No final da aula, à despedida, diz o professor de Pilates:
– Bom descanso.
Bom descanço, o caraças! Olha-me este...
Ainda me falta meia hora disto
mais meia hora daquilo
mais os alongamentos
mais o banho e os cremes
mais ir comprar o pão
mais apanhar a roupa
mais escrever no blogue...
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Dias de um ginásio
Tenho dois professores do ginásio na minha lista de 'amigos' do Fuçasbuque. Agora é que eu sou mesmo muito importante nestas andanças!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Vou falar de gaijas. Boas, que as gaijas são todas boas, primordialmente falando – e eu estou a falar.
Vou falar do balneário feminino, um assunto deveras interessante.
Vou falar da vergonha, do embaraço, do desnorteio.
Uma rapariga vestia as cuecas meio escondida, de toalha enrolada no corpo, como se tivesse muita vergonha de se mostrar. E tinha. Precisava abrir o meu cacifo e a bicha estava junto ao mesmo. Fiz-me ao piso, pedi licença. Ela deixou-me passar, relutante, atarantada, o rosto afogueado. Moveu-se rapidamente e foi esconder-se numa ombreira, atrapalhada com a questão da toalha poder escorregar e o caraças, e lá continuou os intentos: vestir as cuecas sem retirar a toalha que que lhe envolvia metade do corpo.
Fiquei atónita com tamanho embaraço, principalmente por vir de uma jovem mulher. À partida pensa-se que o pudor não reside nas camadas mais jovens mas isso é um engano, as que caminham todas nuas em direção ao chuveiro são sempre as mais velhas.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Sim, vou ao ginásio, gasto dinheiro, canso-me, perco um tempo precioso. Sim, sim.
Sim, tu estás no sofá, não fazes nada, descansas, guardas o dinheiro na carteira, passas tempo com a família. (Passas?!)
Sim, adoeço, tenho dores e mal-estar.
Sim, tu ficas doente, como eu, dói-te o esqueleto, sentes-te mal.
Sim, eu sou igualzinha a ti, é isso mesmo. Mas quando me vires gira e bem-disposta não me venhas moer os cornos a perguntar como é que faço para andar assim tão contente, ouviste?!
Chatos, pá!
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Mudámos de professor de Pilates. Tenho pena e não é pouca. O antigo professor era qualquer coisa de extraordinário, tinha (e tem!) no modo de lidar um misto de sensibilidade e austeridade, combinação que, como se sabe, é bastante invulgar. Tem também um dom que admiro de sobremaneira no ser humano: é cativante, toda gente o quer, ainda que se sofram horrores nas suas mãos...
Acerca do novo professor ainda não tenho muito a dizer. Anda em pé no meio de nós, como é o costume desta atividade, põe a mão na omoplata, no ossinho da anca, no pescocinho... Em cada ajuste de posição cheira-me a bananas. Hum…
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Saímos da aula de Pilates com o vagar do costume, depois do exercício não se tem muito fôlego. Uma 'colega' toca-me no braço e pergunta-me se vou para o balneário. Meia confusa digo que sim. Vai daí ela pede-me que lhe leve a toalhinha e a ponha no contentor de roupa suja, que assim saía já para a rua, não precisando portanto de se deslocar ao balneário que fica a alguns metros de distância. Confusa por completo agarro na porra da toalha, talvez suada e suja, e nem me dou conta que faço de criada desta senhora capaz do maior desplante.
Eu devo mesmo ter cara de serviçal. É por causa da profissão, só pode. A gente do balcão gosta de ajudar e depois é isto, tem-se um certo ar disponível.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Em vez de estar estiraçada num colchão fininho, compondo o físico, fazendo jus ao quotidiano, à rotina... Pois não senhores! Andei perdida por aí.
Lisboa é tão diferente às sete e tal da tarde... As pessoas movimentam-se descontraidamente, há esplanadas cheias, combinações telefónicas, ouço as vozes animadas, há um burburinho pacífico no ar, um ambiente festivo; animado.
Era sexta-feira...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Dias de um ginásio
Há dias fui a um evento promovido pelo ginásio. Primeiro malhei e malhei e malhei durante cerca duas horas:
Ginástica localizada;
Bicicleta;
Ritmos;
TRX;
Step;
Stretching
Nota: a equipa na qual estava inserida ganhou o prémio de originalidade. Foi fixe.
Depois houve manjar. Bolinhos, acepipes, saladas de verduras, laranjada e sangria, bacalhau com espinafres; carne de porco assada e seus acompanhantes, frutas maravilhosas (há anos e naos que não comia umas cerejas tão boas) e arroz-doce.
Segue-se o sorteio de prémios. E é principalmente por causa dos prémios que este post existe. Ganhei, pois ganhei! Tenho uma massagem e uma hidratação a fazer no SPA do ginásio. Mas não são completamente grátis, o que lamento. Mas caramba, só o gostinho de ouvir este meu nome pomposo, levantar o 'sim senhor' da cadeira e trazer um envelope com prémios... É prazeroso. Obrigadinha, meus caros. Um dia destes ver-me-eis, serei massajada e hidratada e ficarei ainda mais maravilhosa.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Dias de um ginásio
Entrei na sala de Pilates, estava vazia, o que me oprimiu os sentidos. Estranhei a minha reação, eu até gosto de solidão e lugares vazios... Afugentei a opressão, fui buscar o colchão, estendi a toalha e deitei-me de mãos na nuca, descontraidamente. Por causa da opressão fixei-me no imaginário, fazia de conta que estava na praia, pronto. Havia sol na parede, havia água numa garrafa e até com o som dos carros eu podia baralhar a cabeça, podia pensar que era o som do mar.
Passados pouquinhos minutos chegaram as pessoas, dentre elas, o senhor professor, o ilustre profissional do físico.
'Vamos trabalhar? Rabo chegado à frente, pernas dobradas, mãos atrás das coxas, desce a lombar lá atrás engolindo a barriga...'
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Dias de um ginásio
Fui à aula de stretching. No final diz a professora:
'A Gina está muito melhor!'
Ela queria dizer que eu agora estico-me mais, vou lá à frente, as mãos alcançam uma lonjura como nunca antes. Não me desmanchei, retorqui que sim senhora, estou muito mais flexível, enquanto na minha cabeça pairava o pensamento oposto. Depois, no balneário, vira-se para mim uma colega de aula e exclama:
'Está quase a fazer a espargata!'
Não aguentei mais a fachada de senhora possuidora de sólida autoestima e digo com grande espanto:
'Acha?!'
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Dias de um ginásio
Andava uma mulher de nariz para o ar aspirando fortemente e dizendo amiúde que este cheiro faz mal, quem é que terá mandado a empregada usar tanta lixívia, daqui a nada vamos todas parar ao hospital e mais não sei o quê. Pergunta se me cheira a lixívia, aspiro por minha vez e nego. Ela insiste. Eu idem. Dá-me vontade de lhe dizer:
'Ó 'miga, olhe lá, trabalho numa drogaria, estou familiarizada com a mescla de odores químicos. Tomara eu que durante todo o dia me cheirasse só a lixívia, ok?'
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Dias de um ginásio
Grande brecha. Voltar à rotina é preciso. É melhor retornar á vidinha que considero normal, mesmo que a desconheça completamente.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Dias de um ginásio
Devido a uma história que até era giro um dia contar, hoje não fui ao ginásio. Mas vou contar que estou muito dorida, numa larga escala, tanto que me sinto doente. Pareço uma morta-viva, estou coxa, inclusive, e durante o dia custou-me horrores subir o escadote ou simples degraus, bem como fazer tudo com o que habitualmente me ocupo.
Adiante.
Tenho um andar novo, é o que é, faço-me lembrar aquela que mora aqui na rua e tem uma irmã gémea que anda muito devagar, o corpo hirto, aparentando ter a mania que é boa, por isso anda assim, como eu. Eu também tenho a mania que sou boa, só por dizer que não tenho (tinha!) um andar assim.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Dias de um ginásio
- Escritórios Depuradores, boa-tarde, fala Lia Pureza, em que posso ser útil?
- Boa-tarde, o meu nome é Gina e tenho uma barriga, duas coxas e duas badanas de braços para devolver, por favor. É possível?
- Desculpe, agora só para o ano, que as vagas estão preenchidas.
- Oh... Está bem. Até para o ano, então!
Melhor assim. Continuar no ginásio, com barriga, coxas e badanas. É preciso. Vamos lá.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Dias de um ginásio
Aula de Pilates.
Um horror benéfico.
Eu mesma.
Em pé, cabeça para baixo, uma perna no chão esticada ao máximo, outra perna no ar esticada ao máximo, como se quisesse tocar o teto, as palmas das mãos são para assentar no chão.
Um tormento desestabilizador.
Dores.
Tremores.
Tentativa inglória em manter a posição corretamente.
Ó, mê, guê...
O professor, esse profissional de exceção, ordena:
– Gina, palmas das mãos no chão! Gina, palmas das mãos no chão! Enquanto não puser as mãos no chão não inicio a contagem! Gina, palmas das mãos no chão! Gina, palmas das mãos no chão! Enquanto não puser as mãos no chão não inicio a contagem!
Fui o centro das atenções durantes escassos segundos, que no entanto me pareceram muito longos. Ao meu lado ouço uma voz em desespero, implorando:
– Gina, por favor...
Fiz o que pude, estiquei a perna de baixo que doía p'ra caraças e coloquei metade das palmas das mãos no chão. O professor iniciou a contagem a partir do número cinco. Um querido, eu bem digo...
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Dias de um ginásio
O professor de Pilates é um querido e um fofo e um amável e um maravilhoso... Ser humano.
O parágrafo acima é uma introdução estupidamente apresentada com o único intuito de distrair. Vamos ao que interessa.
Noutro dia queixei-me das costas ao professor de Pilates. Sendo que o abdómen é o centro de gravidade de todos os exercícios desta modalidade, se os tais não forem executados da melhor maneira as costas sofrerão horrores. Era o que me estava a acontecer. Queixei-me o melhor que soube, que eu nestas lides sou péssima. O professor corrigiu-me e apoiou-me, porque é um profissional exemplar, mas um dos comentários que fez deixou-me perplexa: tenho a coluna retificada.
O quê, senhor professor, a minha coluna é reta?! Não sei, não. A minha mãezinha diz-me desde os meus oito anos, para aí:
'A minha Gina é tal e qual o jeito do meu corpo, faz uma cova nas costas!'
Depois percebi: uma coluna retificada ou reta é uma coluna com a curvatura natural. Assim como eu... Que naturalidade e essas coisas é comigo.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Dias de um ginásio
Era dia (internacional, mundial?) da mulher, 8 de março. Um rapaz entrou na sala disposto a fazer a aula de stretching. Uma sala cheia de mulheres, diga-se. Não se privou de nada, esforçou-se ao máximo nos exercícios que habitualmente se fazem naquela aula.
No meio de mulheres. No dia (internacional, mundial?) da mulher, 8 de março. Ele ali, sem se fazer rogado, procurando sentir dor e tudo. Quando supôs que não estaria posicionado da melhor maneira buscou ajuda à professora, que solícita, se encarregou de o fazer sofrer os horrores que as suas colegas de sala sentiam. Tal e qual.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Dias de um ginásio
Se eu tivesse um Tablet levava-o para escrever enquanto treinava. Pousava o aparelho no placar da bicicleta e da elíptica e aquando dos abdominais descansava a cabeça e a escrita, aproveitando esse intervalo para ponderar acerca do melhor modo de prosseguir. E prosseguiria. Depois lançava um livro de crónicas eróticas. Seria um estouro de vendas em todas as livrarias. O erotismo é o tema mais apelativo que conheço, junte-se-lhe o sexo e o interesse transbordará.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Dias de um ginásio
A esta hora já o leitor se delicia com a ideia de que vou escrever de sexo e afins. Isto, porque leu o título, claro. E vou escrever de sexo, pois. Quero dizer, se calhar não bem de sexo que vou escrever - hoje é mamas e paus. A bem da verdade, já o post anterior se aproxima da temática, eu é que meti ali a criancinha no meio da história para dar um ar cândido e angelical... Assim de repente todos ficámos a pensar que sou uma senhora cheia de aprumos e muito dada à área poética da vida.
Adiante.
Uma pessoa (eu) fica toda contente porque a balança lhe devolve a feliz informação de que tem menos três paus do que no fim do verão passado. Mas uma pessoa fica triste porque sabe que um daqueles paus lhe saiu... Das mamas. Oh céus... Esta discrepância mediterrânica, pá!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Dias de um ginásio
Acabei de descobrir porque relaciono o ginásio com sexo. Ou por outra, o motivo pelo qual o ambiente que observo ou vivo no ginásio me incita a palavrear acerca da sexualidade / sensualidade.
Ginásio. Gina.
Ginecologista. Gino.
Aparelho reprodutor feminino → Sexo.
Eu: mulher.
Sensual e/ou sensualidade. (?!?!)
Gina (´) - sio. Gina.
Sexo, sexo, sexo. Sensualidade... (?!?!?!?!)
E pronto, eu tinha de plantar aqui esta descoberta assaz interessante. Oh, como sou feliz por ter um blogue...
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