quinta-feira, 16 de abril de 2009

Para que conste:


Eu fui a visita número dois mil ao meu perfil...




Post scriptum:
Como não percebo quase nada disto, foi a rica filha quem me auxiliou a fazer um print screen mas ficou assim pequenino. Para ver em grande é favor clicar na imagem.


Primavera


Cresci nesta região - Loures. O ano passado, assim que chegou a Primavera, olhando e observando os campos daqui, recordei momentos de infância relacionados com as flores campestres que durante o decorrer desta estação por aqui se fazem notar ou, também, abundam.
Como tinha (e tenho!) o hábito de escrever coisas, achei que seria giro escrever essas recordações no meu blogue. Efectivamente assim fiz, elaborando três posts. Em querendo vê-los e lê-los é favor clicar ali no lado direito deste blogue na lista de ideias intitulada 'Memórias da minha infância'.
Na altura achei que tinha chegado ao fim deste género de recordações mas este ano, assim que chegou a Primavera, recordei mais umas quantas flores e plantas campestres que chegarão já de seguida com as respectivas recordações de infância.


As urtigas

Piquei-me nelas tantas vezes! Uma vez disseram-me que se passarmos a palma da mão pelas urtigas elas não picam. Sei que quis saber se isto é verdade mas não tenho nenhuma recordação em concreto do resultado das festinhas às urtigas. Agora que sou adulta sempre posso tentar...


Os trevos

Procurei muitas e muitas vezes trevos de quatro folhas, claro que sim! Nunca encontrei nenhum mas num dia em que andava à procura desses escassos trevos com uma amiga minha ela encontrou um e eu fiquei com montes de inveja dela.



As azedas

Com as azedas o meu principal divertimento era o esmagar das ditas. Ora com pedras, ora com os dentes. As azedas são azedas - fazem jus ao nome, foi o que logo percebi.


As bruxas

As bruxas voam ao sabor da brisa. Ainda hoje ando para descobrir se as bruxas são animais ou flores e se morderão... ou então não.
Não tenho a certeza se na foto que aqui apresento são as mesmas bruxas que eu via a voar lá no meu quintal, as quais cheguei a temer, mas seja como for aqui fica uma planta que, mal por mal, ao menos é parecida com as bruxas a que me refiro.



Os garfos

Não sei se o nome correcto é este mas provavelmente não será. Quem me disse que esta planta se chamava garfo foi o meu pai mas possivelmente isso dever-se-á à forma dela.


Os canitos

Aqui também não tenho a certeza do nome desta flor e também foi o meu pai que me disse chamarem-se assim. Fixei muito bem o nome porque sempre lhe achei muita graça.

Será que no próximo ano, assim que chegar a Primavera, irei lembrar de mais algumas flores ou plantas? Quem sabe...


Antiguidade


Um senhor disse-me que sou daquelas pessoas à antiga portuguesa. O meu primeiro pensamento foi triste:
«Ora bolas, já tenho um ar antigo...»
De seguida ele acrescentou que bastou dizer que vinha 'dali' e logo eu o tinha deixado levar o artigo sem pagar para mostrar 'lá' se era mesmo aquilo que queriam. Fiquei logo toda contente, afinal ainda não se nota que sou antiga...
Disse-lhe que conheço muito bem o nome que referiu mas que tinha confiado também pela aparência dele. E o homem continuou dizendo que sim senhor, isto já não se vê, que a cada dia que passa as pessoas são mais desconfiadas e assim e assado .
Depois do negócio feito, quando ele já se encontrava de saída e à soleira da porta, volta-se para trás e pergunta-me:
- Olhe lá! Você achou que eu tinha cara de boa pessoa ou cara de parvo!?

Fiquei tão arrependida de não dizer que o achei com cara de parvo...! Oh pá, que pena!... Fica para a próxima.

(Desa)Parecença, só agora desenvolvida mas poucochinho...


Não sou aquilo que pareço nem sou parecida comigo.
Abrupta e laconicamente, é isto. Se desenvolver esta ideia nunca mais me 'calo'.


Pareço lenta...
... Não sou.

Pareço antipática...
... Não sou.

Pareço parva...
... Não sou.

Pareço calma...
... Não sou.


Isto dito assim é básico, subdesenvolvido, curto, atrofiado, aquém de qualquer coisa, raquítico, encolhido... e outras tantas coisas mais, eu sei. Se aqui escrevo para ser lida, se tenho essa consciência, então convém que faça jus aos leitores e à consciência, e expanda este pensamento.
Vamos por partes, qual Jack o Estripador:

Lenta

Esta entristece-me. Nunca gostei de dar a ideia de 'mosquinha morta'. Julgo que dou a ideia de ser lenta porque paro para pensar. Julgo, não que tenha a certeza! Agora vou parar um bocadinho para pensar nisto a ver se concluo alguma coisa...

(...)

Conclusão - não existe.

Antipática

Quem me conhece de novo acha-me antipática. Eu cá acho que é mais anti-simpática. O meu feitio não é de muitas falas logo à partida. Eu olho, vejo e observo, embora não necessariamente por esta ordem. Avanço apenas quando me interessa. E quando me interessa, é preciso eu estar já muito à vontade para blá-blá-blá... blá-blá-blá... blá-blá-blá...

Parva

Pareço parva porque ando sempre a dizer que o sou. Isto é um facto por isso nada a argumentar contrariamente.
Às vezes fico triste com isto mas sei que a culpa de parecer parva a mim pertence.
Muitas vezes desejo que a minha inteligência seja mais visível mas eu sou assim... Não sou aquilo que pareço...

Calma

Sou muita coisa... mas calma não! Não que sempre a aparente mas aparento-a mais vezes do que as que a sinto. Normalmente parece que não estou nem aí, que não ligo a mínima… Mas ligo e enervo-me...
Acerca desta questão vou ficar-me por aqui. Não deve estar a notar-se nada mas estou a ficar muito nervosa!


É por tudo isto que não me acho parecida comigo. Como é possível que transmita aos outros aquilo que não sinto ser? Não sei.

Adenda:
Caro leitor(a), chegaste até aqui? Dou-te os parabéns pela paciência e, em simultâneo, muito a agradeço! Não sei que seria de mim sem ti...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prémio!




A Bell premiou-me uma vez mais. Trata-se do prémio 'Jovens que pensam'. Na parte do 'jovem' acho que já se percebeu que não o sou mas isso não tem importância. O que tem importância é a parte do 'que pensam'.
Não que me aconteça ser premiada amiúde mas sempre que tal acontece o sentimento oscila entre o constrangimento e a surpresa. Depois fico grata, afinal há alguém que, para além de ler o que escrevo, ainda reconhece na minha escrita alguém que pensa - obrigada, Bell!

Vou marimbar-me para as regras por preguiça e falta de tempo (porque já estou atrasada) e premiar todos os blogues que habitualmente leio, já que acho que os autores dos mesmo pensam e muito, e que constam ali na lateral direita deste blogue.
Vá lá, não se façam rogados e venham cá buscar o prémio.

Quem tem fome cardos come!


Gostaria de encontrar um argumento que desmentisse este provérbio mas não consigo, este provérbio é muito certeiro.
Não tenho dúvidas que a negridão da fome é algo que efectivamente existe. Em havendo daquela fome, daquela fome negra, cardos se come.


Saraivada


Ena tanta água!... Isto serão as pedras da calçada a chorar?!


Nuvens


Viajava de carro e olhando para o céu lembrei-me da minha mãe. Diz ela que 'nuvens brancas a cavalo nas pretas é sinal de aberta'.
Já que quem conduzia não era eu, tirei rapidamente a máquina da mala (a pobrezita agora anda sempre comigo...) e tirei fotos ao acaso. Às vezes, por causa do acaso, registo imagens giras.



terça-feira, 14 de abril de 2009

Parabéns!





De manhã anunciei ao Luís:
- Amor, o meu blogue hoje faz anos!
- Ah... então logo à noite temos que cantar os parabéns e soprar as velas.
- ...
- São três anos, não é?
- Sim... Pena é não dar tempo de fazer um bolo...


foto: o meu bolo de aniversário em 2004...

O terceiro aniversário


Queria escrever um bonito texto demonstrando como me sinto feliz por (ainda) aqui estar, agora que são volvidos três anos.
Queria escrever bonitas palavras de agradecimento para todos quantos aqui vêm ler e deixar comentários.
Queria desenvolver o 'Que bom que (ainda) aqui estou!' e o 'Obrigada a todos pela presença!'
Sempre posso tentar...:

Um blogue existe, eu assim o entendo, por causa dos comentários. A principal função de um blogue é a interacção com os leitores, às vezes quase em directo.
Acontece a alguns bloggers continuarem ou recomeçarem o seu blogue devido ao teor dos comentários - os leitores sentem a falta do blogger e pedem entusiástica e encarecidamente que volte a escrever.
Estarei a repetir-me se disser que se não quisesse que o mundo soubesse o que sou e o que penso não escreveria num blogue, não poria nada disso ao alcance de um clique.
Assim sendo, à falta de melhor, este ano resolvi agradecer nomeadamente aos meus leitores mais assíduos. Muito embora uns sejam mais assíduos que outros, isso não prevalecerá porque esta que daqui escreve sabe que nem sempre há disponibilidade ou vontade de comentar.
Agradeço àqueles que comentam, porque aqueles que comentam, quando o fazem, fico certa de que estiveram cá e leram. É principalmente por isso que valorizo os comentários.
Por causa das 'coisas' a ordem será alfabética. Ei-los:


Bell

Waterfall


E agora um remate simplório:

Estou muito feliz por (ainda) aqui escrever. Obrigada a todos os que me acompanham, mesmo quando não comentam.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

?


Disseram-me que termino quase todos os posts com uma pergunta.

Será?


(assim parece...)

...




Senti-me aborrecida até ao momento em que descobri o porquê do sentimento - a culpa é do tempo, pois 'tá claro!
Que aliviada fiquei logo a seguir à descoberta!...

(Muito embora o tempo tenha ficado na mesma...)

Contra-senso pascoal


Variar nem sempre é bom. Há por vezes um ténue desconforto que, se eu deixar, se transformará num vácuo desconhecido bem presente e sentido .
O fim de semana foi tão esquisito, talvez devido ao feriado, que ontem pela tarde desejei a Segunda-feira para que assim a minha vida voltasse à normalidade. Logo eu que gosto tanto de variedade na minha vida, bem como de descanso, e abomino rotinas, fico desconfortável com a variedade de um fim de semana prolongado. Como se isso fosse mau!...
A meu ver, a cada ano que passa a Páscoa tem um significado menor. Desejaram-me uma 'Boa Páscoa' por causa do feriado. Hoje, a Páscoa vale mais pelo feriado do que pela religião.

sábado, 11 de abril de 2009

Anonimato…
Sim ou não?


A Dona Antonieta perguntou-me se eu gostava de trabalhar ao balcão. Respondi-lhe que não morro de amores...
Depois a conversa variou. Tanto falámos, tanto falámos, que a dada altura eu contei-lhe que gosto de escrever e que mantenho um blogue onde publico aquilo que escrevo. Disse-lhe também que sei perfeitamente que, ainda que não morra de amores pela minha profissão, esta é óptima para desenvolver a escrita e que o que vivo durante o tempo em que estou atrás do balcão me favorece enormemente no sentido de conhecer as pessoas e a vida e a partir daí escrever.
À medida que ia falando ia crescendo em mim algum orgulho pelo espanto que causei e ao mesmo tempo o arrependimento por revelar tal coisa.
Senti uma espécie de vitória amarga. E se a Dona Antonieta se lembra de ir até à Internet? Decerto haverá aqui posts que não gostaria que algumas pessoas lessem. Não, claro que isso não vai acontecer, a Dona Antonieta não tem Internet lá em casa. Além disso, se ela estivesse realmente interessada em ler isto ter-me-ia perguntado imediatamente qual o endereço do meu blogue.
Nunca quis escrever no anonimato mas penso muitas vezes nesta questão. Se sim, ou se não.
Também são muitas as vezes que penso como será se algum dia chegar a conhecer pessoalmente algum dos meus leitores. Será que o que escrevo dá uma ideia errada de mim? Será que vou desiludir? Escrevo p’ra caraças mas não falo p’ra caraças, quando isso acontecer, se acontecer, que vou eu dizer? Não vai sair nada na certa!

Lembrete


Estávamos numa sala de espera. Vi e ouvi algo que me despertou o sentido que uso para escrever. Instintivamente abri a minha mala, tirei lá de dentro o pequeno caderno que uso para fazer as anotações que no futuro darão em posts.
Escrevi o que queria e quando levantei o olhar do caderno vi-o ao longe olhar para mim divertido, cúmplice. Sorri-lhe dali e à surdina disse:
- É para não me esquecer...

O meu amor sabe que eu gosto de escrever...

Livros


Um dia uma senhora disse que tinha lá em casa livros para dar, que ia fazer uma mudança (ou algo assim) e se os quereria. Como acho que livros são tesouros independentemente do que esteja lá escrito, dei uma vista de olhos na biblioteca da senhora e achei-a algo curiosa.
Guardei alguns, os que achei mais valiosos, quer pela antiguidade de uns, quer pela qualidade de outros.



O 'Petit Larousse'. Petit? Quem diria! Se este é o petit fará o grand!


Um diccionário cuja lombada tem quase a mesma largura que a página.


Este é um livro espectacular - 'O Mestre Cozinheiro'! E começa assim como se vê na imagem abaixo. Nos anos sessenta e setenta, estas coisas da cozinha e das lides caseiras eram somente dedicadas às senhoras... Como os tempos mudaram, não? E ainda bem, pois claro.


Bons


Será que os velhos tempos são mesmo bons? Ou será a saudade do que jamais regressará que transforma outros tempos em bons tempos?
Esperar o regresso de bons velhos tempos é inútil. Já muito útil é fazer com este tempo presente seja bom.

Simpatia


A minha simpatia é por vezes fingida. Quando dou pela hipocrisia acho que mais vale não ser simpática, que ganho as mesmas, pois se fingir ninguém irá ver como sou realmente simpática...
De nada serve o fingimento. Este ou aquela não vão gostar mais de mim se eu estiver a fingir que estou bem e que sou bem e mais isto e mais aquilo.

Agora estou de trombas! Estou antipática e não me apetece falar! Não quero saber!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Fotografias


Ando feita fotógrafa. Não sei que me deu, sem mais nem menos houve um dia em que surgiu uma ideia e depois veio outra e mais outra. Agora conto com mais posts de fotos do que de escrita.
Já tenho pensado em apresentar as fotos escrevendo algo sobre elas ou mesmo sobre o sentimento que me transmitem mas não apanhei ainda o jeito para isso, até nem sei se não será preguiça, ando (muito) pouco escrevedora.
A fotografia é uma paixão e, tal como acontece com todas as paixões, desde que me apaixonei desejo fotografar tudo e depois chegam as ideias e vá de publicar fotos agrupadas por tópicos.
Gosto desta paixão mas sinto que ela despede a paixão pela escrita. Nas últimas semanas tem-me parecido que perdi qualquer coisa e tento agarrar-me à ideia de que o que perdi, seja lá o que for, há-de regressar.
Eu sei que a vida dá voltas e que é uma constante modificação e/ou evolução. Pode acontecer que eu não escreva mais... Talvez a volta da minha vida passe por aí.

Tem piada...


Descobri uma palavra que resume o meu estado de espírito em muitos momentos da minha vida - sou nubívaga! Isto é, ando nas nuvens...



Suspensos do céu - 2






Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras) - Lisboa



Avenida de Madrid - Lisboa



Avenida de Madrid - Lisboa





Ponte Vasco da Gama





Setúbal


Jardim


Não são raras as vezes em que me sento num banco de jardim e que os pombos vêm ter comigo esperançados de alguma migalha que surja da minha boa vontade, creio...
Será que os animais conhecem as pessoas e só se aproximam se elas forem de boa índole? Ou será que é pela sua inteligência limitada que se aproximam de mim? Ou ainda, será que essa aproximação apenas se deve ao facto de eu estar muito quieta e calada e assim lhes pareço fazer parte da paisagem?
Eu... uma flor vestida de ganga.



Paixão


Diz que hoje é Sexta-feira de Paixão.
Então toma lá disto!



O rol dos esquecidos - 3







quinta-feira, 9 de abril de 2009

Constatação


Eu sou uma mocinha daquelas que adora ver e ouvir coisas que é para ao depois correr para aqui e escrever tudo. Sou uma blogger como deve ser... digo eu!
Agora ao sério, quando escrevo não minto, na verdade tenho horror à ideia de que não pareça verdadeiro o que venho aqui escrever.

Hilaridades num dia ordinário apresentadas por ordem crescente


I

Alguém achou que eu não teria mais que trinta e cinco anos... Eh pá, que fixe!
Nesta altura da vida tal afirmação é hilariante!

II

Uma senhora apresentou repentinamente uma questão: sabe o que é a 'P.D.I.'? E, não deixando ninguém responder, logo disse de rajada: é a puta da idade! Tudo se riu, pois claro!

III

Vi uma antena de rádio improvisada e provisória. No prolongamento da antena estava um garfo amarrado para melhorar a sintonia.
Como já passaram uns dias desde esta visualização, hoje acrescento que não parece ter dado resultado - o garfo já não está lá.

IV

Perguntaram-me se eu vendia gasóleo. Agora até estou aqui a pensar que é uma pena não vender... Pois é, teria feito negócio na certa!
Ainda debaixo da mesma hilaridade, recordo também que tentei perceber sem ferir o orgulho ao cliente, se ele não estaria porventura enganado e queria era comprar petróleo. Não, não era, era mesmo gasóleo. (disse ele)
Já que o homem não dava mostras de ofensa no orgulho, tentei aprofundar a questão para perceber, sempre com cuidado não fosse agora a ofensa fazer-se chegada, para que queria ele o gasóleo... Era para metal. (disse ele) Ah... então seria para a ferrugem? Sim, era para isso mesmo! (disse ele)
Falei-lhe de um produto que eu comercializo para retirar a ferrugem com facilidade e o homem diz-me que não era nada ferrugem o que ele tinha que tirar!
Alfim se ofendeu!


Não é tudo isto hilariante?!
Ora bem... vivam elas, as hilaridades nos dias ordinários!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ideia


Quando uma ideia destituída de senso se agiganta, eu deveria transmiti-la a alguém para que a mesma se desvanecesse.
Quer para realizar a ideia, quer para a verbalizar, não encontro em mim a coragem necessária.
Podia escrevê-la. Há vezes em que escrevo para que as ideias deixem de ser importantes, porque ao partilhá-las alguém ficará a saber tanto quanto eu. O segredo deixa de o ser, é desvalorizado, dissipa-se, deixa de existir.
É desse modo que as ideias ficam suficientemente ridículas para que me dê vontade de rir. Infelizmente a coisa ainda não está no ponto em que me dá vontade de rir, é por isso que hoje escrevo. Tenho alguma esperança que me dê vontade de rir daqui a umas horas.

Abraço




Diz que os abraços não se pedem nem se esperam, dão-se.
Pensando bem... peço-os, espero-os e dou-os.


Agarro-me à complexidade simples da vida para (ainda) acreditar que Deus é e .

Desenrascanço


Houve um dia (este houve um dia é uma espécie de era uma vez) em que a minha vida se resumia à necessidade de saber as horas e também de atravessar a estrada. Usei a cabecinha e fiz tudo num ápice e de uma vez só - entrei numa estação de Metro!
Posto isto...:

Blogger (ou então não), aqui te deixo um conselho:

Sempre que te vires enrascado para saber as horas e/ou para atravessar a estrada, já sabes... faz como eu! É um instante enquanto atravessas a estrada pois não tens que esperar que o sinal fique verde para os peões e enquanto percorres o corredor subterrâneo laças o olhar um pouco acima e vês a quantas andas no painel digital...

O rol dos esquecidos - 2







segunda-feira, 6 de abril de 2009

Reinado


Quando reina a boa disposição o meu problema é não poder ter problema nenhum.
Quando a destrono, vagueio por aí na ânsia de aniquilar os pensamentos torpes.

Ilusão


Convém que se trate as pessoas bem enquanto elas estiverem vivas. Por isso, em estando próxima à morte irei fazer por cá deixar as boas lembranças.

O cão


Tanto medo do cão nem sei p'ra quê! Quem me faz mal não costuma ladrar...

Rasgando o céu - 3







domingo, 5 de abril de 2009

Venho da festa


Lá, na festa, em dada altura fiz uma apreciação geral das pessoas presentes e concluí que aquele era um grupo muito homogéneo, não havia grandes oscilações de comportamentos e atitudes.
Entretanto verifiquei que apenas duas pessoas se destacavam da multidão.
(Multidão pois, que p'ra mim mais que uma única pessoa já é uma multidão!)
Mas escrevia eu das pessoas, uma delas era um senhor que se destacava pela postura algo tensa, sorrindo nervosamente por estar demasiado ansioso em agradar.
A outra era eu... nunca falei com ninguém olho no olho que tenha o hábito de notar as pessoas e que o diga, ou escreva, como eu. Aí encontro um destaque...

Festa de Aniversário à brasileira


Em feista dji brázilero num podji fautá...



... pipocáiz! E...


... brigadêrou!


Elo


O meu sentido de observação não anda a um nível baixo. O elo que liga o olhar à escrita é que parece ter-me abandonado.
Quando isto me acontece, fico perdida porque continuo a observar e a querer escrever. Não sei se force o sentimento ou se fique à espera dele. Não tenho a certeza de ser suficientemente especial para que me possa dar ao luxo de ficar à espera.

Expressão


Às vezes gostava de ver a minha expressão no momento em que estou a falar. Gostava de ter visto a cara que fiz quando um senhor me pediu uma moedinha para o comboio (ali assim não há comboio mas pronto, o homem podia estar a referir-se ao metropolitano...), mas dizia eu que gostava de ver a minha cara, porque o homem pediu a moedinha e logo de seguida despejou uma série de frases gastas sem lhes dar qualquer entoação. Eu, bem mandada que sou, acedi prontamente rodando nos calcanhares e indo buscar a moedinha. E - era aqui que eu queria ver a minha cara - com um ar condescendente pus-lha na mão, um ar do tipo 'está bem... vá lá, deixa-te de tretas e toma lá a moeda...'. Entretanto o homem ia desenrolando as tais frases com a tal ausência de entoação dizendo-me que pede porque tem que ir para casa, que só quer é arranjar o dinheirinho para chegar ao lar e que não faz mal a ninguém nem nunca quis fazer...
Eu, que no concernente à espontaneidade sou por vezes uma prova vívida da mesma, olhando penetrantemente o meu interlocutor - e aqui também eu queria ter visto a minha cara - repliquei que lhe ficava muito bem essa humildade e que assim era bem capaz de arranjar o dinheirinho dentro de duas ou três lojas, mais coisa menos coisa...

sábado, 4 de abril de 2009

Afinal...


... até nem escrevi nada...

Bom fim de semana!

(Ao menos isso!)

Free hit counter


Neste momento tenho mais de mil visitas contadas desde que coloquei este contador. Palavra que não sei que raio virá aqui fazer tanta gente...

O rol dos esquecidos - 1







Olá blogue!


Hum... isto tem estado paradito... Então Gigi, não se escreve nada?!

- Tem calma, Gina!... Já lá vou!...

Não é normal que eu seja a única pessoa a sentir falta de mim mesma aqui no blogue...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A vida é tão bela!
Não façam pouco dela!

Triciclo


Umas vezes na Avenida Guerra Junqueiro e outras vezes na Avenida de Roma, (e se calhar até por outros sítios, sei lá eu bem!...) é costume estar um senhor montado num triciclo a pedir esmola. A quem for hábito circular por estas paragens, certamente saberá que o senhor em questão tem um único apelo:
- 'A senhora (ou senhor, conforme o sexo do transeunte) é capaz de me dar uma esmola, por favor?' - Sempre não se pode dizer que o bicho não é educado...
Conheço-o há tantos anos e já o ouvi apelar tantas vezes que noutro dia passei por ele montado no seu triciclo aguardando junto à passadeira que eu terminasse a travessia.
Sendo que a única coisa que conheço do homem é a sua expressão inalterável e o seu também único pregão, por momentos tive um vislumbre de que ele me iria pedir esmola dali mesmo!...

AH!!!


É mentira!... Claro que o que o post anterior é mentira!... O peixinho simpático* não me pediu que transmitisse recado nenhum...

*Questionei alguém que depois de ser submetido à observação da foto que consta no anterior post me disse que este peixinho é um tubarão de areia.
Levando em conta que nenhum zoólogo, ou biólogo marinho, ou coisa assim, por aqui ande a passear e portanto me possa desmentir, o bicharoco que figura no já referido post é um tubarão de areia. Por outro lado, se isto for uma mentira paciência... Afinal hoje é o dia em que se está ilibado automaticamente desse pecado capital.

Bem vindos a este novo mês!




Foi o que este simpático peixinho me mandou dizer aos meus leitores!

Não...


O que consta no post anterior não é mentira pela proximidade do dia primeiro de Abril...
Os golfinhos, ontem, por entre graciosos mergulhos, pediram-me que transmitisse este recado aos meus leitores. O recado está dado!