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domingo, 1 de novembro de 2009

Férias 2009


Este foi o quinto quinhão das férias deste ano. Quinto e último. E este é o quinquagésimo quinto post acerca das férias de 2009. Quinquagésimo quinto e último.
Conforme os quinhões iam acontecendo assim iam perdendo fulgor, neste último quinhão quase, quase houve ausênia de brilho. Este último quinhão só não foi mau porque eu não me deixo pensar que foi. Este foi do piorio mas eu também não me deixo pensar que estou aliviada por estar terminado. Deve ser por isso que nem sei se estou triste, se estou contente, se ria, se chore, por amanhã voltar ao trabalho. É melhor estar contente e rir, claro! Afinal de contas amanhã vou vender um detergente neutro à
senhora doutora advogada...

Ah!... Quem disse que as férias acabaram? Não, para o ano há mais.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Saída


Ainda bem que saí.
Onde é que fui?...
Ao Continente.
Eu, que compro tudo aos bocadinhos, vou muitas vezes ao Continente - é o que se tem notado neste blogue, creio.


  • Havia lá uma feira do livro, dessas que agora se vê muito por aí, com livros baratos, daqueles que pouca gente lhe pega - por ser de reles qualidade, por serem sobras de colecções, talvez seja, vá. Comprei um: 'A vida sexual da minha tia' de Mavis Cheek. A bem dizer, vi-me dividida entre este e um outro de que apenas recordo o título:'A vida sexual das palavras'. Vida sexual por vida sexual, sexo por sexo, decidi-me pelo da minha tia, pois iria conter palavras na mesma...

  • Ir ao Continente tem a sua piada, tanto pode parecer que estou numa reunião de pais da escola dos ricos filhos por ver caras que conheço de lá, como pode parecer que estou atrás do meu balcão.
    Acenaram-me lá do fundo do corredor. Era a senhora doutora advogada que, ao que parece, também mora nestas bandas saloias e em seu jeito simpático e extrovertido diz: «Vou aproveitar para lhe fazer uma pergunta!»
    E eu a achar aquilo o máximo para temática em post...
    «Então agora que tenho o chão encerado...»
    Sim, a senhora doutora andou de cu espetado a encerar o chão do escriotório...
    «... quando é que tenho que pôr cera novamente?!»
    Sim, eu ensinei a senhora doutora a tratar do chão...
    «E para lavar, há alguma coisa própria?!»
    Sim, temos um produto próprio para lavar o chão encerado.
    «Então e agora quando é que encero outra vez?!»
    Daqui a dois ou três meses.
    Sim, eu estou de férias. Dá para notar. E ela ria-se. E eu... eu também. E pensava na temática deste post.
  • Na bicha para pagar dois senhores atrás de mim falavam em ataques cardíacos e gripe A.
  • Comprei pizzas, chocolates e puré de batata. Acho que não esqueci nada. Se esqueci já lá não vou hoje.

Repetição


Almocei sozinha no meio das gentes. Nada de novo mas não o de sempre. Já conheço isto bem: é diferente, é igual e é já largamente (re)conhecido.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Deambule


Fui ao Loureshopping. Entrei na Bertrand e por curiosidade folheei os livros de que tanto se fala ao momento: Caim de José Saramago e Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar? de António Lobo Antunes, autores dos quais nunca li obra nenhuma.
O primeiro não me atraiu. É muito condensado, só de olhar as páginas cheias, sem parágrafos, falta-me o ar. O segundo atraiu. Não muito mas atraiu. Numa das páginas em que abri reparei em algo assim: «(...) tão triste como uma casa às três da tarde(...)» Achei curiosa a comparação, imaginei a minha casa às três da tarde - é triste efectivamente, a essa hora não há vida aqui.
Ao fazer uma pequena pesquisa acerca de Lobo Antunes, encontrei o seguinte:

«Os leitores são umas putas, amam-nos e depois deixam-nos.» diz ele.

Pois são... Ainda bem que deste palco não se vê a plateia... digo eu.


Ponto(s) fina(is)l


Ponto final primeiro:

O Facebook e mais o Twitter, os meus, continuam intocados. Por mim e por outros.

Ponto final segundo:

Aqui, no blogue, ninguém me desejou: «Tem umas boas férias, diverte-te, pá!».

Adenda ao post que este precede


Estou a esforçar-me em grande para fazer destas férias uma 'coisa' minimamente aceitável em matéria de descanso, estou a tentar esvaziar a cabeça mas está a ser muito difícil.
Quando no post precedente escrevi:«Foi giro.» não estava a ser sincera, o passeio não foi giro. O passeio foi um passeio forçado em que tirei fotografias, o que me deu algum (embora pouco) prazer, e que deu azo à feitura de dois posts. Não passou daí.

Blue


Noutro dia vi os Blue num canal de TV daqueles que dá música. Pensei:«Ena pá! Há que tempos não ouço os Blue!»Fui buscar o CD e levei-o para o carro.
As músicas dos Blue são suaves e agradáveis e também comerciais. Mas eu, que já não tenho idade para me preocupar com parvoerias como a vergonha de ouvir comecialices e lamechices, passeei por essa saloiada fora ao som de músicas como esta:




Ou esta:





Ou ainda esta:






Fui e vim. Foi giro.

Querendo ver e ouvir os Blue, é favor clicar nos excertos das letras apresentadas em itálico.


Frielas


Já cá cheguei. O passeio fez-se a Frielas. Bonito...
Decidi publicar apenas as fotografias mais carismáticas e peculiares. Como não tenho que fazer... ... é mentira, eu devia era estar a limpar o pó e a dar uma volta ali à minha cristaleira que já não tem ponta por onde se lhe pegue... Mas dizia eu, ou por outra: mentia eu, como não tenho que fazer, comentarei as fotografias. O comentário, ou o que pretende ser um comentário, está abaixo de cada uma.



Relógio de sol ou de parede?


Eu acho que isto é aquilo a que se pode chamar um chapéu de chuva, de sol, de consoante as intempéries.


Um chafariz antiquíssimo, onde se pode ler clicando na fotografia: Água imprópria para consumo humano.


Esta é a Azinhaga da Alfarrobeira que acede a um parque infantil lá muito ao cimo. Em primeiro plano surge a insígnia de Frielas, revelando o lado piscatório e agrícola da vila. Hoje em dia o lado piscatório não existe. Evolução, poluição, talvez...


Este amiguinho seguiu todos os meus passos enquanto me movia de um lado para o outro a fotografar. Fez-me companhia. Ele, a lagartixa, a borboleta, as formigas... Nem sei porque me sinto tão sozinha.



Hoje já despejei o lixo, já fui ao Continente, já despejei o lixo, já fui à mercearia. Levei sempre a máquina fotográfica comigo.
Pareço-me com um espírito vagueando em busca de imagens que nunca conseguirei captar.

Vou ali ver mais umas coisas giras.

Já cá venho.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fui ao Continente (outra vez, sim)


Parece que a minha vida hoje se resume a idas ao Continente. Bem, essa é uma verdade em cheio, só é pena ter faltado a observação da menina da caixa dizendo, depois de passado o meu cartão cliente e de se ouvir o pip!: «Ena! É a segunda vez que vem cá hoje! Aqui diz que este cartão passou hoje às dez e vinte e três da manhã!» Para que eu pudesse responder-lhe: «Sim, e veja lá que estacionei exactamente no mesmo lugar do parque, só que agora em vez de serem nove e cinquenta e quatro eram quinze e quarenta e um!» Ia ser tão giro...

Mas não, a minha vida hoje não vai resumir-se apenas a idas ao Continente.

Vi uma senhora lilás - t-shirt lilás, calças lilás, sandálias lilás, brincos/pulseira/colar lilás, maquilhagem lilás... Esta senhora não saberá que existe diversidade? Conjugação? Não, parece que não.

Vou marimbar-me para o anonimato e mais essas parvoíces: vi o Jaime da farmácia e mais a mulher dele que é coxa. Quem tenha crescido no Pinheiro de Loures e tenha até trinta e cinco anos sabe bem de quem é que eu estou a falar. O Jaime da farmácia (cá estou eu outra vez a desafiar o perigo, pensando na eventual casualidade de o Jaime da farmácia encontrar este meu blogue e vir aqui ralhar comigo) dava picas, era enfermeiro para além de farmacêutico, acho eu. O Jaime da farmácia (ui... outra vez...) era gozão p'ra caraças, tinha sempre gracinhas para dizer quando eu lá ia mandada pela minha mãe comprar as aspirinas porque lhe doía a cabeça, ou as pernas, ou outra coisa qualquer. O Jaime da farmácia (ai ai ai) pesava-me naquela balança manual ou que era aquilo. O meu ódio às balanças já vem daí.

O espaço de restauração está agora dividido por uma espécie de biombos, isolando as pessoas. Isto torna o espaço mais íntimo e acolhedor, porém, a mim não me agrada. Quando chegar a ocasião de o usar como é que eu observo as pessoas?! Fico enclausurada, até me deve ser difícil respirar ali metida.

Fui ao Continente


Quando entrei no elevador e me mirei no espelho verifiquei que não me penteara. Oh, quem manda a mim morar num prédio cujo elevador tem espelho e boa iluminação?!
Despejei o lixo.
Dirigi-me à viatura. Entrei, desengatei a mudança, rodei a chave, fechei a porta, tirei o coisinho dos cheiros do ventilador que me faz doer a cabeça, puxei o banco à frente, ajeitei o espelho retrovisor interior.
O meu carro tem dois condutores. O Luís é mais alto que eu, não lhe dói a cabeça com o coisinho dos cheiros e deixa sempre o carro engatado.
Daqui a pouco vou sair novamente. Não vou precisar ajeitar o espelho nem desengatar mudança nenhuma...

Ah!... Fui ao Continente!

Tenho


Tenho uma vizinha que andou dois dias de capot levantado, mudava ou montava algo no carro, aparentemente.
Tenho uma vizinha que é ama. Há dias esperei pacientemente que cinco meninos de dois anos dessem todos as maozinhas para passarem na passadeira em segurança.
Tenho uma vizinha que é ama (esta é outra). À hora de almoço berra que nem uma desalmada com a pobres criaturinhas.
Tenho um vizinho que sai apressadamente às nove e picos levando a tiracolo uma mala de PC portátil. É que eu só vejo a mala...
Tenho uma vizinha que adora olhar para mim enquanto me movo na minha cozinha. Eu tenho uma cozinha tão linda...!
Tenho uma vizinha que passeia o cão.
Tenho um vizinho, e este é polícia, que também passeia o cão. Sempre que estaciono ao pé do homem só faço asneira. Deve ser a autoridade que ele emana, mesmo à paisana aquilo trespassa-me. Ai que medo!

E de resto não tenho mais nada. Até parece que estou aqui sozinha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Post passeante DOIS em UM e, também:
Um dia a casa vem abaixo IV

´
UM

De manhã o passeio fez-se ao novo jardim de Loures. Aquela área andou em obras e já se apresenta pronta.
Agora o sítio é muito mais espaçoso mas menos verde. Por, e apesar ,dessas diferenças, ficou muito melhor. Não tem tantas florzinhas nem plantinhas e já nem os patinhos e os passarinhos lá estão para serem admirados mas tem outras coisas que as fotografias abaixo bem demosntram.
Há algum tempo que queria fotografar o novo jardim e... foi hoje!
Querendo, podem ver-se as diferenças
nesta hiperligação.








DOIS

Espera aí... Isto é Loures?!

É, sim. É a cidade de Loures que eu conheci. Quando eu comecei a 'andar' Loures era assim.
É bom que aindam hajam resquícios de um passado. Embora eu seja de opinião de que não se deve ficar preso ao passado, de um certo modo ver a minha cidade ainda com estes olhos, contribui para que me identifique.
Devido à idade que as imagens apresentam, achei por bem incluir este post na etiqueta 'Um dia a casa vem abaixo', porque as coisas por aqui andam muito evolutivas...










É Terça-feira


É Terça-feira; fui à feira da Terça. Andei por ali curvando e observando a venda. O ponto alto do deambule teria sido alguma peça comprada se alguma peça eu tivesse comprado. Isto não tendo acontecido, o ponto mais ou menos alto foi ter reparado na marca de uns boxers que vi numa banca: Caralino Underwear. Não creio, pela perversidade da minha cabeça, que este nome tenha sido criado a pensar no 'Carolino' (com arroz ou sem arroz). Eu não creio, eu creio, pela perversidade da minha cabeça, que este nome foi criado a partir (digamos assim: a partir) de uma outra coisa... Eh pá, é que está lá tão próximo...!
Depois, ao passar na papelaria por modo a saber se o livro da rica filha já lá estaria finalmente, o ponto mais alto do deambule foi quando contei à
menina Carlota o ponto mais ou menos alto mas ela não me quis perceber, é que a cabeça dela não possui perversidade, ao que parece...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Volta(s)


Fui e vim três vezes. Não foi muito diferente do costume das semanas de férias anteriores. Talvez por isso sobre pouco para contar. Talvez por isso, ou então talvez pela solidão deste blogue. As histórias de nada servem se não existir ninguém do outro lado. Não dá prazer contar coisas a mim. Hoje não.

Saída


São nove e não sei quê. Vou ali ou lá que é. Só depois virei para cá. Parece-me que é isto...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Alegria! Alegria!


Estou...



...de



... férias!


Viva o descanso. Durante uma semana e picos vou descansar. Acho eu.
Tenho como planos principais fumar umas ganzas e assaltar um banco. Não convido ninguém a vir comigo porque estou habituada a desenrascar-me sozinha.


domingo, 6 de setembro de 2009

Acabou


As férias desta semana não tiveram assim muita piada. O facto de ter ido trabalhar na Quarta, a juntar ao facto desta ser já a terceira vez num mês que faço as férias desacompanhada, qual anacoreta contemplando o mundo, teve um efeito devastador na minha disposição de Quinta e Sexta. Não fiz praticamente nada do que devia e queria ter feito. Fica para outra altura, embora ainda não saiba quando.
Por ora estou nostálgica e com pena de não ter forçado mais, digo mais porque forcei muito a vontade de sair para espraiar. Mas acabou. Que pena. Não, não vou chorar. Existem coisas boas no regresso ao trabalho. É lá que a musa desce com maior frequência e até com mais intensidade. Estranhamente, é lá que ela se apodera de mim. Deixá-la vir... Ultimamente ando sucinta e desprovida de imaginação no que toca ao escrever. Preciso ver... e aqui em casa não me safo.
Há pouco falava-se à mesa acerca de objectividade. Referi que sou objectiva e a rica filha disse num suspiro de dúvida que acompanhou com uma torcedela de nariz: «Hum... uma escritora objectiva... Hum...» Encolhi os ombros e respondi que não sou escritora defendendo-me por nada... O pior é que ela nem sabe a razão que tem. Se eu quero escrever histórias não posso ser objectiva, ou pelo menos muito objectiva, porque cortarei em palavras e acabarei por eliminar pedaços.
Aos posts de hoje foram-lhe eliminados pedaços. A todos, menos a este. Até amanhã.

Organização


Não sou organizada. Não tenho jeito para compor listas de tarefas. Ainda tenho menos jeito para as cumprir e isso aborrece-me. Mas, uns dias antes da primeira parte das férias, elaborei uma lista com afazeres para que realmente os fizesse. Podia ser que desse resultado, escrevendo sempre memorizava...
Ainda pensei transcrever para aqui a lista mas logo tirei isso da ideia assim que li (ou reli) 'limpar a cristaleira' ou 'cortar o cabelo'.
Não obstante, houve uma tarefa daquelas prazeirosas - estive a organizar fotografias com alguma idade, fotografias antes da era digital, pelo menos antes da era digital se instalar cá em casa.
Foi giro recordar algumas coisas, ver como os ricos filhos agora são tão diferentes, ver como nós agora estamos tão diferentes, as gentes que já passaram pela nossa vida, as coisas que já vivemos, os lugares por onde já passámos e passeámos. Foi muito, muito bom.
Agora, com os álbuns de fotografias organizados, a próxima vez que me sentar a ver os momentos da minha vida, vai ser ainda melhor.

Da organização retirei um momento da vida dos ricos filhos. Há uns dias publiquei
um post onde relatava o facto de o próximo ano lectivo ser a terceira vez que eles se encontram na mesma escola. Pois bem, as duas fotografias abaixo mostram um desfile de Carnaval aqui em Loures e em que eles participaram no primeiro ano lectivo que passaram juntos - 2000/2001.



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Setembro




Setembro tem um certo sabor a recomeço...

Sê bem-vindo Setembro!

Sê bem-vindo, tu e o recomeço, que eu, por mim, ainda estou no descanso!