Hum... Vou lembrar-me, vou. Sei que vou. Aquilo do «não diga a ninguém» não se diz a ninguém. E também vou pôr a boca no trombone e divertir-me à fartasana...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O segredo
Hum... Vou lembrar-me, vou. Sei que vou. Aquilo do «não diga a ninguém» não se diz a ninguém. E também vou pôr a boca no trombone e divertir-me à fartasana...
Diz que...
Um dito certo, este.
Hum...
Porque é que tenho que vender cabo d' aço se acabei agorinha mesmo de pintar as unhas, pá?!
Olha que ele há coisas...
Pois foi o que me aconteceu. Dei por mim contando pormenores da minha vida a um homem (que mos pedia, ora bem) muito atraente, muito jovem, muito tímido e muito simpático. Tinha também uma pronúncia do norte engraçada e parecia mais perdido e nervoso do que eu...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O tempo
E isto hoje, no que a post concerne, não tem praticamente diferença nenhuma porque eu vou plantar aqui outro post acerca do estado do tempo, antecedendo-lhe, no entanto, uma bela foto tirada ao dia corrente na minha tão maravilhosa quanto velha Lisboa escondida. Lá vai:
Não me parece que estejamos no Outono.
• Já há azedas nos campos, não muitas mas que as há, há.
• Vi uma borboleta branca bailando em volta das ervas tão verdinhas mas que talvez não sejam daninhas.
• Assim que saí à rua havia no ar um cheiro a clorofila algo intenso.
• Descobri uma linda planta a renovar-se, cheia de tenras folhinhas. (foto)
E assim, acho que a Primavera chegou bem mais cedo. Tão mais cedo que é a segunda vez que cá chega este ano.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lisboa, 2 de Dezembro de 2009
Adenda possivelmente confusa
Eu, não tendo, aparentemente, assunto sobre o qual hoje escrever, virei-me para o estado do tempo. Pois que não há nada melhor para falar, quando não se tem, aparentemente, nada acerca do que falar, do que falar, ou escrever, acerca do estado tempo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Cusca!
Noite
- Weird*...
Eu diria:
- Nada a ver...
*Tive de pedir ajuda aos meninos para escrever isto, o meu inglês é medíocre e quase inexistente.
Desconcentração... sempre!
Tenho posts na cabeça...
Estendi a roupa aos repentes...
Antiguidade
A minha sogra andou em limpezas profundas às gavetas lá de casa. Numa dessas gavetas tinha muitas revistas de culinária e decidiu oferecer-mas porque, diz ela, já não vai fazer nada daquilo, que já não tem paciência e já que cá em casa se gosta tanto de cozinhar...
Pois fez muito bem! Dentre essas revista de culinária havia uma referente ao Natal de 1979, 30 anos atrás!
Decidi tirar uma das receitas, se bem que ainda não a experimentei e por isso não há fotografia, por ser tão simples e tão própria para estes dias de muitos afazeres, como aliás, é referido na própria revista. Ei-la:
Caldinho da meia noite
1,5 lt de caldo de galinha
300g de cenouras
3 ovos
25 g de manteiga
1 raminho de hortelã
2 pãezinhos
75 g de margarina
Descasque as cenouras, rale-as no ralador, junte-as ao caldo e deixe ferver 15 minutos.
Corte os pãezinhos em cubinhos, deite 75 g de margarina numa frigidira e leve ao lume.
Quando a margarina estiver derretida e aquecida*, junte-lhes os cubos de pão e, sempre sob lume médio, vá-os mexendo com um garfo, virando-os bem por cima dos outros até estarem todos lourinhos e retire-os imediatamente para um prato.
Passados os 15 minutos, bata os 3 ovos, como para uma omolete edeixe-os cair em fio sobre o caldo, mexendo-os bem para ficarem bem esfarrapados.
Junte 25 g de manteiga, deixe levantar fervura e ferver 1 minuto.
Retire do lume, junte-lhe o raminho de hortelã bem lavado, rectifique o sal e está pronta!
Sirva em chávenas de pequeno almoço, com alguns dados de pão por cima.
Nota:
Na revista vem descrito que o pão é facultativo. E eu, como qualquer cozinheiro(a) que se preze sempre tenho ideias para modificar as receitas originais, acho que o pão pode ser torrado ao invés de frito na manteiga, ou então a substituí-lo umas massinhas também não hão-de ficar mal.
Outro post dos (i)letrados desta casa
- Isso foi chão que já deu uvas!
- Disso de provérbios não percebo nada... - Diz-me ela como se por isso fosse impossível a conversa continuar. Disse-lhe que nunca é tarde para aprender, e quando ouvir isto outra vez já não lhe será novidade.
No dia seguinte, referindo-se a um cantor português que ao momento actuava na TV, diz ela assim:
- Hum, ah pois é… Tem que se usar a prata da casa!
E eu fazendo banzé brincalhão:
- Tem que se usar a prata da casa?! Prata da casa?!
Ela encolheu os ombros:
- A mãe agora não pode ouvir os meninos dizerem nada que faz sempre ganda espanto…
Passado pouco tempo, ouvem-se passos. Era o rico filho que vinha no corredor. A rica filha reconheceu-o:
- Ah-ah! Reconheci esse andar arrastado!...
E eu, para chatear:
- Ena! Estás a adjectivar! Muito bem, muito bem...
- André – Diz ela ao mano – Esta dama… A gente agora diz qualquer coisinha mais elaborada…
- Elaborada?! – Continuo eu, trocista.
- Damn…!
Montrar
Descobri isto:
(O post continua abaixo da imagem)
O jornal é o ‘Jornal Local da Marinha Grande’ e é datado de 27 de Abril de 2006, a época da grande explosão de blogues.
Parêntesis:
(Não tenho a mais pequena ideia acerca de como terá um jornal da Marinha Grande ido parar ao sítio onde guardo os jornais velhos para limpar os vidros…)
Abril de 2006… Três anos e meio passados e ainda tão actual.
No meu caso, não digo que 'sofra' do mal que a imagem reflecte, há muito do que aqui se lê, que se não foi já contado à minha cara metade, para lá caminha. Felizmente para nós, não é preciso ele aceder ao meu blogue para saber o que sinto e penso. Mal seria...
Pois é
É mais ou menos assim que ele faz quando estou a contar qualquer coisa. É engraçado, o bicho. O Clóvis! É engraçado, é.
(Digo faz porque aquilo não é dizer nada.)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O par de botas e o talão
- Ah… as botas são tão giras que não as vai querer trocar, de certeza!
Não disse nada, limitei-me a sorrir e fiquei a pensar na resposta da rapariga tão pronta, tão sensata, tão inteligente. Queria ser assim, as minhas respostas aos clientes são muitas vezes prontas, e ainda bem, agora sensatas e inteligentes nem por isso. Eu é mais assim... Desta maneira... Ou isto...
Há mais aqui.
Perguntar
domingo, 29 de novembro de 2009
Gosto bastante desta rua lisboeta e do silêncio dela. E também gosto dos gatos.
Conheço uma senhora que mora aqui e diz que esta é a rua do silêncio. Pouco depois do clique desta fotografia ela abriu a porta, perguntou-me que andava ali a fazer e eu disse-lhe que gostava dali. Anunciou-me logo a seguir que havia na rua uma casa para vender... Depois deixou muitos beijinhos, muitos cumprimentos, muita saúde. Faltou-lhe desejar-me o muito amor e a muita paz mas acho que isso é porque ela sabe que eu sou uma mulher de sorte, tenho muito dessas coisas.
Publicidade
(Se bem que passo a publicidade que aqui vou fazer...)
Temos a Telepita debaixo do título Momento só meu da Telepizza...
Esta é de cariz sexual. Começo bem, começo…
Temos o Fale até não poder mais da TMN…
Ao que parece fala-se e depois recebe-se dez vezes mais do tempo que se levou a falar. Este publicitário não vingaria se todos fossem como eu – sinto-me extenuada só que tenha que pronunciar quaisquer duas ou três frases seguidas. Mesmo que sejam muito pequeninas é uma canseira.
Temos o cabeleireiro Visão de Águia…
Este nome está relacionado talvez com a visão de águia que os maridos têm (deviam ter!) para repararem na mudança de penteado das suas mulheres. Eu acho que só pode estar relacionado com isso.
Temos uma casa de repouso para idosos apelidada Nos braços de Deus…
Está-se mesmo a ver: idosos/Deus - idosos nos braços de Deus dão a ideia de morte já efectivada.