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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Piada dos gordos

O chocolate não engorda, nós é que engordamos.



Sempre me chamaram Regina, só depois se lembram do outro nome.
Quando era miúda ficava muito grata ao meu pai por não se ter lembrado de me pôr esse nome na cédula, assim já não tinha de ouvir os meus colegas a chamar-me chocolates Regina e essas coisas.
Eu, grata ao meu pai pela sua falta de lembrança... vá-se lá saber o porquê deste agradecimento. Regina significa rainha! Melhor seria do que ter este nome vagino-ginecológico, ou vagem-de-baunilha, ou casta-donzela. Oh céus...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Chamada

Agora no centro de saúde há uma voz que chama as pessoas mas pelo nome todo. Eu detesto o meu nome! E assim toda a gente o vai ouvir alto e bom som... Que horror!
Para se atendida tive que tirar um senha, inserir o número de utente e depois ouvi
uma voz daquelas computadorizadas chamar-me:

Senha dê doze ao balcão quatro, Virg...

Ler aqui porque não gosto do meu nome.

sábado, 11 de julho de 2009

Como te chamas?!


Idealizei um post para registar a data falando acerca do meu nome. Escrevi parte da história no início deste blogue mas falta algo, falta o porquê do nome que tenho. Para saber alguns pormenores questionei os meus progenitores recentemente. O que me relataram não foi novidade, todas essas coisas me são contadas desde que me lembro da própria existência:

À semelhança da maioria dos progenitores, os meus pais pensaram em nomes masculinos e femininos. Se eu tivesse nascido menino, hoje chamar-me-ia Edgar. Giro, não? Actualmente gosto desse nome, não muito mas gosto. Já antes, quando em miúda ouvia esta história de Edgar para aqui e para ali, não gostava nada e sentia-me sempre aliviada por ter nascido uma menina para não ter que carregar comigo tão horrendo nome toda a vida. O 'Edgar' do momento era um jogador de hóquei em patins, ao que parece muito bom, e o nome surgiu-lhes porque o meu pai costumava ver (e apreciava) hóquei em patins.
Os nomes escolhidos no feminino eram três: Milena, Gina Maria e Maria Leonor. Milena era o nome da heroína de uma radionovela ao momento da minha chegada a este mundo, Gina Maria era o nome de uma cantora que os meus pais gostavam muito de ouvir e que se ouvia na rádio frequentemente e Maria Leonor porque sim.
Agora até podia deixar aqui um desafio aos leitores para tentarem adivinhar que nome me puseram mas acho que é muito fácil…
Escolheram Gina Maria, pois! Inclinaram para aí… Depois vem o resto da história já anteriormente publicada mas a merecer destaque hoje também:

'Pois é... o meu BI diz que o meu nome próprio é Virgínia Maria. E eu por acaso, mesmo só por acaso, não gosto do meu nome.
Quando eu nasci, os meus pais registaram-me Gina Maria. Até aí tudo bem, mas 3 semanas depois receberam uma carta do Registo Civil dizendo que aquele nome não podia ser aceite, teriam que escolher outro nome para mim.
Uma vez que era aquele nome que tinham escolhido e que já toda a família sabia que o seu mais recente membro se chamava Gina, os meus pais resolveram escolher um nome que desse para me continuarem a chamar assim. Trocaram Gina por Virgínia e deixaram o resto tudo igual.
Só me apercebi que não me chamava Gina quando entrei para a Escola Primária. A profesora chamava-me Virgínia, eu tinha que aprender a escrever o meu nome e não era Gina que me estavam a ensinar a escrever. Todos os outros meninos escreviam o nome que lhes chamavam, eu era diferente. Quando se tem 6 anos, não é agradável ser diferente.
Uns anos depois, ainda na escola, houve uma altura que quando assinava o meu nome, assinava: "Verginia" numa atitude de rebeldia inconsciente. Lembro-me de a minha professora de português me chamar a atenção cada vez que eu assinava "Verginia". Mas eu não ligava a mínima e continuava a levar a minha avante: "Verginia".
Até que houve uma dia (há sempre um dia), eu achei que devia começar a assinar o meu nome bem escrito, com acento e tudo.
Isto aconteceu quando eu frequentava o 2º ano do Ciclo Preparatório (o actual 6º ano). Nessa altura eu era uma excelente aluna e lembro-me muito bem de num teste de português, além do "satisfaz muitíssimo bem" estar desenhado um foguete, ilustrando o facto de eu finalmente ter assinado o meu nome como deve ser. Para mim, aquele foi o momento em que aceitei aquilo que ainda hoje detesto, o meu nome. Pronto... tinha que ser... não havia nada a fazer...o meu nome era mesmo aquele e tal...
Mas... Virgínia é só para o papel, como eu costumo dizer.

Adenda:

Nada de me chamares Virgínia por aqui, ouviste???'


Originalmente publicado
aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dezassete anos!!!


Título:
Ana Cláudia

Apresentação:
Este ano o aniversário dos ricos filhos é registado relatando a história que gira à volta do nome que escolhi(emos) para eles. A rica filha hoje faz dezassete anos, está na hora de contar a história do nome dela.

História:
Desde miúda que adoro o nome Ana, é um nome vulgar mas muito simples. Se eu pudesse escolher o meu próprio nome chamar-me-ia Ana.
Tem um particularidade engraçada - fica bem a acompanhar quase todos so nomes - Ana Maria, Ana Catarina, Ana Raquel, Ana Margarida, Ana Carolina, Ana Sofia... Ana Sofia era o que eu mais gostava!
Nos anos oitenta, ainda antes de sequer pensar em casar (casei em 1989 e sim... eu sei que para fazer bebés não é necessário estar-se casado/a mas os meus bebés são ambos posteriores a 1989), foi para o ar uma telenovela, da qual não recordo o nome mas também não interessa para o efeito, em que a personagem principal se chamava Ana Cláudia. Nunca tinha ouvido estes dois nomes juntos e fiquei logo apaixonada... nunca mais esqueci e lembro-me de pensar que se um dia tivesse uma filha ela se chamaria Ana Cláudia.
Porque entretanto, e isto uns anos antes, tinha nascido uma sobrinha minha, da qual fui madrinha, e eu tinha dado a ideia ao meu irmão e à minha cunhada de porem à menina o nome Ana Sofia e eles tinham aceitado a sugestão...
A cinco de Setembro de mil novecentos e noventa e um à uma hora madrugada sensivelmente, segundo diz o pai que olhou para o relógio que se encontrava na sala de partos eram uma hora e quatro minutos e segundo digo eu, que olhei para o relógio que trazia no pulso, era meia noite e cinquenta e oito minutos (a hora em que publico este post), a menina nasceu. Quieta, lívida e calada devido ao longo trabalho de parto mas lá dentro depois dos primeiros e essenciais cuidados médicos logo a sua vozinha se fez ouvir. Nunca mais se calou, digamos...

Notas:

- Eu chamo sempre Ana Cláudia à Ana Cláudia. Nunca só Ana ou só Cláudia. O pai idem, o André chama mana até hoje, os restantes familiares chamam como eu. Os amigos na maioria chamam-lhe Lala e o amigo especial chama-lhe Ana Cláudia, como eu...

- Gosta do nome que tem e eu fico feliz por ter escolhido bem. Em pequena e quando começou a falar dizia chamar-se Cadaca e mais tarde Ana Cádlia.

- Sendo a primeira da minha prole se tivesse nascido menino chamava-se...
André Luís! Possivelmente esta história sairia diferente.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Catorze anos!!!


Título:
André Luís

Apresentação:
Este é o post comemorativo do décimo quarto aniversário do rico filho.
Este ano decidi registar o aniversário dos ricos filhos contando a história que gira à volta dos nomes que escolhi(emos) para eles.

História:
O Luís sempre quis que um dia quando tivesse um filho varão, este se chamasse como ele próprio - Luís Manuel. Nunca gostei da ideia e nunca a apoiei, porque sempre achei que me bastava um Luís para aturar mas... ele tinha esse gosto e eu não queria desapontá-lo nem queria que ele vivesse com esse desgosto.
Por isso, durante a gravidez, chegámos a um consenso - se o bebé nascesse menino um dos nomes próprios seria Luís e já que a ideia me desagradava, eu escolheria o outro nome próprio que se poria ao menino.
Durante uns tempos andei indecisa entre Miguel e André mas por fim lá me decidi e escolhi André, é um nome agradável, fácil e rápido de se dizer.
Entretanto, outra questão se punha - Luís André ou André Luís? À partida, era muito mais giro Luís André pois André Luís parecia-me estar virado do avesso. Estava eu mais inclinada ao conjunto Luís André quando, em conversa com uma das minhas cunhadas, ela me aconselhou vivamente o nome avessado. Se não me agradava a "ideia Luís" então que não pusesse esse nome em primeiro lugar pois assim toda a gente iria acabar por lhe chamar Luís... André Luís era, de facto, estranho mas depressa me habituaria e para além disso a ordem era invulgar por parecer inversa e era por isso que ficava um nome giro, disse-me ela. Analisei a ideia e concordei.
E assim, se pôs o nome André Luís ao menino que nasceu há catorze anos atrás, exactamente à hora a que publico este post: sete horas e quarenta e cinco minutos da manhã. E ao som de música clássica, o André Luís emitiu o seu primeiro choro... mais viriam - era terrível...!


Notas:

· O rico filho, por não ser o primogénito, tem um nome anterior à sua existência. Se a mana, que é cerca de três anos mais velha, tivesse nascido menino era ela que se chamava André Luís. Ou ele, nesse caso. E talvez eu não contasse esta história, talvez contasse outra...

· Se o rico filho tivesse nascido menina hoje chamar-se-ia Rute Maria. Actualmente rimo-nos todos quando algum de nós lembra este facto mas na altura gostávamos do nome...

· O André Luís gosta de ser André mas não gosta de ser Luís... concorda com a mãezinha dele, meu querido filho!

· Actualmente o André é assim como se vê na foto. Dá uma trabalheira danada fotografá-lo. Vá lá... a mana lá conseguiu esta foto enviesada...!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

G I N A


- Como se chama? - perguntou-me o senhor da transportadora para cumprir as regras habituais. A pergunta foi feita porque tem que ficar o registo de quem recebeu a encomenda. E eu respondi:
- Gina - passou imediatamente algo pelo meu pensamento. Passou tão rápido que nem sei descrever. O senhor sorriu, agradeceu e despediu-se.
Por coincidência, no dia seguinte havia outra encomenda da mesma transportadora. Curiosamente quem a veio entregar foi o mesmo senhor. Novamente ouvi a pergunta:
- Como se chama?
- Gina - disse eu sorrindo e olhando bem para ele, ao mesmo tempo que tentava adivinhar o seu pensamento, ou se calhar adivinhando-o mesmo.... Desta vez, o que me passou pelo pensamento eu sei descrever.
Possivelmente o homem sorriu maliciosamente porque se lembrou da revista "Gina" e eu correspondi ao sorriso com cumplicidade e algum sentimento de resignação porque naquele momento tive a certeza do que ele estava a pensar. Não fiz, nem costumo fazer, nenhum tipo de comentário quando assisto a cenas deste género. Apenas me preparo de armas e bagagens para o que quer que venha a ouvir...
Ao longo da minha vida tenho reparado que algumas vezes o meu nome dá nas vistas particularmente aos elementos do sexo masculino por causa da tal revista. Na adolescência era algo do género: "Chamas-te Gina? Como aquela revista das mulheres nuas?" Naquela altura, esta questão era feita com um misto de surpresa e entusiasmo pelo que o nome "Gina" os fazia lembrar. Confesso que comecei a ouvir estas perguntas antes mesmo de saber da existência da famosa revista, até que um dia a vi exposta num quiosque. Na capa só se via uma mulher da cintura para cima de mamas ao léu. Lembro-me de achar piada ao facto de existir uma revista com o meu nome, mesmo que fosse uma revista pornográfica. Não fazia mal nenhum... até era giro...
O meu nome é também frequentemente ligado à prostituição. Ou seja... (desculpa lá mas vai mesmo a seco) é nome de puta. E para além disso faz lembrar vagina e tal... e isso também não faz mal nenhum... quero lá saber! Até é giro... e sugestivo e tal...
Mas continuando, passaram alguns anos e a pergunta manteve-se mas muito mais esporadicamente. Hoje em dia ainda ouço: "Gina? Não é..." Normalmente não deixo acabar a frase e atiro logo um sério e pausado:"Sim... como a revista..."
Com a vida aprende-se (e eu aprendi muito bem, diga-se) a aceitar as situações que não se podem modificar. Aprendi a aceitar e esperar o impacto que o meu nome causa aos homens por causa da revista "Gina" e não só. Em vez de baixar o olhar pelo constrangimento que me causa ver a malícia nos olhares masculinos, ou ainda, algumas palavras libidinosas, dou a volta à situação e enfrento-os com o meu destemido e aguerrido olhar que quando eu quero, deixa transparecer algo assim:
- Q ' é q ' foi ó borrego?... Dói-te alguma coisinha?...

Enfim... o meu nome é G I N A!!!... OK???... Algum problema?... Não, pois não?... Bem me parecia...


Volta sempre.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Virgínia... sou eu...





Pois é... o meu BI diz que o meu nome próprio é Virgínia Maria. E eu por acaso, mesmo só por acaso, não gosto do meu nome.
Quando eu nasci, os meus pais registaram-me Gina Maria. Até aí tudo bem, mas 3 semanas depois receberam uma carta do Registo Civil dizendo que aquele nome não podia ser aceite, teriam que escolher outro nome para mim.
Uma vez que era aquele nome que tinham escolhido e que já toda a família sabia que o seu mais recente membro se chamava Gina, os meus pais resolveram escolher um nome que desse para me continuarem a chamar assim. Trocaram Gina por Virgínia e deixaram o resto tudo igual.
Só me apercebi que não me chamava Gina quando entrei para a Escola Primária. A profesora chamava-me Virgínia, eu tinha que aprender a escrever o meu nome e não era Gina que me estavam a ensinar a escrever. Todos os outros meninos escreviam o nome que lhes chamavam, eu era diferente. Quando se tem 6 anos, não é agradável ser diferente.
Uns anos depois, ainda na escola, houve uma altura que quando assinava o meu nome, assinava: "Verginia" numa atitude de rebeldia inconsciente. Lembro-me de a minha professora de português me chamar a atenção cada vez que eu assinava "Verginia". Mas eu não ligava a mínima e continuava a levar a minha avante: "Verginia".
Até que houve uma dia (há sempre um dia), eu achei que devia começar a assinar o meu nome bem escrito, com acento e tudo.
Isto aconteceu quando eu frequentava o 2º ano do Ciclo Preparatório (o actual 6º ano). Nessa altura eu era uma excelente aluna e lembro-me muito bem de num teste de português, além do "satisfaz muitíssimo bem" estar desenhado um foguete, ilustrando o facto de eu finalmente ter assinado o meu nome como deve ser. Para mim, aquele foi o momento em que aceitei aquilo que ainda hoje detesto, o meu nome. Pronto... tinha que ser... não havia nada a fazer...o meu nome era mesmo aquele e tal...
Mas... Virgínia é só para o papel, como eu costumo dizer.

Adenda:

Nada de me chamares Virgínia por aqui, ouviste???