segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cantiga d' hoje na Lisboa d' hoje



Uma fotografia, trá-lá-lá...



Duas fotografias, trá-lá-lá...



Três fotografias, trá-lá-lá...



domingo, 13 de junho de 2010

Domingo, 13 de junho...




Parabéns, Luís. Stop. Muitos anos de vida! Stop. Contes muitos mais. Stop. E que a gente veja. Stop. Junto envio fotografia. Stop. Espero que gostes. Stop. Parabéns! Stop. Beijinhos. Stop.


sábado, 12 de junho de 2010

Ser e parecer


Compreendo que é o que parece quando o que parece até nem é. Nós, as pessoas, achamos sempre que sabemos tudo.


À espera


Saber esperar é uma virtude que ninguém possui. E também o é por isso mesmo, por ninguém a possuir.


9 de março ou o apito fortíssimo




Era dia 9 de março, o dia da segunda bronca. Passeava nesta rua no meu habitual, refrescante e até necessário passeio. Aproximei-me deste portão para o mirar melhor, porque à partida me parecera interessante. Clique! E o clique da máquina accionou o alarme de um jipe ali estacionado. O meu coração deu um pulo e eu pulei com ele. Bolas! Que grande susto… Afastei-me lentamente para não parecer que queria roubar o carro ou isso. Mas o que eu queria era fugir dali… Ui! Que grande cagaço!


O homem dos favores


Vem comprar uma lixa garnet de grão cento e vinte. Chega lá e recebe uma esmola para beber um copito de vinho.

Vem comprar dois garrafões de ácido muriático. Vai carregado. Chega lá recebe uma esmola para beber dois copitos de vinho.


Leva-me aos fados


Entrei numa penumbra intimidatória. Todas as cabeças se voltaram para nós com curiosidade. Todas não, uma das pessoas não se moveu. Numa mesa redonda a um canto uma mulher de cabelo puxado atrás e bem apetrechada de bijutaria e maquilhagem e com ar de poucos amigos lia revistas cor-de-rosa. Cenho carregado pela concentração, muito embora eu não tenha aceite esta ideia. Sentámo-nos, pedimos bebidas e ficámos à espera tagarelando e rindo o mais baixinho possível.
A guitarra e a viola trinavam para criar ambiente, parecia até tocado de improviso. Em certa altura a mulher levanta-se e dirige-se para o sítio onde os músicos estavam. Começa o fado. A mulher transfigura-se, agora é a fadista.
Adorei vê-la e ouvi-la, percebi-lhe a verdadeira arte. Apenas a escondia enquanto esperava a hora certa de a mostrar.


Às aranhas




Ai ai! Acho que vou vender aranhas para pratos. Ou não? Se calhar não vou... Vou, não vou... Vou, não vou? Vou pois! Claro que sim, é óbvio...

Lisboa - Rua Rosa Damasceno, 29 de maio de 2010


Contra-resposta


Tu tiveste um dia mau?

Não são todos assim?!

Cara nova


Mudei o aspecto do blogue. Acho que está muito bem, gosto das coisas limpas, escolho sempre templates deste género. O que mais me agrada é o facto de os posts do dia ficarem como que numa folha de papel, separados por dias. Gosto mesmo.


A moeda




Percebe-se claramente a insignificância de Portugal numa simples moeda de cinquenta cêntimos.

Se o leitor quiser ver mesmo, mesmo bem a pequenez desta pátria mui amada tem que clicar na imagem.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (54)




Eu não era para estar aqui. Tu não eras para estar aqui. Eu era para estar a ouvir perguntar pela mãe e pelo paizinho, era para estar a entregar um papel a césar, era para estar devolvendo notas a quem as requere, era para estar ali ouvindo e cantando e rindo. Eu não era para estar aqui, era para estar fazendo tudo e mais alguma coisa e no fim das contas é aqui que eu estou. Tu não eras para estar aqui.


Lisboa - Rua Brito Aranha, 11 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de junho, o dia da Raça!


Data: 1890 (versão original)[1]
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa á terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!

III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões marchar!!


Pesquisei no Wikipédia e descobri que o hino nacional tem três estrófes e que já existiram várias versões do mesmo. Resolvi colocar aqui a versão original.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (53)




Gosto de pensar que posso escrever acerca de qualquer coisa, mesmo sabendo de antemão que não posso.

Lisboa, 7 de junho de 2010

...


Hoje estou com dificuldade em fingir que está tudo bem, o que normalmente consigo. Tenho mais presente e sentida a ideia de que a minha vida continua a (e na) mesma por mais que a tente mudar. Vem daí a dificuldade.
Ouvi dizer por aí algures 'se não pode mudar a sua vida, mude de atitude'. Pois está muito bem, concordo em pleno, e logo à partida deu-me vontade de mandar tudo à merda. Foi essa a única atitude diferente que encontrei disponível.


...


Dizerem: 'Eh pá, tem lá calma contigo!' é coisa para me enervar de sobremaneira.

Post à míngua


Sofrer por antecipação é saber como será.

domingo, 6 de junho de 2010

Post colorido


Fui à praia e fiquei destas cores todas.



O vestido


Fazer o vestido às riscas...



... Com a parte da saia na vertical e a parte do corpo na horizontal. Depois fazer um cinto largo em viés.



Falta o cinto largo, o tecido não chegou...

Uma fotografia por dia que bem iria... (52)





    Ó mar, ó mar, ó mar...
    Ó mar, ó mar, ó mar.

    Ó mar, ó mar, ó mar...
    Ó mar, ó mar, ó mar.


    Poema de António Peixinho


Costa de Caparica, 6 de junho de 2010