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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

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Há já muito tempo que iniciei esta etiqueta. Comecei com vontade e por aí continuei mas quando dei por mim a vontade inicial esmoreceu e começou a abandonar-me.
Como gosto de terminar o que me proponho fazer, hoje decidi deitar mão ao trabalho e escrever acerca do:

Seat Córdoba 1400 TDI


Chegou em trinta e um de Agosto de dois mil e cinco, novinho e a estrear, nunca tal tínhamos sentido!
Que dizer de um carro novo? É novo, ora pois! Não tem nódoas ou pó, pelo chão não há qualquer papelinho, nem cabelos, nem pecinhas de brinquedos, nem CD’s, nem lama ou areia da praia… na mala não há ferramentas, nem casacos ou alguma toalha de praia esquecida, nem chapéus-de-chuva velhos para eventuais descargas pingadas de alguma nuvem carregada de humidade, nem as artimanhas a que o Passat nos habituara, não há nada… até lhe falta personalidade! Tem aquele cheirinho a novo, aquele cheirinho género ‘mete-me as mãos, vá! possui-me agora!!!’ E nós metemos… e possuímos… e foi um prazer. Mas um prazer assustadiço.
A primeira vez que conduzi o meu carro ia-me caindo tudo ao chão, tive tanto medo como quando comecei a conduzir. Porque era novo tinha medo de estragar, era tudo tão diferente... em termos de visibilidade e manobra não tinha nada a ver com a antiga 'banheira'... No entanto, devo acrescentar que esse sentimento depressa partiu - popozinho lindo da mamã, aqui estou eu!!!
Passar de um carro velho e a cair aos bocados para um a estrear deixa um sentimento de quase absurdo. Continuei ainda uns tempos com a mania que sabia conduzir, isto porque um carro novo não se nega e galga tudo o que dá um gosto enorme na condução. Eu nem imagino o que será conduzir um carro daqueles mesmo bons...!
Hoje sou mais calma na condução, gosto de velocidade mas já tenho menos mania que sei conduzir.
Passando agora às fotos:


Ei-lo! Até parece um carro grande...!
Local da foto: Loures, junto ao (tão 'temido') bairro das Sapateiras.
Data: Novembro de 2008

Não é tão lindo?
Local da foto: Loures, numa dessas estradinhas antigas e quase intransitáveis tão pitorescas desta região, esta estrada que aparece na foto circunda o Palácio do Correio-mor
Data: Novembro de 2008


Aqui numa perspectiva diferente das anteriores. Aquela ali sou eu... não me lembro se estava a espreguiçar-me ou só a posar para a foto. Já passaram mais de três anos sobre a data em que esta foto foi tirada e devo dizer que continuo com pouco juízo... continuo a fazer gracinhas deste tipo...
Local da foto: Albernoa, Baixo Alentejo
Data: Setembro de 2005


Eu e o Luís. Com o popozinho estacionado atrás. Não dá para ver bem mas paciência..
Local da foto: Lisboa, Belém
Data: Julho de 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Volkswagen Passat Variant 1600 Turbodiesel

O Passat foi o meu primeiro carro. Numa sexta-feira do mês de Janeiro de 1998 o Passat chegou aqui à praceta.
Em parte, devido ao acidente do Luís, houve necessidade de eu tirar a carta de condução. Pensei: "É agora ou nunca!" E lá fui. É por isso que digo que o Passat foi o meu primeiro carro, com ele é que eu aprendi a conduzir.
Lembro-me muito bem da insegurança causada pela inexperiência e do pavor que era cruzar-me com outros carros. Por outro lado... habituei-me que foi um instante! Oh...! E para apreender a estacionar um carro tão comprido...? Que horror...!!! Adiante.
Naquela data, o rico filho tinha três anos e referia com frequência que o pai tinha tido um axidente misturando na conversa o carro novo. A rica filha tinha seis anos e, por sua vez, tagarelava (olha quem para tagarelar!) acerca do carro novo e assim.
Durante dois anos não conduzi muito por não haver grande necessidade disso e, para ser muito sincera, chateava-me conduzir com o maridão ao meu lado. Eh pá... era assim como que... problemático!
Em 2000 o rico filho entrou para a escola onde já andava a rica filha e, não havendo vaga para ele no A.T.L. que ela já frequentava e como eu já possuía carta de condução, resolvi que passaria eu própria a ir buscar os ricos filhos à escola à hora do almoço e regressaria ao trabalho depois do almoço levando-os comigo. Tive esta facilidade porque tenho como patrão o avô paterno dos meus filhos e assim, ainda tinha a vantagem de os meninos, às vezes, ficarem em casa da avó paterna da parte da tarde.
No início, não se pode dizer que tenha sido fácil mas uns meses depois comecei a ficar com o bichinho da condução e a ter a mania que sabia conduzir - como acelerar em vez de parar ao avistar um sinal amarelo e a usar a caixa para fazer as curvas sem travar, pisar traços contínuos, por exemplo. Hoje, verifico que tinha mesmo a mania que sabia conduzir...
Os anos passaram e o Passat começou a ficar velhote e com problemas de várias ordens. No entanto, havia facilidade em arranjá-lo - o Luís percebia daquilo e lá se ia compondo a coisa. Tive que lidar com algumas situações de emergência e hoje sei que não há nada melhor para desemburrar do que um carro velho e a cair de podre.
Mas a coisa piorou - em Julho de 2005 quem teve um acidente fui eu. Nada me aconteceu mas o Passat que já acusava velhice profunda, piorou... o arranjo seria dispendioso demais levando em conta a idade do carro (em 2005 contava 15 anos) e então decidimos comprar outro do qual falarei posteriormente.
Já referi no início deste texto que este foi o meu primeiro carro e assim sendo, há coisas que não esquecerei. Seguidamente surgirá uma lista dos podres do Passat:

- o pedal da embraiagem ficava colado lá em baixo havendo, por isso, necessidade de o puxar para cima com a ponta do sapato

- por causa desse desgaste era muitas vezes difícil engatar a primeira mudança

- houve uma altura em que não era necessário rodar a chave na ignição, o Luís improvisou um botão para fazer uma ligação directa, era assim que se punha o Passat a trabalhar - carregava-se no botão

- a tampa da mala não se segurava lá em cima, era uma diversão colocar vários sacos ou qualquer outra coisa lá dentro, além de que levei com ela na tola algumas vezes

- para desligar o limpa pára-brisas tinha que ser com ele num determinado sítio senão ficava a meio do percurso dificultando assim a visibilidade

- se chovesse entrava água lá para dentro

E agora seguem-se as fotos:



Quer a foto de cima quer a foto de baixo, não sei onde foram tiradas... mas sei que foram tiradas quando andávamos por aí em férias. Já estou naquela altura da vida em que as férias se confundem com os anos...

A foto de baixo foi tirada da minha varanda. Fui eu que a tirei três dias antes de ficarmos sem o Passat para ficar como recordação... Na foto aparece a data - 28 de Agosto de 2005. Três dias depois iríamos buscar o...!

daqui a uns tempos saberás!!!


quarta-feira, 23 de abril de 2008

3# Volkswagen Jetta 1300 CL

Está na hora de falar do Jetta. Foi o que apareceu a seguir. E apareceu num dos meses de 1995 mas não posso precisar qual porque não me lembro.
O Jetta era um carro seguro e confortável, um carro familiar. Afinal de contas, já tínhamos dois filhos, a família estava crescida.
O Jetta acompanhou-nos em algumas estadias de férias e a mais marcante dessas estadias foi a que ocorreu em 1996. O Luís sempre teve a mania de se meter em atalhos, o que normalmente é sinónimo de trajectos inadequados para um carro daquele género. Em suma, o Luís gosta de se meter onde não é chamado...
Ainda não foi "aqui" que comecei a conduzir embora tenha também posto as mãozinhas no Jetta algumas vezes.
Deste carro não há muitas recordações em relação aos ricos filhos. Há a recordação de eles adormecerem uns cinco ou dez minutos depois de embalados pelo Jetta em movimento. O rico filho adormecia na sua cadeirinha e a rica filha adormecia encostada à cadeirinha do mano. Ricas sonecas!...
No Jetta já a Ana Cláudia não ferrou os dentinhos nem o André andou às voltinhas como no Ritmo. Mas... já aqui mesmo por baixo pode-se ver que também não tinham grandes melhoras...


Seguem-se as fotos comentadas:



Esta fotografia é das melhores que tenho dos meus filhos. Sempre que a vejo dá-me vontade de rir. Como é que uma "coisinha" que nesta altura nem um metro de altura devia ter, conseguiu subir para inspeccionar a mala do carro pelos seus próprios meios? E mais, depois de lá estar ainda se queria fechar a si próprio lá dentro.... E a mana... pois a mana - que sempre foi muito sossegadinha também - ia a caminho para ajudar a "coisinha" a concretizar os seus intentos...



O Jetta esfalfou-se para chegar até aqui. Infelizmente não recordo o nome deste sítio. Lembro que era o cimo de um monte algures perto de Almeida. Para lá chegar percorremos uma estrada de terra batida que circundava o monte e ia subindo, subindo, subindo... até ali onde foi tirada esta foto.



Num dia de férias do ano 1996, o Luís meteu-se em atalhos e depois em trabalhos. Achou que um carro deste tipo podia atravessar um riacho. Realmente não se enganou, o Jetta atravessou o riacho para lá e depois viu-se forçado a atravessá-lo para cá, uma vez que o lado de lá não tinha saída para viaturas... Quem tirou esta foto fui eu resgistando assim um momento com alguma perigosidade. E o mais engraçado disto tudo é que o lado de lá era Espanha e o lado de cá era Portugal. Viémos a saber isto quando observámos o mapa com mais rigor umas horas depois.

E aqui sou eu e o rico filho numa altura em que ele era muito mais pequeno que eu...

O Jetta também não acabou a sua "vida" da melhor maneira. Em Dezembro de 1997 o Luís despistou-se e teve um acidente com alguma gravidade. A gravidade suficiente para eu não ter ficado viúva por um triz. E o Jetta... foi para o galheiro, ficou irrecuperável, morreu. Antes assim, pois claro!

A história do Jetta fica assim, não vou aqui contar a história do acidente do Luís porque ainda hoje é um assunto que me atormenta um pouco.

domingo, 13 de janeiro de 2008

2# Seat Ritmo 65 CL

Sim, sim!... É Seat Ritmo e não Fiat Ritmo...
Estávamos em 1992 e posso dizer que este também foi um carro especial mas, pelos menos sob o meu ponto de vista, foi especial por motivos diferentes - era tão feio... mas... habituei-me a ser conduzida num carro que considerava muito feio. Depois de estar lá dentro, a estética do carro já não interessava para nada por já não ser lembrada, uma vez que de dentro do carro a parte de fora não é visualizada. No fim das contas, um carro serve para nos levar a algum lado e não para ser admirado, não é verdade? E foi com esta ideia que me habituei.
Ora, o Ritmo tinha uma particularidade - as letras da matrícula formavam a palavra "CU". O registo deste carro era de 1981, poucos anos depois da Revolução de Abril de '74. Anteriormente a 1974, julgo que jamais se deixaria circular na via pública um carro cuja matrícula formasse uma palavra "feia". O facto de a partir dessa data se deixar, penso que se deve a um certo sentimento de libertação que se respirava neste país e que eu não me apercebi por inteiro por ser demasiado nova nos anos 70 e início dos anos 80. O que é certo é que eu nunca me importei minimamente com o facto de ter um carro com um "CU" na matrícula...
Ainda não foi com este carro que me tornei condutora e nem sequer me lembro de alguma vez o ter conduzido só para experimentar. Não tenho nada na memória a esse respeito mas tenho outras memórias, como por exemplo: as marcas dos dentinhos da Ana Cláudia nas portas de trás. A rica filha entretinha-se a arrancar com os dentes bocadinhos da napa que forrava as portas do carro. Nessa altura ela já tinha cedido a cadeirinha de bebé ao mano e por isso ficava mais liberta para "explorar o terreno". Outra memória que tenho é a de uma ocasião em que estivemos estacionados por causa de qualquer coisa que agora não me ocorre, e as portas dianteiras do carro estava escancaradas. O rico filho que devia ter uns 18 meses na altura, andou meia hora em círculos. Ou seja, entrava na porta do lado do condutor, atravessava os bancos da frente de gatas e saía na porta do lado do pendura. Depois dava a volta por fora do carro e voltava a fazer o mesmo circuito. Ao fim de meia hora, contada por mim que o observava admirada e divertida, cansou-se e arranjou outra brincadeira. Apenas com estes dois pequenos episódios se pode verificar quão "sossegadinhos" eram os ricos filhos...
À parte eu considerar o Ritmo um dos carro mais feios que foi inventado até hoje, foi este o carro que tivemos menos tempo na nossa posse e por isso tenho tão poucas recordações.
Um dia apareceu um negócio para aquisição de um outro carro melhor e mais novo e houve necessidade de nos desfazermos do Ritmo. Curiosamente, o Ritmo foi vendido a este senhor...
Já depois de vendido, houve um incêndio na garagem onde o sr. Vicente o guardava e assim, aquele Seat Ritmo 65 CL é, também ele, já extinto.
Para já, seguidamente seguem-se já de seguida algumas fotos devidamente legendadas da "máquina".



Este é o Luís a tratar de uma das avarias do Ritmo que até nem foram assim tantas comparando este carro ao Vauxall.

Por coincidência, no post anterior desta etiqueta, está publicado uma foto do Vauxall exactamente neste sítio. Posso revelar que esta é uma das ruas de um dos bairros mais antigos de Lisboa - Picheleira.

Aqui sou eu a lavar o Ritmo numa fonte que existia muito próxima da Escola
Cesário Verde. Hoje, tanto a fonte como a escola, não existem. Essa inexistência deve-se à evolução e neste caso, a evolução chama-se construção de novos prédios e Viaduto das Olaias.


Nesta foto aparecem o Luís, também a lavar o carro e a Ana Cláudia que não parava sossegada, evidentemente. Ó pa ela tão piquinina!...


Aqui e assim me despeço - com uma foto de "corpo inteiro" do Ritmo em terras algarvias durante uma estadia de férias.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

1# Vauxall Viva 1300 L

Hoje inicio uma série de post's cuja etiqueta será: "Carros 1# - 2# - 3# - 4# - 5#".A minha ideia é contar um pouco da minha vida através dos carros que já possuí até hoje e que influência e importância tiveram para mim.
Acho que a minha vida pode ser agrupada em temas e o meu passado ser contado desta maneira mas provavelmente não terá o mínimo interesse para quem vem aqui ler. Este mesmo pensamento acompanha-me em muitos dos post´s que escrevo e publico. Julgo que isso se deve, principalmente, à minha timidez da qual vem a ideia: "isto não vai interessar a ninguém...". Tenho-a tantas vezes que já está enraizada em mim, aparece involuntariamente. Mesmo assim, costumo contrariar essa ideia com outra ideia: "Gina Maria, deixa-te de merdas e escreve o que te apetece e como te apetece!..." (acho que já escrevi isto algures por aí...)
Portanto, seguidamente:

VAUXALL VIVA 1300 L

O Vauxall era de um amarelo incomparável. Um amarelo que não era ovo, nem canário, nem limão, nem espiga, nem dá para comparar com coisa nenhuma. A melhor definição é mesmo amarelo incomparável.
No final da década de 80 ter um carro amarelo - ainda por cima - amarelo incomparável, estava completamente out. O Vauxall dava nas vistas pela negativa mas era um grande carro!... Ai não que não era!... Bem... a não ser quando se rodava a chave na ignição e ele insistia em não trabalhar, aí é que perdia toda a grandeza. Deixou-nos muitas vezes pendurados, inclusivamente no dia do meu casamento... ah pois é!... As mudanças não entravam e um carro onde as mudanças não entram não nos leva a lado nenhum.
Uns dias depois já estava porreirinho e lá fomos nós de lua-de-mel. Mas... no regresso a casa estava a ver que tínhamos que vir a pé...
O Vauxall foi o meu primeiro carro. Nessa altura eu ainda não tinha carta de condução mas conduzi-o várias vezes em sítios despovoados. Lembro-me do (quase) terror que era pisar no acelerador e sentir o carro deslocar-se.
Por eu ainda não ter carta de condução na altura, a maioria das histórias são lembradas ao pormenor pelo Luís, ficando apenas na minha memória muito pouco.
Lembro-me, por exemplo, que a Ana Cláudia viajou no Vauxall por muito pouco tempo. A Ana Cláudia ainda é do tempo em que não era obrigatório cinto de segurança ou cadeirinha de bebé. Quando viajávamos, eu ia atrás com ela ao colo. O cinto e a cadeirinha da Ana Cláudia era eu...
Um dia tivemos um acidente. E nesse dia, graças a Deus, a Ana Cláudia não viajava connosco. Nem o Luís nem eu, nos magoámos, também graças a Deus. Mas o Vauxall "morreu"... não havia arranjo possível.
Fez-nos falta, estávamos habituados à comodidade de possuir um carro.
Um dia deixámo-lo só e abandonado num ermo onde não incomodou ninguém até ao dia em que foi declarada a sua extinção na Direcção Geral de Viação. Posteriormente foi compactado e transformado num cubo e enviado nem sei para onde.
Seguidamente seguem-se já de seguida algumas fotos devidamente legendadas.



Ei-lo! A foto está uma porcaria tanto em termos de côr como em termos de enquadramento, mas é aquela onde melhor se vê a "fera" que era o Vauxall.

Aqui em terras alentejanas, momentos antes de termos o tal acidente que o vitimou e que nunca mais o deixou ser carro. Aquela menina lá dentro sou eu.


E aqui uma das avarias do Vauxall que o Luís arranjou.
P.S Então, o Vauxall era ou não era de um amarelo incomparável?