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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As férias

Dona Alda: - Já se acabaram as férias?

Dona Gina: - Pois então, não duram sempre...

Dona Alda: - Ah pois é, pois é.

Dona Gina: - Um dia arranjo umas férias assim como as suas, dona Alda...

Dona Alda: - Ah! Ah! Ah! Ah!


Nota de rodapé:
Suponho que este seja o último post da saga Férias 2011...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Então e as férias?

Olá!
Por enquanto está tudo bem, obrigadinha. Só tenho uma pele do dedo levantada, já pus um bocadinho de creme, de maneiras que prontus... já passou.
Ah, e descobri que havia deixado algures na minha secretária um lenço ranhoso.
De resto está-se bem e prospera-se.
Beijinhos para vocês todos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O derradeiro

Porto - Estação de São Bento, 3 de Outubro de 2011

São onze e tal, o dia finda. Hoje foi o meu último dia de férias, já não há mais. Não vou chorar, não vale a pena, ninguém me limpa as lágrimas. Não tenho saudades do trabalho nem tenho saudades de ninguém. Ainda assim amanhã terei um dia giro, cheio de atenções, toda a gente vai perguntar das férias e também vão querer saber se já acabaram. E eu respondo mecanicamente, que é para não me baralhar toda com a atenção que me vão dedicar. Mesmo não querendo saber vão andar todo o dia 'então e as férias? então e as férias? então e as férias?'. Só tenho uma saudade: escrever fluentemente. Porque é lá, no trabalho, que a minha escrita flui. Que se há-de fazer?
Até amanhã, então.

Nota: na foto, a única pessoa que não está desfocada... Sou eu, claro. Maravilhas deste tempo moderno.

Tenho tempo... E como tenho tempo...

... Tenho navegado bastante pela blogosfera. Compreendi que é muito bem capaz de o meu blogue interessar a poucos, uma vez que há tantos blogues que não me interessam nada.

Tenho tempo... E como tenho tempo...

... Ando por aí a fazer zapping na TV. O povo português é realmente pouco criativo. Para quê dois canais com o mesmo tipo de programa?!

Hoje...

... Já fiz um funeral e lavei duas sanitas. Ao menos isso.

Almoço

(Muito saudável porque a comida não estava estragada aquando do clique. Mas agora já está toda estragadinha, claro.)

Recanto

Loures, 11 de Outubro de 2011

Vou aproveitar esta linda foto (tirada no caminho que tomei logo a seguir à pequena conversa de que fala o post anterior ali para os lados do Pavilhão Paz e Amizade - Loures) para registar algo igualmente belo.
Vi o rico filho lá no meio da maralha. Não que seja muito diferente dos jovens da sua idade e àquela hora a entrada do liceu agitava-se em plena atividade frenética, mas ele destacou-se imediatamente no meu olhar. Porque sou mãe dele, seria difícil o meu olhar não pousar imediatamente na sua figura. Vinha entretido na conversa com um rapaz e uma rapariga, de repente viu-me:
- Olha a minha mãe!

Talvez não pareça mas...

... De férias também trabalho. Há as porras do costume para fazer, a grande (e quão grande!) diferença é que não tenho de andar à pressa como andaria se já tivesse regressado ao trabalho.
Para além das porras do costume que constituem o trabalho doméstico diário, há outros afazeres: os esporádicos, aqueles que se fazem lá de quando em quando, como diria a minha mãe. Executei alguns desses ontem, dentre eles:
 
  • Coloquei o boneco do Fernando Pessoa que trouxe do Porto no altar que tenho próprio para objetos especiais. Como o altar já começa a ter muitos santinhos (sem glória) achei melhor colocar na base um papelinho com o nome do local de aquisição e a data.
  • Arrumei os livros todos no lugar com as respetivas linhas manuscritas na página inicial descrevendo onde os adquiri e/ou quem mos ofereceu, data e rubrica da minha pessoa.
  • Lavei e forrei umas  prateleiras que andavam nuas à que tempos. Fixei o plástico com pionaises e martelei os mesmos com um martelo de madeira (daqueles que servem para tornar a carne macia) por pura preguiça de ir desarrumar a mala de ferramentas (completíssima e pesada como o raio que a parta) que há cá em casa.

Este último item prova, indubitavelmente, que na casa do ferreiro o espeto é de pau.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A propósito de tempo e de férias...

... Ainda, é verdade. 
Dediquei algum tempo a aceder aos blogues dos meus seguidores fantasma. Há um muito estranho, diz que tem uma unha negra- começa logo no título do blogue - , em todos os posts ele - ou ela, muito embora eu presuma vivamente que estas coisas só saem da cabeça de homens... - coloca a unhaca feia e escura com um plano de fundo qualquer e depois escreve acerca desse mesmo fundo e o post está pronto.
Torna-se engraçado - dentro do género e para quem gosta, claro - este tipo de criatividade mas também bastante limitativo. Eu cá sinto-me asfixiar... para mim seria terrível não sair da mesma lenga-lenga. Mas isso sou eu.

Uma pessoa tem de se exercitar...

Não que seja rapidamente percetível que esta mescla de cores sou eu a fazer ginástica... A verdade é que sou. Mesmo. Eu estava a saltar à corda e a tirar fotografias ao mesmo tempo, usando a mais moderna tecnologia que se dá por um nome que desconheço. Uma correria que só eu sei. Fiquei toda suada. E agora também me esfalfei um bocadinho para produzir esta imagem que não se parece com nada.


P.S.
Tenho tempo para estas parvoíces porque estou de férias, claro. Tenho o tempo e a parvoíce.

11:06

Entretanto fui estender a roupa e vi isto na (e da) minha varanda.

10:14

Hoje de manhãzinha, ainda mal desperta, já idealizava o que haveria de escrever. Imaginei que tiraria muitas fotografias no caminho e depois contava de todas as pessoas que veria no laboratório de análises clínicas. Escrevia na minha cabeça o que ainda não havia vivido; escrevia antes de viver. Mas não... Fotos, nada. Não senti vontade de fotografar as belas florinhas e as estradas pouco movimentadas desta cidade. Ainda que as florinhas mantenham um brilho invulgar para a época que se vive, este Outono está pouco outonal, ainda que na rua hajam pessoas, carros, movimento, não quis fotografar. Decidi que escreveria, ou por outra, descreveria a saída.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Passeio em Loures, a 7 de Outubro de 2011

Hoje houve passeio a pé. Eram oito e meia da manhã. Meti-me por uma desses ruas aqui da cidade de Loures onde não se vê ninguém, talvez por ser muito cedo. O buliço fica na estrada principal e aqui tudo é pacífico. Pacífico, não silencioso, há sempre o som de fundo duma auto-estrada (A8) muito movimentada, sejam lá que horas forem.
E lá fui eu, percorrendo uma das ruas de Loures onde ainda impera o antigo desta cidade. Clicando aqui e ali, como é hábito. Sentido um frescor corpinho acima e abaixo porque achei que estávamos no Verão... E afinal... Não.
Vi uma cobra, estava no meio do caminho, num troço de estrada onde não há alcatrão, apenas pó. Não tinha mais que vinte centímetros de comprimento e a grossura era a de um dos meus dedos mindinhos. Reprimi um gritinho, dei um satinho, mas não fui lá espicaçar a ver se estava viva ou morta. Isso não. Cliquei para o ar. Fui clicando. Pode comprovar-se já a seguir.







Águas

Lisboa - Cais do Sodré, 6 de Outubro de 2011
Não sei o que é 'a minha onda'. Sei que não quero surfar todas e sei que nem todas chegarão até mim neste mar calmo de agora. Mas não sei qual é 'a a minha onda', em qual delas tomar boleia, qual delas é a minha.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Já agora...

... Estou de férias!

O sol

Ontem havia sol na minha cozinha, o que não é vulgar. Quando muito, há um quadradinho de sol na varanda ali por volta do meio-dia e olhe lá! Esta benesse é chegada por causa do calor imenso e tão fora de tempo que temos vivido em todo o país. Há muito sol e muito calor. Logo, há muita claridade, e assim me chega o sol em dias que não era suposto.

Este post vai figurar na etiqueta ´Férias 2011' sem nenhum motivo para além de conter o assunto 'sol'...

O piano

Agora estou no Café Masjestic. Tal como a livraria, também é lindo isto aqui. Não tão trabaçhado, talvez, as mesas e as cadeiras são algo sóbrias.
Vai haver pianada daqui a pouco. (Começou agora mesmo - 17:09.) É bonito, isto de estar a escrever num estabelecimento de renome internacioal, numa das mais belas cidades portuguesas, quiçá do mundo.
Estive a olhar a fundo para o pianista. Não me parece muito sentimental, parece percorrer o teclado com os dedos só porque lhe pagam para isso, ou só porque sim. É um tudo-nada triste. Mas se calhar, quem sabe, é mesmo assim. Eu é que acho que as pessoas, principalmente os artistas, têm de viver as coisas como eu viveria, têm de enfrentar a audiência como eu (presumo que) enfrentaria - amor, devoção, prazer.

Sei ler e escrever

Na Livraria Lello & Irmão* (Porto) está um vitral no teto onde se lê 'Decus in labore', com a imagem dum homem de martelo em riste na mão direita e um ferro em brasa na esquerda. Um homem laborando, portanto.

Este fascínio pelos locais cheios de letras persegue-me país fora... Creio que todos os saberes do mundo se encontram nos livros, por isso são de uma tão grande riqueza. E o meu fascínio também vem daí. É aqui, rodeada de todo o tipo de saberes, que me dá sempre uma vontade imensa de escrever.

Não se pode tirar fotografias. Há pouco estava um turista estrangeiro de máquina em punho e veio logo a moça dizer 'no pictures, no pictures!'. Não se podendo captar imagens descrevo o que os meus olhos vêem. É um bom exercício, afinal de contas eu gosto de escrever...

É um espaço acolhedor, tem dois andares, a escada é em caracol mas divide-se em duas, ou seja, são dois caracóis. O primeiro caracol serve apenas para darmos de caras com alguém que tenha escolhido o outro lado para subir. Depois a escada volta a dividir-se. Se calhar não é nenhum caracol, quanto mais dois... São escadas múltiplas, um pouco atordoantes mas com um desenho super-interessante, pintadas de vermelho e desgastadas a meio pelo uso de décadas.

Há a moderna máquina de café. Muito embora se encontre escondida por quadros e outros objetos expostos lá a descobri. Aquisição que vem juntar ao prazer de escrever rodeada  de livros o de saborear um café, dois prazeres em simultâneo. Muito bom.

As prateleiras são muito altas, trabalhadas com minúcia. As prateleiras são o que mais me transporta para outros tempos. Tempos em que eu ainda nem existia. Para além dos livros contém sabonetes Confiança de muitos cheirinhos, uma linha completa da marca Leite de Colónia e vários objetos de artesanato.

*Procurei um linque para deixar uma referência mais marcada da livraria, uma vez que não deixavam tirar fotos. Encontrei demasiados linques mas nenhum conciso, por isso não expus nenhum.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Redonda

Preâmbulo (antes da visita)

Informei os ricos filhos:

– A gente vai conhecer a Redonda, que tal?

O rico filho fez uma cara de espanto mas assim muito ao de leve, acho que se espantou com a alcunha e não com a visita fora do comum. Como eu insistisse ele lá levantou o polegar em sinal de apreço.
A rica filha ficou a pensar um bocadinho de tempo muito curto e apenas acrescenta: «Acho muito bem, se ela for uma pessoa simpática...»


Devo dizer que sim, realmente a Dona-Redonda é simpatiquíssima e corresponde em muito àquilo que demonstra através do seu blogue. Andámos pelo Porto às voltas, no seu carrinho, como carinhosamente chama à sua viatura. Levou-nos ao Museu Nacional de Soares dos Reis e ao Palácio de Crsital. Há fotos com fartura nos posts anteriores.
Acerca destas coisas de internet e de conhecer bloguistas pessoalmente, esta foi a minha primeira vez. E ainda bem, eu tinha o secreto desejo de me iniciar nestas lides com a Redonda porque ela é uma das leitoras mais antigas do meu blogue.
E pronto, adorei esta experiência. Venham mais, é o que espero, que isto de só se escrever e escrever e escrever não está com nada.

P.S.
Em certa altura a Redonda disse-me que eu não fugi ao que ela imaginava de mim. Fiquei toda contente...