segunda-feira, 19 de março de 2012

Rascunho


A história da folha de teste da impressora e do valor / desvalor que a minha escrita tem;


Soltei um gritinho de prazer quando vi a folha de teste que a impressora caseira cuspiu. Demorei o olhar nas letras alinhadas e definidas, tão bem desenhadas, e nos quadradinhos coloridos brilhantes e ordenados.
Já chega de enaltecer, não?!
Maravilhada com tamanha beleza agarrei na folha. Logo diz a rica filha em tom de gozo:

– Oh! Vou fazer um post no meu blogue: eis a folha de teste da minha impressora...

E blás... Ora caraças! Raios partam esta mania de escrever...

Dentro do seio familiar e grupo de amigos nunca serei reconhecida como bom exemplo de aspirante a escritora, ou sequer detentora de notória criatividade literária em termos de bloguista. Podia ser ao contrário mas não é. Os de fora é que me dão valor. Podia ser ao contrário mas não é.

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