sábado, 7 de agosto de 2010

24





Hoje faço 24 anos de namoro. Acho que achar que ainda namoro é porreiro...

Livros



Levei três livros para ler nas férias lá fora.

  • 'A mulher que partiu' de Josephine Cox

  • 'Querido, estás a ouvir-me? ... Então repete o que acabo de dizer.' de Nicole de Buron

  • 'Não tenho culpa de ter nascido tão sexy' de Eduardo Mendicutti


Não porque os lesse todos, sabia de antemão que tal não aconteceria, mas antes porque se levasse vários sempre teria hipótese de escolha caso não gostasse de algum. Óptima ideia, o primeiro dos três que já levava daqui iniciado não me estava a agradar, continha uma prosa cheia de prevesibilidades. Vi logo, não o final, mas sim o enredo. Desisti da leitura. Abomino prevesibilidades, acho que tira todo o gosto à leitura e a todas as coisas, até porque o melhor da vida são as surpresas.
Optei pelo terceiro da lista acima. Conta a história de um transexual que no auge da glória se decide pela vida santa um vez que a velhice e tudo a que ela corresponde está-lhe bem próxima, já passou um bocado dos quarenta. Cai em si e decide tornar-se santa, empreendendo uma grande viagem com estadia em igrejas, templos e mosteiros, acompanhada de um homenzarrão com o mesmo desejo.
É um livro muito engraçado e interesante, a personagem possui características próprias de um ser transexual: profano, extravagante, espampanante. Para além disto, o cenário do livro é na região onde estava de férias. Esse facto acabou por pesar na continuação da leitura.
Ainda o estou a ler, não leio rapidamente.


Nota: o segundo livro da lista fica para depois.

Fotografia: Marbella - Parque Comercial La Cañada, 27 de julho de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (81)




Duas da tarde, grande caloraça aqui em Loures. Não há movimento e o calor tem alguma culpa disso mas não é só pelo calor, é que está-se de férias, é agosto e não está cá quase ninguém.
A juntar à temperatura do ar elevada não corre vento nenhum, nem brisa sequer. Ufa, hoje sofri calores horrendos. Agora acabou mas amanhã há mais.

O 'corre vento' lembrou-me o povo alentejano do qual descendo. Os meus pais dizem isso, que não 'corre vento nenhum', que 'nem bole vento'. Deste tipo de calor dizem que 'está cá uma calma!'. E da frescura matinal referem-se como sendo uma 'brandura' porque o calor abrandou.
É caso para dizer que o povo alentejano é mesmo cheio de calmas e branduras.

Loures - Rua Francisco Soromenho, 6 de agosto de 2010


Diário das férias lá fora

Em viagem, destino: Albernoa - Portugal, 31 de julho de 2010


Era melhor ir por Ronda, afinal Málaga tinha uma via cortada, aquela que vai dar a Algeciras, se bem que no sentido oposto à nossa ida, mas assim sempre se fugia a confusões e se viam paisagens tão bonitas como esta. Além do mais, ali o ar é serrano e portanto fresco, bem bom para viajar de carro.



Escala puramente casual em Algodonales. É uma vila muito bonita, ainda bem que parámos. Tirei fotografias até mais não. Os ricos filhos riam-se do meu à-vontade para clicar. Enfim, uma artista nunca é vista com bons olhos pela família...







De volta à estrada. Entretanto a paisagem mudara, entrávamos agora no coração andaluz.



Paragem para almoçar no sítio que já começa a ser costume. Mais fotografias, montes delas.




Ai que placa tão linda a dizer Portugal...



E Portugal deixou-se ver!

Diário das férias lá fora

Las Chapas, 30 de julho de 2010, 22:57

O dia hoje tem a sabido a última vez, o derradeiro tudo e mais alguma coisa. Despedimo-nos da piscina, do supermercado, da praia, dos passeios à beira-mar, das ruas despovoadas daqui. Enfim, é o adeus a tudo isto, ao que as férias significam para nós: um tempo de refrigério.



A imagem abaixo foi captada no décimo quarto andar, o último do edifício onde fiquei alojada. É lindo, aquilo lá! Eu tenho um medo de alturas que é uma coisa por demais....Mas ir, fui. E tirar fotografias, tirei. Apesar do medo...



Adios Las Chapas, até para o ano...




Las chapas, 30 de julho de 2010

É mesmo o adeus, amanhã vamos embora. Levo daqui o descanso físico, o mental não deu... Não queria que fosse assim mas é o que é e é o que tenho.

Ora bem, deixando-me de tretas, balelas e outras, quero dizer que nestas férias lá fora escrevi, escrevi, escrevi...




Estou muito (muito mas muito, muito, muito mas muito mesmo!) bronzeada mas ainda assim há sítios do meu corpinho bem mais claros. São aqueles onde nunca bate o sol...


E... Finalmente! Encontrei e comprei depois de regatear um bocadinho, uns óculos bem coloridos.


Pontuações e Palavras


Há blogues complicados, de escrita camuflada. Percebe-se ali uma dor de alma qualquer mas pouco aprofundada nas palavras. Conta-se só as superfícies da vida. Outros blogues há que são frontais, simples, de uma clareza extraordinária, deixam-me respirar. Há ainda os de muitas vírgulas, muita pausa, as pequeninas frases misturam-se num emaranhado indissolúvel.
As pessoas escrevem tal e qual como pensam, é o que concluo.


Partilhar




Um pouco em jeito de adenda à adenda anterior (o que vale é que ninguém me liga), devo dizer que há algum tempo que reparo nestes botõezinhos no final de cada post e tenho vontade de escrever acerca deles. São para:

Enviar a mensagem por email
Publicar no Blogger
Partilhar no Twitter
Partilhar no Faceboock
Partilhar no Google Buzz

Já não me lembro como é que estes quadradinhos ali foram parar mas seja lá como for para mim são inúteis. Quem é que vai querer partilhar nas redes sociais este ou outro post meu?


Adenda


O que vale é que ninguém me liga.

Olhar


Não se olha só porque se quer. Olha-se também por casualidade, porque temos olhos, porque existem coisas para vermos.
A maioria das vezes nem queremos ver coisíssima nenhuma. Outras vezes sim. Eu agora queria ver um leitor aqui neste ecrã onde escrevo. Vá, onde é que ele está?


...


Ainda não chegou, está um bocadinho atrasado.


Viagem


Ontem andei de Metro. À minha frente sentou-se um homem novo, grande, gordo e cheiroso. Com um calor destes e um homem, que é um homenzarrão, cheirar bem... É caso para dizer que há mulheres com sorte. No banco ao lado estava uma cinquentona de mamas meio destapadas. O que é bom é para se ver, está bem mas... e quando não é?! Só olha quem quer, pois claro!


Diário das férias cá dentro


Finalmente tenho o papel da Segurança Social.
Chegada às 8:53, senha número 39, atendida às 13:28.

Apanhei a senha.
Saí porta fora porque já sei o que a casa gasta.
Fui ao talho porque a malta tem de comer. Fui ao chinês comprar acetona e algodão porque deixei esses elementos em casa dos meus pais no Alentejo.
Direcção seguinte: doce lar.
Interrégno a meio caminho porque uma pessoa também tem de beber um cafezito.
Pus amaciador na roupa.
Esperei que a pobre e desgraçada máquina de lavar terminasse o serviço.
Estendi a roupa.
Pus mais roupa a lavar, eu bem digo que a máquina é pobre e desgraçada - não pára.
Fiz outras coisas cá em casa como limpar o pó.
Eram 10:55 e já me estavam a dar fernicoques, pensava para comigo (cá estão as vozes): pois, agora chegas lá e já passaram 10 números como noutro dia, vais ver.
Arranjei-me e fui, meia hora depois estava lá - senha número 20... Bolas, bolas, bolas!
Durante a espera entrei e saí da instituição nem sei quantas vezes, tenho uma enorme dificuldade em estar sentada muito tempo.
Duas horas depois de haver chegado ao local pela segunda vez estava livre da missão e com um papel de suma importância bem acomodado na minha mala.
Não custou nada mas é capaz de parecer que sim.


Diário das férias cá dentro (e também) Dias de um ginásio


Ontem, depois de todos aqueles posts, rumei até ao ginásio. Não me apetecia nada. Credo. Mas havia uma vozinha a falar comigo: Gina Maria deixa-te de merdas e vai lá mexer-te, e pular e saltar e assim, antes que fiques (mais) redonda!
Eu ouço vozes na minha cabeça. E depois escrevo o que elas dizem. Quando alguém me diz: ah, eu só digo é parvoíces, respondo logo a seguir: eu também e ainda por cima escrevo-as...
Já tenho visto em filmes e assim as pessoas ouvirem vozes, portanto isto não fui eu que inventei, não sou a única com esta demência, há mais por esse mundo fora.
Adiante.
Descobri que o exercício faz, dentre outras coisas, bem à memória. Assim que calcei os ténis lembrei-me que tenho calos. Fantástico.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Limpar, limpar, limpar e cheiros


Lembrei-me da minha mãe. A minha mãe aplicava a cera no chão com panos feitos de restos de lençóis, camisolas e até cuecas.

(Hoje ando com uma fixação qualquer com cuecas. Ando, ando.)

Fui buscar uma camisola velha para aplicar a cera no chão mas não fui capaz de a destruir. Deixa estar, eu aplico a cera com um pano daqueles amarelos... E de luvas.
A minha mãe não usava luvas. Não pintava as unhas. Eu pinto. Não ia à manicura. Eu vou. A minha mãe aguentava a água muito quente nas mãos . Eu não e nem sequer em nenhuma parte do corpo, detesto água a escaldar. A minha mãe mexia em todo e qualquer produto de limpeza, por mais corrosivo que fosse. Eu não, odeio cheiro de detergentes nas mãos. É bem melhor o cheiro a cebola, alho, louro. A minha mãe também cheirava a essas coisas. A salsa era eu que a ia colher ao quintal.
- Ginita, vai lá buscar um raminho de salsa à mãe.
As minhas mãos deviam cheirar a salsa depois de a colher mas não me lembro se sim.


Diário das férias cá dentro




Ando em limpezas. Curiosa e desconsoladamente, este dia não está a ser muito diferente de ontem e por isso começo este post da mesma maneira que comecei um post de ontem.
Ando em limpezas. E pronto. Agora a esfregona já não seca que não lhe dou tempo para isso. Ando em limpezas e escritas também. Fazer o quê? Arrumar a cozinha. Que tal?


Confesso


Nunca pensei escrever isto mas lá vai:

Eu não sou uma mulher.









...








Sou várias e variadas.





Uma fotografia por dia que bem iria... (80)




Bolas! Que grandes implantes mamários!

Lisboa - Campo Grande, 4 de agosto de 2010

Vizinhança



A minha vizinha de baixo está a almoçar fora. Na varanda...

A vizinha de baixo da minha vizinha de baixo lavou muitas cuecas. Estou de férias. Tenho tempo. Aparentemente não tenho muito com que me entreter. Contei as cuecas dos machos lá de casa da vizinha de baixo da minha vizinha de baixo: vinte e duas.

O leitor querendo clique na imagem para a aumentar e contar as cuecas também a ver se concorda com o número.

Nota de ropdapé e para lá de importante: esta é a quarta vez que escrevo cuecas neste post.

Adenda: tinha de ficar registado. Tenho poucas coisas para fazer que sejam mais interessantes do que escrever. Coisas que possa fazer neste momento, claro está.

Sítio da Rosa Collado


Depois de publicar o post anterior fui à procura da Rosa Collado na internet. Descobri-a aqui.


Diário das férias lá fora




Las Chapas, 29 de julho de 2010, 14:56

Ontem fomos a Puerto Banús. É paragem quase obrigatória sempre que vimos para estes lados.
A vida é muito animada em Puerto Banús. Em tudo é diferente. Diferente para qualidade superior. Bem superior, aliás. Grandes carros, grandes roupas, grandes barcos, grandes pessoas. É tudo em grande.
Existe uma praça onde se vendem artigos variados. Bugigangas, roupas, sapatos e cintos, bijuteria, louças. A chamada marroquinaria, digamos. E depois há pintores a fazer retratos e há os quadros. Noutros anos comprámos quadros. Uns quadros tipo desenho, paisagens pintadas com cores que não correspondem à real natureza. Mas são bonitos, eu gosto. Havia lá desses quadros ontem. São iguais, fazem sempre os mesmos desenhos, não há evolução, aquela sensação de mais do mesmo tirou a vontade de comprar.



Mas havia outro tipo de quadros. Numa banca estava um senhor de ar simpático e agradável mas notoriamente cansado. Parei para observar melhor o que ele tinha exposto - entretanto já tinha passado por lá e dado uma vista de olhos passageira - e vi que eram paisagens da zona. Fiquei imediatamente interessada, não tínhamos quadros daquele tipo cá em casa, era giro comprar.
Depois falámos com o homem o que até foi bom para eu verificar que o meu castelhano muitíssimo rudimentar está bem mais fluente que há três ou quatro anos atrás, as palavras ocorrem-me ao pensamento, o que já não é nada mau.
Um dos quadros tem um velhinho sentado numa praça no Casco Viejo de Marbella, junto à Iglesia de la Encarnacion e ali dormita.
- Es un abuelo que todos los dias se sienta en la plaza. - Disse o homem.

Precisei de uma caneta para apontar o sítio onde o velhinho dormita e o nome da esposa do senhor, que é a autora dos quadros (Rosa Collado), não tinha nenhuma na mala mas o senhor prestável e gentil emprestou-me uma. O rico filho fez grande adimração:
- Quê mãe, tu não tens uma caneta?!
Ao que parece a caneta já é uma imagem de marca, uma imagem da minha marca...



5 e picos

Estou na praia.
Há pessoas que observm o mar e a visão acalma-os e preenche-lhes o vazio. Eu não. Os mares e oceanos são o elemento natural de maior força, isso transmite uma sensação gigantesca de imponência que me confronta com a minha vulnerabilidade e insignificância, até. O mar dá-me medo, dá-me a certeza de que sou impotente perante toda a sua imensidão. Mas gosto de o ver. Porém, não me elimina os temores, logo... Nada de calmaria em mim só porque estou defronte dele.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diário das férias cá dentro

Ando em limpezas. Não é porque queira é antes porque sim.
Fui dar com a esfregona completamente seca e entretanto também reparei que a tábua de cortar o pão tem teias de aranha. Esta última digamos que é muito estranha. Desde quando é que uma tábua de pão está uns dias sem ser utilizada e ganha teias de aranha? Desde hoje.
Eu que ainda ontem escrevia das saudades que não tenho: quem tem saudades de encher um balde com água e lavar chãos, esfregando-os bem para tirar misérias da vista? Ninguém.
Estou sozinha. Desagrada-me estar sozinha. Desagrada-me e enerva-me. Então escrevo porque escrevendo estou aqui comigo.

Uma fotografia por dia que bem iria... (79)




Tenho saudades desta etiqueta da 'fotografia por dia que bem iria...'. Devo estar cansada de fotografar mas lá fotografei esta... É um site aí que faz coisas giras com qualquer texto que lá se ponha. Hoje descobri este papel com o texto desconexo que fiz há muito, muito tempo. Só não lembro é o site mas isso não interessa por agora.

Ainda a propósito de fotografar, e já agora que estou no assunto, há três meses que não publico nada no meu blogue de fotografias, perdi o fio condutor. Não é só a perda de rumo, é também porque ninguém lá vai. Neste blogue estou quase sempre sozinha mas no outro então nem se fala. Compreendo que as imagens não falam como as palavras, há ali uma quebra qualquer que não sei eliminar. E também compreendo que as minhas fotografias não são boas, não tenho sequer desejo de as fazer boas, apenas quero demonstrar lugares e coisas que (me) dizem qualquer coisa.

Loures, 4 de agosto de 2010


Pele


O senhor doutor disse-me em tom de alarme que tenho as pele das pernas muito desidratada. Mais valia que me elogiasse o bronzeado, ou o meu penteado de boneco animado... Ou então que se fixasse numa outra qualquer parte do meu corpo mais bem tratada.


Números


Tirei 537 fotografias, eliminei 119.
Fiz 14 videos, não eliminei nenhum.

Os videos são sempre engraçados. Mesmo palermas e desinteressantes são sempre vistos com prazer. As fotografias, em sendo palermas e desinteressantes, são também inúteis.


Doce, para alguns




O dolce far niente não é para mim. Não encontro qualquer doçura no facto de me quedar longa e preguiçosamente.


Diário das férias lá fora


Las Chapas, 28 de julho de 2010, 12:56

O dia hoje está chato. Acordei cedíssimo, ainda nem eram oito. Aqui o supermercado abre às nove e meia, de maneiras que acordei mesmo muito cedo para quem quer comer pão fresquinho. Olha, comi pão d'ontem...
Depois fui correr um bocado. Bolas, não aguento nada! Também, é verdade que está muito calor, aqui o ar é tão seco que se torna espesso.

20:10

Tentei comprar uns óculos de lentes escuras e astes coloridas a um daqueles muchachos africanos, marroquinos ou lá que é, por cinco euros. Não me safei. Eu tentei mas regatear não é comigo.



Afinal a água é mesmo verde. Verde água. Verde de água. Quando reparei nisto tirei montes de fotografias. Quando as vi em grande percebi que a água é mais verde vista pelos meus olhos, os olhos da máquina não vêm como eu, o verde de água que vi e tentei captar é algo que apenas está no meu olhar. Será por isso, então, que a máquina não capta aquele verde na água.





20:27

O computador dos miúdos pifou. Estão aborrecidos, claro.
Não sei que escrever; não tenho vontade de escrever. Estou a ver-me aflita para escrever o 'Diário das férias lá fora'.





Diário das férias lá fora


Las Chapas, 27 de julho de 2010, 10 e não sei quê da manhã

Bolas, já não sei escrever à mão... Estou com grande dificuldade, não há imaginação. Daqui a pouco volta, julgo eu.

14:35

Quando escrevo as horas refiro-me à hora local. É só uma hora de diferença mas ando um bocado perdida, não quis alterar a hora no telemovel nem no carro, queria deixar-me de horários e viver descontraída mas depois ando toda baralhada. As horas é uma coisa que me faz falta, que hei-de fazer?



18:02

Estou na piscina. Estão cá muitas pessoas, de vários países: camones, conhos, avecs, aufs, al-arraras, só ainda não ouvi foi eccos...


terça-feira, 3 de agosto de 2010

23:20


Não sei que é isto: só me apetece escrever... mas vou dormir.

Diário das férias lá fora


Fuengirola, 26 de julho de 2010

Em Fuengirola estava um dia tórrido, o Luís até queimou a careca. Pois é Luís, se calhar pensavas que não ficava registado que queimaste a careca, que ficaste com o cocuruto todo vermelhão, não? Isso é que era bom!
Ainda o Luís como tema: cumprimentou os senhores da manutenção lá do sítio, talvez porque em Espanha o pessoal é muito simpático e dá vontade de dizer 'hola' a toda a gente. Acontece que os bicharocos responderam ao cumprimento dele com um bocadinho mais de fervor, sorrisos e mais não sei quê, e eu achei que era uma questão de cortesia por serem colegas de profissão. É tudo pessoal do ferro! Eles conhecem-se... Pode dizer-se que é por causa do cheiro, talvez seja isso.



Descobri que os espanhóis também são malucos da bola, ostentam bandeiras nas janelas (e outras coisas do género em portas de estabelecimentos, é o que se vê na fotografia) nas janelas como se vê muito por cá, só por dizer que as bandeiras deles têm ar de novas enquanto que as nossas muitas delas têm alguns seis anos de manifesto.
Viva a Espanha, vá. São campeões...



Também há crise, chamam-lhe crisis, e também se combate a ver se se elimina a dita.



Grande descoberta no jardim: ervas de cheiro para pôr na comida. Quando precisava ia buscar directamente à árvore. Alecrim e louro não iria faltar.



...


Poupava-se um rol de dissabores se a gente não nascesse. Evitava-se a morte e tudo. Era capaz de ter piada. Ou então não...


Listar


O primeiro item de uma lista de lembretes é sempre não esquecer de fazer a lista.


Lâmpada


A minha mãe tem lá em casa lâmpadas daquelas que 'logo que acendem não se vê nada mas quando vem ao fim de bocadinho vê-se bem'.

Lâmpadas económicas...


Diário das férias cá dentro


Este dia de férias a bem dizer não foi um dia de férias. De passeio, quero eu dizer.
De manhã ouvi um cuco, ou outra ave sei lá, igualzinha no cantar à das férias lá fora. Cucurrú-cu! Cucurrú-cu! Cucurrú-cu! Eu a pensar que era uma ave espanholasticamente rara e afinal...
Por causa da coincidência pus-me a pensar, uma vez que a ave não espanholasticamente rara me fez lembrar das férias passeantes, se desde ontem teria feito alguma coisa de que já tivesse saudades, alguma coisa que tivesse deixado de fazer, daquelas que dá prazer, e conclui que não. Desde que cheguei ainda não fiz nada de que já sentisse falta. Na verdade hoje estive em contacto com o mundo do trabalho, o que é uma porra. Por muito que eu queira desligar não consigo, até recebo emails de trabalho e tudo, raios partam, pá!

(E escrevo posts de trabalho quando estou de férias...)

Andei um bocado indecisa mas entretando resolvi editar o video abaixo para provar como tenho sempre o trabalho na lembrança, esse querido. Estive vai não vai porque se ouve a minha voz meio estranha por estar póxima à câmera, quase gaguejo, durante a filmagem ponho a máquina na vertical e fica tudo esquisito. Mas lá vai...




Um dos meus costumes devido ao ofício é entrar na casa seja de quem for e olhar imediatamente para fechaduras, dobradiças, correntes de segurança e até os espreitadores eu gosto de cuscar - se são dourados, prateados, com tampinha, grandes ou piriris. Foi por isso que dei imediatamente com o que se vê no video. É um videozinho de apenas 28 segundos, não custa nada...


Diário das férias lá fora


Las Chapas, 25 de julho de 2010, 13:12




Hoje o André faz 16 anos. Decidimos que hoje não vamos sair daqui para descansar e ambientarmo-nos ao espaço e a este novo estado algo insensível: férias. Amanhã iremos a Fuengirola celebrar o aniversário do rico filho.
De manhã fui à praia. Já tinha saudades do quentinho daqui, da calmaria marítima que é este bocado de costa mediterrânica. Mas, ainda assim, cada vez tenho mais medo do mar. Envelheço, é o que é. Ou então, querendo ver a coisa de raspão: estou mais consciente da perigosidade das coisas.
Há aqui um cuco, ou outra ave sei lá, que não se cala. Cucurrú-cu! Cucurrú-cu! Cucurrú-cu!
Parece que a vida parou, não existem coisas. Não me contraio nem nada...



5 e tal da tarde



Tenho fome. A praia é do caraças. Cheguei de lá agora e plantei-me aqui na piscina. Hum... a minha relação com a água não é lá muito profunda.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Diário das férias lá fora




1, 2, 3. Assim e agora começo o diário das férias lá fora.
Não vou fazer um só post das férias passadas lá fora porque isso resultaria num post com três metros de comprimento no mínimo, e iria traduzir-se em falta de coragem, ou então paciência aos leitores, tenho a certeza. Então, resolvi dedicar um texto e mais uma ou duas, ou uma catrefa de fotografias a cada dia de férias lá fora. Dez dias, portanto. A regularidade com que publicarei... digamos que não vai ser regular.
Vou concentrar-me em cada dia e escrever um post, afinal de contas existe um diário manuscrito na minha vida, escrevi textos num dos meus melhores amigos: o caderno, o qual utilizei com vontade por modo a transcrever para aqui algumas das coisas que vivi lá fora, que em juntando mais umas coisas que fixei na cachimónia, a ver se as escrevo, deve dar nuns posts enormes mesmo assim. Preserverança nessas leituras, está bem, caríssimos leitores?

Las Chapas, 24 de julho de 2010 - 5 e tal da tarde

Estamos de férias, a viagem correu bem. Bem... quer dizer, havia grandes filas ali perto de Málaga e assim demorámos muito mais.



De momento tenho a cabeça cheia de carros, pedras, vacas, ovelhas, porcos, estrada, pó.



Estou muito cansada, acordei a um quarto para as cinco da manhã e agora estou nsito - cabeça pesada.



...


Estou aqui em conselhos. Não sei como raio hei-de fazer os posts das férias. Comecei mal, as fotos não se despejaram no meu computador por ordem de clicadas. Estou feita! E agora? Não sei por que ponta começar...

Hum... que tal começar por anunciar que trouxe das férias um penteado novo?


De volta!




Olá, cá estou eu. Depois de dez dias, trinta e cinco banhos, mil e setecentos quilómetros, quinhentas e tal fotografias (das quais, é mais que certo, eliminarei umas duzentas) e mais umas poucas dezenas de pequenos videos, mais não sei quantos milhões de pequeninos pontinhos de pigmento em todo o corpo que mais pareço marroquina ou assim. OK, acho que assim não se percebe, com a história do pigmento eu quis dizer que estou com um bronze do caraças. Era isso.
Adorei lá estar, adorei voltar. Adorei os parabéns que deixaram a Bell, o Manuel e a Redonda ao rico filho - obrigada.
Mais tarde contarei em posts algumas coisas das férias lá fora. Agora era só mesmo para isto: dizer que cheguei e cheguei bem e também agradecer os parabéns.