domingo, 24 de abril de 2011

Boa Páscoa

Dantes ficava entusiasmada com o significado da Páscoa, entoava cânticos de alegria num púlpito da saloiada e acompanhava uma série de festejos religiosos. Hoje não. A vida passa, muda, evolui. Tanto faz. A vida não é o que era e isso não é ruim.
De manhã fui vistar o Museu da Cidade, em Lisboa - Campo Grande. Fechado... Oh! Lá por causa disso não deixei de tirar fotografias. A vida agora é assim e tem o seu quê de boa vida. Tem, tem.











sábado, 23 de abril de 2011

Literatura

– Literatura é uma pessoa escrever e já está, não é ricos filhos?


Rico filho, não querendo contrariar a mãe, como que fazendo de cordial cavalheiro:

– É sim senhora!


Rica filha, muito técnica, muito precisa, qual boa estudante:

– Não sei, o meu curso não é propriamente sobre literatura, mãe, é de ciências da linguagem.


?!

Escrevo 'conatatação' se quero escrever...

Constatação a seguir

Escrevo 'euq ue' se quero escrever 'eu que'.

Constatação

(Credo, um nome tão grande para uma coisita tão pequenina que quero dizer...)

Escrevo 'qeu' quando quero escrever 'que eu'.

Hã?!

A rica filha anda de roda da história dela. Há pouco confidenciou-nos que vai matar a avó. Primeiro fiquei boquiaberta. Depois percebi que é uma avó que há lá na história dela que vai morrer porque ela acha que sim e pronto. Que alívio. É que eu eu gosto muito das avós da rica filha...

Escrever o quê?!

Isto:
Hoje, que tem sido um dia dado a
cozinha; cozinhar; cozer,
posso escrever que só falo dos tomates no plural.
Tomate, para mim não existe.
Não sei...
Acho que há coisas que só ficam bem se forem mais que uma.

Ç

Na internet as finanças deste país chama-se portaldasfinancas. A ver se o fe-mi dá com isto...

P.S A internet não é portuguesa, presumo, ou escrever-se-ia: ínternete.

19:13

Olá!

Esta aqui sou eu num momento que não tem ainda duas horas de ocorrido.
Já que estou tão gira - tipo fotocópia,  ou não estaria assim tão gira - lembrei-me de me pôr aqui com esta cara para os leitores me verem bem. 
Até o (des) penteado está muito bem, na minha opinião. Nada como uma ar desalinhado para parecer natural.
De óculos e tudo, para dar um ar inteligente, que é coisa que habitualmente não tenho.
Refiro-me ao ar inteligente, não à inteligência.
Eu sei que sou inteligente, as outras pessoas é que - habitualmente - não.
E então é assim: as férias estão a ser óptimas, obrigadinha.

Comezainas

A ideia era fazer um gelado igual ao que vi na revista Tele Culinária e Doçaria nº 753 (só por piada vou deixar escrito que a mesma revista data de 19/07/1993 e custou-me cem escudos, uma ninharia...) intitulado 'Um Gelado para Amália'.
Ora bem, mudei tudo o que li na revista (ou quase tudo), o que pode significar que o gelado não era para a Amália, seja ela quem for. Chamei à minha recente invenação doceira 'Gelado Gina'. Só para verem como sou original em títulos...


Eis a receita:

Ingredientes:
3 claras
14 pacotes de açúcar (desses do café)
100 g de chocolate barra ralado
100 g de bolacha maria ralada
50 g de amêndoa em pó
2 pacotes de natas (400 ml)

Batem-se as claras em castelo com 4 pacotes de açúcar.
Batem-se as natas geladas com 10 pacotes de açúcar.
Misturam-se delicadamente os dois preparados.
Junta-se o chocolate, a bolacha e a amêndoa.
Vai ao congelador duas horas e já está.
Aconselho deixar repousar 10 minutos fora do frigorífico antes de comer.
Hum... É bom!

A ver se para a semana, ou assim, substituo o chocolate e a bolacha por morangos esmagados...

Refiz a receita do creme para o bolo de bolacha:, dei-lhe um toque pessoal e transmissível:



250 gramas de manteiga à temperatura ambiente
200 gramas de açúcar
3 gemas
50 gramas de amêndoa em pó
1 colher de café de canela em pó.

Bate-se muito bem a manteiga com o açúcar. Junta-se as gemas uma a uma, seguido dos restante ingredientes.
O resto o pessoal já sabe concerteza: molham-se as bolachas (2 pacotes = 400 gramas) em café forte e faz-se camadas alternadas de bolachas com o referido creme até esgotar ambos.
Muito bom este creme. Muito bom mesmo!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ausência de assunto que leva a escrever

Escrever o quê?
Que o sô Ventura me paga um cafezinho na vez sim, na vez não pago-lhe eu, e que eu acho que este tipo de partilha se torna desnecessária uma vez que acabamos por pagar o nosso café as mesmas vezes?
Escrever o quê?
Que a dona Luísa já me disse que logo á tarde, se estiver bem-disposta, me vem chamar para um cafezinho e um bolinho, ou aquilo que eu quiser comer, que a ela tanto se lhe dá, que paga com o todo o gosto e amizade?
Escrever o quê?
Dum senhor que não encontra o creme de barbear assim-assim em lado nenhum e eu aqui tenho, que já não se encontram locais destes por aí, que aqui, neste local, apesar de exíguo, é um supermercado porque se vende de tudo?
Escrever o quê?
Da chuva que me encanta mas que, por mais que faça e diga, ninguém acredita nesse meu encantamento?
Escrever o quê?
Da exclamação rente ao terror que uma senhora proferiu quando verificou que ia ter que pagar com uma nota altíssima uma conta irrizória e que   parece-me que havendo terror no acto teria de partir de mim?
Escrever o quê?
Amanhã é sexta-feira santa mas eu não lhe prevejo qualquer santidade?
Escrever o quê?
Que o Clóvis diz que a preta do escritório tal tem uma ganda pancada nos cornos mas quem tem uma pancada do caraças é ele pelo modo dúbio como conduz a sua vida: despreocupadamente atento às pessoas, e, mesmo assim, altamente egoísta?
Escrever o quê?
Da completa confusão em que está a minha cabeça?
Da angústia que todos os dias expulso daqui para fora?
Da solidão em que me encontro porque não tenho problemas iguais aos da outra gente, porque não padeço duma doença da qual possa falar abertamente, porque tenho de esconder lágrimas e sofrimento?
Que engulo os sentires e com eles engordo a minha dor?
Que percorro quilómetros Lisboa afora almejando tão somente fugir de mim mesma?
Da astenia que não me larga e me impede de fazer coisinhas tão simples como levantar a mesa do jantar e varrer o chão?
Da culpa tão imobilizadora e devastadora que mata os meus sorrisos, as minha gargalhadas, os meus prazeres, à nascença? Que passo a vida a fingir e que isso me atormenta de sobremaneira?
Do meu desinteresse, porventura desdém, no que concerne à exposição que faço de mim mesma num blogue tão caprichoso quanto desnorteado?
Escrever o quê?
Que a vida é assim? Mas a vida é mesmo assim?!
Escrever o quê?
Voltar à carga, atentar nos outros, escrever das pessoas, dos seus afazeres, das suas características, expressões faciais e outras, da sua complexidade e diversidade?
Escrever o quê?
Que escrevo dos outros a ver se me esqueço de mim, já que não suporto ouvir o que ecoa dentro da minha cabeça constantemente?

Escrever o quê? Um dia invento coisas e pronto!

Lisboa, 21 de Abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

...

Estando eu nada animada e muito aquém da receptividade, alguém me diz assim:

- Ai que ela não está com parvicência nenhuma para as minha paçarias...


E era isto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ninharias

A vida transformou-me, hoje sou selectiva, não dou atenção a ninharias, o tempo que tenho é cada vez menos, tenho essa consciência. Mas o que seria de mim sem contemplar ninharias?
Detive-me observando um prédio azul e um poste numa das avenidas mais movimentadas e mais vivas que Lisboa tem.




Lisboa – Avenida Almirante Reis, 19 de Abril de 2011

Tarde e a más horas

Saí tão tarde que a Paquita já havia posto o caixote do lixo cá fora. Vi-lhe o robe azul e comentei. Ele disse logo muito depressa que o robe da Paquita já tem uma data de anos e que seria bem melhor inovar. Estranhei mas não devia, nós somos daqueles que andam sempre metidos na casa da outra gente, somos daqueles que lhes vemos o íntimo, que lhes observamos os interiores, a alma, a vida.

Pão com manteiga

Estive na casa de um cliente que cheirava a pão com manteiga. A casa, não o cliente. É esquisito porque eram sete e tal da tarde e a casa havia ficado fechada o dia inteiro uma vez que a gente foi lá por causa duma fechadura encravada.
Andava um gato para lá e para cá, muito curioso. Se calhar é ele que sabe preparar a bucha das cinco da tarde e fica no ar um intenso cheiro a lanche.

Altamente secreto

O segredo para uma vida saudável e feliz é o equilíbrio.
Ninguém consegue obter o equilíbrio.
Não, enquanto for segredo...

?!

Comprou uma máquina corta-relva porque a mulher não quer que ele ande de sacholo na mão.
Os homens lá se amanham sempre, depositando na mulher a culpa para tudo o que fazem. Ainda que não haja maldade ou prejuízo no que estão a fazer... É a mando da mulher, ela é que disse: faz assim. E eles fazem...

Prove que é bom!

O senhor António lá de quando em quando aparece à Sexta-feira. É tão interessado em tudo o que digo que até me faz confusão, foge ao comum. Mas aproveito a atenção, claro, e esmiuço o que posso, ou eu não seria eu.
Calhou haver bolo naquele dia, bolo de banana. Adorou, diz que a minha banana era mesmo boa, que tinha um gostinho fantástico. O senhor António diz assim estas coisas mas eu não levo a mal porque tenho mais que fazer. Depois, como eu havia comprado umas bolachas que parecem canudos para comer com gelado, fiz-lhe uma breve apresentação da maravilha que é essa simples sobremesa e o homem ficou boquiaberto com a história e o conselho: prove que é bom, vai ver. Ofereci-lhe usn quantos canudos e ele diz que ia comprar gelado ,hoje não, mas ia comprar e mais não sei quê.

E é assim a minha vida - extremamente interessante.

Sol a mil, já agora




Lisboa, 19 de Abril de 2011

Águas mil





Lisboa, 19 de Abril de 2011