O Clóvis tem um certo ar de Charles Chaplin quando vem andando pela rua com o chapéu de chuva na mão. Não tanto pelo chapéu, pois não brinca com o mesmo como o famoso artista, antes pelo ar empertigado com que se move, até que engoliu um pau...
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Uma flor
![]() |
Pode pensar-se que isto é alguma coisa. E é. Isto é alguma coisa: a flor do post anterior.
A lente da minha máquina invadiu o Liceu Camões do lado da rua Almirante Barroso e sairam-me estas imagens distorcidas não sei porquê. Eram sete e trinta e tal e havia estado a chover torrencialmente em Lisboa. E eu deambulando pela cidade como se não tivesse mais nada que fazer, parando para tirar fotografias como se não quisesse fazer outra coisa qualquer.
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Ser diferente
É corriqueiro - toda a gente tem um blogue. Aí deposita ideias disparatadas, conta da vida e dos afazeres, da melancolia, do júbilo, da desilusão, da desgraça, do amor, do conforto. Do reconforto que é escrever. Da vida, sumamente. Disparatada como só ela o é.
É corriqueiro - toda a gente tem um blogue. Não quero ser diferente.
Sonho
Sonhei que tinha conseguido enfiar as garrafas de petróleo (ver uns posts atrás, por favor) na prateleira- Deve ter custado p'ra caraças, acordei toda suada.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A casca
O sô João – já escrevi acerca dele várias vezes -, esse amor de velhinho, além de todo esse amor possui uma certa rudeza que lhe confere um ar ainda mais engraçado.
O Luís, que é um gajo que sim senhor, acha que tem montes de piada... E por acaso até tem. De maneiras que é assim:
- Então, sô João, está calor, hã?
- Pois está...
- Eu gosto, ouvi dizer que quando é assim as mulheres andam todas descascadas!
- Então porque é que você não descasca a sua se põe a olhar para ela?!
Ah, ganda sô João! Assim mesmo é que é, homem! Desculpa lá, Luís... Perdeste a parada, meu...
Um homem e uma mulher
Deu-me exemplos de pessoas que conhece:
Um homem trabalha onde não gosta, é maltratado, escorraçado, até, e vai fazendo a sua vidinha porque depois de sair dali tem onde se entreter: um trabalho gratificante numa área onde gosta de produzir. Está satisfeiro assim, deixa-se andar. E consegue prosseguir mais ou menos feliz.
Uma mulher que foi toda a vida reprimida nos seus gostos e nas suas qualidades. Não a deixavam aparecer, manifestar-se, ou simplesmente aparecer. Foi definhando até perder o controle de si mesma. Hoje está reformada por invalidez devido a problemas psicológicos, porém, liberta. Pinta quadros. Pinta quadros lindíssimos e é muito feliz, diz ele.
A ideia era alentar-me, fazer-me ver que tenho como lutar contra o mal que tanto me desanima, que há pessoas que conseguem sobreviver apesar das adversidades com que se deparam. Obrigada. Depois de contar a última, a mulher, os olhos dele encheram-se de lágrimas. Obrigada também, foi o momento alto desse dia. Pena tenho de não ter havido oportunidade de lho dizer, teria valido bem a pena porque as coisas são para se dizer. Pode ser que ainda consiga um dia desses aí.
Azar ou então não
A cabeleireira mais abrutalhada que conheço estava a meter o totoloto ou lá que é. Diz-se que todos os cães têm sorte e, em calhando, as putas também. Mas eu, que sou ruim, queria que só algumas putas tivessem sorte. Só algumas...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Registo
Tinha umas saudades de escrever tão grandes, tão grandes... Ai que alívio, agora já estou mais contentinha.
Aviso
Gina Maria, tens de ler mais senão ficas burra, achando-te dona da verdade. Escreves, escreves, escreves.... Não sabes que se aprende com os outros?! Vá, vai lá ler o livrinho e deixa-te de escritos e mais escritos e mais escritos.
Comer
Com os anos que tenho de balcão já devia ter aprendido a comer de porta aberta. A tentação é encher a boca porque a pressa toma conta de mim. Ai que horror, se chega alguém e mais não sei quê. Mas encher a boca numa situação destas é mal pensado, quantas vezes não me aconteceu já entrar alguém mesmo quando eu tenho a boca tão cheia que nem os bons-dias posso dizer? E engolir à pressa? E ficar embuchada? Credo, as coisas que me acontecem...
…
Não é justo eu estar a atender um cliente bonitão e bem falante – duas qualidades raríssimas numa só pessoa do sexo masculino – e o meu estômago manifestar-se ruidosamente dizendo a quem ouve que está na hora da bucha. Não é justo.
O tamanho importa
Se o meu fornecedor de petróleo lesse o meu blogue agora ia saber que eu estou descontente com o tamanho das garrafas que me forneceu recentemente porque não me cabem na prateleira.
As donas
Tenho uma data de posts seguidos com donas. Convém registar que a dona aqui sou eu e mais ninguém.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



