quinta-feira, 18 de março de 2010

Fotografar flores

Rico filho, sarcasticamente:
Mãe, para que é que levas a máquina? É para tirar fotografias às flores?








































Mãe, cheia de orgulho:
Que tal, rico filho?

Queixa




Rica filha:
- Tu nunca nos chamas nomes fofinhos e isso, só dizes 'gordos', 'bichos' e 'ricos filhos'...

Eu:
Também chamo lindos da mãe. Mas posso inventar... 'jóias da mamã', 'luz dos meus olhos', 'fofinhos, fofinhos, fofinhos', 'coisas boas', 'patinhos', ursinhos', 'fru-frus', 'pitoquinhos', 'pifa e pifo'...

Rica filha:
Do que eu me fui lembrar!


Ironia





Eu:
Olá, então estás aqui?

Rico filho:
Não, não sou eu... é um holograma.

Eu:
Hum...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Conselhos




Aconselharam-me a colocar-me fora do meu problema, fazer de conta que os medos que enfrento não me pertencem. E eu que era tão boa nisso... Sabia colocar-me de fora, distanciar-me do cerne. Com tudo isto sinto uma grande perda de capacidades outrora tão presentes e tão vívidas.
Também me disseram que sou uma mulher inteligente, criativa, perspicaz e batalhadora. Concordo. Mas no fundo acho mesmo é que não presto para nada...


Local e data da fotografia: Santo António dos Cavaleiros, 17 de março de 2010


Uma fotografia por dia que bem iria (18)





Nunca tinha percorrido este caminho a pé. Ele há sempre uma primeira vez. E há 'primeiras vezes' muito boas!

Terra de ninguém, ou seja, ali não se está na Ponte de Frielas nem em Loures, está-se na fronteira, na terra de ninguém.

Recomeçando, Terra de ninguém, 17 de março de 2010


Análises


Fui fazer análises. Lá, ouvi uma senhor dizer: anases. Lembrei-me de ananases... E eu em jejum!


terça-feira, 16 de março de 2010

17:36




Só. Sempre só nas minhas razões.

16:35


De momento o que eu tenho a dizer é:

A vida é uma merda.

Quem diz que tenho de reagir (como se eu não esteja a reagir!) ficasse com urticária por baixo das unhas dos pés e se lhes desse um nó na língua para que nunca mais se vissem aptos a dizer o quer que seja.

A minha vida é uma merda.


Post que mais ninguém vai ler


Ontem tive um dia cheio. Foi dia para almoçar duas vezes e tudo. Uma às 11:30 e outra às 15:50. No primeiro almoço comi sopa juliana e uma sandes de queijo e um café.



Era em Lisboa na Rua do Salitre que eu estava. Há uns anos entrei lá para comprar uma garrafa de água e da janela lá ao fundo vi o jardim que já tantas vezes tinha espiado ao descer a Rua do Salitre sem coragem de entrar até um dia... De notar a data imprssa na fotografia.



Mas ontem, regressando a ontem, vi a porta das traseiras do pequeno restaurante e depois de engolida a sopa e a sandes pedi ao senhor se podia ir espreitar e tirar fotografias. Ele disse-me com pena que não dava para ver o jardim mas que fosse ver e fotografar à minha vontade. E eu fui:














Ainda conversei um bocadinho com o senhor acerca do mau que está o negócio e que esta vida é um stress. Despedi-me e agradeci e pus-me a caminho da baixa. Andei por ali a ver coisas e a distrair-me, espantando os medos sem precedentes que agora tanto me acompanham. Comprei um tecido, não resisti...
Na Avenida da Liberdade vi vir de lá um cego com a bengala tiquetaqueando aqui e ali. Vinha na direção do engraxador. O mesmo não faz mais nada: agarra no banco onde os clientes pôem o pé e o sapato a engraxar e larga com ele, desviando-o do cego, ao invés de o orientar de modo a não esbarrar nos seus pertences. Achei aquilo tão bizarro... Ainda eu acho que estou maluca!
Depois subi, subi, de metro. Praça de Londres, entrei num departamento público, precisava saber umas coisas e tirar umas certas dúvidas, não das existenciais, antes de outra índole.
E depois de tudo esclarecido toca de deambular no pedaço, articulando sílabas sem nexo, e vendo e apreciando mais coisas giras, experimentar até, assim sempre esquecia as sílabas deconexas, mas nada de compras que isto está mau.
Às 15:50 almocei um galão escuro e um croissant cheio de sementes, macrobiótico ou que raio é aquilo, com manteiga. Sentadinha numa mesa de um restaurante que existe nas Galerias Via Venetto, observando as velhinhas sempre tão exageradamente maquilhadas e tendo como som de fundo a bem audível, desagradável e estridente voz da Júlia Pinheiro na TV.
Entretanto, desmoendo tanta comida encontrei isto na Tavessa das Freiras a Arroios que é qualquer coisa de peculiar:



A seguir... fui ao ginásio.



Fiz tudo, tudo, tudo. Fiquei cansada, foi bom. A última frase é um paradoxo, porém, é uma realidade de que eu faço prova em muitas das minhas idas ao ginásio. Ir ao ginásio cansa, é para me cansar que vou ao ginásio. Mas é bom e sabe mesmo bem.
Ontem até arranjei lá um amigo. Um jovem que notoriamente sofre com falta de atenção por parte de quem o rodeia. Tem aquele ar de parvinho, de patinho feio até, é pouco atractivo e ninguém lhe liga. Ajudei-o num exercício, a seu pedido fiz de sua professora.
Este estranho e último caso do dia, dos casos publicáveis, fez-me muito bem. A vida voltou a divertir-me e a distrair-me.



segunda-feira, 15 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (17)




Foi bom enquanto durou...

Costa de Caparica, 14 de março de 2010

Triangular


Podem fazer-se coisas originais e criativas com triângulos de queijo fundido.
Voilá!




Canção



A Madonna quando vestida de Evita Peron é dama para cantar bem. Já o Antonio Banderas é um cavalheiro que canta bem vestido de qualquer maneira.
Vestido, de notar que escrevi vestido.

Futuro


Quando for grande não quero trabalhar. Se puder ser, claro.

Constatação


Moer a pimenta sem tirar a tampa do frasco vai fazer com que, descoberto o esquecimento e aberta a tampa, a pimenta acabadinha de moer caia toda em cima do balcão e chão da cozinha em muito maior quantidade do que é desejável porque eu moí, moí, moí e não caía nada para cima da comida... até que descobri e fiz saltar a tampa. Uma maravilha!


sábado, 13 de março de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (16)




É esta a reação que eu provoco quer nos animais quer nas pessoas. Espanto, muito espanto. Os animais ao menos sempre ficam para me ver. Já as pessoas...


Loures, 13 de março de 2010

Adenda


Esqueci-me de referir no post anterior o teor da minha doença. Vou pegar no vocabulário da minha mãe e dizer que tenho uma 'doença de nervos'. Já que os pobres não podem ter depressões, como diz um amigo meu, eu não estou deprimida, eu tenho uma doença de nervos.
Rematando o post: de momento encontro-me feliz da vida, escrevendo parvidades.


...




Estou doente ou lá que é. Tenho no meu frigorífico um papel engraçadíssimo sustentado por um íman que veio de Londres há alguns anos. O papel é a minha guia de tratamento. Tenho metades e terços de comprimidos para tomar em todas as refeições mas alternadamente, e ainda tenho ampolas e outras coisas. Ando o dia inteiro atarefada com tanta porcariazita para tomar.
A razão da minha doença é a acumulação de coisas contrárias à minha natureza, tendo culminado em pensamentos suicidas, com grande dificuldade da minha parte em não levar esses pensamentos a cabo. Há, ainda, outras coisas, ou sintomas ou lá que é, pouco bonitas ou ortodoxas.
Ando a portar-me mal, é o que é. E agora tomo medicamentos. Devo estar melhor, já tenho vontade de brincar com a coisa.
E era isto.
Escreve, Gina Maria. Escreve que faz bem.


Escreve...



Escreve, Gina Maria. Escreve que faz bem.


Diz que


Diz que a gente pode escolher os amigos mas a família é a merda que calha. Tenho para mim que sou a merda de família que calhou a algumas pessoas.


'Salame de chocolate' da dona Adelina


Foi-me dada a receita no Natal passado. Desde então já fiz este salame algumas vezes mas sempre esqueço de tirar as fotos para ilustrar a receita. Digamos que hoje... chegou o dia!


Batem-se dois ovos, meio quilo de açúcar, uma chávena almoçadeira de chocolate em pó e uma colher de sopa de manteiga derretida.







Enquanto todos os ingredientes acima mencionados batem, sorte a minha que tenho uma daquelas batedeiras que trabalham sozinhas, vai-se partindo grosseiramente dois pacotes de bolacha maria, que depois se juntam à massa já batida.




Quando tudo aquilo já está muito bem misturado adiciona-se cerca de um decilitro de leite. Continua a bater-se até tudo estar bem ligado.






De seguida verte-se a massa para um rectângulo de papel de alumínio e enrola-se como se vê na foto.
Achei que ficava giro assim em forma de rebuçado...
Coloca-se no frigorífico. Duas horas depois estará pronto a comer.






Et voilá!
Bon apetit!


Walking On Broken Glass



You were the sweetest thing that I ever knew
But I don't care for sugar honey if I can't have you.
Since you've abandoned me
My whole life has crashed
Won't you pick the pieces up
'Cause it feels just like I'm walking on broken glass...

The sun's still shining in the big blue sky
But it don't mean nothing to me.
O-o-oh let the rain come down
Let the wind blow through me...
I'm living in an empty room
With all the windows smashed
And I've got so little left to lose
That it feels just like I'm walking on broken glass...

And if you're trying to cut me down
You know that I might bleed.
'Cause if you're trying to cut me down
I know that you'll succeed...
And if you want to hurt me
There's nothing left to fear
'Cause if you want to hurt me
You're doing really well my dear...

Now everyone of us was made to suffer
Everyone of us is made to weep
We've been hurting one another
And now the pain has cut too deep...
So take me from the wreckage
Save me from the blast
Lift me up and take me back
Don't let me keep on walking...
Walking on broken glass.


Annie Lennox


Fonte: http://vagalume.uol.com.br

Palavras


Não tenho palavras mas tenho saudades de as ter. Encontro-me incapacitada para me divertir com a vida. É a diversão que costuma fazer-me escrever. Sem ela há posts sem história. Há posts mas não há os posts do costume, estou a lutar contra a apatia que se instalou na minha cabeça. Talvez a vença hoje...


Indecisão



Indecisa entre avançar, recuar ou parar, parei. Aqui:



E aqui:



Loures, 13 de março de 2010

Publicidade


Acabo de receber dois emails de gaja, dois emails de gaja... mesmo!
Um é de uma conhecida marca (que não revelo só porque não me apetece mesmo nada) de roupa feminina onde comprei recentemente roupa em saldo. A newsletter publicitava o novo e ultramoderno 'Cowgirl Style‏'. Esta malta não me conhece... Eu, de 'cow', não ficaria bem.
O outro é a newsletter de março do espaço: 'Amo-te Corpo', um espaço de beleza e bem-estar, que estava no Festival Internacional de Chocolate em Óbidos e onde eu fiz uma massagem ao rosto com chocolate, de que falei aqui mas pouco. Aquilo, a massagem, fez-me mesmo bem, fiquei recomposta e revigorada. Depois maquilharam-me e tudo. A senhora que me maquilhou era caracterizadora, disse-me que optou por fazer sobressair os olhos porque sou muito expressiva. Os lábios também são bonitos mas como falo com os olhos ela escolheu dar-lhes ênfase.