Mostrar mensagens com a etiqueta Linhas ao acaso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Linhas ao acaso. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Lisboa, 5 de Maio de 2008

Estou no Ginásio. Isto não me está a correr muito bem. Acho que estou sempre a fazer tudo mal. O Manel acha-me sempre com um ar infeliz e cansado. Eu não queria nada ser assim mas sou e não consigo mudar. Normalmente disfarço, quando o Manel - ou outro monitor qualquer - vem ter comigo sorrio, demonstrando - ou querendo demonstrar - que estou felicíssima mas não estou, sinto-me um caco por dentro.
Não estou a escrever muito à vontade, estou presa e tensa, não me vêm grandes ideias à cabeça para escrever aqui. A primeira coisa que me ocorre são os acontecimentos no Ginásio e isso é normal porque é no Ginásio que estou neste momento.
Que admiração quase todos fazem quando verificam que escrevo. É giro, isto. Eu até sou gira e interessante mas em simultâneo não consigo demonstrar isso. Estou sempre tensa e calada, quando falo é sempre sem eloquência. Ou se calhar até não, às vezes lá vai uma eloquênciazita ou outra...
Por acaso, ultimamente até nem me tenho achado nervosa. Estou muito mais calma do que há umas semanas atrás. Também não sei o que terá mudado... a vida, presumo!
Ah!... Vá lá, Gina!... Continua lá a escrever que é giro!!! Que mais há-de ser? Não sei muito bem, não...
Hoje de tarde estive sozinha na loja, soube-me bem a solidão. Ainda para mais não houve confusão nenhuma nem nada...
Escrevi bastante lá no P.C. da loja. O interessante foi que eu escrevi dois textos com sentimentos opostos e eu sinto tudo aquilo à mistura, não me entendo... mesmo!
Quando constato que não me entendo acho-me a pessoa mais parva do mundo. Como é possível que eu perca tempo com parvoíces deste género?


Se eu fosse uma pessoa sábia e culta, diria que este texto é composto por caprichos da minha imaginação; puros delírios. Assim, digo que este texto é o resultado de um elevado grau de parvoíce. Não tenho quaisquer dúvidas.

domingo, 18 de maio de 2008

Lisboa, 23 de Maio de 2006

À minha frente está o Tejo, calmo e sereno. Ao longe Montijo, Barreiro e outras localidades que não conheço. Por cima o teleférico e atrás de mim árvores, muitas árvores... e à minha volta estão os sons - jovens conversadores que passam e me olham com curiosidade, gaivotas que por tão perto estarem me fazem companhia e um canto estridente que vem de um restaurante em pleno funcionamento. O canto, apesar de estridente, não destoa. Às vezes, há coisas que parecem estar fora do sítio mas não estão.

Onde estou? No Parque das Nações, em Lisboa!!!

sábado, 19 de abril de 2008

Loures, 31 de Outubro de 2006

Nestes últimos dias há um pensamento que não me sai da cabeça mas também não sei definir o meu estado de espírito neste momento.
Há pouco pensei em quão habituada estou a analisar a minha personalidade e as minhas atitudes. É bom, consigo compreender porque faço o que faço e porque sinto o que sinto. E é mau, estou sempre demasiado ansiosa e preocupada, espero demasiado de mim mesma. Estou permanentemente expectante, desejando algo. E assim nunca consigo corresponder às minhas próprias expectativas. Acabo por concluir que sou pouco inteligente...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Loures, 16 de Setembro de 2006

Hoje tenho pensado que não devo conseguir escrever porra de livro nenhum. Tenho os tópicos para dois livros. Um deles é a minha biografia. Escrever a minha vida e proporcionar a quem lê uma leitura agradável e empolgante seria certamente uma obra de arte.
A outra ideia seria descrever um cenário perfeito e personagens perfeitas. Aí teria que descrever tudo isso com perfeição e seria mais uma vez algo para ser feito por um verdadeiro artista, um génio da escrita. Queria descrever esse mundo tão perfeito mas tão perfeito... que seria imperfeito. Esta segunda ideia é algo que eu idealizo e formo mas não consigo converter em palavras.
Para levar a cabo esta tarefa, não sei muito bem do que preciso. Será cultura? Maturidade? Sofrimento? Não sei... o mais certo é deixar o tempo passar e esperar que se faça luz na minha cabeça.
Mas eu queria tanto escrever um livro... queria tanto saber escrever um livro...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Loures, 14 de Setembro de 2005

Passei de carro pelo sítio onde morava a minha professora primária. Acho que ela já deve ter morrido. Gostaria de lhe ter falado uma vez em que a vi (e que foi a última) mas não tive coragem, agora já é tarde, penso eu... porque se ela fosse viva por esta altura seria já muito velha.
A minha mãe contou-me que uma vez a encontrou e falou com ela sobre mim e o meu irmão, perguntando-lhe se se lembraria de nós. Ela repondeu que não e a minha mãe mostrou-lhe uma fotografia minha. Olhou, tapou a boca de modo a observar apenas o olhar (na foto) e disse que sim, que se lembrava de mim porque os olhos dos seus alunos era o que ela recordava sempre. Gostei muito de saber isto. É sempre bom saber que nos recordam, ainda é melhor saber que é pelo olhar. Gostei mesmo.

domingo, 2 de março de 2008

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2008

Há muito tempo que não trazia este caderno comigo. Estou no Jardim Fernando Pessa e está um dia de céu, ora encoberto completamente, ora com espaços entre as nuvens que deixam passar um sol que já aquece qualquer coisita, está-se aqui mesmo bem.
Gosto muito de aqui estar e ainda gosto mais de escrever aqui. Será que gosto de escrever aqui porque dou nas vistas? Será que gosto de escrever aqui porque desejo que alguém me pergunte o porquê de escrever e o que é que estou a escrever? A resposta a estas duas perguntas é afirmativa. Eu gosto de dar nas vistas desta maneira e ao mesmo tempo desejo que alguém demosntre interesse por aquilo que escrevo. O porquê destes dois sentimentos talvez seja uma necessidade constante de atenção sem qualquer tipo de julgamento ou imposição de ideias.
Neste momento eu sei que - até - gosto de me exibir.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Se bem que ninguém tenha manifestado a minha ausência, eu explico:

No último post despedi-me até Terça-feira. Já é Sábado e só hoje aqui estou a escrever. Nos textos que se seguem eu explico o motivo da ausência.

"Olhos d' Água, 3 de Fevereiro de 2008

Estas férias não estão a correr muito bem. O Luís está doente. Já veio doente, mas medicado. O que acontece é que não parece nada melhor apesar da medicação.
A Paula, o Fernando e os miúdos foram jantar num restaurante aqui perto. Eu não quis ir, não consegui deixar o Luís aqui sózinho porque estou a ver o caso muito mal parado."

"Loures, 5 de Fevereiro de 2008

Tal como escrevi há dois dias atrás, o Luís está doente. Ontem, quando chegámos a Loures, deixámos os miúdos em casa e nem levámos as malas para cima, fomos direitinhos ao hospital. Lá, fizeram-lhe uma data de análises e exames para descobrir o que ele tinha. Foram 8 horas sempre na expectativa, sempre com medo... Tentei a muito custo não pensar no pior mas não consegui isso sempre, sentia-me perdida e impotente por não poder minimizar o mau estar que ele sentia.
A Paula ligava-me de hora a hora e deu de jantar aos miúdos, foi uma querida, aliás, foi muito amiga."

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lisboa, 19 de Dezembro de 2007

Hoje está um dia de chuva magnífico! Magnífico porque se for visto pelo lado da chuva, e se a chuva e o mau tempo fossem medidos pela qualidade, este seria (ou será?) um dia de chuva magnífico; é que a dita ainda hoje não parou de cair.
O Natal está à porta e não está a marcar pela diferença. Com o passar dos anos o Natal tem vindo a adquirir uma imagem algo corriqueira. Está a tornar-se vulgar, parecendo-me todos iguais.
Acho este pensamento mau e errado porque o verdadeiro Natal e o verdadeiro motivo pelo qual o natal existe, parece estar esquecido.
Se o Natal é uma festa da família então porque é que eu vou passar o Natal a casa de amigos? Porque, na realidade, a família não me liga...
O Natal parece-me corriqueiro e vulgar porque o que eu quero é não pensar muito no Natal da Família para não sofrer. Porque este Natal de 2007 - até - está a marcar a diferença.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Loures, 8 de Dezembro de 2006

Normalmente encaro estas saídas com alguma ansiedade, acho que dou sempre nas vistas pelo motivo errado. Já estava a R*** a dizer-me que eu estava a "aterrar". Por acaso ela nem sonha que eu estava era a "voar".
Chateia-me este género de coisas porque as pessoas simplesmente não me compreendem e não me aceitam como eu sou, têm sempre algo a questionar acerca do meu comportamento, faço-lhes sempre muita impressão.
Eu não questiono o comportamento dos outros. Observo, analiso e concluo, tudo sem questionar.
Isto aborrece-me tanto, mas tanto... e eu queria tanto ser diferente...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Loures, 9 de Dezembro de 2006

Um dia assim a raiar o estúpido. Nada de especial. Ou talvez haja: terei mesmo uma capacidade invulgar para atrair e manipular? Não sei... ninguém cá quer vir, eu não sei atrair ninguém... já manipular... digamos que tenho os meus dias. Quando eu quero mesmo, vem tudo aqui comer na minha mão. Apenas estou condicionada pelo tempo, tenho que esperar pela altura certa, o momento exacto. Este é um grande exercício de paciência e eu tenho-a. Tenho o tempo e a paciência, é por isso que tenho esta capacidade.
Há dias em que escrevo aqui o que me apoquenta, mas não tem necessariamente que ter sido um pensamento aparecido nesse dia. Eu já ando a pensar há vários dias o assunto que relatei aqui hoje. E hoje, assim que comecei a escrever não tive assunto para desenvolver acerca deste dia, porque nada teve de relevante. Ou então é porque simplesmente não me apetece escrever acerca disso. Então, a caneta escreve (a caneta ou eu?) acerca do que me vai na alma. E o que me vai na alma é isto que acabei de escrever.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Loures, 6 de Dezembro de 2006

Existem inúmeras vantagens na decisão que foi tomada, ainda que não tenha sido tomada por mim. Vou tentar aproveitar essas vantagens mas sinto-me tão só... só me apetece fazer merda.
Hoje o dia foi uma correria. De facto, a minha vida não é rotineira, nem pensar... Vim a casa à hora do almoço, depois fui a uma consulta médica, onde fiquei a saber que fisicamente está tudo bem comigo. A seguir fui ao Ginásio, vim para casa, fiz o jantar, estive no P.C. e fui buscar o Luís ao Jiu-Jitsu. No caminho para lá só me apetecia acelerar, que maluquinha ando...
Ohhh... que pena... estou tão triste como uma menina mimada a quem tiraram o seu novo brinquedo. Tenho mesmo muita pena que tenha que ser assim. Mas é o que tem que ser e mais nada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Calpe, 5 de Setembro de 2006

Hoje, durante aqueles maus momentos, tive uma crise de identidade ou coisa do género. Deve ser coisa do género porque não deixei de saber quem sou. Fiquei foi sem saber que ando cá a fazer. Terá sido para deixar semente, uma vez que já produzi dois filhos? Será para isso que vim cá? Terá sido para tirar o Luís da lama? Para lhe fazer companhia e chamá-lo à razão como é meu costume fazer? Será que foi para dar alegria à minha mãe por ter nascido a menina que ela tanto desejava? Será que não venho cá fazer nada por mim própria? Se sim, que será? Neste momento, neste dia, não tenho resposta para isto... A vida é minha e eu não sei que ando cá a fazer...


foto: "sacada" do Google

sábado, 10 de novembro de 2007

Loures, 6 de Outubro de 2004

não aparece

A trovoada por não se ouvir

Pensamentos difusos

Flores queria sentir

Céu azul e límpido

Mas chove na minha cabeça

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Loures, 19 de Outubro de 2007

As futilidades dão prazer, muito mais prazer do que as utilidades. O porquê eu não sei clarificar mas posso tentar - talvez seja pelo prazer do que está mal, porque o que está mal tem sempre um intenso sabor. Sabe a caril, pimenta ou açafrão das Índias.... ou canela, porque o mal também alicia pelo doce...
Por falar em futilidades e utilidades, porque não se medirão duas coisas opostas da mesma maneira? Porque é que não dá um prazer igual comprar um perfume ou esfregar e "lamber" uma cozinha em cada centímetro da sua área? Pois se em ambos os casos é exalado um odor agradável... esta é que eu já não sei responder...

sábado, 20 de outubro de 2007

Loures, 20 de Outubro de 2007

Estive há pouco a ver fotografias muito antigas, o primeiro álbum de fotografias que comecei a construir depois de casar e antes de terem nascido os meus filhos. Não foi grande coisa ver algumas pessoas lá retratadas, trouxe-me más recordações e chorei de raiva, tristeza e decepção, porque desconheço a razão de me quererem mal. Esta incógnita é o pior de tudo.

Há uma célebre frase de Fernando Pessoa que diz: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo."

Eu não sei guardar as pedras que encontro no meu caminho. Não sei se por imposição de mim mesma ou se por falta de maturidade, a verdade é que eu não quero construir porra de castelo nenhum!... Ainda que compreenda que as más - ou tristes - experiências sirvam para que eu cresça e fique com a personalidade mais forte e robusta, eu não tenho vontade de guardar as minhas pedras. Mas se não as guardar estarei sempre a tropeçar nelas...

Tenho mesmo que construir um castelo...

domingo, 14 de outubro de 2007

Tenho o PC, as mãos, os olhos e o tempo à minha disposição mas não sei que hei-de escrever, faltam as palavras. E as palavras são o que não pode faltar para escrever... Se calhar tenho a cabeça "varrida" porque acordei há pouco mais de uma hora... não chega ideia nenhuma porque não tenho todos os sentidos despertos.


(pausa para café e procura de algo que já anteriormente tenha escrito no caderno dos desabafos)


Encontrei isto:


" Lisboa, 10 de Outubro de 2007


Ora aqui estou eu no Ginásio à espera do Luís.

Tenho que escrever no blog algumas coisas referentes ao post publicado ontem. Tenho que lá escrever que há coisas na minha profissão de que eu até gosto mas que, de uma maneira geral, não gosto da minha profissão. Também tenho que escrever lá que sei perfeitamente que todas as profissões têm tarefas que não dão prazer. Eu escrevi e publiquei aquele post para tornar mais leve a minha vida profissional, tentei dar uma ideia de como pode ser divertida e se calhar não foi essa a ideia que transmiti...

O "tal" professor anda aqui a arrumar as máquinas e pondo os pesos no sítio uma vez que o Ginásio está quase a fechar. Acho que reparou e se admirou de me ver a escrever. Por acaso este moçoilo tem montes de piada... ainda bem que não sabe que eu já escrevi acerca dele e que ainda por cima publiquei na Internet um texto onde faço menção à sua pessoa.

Mais pessoas reparam que estou a escrever: o recepcionista, outros professores e alguns utentes do Ginásio. Quase todos eles fazem um esgar de surpresa ao verificar que escrevo. Será que sabem que estou a escrever ao acaso, que escrevo o que me passa pela cabeça num diário? Se calhar pensam que isto é um rascunho porque sou jornalista ou professora. Nesse caso seria muito pobrezinha, sem PC portátil e escrevendo à mão num caderno...

Possivelmente pensarão: "ui... um diário... contém segredos, recantos escondidos... onde ela escreve intimidades vividas ilicitamente... ui... os seus mais íntimos desejos..."

E eu penso que alguns dos meus desejos são ocultos até para mim... ui..."

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Loures, 18 de Agosto de 2005

"Estive sentada num dos bancos da Praça de Londres a pensar na minha vida. Estive a pensar no que já fiz, no que faria e no que farei em vários aspectos da minha vida. Os mais importantes são, sem dúvida, a maternidade e o casamento. Claro que também pensei noutros aspectos, os menos importantes, que compõem a minha vida. Não posso dizer que tenha sido proveitoso, não cheguei a nenhuma conclusão. Eu quero sempre respostas para tudo e gosto de saber sempre os porquês das coisas. Por isso sou tão ansiosa. Gosto de saber porque é que me aconteceu isto ou aquilo, porque é que sinto as coisas de determinada maneira. E não obtenho sempre as respostas. Isto deixa-me num estado de ansiedade tremendo, por vezes."

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Loures, 13 de Fevereiro de 2005

"Hoje vi o filme "Catwoman". Gostei. Gostei principalmente prque foca a dualidade de personalidades que todos nós temos. Eu tenho uma personalidade escondida, últimamente anda muito saída da casca. O outro lado de mim mesma. Existe mesmo. E anda aqui a ver se fica... sinceramente espero que fique porque é bom de sentir. Sinto-me mais liberta, mais sensual, mais curiosa, mais destemida. Umas vezes todos este sentimentos à mistura, outras vezes um deles sobressai por momentos

sábado, 29 de setembro de 2007

Loures, 20 de Abril de 2007

Hoje eu...
... não quero dormir
... não quero escrever
... não quero ser eu
Hoje eu...
... quero esquecer.

domingo, 23 de setembro de 2007

Lisboa, 14 de Maio de 2007

"Não é sempre agradável este momento que passo sozinha porque por vezes me apetece ter companhia para falar acerca do que me vai na alma. Estou consciente de que tenho que ultrapassar este problema sem ajuda de ninguém porque ninguém me pode ajudar. Este problema não tem solução.


Agora estou na loja e continuando a escrever acerca daquele assunto, a mim parece-me que, ao mesmo tempo que tenho alguma necessidade de ter momentos solitários para reflectir acerca da minha vida, sinto-me só, o que me deixa algo baralhada.
Tenho que me aceitar a mim própria. Às vezes isso custa-me horrores."