequeninas coisas.
A vida é adversa, custa muito saber como vivê-la. Custa tanto, tanto que nunca se sabe.

Local e data da fotografia: Loures, 5 de Janeiro de 2010


Sonhos


Sonhei que estava num café, ou assim, e que ao sair tinha agarrado num telemóvel que não me pertencia, deixando lá o meu.
Uma mulher ligou-me do meu telemóvel e eu atendi o dela pensando que era o meu. Reivindicava o que era seu e com razão. Tratámos de repor o seu às suas donas.
Bem, aquilo deu uma trabalheira! Acordei cansada.

Sonhei que encomendava desumidificadores. Também trabalho a dormir, se calhar o cansaço já vinha daí.


Post Scriptum

Já encomendei os desumidificadores, na realidade. A ver se não me aparece a encomenda a dobrar.


O amor é


O amor é ele destapá-la de noite quando se vira na cama, ela ficar enregelada por causa disso e ao acordar amá-lo mais intensamente ainda...
O amor é incondicional enquanto não houver condições.


Alento


Tenho um alento novo! Que bom! Para além de se me ter chegado, finalmente, o tipo de escrita (leia-se parvoíce) que me tinha abandonado (veja-se a meia dúzia de posts anteriores, por favor), descobri uma coisa que me faz encher o peito de ar e saltar de júbilo. É que aquilo é mesmo bom! Que maravilha!
É um alento bem-vindo porque estava precisada, assim como é um alento que muito alenta também pelo mesmo.


Saúde


Só se acredita que a saúde não está nas mãos (dos outros) até não se ser confrontado com os termos práticos da falta de saúde, o vulgo: faltar ao trabalho. A compreensão só vai até à ideia de que ninguém tem a saúde nas mãos. Ao depois da ideia... Nos termos práticos, quero eu dizer, ui! Está tudo estragado!


Saldos


Já lá andei enfiada , revolvendo aquilo tudo. Queria, e ainda quero, comprar umas calças e fiz uma descoberta triste: ao derredor todas as mulheres o têm igual ao meu, em tamanho. Não há calças do meu número nas lojas...


Coisas


Ele há coisas... ia dizer fantásticas mas não o são. Ele há coisas assim: uma senhora foi num pulinho à loja para comprar uma coisita de que precisava e, para o fazer, deu ao patrão a desculpa que ia beber café...

Isto tem nome?!


Lidar


Quando não se acredita no que a(o) cliente diz, nem muito nem pouco, antes nada, a gente sempre pode dizer assim:

«A senhora diz e eu ouço...»

Já aprendi mais uma estratégia de lidação. Estamos a chamar mentirosa(o) a alguém que não dá por nada. É mauzinho mas é, também, a vida.


A importância de um dia


Hoje, 6 de Janeiro de 2010, escrevi no teclado do computador de luvas postas nas mãos e ainda para mais, molhadas. Podia ter morrido.


Eu sei


«Ah pois sei. Sei que não sei. Só sei que nada sei, diz o outro. Ah pois...Mas eu...! Eu cá já não sei nada.»


terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Ando


Ando chata.
Ando triste e revoltada.
Ando desolada.
Ando muito aborrecida.
É meu costume não mostrar isso nos meus posts. É meu costume tentar não mostrar, ao menos. Não que tenha medo de escrever o mal, não tenho. Antes tenho medo que os leitores vão embora. O que, no fundo, está relacionado com o post anterior – ninguém me aguenta.
É esperado que a minha mente seja saudável, é o que dou a ver, eu até sou feliz, divertida, bem-disposta e isso mas, e escrevendo o tipo de post que tenho escrito vou, primeiro desiludir...
(Oh… afinal a Gina é uma triste! Quer-se matar e tudo!)
Depois afastar as pessoas...
(Porra, chiça, vou mas é pirar-me daqui pra fora que esta é maluca! A gaja quer-se matar, pá!).
A verdade... Cá está a porra da verdade...
Não temo impressionar as pessoas, os leitores, o prazer de impressionar alguém positiva ou negativamente é fantástico! Eu não temo impressionar mas apenas à priori… porque à posteriori temo e tremo, o afastamento que provoco com esta minha maneira de ser e de escrever custa-me horrores.


Morrer


Agora sei o que é ter vontade de morrer. Estou triste, corro para o abraço e levo um pontapé. Uma vez e outra, uma vez e outra. Depois não suporto a vida.
As pessoas têm dificuldade em lidar com o que digo e enxotam-me. Isso dói p'ra caraças. Ainda assim há uns momentos e umas pessoas que se mostram um bocadinho receptivas: 'diz lá e tal, vá' e depois conversam mas poucochinho. O que querem não é ajudar-me ou eliminar a minha tristeza, querem é esquecer que a minha dor lhes dói também a eles, querem que eu não fale sequer para não lhes doer. Eles não querem sofrer comigo, não têm essa paciência, o sofrimento dói que se farta. E eu fico sozinha, realmente sozinha. Não há saída, não há nada, não há ninguém.
Quando não suporto a vida, como agora, tenho vontade de morrer. Eu não tenho vontade de me matar, tenho é vontade de morrer.
Não peço desculpa pelo desabafo - peço desculpa por não pedir desculpa - o meu blogue está aqui à minha disposição. O terapeuta não sei quem é mas sei que a terapia é escrever.
Escrever liberta e engrandece uma força que eu sei que tenho e que apenas lhe desconheço o nome.


Post construído em duas partes e com um interregno no entremeio da primeira


Primeira parte

Conversar sobre o quê? As pessoas parvas conversam, ou simplesmente falam, do horário do sapateiro e da bola ou então do preço do euro (sim, era mesmo o preço do euro que eu queria dizer). Mais parvamente ainda temos o tão excessivamente falado estado do tempo. Fala-se muito acerca do tempo, muito mesmo. Fala-se porque não há nada pior que uma pessoa enfiada consigo mesma e não há nada melhor para não se parecer uma pessoa parva, que debitar ideias acerca da temperatura, da geada, dos trovões, da ribeira que vai cheia. Assim sempre se diz qualquer coisita.
É aborrecido ouvir falar ou conversar com as pessoas parvas. Com as pessoas que dizem só qualquer coisita acerca do tempo. É desinteressante. Mesmo esmiuçando a coisa, aquilo não vai lá. Só vai, ou só sai, umas coisitas acerca do tempo.

Interregno

Veja-se a sondagem ali ao lado direito... É um bom exemplo de uma conversa acerca do tempo
Se o post for lido ao depois da remoção da sondagem e em querendo ler, é favor clicar aqui . Obrigada, desde já.

Mas há pessoas inteligentes. Pois há. E cultas. Há-as, pois. E essas conversam sobre o quê? Sobre o mesmo... Mas acrescentam assuntos deveras importantes e no entremeio inserem um vocábulo erudito aqui e outro ali, vocábulos daqueles que ninguém ouve durante o dia, daqueles que só saem da boca àquela hora que ninguém desconfia. E as pessoas, as parvas e até mesmo as inteligentes, ficam pasmas com o vocabulário mas não entendem nada da conversa. E depois vem o tédio - são tão chatas, essas pessoas inteligentes e cultas... Ui!...
Posto isto, conversar sobre o quê? Não há muito mais a dizer, não passará disto: ouvir falar ou conversar são actividades para lá de aborrecidas.
Entretanto, e está a parecer-me que o escrever também é como o conversar e como as cerejas, lembrei-me daquela senhora cuja filha tinha mudado de número de telefone. A mãe não estando em casa à altura do telefonema que a filha intentou a fim de dar-lhe a conhecer o novo número, deixou recado no voicemail. A filha, disse-me ao depois a mãe, explicou-se tão bem, tão bem na mensagem e usou palavras tão bonitas, tão bonitas que ela ouviu uma e outra vez para se deliciar. Já para perceber o recado, teve que pedir à vizinha para lho explicar...

Segunda parte

Eu, para não aborrecer o leitorado, não referi assim muitos assuntos sobre os quais as pessoas falam, isso não iria ficar-me nada bem. Convém que me distancie do que escrevo, assim como convém não criticar o que escrevo. Mas, teimosa e destemidamente, marimbando para o facto de o meu palavreado parecer aborrecido e misturando-me na conversa que apresento na primeira parte deste post, vou falar do tempo, ah pois vou, acrescentando que tem chovido tanto que me apercebi, e isto num repente, o profundo conhecimento que tenho acerca das poças que a chuva faz na minha rua. Percebo-as tão bem que podia fazer o percurso de algumas dezenas de metros (a calcular distâncias é que não sou lá muito destemida, por isso uso um número indefinido) às cegas molhando os pés tão poucochinho como se estivesse de olhos abertos.


segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Post rebocado pelo anterior


Em certa altura, no post anterior, escrevi: 'boa verdade'. Depois percebi que a boa verdade é uma mentira. A verdade não é boa, portanto. A verdade é sempre má e feia. Sempre. Ninguém a gosta. A verdade dói e não é pouco.
Escrevi um post cheio de verdade. Ficou um post mau e feio como a verdade que escrevi.


2009 --> 2010


Têm-me perguntado se tenho planos para o ano novo. Digo que não. Já que não tenho, digo que não.
O que quero mudar... não posso. O que devo mudar... não posso. Em vez disso fantasio as mudanças que quero fazer na minha vida. Estou a escrever no presente porque eu quero mudar... mas não posso. E é assim que vou vivendo: num mundo de fantasia, inerte e apática, porque é dessa maneira que aguento a tanta falta de liberdade que sinto.
Não me venham dizer que a mudança está em mim. Não me venham dizer que fazemos aquilo que queremos e que grande parte do que fazemos, o fazemos por nós. Isso, neste momento, não passam de balelas de quem não sabe o que é a minha vida, de quem não sabe o que eu sei.
Faço pouca coisa por mim. Em boa verdade, nem neste blogue eu escrevo o que quero. Mas, e ainda assim, é o único sítio do mundo, do meu mundo, onde posso dizer que a minha vida é uma grande merda e que a minha vida é assim porque quero mudá-la e não posso. Exactamente por isso.


domingo, 3 de Janeiro de 2010

A bem da verdade...


... Que isto para a verdade também tem de haver um 'bem'....

A bem da verdade o ano novo começa amanhã.

A ordem


Escreve aí!


E a desordem:


Escrevo o quê?

Onde?

Escreve tu!

Escrevo mas é o caraças!


Pedido


Um pedido às meninas que servem café:

Que nunca mais eu ouça ao depois de pedir o café um 'ok', ok?!


Hoje houve passeio


Ericeira



Sobreiro









Há mais fotos aqui!

Retrospectiva


A julgar pelos últimos quatro posts deste blogue, a sua autora é alguém:

... Que repara na roupa interior dos filhos e ainda se questiona como se isso fosse muito importante.

... Que se mostra feliz por receber comentários numa língua que desconhece.

... Que estranha o facto de algumas décadas não terem nome.

... Que se acha semelhante a um pau.


Pau para toda a obra


Ser 'pau para toda a obra' não é tão bom como o nome pode deixar parecer. Quando se é 'pau para toda a obra' nunca se é nada. O 'pau para toda a obra' é alguém que não se especializa, que nunca é muito bom em qualquer coisa.
Não sei se estou a deixar parecer que sou um 'pau para toda a obra'...


Décadas


Como se apelidará a década passada e esta que agora se iniciou?! Acho que devia ser 'anos zero' para a primeira e 'anos dez' para a segunda.

Que me lembre, nunca ouvi nenhuma referência às primeiras duas décadas de um século.


Importância


O meu blogue está tão importante...! Já recebe comentários em japonês e tudo...


Mania?


Os ricos filhos vestem sempre os pijamas desencontrados.
Será desleixo ou mania?!


sábado, 2 de Janeiro de 2010

O dia


Hoje foi aquele dia. Morno e sem interesse. Fazendo uma retrospectiva ao dia, acho que o ponto alto foi quando chorei baba e ranho a ver um filme lamechas... Imagine-se o resto!


Olá!


Sou a árvore...



... Das três folhas.



E estou em Loures.

Hoje é aquele dia...


... Em que o ano tem tantos dias quantas orelhas tem um homem.

Um homem que tenha duas orelhas...


Mescla










sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Não sei...




Mudança de visual


Há já alguns meses que estava cansada do aspecto visual do meu blogue. Primeiro pensei em fazer um totalmente novo, num endereço totalmente novo, e só não o fiz porque não consegui, ia sempre parar à conta que já tenho.
Os conhecimentos que tenho disto de computadores e de internet não passam de rudimentares, queria mudar a cara do blogue mas tinha algum receio de estragar o que já estava publicado, o que lia nas instruções deixava-me duvidosa. Eu bem digo que nisto sou rudimentar...
Mas hoje é um novo ano, estou com aquele sentimento de novidade, de mudança, de deixar algo usado para trás. Ganhei coragem e cliquei ali onde já tantas vezes andara com o rato a passear mas sempre sem coragem de clicar... até hoje.
É hoje, é hoje! E assim nasce uma nova imagem, branca e limpa. Cor que posso mudar se quiser mas por enquanto não quero. Quanto a mim assim fica uma imagem muito agradável. Lá por causa do título do blogue, a cor dele não tem de ser verde, ?
Para além disto, também mudei a imagem de perfil e ainda coloquei lá em cima uma imagem que encontrei por aí. Tem água e tudo... Faz de conta que sou eu...


quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Voto para 2010


(É agora, é agora! Até para o ano!)

Desejo a todos os meus* leitores um ano de 2010 todo ele em muito! Mas só nas coisas boas.

*Tenho um quê um tudo-nada parvo em relação a dizer 'os meus leitores'. Não sei, parece que estou a impingir a leitura ou a reivindicar alguma coisa...


...?


Não sei se já alguém reparou que 2010 tem três dezenas... E que a terceira dezena é metade das primeiras duas... Quer dizer, que a segunda metade do número é metade da primeira metade...

Não, ?! Pois...


Ena!


Já tenho 7 (sete!) votos na sondagem ali ao lado! Ena, ena!

Entretanto


Entretando, e porque não tenho vontade de fazer balanço em relação a 2009, lembrei-me de ir cuscar o que escrevi o ano passado. Escrevi que neste ano queria dar mais atenção ao que os outros sabem. Ao que parece, e pelo que escrevei, na altura andava com a mania que sabia tudo...
É uma pena… não tenho a certeza de haver almejado o pretendido.


Lista(s) do ano vindouro


Não tenho vontade de fazer o balanço de 2009. Acho que não mudará nada em 2010, só os dígitos, que até vai ser giro pois serão dois a mudar, de resto tudo continuará igual. Tudo será, também e em simultâneo, mutável. Mas se já antes tudo era mutável, está bem visto se disser que tudo continuará igual, que não haverá novidades na minha vida... E não haverá novidades porque:

• Não mudarei de casa, de carro ou de marido.
• Também não mudarei de emprego nem de profissão, muito embora ontem tenha pensado nisso quando me cairam as caixas em cima da tola. (ver uns três ou quatro posts abaixo, por favor)
• Não terei mais filhos.

Logo... tudo igual mas tudo a rolar e tudo possível de acontecer.

E agora mudando um pouco de assunto, desejos para 2010 tenho eu! Eis a lista:

• Lembrar-me que não posso fazer caretas às pessoas atrás do chapéu de chuva, pois metade dos gomos do mesmo são transparentes.
• Chegar ao fundo da mala a tempo de atender o telemóvel.
• Ler, ler, ler.
• Que as pessoas perguntem o que é o comer à empregada em vez de esguicharem faícas dos olhos tentando perceber o que há no cardápio através dos ingredientes que compõem o meu prato.
• Aprender (finalmente!) a espirrar para o cotovelo, como manda a quase lei.
• Que os clientes serôdios, peçam desculpa por me estarem a atrasar a saída apenas uma vez, a restantes só me farão perder ainda mais tempo.
• Que se abstenham de me telefonar perguntando se vendo rolhas de cortiça. Eh pá, venham antes ler este post e descubram: sim, eu vendo rolhas de cortiça!
• Muita saúde e blá blá blá.
• Muita paz e isso.
•Muita hipocrisia, a ver se aguento a má educação a que sou sujeita frequentemente bem como para conseguir publicar (ver dois itens acima) que desejo saúde, porque eu não quero nada disso por não precisar, uma vez que já a tenho.
• Dinheiro p'ra caraças!

Assim de repente não me lembro de mais nada. Este post está carregado de parvoíce mas fica bem chamar-lhe antes: ironia. Seja como for, este post serviu para me divertir, já que escrever é uma das minhas maiores alegrias e um dos meus maiores prazeres.

Ah! Já me ia esquecendo, em 2010 também desejo, e muito:

• Escrever, escrever, escrever.


Moda




Se bem conheço este povo, para o ano os pais natal que a gente vê por aí subindo a corda, simulando a entrega de presentes serão completamente destronados por aquelas toalhas, ou lençóis ou lá que é, que têm o menino jesus. Para o ano é vê-los, aos meninos jesus, alindando ainda mais janelas.
É que este povo gosta mesmo de estandartes, veja-se as bandeiras aquando do euro e, ao depois, do mundial...


Ouvi isto de alguém que agradecia uma prenda de Natal um tanto ou quanto atrasada:


Eh pá! Obrigadíssimo p'la sua agradibilização!


quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Post...


Faltam vinte e quatro horas e onze minutos para o tal 2010 que ainda ninguém tem a certeza se chegará. Fiz esta conta e achei que era giro partilhá-la.
Até amanhã, que ainda cá venho este ano.


Coisas


Há coisas que não deviam acontecer a uma profissional do balcão. Coisas como:

Tocar o telemóvel e o telefone...

Cairem quatro caixas lá de cima, uma directamente no chão, duas no ombro e a restante mesmo em cima da tola...

O cliente ser um chato do caraças!

Isto são coisas que não deviam acontecer... ao mesmo tempo, quero eu dizer. Porque em contrário, cada coisa aí com dois ou três minutos de intervalo, vá, aquilo engolia-se bem. Agora assim...


terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Ouvir


Vejo a chuva cair lá fora e quedo-me. Observar a chuva tem o seu quê de agradável: o som, o cheiro, a paisagem. Para usar todos os cinco sentidos teria que me pôr debaixo dela e agora não me apetece nada.
Vejo uma figura sair da porta mesmo em frente e preparo-me para qualquer coisa menos agradável. Mas em vez disso, num palavreado algo perdido, um quase monólogo, e numa voz que oscila entre a angústia e o gozo:

«Eh pá, este tempo! Chiça, pá! Queria ir à baixa a pé... Mas assim... Eh pá, que chatice!...
...
Sabes, quando vou à baixa, ali nos Anjos há um gajo que está a arrumar os carros, sabes?... Eh pá, o gajo usa um casaco que na lapela esquerda tem uma data de pins, são alguns quinhentos!... Então anda assim, oh, todo torto... É giro, o gajo!...
...
Olha, hoje sonhei com a minha mulher. Íamos num avião e depois, não sei como, dei por falta dela! Perguntei ao homem e ele disse:
- Então, a sua mulher ficou na paragem anterior!
Vê lá tu o que eu fui sonhar!... Eh pá! A minha mulher já tinha descido do avião...
...
Sabes que é que eu te digo... Falando mal e porcamente? A vida é uma merda! Sabes? É mesmo. Às vezes ponho-me ali a ouvir o radio, é só queixas das mulheres com os maridos, com os filhos, depois é as doenças! Eh pá, que desgraças, que desgraças!...
...
Não tenho nada para fazer e não me apetece fazer nada!
...
Eh pá, estou tão chateado! Parece que não, mas quando está sol... Eh pá, um gajo fica melhor! Parece que se fica melhor!
...
Que chatice, pá! Estou tão chateado... Mas isto qualquer dia acaba-se... Qualquer dia isto acaba-se...
...
Olha a prenda do meu senhorio. Todos os anos me dá. Também dava à minha mulher... E eu a eles, claro!... O filho mais novo deles, quando era pequeno, agora está um homem, diz que dizia que estava desejoso de vir o Natal para me ir lá a casa entregar as prendas e escolher o quadro pintado por mim. Todos os anos lhe dava um, tem lá uma colecção, faz favor... E sabia escolher, o gajo! Escolhia os melhores, o gajo sabia...
...
Bem, vou até ao banco ver como está a minha conta. Aproveito para cumprimentar o Esteves, já que passo por ali... Também já está gagá, o Esteves, não está? Eh pá, está mesmo gagá!
...
Até logo, querida!»



Não tive vontade de dizer muito e não disse muito. Eu sei que ele precisa falar.
Dizem que sou boa ouvinte. E sou. Às vezes ouço bem já com o intuito de vir a escrever mas hoje não foi por isso que o ouvi, ainda que tenha vindo a escrever.


Conversa de merda


Éramos duas. O balcão no entremeio. Ela falava ininterruptamente. Do indiano, das operações, do chuveiro, dos pombos, das alergias, do alguidar, da mãe, da sobrinha, do peso da mala, dos comprimidos, das prendas, das varizes...
No meio do falatório começou a cheirar-me mal. Aí a conversa deixou os repentes. E num sussurro:
- Ainda tenho que ir ali ao banco mas se calhar é melhor passar em casa primeiro...
- ...
- É que há certas coisas que a gente faz melhor na nossa casa, não é?
- Hum-hum!

Sempre soube isto: quando estão apenas duas pessoas ao pé uma da outra e uma delas dá um peido, toda a gente vai saber quem foi...


Vem aí o ano 2010



Provérbio*


O cliente estava um bocadinho aborrecido por o corte do plástico estar torto. Vendo isso, o comerciante intentou no corte de uma peça nova excedendo o tamanho do já anteriormente pedido, por modo a deixá-lo muito satisfeito com o serviço. Mas o cliente, sentindo um quase ultraje, disse:

- Ai, eu cá a mais também não quero! Só quero aquilo que me pertence!

Ao que o seu interlocutor respondeu:

- Ó meu amigo, «quem não se farta ao comer também não se farta ao lamber»!


*Não sei se é provérvio mas faz de conta que é.

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

...?


Estou para aqui a pensar que era bom, e eu agradeço desde já, que os leitores acreditem piamente no que se lê neste blogue, sim senhor, mas que, ainda assim, não façam grande caso, está bem?


Não se pode


Há coisas que uma mulher não pode dizer a um homem. Tipo assim: «Ah, não precisa apresentar-se, eu sei muito bem quem o senhor é e de onde vem...»
Ele ficou... Sei lá, desorientado.


Desinteresse


Sou mulher para suscitar pouco interesse. Já as minhas borbulhas... Ui! São um ponto de interesse tão grande que toda a gente lhes faz reparo.
Hoje respondi a um desses reparos dizendo que devo estar a voltar à puberdade e que isso é o sonho de qualquer mulher.
(Enquanto falava ia-me lembrando nas grandes vantagens físicas de ter 15 anos e até gostei um bocadinho.)
A minha saída foi airosa (ou então não, só que assim já o post não teria piada nem seria prazenteiro escrevê-lo) mas acabou imediatamente com o interesse, pareceu-me... Talvez por causa de eu ser mulher de suscitar pouco interesse.


Já se foi




O Natal, foi bom?

Hum... Eah!

Então e esse almoço de Natal, foi bom?

... Eh pá, 'pera aí, deixa-me pensar... Foi, foi.

O pai Natal, portou-se bem?

Claro! Não é possível alguém que não existe portar-se mal, não é?!

Fotografia tirada algures, lembrando o Natal bem como as iluminações estrambólicas que há por essa Lisboa fora…


Bem?


Atão, tá tudo bem?

Ná... digamos que tá quase tudo!


Era assim que a gente devia responder sempre, sempre, sempre. Porque a verdade é esta: o costume é estar quase tudo bem!

Atraso


Rico filho - Hoje é feriado?!

Pai - Não, porquê?

Rico filho - Já são nove e tal e ainda estás aqui...

Pai - Oh, sou meu patrão e hoje não estou a ligar às horas...


Em dia de grande ventania


- Ó senhor Joaquim, agora vou daqui para o cabeleireiro. Acha que vale a pena?

- Ah, vale sempre a pena.

- Ao menos fico com a cabeça lavada, não é assim?

- Ora bem!


Ele há cada encomenda...


domingo, 27 de Dezembro de 2009

Domingo


Ao Domingo não tenho muito a dizer e neste tenho ainda menos que o costume. No último post referi algo como necessidade, ou desejo, de ver pessoas que não conheço e ouvir conversas com as quais nada tenha a ver, porque é assim que estou melhor.
Ora bem, entretanto já saí de casa algumas vezes mas não vi as pessoas, nem ouvi nada que valha a pena pôr aqui. Então, já que não há nada, ficam duas fotografias de Albernôa, Baixo Alentejo, tiradas no dia de ontem, 26 de Dezembro de 2009 e que revelam o moinho de vento e a horta do meu pai.




sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

!!!


Tenho visto mais filmes e estado frente à TV mais tempo nestes dois dias que no resto de todo o ano. Por incrível que (não) pareça, amanhã sairei de casa... Estou desejando de ver gente que não me diz respeito e ouvir conversas alheias.

Confissão


Eh pá... Eu estou tão cansada de arranjar títulos adequados e com sentido para o post...! Bolas!

(Vá lá, neste post foi fácil...)


Descoberta


Enquanto construía o post anterior toquei acidentalmente na tecla F12 e fui parar a uma janela onde existem ferramentas de programação. Sabia lá eu que isso existia... Enquanto trabalho a tecla F12 é para fechar talão. É caso para dizer: trabalho é trabalho, conhaque é conhaque!

Comunicado




A comunicação social pode ser louvável. Disseram que hoje ia estar a chover toda a tarde e até pela noite dentro, e é bem verdade - tem estado a chover!


Por casa...


Em pleno dia de Natal uma dona de casa, daquelas como deve ser, não estaria de volta de um blogue.

Mail


Mandei a alguns dos meus contactos os votos de feliz Natal juntamente com a imagem deste post. Na mensagem misturei as pessoas conhecidas em carne e osso e as pessoas conhecidas virtualmente através do blogue. Alguns responderam, outros não ou então ainda responderão, logo vejo.
Mas o que eu queria mesmo dizer era isto: um deles respondeu: «Obrigado! Desejo o mesmo para ti e para o resto do pessoal, que conheço só mais ou menos, mas conheço e também estimo.»
Fiquei contente porque escrevendo consigo dar a conhecer, para além de mim própria, os meus. Ao sério, fiquei mesmo contente. Isto só pode significar que se entende o que escrevo. É que às vezes tenho grandes dúvidas...

Estranheza


Alguém com o nick 'libido estranho' quis adicionar-me numa dessas redes aí. Nick curioso que me despertou curiosidade, só até certo ponto porque resolvi não ir atrás dela. Libido estranho... Haverá alguma estranheza na libido? Não será a libido uma coisa linear e directa? Hum... Fiquei curiosa, pois fiquei. Deve ter por trás uma pessoa interessantemente estranha.
É assim, tudo quanto meta sexo, é assim: interessante.

Génio ou Parvo?! És mesmo inteligente como pensas?


Para te tornar um génio tens um longo caminho à tua frente...

Hoje não é o teu dia, em quase todas as respostas escolheste a opção errada. Por isso, pelo menos hoje, alcançaste o título de Parvo. O lado positivo: não há como ficar pior! Não fiques triste, talvez amanhã tenhas mais sorte com as perguntas do que hoje...

45% de todos os utilizadores tem o mesmo resultado. Tu pertences à maioria.


Ah, pois! Eu até já sabia que sou parva... Mas, não me convém deixar de passar aqui a informação de que sou um pouco menos parva do que eles dizem, é que tive que rectificar algumas frases do texto porque continham erros. As pessoas que constroem estas coisas de sites (parvos!) da internet e isso não sabem escrever. Parvos!

O Natal acabou...


Não trouxe surpresas ou melhoramentos. Ou por outra, o Natal não trouxe a surpresa de algo melhor, tudo continua igual só por dizer que hoje é feriado. É tudo igual aos restantes dias do ano, não há ninguém que verdadeiramente aprecie estar comigo para além de três das quatro pessoas (a quarta pessoa sou eu...) que aparecem no post anterior. Espero nunca vir a conhecer a dor que seria alguma delas um dia não querer a minha companhia.
Eu sei, eu sei: deixa-te de merdas e põe os olhos na família, Gina Maria, vá.

O Natal acabou (?)







Outras luzes de Natal, as derradeiras deste Natal de 2009








quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Aos leitores deste blogue deixo um voto familiar



Culinária


Já fiz o salame, o arroz-doce e também o bolo de nozes. Ora acontece que o fiz m bocado maior que o costume e quando ferveu entornou-se dentro do forno.
Tenho salame, arroz-doce, um desagradável cheiro a fumo por toda a casa e um forno para esfregar amanhã de manhã.
Estas coisas assim não me deviam acontecer...

Diferenças


Quando o viúvo me disse que ia passar a noite de Natal sentado num banco da alameda, recordando momentos que viveu com a mulher, senti dó.
Quando inquiriu e soube o que eu ia oferecer aos meus neste Natal, desdenhou e senti raiva.

Muita saudinha!


«Um feliz Natal, tudo de bom, muitas prendas e principalmente muita saúde, é o que eu desejo, que a saúde é o principal e o melhor que a gente pode ter.» E blá blá blá e blá blá blá, todos em coro concordavam com a mulher.
Depois disto ouvi alguém de fora da conversa dizer: «Hum... Isso não é bem assim. Os médicos e os farmacêuticos não querem as pessoas com saúde...»

O básico, o desejo e... as palavras!


Um dos meus fornecedores, talvez o mais básico e abrutalhado que tenho, desejou-me deste modo os seus votos:
- Pronto, então boas festas e nha nha nha!
Entendi-o na perfeição...:
- Obrigada, igualmente para vocês todos!

Adenda
Também tenho ouvido alguns «Bom Natal, 'tá bem?»

Armazém


A rica filha viu-me a guardar os frutos secos naquele meu esconderijo que é tão bom, tão bom e tão escondido, tão escondido que todos cá em casa sabem onde fica.
- Mãe, pareces um esquilo a guardar as nozes para o Inverno.

Outras imagens magníficas do Natal 2009 em Lisboa...






Eu bem disse...


Não foi exactamente assim:

«Ó Gina, vá, vai lá para casa fazer as filhós e o bolo de noz e o arroz doce e a mousse de chocolate e ajuda lá o teu marido a fazer o polvo e o arroz de pato que eu só como se aquilo tudo for feito hoje e com tempo porque só assim é que as coisas me sabem bem. Já agora aproveita o tempo para decorar a mesa de Natal com vagar para ficar um requinte, e também acaba lá de pôr as bolas na árvore que é para eu arregalar o olho a ver coisas bonitas, bem feitas e cheias de bom gosto. Capricha que eu sei que és capaz!»

Mas foi assim:

- Orienta lá as tuas coisas porque Quinta-feira há pouco que fazer e escusas de vir.

E ainda foi muitas mais vezes melhor do que seria se tem sido como inventei e escrevi, oh se foi! Bem me parecia que ter o patrão a jantar cá em casa na noite de Natal havia de ter grandes vantagens...

Já!


As couves para a gente comer na noite da Consoada já eu tenho! O senhor João foi à casa da Costa de Caparica (sim, apesar do frio...) e trouxe-as lá do quintal já com o intuito de mas oferecer. É um querido, o senhor João...

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

O lixo


São já muitos anos a vender pás de lixo, mas no fim de vender uma nunca tinha ouvido:
- Apanhar o lixo é assim como lavar os dentes... É preciso!

Adenda a alguns posts


Em tempos escrevi este post, depois escrevi este e agora escrevo a adenda aos dois.

Tenho andado a pensar - a dona Genoveva é exaustivamente interessante, ou interessantemente exaustiva - em parte porque fiz uma quase promessa de que escreveria algo concernente a isso. Tenho andado a pensar mas cheguei à conclusão de que o facto de a achar interessante prende-se ao, também ele, facto de a arrogância ser qualquer coisa de muito atraente para mim, e isso já em
tempos escrevi.
A dona Genoveva é uma pessoa extremamente culta e, para além da cultura, com experiências e características algo similares às minhas. Noto-lhe também uma certa arrogância que, não sendo em exagero, a torna acessível ao paleio. E, a juntar a isto, há o grande interesse e até por vezes fascínio que a maior parte das pessoas exercem sobre mim.
Sobre isto do fascínio e do meu interesse pelas pessoas (em exagero nalgumas vezes) também já eu referi em vários posts. Se o fizer agora, com consciência de que me estou a repetir, este post fica sem alma...
E em jeito de remate mas repetindo-me de novo: A dona Genoveva é uma pessoa extremamente culta e, para além da cultura, com experiências e características algo similares às minhas. Noto-lhe também uma certa arrogância que, não sendo em exagero, a torna acessível ao paleio. E, a juntar a isto, há o grande interesse e até por vezes fascínio que a maior parte das pessoas exercem sobre mim.
E é isto.

a canção da mãe


a mãe é boa
a mãe é bela
é bela
e embala o berço

a mãe canta
o berço é barco
no chão da casa

a mãe canta
o barco é berço
na onda do mar


Lucinda Atalaia in
'Ler...
Ouvir...
E cantar
Os pais com os filhos'



segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Post 2255


O Inverno começou hoje.
É Natal, há decorações a ele alusivas que são qualquer coisa de esquisito...




Ou de magnífico...




É Inverno, é Natal e a vida é uma merda.

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Colega


Vi um antigo colega de escola. Ele está diferente. Em muito...
Eu cá não. Eu estou diferente e mais nada. Agora ele é em muito. Muito mesmo. Mesmo, mesmo muito diferente...

Creme de mãos


Rico filho - Bah! Destesto este cheiro! Cheira a mãe!

Mãe - Então e isso é mau, filho?!

Rico filho - Não é isso... Cheira a mulher, pronto...

Mãe - Ah...


Acho que...


... Sou parva. Esfreguei a casa toda e a fundo porque a vou ter cheia de compadres este Natal. Sou parva porque quando acabar a festa vou ter que esfregar a fundo a porra da casa toda outra vez...

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Sentados


Impaciente. Também sou impaciente para com as pessoas em geral. Gostava de poder dizer com veracidade que tenho sempre muito gosto e muito prazer em ouvir o que têm a dizer mas não o faço, não sou hipócrita. Portanto, não tenho - sempre - a paciência necessária para as ouvir. Chego a maldizer-me, estou consciente que são as pessoas que fazem as minhas histórias. No entanto, há dias e dias. E dias há em que rejubilo por me relacionar pontualmente com algumas pessoas.
Eu estava sentada num banco de uma rua movimentada de Lisboa. Em frente a mim, a porta do número 5 abriu-se e saiu um senhor idoso. Apoiava-se na bengala com vontade mas cambaleava devido ao peso dos anos. Sentou-se ao meu lado e como quem pede licença exclamou qualquer coisa como isto:
- Ah! Deixa-me lá sentar para esquecer as mágoas!
Ainda pensei em não me manifestar, fingir que não tinha ouvido, mas o interesse foi grande logo à partida e resolvi aproveitar a deixa. Virei-me para ele e vi no olhar azul alguma vivacidade. Agarrei-me à deixa e perguntei num repente:
- O senhor acha que conseguimos esquecer as mágoas?
Este episódio já tem meses de acontecido. Tem andado na minha memória, de vez em quando penso nele mas infelizmente o tempo já passado apagou alguns pormenores e agora apenas retenho na memória o grosso deste acontecimento.
O azul dos olhos brilhou mais intensamente. Percebi rapidamente que era um homem muito comunicativo e eu estava receptiva à comunicação. Interessei-me genuinamente pela pessoa que ele aparentava ser e pelo que dizia.
Começou por dizer, respondendo à minha questão, que esquecemos as mágoas por momentos, que devemos descansar delas e que só assim conseguimos suportar as contrariedades da vida. Sabia do que falava, foi psicólogo do exército no tempo da guerra colonial e contou-me vários episódios da sua vida profissional. Alguns desses episódios eram sigilosos e ele relatava-os sussurrando. E eu, se quis ouvir, e queria, tive que me abeirar dele e chegar o ouvido o mais possível.
Estivemos uns bons quinze minutos à conversa, o que para mim é um verdadeiro record porque não sou conversadora nem muito concentrada em conversas por aí além. Eu, conversadora e atenta à conversa... é obra! Por isso e pelo que escrevi no início deste post, talvez, este episódio tenha sido tão especial.

O tempo passa e as coisas mudam... um bocado...


Agora somos uns pais um bocado para o diferente de há uns anos atrás: a rica filha, quando não lhe apetece, ou quando não tem guito para ir a um jantar com os amigos, pergunta se a gente não se importa que ela use a desculpa de que nós não a deixamos ir...

A horas, a-normalmente


Às vinte horas em ponto estávamos sentados a jantar. Até me sinto tendo uma família normal, daquelas que janta numa hora normal. Não percebo muito bem, então, porque raio é que estou a fazer um post de uma coisa tão normal... É porque a acho anormal, só pode.

Lindo!


Sim eu sei, está lindo! Tenho uma imaginação do caraças! Sou fantástica! Sou criativa! A parede, e até toda a sala ficou muito mais alegre.
Eu sei, eu sei, também sou pretensiosa e vaidosa*...




*Mas isso não tem interesse. Já o resto... São os ricos filhos quando tinham quatro anos e qualquer coisa, ela, e um ano e tal, ele. Pelas minhas contas corria o ano 1996.


E eis que umas horas depois do post anterior, acho que...


... Tenho frieiras.

Acho que...


... Deviam instaurar regras de trânsito nos hipermercados. É difícil conduzir lá.

... Hoje não era preciso comprar farinha e açúcar, já cá haviam três pacotes de quilo de cada.

... Aspirar e cantar músicas da Celine Dion é muito bom. Bem como da Beyonce, da Sinead O'Connor, Cindy Lauper e outro(a)s que tais, é bom.

... O meu televisor diz LG porque é do Luís e da Gina, não que a outra meia dúzia de televisores que existem nesta casa a nós não pertença, só por dizer que aquele pertence mais.

... Já num post anterior alertei os leitores para o facto de os posts deste blogue ao fim de semana piorarem um pouquito (mais...).

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

O Natal do pessoal do lixo


Eram dois. Pequeninos, rechonchudos, faces luzidias, olhos brilhantes. Simples, sorridentes e muito simpáticos.
- Bom dia! - diz um deles, o outro mantinha o silêncio naquela postura de bêbado alegre e bem disposto. Um bêbado são, vá lá, que eles também existem. -A gente somos o pessoal do lixo e vínhamos cá para desejar as boas festas! - Esperançado, o sorriso alargara, mostrando a dentadura.
Deu-me logo vontade de rir, tanto pela aparência deles como pelo cómico da situação, porque em boa verdade eles queriam algo mas não o estavam a pedir directamente. Não contive um:
- E...?
Depois já não aguentei mais e desmanchei-me a rir e eles também. O que se mantivera calado desabrochou e disse por entre as gargalhadas:
- Atão, a gente queríamos saber se a senhora dá alguma coisinha aqui ao pessoal... - Ainda ríamos os três... Lá dei alguma coisinha, claro. Tomem lá, ó pessoal do lixo. Como não dar?! E eu lá consigo dizer que não a quem me faz rir? Diverti-me tanto...

Telefonema


Telefonaram-me para me «fazer umas perguntinhas para um estudo de mercado». Quando questionei se seria «demorado?», responderam-me que «levava apenas uns minutinhos» e eu pensei: bem... se são minutinhos deve ter cinquenta segundos cada minutinho... para aí... mesmo assim é capaz de levar algum tempo... mas pronto, o homem 'tá a ver se apresenta serviço, coitado, eu ajudo e tal, pensei, não disse. Mas disse «OK, vá lá, diga lá então mas olhe que eu 'tou a trabalhar!». Ah e «não se preocupe, minha senhora que isto não demora nada».
A primeira pergunta foi «a sua idade?». Mau maria!... Lá disse... Queres ver que este agora de seguida pergunta-me o nome e depois já vai querer saber o email? Mas não. Eram perguntas de marcas e eu dizia as marcas que me lembrava. Marcas de artigos de papelaria, de carros, de bebidas energéticas, de agências de viagens, de vinho do porto... Vinho do porto? Não me lembrei de marca nenhuma. Esta é a pessoa errada, ó pá, desculpa lá! Ah e «não se lembra, não faz mal, minha senhora».
Fêmea que é fêmea não conhece, logo não se lembra, de marcas de vinhos do porto, ? Eu cá acho que é!
Ah e «agora só precisava que a senhora me dissesse o seu nome...». Ai o caraças... Queres ver que é agora que ele vai pedir o email? Mas não... Ah e «obrigada, dona Gina, e muito boa tarde!»
Ah e «de nada!» deixa lá isso, filho... A gente 'tá aqui para se ajudar uns aos outros... É Natal e tudo.

Um santo Natal!


As pessoas não se deviam desejar um santo Natal. Não com isto sendo tudo uma cambada de prevaricadores e ímpios...

Aos ouvintes da Radio Comercial...


... E é, também, muito ao jeito do locutor Diogo Beja que digo:

(Só tenho pena de não haver maneira de pôr a tocar aquela música tão profunda que mais parece um hino fúnebre mas imaginemo-la, então.)

Valia a pena pensar nisto...

Será que eu sou a única pessoa neste mundo...
Que acha...
A nova música da Ana Free...
Sem tirar nem pôr...
Igual, igual...
À primeira que tanto se ouviu...
Nesta estação de radio?...


quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

!!!


Vi um senhor parar à porta da loja, sacar do telemóvel, apontá-lo ao interior e fazer clique. Fiquei estupefacta. Não se faz, pá! Só quem tem direito a andar feita maluca clicando aqui e ali sou eu. Há que ver: não estou minimamente habituada a este tipo de notoriedade e de interesse por parte dos outros.
Comecei logo a imaginar que o homem tem um blogue, como eu, que de vez em quando o ilustra com fotografias, como eu, ou que tem um interesse especial por tudo e mais alguma coisa, como eu, e que depois desenvolve esse interesse escrevendo, como eu...

O cão


- Olá meu amor! já me disseram que tu gostaste muito do passeio! - Ouvi eu alguém dizer numa voz carinhosa e cheia de mimo. A pessoa baixara-se e afagava o dorso de um cachorro... Quem diria?!
Convém acrescentar que gosto de animais, antes que aqui a apareça a sociedade que os protege, ao sério, gosto mesmo. Mas há cães que têm uma vida melhor que a minha. A vida de cão já não é o que era... E mais não digo!

lenga-lenga


toda a vida
deu comida
deu ao fio
deu à tia
deu à toa
deu à tola

        toda a tola
        tem um dom
        toda a tola
        tem um dote
        dá a todo
        doido tolo
        um tremendo

        piparote


Lucinda Atalaia in:
'Ler...
Ouvir...
E cantar
Os pais com os filhos'


quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

S


Gosto de imaginar-me simpática. Não o sou. Ou não o sou natural e primeiramente. Não o sou porque não consigo, não me entendo com as pessoas se for simpática num primeiro contacto e, se o for, não o serei naturalmente, será uma simpatia forçada. E é tão mau forçar-me a ser qualquer coisa...
Mas gosto de imaginar-me simpática. Gosto mesmo.
Dizem que nós somos o que gostaríamos de ser. Hum... Eu ia gostar tanto que isto fosse verdade! Ia gostar mesmo.

Excerto de um poema


(...)
Natal! Natal(diziam)! E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento da poesia
(...)

Manuel Alegre


Vinha escrito numa etiqueta colada a um livro que comprei para oferecer este Natal. Achei tão bonito que fica aqui também.

Pensamento


Considero bem verdadeiro que se centrarmos a atenção em algo intenso e bom, as coisas más desaparecerão mesmo que apenas por algum tempo. Bem como considero tão verdade como a anterior que isso é uma forma egoísta de pensar, muito embora subtil, tão subtil que a maioria das pessoas nem dá por ela.
As afirmações que faço no parágrafo anterior talvez causem estranheza. E as conclusões, cheguei a elas porque penso tanto, tanto, que tudo é uma se torna numa baralhação disforme, e isto não chegando a saber se sou eu me baralho e deformo as coisas, a vida.
Quando chego a este ponto acho que tudo não passa de mentiras pegadas umas às outras, sem ponta nenhuma por onde se lhes pegue.


O Tempo


Fui à baixa. Quando me preparava para comprar o bilhete de metro na máquina automática vi um caído no compartimento para onde caem os bilhetes acabados de comprar. Estaria válido? Experimentei, estava muito válido, tão válido que fui de borla até lá. Oh dia mui feliz!
Deambulei, vi as luzes, as montras, as pessoas, ou seja: assisti à vida, ao bulício e fiz parte deles.
Depois, sendo já hora, avancei para o sítio que era o destino final da viagem e, no fundo, o motivo da mesma: alguém me pedira para ir a uma loja que tem tudo quanto sejam peças para compor relógios.
Apanhei o senhor, já velho, mesmo ao início das suas funções, abrindo a grande porta da rua e depois de lhe anunciar ao que ia segui-o subindo as escadas.




Nas escadas tive a sensação de que entrava noutro mundo, um mundo longe dali, era tudo velho e gasto, como o senhor que eu seguia. No primeiro andar ele parou e abriu uma porta, pediu-me para esperar um pouco e entrou para me abrir por dentro a outra porta daquele átrio.
Dei entrada e deparei-me com uma sala cheia de prateleiras com muitas miudezas relativas a mecanismos de relógios e, principalmente com muitos relógios. Relógios para todos os gostos, resmas deles! Fiquei boquiaberta perante tamanho espectáculo. Enquanto o senhor me aviava o pedido eu estava tão fascinada com o lugar que não conseguia fechar a boca. Há algo fantástico e inexplicável que os relógios têm que exercem um grande fascínio sobre as pessoas. Talvez seja a importância que o tempo tem, digo eu.
Perguntei-lhe se podia tirar uma fotografia aos relógios. Mostrou algum espanto e divertimento, que tentou disfarçar e anuiu ao meu pedido. E eu clique!

(ora bem... aqui era suposto estar a fotografia dos já mencionados relógios mas acontece que não tinha o cabo do telemóvel no mesmo sítio onde está o computador que tem o programa que lê as fotografias do meu telemóvel... e acontece que aos relógios só usei o telemóvel para fotografar, atrapalhei-me toda por causa do pedido que fiz ao senhor... e acontece que eu quero mesmo publicar este post hoje... e acontece que eu devia ter muita vergonha de apresentar um post incompleto mas tenho pouca e por isso cá está ele à mesma... e daqui a uns dias ponho aqui a fotografia)

É de salientar que a fotografia mostra apenas uma ínfima parte da quantidade de relógios que por ali haviam expostos.
Depois de tudo bem admirar, saí à rua e enfrentei o resto da jorna com algumas máculas da minha vida abaladas da memória por momentos, ao menos por momentos.



Fotografias: Lisboa, Rua dos Correeiros, em 10 de Dezembro de 2009


Literalmente


Quem anda à chuva, molha-se.
E depois consegue-se piorar o penteado em muito.

Ginásio


Ontem fiz* a espargata, aquilo dói um bocadinho. Hoje dói mais e 'tou aqui que não posso. E ainda tenho em mim a certeza que amanhã vai doer mais...

*Leia-se: tentei fazer.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Especialidade


O post anterior fala de trabalho e este vai falar de patrão. Intitulei o post de 'especialidade' porque sou uma pessoa particularmente especial. Ninguém sabe que sou particularmente especial ou sequer que sou especialmente particular mas não faz mal, eu apregoo. Então é assim:

Na Noite da Consoada o meu patrão vai jantar na minha casa. Maravilha! Até já estou a ver o filme, ao meio-dia da véspera de Natal vai ser (espero eu que seja) assim: «Ó Gina, vá,vai lá para casa fazer as filhós e o bolo de noz e o arroz doce e a mousse de chocolate e ajuda lá o teu marido a fazer o polvo e o arroz de pato que eu só como se aquilo tudo for feito hoje e com tempo porque só assim é que as coisas me sabem bem. Já agora aproveita o tempo para decorar a mesa de Natal com vagar para ficar um requinte, e também acaba lá de pôr as bolas na árvore que é para eu arregalar o olho a ver coisas bonitas, bem feitas e cheias de bom gosto. Capricha que eu sei que és capaz!»

E (acho eu que) vai ser assim...

Solução


Tenho uma solução fantástica para a greve que os trabalhadores dos hipermercados (dizem que) vão fazer na véspera de Natal*: venham ao comércio tradicional, àquelas lojas pequeninas, cheias de pó, mal decoradas e feias, aquelas lojas que não lembram a ninguém. Aqui a gente também atende muito bem a clientela apesar do cenário não ser capaz de apelar enchentes. Experimentem, eu sei que vão gostar. Não se acanhem, vá.

*Isto no caso daquilo não se tratar de uma pura e mui rentável manobra de
markting.

Sonhos de uma noite de Outono


Sonhei que salvava peixinhos em grande aflição por causa da poluição e depois também os salvava de uns senhores que lhes queriam fazer muito mal.
Sonhei que era atropelada por um carocha vermelho.

Ele há coisas que só sou em sonhos: benfazeja e atropelada.

Sonhei que alguém me tirava pontos negros do nariz.
Sonhei que vendia chapéus de bebé cujos elásticos não aparentavam qualquer vigor.

Algum poucochinho de realidade teria de haver nos meus sonhos...

Cheira a...


Há senhoras muito bem apessoadas. Senhoras sem vincos ou mácula nem cabelos rebeldes. Senhoras com aquele dom do saber ser e estar e do tudo no sítio. Não sei se cheiram a Channel nº5 mas têm ar de quem cheira a isso. Nesta altura, em vez de a isso, cheiram a rebuçados de mentol.

Sola


As minhas botas têm escrito na sola 'Sexy Queen'. Ainda bem que é na sola, assim não se vê nem se lê. É que a frase estando à vista tenho a certeza que não combinaria com o resto do pacote.

Repentes de ontem com fotografia de hoje




Um senhor mirava a minha montra de boca aberta mostrando a dentadura já velha. Aquela expressão que contei num anterior post, cujo link não figura porque o senhor Blogspot hoje está armado em parvo, adequa-se perfeitamente, o homem parecia um cão com a língua de fora em dia de grande calor, basicamente... Só por dizer que está frio.

Um outro senhor, também ele avançado em idade, aguardava a sua vez na estação dos Correios. Nada de estranho, claro, a não ser quando lhe olhei para os pés - calçava pantufas.

De dentro de um salão de beleza, o cabeleireiro esperando clientes sentado achou por bem acenar-me com a mão. Confundiu-me com alguém mas eu prefiro pensar que tenho um ar muito mais simpático do que imagino.

Na montra de uma garrafeira estavam expostas garrafas de vários tipos de bebidas. Uma dessas bebidas era água das 'Pedras Salgadas' antevendo já a azia própria desta época tão comestiva.

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Extra


Fazer horas extraordinárias equivale e ver a Mariazinha às nove da noite pondo o saco do lixo cá fora em traje exageradamente informal: de pijama e robe.
É tão giro ver as intimidades das pessoas, tipo assim as cores do pijama e isso. Gosto mesmo. Aposto que a Mariazinha até já tinha a sopa engolida, a louça lavada e a escorrer no lava-louça e a cafeteira ao lume para fazer a infusão do chá que depois bebe enquanto vê a dúzia de novelas que passa todos os dias na TV.
Mas há mais... há as mariazinhas que não vêm novelas mas escrevem num blogue. Tipo assim eu.

Post do mais gaja que pode haver e mostrando fotografia inútil e tudo



Fim de ano

A dona Estrudes vai fazer a passagem de ano em Marrocos.
Lembrei-me: eu hoje tenho as unhas pintadas dessa cor - Marrocos.
E também me lembrei: isto e aquilo é capaz de ser mais ou menos a mesma coisa...

Blogue de gaja


Ultimamente tenho-me deparado frequentemente com referências a 'blogues de gaja' pela blogosfera afora.
Pela descrição das caractarísticas sobre as quais consiste ter um 'blogue de gaja' acho que o meu não confere com um desses assim - de gaja. Esses assim são fofinhos, com muita bonecada e muita fotografia inútil, e muito superficial, falando do chefe e das colegas mas falando mal, claro está e não relatando nada de nada acerca do que se passa nacional e internacionalmente a nível político, social, cultural e mais não sei quê e ainda tantas outras coisas sábias que toda a gente devia saber.
Acho que o meu blogue não confere com um desses blogues assim - de gaja. Ainda bem? Talvez.
Se calhar até confere... E eu escrevo lá acerca do político-socio-cultural e mais as coisas sábias deste mundo? Eu não. E tem algum mal não escrever acerca do político-socio-cultural e mais as coisas sábias deste mundo? Não, não tem. Eu cá acho que não tem. Não tem, pois não?

Fim de ano


Diz que no fim do ano se deve deitar fora coisas velhas. Hum... deixa cá ver... deito fora aquela minha tia que de cada vez que me vê me lembra que estou mais gorda?

Anoso e anosa dialogando


- Ó senhor Joaquim, diga lá quantos anos é que me dá?
E ele põe-se a olhar atentamente por modo o poder opinar adequadamente.
- Ó senhor Joaquim, não me esteja a olhar para a cara! Já fiz muitas operações, estou velha! A cara não conta!
- Então quer que olhe para onde? A senhora tem o resto tudo escondido!
- Ó senhor Joaquim… - Reponde ela fingindo o melindre e escondendo a malícia.

Sítio


Tenho ouvido na radio acerca de um site chamado ajudahomemlixa.com. Agora, os homens-lixa já podem descansar, finalmente lhes chegou o socorro. Já não arranham ninguém nem se lhes acaba relação nenhuma. Pelo menos é o que os do site garantem…

The weather




Pôôô-rra!

Ca frio!

Chiça!

Bolas mais o caraças do frio!

Raisparta isto, pá!

Ca ganda porra!



Resumindo: porra para o frio mais o raio que o parta aos bocadinhos e depois o faça desaparecer.
Já agora: o título deste post está em inglês, não que isso me agrade por aí além, é antes porque já não sei que título dar aos meus posts acerca do caraças do frio e assim em inglês sempre fica diferente.

Acerca da fotografia:
Lousa, em 6 de Dezembro de 2009. Talvez o dia mais chuvoso deste Outono até agora. Por causa da chuva contida na fotografia e apesar da existência de uma dúvida que é: notar-se-á na fotografia que estava a chover nesse ainda não muito longínquo dia(?), é bem capaz desta fotografia destoar do tema do post. Mas... como aqui sou eu quem manda e se foi a mim que apeteceu pôr aqui esta fotografia, precisamente esta, pois então seja e já está!

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Blogosfera


«A blogosfera é assim como um prédio com muitos vizinhos, em que todos se assomam à janela e se veêm mutuamente.», li eu um dia numa revista.
Concordo, a blogosfera é assim, um bairro com muitas ruas e rotundas, ou uma praceta resguardada, ou ainda mais restrito, um prédio onde só entram alguns.
Na blogosfera, eu aparentemente estou num prédio onde só entram cinco pessoas mais coisa menos coisa...

Domingo


Ao fim de semana o que escrevo difere estéril e descaradamente dos restantes dias.

Não sei se se nota mas sei que noto.

Melão


Rico filho: - Mãe, isto é um melão ou uma abóbora?!

Mãe: - É uma abóbora, pá!

Rico filho: - Ah... 'tava a ver...


Umas horas depois...

Rica filha: - Mãe, aquilo é uma abóbora ou um melão?!

Mãe: - É uma abóbora.

Rica filha: - Oh que pena! Se fosse um melão sempre podia dizer que não comia...

Mãe: - Pois é, vais comê-la na sopa...



Antecipandamente peço: que não se ligue à qualidade desta foto bem como ao cenário onde a mesma foi tirada, por favor. E agora pergunto: Aquilo parece um melão?!


Comprar


Há coisas que sempre que vou às compras, compro, mesmo que ainda haja armazenamento na despensa. Coisas como: leite, bolachas, farinha e açúcar.
Eh pá, faz-me impressãozinha não comprar estas coisas, pronto...

Notícias do Continente


A minha lista das necessidades que tenho em falta na despensa e frigorífico, levava-a escrita numa folhinha de 10x15, para aí, arrancada do memorando que tenho pendurado na parede da cozinha. Aquele memorando que senhor Marquez me deu um dia que fui lá com o Luís para lhe fazer um trabalhito que já nem me lembro qual.
Mas há pessoas em grande, muito mais em grande que eu, que tenho um senhor Marquez na minha vida que me dá memorandos e tudo, vi uma senhora no Continente que passeava a lista, escrita por ela ou então não, num caderno A5 daqueles de argolas.

Ah! E vi um pai natal mas em mãe e em amarelo. Bebi um café. Comprei porcarias, utilidades e futilidades.

É uma pena...


... Mas o meu caixote do lixo é um cocó, diz a rica filha. Diz que tem que se descalçar para carregar no pedal, que é pequenino e que as pantufas não a deixam lá chegar por modo a abrir a tampa.

Domingo


A minhas mãos têm impregnado o cheiro do óleo de cedro e acho que há coisas que não deviam existir. Atrás dos móveis, por exemplo, o 'atrás dos móveis' é qualquer coisa que não devia existir.
Já uma lei a proibir limpezas domésticas ao Domingo é algo que devia existir.
E agora vou ali apanhar uma pedrada de amoníaco limpando os vidros. Vidros também é uma coisa que não devia existir.
Despeço-me até já porque eu quero ainda cá vir hoje.

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Há coisas que não deviam acontecer na vida de uma mulher...


Hoje conversei com um homem na minha caótica cozinha, a panela que ontem aqueceu a sopa comida ao jantar ainda em cima do fogão e chocolate em pó derramado em cima da toalha pelos meus ricos filhos logo pela manhã, as mochilas do ginásio à porta, tudo coisas assim, e não estivesse ao corrente dia um sol esplendoroso e até cuecas nos pinásios das cadeiras existiriam. Isso e um ou dois soutiens na maçaneta da porta. Ainda bem que por ora não chove.
E eu... Eu envergando vestimenta exageradamente informal. E ainda por cima as conversas eram sobre dores e doenças várias. O homem tinha um incrível ar boémio, uma simpatia, um querido. Queria vender-me um cartão de saúde para doentes.
Mais um que me pediu detalhes da minha vida privada, agora ando nisto, ao que parece. Fartei-me de falar. Espectáculo.
Mesmo assim, há coisas que não deviam acontecer na vida de uma mulher...


O depois do antes


Uma pessoa pede conselhos ao amor dela, acerca de que cor há-de pintar os cabelos e ele diz-lhe que pinte com uma cor mais clara que o costume para mudar e coiso.
Vai daí, a pessoa vai na conversa e compra o louro escuro, ou canela ou o raio, e chegado o dia eis que sim. A pessoa pinta o cabelo convencida que vai ficar uma louraça toda gira, quer dizer... a pessoa até nem queria ficar assim muito, muito louraça mas estava na disposição de parecer diferente. Quando o cabelo seca, é isto:




Qual louraça, qual quê?! Tenho o cabelo mais escuro do que antes! Mas ele gosta, diz que 'tou gira e tal. E eu também.


É tiro e queda!


Assim que acabei de publicar o último post levantei-me daqui para me mexer e fui à varanda. Os lençóis foram apanhados! Oh que alegria, já leram o meu post e fizeram tudo como eu pedi. Que queridinhos! Agora só não vejo as vistas porque está escuro mas não faz mal, vejo amanhã.
Obrigada, caríssimos vizinhos. Bem hajam pelo rápido atendimento ao meu pedido.

Gigi


Ainda acerca de lençóis


Este post serve para informar os meus vizinhos de cima, já que eu tenho a certeza de que lêem o meu blogue, e mais: vão perceber rapidamente quem é a Gigi, como ia dizendo, informo os caríssimos vizinhos que eu já vi bem os lençóis que têm estendidos desde o início da semana. Muito obrigada por me deixarem apreciá-los, há-de ser por isso com certeza que os deixam lá pendurados tanto tempo. Mas eu já vi, obrigada. Têm padrões originais e lindíssimos, têm sim. E também estão encardidos, pois é. Agora tirem-me lá aquilo da frente que eu gosto de ver as vistas da minha varanda, vá.

Gigi

(Aquela malta deve lavar os lençóis juntamente com o fato macaco...)

Lençóis


A vida passa rapidamente. O frio está mesmo apertar está na altura de mudar para lençóis de flanela. A vida passa rapidamente. Os lençóis da rica filha têm ursinhos mimosos, os do rico filho são do Pokemon. Ainda são do tempo das criancices... A vida passa rapidamente.

Porque sim


O ser só é uma das características da minha natureza e creio firmemente que todas as pessoas se sentem sós num ou noutro momento. Isto porque lidamos directamente com a nossa individualidade, o tal ego, sermos o centro do mundo, ou do nosso mundo dá-nos a sensação de que estamos sós, é inevitável.

Há largos meses que escrevi o texto acima. O texto foi ficando ali nos meus rascunhos sem razão definida até hoje, que me chegou a vontade de o publicar, vontade essa também ela sem razão definida.
Escrevi o texto quando descobri a inevitabilidade da solidão e que esta é inerente ao ser humano. Quer faça, diga ou seja, a verdade é que estou sempre sozinha.


Meio dia


Ao meio dia na minha varanda cheirava a Inverno quente. Agora, às cinco e meia, cheira só a Inverno.

5 manias das minhas


Fui desafia pela Vera a divulgar 5 manias das minhas.
Entretanto, depois de lhe dizer: «sim senhora, respondo», lembrei-me que já em tempos idos respondi a este desafio. Com o tempo passando muita coisa pode acontecer e muito se pode alterar na maneira como nos vemos, achei que seria interessante fazer isto de novo nomeando 5 manias e só depois ir ver o que respondi há tempos para comparar e saber se continuo a e na mesma. Então lá vai:


Tenho a mania...


(1) ... Que sou parva, gira, gorda e engraçada.

(2) ... De cheirar o que vou comer.

(3) ... De pendurar os cabides todos para o mesmo lado.

(4) ... De colocar o papel higiénico sempre na mesma posição.

(5) ... De olhar para o cimo dos prédios, bem como de querer lá ir, ainda que as alturas sejam uma coisa que me aflige em muito.


E agora vamos lá ver se estou diferente neste post que curiosamente faz precisamente hoje três anos que foi publicado. Diz que não há coincidências mas eu acho que as há. É assim mais ou menos como as bruxas...


Adenda em letra pequenina para ver se ninguém dá por ela

A(s) mania(s) número 1, talvez não sejam manias, talvez sejam a pura verdade...

Psicotécnico...


Será assim que isto se escreve?!

Há dias em que me apercebo de uma realidade suave: ainda bem que não tenho muitos leitores ou já teria sido banida daqui por tão maltratar a língua mãe devido às palavras que desconheço...


«Não foram encontrados erros ortográficos» diz o senhor Blogspot em relação a este post. Menos mal... O pior é que corrector ortográfico não contempla o título. Paciência...

Ouvidos


(cliente desconfiada)
- Então quer dizer que isto dá mesmo?

(vendedora inabalável na sua convicção)
- Dá, sim. Pode levar à confiança.

(cliente consternada e também muito esperançada)
- Deus a ouça…

(vendedora pensativa, fingindo-se repleta de sabedoria)
- Hum... acho que Ele deve estar a ouvir...


quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Abuso


Eu escrevo no horário de expediente. A maioria dos leitores já sabe isto mas como andam aqui leitores novos eu repito: trabalho numa loja e escrevo de porta aberta, gasto o tempo que alguém me paga para trabalhar, trabalhando e... escrevendo. Esta possibilidade que tenho para além de muito agradável e bem-vinda é também o principal motivo pelo qual escrevo tanto. E agora é assim:

Entrou uma senhora para tirar uma fotocópia e eu, estando a meio de um pensamento espectacular que queria tanto, mas tanto escrever, tenho o desplante de dizer à cliente:
- Enquanto a senhora vai tirando o documento de dentro da mala eu vou só aqui acabar de escrever uma coisa, está bem?

Vocação


- Ah, eu quando andava a estudar fiz testes psicotécnicos e deu-me para psicologia.
- Eu...
- E ainda fiz uma data deles!
- Ah...
- Mas depois decidi-me pela engenharia.
- Eu...
- Mas gosto...
- ...
- Gosto mesmo de ouvir o que as pessoas têm a dizer.
- ...


Gostas, gostas! Então não gostas!

Luz


O senhor Comandante comprou-me uma lâmpada de 150 velas, daquelas que já não se usam nem ninguém, excepto o próprio, deseja comprar por tão obsoletas serem. Diz ele que é para iluminar a sala na noite de Natal, para se ver bem o que estão a comer.
Depois disto fiquei com a ideia que este homem não vê o que come em todos os outros dias do ano e que a época natalícia é mesmo muito especial para alguns.

... deixa lá isso!


Diz ele muito entusiasmado que se ingerirmos três colheres de sopa de carvão em pó logo seguido de veneno para matar ratos, que não morremos pois o carvão absorve todo o veneno.
Bem... eu acho que não vou experimentar para ver se ele fala verdade. Fico na dúvida, preferencialmente.

Em dia de chuva...


... Numa das estações de Metro por onde passei, havia uma escada de acesso cortada, aborrecendo a malta com a volta a dar. A desculpa grafada em cartaz visível era que o piso se encontrava escorregadio.
Muito medo tem esta gente de escorregadelas. Se fosse das quedas ou dos membros partidos eu ainda compreendia. Agora escorregar? Escorregar nunca é cair!

Azedas de Terça-feira


Eis a azeda de que falei neste post. A bem dizer são várias azedas no mesmo pé. É isso o que achei tão fantástico e queria mostrar. Vá, agora já podes desmentir-me, leitor(a): esta foto está fantástica, não está?



Gelo


Quero mandar o frio p'ra porra! Dizer-lhe que já me chega de cieiro, de dores e de frieiras.

Mas o frio faz a malta falar e hoje ouvi duas frases que considero engraçadas ou não figurariam aqui e proferidas pela mesma pessoa, curiosamente:

'Eh! Anda tudo com a língua nas orelhas!'

'Brrrr! Até se me cola o cabelinho, pá!'

Causa


É por causa disto que as pessoas têm vontade de morrer: parece que está tudo bem mas não está. Não há uma só coisa que preste, que alegre. Uma só, não há. E depois, a tristeza é tão imensa e mesmo imensa não se vê. Está tudo mal e parece que está tudo bem e é por isso mesmo que as pessoas querem morrer.

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Legitimidade


É legítimo, penso eu, sentir-me triste. Mesmo enlaçada e protegida pelo amor, assistida pela sorte, contemplada com a saúde, é legítimo sentir-me triste.
Tanto não quero sentir tristeza que acrescento a esta uma outra tristeza muito maior: a de que não sou digna de me sentir triste por não ter nada de que me queixar. Porque na minha vida é tudo bom e tudo maravilhoso e tudo sim senhor e assim sendo não tenho nada que estar triste porque sou uma privilegiada e uma sortuda e mais não sei quê.
E assim, tenho duas tristezas para superar: a tristeza propriamente dita e a tristeza por ser indigna de sentir tristeza.
E assim me sinto duas vezes triste quando uma bastava.
Estou triste.

Livros & café


Subi a avenida e atravessei a praça sentindo os pés entesarem e picos nas pontas dos dedos das mãos, isto por causa do frio.
Entrei na Livraria Barata e fiquei por lá admirando aquilo. Estava quentinho ali.
Sentei-me para beber o café. Agora é moda os livros mais os cafés serem apreciados em conjunto, e eu, gostando de ambos, estou feliz com essa união.
A seguir ao café voltei de novo aos livros e por lá fiquei até as mãos se me aquecerem tanto que latejavam.
Se hoje às duas da tarde alguém andou ali, fique sabendo que esteve no mesmo espaço físico que eu. Estava lá uma mulher de olhar triste e ausente. Era eu.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

O banco de trás


De manhã saímos todos, os quatro. À vinda para cá deixámos o rico filho em determinado sítio e continuámos viagem. Assim que ele saíu a rica filha disse:
- Ainda bem que eu tenho um irmão! Já viram o que era ter este banco todo só para mim?!
Parecia que estava a sentir um arrepio, teve a percepção da solidão que seria não ter um irmão e essa ideia desagradou-lhe. A rica filha é uma jovem adulta com uma sensibilidade peculiar. E isto talvez seja o meu coração de mãe vendo e sentindo mas não faz mal nenhum ficar aqui registado este pequeno episódio. Já que há blogue para registar coisas, até posso acrescentar que esta coisa está muito bem vista. Por mim, claro. Mas o tributo é da rica filha, ela é que me fez escrever este post.


Jantar II


Não mostro os scones nem a canjinha. Aquilo não ficou nada bem.
Os scones: pareciam nem sei o quê, talvez o chão de Marte mas em amarelo, não em vermelho, cheio de altos e baixos e rachas, formando um quadriculado ao jeito de pied de poule, para aí.
A
canjinha: achei que nem precisaria seguir a receita por pensar tê-la de cor na mioleira, mas acontece que me esqueci das cenouras, não quis pôr o pão, o caldo era de carne, não havia hortelã no frigirífico mas pus-lhe baguinhos de arroz carolino e miúdos de frango e os ovos. Estes são o único igrediente em comum com a tal receita...
Aquilo não ficou nada bem mas só à vista, porque comer, comeu-se. E comeu-se sabendo bem.

Adenda

O rico filho perguntou se alguém queria os insides dele porque ele não gosta. Quando questionado acerca do queria ele dizer com os insides respondeu: - Atão! Eu só gosto das partes de fora do frango!

Continuação


Continuo igualinha, igualinha ao uso do costume. A escrita, a minha escrita quero eu dizer, continua igualinha, igualinha. Meia dúzia a dúzia de posts diariamente e sempre tanto por dizer.

Fotos


Tirei umas fotos fantásticas às azedas no Pinheiro de Loures. Queria ilustrar o que escrevi uns posts atrás quando referi que já há azedas apesar de ainda ser cedo para tal. Só que, quando passei as fotos para o computador... caput! Desapareceram! Já corri as pastas todas, não sei onde foram parar...
Menos mal, posso dizer que as fotografias estavam fantásticas sem ninguém me desmentir...

Jantar


Os 'pães de minuto' estão no forno e a canjinha. está ao lume. Os 'pães de minuto' na verdade são scones. O Chefe Silva quis fazer a coisa à portuguesa, e fez muito bem, chamando-lhes 'pães de minuto' mas... vai por mim: aquilo são scones...

Estupefacção


Continuo estupefacta de cada vez que me detenho e observo a minha lista de seguidores. Estão mortos! Os meus seguidores estão (quase todos) mortos! Ou então são muito, muito, muito, muito mais reservados que eu... Mas muito, muito mais.

TV


Continuo a chorar baba e ranho a ver os 'Ídolos'. Deve ser a essência maternal que brota, acho eu.
Conheço de bebé uma das miúdas que anda lá a cantar e, ao que parece, a encantar. Acho que nunca me senti tão próxima ao estrelato como agora...
... estou a brincar. É engraçada a sensação de ver na TV alguém que já anteriormente se conhece fora dela, é só isso. E é também que continuo a chorar baba e ranho e a sentir a maternalidade brotando sempre que vejo aquilo. É também isso.

Viva!


O consumismo, pois. Viva ele! Tenho andado a fazer as compras do Natal e estou maravilhada com isso.
É feio? O consumismo é feio? É ruim? Faz as pessoas egoístas e pobres? Quero eu lá bem saber disso para alguma coisa...

Invencionice


Indiferentante...
Há quem defenda que se podem inventar palavras. Eu não defendo essa ideia, acho que as palavras e até as frases já estão todas inventadas, muito embora não estejam ditas, ouvidas, escritas, lidas por todas as pessoas. Mas isso sou eu que sou esquisita. Esquisita assim como uma coisa rectilínea e inflexível e sem qualquer capacidade para ter tudo no sítio em simultâneo.
Não, não tenho os cinco bem medidos, não... E invento palavras e acho mal inventar palavras. Tanto e tão pouco na mesma cabeça.

Indiferença


A indiferença é o que mais me dói. Bolas! Porque é que eu não provoco reacções nas pessoas? Desgostos e alegrias que sejam, porque é que eu não vejo as pessoas reagirem à minha presença? Porque é que sou sempre tão... como dizer... indiferentante?!

E depois venho para aqui pôr-me a escrever e coiso. Bah!

Certeza


- Estou cheia de frio, tenho o sangue já velho! - Exclamou a velha senhora, cheia de uma pressa que o físico já não acompanha.
É certo. De uma pessoa enrugada e que se arrasta ao invés de andar, é certo ela estar a falar a verdade quando adjectiva de velho o próprio sangue.

?!


Este post não tem palavras no título. Como, ao presente, estou indecisa e espantada com a minha indecisão achei que o título ficava bem como está.
Estou a contrariar-me. Neste preciso momento estou a contrariar-me. Embalam-me os sons do costume e estou no sítio do costume mas estou a forçar-me a não me levantar da cadeira sem ter escrito tudo aquilo que quero dizer a.g.o.r.a.
Não sei que escrever. Estou... indecisa. A minha vida tem andado cheia do que não quero escrever. Por um lado são coisas que não 'devo' escrever, por outro são coisas sobre as quais estou 'farta' de escrever. Há os velhinhos e a velhice, as clientes e as conversas de balcão, as minhas desventuras frente às mais diversas pessoas e também distintas entre si, a minha maneira de ser e as minhas coisas.
As pessoas cansam-me, eu estou cansada da minha pessoa e, pior, muito pior que isso, é o medo que tenho de ser eu a cansar as pessoas com tanta repetição, tanta coisa tão minha.
Acho que preciso criar, de ser novidade para mim. No entanto, por ora vou continuar igualinha, igualinha ao que tem sido. E é por estar e ser igualinha ao que tenho sido que este post vai para o ar antes dos outros todos.

domingo, 6 de Dezembro de 2009

Enquete


Curta conversa de chacha entre duas senhoras
Conversa acerca do tempo, portanto, porque o sol escalda com uma intensidade invulgar para a época:


Senhora rosa - Está mesmo bom hoje!

Senhora azul - Hum - hum. Pois é, está cá um solinho!

Senhora rosa - Está mesmo bom para estar na praia!

Senhora azul - Sim, é por isso que a gente está aqui...


Uma destas senhoras sou eu. Dá para perceber qual?



Há tempos escrevi
este post. Ninguém me respondeu. Não estou a reclamar resposta reescrevendo-o, apenas me lembrei que seria giro para sondagem.

E assim: está aberta a enquete! Querendo, é favor ir lá votar.

A chuva e o Natal


O título não é original, eu sei, ou sequer o tema o é mas a chuva deste dia interessou-me por demais. Comecei por publicar no meu outro blogue (vá, clica lá que vale a pena) e vou continuar aqui também. É a chuva e o Natal. E é assim:








Apito


- Noutro dia vi-te, cruzámo-nos de carro.

- Sério? Quando?

- Até te apitei e tudo e não me ligaste nenhuma...

- Mas quando?

- Não me lembro em que dia foi...


(Ela não percebeu que o 'quando' não era o que 'realmente' interessava...)


Escolhidas porque sim


São imagens que estão no meu telemóvel e que finalmente foram passadas para o computador. Preguiça e alguma impaciência foram finalmente superadas e eis que é chegada a publicação com respectivo desenvolvimento acerca.

Castro Cola, em Janeiro de 2009.

O átrio de um prédio lisboeta em parte composto por uma secretária e cadeira que em tempos terá sido instrumento de trabalho do porteiro dali, em Setembro de 2008.

Eu numa praia espanhola, em Setembro de 2008.
O Garfield, um gato estranho de apenas uma orelha, a outra foi arrancada pelo amiguinho rottweiler que vive na mesma casa. Coisas da vida de um gato... e de um cão.



Estufa Fria, em Março de 2008.
Os ricos filhos, em 27 de Dezembro de 2007. Uma das primeiras fotos do meu telemóvel.

sábado, 5 de Dezembro de 2009

Desentendimento


Não sei se se percebe isto, acho que não mas vou dizer à mesma:

Eu hoje andei o dia inteiro a correr e não fiz nada.

Ainda bem


Esta é a altura do ano em que folgo por não ser perú nem bacalhau.
Pensando bem, também é muito bom eu não ser uma couve, uma batata, uma abóbora...

Eu e mais as eventuais trocas


Fui às compras do Natal. Olhei para uma camisola e gostei dela mas não me apetecia nada estar a experimentar. Mirei-a bem e voltei a mirá-la e achei que me assentaria bem. No entanto, preferi jogar pelo seguro e perguntar à senhora da caixa se poderia trocar em caso de necessidade e blá blá blá. E ela respondeu… brilhantemente:
. De certeza que fica bem, a senhora tem um corpo bem feitinho.

Ah como eu queria ser inteligente assim no meu balcão!

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Confissão


Bolas! Estava a ver que não me chegavam outros assuntos para posts para além do estado do tempo... Tinha já umas saudades do caraças disto aqui.


(Bem vinda, Gigi.
Obrigada, Gina!)

16:03


Eram dezasseis e picos quando me entra alguém por ali adentro.
- Olhe, faça-me um favorzinho...
Olhei e vi a senhora que arranjou as unhas logo depois de mim. Pousou a mala no balcão e abriu-a com as mãos tesas (conheço tão bem estes tiques, fiz o mesmo enquanto media o cabo d'aço) e pediu encarecidamente:
- Tire-me daqui um cigarro...
E eu tirei, pois que não sinto qualquer défice de solidariedade feminina.

Infelicidade


Uma mulher de quarenta e um anos, cheia de dores pelo corpinho todo, gorda que só visto, com olheiras até ao queixo e uma borbulha de cabeça branca e auréola vermelha especada mesmo na pontinha do nariz tornando-o bem maior e pontiagudo do que já é, é, sem tirar nem pôr, uma mulher infeliz.

Amanhã vou às compras do Natal. Está decidido.

Atraso


O Zé estava cansado de esperar o autocarro ali no Vale Escuro, onde é o fim e o princípio da linha do nº 6. Estava mesmo lixado, contou-me ele.
Àquela hora já tinha um copito a mais, vi-lhe um brilho vidrado no olhar. Fitava-me como se não me visse, ou como se o fizesse através de qualquer coisa invisível.
Continuou contando de «uma gaja» que estava na paragem e parecia tão lixada como ele. Ao fim de tanto esperar, viu-a passar para o lado de lá, apanhar o autocarro que ia no sentido oposto e viu-a regressar no autocarro que ele apanhou. Ou seja: «Estive ali para nada! Já viste a gaja? Andou a passear e eu ali!»
O Zé conta-me coisas. E adora-me mas não sei porquê. Quer dizer... sei mas não vou dizer.

O segredo


Olhe, não diga a ninguém, eu mudo a data do calendário todos os dias antes de me deitar mas nunca sei a quantas ando! Quando me vir já sabe, lembre-se.

Hum... Vou lembrar-me, vou. Sei que vou. Aquilo do «não diga a ninguém» não se diz a ninguém. E também vou pôr a boca no trombone e divertir-me à fartasana...

Diz que...


... O dinheiro nunca fez falta a ninguém porque nunca prometeu nada.

Um dito certo, este.

Hum...


Não sei é o cosmos, ou que raio seja, a querer chatear-me a cachimónia...
Porque é que tenho que vender cabo d' aço se acabei agorinha mesmo de pintar as unhas, pá?!

Olha que ele há coisas...


Fui ao ginecologista. Interessante, não? Não. A não ser que o ginecologista tenha 25 anos, seja giro à farta e ainda me peça o número de telemóvel. Aí poderá eventualmente, quiçá, talvez ser um episódio engraçado para se viver e, principalmente, escrever no blogue.
Pois foi o que me aconteceu. Dei por mim contando pormenores da minha vida a um homem (que mos pedia, ora bem) muito atraente, muito jovem, muito tímido e muito simpático. Tinha também uma pronúncia do norte engraçada e parecia mais perdido e nervoso do que eu...

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

O tempo


A adenda ao post de ontem foi possivelmente confusa e certamente mais extensa que o próprio post.
E isto hoje, no que a post concerne, não tem praticamente diferença nenhuma porque eu vou plantar aqui outro post acerca do estado do tempo, antecedendo-lhe, no entanto, uma bela foto tirada ao dia corrente na minha tão maravilhosa quanto velha Lisboa escondida. Lá vai:



Não me parece que estejamos no Outono.

• Já há azedas nos campos, não muitas mas que as há, há.

• Vi uma borboleta branca bailando em volta das ervas tão verdinhas mas que talvez não sejam daninhas.

• Assim que saí à rua havia no ar um cheiro a clorofila algo intenso.

• Descobri uma linda planta a renovar-se, cheia de tenras folhinhas. (foto)

E assim, acho que a Primavera chegou bem mais cedo. Tão mais cedo que é a segunda vez que cá chega este ano.


quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Lisboa, 2 de Dezembro de 2009


É dia 2 de Dezembro, está um dia chuvoso e frio. Isto até nem custa nada, daqui a pouco o frio e a chuva serão meras e longínquas lembranças. Pois, é que seis meses passam num instante, estaremos no Verão não tarda.

Adenda possivelmente confusa

Eu, não tendo, aparentemente, assunto sobre o qual hoje escrever, virei-me para o estado do tempo. Pois que não há nada melhor para falar, quando não se tem, aparentemente, nada acerca do que falar, do que falar, ou escrever, acerca do estado tempo.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Cusca!


Gosto tanto de escrever que me sento num café estrategicamente bem colocada a ver se ouço histórias alheias. São muitas as vezes em que depois de sentada não consigo discernir nada do que dizem, só ouço a mistura de todos os sons, o que torna as histórias que queria ouvir imperceptíveis. É uma pena.


Noite


São nove e picos, está uma noite molhada e triste. Da minha varanda ouvi um passarinho cantar. Como diriam os ricos filhos:
- Weird*...
Eu diria:
- Nada a ver...

*Tive de pedir ajuda aos meninos para escrever isto, o meu inglês é medíocre e quase inexistente.

Desconcentração... sempre!


Tenho a árvore de Natal meio feita...
Tenho posts na cabeça...
Estendi a roupa aos repentes...

Faço tudo, tudo, tudo aos soluços. Em matéria de escrita: não sou uma daquelas escreventes que se assente para escrever e escreva, efectivamente. Vou escrevendo... Levanto-me daqui vezes sem conta. Não gosto de ser assim, queria ser e escrever diferentemente. Mas se é assim que escrevo, escrevo!

Antiguidade


A minha sogra... até parece mal o título deste post tendo em conta que começo o post falando da minha sogra... Continuando:
A minha sogra andou em limpezas profundas às gavetas lá de casa. Numa dessas gavetas tinha muitas revistas de culinária e decidiu oferecer-mas porque, diz ela, já não vai fazer nada daquilo, que já não tem paciência e já que cá em casa se gosta tanto de cozinhar...
Pois fez muito bem! Dentre essas revista de culinária havia uma referente ao Natal de 1979, 30 anos atrás!
Decidi tirar uma das receitas, se bem que ainda não a experimentei e por isso não há fotografia, por ser tão simples e tão própria para estes dias de muitos afazeres, como aliás, é referido na própria revista. Ei-la:


Caldinho da meia noite


1,5 lt de caldo de galinha

300g de cenouras

3 ovos

25 g de manteiga

1 raminho de hortelã

2 pãezinhos

75 g de margarina

Descasque as cenouras, rale-as no ralador, junte-as ao caldo e deixe ferver 15 minutos.
Corte os pãezinhos em cubinhos, deite 75 g de margarina numa frigidira e leve ao lume.
Quando a margarina estiver derretida e aquecida*, junte-lhes os cubos de pão e, sempre sob lume médio, vá-os mexendo com um garfo, virando-os bem por cima dos outros até estarem todos lourinhos e retire-os imediatamente para um prato.
Passados os 15 minutos, bata os 3 ovos, como para uma omolete edeixe-os cair em fio sobre o caldo, mexendo-os bem para ficarem bem esfarrapados.
Junte 25 g de manteiga, deixe levantar fervura e ferver 1 minuto.
Retire do lume, junte-lhe o raminho de hortelã bem lavado, rectifique o sal e está pronta!
Sirva em chávenas de pequeno almoço, com alguns dados de pão por cima.


Nota:
Na revista vem descrito que o pão é facultativo. E eu, como qualquer cozinheiro(a) que se preze sempre tenho ideias para modificar as receitas originais, acho que o pão pode ser torrado ao invés de frito na manteiga, ou então a substituí-lo umas massinhas também não hão-de ficar mal.

Outro post dos (i)letrados desta casa


Um dia, em conversa com a rica filha, rematei com uma espécie de provérbio:
- Isso foi chão que já deu uvas!
- Disso de provérbios não percebo nada... - Diz-me ela como se por isso fosse impossível a conversa continuar. Disse-lhe que nunca é tarde para aprender, e quando ouvir isto outra vez já não lhe será novidade.
No dia seguinte, referindo-se a um cantor português que ao momento actuava na TV, diz ela assim:
- Hum, ah pois é… Tem que se usar a prata da casa!
E eu fazendo banzé brincalhão:
- Tem que se usar a prata da casa?! Prata da casa?!
Ela encolheu os ombros:
- A mãe agora não pode ouvir os meninos dizerem nada que faz sempre ganda espanto…
Passado pouco tempo, ouvem-se passos. Era o rico filho que vinha no corredor. A rica filha reconheceu-o:
- Ah-ah! Reconheci esse andar arrastado!...
E eu, para chatear:
- Ena! Estás a adjectivar! Muito bem, muito bem...
- André – Diz ela ao mano – Esta dama… A gente agora diz qualquer coisinha mais elaborada…
- Elaborada?! – Continuo eu, trocista.
- Damn…!

Montrar


Quando faço montras, é costume estar literalmente dentro delas e, para além de fazer caretas às pessoas que passam e de responder vezes sem conta que sou uma boneca gira para estar na montra sim senhor mas infelizmente não estou à venda, tenho o hábito de passar os olhos pelos jornais antigos que uso para secar os vidros.
Descobri isto:

(O post continua abaixo da imagem)


O jornal é o ‘Jornal Local da Marinha Grande’ e é datado de 27 de Abril de 2006, a época da grande explosão de blogues.

Parêntesis:
(Não tenho a mais pequena ideia acerca de como terá um jornal da Marinha Grande ido parar ao sítio onde guardo os jornais velhos para limpar os vidros…)

Abril de 2006… Três anos e meio passados e ainda tão actual.
No meu caso, não digo que 'sofra' do mal que a imagem reflecte, há muito do que aqui se lê, que se não foi já contado à minha cara metade, para lá caminha. Felizmente para nós, não é preciso ele aceder ao meu blogue para saber o que sinto e penso. Mal seria...


Pois é


Poooois! Pois, pois, pois...

É mais ou menos assim que ele faz quando estou a contar qualquer coisa. É engraçado, o bicho. O Clóvis! É engraçado, é.

(Digo faz porque aquilo não é dizer nada.)

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O par de botas e o talão


A funcionária da sapataria anunciou que não ia conseguir dar-me o talão por haver um mal informático qualquer. Perguntei como faria no caso de haver algum problema, dada a inexistência da prova de compra. E ela, muito desembaraçada respondeu:
- Ah… as botas são tão giras que não as vai querer trocar, de certeza!
Não disse nada, limitei-me a sorrir e fiquei a pensar na resposta da rapariga tão pronta, tão sensata, tão inteligente. Queria ser assim, as minhas respostas aos clientes são muitas vezes prontas, e ainda bem, agora sensatas e inteligentes nem por isso. Eu é mais
assim... Desta maneira... Ou isto...

Há mais aqui.


Perguntar


E perguntas? Também só as fazemos aos amigos? Excluindo as da área profissional, claro, só fazemos perguntas aos que são nossos amigos? Não... Às vezes questionamos os amigos para saber se estão bem sem que na verdade queiramos saber. Mesmo que os amigos sejam nossos amigos nem sempre queremos - realmente - saber como estão.

domingo, 29 de Novembro de 2009




Gosto bastante desta rua lisboeta e do silêncio dela. E também gosto dos gatos.
Conheço uma senhora que mora aqui e diz que esta é a rua do silêncio. Pouco depois do clique desta fotografia ela abriu a porta, perguntou-me que andava ali a fazer e eu disse-lhe que gostava dali. Anunciou-me logo a seguir que havia na rua uma casa para vender... Depois deixou muitos beijinhos, muitos cumprimentos, muita saúde. Faltou-lhe desejar-me o muito amor e a muita paz mas acho que isso é porque ela sabe que eu sou uma mulher de sorte, tenho muito dessas coisas.

Publicidade
(Se bem que passo a publicidade que aqui vou fazer...)


Encontro publicidade… engraçada, vá, na rua. Assim ao calhas, de vez em quando bato com o olhar em frases ou nomes publicitários que considero hilariantes. Ora veja-se:


    Temos a Telepita debaixo do título Momento só meu da Telepizza...

    Esta é de cariz sexual. Começo bem, começo…


    Temos o Fale até não poder mais da TMN

    Ao que parece fala-se e depois recebe-se dez vezes mais do tempo que se levou a falar. Este publicitário não vingaria se todos fossem como eu – sinto-me extenuada só que tenha que pronunciar quaisquer duas ou três frases seguidas. Mesmo que sejam muito pequeninas é uma canseira.



    Temos o cabeleireiro Visão de Águia


    Este nome está relacionado talvez com a visão de águia que os maridos têm (deviam ter!) para repararem na mudança de penteado das suas mulheres. Eu acho que só pode estar relacionado com isso.



    Temos uma casa de repouso para idosos apelidada Nos braços de Deus

    Está-se mesmo a ver: idosos/Deus - idosos nos braços de Deus dão a ideia de morte já efectivada.


sábado, 28 de Novembro de 2009

Novidade menor que a anterior


Tenho umas pantufas novas. São engraçadas e foram baratas. Têm uma sola grossa, mole e bamba. Não são propriamente confortáveis, parece que vou afundar a cada passo que dou. Deve ter sido assim que Jesus se sentiu ao caminhar sobre as águas. Quer dizer, trocando as pantufas por alpercatas e fora o desconforto, deve ter sido assim que ele se sentiu. Deus não deve conseguir sentir desconforto. Ou será que sente? Sim, já sei, o melhor é perguntar-Lhe.

Grande novidade!


Tenho uma batedeira nova, novinha mesmo!
Agora já não maço o braço tendinítico nem nada.
Põe-se, ou vão-se pondo os ingredientes e ela que trabalhe para um lado que eu vou trabalhando para outro.
Até baila!



Autorização


Os ricos filhos preferem-me para pedir um certo tipo de autorização. Assim aquelas saídas em que é preciso mais juízo. Dizem que sou Chill Out... Confesso que não tenho a certeza de isto ser bom. Estou quase certa de que não é grande coisa...

Importante


Se tudo for feito:

    Com ela

    A ela

    Para ela


Como não sentir (ela) que é importante? Impossível, ?

Frio


Ontem saí às sete e andei ali à volta. Frio...
A volta dada, seguimos para o Parque das Nações. Frio...
Jantámos bife da vazia com molho de queijo e mais não sei o quê, batatas fritas e gratinadas com (outro) molho de queijo. Não muito frio...
Seguiu-se um espectáculo no
Auditório dos Oceanos a peça 'Vai-se andando'. Nenhum frio...
Depois umas caipirinhas naquela roda gigante e rotativa no Casino Lisboa e a visualização de um espectáculo de dança com apenas dois bailarinos mesmo no meio. Frio a léguass dali...
Saímos para a rua. Era madrugada, passeámos e passeámos. Grande humidade no ar. Os muros e as paredes dos prédios escorriam água. Frio gélido...

E hoje: nariz assim como está descrito no post anterior.

Nariz


O Natal chegou. O Natal chegou mesmo, é real, intenso, vibrante...
Acordei, levantei-me e como narcisa que sou olhei o meu reflexo no espelho. Pareço uma das renas que puxa o trenó do Pai Natal: tenho a pontinha do nariz vermelha e luzidia. Reluz e tudo...

Espero ansiosamente a hora em que vou achar piada ao meu nariz...

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Estou triste


Estou triste porque um dos maiores focos da minha vida actual - o meu blogue - não pode resplandecer.
Porque os outros sempre estão interessados em algo... interessante, e eu só me interesso por tudo... o que não interessa a ninguém.
Porque o meu blogue é o maior expoente da minha inteligência.
Porque não posso contar a ninguém acerca do meu blogue... porque já cá escrevi acerca de demasiadas pessoas... e acho que não apreciariam por aí além o que escrevi acerca delas.
Estou triste, revoltada comigo e mais a porra de tipo de inteligência que possuo.
Para que é que interessa escrever se ninguém cá pode vir? Para nada!
O ciclo repete-se e estou de novo a achar-me rodeada da inutilidade que existe em escrever num blogue.

Adenda


O post anterior é sucinto e superficial. Fiquei a pensar no que escrevi; hoje continuei a pensar e até já me arrependi da publicação. Não gosto desta sensação que tenho de que servi um prato sem apurar os temperos. Porque foi isso que fiz no post anterior; escrevi sem sal nem pimenta. Devia ter escrito porque é que acho a dona Genoveva exaustiva mas interessante. Um dia, escrevo. Breve, não sei. Mas escrevo.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Monólogo


«Ai coitadinha! Há tanto tempo a ouvir-me. Enfim, diz que uma alma só repousa noutra... E a Gina é uma boa ouvinte.»

A autora desta frase é considerada por muitos, uma chata do caraças. Não concordo, pelo menos não concordo totalmente, com esta afirmação. A dona Genoveva é... exaustiva, diga-se antes assim, mas extremamente interessante. É deixá-la falar! Eu gosto mesmo de a ouvir ou não a acharia interessante para além de exaustiva. Ou o meu interesse não suplantaria a exaustão.

Velhices


«Ai ai! Quando a gente chega a velhos é uma tristeza, pá! Ainda eu não estou muito mal... não me babo e tal, como alguns...»

Hum... Ao que parece o senhor Rodrigues nunca reparou que eu abro o guarda-chuva sempre que ele fala ao pé de mim. É cada chuvada!


«Ai filha! Veja se morre antes de chegar a velha!»

- Então, é assim tão mau? - Perguntei eu a ver se aliviava a pobre e doente senhora. Fez-me que sim com a cabeça duas vezes, os olhos tão tristes...

Começo a ficar receosa da velhice...

Vontade domável


Quando em conversa telefónica me pedem:
«Só um bocadinho, por favor.»
Tenho vontade de responder:
«Leve-o todo que a mim não faz falta!»

Mas é uma vontade tão domável que me fico por dizê-la.

Socorro


A canção do Pingo Doce voltou com ares de Natal...

Ai que arrepios!



Um bê e um á... BÁ!


Esta noite a minha vizinha de baixo está fartinha de gritar com a filha de seis anos. A miúda não sei, agora eu posso afirmar que já sei como se escreve P-A-U!

A chuva é o que faz!


A fruta não se encontra aluada, antes molhada...

Tenho um penteado fantástico!


terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Andando


Entrei na Rua de Entrecampos. Nunca tinha reparado em tal rua e como nunca tinha reparado meti-me lá. Vi uma drogaria, uma drogaria daquelas vistosas. A única semelhança com aquela que tão bem conheço será as esfregonas e as vassouras penduradas à porta, talvez. Ou talvez hajam mais semelhanças. Ora deixa cá ver...
Detive-me nas montras cuidadas, apenas um pouco de tempo, o tempo de descobrir que não me sinto colega de ninguém, que me sinto sozinha. Não esquadrinhei a coisa para descobrir outros pontos comuns. Seria um esforço sem compensação justificável.
Adiante.
A manhã estava soalheira e o frio não era nenhum. Continuei pela rua estreita afora. De repente a rua acabou numa fonte lindíssima e, certamente, cheia de histórias. Demorei muito mais tempo mirando a fonte do que demorara a olhar a drogaria. Logo ali ao lado direito estava a ruazita que desemboca na Avenida da República, curvando à esquerda começava outra rua que me faria desviar da rota que já previamente havia estabelecido e mesmo em frente aparecia a linha do comboio com uma ponte aérea em zigue-zague sobre a mesma. Não gosto de alturas, afligem-me. Mas também sou uma ganda mulher, já dificilmente deixo escapar as oportunidades que a vida me apresenta, principalmente coisas deste género, e dei início à subida pensando que a vista seria agradável.
Depois da travessia a rua continuou mais um pouco e acabei no Campo Pequeno. Continuei andando e cheguei ao meu destino.

As fotos estão aqui.

Vocabulário


A malta por aqui é rodeada pelas letras. Eu escrevo num blogue e ainda por cima tenho a mania que sei escrever... Os ricos filhos andam ambos na mesma escola bem como na mesma área - Literatura - se bem que o rico filho tenha MACS e a rica filha não.
O André e a Ana Cláudia apresentam um vocabulário onde se nota a área de ensino em que estão inseridos e têm brincadeiras um com o outro onde também se nota o meio em que estudam.
Um dia, despedindo-se do mano, diz ela assim:
- Xau, André. Que as flores te amem....
Ele riu-se. E eu continuo com a brincadeira:
- André, que as flores te amem incondicionalmente!
Ele riu-se mas não queria... Eu, pondo a mão no peito e num voz melosa, acrescento:
- André, que as flores por ti nutram um amor soberbo, filho...
Ele gargalhou baixinho, não queria mesmo nada rir. Quando se tem quinze anos achar-se piada à mãe não está com nada...

NÃO!


De seguida apresento uma conversa fantástica com três intervenientes. Eu a verde, o Luís a vermelho e o funcionário da pastelaria onde nos encontrávamos a azul.

    - Não queres café, pois não?

    - Não.

    - Não queres?

    - Não, não, não.

    - Não?!

    - Não, não, não!

    - É um café, por favor.

    - Só um?


Velhice


Sabemos que estamos velhos, não só quando começamos a falar na velhice, mas também quando passamos a levar os óculos que a gente usa - usava, quero eu dizer - exclusivamente para ler, ver TV e estar frente ao computador.
E também, quando em conversa com alguém vem à baila o tempo do meu namoro e esse alguém exclama explicitamente e com a voz rente ao horror, faltando-lhe apenas o credo na boca e o benza-deus nos gestos:
- Ah, mas isso já foi há muito tempo!
Aí também já se sabe que estamos a ficar velhos.
«Que horror!» pensei eu. Talvez para não fugir à regra, fiquei horrorizada com o desplante do alguém. É que o alguém é alguém aparentando ter só(!) menos uns dez anos que eu, para aí...

Cinema


Fomos ao cinema ver o filme '2012'. É um filme interessante e intenso. Talvez devido à intensidade seja cansativo. Bem que podiam baixar o volume do som e também escusavam de mostrar as pessoas em pleno afogamento. Para mim seria muito melhor, escusava de crispar as mãos e de me faltar o ar e isso.
No fim da noitada, a caminho de casa, a rica filha comentou:
- Se aquilo acontecesse o pai ia ser assim mesmo... Patxau! - Querendo dizer que o pai se esforçaria ao máximo para salvar a família, assim como fez o protagonista do filme. Eu acrescentei:
- É, acho que o pai morreria para nos salvar...

(Oh, meu herói!)

Entremeio


Aqui neste entremeio deixa-me cá deixar uma perguntinha daquelas a que ninguém responde:

Alguém tinha saudades de ler as parvidades que aqui planto?

Mosquedo


Tenho tido uma grande infestação de moscas na minha cozinha, concentram-se sobretudo na fruta. No Domingo tive uma ideia estupenda: pus a fruteira na varanda e lá tem estado desde então. A ver se as maçãs e as pêras não ficam aluadas.

?!


- Então, está tudo bem?

- Sim. Mas estou à espera que melhore.


Bom


Se um cliente diz: «Estou aberto a sugestões.», é um excelente cliente!

Francês


Que responder quando me perguntam: - Parlez vous français?
Responder: - Un peu. E depois continuar balbuciando… aliás, tentar balbuciar em francês que aprendi a língua à l’ècole e que por isso traduzo bem o francês que ouço, só que quando chega a hora de falar é mais difícil mas lá me safo.
Foi o que fiz.
No fim do negócio o senhor fez-me uma série de perguntas básicas em francês, isto porque me achou um piadão. A todas respondi bem. Já tenho ouvido dizer que a adolescência é a idade em que melhor se fixam as aprendizagens, isto leva-me a crer que sim.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Hoje há poucochinho


Ao adormecer, a minha cabeça formula frases poderosamente bem construídas. É uma pena não saber como adormecer e escrever em simultâneo...

sábado, 21 de Novembro de 2009

Fui ao Continente


Fui ao Continente e lá consegui sacar a Leopoldina toda boa... A Leopoldina de quem falei uns posts atrás.
As minhas incursões ao Continente são sempre interessantes. Sinto-me bem - estou no meio da diversidade humana sem que tenha de me mostrar. Basicamente é assim: tenho um interesse exagerado pelo meio que me rodeia e ali posso observar intensa e imensamente as pessoas sem que seja notada, ou seja, ninguém me liga. Sinto-me bem...
Fui ao WC. Ao sair da cabine uma senhora idosa parecia apreeensiva com algo. Eu, o meu interesse exagerado pelo mundo, e mais a minha carinha laroca, porque não(?), somos frequentemente assediados por velhinhos em aflição. Esta senhora, tinha acidentalmente fechado por dentro a porta da cabine que usara, mas estando cá fora, e deixara lá a bengala. Agachei-me e lá estava ela, a bengala da senhora. Tive uma ideia estupenda: ajoelhei-me e retirei a bengala por entre aquele espaço livre que deixam entre o chão e a base da porta. Choveram agradecimentos... logo seguidos de queixas do marido, a quem ela não poderia ir contar uma coisa destas, nem pensar!
Curiosamente, eu, que para além do tal interesse às resmas pelo meio que me cerca, também tenho uma memória fantástica para feições, sei que a senhora da bengala é a mesma de quem falo
neste post. Loures é uma cidade muito, muito reduzida...


Segredo





Este blogue segredou-me que tem saudades de divulgar uma boa fotografia. Quer dizer... digo uma boa fotografia porque para mim esta é uma boa fotografia. E essa opinião deve-se a quê? Passo a explicar.

Para começar o verde impera, o verde-água. Depois a imagem tem aquele ar maduro e fustigado pelo tempo, o que lhe confere alguma nostalgia. Isso atrai-me bastante. Ou também pode ser o sombreado que cria recantos que, se se olhar atentamente, qualquer um pode imaginar, basta querer. Há um portão, logo... há algo além do portão. É aí que se pode entrar na imaginação. Isso atrai-me ainda mais. Depois... depois tem a ver com este post.
Alguns dos meus sonhos fazem-me pensar. Há uns que não esqueço pela intensidade que pus, ou que vivi no sonho, há outros que não esqueço principalmente porque os escrevi. Este é um desses, dos que não esqueço por tê-lo escrito. Este portão encanta-me há alguns anos, se calhar foi por isso que sonhei com ele. O dia em que o captei com a minha máquina, o dia em que não deixei escapar a oportunidade de fotografá-lo chegou, finalmente.
Não vou aqui divulgar onde permanece este portão nem vou deixar nenhuma pergunta em forma de adivinha perguntando se alguém sabe porque este blogue é solitário e a juntar a isso a paciência em esperar resposta de presumíveis leitores é escassa. Mas se alguém sentir muita curiosidade em saber, deixe recado na caixa de comentários ou envie email, que responderei com muito agrado.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

O homem


O homem costuma estar à porta de um bar, um desses bares de língua estrangeira, que os há às carradas na baixa lisboeta. Tem um porte impressionante, uma aura que não se vê, sente-se. E é tão imensa que dispensa um olhar perscrutador como o meu, qualquer pessoa pouco observadora é atraída a ele.

Ela - Este homem tem ar de poeta.

Ele- De poeta... e de louco.

Ela- Os poetas são insanes.

Ele- Oh! Ao fim e ao cabo somos todos insanes!

Ela- Sim, mas os poetas mostram a sua insanidade, não têm vergonha dela, divulgam-na até.

Ele- É verdade, a maioria das pessoas passa a vida inteira a disfarçá-la.

Ela- Pois...

Conta lá!


Alguém que não me via há tempo perguntou que tinha eu para contar. E eu... não tinha nada para dizer. Ele insistiu. Fiquei perdida, não encontrei nada que me apetecesse contar-lhe.
Depois fiquei a pensar naquilo. Lembrei-me: só temos algo a dizer aos amigos.

Macho


Macho que é macho manda mensagens às duas da manhã dizendo que o jogo tal está à venda no site assim por xis euros e ypslon cêntimos.

É, macho que é macho é assim!


A montra


É Natal! É Natal!

Já é Natal. Comecei hoje a muda das montras. É hora, tendo em conta que numa delas estava exposto um conjunto de óculos e tampões para os ouvidos, daqueles que se usam habitualmente na piscina, e um mapa Portugal/Espanha... estava-se mesmo a precisar de uma mudança.

Moda


Não se pense que aquela moda de andar com o cós das calças a meio das nalgas e os bolsos pelos joelhos é apenas apanágio da adolescência. Pois... pois não, não é. Os pedreiros de cinquenta anos também fazem uso desse costume.

Ah!... E também dizem
'ya!'.

Passado versus Quotidiano actual


Não se devia ter o passado tão presente, sofre-se imenso com a ausência dos costumes e os lugares de outrora.
Ficar agarrado ao passado, ao como era antigamente, é castrador, a coisa acaba ali. É muito melhor dar as boas vindas à actualidade e entender que para haver evolução sempre ficarão coisas lá para trás. Eu, é o que tento fazer, muito embora me seja difícil. O melhor é, e sempre será, olhar para a frente e abraçar o presente. As novidades implicam mudanças mas também são empolgantes. Disfrutemo-las, pois.

Dor


Sou contrária à outra gente. Tenho muita vontade de ir ao ginásio quando me dói as pernas. Devo ter um problema de cabeça, ao invés de nas pernas.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Velhice


Estamos velhos quando começamos a falar na velhice. 'Ah eu já me dói as dobradiças', 'Ah eu já não tenho a paciência de outrora', 'Ah eu isto' e 'Ah eu aquilo'.
Mas há mais. Sabemos, estamos certos de estarmos velhos, quando nos oferecem uma lupa para lermos as letrinhas picarruxas...

Post 2117


Se eu podia passar sem

isto?

Ná...


Privilégio


Sou uma privilegiada. Ocupo um lugar de honra sem ser de destaque, existe um balcão na minha vida. Sei coisas da vida das pessoas que, de outra maneira, não saberia. Elas, as pessoas, partilham acontecimentos, ideias e sentimentos comigo sem darem conta do que me estão a mostrar.
Eu quero escrever um livro, de certo modo sinto que aqui escrevo um. Esta profissão que tenho, e pela qual não morro de amores, permite-me encher um blogue sem estar sempre a escrever dos meus quês e porquês, o que até para mim seria entediante. É alivioso sentir que há pessoas e surpresas. É alivioso sentir que a vida é sempre mutável e, por isso, sempre interessante.

Tens fome?


- Mas porque raio é que a gente tem fome? Servirá para alguma coisa, isso da fome?! - Pergunto eu, cheia daquela raiva que tenho às coisas que não compreendo.
Ele, o Clóvis, olhou para mim com demora, procurava a resposta:
- Sim, realmente... - E depois avança eloquentemente:
- Eh pá!... Mas sabe tão bem a gente matá-la, caraças!
- Ah bom, só se a fome for para isso...
Está explicado o motivo da fome. Até há quem diga: «Já matei quem me queria matar a mim!»

No masculino


Fazendo jus ao que escrevi uns posts atrás, almocei com quatro homens. Dois deles mantiveram-se mais ou menos calados, porque não são de fazer chinfrim ou então porque os outros dois não se calaram o almoço inteiro. Ele foi o novo treinador do Sporting, ele foi as gajas boas, ele foi os negócios, ele foi as gajas boas, ele foi a economia mundial, ele foi as gajas boas...
Ai... que saudades de uma maria na minha vida!

Pergunta


Perguntaram-me se vendo vidro acrílico.

(Não. Nem vidro... nem acrílico.)


Vou escrever de 'Reclames' e do Natal


Começo com a Leopoldina. A nova Leopoldina não é esta.



Infelizmente não a consegui copiar da internet mas mesmo assim não quis deixar de aqui plantar a antiga Leopoldina.
Ora bem, a Leopoldina está francamente melhor! Tem um filme onde aparece toda boa qual Lara Croft, desvendando mistérios e lutando contra as adversidades que escondem os brinquedos dos meninos, acabando depois de alguma aventuras por os encontrar.

Depois temos o Ambrósio e a Madame Aptecem'algo.



Ao tempo que este reclame passa no planeta inteiro! Há tanto tempo que a Madame Aptecem'algo anda já de cara inchada devido ao botox e o Ambrósio faz tijolo no cemitério há uma catrefa de anos. Eles já enjoam mas o Ferrero Rocher nem por isso, que coisa tão boa!

Po-po! Po-po-po-po-pota!


A Popota é fabulosa. Este ano puseram-na a dançar Kuduro. Ou isso vem já de anos passados? Não sei mas não interessa por ora. O que interessa é que a Popota este ano está um es-pec-tá-cu-lo!
Infelizmente também não encontrei a Popota do Kuduro, fica aqui a Popota vestida à Marylin Monroe. Muito sensual, claro. Só pode, é para as criancinhas verem e pedirem aos papás que os leve... não me lembro a que hipercmercado mas não faz mal, fica assim: crianças e sensualidade tem muito a ver, tem.

Nota: as imagens foram copiadas da internet.


domingo, 15 de Novembro de 2009

Pensamento


Costumo suscitar o interesse nas pessoas no sentido de quererem saber o que estou a pensar. Ao que sei, mostro muitas vezes um ar pensativo e ausente. Mas o meu pesnsamento é tão veloz que quase nunca me lembro o que pensava, ou se lembro está tudo difuso. Claro que depois suscito a dúvida e outro tipo de interesse. Não me acreditam, acham que eu estava perdida em causas ilícitas. Qu' est que je vai faire? Rien! Pour moi, il n'y a pas de problème...

In


O mundo é tão carregado de mentira que são as sinceridades o que enxota as pessoas. A verdade é tão feia que ninguém a quer ver por as inverdades serem sempre tão bonitas.

...?


Alguém se achou peculiar. E eu disse que acho todas as pessoas peculiares porque as pessoas são únicas.

Em simultâneo acho que não há ninguém diferente de alguém.

Sou única, pois é.

Amigos


Quem lê este blogue habitualmente sabe que:

• Não tenho amigas mas tenho amigos
• No meu quotidiano os homens estão em maioria

Ainda que isto não me cause qualquer transtorno, antes folgo que assim seja, por vezes sinto alguma falta de presenças femininas à minha volta. Faz-me falta aquela coisa de ir às compras com elas, de perguntar se acham aquela t-shirt tão gira como eu acho, se apreciam o meu verniz sex-apeall, se me fica bem aquela roupa, aquela cor, de discutir o tempo de intervalo entre depilações, de mencionar que me esqueci de tirar a chicha do congelador e que assim não faço ideia que será o jantar, e afora, afora.
Os homens não entendem destes pormenores femininos, querem lá eles saber se eu parti uma unha que levou três semanas a ficar daquele tamanho… Eu chego ali ao pé do Clóvis (sim, o gajo deste post) e digo a fazer beicinho que parti uma unha, e ele logo de seguida manda-me à merda com o olhar, pensa muito rapidamente que me falta qualquer coisinha e diz-me que é melhor ir ter com o marido, ele que me ature. E chego ao pé de uma maria qualquer, queixo-me da minha desgraçada sorte, que não me apara nada inteiro e ela solidária faz uns olhos de cadelinha triste e condoída e diz-me: «’Está tudo bem, Gina. Partiste a unhita e isso agora custa horrores mas vais ver que cresce num instantinho!»
Mesmo sabendo que elas são todas umas cabras umas para as outras e portanto iriam sê-lo para mim também, que não me aguentariam porque eu sou muito mais gira que todas elas juntas… há dias em que lhes sinto a falta.

Post 2107


Num pacote de açúcar li: « O consumo de café previne o risco de demência.»

Ao ler isto fiquei com a ideia que bebo poucochinho café. É que sinto a demência rente à minha pessoa, até lhe sinto o bafo.

Não sei que pense


Quando não sei o que pensar saem-me posts assim como os anteriores. Esta sou eu à mesma. Sou a que escreve outros posts. Outros posts com outro estilo. Mas acabo sempre por não saber se isso é bom ou mau. Portanto, continuo dividida.

Constatações de Domingo (2)


O Domingo está colante. Na minha varanda há roupa à espera de vez para ser estendida. A roupa não espera corda, espera antes molas. Pois, tenho que comprar molas.
Estou aqui a lembrar-me que vendo molas de roupa. É engraçado eu precisar de comprar molas de roupa e vendê-las. Pode dizer-se que a minha relação com molas de roupa é em duas frentes. Sou uma pessoa dividida.

Constatações de Domingo


Fui ao Continente (esta introdução é já minha velha conhecida). Comprei um caixote do lixo grande, comparado com o que foi retirado da minha cozinha eu diria que este novo caixote do lixo é para lá de grande, é gigantesco. Tem pedal e tudo. E funciona.
Na bicha para pagar um bebé brincava com um pacote de pensos higiénicos. Divertido, atirava aquilo ao chão e logo de seguida o paizinho apanhava-o e devolvia-lho. A criança estava contentíssima e havia harmonia nos actos dos dois mas faltava a cumplicidade - o paizinho não parecia nem um pouco divertido...

Tosse


- Cof! Cof! Cof!

- Está com tosse?

- Sim...

- Então vai ficar com ela!



Ah pois!
Nada como começar a vida blogosferica de um Domingo colante como o que se me apresenta hoje, publicando um post giríssimo como este.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Comentar


Já aqui fiz inúmeras referências aos comentários que não recebo - queixei-me, lamuriei-me, intriguei-me.
Não querendo hoje entrar por aí, digo pela sensação de isolamento e de mundo à parte em que estou na blogosfera, de modo nenhum, quero apenas referir que hoje me lembrei de algo que os comentários permitem: os comentários podem contrariar a minha visão da vida. Se eu aqui estiver sempre sozinha, com o passar do tempo tendo a pensar que estou – realmente – certa.
Ora isso nunca é verdade. Ninguém está – realmente – certo. Não há nada linear na vida, pois se o mundo é redondo…

Mariquice?!


Um cliente, um daqueles clientes que tuteio, exclamou em voz grave e arrastada ao fim da compra:

- Eh pá, esta merda tem é um nome um bocado abichanado, ó caraças! Lifebuoy…! Que é esta merda, pá?

Atão, ó Clóvis! É um sabonete, pá! É o nome que lhe puseram, que é que queres?!
Ah os homens! Sempre interessantes! Embora não o saibam, são quase sempre grandes impulsionadores de dúvidas na minha cabecinha: o nome Lifebuoy fará cair, ou desaparecer, vá, aquela parte do corpo por eles tão honrada?!

Atchins


Eu espirro para o ar. Para os papéis que tenho na mão. Para as mãos. Para o ecrã do computador ou para o teclado, dependendo da velocidade do espirro. Nunca espirro para o braço como manda a lei do momento. Os avisos para evitar contágio são tão comuns e intensos, a precaução agora é tanta que já me sinto a viver em pecado...

Que maravilha!




Chamam-nos o casal maravilha. O interessante é isto ser dito por pessoas distintas, que não se conhecem entre si. Suscitamos o interesse nas pessoas quando dizemos que o nosso casamento tem vinte anos. Também somos tomados como exemplo e até por vezes alvo de invejas, porém, inofensivas. Já nos têm perguntado qual o segredo de tamanha longevidade matrimonial, sendo que ainda por cima os anos são de felicidade. Respondemos que talvez seja a aceitação que fazemos um do outro, no que a defeitos e virtudes diz respeito, talvez seja porque éramos muito jovens e por isso nos adaptámos bem, talvez seja apenas e só a sorte de nos termos encontrado e conhecido, e daí a aquisição da vida em comum. Não sabemos ao certo mas sabemos que a coisa anda por aí.

(Pois é, dois posts abaixo deste falo de dúvidas e certezas.)

Por causa destas coisas da longevidade, noutro dia pusemo-nos a contabilizar o que estaria na nossa casa, refiro-me a objectos, e que fosse da idade do nosso casamento. São muitas mais as coisas adquiridas posteriormente, há já pouca coisa que ainda persista nesta casa e que já fosse 'viva' em 1989. Restam ainda alguns móveis de quarto, o frigorífico, o despertador, duas ou três peças de louça e de roupas de casa.
À excepção da louça e da roupa, tudo o resto geme insistentemente pedindo substituição devido aos estragos tão evidentes.
Folgo que em vinte anos não careça, nem tenha desejo ou vontade de substituir o meu marido… nem ele a mim. Ao menos isso.

Fotografia: As nossas sombras na Alameda Dom Afonso Henriques, num dia do Verão de 2009.


Bolo de Marmelo


Ultimamente têm-me oferecido marmelos à farta. Primeiro foi a senhora Gislena que os mandou lá da terra e ao depois disso já por várias vezes a vizinha Isalina os apanha no seu quintal alfacinha e mos oferece.
O bolo cuja receita se encontra abaixo da fotografia foi um bocado inventado. Foi um bocado inventado mas é muito bom. Ora experimenta!




Ingredientes

4 ovos
250 gramas de farinha
250 gramas de açúcar
100 gramas de manteiga
1 colher (chá) bem cheia de fermento em pó
1 chávena (chá) de leite
3 marmelos grandes
3 colheres (sopa) de açúcar

Preparação

Descasque os marmelos, corte-os em quadrados pequenos e regue com umas gotas de limão para não oxidar.
Numa tigela bata o açúcar com as gemas e a manteiga; adicione o leite e mexa.
Junte então a farinha misturada com o fermento e envolva sem bater.
Por fim adicione as claras em castelo e envolva muito bem.
Deite a massa numa forma bem untada de manteiga e polvilhada com farinha.
Por cima disponha os marmelos e as colheres de açúcar.
Leve a forno médio cerca de 1 hora.


quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Manias


Tenho a mania que sei escrever e que não sei falar. A mania é tanta que nem sei se isto que acabei de escrever é a verdade; se não carece da habitual crueza com que penso e escrevo. E neste momento a dúvida engrandece e já nem sei o que estou aqui a fazer, sequer sei se escrevo, se falo.
Tomando como verdadeira a inscrição que vi hoje na estação de Metro do Saldanha: «Ter a dúvida é ter a certeza daquilo que estou a dizer.», posso pensar que estou muito certa do que estou aqui a fazer e a dizer... mas duvido.

Que coisa!


- Não se esqueça de dizer ao senhor Joaquim que eu já paguei.

- Digo, sim. Fique descansada.

- Mas eu estou descansada!

- Então fique mais descansada ainda.


(Eu não devia dizer estas coisas aos clientes. Que horror...)

Soneca


Descia a avenida e detive-me numa loja de velharias. Na montra estavam destacados os meninos jesus e outros objectos relacionados com o presépio, mas também haviam sinetas daquelas de chamar a criada, guarda-jóias, quadros e outras coisas obsoletas e, por isso mesmo, belas - o obsoleto pode ser belo, creio eu.
Lá dentro, sentado numa cadeira, o senhor já dormitava por tanto esperar clientes. Não é uma loja muito movimentada... nota-se. Começou a subir-me uma maldade - se a maldade pode ter tamanho, então era uma maldade pequenina -, entrar para ver lá dentro só pelo prazer de arrancar o senhor dos braços do Morfeu. Depois pensei que era melhor ficar ali de fora olhando para ele ininterruptamente porque sempre ouvi dizer que um olhar persistente sobre nós pressente-se. Ora deixa lá ver... Bem, é verdade, passados alguns segundos o pobre abriu os olhos e viu-me espiando-o através da sua montra. Não me senti nem um pouco apanhada em falta, eu continuava envolta naquela - pequena - maldade, que se calhar aqui já era uma maldade daquelas grandes. Coitadito do senhor.

Rir


Haverá alguma coisa melhor que rir?!

Hum... Só se for um suculento e medianamente passado bife com batatas fritas e ovo a cavalo sem ranhocas, carregadinho de molho de manteiga e alho com fartura, rematando depois com uma ganda fatia daquele meu
m a r a v i l h o s o (!) bolo de chocolate.

Só se for isso...

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Quarentena;
Ler;
Livros;
Biblioteca
(não necessariamente por esta ordem...)


Noutro dia falei com uma senhora que ignorava o significado da palavra: quarentena. Tentei não mostrar surpresa, afinal sei que não temos todos que saber tudo - e isto pode-se juntar àquela minha tendência de não crer que as pessoas são burras.
Depois pus-me a pensar a ver se me lembrava de quando eu própria descobri a palavra quarentena e seu significado - se calhar para não me achar burra, bem, pelo menos não muito burra. E lembrei.
(Viva a inteligência!)
Foi quando iniciei a leitura da colecção d'«Os Cinco». Lembro claramente que num dos livros dessa colecção, a história começa com os quatro miúdos de quarentena devido a um surto de gripe. Pelo contexto percebi, ou subentendi, o que é a quarentena. A quarentena é a gente ficar de molho em casa preventivamente, não vá o diabo, ou outro gajo qualquer da mesma estirpe, tecê-las e a gente 'pegar' a doença a todas as pessoas com quem nos relacionamos.
(Viva a inteligência novamente!)
Ora bem, por causa da quarentena e dos livros d'«Os Cinco» lembrei-me: nos anos em que andei no Ciclo Preparatório fiz-me sócia da então mui pequena Biblioteca Municipal de Loures, que ficava num primeiro andar da Rua Doutor Manuel de Arriaga. Não que o prédio fosse velho mas eu e a minha mente infantil achámo-lo escuro e frio, era como se estivesse num local proibido, fazendo coisas que a minha mãe não permitia, apesar de ela conhecer e autorizar estas minhas incursões.
À entrada estava uma senhora sentada a uma secretária tratando da papelada. A requisição era toda preenchida à mão num cartão, não era como é hoje: cartão com banda magnética e prazo de validade. Recordo a senhora de óculos mas estou consciente, e isto são as brumas da memória funcionando, que só a recordo de óculos porque numa bibliotecária o par de óculos pousados no nariz e o olhar por cima deles é característico, assim como o camiseiro branco abotoado até ao colarinho e a saia aos quadrados. Também estou a ver a senhora de óculos ao peito presos por uma corrente dourada, ou então de óculos postos outra vez e a corrente dourada balançando a cada anuir de letra grafada a meu mando. Engraçado... vejo-lhe os lábios e as unhas pintados de vermelho. Entretanto, e por tanto pesquisar na memória, parece que estou mas é a ver a professora primária da rica filha, porque a dita era assim, e aí estou a entrar nas memórias da infância dela, da rica filha, ao invés de nas minhas. Com o passar dos anos as coisas difundem-se ou dissipam-se. Muito sinceramente digo: antes difundir que dissipar; antes recordar alguma coisa...
Voltando à biblioteca de '79/'80: os livros esperavam os leitores amontoados em prateleiras não muito altas, os corredores eram estreitos e sombrios. Aquilo era um sonho de letras para mim. Ena tanto livro! Qual escolho? Durante anos escolhi alguns. De um deles já falei aqui.
Com o rodar do tempo deixei de ter medo das escadas do prédio, só pensava nos livros. Os livros são tesouros, independentemente da qualidade. Um livro é uma obra, boa ou má, e muito embora goste mais de uns que de outros, acho-os todos preciosíssimos.
Hoje a biblioteca que há em Loures, para além de ter mudado de sítio, é enorme e chama-se Biblioteca José Saramago. Nada a ver...

É chato como a potassa!


Será a potassa assim tão chata que seja frequentemente associada a gente chata? Acho que não. O que são umas comichões no nariz comparadas com as cefaleias que algumas pessoas chatas me provocam? Nada.

- Olhe tem daquela laca assim-assim?

- Não, só daquela outra...

- Não tem da assim-assim?

- Não, esta é o único tipo de laca que tenho.

- Ah... e da outra não tem?

- Não...

- Eu queria era daquela assim-assim...

- ...

- Não tem?



Ai ai... (suspiro e dor de cabeça)

Post Scriptum

... a potassa não é nada chata...

Vender


O vendedor é um gajo lixado. Eleva ao bom o que não presta e vende a mãe.
Perverso!
Deve estar sempre extremamente cansado, não há descanso para os perversos...

Ir


Vai ou não vai?

Vai. Tem que ir!


A coisa vai porque tem que ir mas não impreterivelmente. Às vezes a coisa não vai, está parada, e é parada que a coisa vai.

Castanho


Vesti-me de castanho. É dia de são Martinho. Não bebi água-pé. Comprei um quilo de castanhas. Não comprei erva-doce. É dia de são Martinho. Não tenho jeropiga para beber. A fila para comprar castanhas naquele senhor da Praça de Londres era tão extensa que fazia um caracol.
Aquele senhor tem uma grande e boa fama, já o vi muito bem retratado na blogosfera. As castanhas são a dois euros a dúzia, é caro, dizem, mas não há nem uma que esteja podre. Acho bem mais caro pagar um euro e meio por doze pequenas castanhas sendo que três ou quatro delas estão podres. As dele são sãs, grandes e bojudas - uma maravilha! A boa fama vem daí, o muito bom sempre se conhece.

Olá!


Alguém tinha saudades minhas? Sim? Então neste momento estou aqui para mostrar a FarmVille da rica filha… Ena tanta vaquinha!



segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Pontos


Este foi um dia a correr.
Um dos pontos altos talvez tenha sido quando o senhor Vicente me disse que eu hoje tinha uma onda muito gira no cabelo. Discordei, pois. Eu bem vi a onda logo de manhã e não lhe achei graça nenhuma.
O outro ponto que recordo é o chilrear dos passarinhos na Rua Ferreira da Silva por volta das dezasseis e cinquenta da tarde. Linda de ouvir, aquela algazarra.
Este foi um dia plenamente desconcentrado.
Os níveis de concentração por aqui andam muito abaixo do mínimo. Assim sendo é difícil haver... mais qualquer coisa neste local.

domingo, 8 de Novembro de 2009


- Se eu ganhasse o Euromilhões ia viver para uma ilha deserta e minada! Assim não ia ter visitas, ninguém me chateava!
Diz ele num desabafo utópico. Acho que ele não sabe o que é a solidão. Eu também não sei. Porém há uma diferença: eu já aprendi que são as pessoas quem move o mundo, que a solidão desejada não se consegue obter e que quem a tem não a quer.
O mundo são as pessoas. Ninguém quer estar só nem está tão só assim. Aprendi isto escrevendo este blogue.

Inteligência


Não gosto de pensar que as pessoas não são inteligentes. Acho que é porque dou a ver que me falta inteligência e isso dói um bocadinho…
O que escrevi no post anterior é verdade - eu sou esperta. Muito, muito esperta. Mas não se nota... Bolas!

Post 2084


Descobri que... (será o?... não, é a!) a TPM pode ser Tensão Pós Mesntrual. Pós e não, ou também, Pré Menstrual.

Esta cabeça não pára. Sou tão esperta, eu sei.

Humor


Isto é o que concluo (sofro, digo antes!) por o meu mundo ser maioritariamente masculino:

Os homens acham piada às piadas tcharan!, do estilo curto e grosso, e as mulheres... não. As mulheres dão umas voltas do caraças, esmiuçam a coisa, vão buscar o que não lembra a ninguém (não lembra a eles!) para ver se conseguem ver onde está a graça da piada contada por um homem.


As mulheres são tão complicadas! E ainda têm a menstruação... pobrezitas.

Cebolas


Descascar cebolas é aborrecido. Não que me faça chorar, não. É que as cascas colam-se aos dedos e à própria cebola, não dá para perceber se a dita já se descascou ou não . É uma maçada.

(Quando descasco cebolas para a massada, é maçada a dobrar...)

Jus


Fazendo jus a este post, hoje durante o passeio matinal ele parou subitamente o carro e dise:
- Esta sim! Esta merece uma fotografia!
E eu... clique!





E clique!



Porque realmente merecia!

Fotografias: Asseiceira Pequena, em 8 de Novembro de 2009



sábado, 7 de N