quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dias de um ginásio


O verão e seus longos dias permitem que agora eu veja a paisagem lá fora até bem mais tarde. Enquanto treino avisto o Tejo, pessoas passeando, pessoas namorando, pessoas... baixando calças e cueca para fazer chichi.
A mulher aproximou-se de uma parede, encostou a bicicleta e pousou a mochila. Julgando que ninguém a via mas eu estava a ver. Mesmo ao longe vi-lhe o ar sorrateiro, olhava para um lado e outro, apreensiva. Esperava ardentemente que ninguém aparecesse enquanto se aliviava, aí é que seria a grande tormenta. Fez o que tinha a fazer e voltou a pôr-se decente. Ai se ela soubesse que eu vi tudo...
A quem interesse: a cueca era preta.


Sei que nome quero dar a este post mas também sei que é melhor não


As mamas são o apara-migalhas de uma mulher. Migalhas, pingos de água ou de alguma fruta sumarenta que escorrem da boca pela sofreguidão. E também aparam limalhas, no meu caso.


A filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos


Acabei a leitura, finalmente. Há mais de dois anos que andava a ler este livro. É um livro muito descritivo, o que torna a leitura aborrecida, na minha opinião. No entanto, compreendo e concordo que o autor fez um grande trabalho de pesquisa e só por isso merece o meu apreço.
Não queria deixar de salientar (peço desculpa a algum leitor que desconheça a história por me estar a adiantar) que a filha do capitão apenas aparece na última página do livro... Quer dizer, ó José, anda a gente a ler o livro na enga de ver quando vamos conhecer a filha do Capitão e afinal ela chega no fim da festa. Ora!


Semelhança


Duas senhoras comiam lado a lado. Mastigavam de boca fechada, como manda a etiqueta, mas tinham vontade de rir por qualquer coisa que um dos companheiros de mesa diziam. Com tanta coisa à semelhanças até pareciam irmãs sem o ser. Colegas de trabalho, talvez. Diz que a convivência torna as pessoas parecidas fisicamente. A semelhança deve vir daí. Foi uma coisa gira de ver, as duas de boca cheia, querendo rir e não podendo porque a etiqueta não deixa.


Uma fotografia por dia que bem iria... (63)




30 de junho de 2010. Passou o mês de junho, passaram os santos e as festas da cidade de Lisboa. Não passaram ainda os manjericos, nem as sardinhas, nem o sol, ou sequer as férias. O ano é assim: tem duas metades. E a primeira está passada.

Lisboa - Rua da Conceição, 25 de junho de 2010

21%


O iva é maricas, tem nome de mulher. Além disso dá-me conta da mona com as contas mais o raio que o parta.
Não, claro que não gosto de trabalhar.


Ironias, ou mais um post sem piada...


Os quilómetros de fio de pesca que eu já vendi sem nunca ter pescado na vida!

Então e os quilos de soda cáustica sem ter nada entupido cá em casa? Oh-oh!


Está calor


Mais um post sobre o tempo. Mas desta feita é da atmosfera.
Está calor? Pois está. E não andava tudo aí desejoso que o verão se fizesse chegado, e o calor, e mais o sol para dar vontade de a gente ir à praia? Pois agora aguenta-te, toma lá que é para saberes!


O tempo


Ora bem, o dia tem vinte e quatro horas, por sua vez cada hora tem sessenta minutos e, para não chocarem as horas e os minutos, cada minuto tem sessenta segundos. Depois há os milésimos de segundo e a coisa ainda vai parar à nano-qualquer coisa, ou lá que é. Mas aí já eu não sei nada.
E isto, este post, é o que se chama falar sobre o tempo porque não tenho mais nada sobre o que falar.


Meter


Então senhor Mário, tem uma nova amiga? É a bengala. Diz que sim e ri-se muito. Tem um pé lixado, a amiga é precisa por agora.
Olha a dona Adelina, ainda anda no sobe e desce as escadas? Quer emagrecer, a dona Adelina. Responde afirmativamente, um ar de malícia por causa do sobe e desce. Ai esta dona Adelina...
Ó Dulce, está calor ou quê? Ah pois está, está um calor que não se pode.
Sô Marquez! Desculpe lá isto do Marquez mas o seu nome é o que me lembra. Ah, não faz mal, refere. Avança balançando os braços, é para dar equilíbrio, penso eu. É de muitos balanços, o sô Marquez, enquanto espera que lhe agende a entrega de gás, balança a bacia e os braços vão atrás numa dança.
Eu meto-me com as pessoas de quem gosto e de quem obtenho o mesmo gosto. A ver se me meto com a Alexandrina… Não! Deixa-a lá estar sossegada.


Pés


Eu bem queria ler uma revista cor-de-rosinha para esquecer as cócegas e as dores que a Henriqueta me faz quando me arranca os calos e as peles dos pés... Mas não deu. De si já está uma tremenda caloraça, depois eu sou uma comichosa e aquelas aflições fazem-me calor até no pino do inverno.
Mas indo à revista, não consegui ler por causa do calor, as mãos suadas e pegajosas roçando nas folhas, uma aspereza molhada, nestas condições dificilmente me concentraria. Aquilo far-me-ia mais fernicoques que a Henriqueta a tratar-me dos pés. Coisas de mim, comichosa.

A Henriqueta é mulher para ainda não ter tido o privilégio - diga-se de passagem - de figurar no meu blogue. Hoje achei que ficava aqui mesmo bem quando a observei fazendo trejeitos ao conversar com alguém via telefone. A pessoa do lado de lá vai falando, expondo o que pretende e ela faz trejeitos de desconfiança, como se não conhecesse e não estivesse para aturar. Coisas da Henriqueta, desdenhosa.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Notícias do Mundial


  • Silêncio. Portugal perdeu frente à Espanha. Acabou a festa portuguesa e o favoritismo espanhol lá continua.


  • Hoje de manhã tinha perguntado a uma espanhola por quem ia ela torcer esta noite. Respondeu que ganhasse o melhor. Lá se foi o melhor que ganhou é que não sei mas olha, ganhou a Espanha e pronto.


  • Um a zero para a Espanha. Parabéns.


Uma fotografia por dia que bem iria... (62)




Chamam-lhe o Vale das Rosas. E ele tem-nas.

Loures, 29 de junho de 2010

Notícias do Mundial


• Assim do nada lembrei-me que o Mundial tem um hino:



    Waka Waka (This Time For Africa)

    You're a good soldier
    Choosing your battles
    Pick yourself up
    And dust yourself off
    And back in the saddle

    You're on the frontline
    Everyone's watching
    You know it's serious
    We're getting closer
    This isn't over

    The pressure is on
    You feel it
    But you've got it all
    Believe it

    When you fall, get up
    Oh oh...
    And if you fall, get up
    Oh oh...

    Tsamina mina
    Zangalewa
    Cuz this is Africa

    Tsamina mina eh eh
    Waka Waka eh eh

    Tsamina mina zangalewa
    Anawa aa
    This time for Africa

    Listen to your god
    This is our motto
    Your time to shine
    Don't wait in line
    Y vamos por todo

    People are raising
    Their expectations
    Go on and feed them
    This is your moment
    No hesitations

    Today's your day
    I feel it
    You paved the way
    Believe it

    If you get down, get up
    Oh oh...
    When you get down, get up
    Eh eh...

    By Shakira


Olá!


No domigo a Fátima viu-me na praia e diz que não me gritou porque o marido ia logo dizer: «Então filha, não estás em casa.»
Fiquei com pena. A Fátima é espalhafatosa e sincera, o marido da Fátima é reservado e não gosta de dar nas vistas. Fiquei com pena de não ver a alegria da Fátima e o acabrunhamento do marido dela.


Ameixas


O senhor Salvador tem duas caixas à porta cheias de ameixas amarelas para vender. Trouxe-as das Caldas no passado domingo, não têm adubos nem pesticidas, diz ele. E eu acho que é bem capaz, têm aquele sabor puro e uma textura húmida e macia. Bem boas.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Notícias do Mundial


• Ouvi no radio a piada: se o Brasil ganhar, Chill Out. E assim aconteceu. Bye bye Chile. Bye bye Mathías Fernandez. Volta para o Sporting, vá. A rica filha também gosta de ver-te vestido à Sporting.


Dias de um ginásio


Estava uma senhora na recepção envergando um roupão branco. É bem, há um SPA e uma piscina no ginásio, o roupão é necessário para frequentar qualquer um dos dois espaços, e ela parecia faltar-lhe qualquer coisa, sei lá o quê, e ali estava esperando. Uma névoa branca na recepção de um ginásio. A recepção, o local de maior passagem de um edifício público... Roupão, recepção, roupão, recepção. Não, não combina.


O Clóvis


Soltou-se-lhe o sangue da venta. Foi a correr para a casa-de-banho, levou um ror de tempo a deter aquilo. O sangue jorrava e jorrava, não queria parar. Ele era chão pingado de vermelho, ele era camisola também. Parou, enfim.
- Ó Clóvis, apanhaste cá um cagaço...
- Ná...
- Oh! Tretas! Estavas aí todo aflito.
- Ná... Eu cá não me acagaço com estas merdas!

(Acagaças, sim, que eu sei!)


Dói-dói


Tenho uma queimadura no dedo. Não digo qual é o dedo senão depois vêm logo perguntar: então e agora como é que te amanhas para fazer aquilo e tal? Por isso não digo, o leitor que imagine, até porque essa é uma actividade, o imaginar, do mais interessante que existe. Mas já me estou a desviar. Adiante.
Descobri que as queimaduras fazem muito bem à memória. Estou aqui fartinha de me lembrar que queimei o dedo, como queimei o dedo, onde queimei o dedo... Dói que se farta.