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terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Ricos filhos
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| Lisboa, 30 de junho de 2012 |
Hum, é só mais uma coisita da minha historinha, ok? Mais concretamente acerca do lançamento da obra. Uma coisita, não, várias coisitas mas todas com os ricos filhos em papel principal.
O rico filho disse aos amigos que ia a uma ‘cena’ da mãe.
A rica filha comenta com o mano que íamos àquele lugar creepy.
Para eles aquele lugar ('Fábrica do Braço de Prata') é um lugar antigo, fantástico, no sentido de fantasia, tem muitos recantos, o ambiente é obscuro, se o visitarmos de noite, que foi o que fizemos aquando da primeira visita, e ainda sugere os maçons, que é uma estirpe que desagrada em especial à rica filha, por um motivo qualquer que nem sei desenvolver...
A rica filha já leu o conto. Diz que é giro. Logo a seguir pergunta de rajada quem é a merceeira...
O rico filha ainda não leu, talvez por não ter a paixão que a mana tem pela escrita não se lhe chega a curiosidade de ver o que a mãe é capaz de fazer em matéria literária. Tenho de insistir um bocado...
Desde sábado à noite que ao deitar me despeço deles assim: 'Até amanhã, ricos filhos! Digam assim: até amanhã, mãe escritora!'
Não sei se a esta onda ainda terá lugar esta noite, que se me está a acabar o inchaço do ego e o caraças...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Recadinho
Que atencioso é este jovem! Combinação após a hora de deitar dos pais dá num recadinho assim. Que primor...
Notícias do Europeu de Futebol
Não é que sejam propriamente notícias do europeu. É mais um ponto de vista de alguém que não percebe nada do assunto e ademais está completamente fora dessa área mas gosta de escrever umas coisinhas que a seu ver estarão relacionadas com essa imensa temática que é o futebol.
Ontem diziam para a gente se vestir de vermelho e verde, para animar o país. Ainda me lembrei: cor-de-laranja, serve? Os meus óculos são vermelhos, será que anima o pessoal?
Pois é, perdemos. Tenho pena, não ligo ao futebol mas ligo ao patriotismo, o qual cresce imenso quando se vivem estes campeonatos, por acréscimo, indução, pouco me importa.
Perdemos. Não sei o resultado, não vou ligar ao rico filho para saber, perdemos e pronto.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Mudanças de poisos
Adquiri uma nova prateleira que foi capazmente colocada numa parede da cozinha e fiz umas mudançazitas nos armários. Ora bem, normalmente são os ricos filhos quem arruma as louças e devo dizer que durante o fim-de-semana fui dar com tudo trocado, ou seja, ao modo antigo, ou ainda encafuado onde dava mais jeito. É melhor ajudar os jovenzinhos, vá lá.
Ricos filhos, é assim:
Na prateleira nova estão os tachos e as panelas. As chávenas de leite e de café bem como os pratinhos que lhes pertencem fugiram para o lugar dos tachos e as taças de plástico para o lugar das panelas. No sítio das canecas encontramos agora as taças de vidro.
O sítio das taças de plástico e das de vidro está vazio, ao momento. Um dia a mãe terá tempo para o encher, garanto, não quero que vos falte nada.
domingo, 24 de junho de 2012
Na praia...
Agora chamam Salvador, Tomé e Afonso às criancinhas. Não tarda regressarão os Adéritos e os Teodoros.
A rica filha diz que o meu vestido lhe faz lembrar um filme qualquer (ela sabe qual é, nomeou-o inclusive, eu é que não me lembro), deve ser por causa do cor-de-laranja. A lembrança dela, quero eu dizer.
É assim a vida... Praia. Um dia vamos de férias! Daqui a dois meses, mais concretamente. Até lá temos muito verão a viver. Muita praia, muita onda, calor. Sardinhas, entremeada, pimentos. Caracóis, cerveja. Livros, leitura, escrita. É assim a vida.



São Julião, 24 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Opções doces, docinhas e boas, para o fim-de-semana
Arroz doce. Tenho saudades de sentir aquele cremezinho doce e acre na boca e das cócegas da canela na garganta.
Bolo de Amêndoa moída do blogue 'Come chocolates, pequena'; aproveitar as claras do arroz doce. Ora bem... No aproveitar há ganho.
Cheesecake com os morangos lá dentro, à mistura. Deve ser bom. Nem anuncio a ideia aos ricos filhos, eles devem gostar na mesma. Não esquecer de deixar os morangos macerar uns bons minutos num pouco de açúcar antes de proceder à mistura.
Nota importante: Comprar morangos. Imprescindível.
Esqueci-me!
Esqueci-me da pen em casa. Que grande chatice! Tinha apontado umas coisitas para depois desenvolver e não me lembro mesmo o que escrevinhei...
Liguei para a rica filha. Ela introduziu a pen no pc, abriu a pasta, o documento e ditou-me os tópicos que eu digitara ontem à noite num acesso de memória repentina. Foi giro ouvir a rapariga vocalizando aquelas palavras com pouco nexo para os demais, fartei-me de rir. Ouvi os meus tópicos lidos por alguém que me conhece bastante bem mas não lê o que escrevo nem conhece os trâmites que uso para escrever. Posso dizer que foi mesmo muito engraçado.
Esses tópicos, não estando de modo nenhum despegados do meu pensamento, o certo é que não figurarão no blogue na sua forma original. Não me convém desvendá-los em estado puro e, a bem dizer, irreal.
Notícias do Europeu de Futebol
Não é que sejam propriamente notícias do europeu. É mais um ponto de vista de alguém que não percebe nada do assunto e ademais está completamente fora dessa área mas gosta de escrever umas coisinhas que a seu ver estarão relacionadas com essa imensa temática que é o futebol.
Ontem...
• São quatro e tal da tarde. Não há clientes. Não há clientes, repito, para ficar percebido. É incrível como o futebol para um país.
• São seis e picos, a tarde vai longa neste dia maior do ano; solestício de verão. Não há clientes, estou petrificada com a situação.
• Fim de expediente. Não houve um único cliente em toda a tarde. Só se viam grupinhos de pessoas claramente a caminho do lugar de onde veriam o jogo e ouvia-se um burburinho ansioso pela cidade inteira.
• Portugal ganhou à República Checa: 1 - 0. Vá lá, vá lá. Ao menos isso.
• Como já referi num post anterior, o sinal por cabo chega primeiro à casa dos meus vizinhos. Quando foi aquele primeiro golo (anulado por fora de jogo) a malta lá de baixo gritou à farta. Chego-me ao pé da família e anuncio que vai ser golo, vai ser golo, vai ser golo... Foi anulado, o que deitou por terra a alegria imensa da malta. Logo a rica filha se lembrou que enquanto a gente festejava o golo os vizinhos já sabiam da anulação e que isso não tinha graça nenhuma...
Hoje...
• Depois de dois (acho que foram dois) remates aos postes da baliza adversária o Cristiano Ronaldo lá enfiou a bola, marcou. Hoje é um herói, o mundo inteiro fala deste homem. É português, viram só quanto valemos?
terça-feira, 19 de junho de 2012
Visão: ricos filhos
Um jovem particularmente curioso (do qual já escrevi duas ou três vezes mas não lembro qual o nome que lhe pus, de maneiras que fica jovem particularmente curioso e pronto) perguntou-me sem medos se as fotografias dos ricos filhos estão ali há muito tempo, pois só agora reparou nelas. Respondo no meu ar... Nem sei qual era o meu ar, para ser sincera, às vezes é uma canseira andar a definir-me, outros que vejam, abordem, refiram. Eu tinha um ar qualquer, lá isso tinha, há sempre uma expressão no rosto.
Adiante.
Disse ao moço que os ricos filhos estão aqui especados, congelados num dado segundo das suas vidas, ao alcance de muitos olhares, assim as cabeças se virem nesta direção, desde o Natal, altura em que fiz na loja umas 'limpezas com alguma profundidade'.
Nessa altura, aqui no blogue fiz um grande alarido dessa atividade solitária e inglória, criei montes de posts sobre essa temática, que poucos devem ter lido. Mas foi bom escrever essas ninharias. Necessário, quiçá. Tenho necessidade de acompanhamento, se imaginário tanto me faz, um blogue é extraordinário nesse campo.
O balcão saloio
Fui às lojas da saloiada, um destes dias. Duas lojas. Por causa das minhas costuras e dos meus trapos.
Na primeira loja, uma retrosaria, entrei para comprar dois fechos de vinte e cinco centímetros, um amarelo vivo, outro rosa chocante. A funcionária diz que não tinha essas cores no comprimento que eu desejava. Fiquei consternada, ora bolas e agora, como é que eu vou fazer as saias daquele modelo com cós alto... Devo ter aparentado um desalento tão grande que a senhora, não primando nada pela simpatia, devo dizer (já conheço, sei do que falo), mostra-me um sorriso forçado e explica à laia de desculpa que nessas cores pouco comuns não costuma comercializar essa medida de fechos... Hum, 'essas cores pouco comuns', é?! Ó 'miga, você modernize-se, olhe lá isso!
Na segunda loja, uma papelaria, entrei porque precisava de papel vegetal para sacar os moldes para as minhas roupinhas. Cheguei à hora exata da abertura, 9:30. Observei a funcionária levantando a grade, acendendo as luzes, pousando a mala, tirando o casaco... Conheço estes trâmites mas ao contrário. Se conheço! Enquanto ela tratava de se aprontar para iniciar a jorna, ia pousando o olhar nas flores da minha mala. As mulheres daqui são destemidamente observadoras, o que se pode confundir com inveja. A minha mala é muito gira, não é?, tive vontade de perguntar mas deixei-me disso. Depois, no atendimento, passou-lhe a onda da observação intensa, recebi uns sorrisos apagados, já sou meio conhecida de quando ia lá comprar os livros escolares dos ricos filhos, eventualmente será por isso, porque ali também não impera a simpatia.
Eu, empregada de balcão, funcionária briosa e cativante… Ná, estou a exagerar, olha lá o ego.
Estavam a fugir-me os dedos para a verdade, não era exagero nenhum, podia ser o ego, sim senhores, mas um ego pequenino, contido, razoável. Eu ia dizer somente que o atendimento saloio é muito diferente do que se pratica na capital, na saloiada as pessoas não têm uma necessidade tão premente de se mostrarem prestáveis e simpáticas, não precisam de agarrar o cliente como na capital, digamos que os saloios, ou as pessoas que vivem em meios pequenos, não podem fugir dali, ir a outro lado, outra loja, não há muito por onde escolher. Para mim isto é notório porque sou balconista…
Levanto a grade;
acendo as luzes;
pouso a mala;
tiro o casaco.
Notícias do Europeu de Futebol
Não é que sejam propriamente notícias do europeu. É mais um ponto de vista de alguém que não percebe nada do assunto e ademais está completamente fora dessa área mas gosta de escrever umas coisinhas que a seu ver estarão relacionadas com essa imensa temática que é o futebol.
Pois é verdade, sou tão desprendida do futebol que ontem esqueci completamente de referir a nacionalidade dos adversários dos nossos jogadores no três jogos já realizados. Agora, dando voltas e mais voltas ao miolo, não me lembro, nem por sombras, devo dizer, quem foram os outros onze homens que andaram aos pontapés à bola durante uma hora e meia. Vou ligar ao rico filho, o meu informador particular de tudo quanto move o futebol.
…...............................................................
Já está. Eis as informações:
Alemanha – Portugal... 2-1 vitória da Alemanha
Dinamarca – Portugal... 3-2 vitória de Portugal
Holanda – Portugal... 2-1 vitória de Portugal
As equipas são apresentadas nas partidas deste género por ordem alfabética...
Não sei, a mim dá-me essa impressão. O rico filho diz que sim.
Os resultados finais ou o que o marcador apresenta a dado momento do jogo é verbalizado por ordem decrescente...
Eu acho que sim. O rico filho diz que não é necessariamente assim.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Notícias do Europeu de Futebol
Não é que sejam propriamente notícias do europeu. É mais um ponto de vista de alguém que não percebe nada do assunto e ademais está completamente fora dessa área mas gosta de escrever umas coisinhas que a seu ver estarão relacionadas com essa imensa temática que é o futebol.
Há dois anos publiquei no blogue as 'Notícias do Mundial'. A dada altura estava cansada do assunto, em particular quando Portugal saiu de cena.
Acerca deste Europeu que agora decorre, publiquei um postzinho há dias e entretanto não tenho tido grande oportunidade de escrever mais e também tenho um certo receio de me cansar do tema, tal como aconteceu no Mundial. No entanto, vou esquecer tudo isso já a seguir.
- No dia do primeiro jogo de Portugal entraram-me pela casa adentro dezasseis jovens dentro da idade do rico filho (17). Éramos um total de vinte pessoas lá em casa, todos a ver o jogo com grande entusiasmo e atenção. Excetuando a minha pessoa... Eu estive a ver umas coisas no computador, não tenho lá muita paciência para ver futebol.
- Hoje em dia os jovens têm uma autonomia fantástica. Veja-se: na minha mesa havia pizas, salgados, batatas fritas de pacote, rebuçados, sumos, colas, uma grade de minis e... Água. Tudo organizado e comprado por eles. Quem efetuou a compra das minis foi um dos moços mais velhos, que o homem do supermercado dizia que não podia vender álcool a menores.
- Devo dizer que o rico filho havia pedido autorização para levar lá uns colegas para verem o jogo e se podiam comer umas pizas e tal mas confesso que nunca me passou pela cabeça que fossem tantos rapazes e raparigas. Quando tocaram à campainha e se abriu a porta eu só via era miúdos bem mais altos que eu a passar por mim, dando as boas-tardes e apresentando-se a eles mesmos. Fiquei deveras impressionada.
- A seguir fiquei impressionada com a capacidade que algumas pessoas têm para fazer contas futebolísticas. Se este perder com aquele passo o outros mas se empatarem já não vai ser assim aí vem outro tomar o seu lugar... Oh céus! Como é que alguém entende a matemática do futebol?!
- Entretanto ocorreu outro jogo de Portugal do qual não tenho qualquer memória.
- E ontem Portugal lá passou, hã? O jogo a decorrer e eu de roda do computador a tratar das minhas coisinhas...Ouço gritar lá fora: 'Golo!' mas cá em casa tudo calado. Ou seja, alguém recebe o sinal por cabo antes de nós, então vou direita à sala onde está reunida a família e anuncio: 'Vai ser golo.' Aconteceu assim duas vezes. Dois golos, duas antevisões. Não é que tenha feito diferença, até poque aquela malta está tão encegueirada pela TV que nem me ouve. Mas é giro, isto assim. O futebol é divertido, afinal. Eu, que não gosto de futebol, acabo por saber antecipadamente acerca dos golos e o caraças...
- E hoje, segunda-feira, depois de passadas as horas de aflição mas ainda em fase de rescaldo, pois como se sabe isto do futebol é vivido ao rubro... Eis que: disputar taças ou títulos a nível internacional tem o condão de vivificar o patriotismo que todos possuímos. Esta introdução serve para reforçar o seguinte: uma senhora passeia na rua envergando umas calças vermelhas e um casaco verde. Verde bandeira, pois é. Só fazia falta o escudo em amarelo. Provavelmente ela não terá tido tempo de o arranjar. Em forma de cinto, já se vê.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Hoje o Luís faz anos
Este ano quero dedicar uma canção ao meu amor, que faz anos hoje.
Antes de mais destaco que me esfalfei, queria encontrar canções portuguesas que combinassem com o dia e a pessoa em si mas a busca revelou-se infrutífera. Portanto, voltei-me para os inglesismos e companhia.
Lembrei-me de 'Loving you is a dirty job but somebody's got to do it', Bonnie Taylor, mas depois de pensar melhor na letra achei que poderia parecer mal por meter sujeiras ... porque ele é um homem muito asseado.
Entretanto passei ao 'Born to be alive', Patrick Hernandez, mas o poema não era suficientemente giro ou certeiro, sei lá, não era a canção.
Finalmente decidi-me por uma canção da Britney Spears, 'I was born to make you happy', porque tem tudo a ver com a malta cá de casa. Ora veja-se:
O aniversariante não gosta do estilo da Britney Spears...
O rico filho tanto se lhe dá que a Britney Spears exista ou então não.
A rica filha é capaz de ouvir esta canção vinte vezes seguidas.
E eu... Bem, eu... Devo dizer que este é um dos meus guilty pleasures, sei perfeitamente que a canção não tem muita qualidade, não passa duma lamechice pirosa mas agrada-me bastante ouvi-la. E enquanto ouvia vezes sem conta 'I was born to make you happy' (culpa da rica filha), fez-se luz, é mesmo esta canção que vai figurar no post de aniversário do Luís!
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Comprei-lhe um manjerico.
Quando era puto a tia Matilde oferecia-lhe um manjerico no dia do seu aniversário, costume que durou até à adolescência.
Ontem comprei-lhe um manjerico.
Durante muitos anos senti-me como que invasora de espaços e costumes alheios, olha eu a oferecer-lhe um manjerico quando a sua tia Matilde já tinha essa ideia desde tempos tão remotos!
Depois passou-me...
Ontem tirei fotografias ao manjerico.


segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Vestidos
A rica filha é uma jovem mulher frontal e direta. O que é agradável...
Mãe, que vestido tão giro!
Ou então não...
Mãe, que raio de vestido é esse? Tens uma saia do mesmo padrão por baixo?!
Mãe, que vestido tão giro!
Ou então não...
Mãe, que raio de vestido é esse? Tens uma saia do mesmo padrão por baixo?!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Fui ao senhor doutor
Fui ao senhor doutor do trabalho. Diz que tenho uns pulmões e uma tensão arterial normalíssimos e não senti nenhuma dor nauseante quando ele me pressionou o fígado. Ah, e o meu coração bate muito certinho. Palavras dele.
O coração a bater certinho... Homessa, eu que vivo apaixonada!
Há uns anos atrás este senhor doutor queria queixas, 'vá, menina, queixe-se!', dizia ele. Nunca lhe fiz a vontade, tenho queixas, e até tenho doenças, na sua maioria profissionais, mas nunca lhas divulguei na totalidade, apenas as doenças e queixas 'normais' estão nos registos deste senhor.
Receituário também não há, o que não será de estranhar.
Este tipo de consulta, a que vou de dois em dois anos, faz-me lembrar as idas ao pediatra, aquando da infância dos ricos filhos. A gente ia lá para lhes ser medido o comprimento, ou a altura, dependendo da idade das crianças, o perímetro cefálico e o peso. Também lhes era apalpado o fígado e auscultado o coraçãozinho. Estava sempre tudo normal, salvo raríssimas exceções. A única diferença será talvez o facto de essas consultas ser eu a pagá-las, enquanto esta minha... Não.
Este tipo de consulta, a que vou de dois em dois anos, faz-me lembrar as idas ao pediatra, aquando da infância dos ricos filhos. A gente ia lá para lhes ser medido o comprimento, ou a altura, dependendo da idade das crianças, o perímetro cefálico e o peso. Também lhes era apalpado o fígado e auscultado o coraçãozinho. Estava sempre tudo normal, salvo raríssimas exceções. A única diferença será talvez o facto de essas consultas ser eu a pagá-las, enquanto esta minha... Não.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Ricos Filhos
É Dia Mundial da Criança. Note bem: os ricos filhos já não são crianças. Ainda assim, note muito, muito bem: vão ter post neste dia especial porque foram as minhas crianças.
Um dia desses o meu casalinho de filhos foi apresentado a um velho senhor que assim que os olhou logo comentou que tinham ambos um ar árabe. Justa observação, há que dizê-lo, mais de metade da sua ascendência é moura, muito moura mesmo.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O volante
Vínhamos os quatro no carro. Apeteceu-me agarrar no volante, vibrar, dominar, controlar. Anuindo à minha vontade o Luís parou o carro numa paragem de autocarro e trocámos de lugar. Cheguei o banco à frente e amanhei os espelhos. Será que ainda sei conduzir, pensei eu. Não demorei nada de tempo a esquecer a dúvida, arranquei normalmente, como se conduzir fizesse parte do meu quotidiano. Depois acelerei um bocadinho e ia falando e rindo alegremente com a família, que eu, sei lá porquê, quando conduzo falo mais do que quando sou conduzida. O Luís ia fazendo referência à velocidade e tal, como quem não quer a coisa, olha aí as curvas, tu vê lá, fingindo-se mais descontraído do que efetivamente estava. Ah e tal, as pessoas que não conduzem habitualmente têm mais tendência para acelerar e coiso, é mesmo assim, para nós que estamos habituados não é tão emocionante e mais não sei o quê. Eu ria-me muito e ia conduzindo destemidamente, muito embora demasiado veloz, confesso, e cheia daquele prazer malvado que faz tão bem... Vai daí, lembro-me de perguntar aos ricos filhos que tal se sentiam com a mãe ao volante. O rico fiho diz simplesmente: 'bem' e a rica filha vai um pouco mais além e meio pensativa diz: 'hum, é mais divertido...'
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Profissão
Se eu não tivesse esta profissão teria outra. Hum, que saber magnífico, que conclusão extática... Estou aqui que não posso, tal é o deleite que sinto.
Pois é.
Se eu não tivesse esta profissão, pela qual não morro de amores – é assim que costumo referir-me ao (des)interesse que nutro pela dita – não experimentaria certas vivências, aqui aparece todo o tipo de pessoas, um balcão é o mundo, tão somente. Veja-se o caso do raminho de flores (clicar aqui), por exemplo.
Conversei com a rica filha acerca das estranhezas de determinada pessoa e ela muito espantada perguntou-me se realmente existem pessoas assim, concluindo depois que as mesmas afinal não aparecem só nos filmes, existem realmente.
'A arte imita a vida' (Óscar Wilde) e não o contrário...
Existem sim, rica filha, acredita. É por isso que tenho a vida facilitada, uma vez que gosto de escrever, tenho o balcão e ainda a benesse de entrar na casa dalguns clientes, o que me permite observar as pessoas numa vertente particular e genuína, e portanto, assaz reveladora.
Sou uma privilegiada, bem sei.
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