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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cidadania


É para mim um tema terrível de explorar, este da cidadania. Esta tarde a sessão de R.V.C.C. foi baseada nesse tema. E eu sei lá rebuscar na minha vida vivências que contenham este tema?! Mais: e eu tenho lá esta vivência na minha vida?! Não! Eu fujo de ajuntamentos e de extensas e pormenorizadas opiniões, do tipo 'eu acho que devia fazer-se assim' e 'embora lá todos fazer isto e aquilo e mais não sei quê'. Fujo!
Depois fico demotivada e só me apetece é não voltar lá mais...


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ontem


Ontem foi um dia importante. Para começar cheguei a casa às 17:45 o que é algo particularmente raro. A chegada, triunfal ou então não, tem o costume de acontecer umas 4 horas depois, para aí.
Mas ontem foi um dia importante, e à parte o que acabei de escrever, posso dizer que ontem foi um dia muito importante.

(Desembucha lá, vá!)

Fui ao centro R.V.C.C. onde adquiri a equivalência ao 9º ano, querem-me lá para continuar a prestar provas do que sei, a ver se chega para vir a ter mais escolaridade.
Fiquei contente e não fiquei.
Fiquei contente porque o processo se inicia escrevendo uma autobiografia e eu exulto de alegria quando escrevo.
Fiquei triste ao perceber que quando me mostrei duvidosa de conseguir concluir o processo com êxito, um dos meus colegas assumiu o manifesto como se a minha dúvida existisse por não saber como escrever. Deu-me logo vontade de continuar com aquilo...
Fiquei contente porque é animador e empolgante conhecer pessoas novas e fazer coisas diferentes.
Fiquei triste porque a minha timidez me impede de gozar em pleno esses momentos.
Fiquei contente por verificar que os meus colegas são todos homens. Para mim é mais fácil lidar com homens.
Fiquei triste quando me lembrei que o facto de o parágrafo anterior ter acontecido pode não ser mera casualidade e sim porque às mulheres é muito mais difícil despender de um bocado de tempo para estar ali.
Fiquei contente porque me senti tentada a fazer aquilo.
Fiquei triste, muito triste, porque independentemente de conseguir concluir, isso não alterará nada na minha vida profissional.


sábado, 12 de julho de 2008

A festa

A minha festa acabou. Agora é tempo de voltar a outra festa. Foi o que fiz pouco depois de acordar. Liguei o computador, acedi ao site www.novasoportunidades.gov.pt disposta a imprimir o referencial para ir conhecendo e tecendo ideias acerca do trabalho que tenho pela frente...
A minha resposta à proposta que me fizeram de frequentar um curso profissional que referi neste post foi 'não'. Fiz uma lista dos prós e dos contras, o que até nem tem muito a ver com o meu feitio porque sou desconcentrada e desorganizada. Mas fiz. Aconselharam-me e eu estava tão baralhada que aceitei o conselho.
Com a lista verifiquei que os contras são em maior número. Para além do número ser maior nos contras, verifiquei que os prós eram trazidos lá do fundo de um buraco que, de tão negro, não chegavam até mim de livre vontade eu é que os fui buscar lá abaixo e os convenci. Num alto contraste, os contras apareceram rapidamente sem sequer esperarem convite, como se fossem os 'penetras' de uma festa bonita e alegre. Foi por isso também que a resposta foi 'não'.
Mandei um mail à responsável pelo meu caso com a resposta e a lista que fiz. Depois fui falar com ela pessoalmente e fiquei de tentar o processo R.V.C.C.
Vou andar às voltinhas procurando um modo interessante de construir o meu portefólio. Será que existe algum modo interessante de construir o meu portefólio? Não gosto de procurar algo quando duvido que esse algo exista. Não deixa de ser outro buraco fundo e negro em que eu tenho que ir lá abaixo buscar e arrastar coisas ou então ficar lá em baixo a tentar convencer essas mesmas coisas a subirem comigo para a festa.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Sinto uma espécie de ultimato. O último aviso. O tempo esgota-se e eu tenho que decidir. Na verdade já decidi mas custa-me tornar visível a minha decisão porque tenho medo de me arrepender. Depois de emitida a decisão não vou poder voltar atrás.
E se afinal aquilo até fosse giro? E se eu até viesse a gostar daquilo? E se até desse jeito para qualquer coisa? Nunca saberei.
Não quero - ou não queria? - nenhum "se" na minha vida mas sinto-me sem outra opção. O que me resta é continuar por aqui e por ali como tenho feito sempre. Umas vezes errante e perdida, outras com certezas que não interessam a ninguém e ainda outras concentrada em evoluir apesar de tal esforço se revelar - sempre, sempre, sempre - debalde. Outras vezes tudo misturado. Hoje é assim.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Prós, contras e parvoíces inerentes à pesagem dos mesmos

Ora bem, prós:

· Adquirir conhecimentos aprendidos através de outrem
· Relacionar-me com pessoas fora do âmbito familiar e profissional
· Aprender a concentrar-me no que alguém divulga ou ensina
· Minimizar o desconforto da timidez
· Aplicar profissionalmente o que aprender
· Confronto directo com outras ideias e com outros ideais
· Dispor-me a trabalhar e aprender em grupo
· Possibilidade de viver num ambiente novo

Ora mal, contras:

· O tempo ficar ainda mais escasso
. Renúncia a passatempos e convívio com amigos
· Impossibilidade de frequentar o ginásio o mesmo número de vezes
· Grande possibilidade de voltar a ser gorda
· A ideia do ambiente novo ser ilusória
· Despesas extra
· Bloqueio à criatividade por estar ocupada em aprender e reter informação
· O que vou aprender não se coaduna com o que gosto realmente de fazer
· Receio não ter capacidade para levar a cabo o pretendido
· Menos tempo ainda passado com a família
· Tamanho sacrifício não ser recompensado proporcionalmente
· Não implica nem possibilita uma mudança a nível profissional


Conclusões:

· Os contras são em maior número
· Não tenho o mínimo jeito para fazer listas
· Saíram parvoíces da minha cabeça
· Ainda por cima escrevi-as

A indecisão anda por aqui, pairando à minha volta e eu é que estou tonta...



terça-feira, 24 de junho de 2008

Decidir

Cada vez que lá vou saio sempre feita num oito. Subi a avenida devagar ao contrário do meu costume. Andei devagar para gastar o tempo que me sobrava e porque queria que as ideias refrescassem. Tenho que tomar uma decisão importante, pesar os prós e os contras e ver para que lado se inclina mais a balança.
Se disser que sim tenho que deitar para o lixo muitas das coisas que já consegui e que valorizo hoje. Se disser que não estou a desperdiçar uma oportunidade que possivelmente não voltarei a ver chegar até mim. Assim também estarei a deitar algo para o lixo.
Enquanto caminhava pensava na mistura estranha e por vezes explosiva que é a minha vida. Tenho a família e o trabalho. E tenho o trabalho e a família. Que estão mescladas, juntinhas e entrelaçadas uma na outra. Por causa da mescla e da laçada sinto que não tenho vida profissional. Até parece que nem trabalho... mas trabalho. Faço parecer que não me dedico mas dedico-me. Faço parecer porque tanta dedicação será, possivelmente, inglória e debalde.
Certamente verei o desfecho daquilo que hoje faço enquanto me dedico. Vai haver um dia em que eu vou subir a calçada como se ontem nunca tivesse existido... e passar numa rua desconhecida com um propósito que hoje desconheço.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Currículo

Nos últimos dias estive a elaborar um currículo para apresentar no R.V.C.C. A ideia principal era descrever que aptidões e competências adquiri ao longo da vida em diversas áreas - académica, profissional, pessoal, social e artística. Por ter passado algumas horas dos últimos dias a escrever coisas deste género: " Em 1984 tirei um curso de dactilografia. Embora esta formação tenha caído em desuso, tal facto não invalida que use a dedilhação que aprendi, no teclado do computador que uso diariamente, tanto a nível profissional como particular.", hoje que tenho tempo, não tenho vontade nenhuma de escrever aqui...

sábado, 17 de novembro de 2007

Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências - Nível secundário

Terça-feira passada fui a uma sessão de esclarecimento acerca do processo R.V.C.C. para o nível secundário. No final de toda a explicação houve uns minutos dedicados às eventuais dúvidas da assistência. Tive dúvidas mas não precisei de as expor porque eram semelhantes às dos meus "colegas". Por isso limitei-me a ouvir.

Está esclarecido que tenho que ter um perfil adequado para o processo ser bem sucedido o que implica ter tido uma vida muito experiente em vários aspectos por forma a ser certificado que tenho competências ao nível do 12º ano. Para tal, tenho que elaborar um portefólio que inclua toda a história da minha vida sob as vertentes consideradas importantes para o processo. Tenho que demonstrar e provar competências sem que nada me seja ensinado. É assim que funciona este processo e isso não é novidade para mim. Afinal de contas foi através do R.V.C.C. que adquiri a equivalência ao 9º ano. (para o caso de quereres ler, está tudo explicado aqui)

Deixei a minha inscrição feita e agora só me resta deixar de pensar que não sei nada, que não sei fazer nada e que na minha vida não há nada que tenha o mínimo interesse ou valor para que eu seja possuidora do perfil desejável para este processo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Se calhar não sou tímida...

Hoje entrou na loja alguém de quem eu imediatamente reconheci a voz. Observei um pouco e tive a certeza de quem era:
- A senhora participou na minha sessão de júri no R.V.C.C. - disse eu.
Depois de algum espanto, a senhora respondeu:
- É natural... eu sou avaliadora externa.
- Eu estava ali a ouvi-la e a pensar: eu conheço esta voz. Não foi o seu rosto que eu reconheci mas sim, a sua voz.
Conversámos um pouco acerca dos meus projectos para o futuro, pois pretendo adquirir mais escolaridade.
Disse-me que não se lembra de mim o que é perfeitamente normal uma vez que desde Maio já participou em muitas sessões de júri. Pensei que tinha pena de não ser suficientemente especial para que ela se lembrasse de mim...
Mas agora, pensando bem... até é giro pensar que eu que digo que sou tímida, na minha vida profissional me dê tantas vezes ímpetos deste género: abordar de uma forma directa as pessoas, afirmando que as conheço e não duvidando nem um pouco disso mesmo.
Já outras vezes abordei as pessoas simples e directamente. Até já escrevi no blog algumas, por exemplo aqui e aqui. Se calhar não sou assim tão tímida...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

TEXTO R.V.C.C.

O texto que se segue foi o trabalho que apresentei na área de Língua Portuguesa. De uma lista de 12 temas eu escolhi este. Pareceu-me ser o que eu conseguiria desenvolver melhor. Apenas quero salientar que este trabalho foi executado em Novembro de 2006. Agora fala-se e ouve-se muito acerca deste tema mas naquela data nem por isso.


IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

"Eu sei que o título que dá início a este texto é uma utopia.
As oportunidades deveriam ser iguais para todos, mas isso é impossível de praticar.
A minha ideia de que nem todos têm as mesmas oportunidades baseia-se no seguinte: o dinheiro não está distribuído igualmente por todos; uns têm mais outros menos.
À partida, as classes mais desfavorecidas economicamente não terão as mesmas oportunidades que as classes mais favorecidas.
A oferta é muito mais vasta e variada nas grandes cidades porque existem mais pessoas.
É sabido que a população consome todo o tipo de artigos. Para haver consumo tem que haver produção, não existem uma sem a outra e a necessidade de produzir aumenta a empregabilidade.
É necessário haver empresas para empregar cidadãos de modo a produzir o que irá ser consumido.
Para quem vive nas grandes cidades aumentam as possibilidades de vir a ter uma emprego melhor. Quanto a mim, um emprego melhor é um emprego em que se obtenha um rendimento financeiro minimamente aceitável, perto de casa e que contenha tarefas agradáveis para quem as executa.
Mas, a igualdade de oportunidades gera competitividade. Eu defendo que as oportunidades deveriam ser iguais para todos porque acredito que a competição pode ser encarada de maneira saudável.
Nos últimos anos, tem-se promovido a igualdade de oportunidades. O processo Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências é prova desse crescimento de igualdade entre os portugueses.
Agora, qualquer adulto que queira o tal dito emprego melhor e que não tenha habilitações literárias suficientes, pode adquirir um grau de escolaridade mais elevado com o processo R.V.C.C.
Há uns meses atrás, vi num programa de TV uma reportagem que falava de algo que achei interessante. O tema era: a sociedade está cada vez mais homogénea e uniforme porque todas as classes sociais têm acesso a quase tudo.
Hoje em dia , é cada vez mais comum as famílias terem a vida facilitada de modo a poderem melhorar as suas condições. Não causa espanto os lares portugueses possuírem casa e viatura própria, telemóvel, computador, etc.
A Internet oferece grande facilidade e rapidez em informação, contribuindo para promover a igualdade.
É um pouco como o título deste texto: Igualdade de Oportunidades...
O próximo ano, será o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos e pretende dar a conhecer os malefícios da discriminação.
À semelhança das realizações do Ano Europeu contra o Racismo em 1997 e do Ano Europeu das Pessoas com Deficiências em 2003, o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos apela a uma sociedade mais solidária.
A população mundial é diversa na sua essência e é preciso demonstrar que igualdade não significa uniformidade.
O Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, pretende alertar para que, independentemente do grau de cultura, posição social, sexo, profissão, religião, idade ou incapacidade física, se valorize as diferenças e se tire, inclusivé, partido delas.
Este trabalho é o resultado do meu ponto de vista pessoal antes e depois de ter pesquisado acerca deste assunto."

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Agradecimento e divulgação do sucedido


Em primeiro lugar quero agradecer a todos os votos de boa sorte que aqui deixaram.
E agora segue-se uma descrição resumida da sessão de júri que aconteceu hoje:

Apresentei-me, contei a minha vida a nível profissional, tempos livres e projectos para o futuro. Deu-me uma branca - eu sabia... - mas lá continuei e acabei num instantinho porque sou pouco faladora e fiquei à espera de ouvir o que os técnicos, hoje na qualidade de avaliadores, e a avaliadora externa tinham a dizer. Confesso que nunca pensei ouvir dizer tanto bem de todos os trabalhos executados durante o processo. Hoje a minha auto-estima está lá em cima...
É de relevar o seguinte:

...sou uma pessoa com uma personalidade multifacetada, sou criativa, intuitiva e inteligente, embora não se detectem inicialmente estas qualidades em mim. Seria preciso mais tempo de trabalho para aprofundar mais e melhor essas e todas as outras qualidades que possuo.

... tenho facilidade em escrever ou falar sobre qualquer assunto. O texto que preparei foi elogiado bem como o facto de escrever sem erros ortográficos ou gramaticais. Posteriormente publicarei esse mesmo texto aqui.

... foi enfatizado o facto de eu ter um blog e de ser uma auto-didacta, porque aprendi a trabalhar num computador praticamente sozinha. Elogiaram-me pelo facto de ser obstinada, porque demonstrei que sempre que é preciso fazer algo, eu arregaço as mangas e aí vou eu. Disseram-me que eu estou a perder-me atrás de um balcão e aconselharam-me a procurar aumentar o grau de escolaridade.

Hoje estou muito feliz e sinto-me uma grande mulher.

domingo, 10 de junho de 2007

Ansiosa e curiosa


Durante o dia de hoje tenho pensado no dia de amanhã. Amanhã é o dia em que vou finalmente ter a sessão de júri e concluir - assim espero - o processo R.V.C.C.
Hoje estou um pouco apreensiva, e se bem me conheço, amanhã estarei muito ansiosa. Vou ter que falar perante uma data de gente que não conheço e por acaso até acho que isso pode ser uma mais-valia. Sendo pessoas que não conheço de lado nenhum é mais fácil gerir os nervos e a ansiedade. Penso que se fizer má figura, se me enganar, se me der uma branca, se gaguejar, se corar... ao menos ninguém me conhece. Este é um dos pensamentos típicos da minha timidez. Mas alternando com a minha - já aqui tão falada - timidez, também penso que aquilo vai ser muito giro e que vou passar momentos inesquecíveis, uma vez que os três técnicos que me acompanharam durante todo o processo vão falar também eles acerca de mim e do meu trabalho. E eu estou muito curiosa de ouvi-los.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Hoje estou felicíssima...


... e muito aliviada!... Concluí, finalmente, o trabalho de T.I.C. Estava um pouco nervosa e algo apreensiva porque tinha receio de não conseguir fazer o trabalho lá, ao pé do Técnico. Mas consegui!... O tabalho do Word, o trabalho do PowerPoint, o trabalho do Excel e tudo...
É muito bom quando nos propomos fazer algo e conseguimos, dá um enorme ânimo.
Agora só falta o resto, que não é tão pouco como isso. A próxima sessão será para decidir a estratégia para o grande dia em que terei que explicar perante um Juiz porque é que eu acho que mereço ter o 9º ano.
Vamos a isso!
foto: Jardim Fernando Pessa - Lisboa, Abril de 2007

terça-feira, 24 de abril de 2007

Retoma...

Já há algum tempo que não escrevo acerca do R.V.C.C. Existe um motivo para isso. Conforme já aqui escrevi, neste processo é tido em conta o que eu sei, por isso, não ensinam nada. E eu ando a ver se aprendo a fazer um trabalho no PC... sózinha e sem ajuda de ninguém. E isto está difícil...
Ontem à hora do almoço, enchi-me de coragem, arranquei de esticão e fui lá ter com o Técnico. Disse-lhe que não me esqueci (tenho um prazo de 3 anos para concluir o processo), mas tenho andado a ver se aprendo a fazer bem o trabalho e que a minha maior dificuldade é o Excel, que é dificílimo de aprender a trabalhar sem ajuda de ninguém. Em relação ao Word e ao Power Point a "coisa" está mais ou menos até porque não é tão difícil assim de descobrir sózinha como funcionam esses programas. Mas agora o Excel... é o Ecxel não é verdade?
Bom... fiquei de retomar no próximo dia 3 de Maio e até lá tenho que ter tempo e paciência para progredir. Vamos ver se consigo. Quero ver se sim...
:-)

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Hoje lembrei-me que há uns post's atrás escrevi que ia dando notícias acerca de como se iria desenrolando o processo R.V.C.C. e que na realidade, quase não o tenho feito. Assim sendo, resolvi escrever acerca disso hoje.
Até agora concluí duas etapas. A primeira consistia em contar a história da minha vida através de questionários que abordam vários temas e áreas da minha vida. Só vos digo que em todas as sessões que tive saí sempre muito cansada mentalmente. Nunca pensei que fosse tão cansativo rebuscar na minha memória lembranças da infância, adolescência e a vida adulta. É desta maneira que o técnico consegue saber o que eu aprendi com a minha vida, para que as minhas competências possam ser reconhecidas e certificadas. E estou eu habituada a escrever, imagino se não estivesse...
A seguir veio a Língua Portuguesa. Esta é a área em que me sinto mais à vontade, mas não posso dizer que tenha sido fácil. Fiz alguns exercícios, um trabalho de grupo, de uma lista de doze temas escolhi um e escrevi quatro folhas A4 manuscritas e tive que falar em público durante três minutos. Resumidamente contei como foi a minha vida, onde trabalho, o que faço nos tempos livres e quais são os meus projectos para o futuro. Esta última foi particularmente difícil para mim porque sou tímida. Mas... também sei ser destemida se o acontecimento assim o pede. Não nego que me passou pela cabeça desistir, mas dei a volta por cima porque afinal de contas sou adulta. Não me deixei levar pelo desânimo e quando chegou a minha vez de falar lá fui eu cheia de coragem de falar alto e bom som para uma dezena e meia de pessoas. Entre elas estava o técnico que me disse que eu tinha estado muito bem, nem parecia que estava nervosa e que lhe tinha agradado muito o facto de eu ter posto um toque de humor quando falei.
Ter falado em público desta vez, nada mais é do que um ensaio ou uma preparação para o dia em que for a sessão de júri. Mas ainda é cedo para me preocupar com isso.
Por hoje, as notícias ficam por aqui.

Bom resto de semana para todos!!!

domingo, 19 de novembro de 2006

Desculpem lá...

... mas não tenho tido tempinho nenhum para visitar e muito menos para comentar os vossos blog's. :-(
O tempo que eu usava para isso agora tenho que o gastar a fazer os trabalhos de casa para o processo R.V.C.C. que vai de vento em pôpa. A primeira parte já está feita.
Nunca pensei que fosse tão difícil falar acerca de mim e da minha vida a alguém. O resultado é positivo e as prespectivas são boas. Estou expectante em relação ao que virá. Sei que não será fácil, mas o que vier cá estarei para cumprir e dar o meu melhor.

Boa semana para todos!!!

domingo, 15 de outubro de 2006

Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências

Ando envolvida num processo que me vai permitir adquirir a equivalência ao 9º ano.
Desde que comecei, tenho hesitado várias vezes em escrever acerca disso aqui. Tenho a certeza daquilo que quero fazer, mas não tenho a certeza de vir a conseguir e é por isso que tenho hesitado até hoje em divulgar aqui esta actividade.
A única coisa que até hoje me arrependo de ter feito na minha vida é ter largado a escola assim que completei o 6º ano.
Tomei conhecimento deste processo que se chama Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências porque alguém que eu conheço me divulgou. É um processo que leva em conta o que eu sei, o que eu aprendi com a minha vida. Vão reconhecer, validar e certificar as minhas competências.
Assim que soube, não quis deixar escapar a oportunidade nem quis deixar arrefecer a ideia e tratei logo de começar o mais rapidamente possível. Já lá estou.
Aparentemente parece um processo muito fácil de executar, mas não é. Até porque seria uma grande injustiça para quem anda 3 anos a carregar livros e a "matar" a cabeça a estudar, chegar alguém e com a maior das facilidades ter o 9º ano. É por isso mesmo que se chama equivalência.
Ainda só tive 2 sessões, uma de esclarecimento acerca de todo o processo, em que nada tive que fazer, apenas escutar e entender. A segunda tive que fazer uns exercícios básicos de português e matemática. O português correu-me muito bem, executei todos os exercícios rapidamente, sem hesitações. Nunca tive problemas com gramática ou ortografia. A matemática... pois... na matemática também nunca tive problemas em aprendê-la na escola. O que acontece é que a matemática que nós aprendemos na escola nada tem a ver com a matemática que usamos no dia-a-dia, por isso se varre tudo da memória assim que deixamos de fazer aqules exercícios, mas correu-me tudo muito bem. Também tive que responder a perguntas acerca de coisas básicas de informática e o técnico ficou agradavelmente surpreendido com a rapidez de raciocínio e com a facilidade que tenho em converter em palavras escritas o que quero dizer e tal... fiquei toda contente, claro. Resumindo, estou empolgada com isto e não vou deixar passar em frente dos meus olhos uma oportunidade destas e não a agarrar com unhas e dentes.
Vou também aproveitar para divulgar aqui o processo R.V.C.C.
As iniciais querem dizer o que leêm no título deste post e a sede fica situada na Avenida Almirante Reis nº 45- r/c dtº em Lisboa. Se quiserem visitar o site para mais informação também podem fazê-lo acedendo a:www.inovinter.pt.

Eu vou dando notícias. :-)