domingo, 24 de abril de 2011

Boa Páscoa

Dantes ficava entusiasmada com o significado da Páscoa, entoava cânticos de alegria num púlpito da saloiada e acompanhava uma série de festejos religiosos. Hoje não. A vida passa, muda, evolui. Tanto faz. A vida não é o que era e isso não é ruim.
De manhã fui vistar o Museu da Cidade, em Lisboa - Campo Grande. Fechado... Oh! Lá por causa disso não deixei de tirar fotografias. A vida agora é assim e tem o seu quê de boa vida. Tem, tem.











sábado, 23 de abril de 2011

Literatura

– Literatura é uma pessoa escrever e já está, não é ricos filhos?


Rico filho, não querendo contrariar a mãe, como que fazendo de cordial cavalheiro:

– É sim senhora!


Rica filha, muito técnica, muito precisa, qual boa estudante:

– Não sei, o meu curso não é propriamente sobre literatura, mãe, é de ciências da linguagem.


?!

Escrevo 'conatatação' se quero escrever...

Constatação a seguir

Escrevo 'euq ue' se quero escrever 'eu que'.

Constatação

(Credo, um nome tão grande para uma coisita tão pequenina que quero dizer...)

Escrevo 'qeu' quando quero escrever 'que eu'.

Hã?!

A rica filha anda de roda da história dela. Há pouco confidenciou-nos que vai matar a avó. Primeiro fiquei boquiaberta. Depois percebi que é uma avó que há lá na história dela que vai morrer porque ela acha que sim e pronto. Que alívio. É que eu eu gosto muito das avós da rica filha...

Escrever o quê?!

Isto:
Hoje, que tem sido um dia dado a
cozinha; cozinhar; cozer,
posso escrever que só falo dos tomates no plural.
Tomate, para mim não existe.
Não sei...
Acho que há coisas que só ficam bem se forem mais que uma.

Ç

Na internet as finanças deste país chama-se portaldasfinancas. A ver se o fe-mi dá com isto...

P.S A internet não é portuguesa, presumo, ou escrever-se-ia: ínternete.

19:13

Olá!

Esta aqui sou eu num momento que não tem ainda duas horas de ocorrido.
Já que estou tão gira - tipo fotocópia,  ou não estaria assim tão gira - lembrei-me de me pôr aqui com esta cara para os leitores me verem bem. 
Até o (des) penteado está muito bem, na minha opinião. Nada como uma ar desalinhado para parecer natural.
De óculos e tudo, para dar um ar inteligente, que é coisa que habitualmente não tenho.
Refiro-me ao ar inteligente, não à inteligência.
Eu sei que sou inteligente, as outras pessoas é que - habitualmente - não.
E então é assim: as férias estão a ser óptimas, obrigadinha.

Comezainas

A ideia era fazer um gelado igual ao que vi na revista Tele Culinária e Doçaria nº 753 (só por piada vou deixar escrito que a mesma revista data de 19/07/1993 e custou-me cem escudos, uma ninharia...) intitulado 'Um Gelado para Amália'.
Ora bem, mudei tudo o que li na revista (ou quase tudo), o que pode significar que o gelado não era para a Amália, seja ela quem for. Chamei à minha recente invenação doceira 'Gelado Gina'. Só para verem como sou original em títulos...


Eis a receita:

Ingredientes:
3 claras
14 pacotes de açúcar (desses do café)
100 g de chocolate barra ralado
100 g de bolacha maria ralada
50 g de amêndoa em pó
2 pacotes de natas (400 ml)

Batem-se as claras em castelo com 4 pacotes de açúcar.
Batem-se as natas geladas com 10 pacotes de açúcar.
Misturam-se delicadamente os dois preparados.
Junta-se o chocolate, a bolacha e a amêndoa.
Vai ao congelador duas horas e já está.
Aconselho deixar repousar 10 minutos fora do frigorífico antes de comer.
Hum... É bom!

A ver se para a semana, ou assim, substituo o chocolate e a bolacha por morangos esmagados...

Refiz a receita do creme para o bolo de bolacha:, dei-lhe um toque pessoal e transmissível:



250 gramas de manteiga à temperatura ambiente
200 gramas de açúcar
3 gemas
50 gramas de amêndoa em pó
1 colher de café de canela em pó.

Bate-se muito bem a manteiga com o açúcar. Junta-se as gemas uma a uma, seguido dos restante ingredientes.
O resto o pessoal já sabe concerteza: molham-se as bolachas (2 pacotes = 400 gramas) em café forte e faz-se camadas alternadas de bolachas com o referido creme até esgotar ambos.
Muito bom este creme. Muito bom mesmo!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ausência de assunto que leva a escrever

Escrever o quê?
Que o sô Ventura me paga um cafezinho na vez sim, na vez não pago-lhe eu, e que eu acho que este tipo de partilha se torna desnecessária uma vez que acabamos por pagar o nosso café as mesmas vezes?
Escrever o quê?
Que a dona Luísa já me disse que logo á tarde, se estiver bem-disposta, me vem chamar para um cafezinho e um bolinho, ou aquilo que eu quiser comer, que a ela tanto se lhe dá, que paga com o todo o gosto e amizade?
Escrever o quê?
Dum senhor que não encontra o creme de barbear assim-assim em lado nenhum e eu aqui tenho, que já não se encontram locais destes por aí, que aqui, neste local, apesar de exíguo, é um supermercado porque se vende de tudo?
Escrever o quê?
Da chuva que me encanta mas que, por mais que faça e diga, ninguém acredita nesse meu encantamento?
Escrever o quê?
Da exclamação rente ao terror que uma senhora proferiu quando verificou que ia ter que pagar com uma nota altíssima uma conta irrizória e que   parece-me que havendo terror no acto teria de partir de mim?
Escrever o quê?
Amanhã é sexta-feira santa mas eu não lhe prevejo qualquer santidade?
Escrever o quê?
Que o Clóvis diz que a preta do escritório tal tem uma ganda pancada nos cornos mas quem tem uma pancada do caraças é ele pelo modo dúbio como conduz a sua vida: despreocupadamente atento às pessoas, e, mesmo assim, altamente egoísta?
Escrever o quê?
Da completa confusão em que está a minha cabeça?
Da angústia que todos os dias expulso daqui para fora?
Da solidão em que me encontro porque não tenho problemas iguais aos da outra gente, porque não padeço duma doença da qual possa falar abertamente, porque tenho de esconder lágrimas e sofrimento?
Que engulo os sentires e com eles engordo a minha dor?
Que percorro quilómetros Lisboa afora almejando tão somente fugir de mim mesma?
Da astenia que não me larga e me impede de fazer coisinhas tão simples como levantar a mesa do jantar e varrer o chão?
Da culpa tão imobilizadora e devastadora que mata os meus sorrisos, as minha gargalhadas, os meus prazeres, à nascença? Que passo a vida a fingir e que isso me atormenta de sobremaneira?
Do meu desinteresse, porventura desdém, no que concerne à exposição que faço de mim mesma num blogue tão caprichoso quanto desnorteado?
Escrever o quê?
Que a vida é assim? Mas a vida é mesmo assim?!
Escrever o quê?
Voltar à carga, atentar nos outros, escrever das pessoas, dos seus afazeres, das suas características, expressões faciais e outras, da sua complexidade e diversidade?
Escrever o quê?
Que escrevo dos outros a ver se me esqueço de mim, já que não suporto ouvir o que ecoa dentro da minha cabeça constantemente?

Escrever o quê? Um dia invento coisas e pronto!

Lisboa, 21 de Abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

...

Estando eu nada animada e muito aquém da receptividade, alguém me diz assim:

- Ai que ela não está com parvicência nenhuma para as minha paçarias...


E era isto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ninharias

A vida transformou-me, hoje sou selectiva, não dou atenção a ninharias, o tempo que tenho é cada vez menos, tenho essa consciência. Mas o que seria de mim sem contemplar ninharias?
Detive-me observando um prédio azul e um poste numa das avenidas mais movimentadas e mais vivas que Lisboa tem.




Lisboa – Avenida Almirante Reis, 19 de Abril de 2011

Tarde e a más horas

Saí tão tarde que a Paquita já havia posto o caixote do lixo cá fora. Vi-lhe o robe azul e comentei. Ele disse logo muito depressa que o robe da Paquita já tem uma data de anos e que seria bem melhor inovar. Estranhei mas não devia, nós somos daqueles que andam sempre metidos na casa da outra gente, somos daqueles que lhes vemos o íntimo, que lhes observamos os interiores, a alma, a vida.

Pão com manteiga

Estive na casa de um cliente que cheirava a pão com manteiga. A casa, não o cliente. É esquisito porque eram sete e tal da tarde e a casa havia ficado fechada o dia inteiro uma vez que a gente foi lá por causa duma fechadura encravada.
Andava um gato para lá e para cá, muito curioso. Se calhar é ele que sabe preparar a bucha das cinco da tarde e fica no ar um intenso cheiro a lanche.

Altamente secreto

O segredo para uma vida saudável e feliz é o equilíbrio.
Ninguém consegue obter o equilíbrio.
Não, enquanto for segredo...

?!

Comprou uma máquina corta-relva porque a mulher não quer que ele ande de sacholo na mão.
Os homens lá se amanham sempre, depositando na mulher a culpa para tudo o que fazem. Ainda que não haja maldade ou prejuízo no que estão a fazer... É a mando da mulher, ela é que disse: faz assim. E eles fazem...

Prove que é bom!

O senhor António lá de quando em quando aparece à Sexta-feira. É tão interessado em tudo o que digo que até me faz confusão, foge ao comum. Mas aproveito a atenção, claro, e esmiuço o que posso, ou eu não seria eu.
Calhou haver bolo naquele dia, bolo de banana. Adorou, diz que a minha banana era mesmo boa, que tinha um gostinho fantástico. O senhor António diz assim estas coisas mas eu não levo a mal porque tenho mais que fazer. Depois, como eu havia comprado umas bolachas que parecem canudos para comer com gelado, fiz-lhe uma breve apresentação da maravilha que é essa simples sobremesa e o homem ficou boquiaberto com a história e o conselho: prove que é bom, vai ver. Ofereci-lhe usn quantos canudos e ele diz que ia comprar gelado ,hoje não, mas ia comprar e mais não sei quê.

E é assim a minha vida - extremamente interessante.

Sol a mil, já agora




Lisboa, 19 de Abril de 2011

Águas mil





Lisboa, 19 de Abril de 2011

Chapéu de chuva

O Clóvis tem um certo ar de Charles Chaplin quando vem andando pela rua com o chapéu de chuva na mão. Não tanto pelo chapéu, pois não brinca com o mesmo como o famoso artista, antes pelo ar empertigado com que se move, até que engoliu um pau...

Sopa


Lisboa (Arroios) está cheia desta sopa...

Esta é aquela altura do ano em que...

… Se deseja Páscoa feliz.

… Faltam oito meses para o Natal.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma flor



Pode pensar-se que isto é alguma coisa. E é. Isto é alguma coisa: a flor do post anterior.
A lente da minha máquina invadiu o Liceu Camões do lado da rua Almirante Barroso e  sairam-me estas imagens distorcidas não sei porquê. Eram sete e trinta e tal e havia estado a chover torrencialmente em Lisboa. E eu deambulando pela cidade como se não tivesse mais nada que fazer, parando para tirar fotografias como se não quisesse fazer outra coisa qualquer.

Chegaram as águas mill do Abril!

Lisboa - Rua Almirante Barroso, 18 de Abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Ser diferente


É corriqueiro - toda a gente tem um blogue. Aí deposita ideias disparatadas, conta da vida e dos afazeres, da melancolia, do júbilo, da desilusão, da desgraça, do amor, do conforto. Do reconforto que é escrever. Da vida, sumamente. Disparatada como só ela o é. 

É corriqueiro - toda a gente tem um blogue. Não quero ser diferente.

Sonho

Sonhei que tinha conseguido enfiar as garrafas de petróleo (ver uns posts atrás, por favor) na prateleira- Deve ter custado p'ra caraças, acordei toda suada.

Coisas que parecem mal...

Loures, 16 de Abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A casca

O sô João – já escrevi acerca dele várias vezes -, esse amor de velhinho, além de todo esse amor possui uma certa rudeza que lhe confere um ar ainda mais engraçado.
O Luís, que é um gajo que sim senhor, acha que tem montes de piada... E por acaso até tem. De maneiras que é assim:

- Então, sô João, está calor, hã?
- Pois está...
- Eu gosto, ouvi dizer que quando é assim as mulheres andam todas descascadas!
- Então porque é que você não descasca a sua se põe a olhar para ela?!

Ah, ganda sô João! Assim mesmo é que é, homem! Desculpa lá, Luís... Perdeste a parada, meu...

Um homem e uma mulher

Deu-me exemplos de pessoas que conhece:

Um homem trabalha onde não gosta, é maltratado, escorraçado, até, e vai fazendo a sua vidinha porque depois de sair dali tem onde se entreter: um trabalho gratificante numa área onde gosta de produzir. Está satisfeiro assim, deixa-se andar. E consegue prosseguir mais ou menos feliz.

Uma mulher que foi toda a vida reprimida nos seus gostos e nas suas qualidades. Não a deixavam aparecer, manifestar-se, ou simplesmente aparecer. Foi definhando até perder o controle de si mesma. Hoje está reformada por invalidez devido a problemas psicológicos, porém, liberta. Pinta quadros. Pinta quadros lindíssimos e é muito feliz, diz ele.

A ideia era alentar-me, fazer-me ver que tenho como lutar contra o mal que tanto me desanima, que há pessoas que conseguem sobreviver apesar das adversidades com que se deparam. Obrigada. Depois de contar a última, a mulher, os olhos dele encheram-se de lágrimas. Obrigada também, foi o momento alto desse dia. Pena tenho de não ter havido oportunidade de lho dizer, teria valido bem a pena porque as coisas são para se dizer. Pode ser que ainda consiga um dia desses aí.

Azar ou então não

A cabeleireira mais abrutalhada que conheço estava a meter o totoloto ou lá que é. Diz-se que todos os cães têm sorte e, em calhando, as putas também. Mas eu, que sou ruim, queria que só algumas putas tivessem sorte. Só algumas...

Coração filho da fruta

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ah, é verdade...

... Eu já tinha dito que o meu blogue hoje faz cinco anos?

Registo

Tinha umas saudades de escrever tão grandes, tão grandes... Ai que alívio, agora já estou mais contentinha.

Aviso

Gina Maria, tens de ler mais senão ficas burra, achando-te dona da verdade. Escreves, escreves, escreves.... Não sabes que se aprende com os outros?! Vá, vai lá ler o livrinho e deixa-te de escritos e mais escritos e mais escritos.

Comer

Com os anos que tenho de balcão já devia ter aprendido a comer de porta aberta. A tentação é encher a boca porque a pressa toma conta de mim. Ai que horror, se chega alguém e mais não sei quê. Mas encher a boca numa situação destas é mal pensado, quantas vezes não me aconteceu já entrar alguém mesmo quando eu tenho a boca tão cheia que nem os bons-dias posso dizer? E engolir à pressa? E ficar embuchada? Credo, as coisas que me acontecem...

Não é justo eu estar a atender um cliente bonitão e bem falante – duas qualidades raríssimas numa só pessoa do sexo masculino – e o meu estômago manifestar-se ruidosamente dizendo a quem ouve que está na hora da bucha. Não é justo.

O tamanho importa

Se o meu fornecedor de petróleo lesse o meu blogue agora ia saber que eu estou descontente com o tamanho das garrafas que me forneceu recentemente porque não me cabem na prateleira.

As donas

Tenho uma data de posts seguidos com donas. Convém registar que a dona aqui sou eu e mais ninguém.

A volta

A dona Marília veio anunciar pela enésima vez que acabara de chegar de uma voltinha que dá até às Olaias para não andar sempre pelos mesmos sítios.
Sei bem como é, dona Marília, mas já são tantas vezes que lá vai... Mude de itenerário novamente, quanto mais não seja para me contar uma história diferente, sim?

A falta

A dona Carminda veio requisitar o serviço de alguém com ferramenta boa para enroscar um parafuso lá na porta do banco que não queria fechar de maneira nenhuma.
Pela ênfase que a dona Carminda deu à ferramenta... Credo, aquilo faz-lhe mesmo falta.

Saltitona

A dona Palmira dá uns saltinhos para tirar o pino de frente da garagem. A dona Palmira dá uns saltinhos para repôr o pino no seu lugar. A dona Palmira dá uns saltinhos quando sai do escritório, aflita, não vá o comboio partir sem ela. A dona Palmira dá uns saltinhos em muitas situações da sua vida, não que eu veja mas tenho a certeza que sim. A descer as escadas do Metro, quando empurra o carrinho das compras direito ao automóvel, se sai da sala e se dirige à cozinha para fazer um cafézinho às visitas.
Para rematar: eu e a dona Palmira temos parentes em comum, descobrimos isto recentemente. São lá muito longe em parentesco, mas somos... primas, ou assim.

Eu também dou saltinhos. Mais um ponto em comum, dona Palmira, já viu? Não vou dizer em que circunstâncias salto mas é só porque não me apetece. Seja lá como for, e por mais voltas que se dê, os leitores sempre pensam o que bem entendem.

A escrita

A dona Rute perguntou-me se eu tratava da escrita. Trato, sim senhora, e também faço outras coisas, disse eu. Podia ter acrescentado que a bem dizer trato de tudo mas ela não ia dar importância, que eu bem sei.
A dona Rute perguntou-me da escrita sem saber de que escrita trato eu. Ai, se ela soubesse... Se ela soubesse que anda aqui pela blogosfera até se lhe endireitavamos olhos e os dentes.

Olhe, tem sabão azul e branco?

Respondi que sim, fui buscar e perguntei se lhe chegava um sabão... Eu e as minhas gracinhas da treta. O homem respondeu que sim, um dura-lhe muito tempo. Eu ia dizer – e aí é que partia a louça toda – que a duração do sabão depende das vezes que é usado mas contive-me a tempo.
Depois partilhou coisas comigo: que se lava com sabão azul e branco em todo o corpo (as coisas que eles me contam...) há muitos anos, que a gente usar champô e gel de banho é uma porcaria porque aquilo é só tóxicos que introduzimos no organismo através da pele, que já não se vêem muitas drogarias assim e tal e coiso.
Quando me dizem que já não se vêem drogarias assim nunca sei o que dizer...

A loja

Quando o cliente quer preto ou rosa e só há branco, é favor esperar mais um pouquinho que a gente manda vir.
Aqui temos verde se o cliente quer dessa cor. Assim é mais rápido, é um instante enquanto se põe o cliente a andar... mas aviado. E bem aviado.
Aqui temos tudo. Vem cá, não fujas que nós temos tudo. Não havendo, manda-se vir.

O comércio tradicional vive muito destes favorzinhos porque a bem da verdade pouco mais nos resta. Nem sempre somos compreendidos, há quem julgue ser avareza. Eu acho que é sentido de oportunidade, ou então necessidade de ver supridas as faltas na despensa lá de casa.

Observação

Um senhor parou à porta e pôs-se a mirar tudo quanto a sua vista alcançava. Ele foi creme benamôr, ele foi a água de colónia lavanda, ele foi o creme nívea da caixinha azul. O cabo d'aço e os fios eléctricos também, estavam mesmo em frente e ele demorou o olhar nessa área. Um olhar extremamente interessado, foi o que pude ver. Ainda o cumprimentei com um sonoro boa-tarde, por modo a pô-lo à vontade caso quisesse efectivamente entrar e comprar qualquer coisinha, há pessoas que necessitam de uma certa atenção para desabrocharem, outras duma palavrinha singela. A sério, fui simpática... Mas ele nem entrou, não quis. Inteirava-se da diversidade existente no espaço, isso pareceu-lhe ser o suficiente, julgo eu. Abalou; foi embora. Virá noutro dia, noutra hora, com outra disposição. A disposição de comprar. Há que esperar convictamente para não esmorecer, que isto do FMI*, pá...

*Foda-se Mais Isto!
Ouvido aqui por estas bandas de Loures e contado lá para os lados da terra dos alfacinhas...

Temperatura

Lisboa - Rua Ângela Pinto, 14 de Abril de 2011

Rua Ângela Pinto, a rua mais quente de Lisboa...

5 anos

Amor, o meu blogue hoje faz cinco anos...

Ah, pois é! Era para te dar os parabéns logo de manhã mas esqueci-me... Parabéns!

Rico filho, o meu blogue hoje faz cinco anos...

Parabéns.

Rica filha, o meu blogue hoje faz cinco anos...

Iéééé!

14 de Abril de 2011

O dia em que se completam cinco anos sobre o nascimento deste blogue era interessante para acabar com a sua existência. Ia fazer tanta falta que depois seria noticiado no jornal:

A Verde Água secou!

Blogue de suma importância extinto hoje por volta das 17 horas. A sua autora revelava nuances de loucuras várias, o que levou a direcção da blogosfera a extinguir o blogue, não fosse o mundo acabar com tanta discrepância depositada na supra citada página virtual. Revoltada e triste, a célebre bloguer comenta:
'Acabaram com um blogue do caraças, só vos digo! Depois venham cá pedir batatinhas... Não se espantem se virem os meus posts escritos pelas paredes e muros de Lisboa!'

Termina assim um blogue dos mais apreciados de toda a blogosfera...

Loures, 14 de Abril de 2006

Parabéns; prolfaças; felicitações; aniversário; anos

O blogue faz anos. Cinco. 5, 5, 5!
Era Sexta-feira Santa e havia algum tempo que lia blogues. Ganhei coragem e criei um que ainda subsiste.Cada ano que passa mais me espanto com a vitalidade deste blogue e com a minha criatividade. Cá continuo, talvez para sempre, quem sabe...

Pensei numa maneira de comemorar o aniversário e fiz um video onde leio este texto. Acontece, porém, e para minha grande tristeza, que o senhor Blogspot não deixa publicar por ser um ficheiro muito grande. Então, eu, que sou um poço de ideias – lá muito ao fundo, daí o poço ser chamado ao caso – fiz na mesma um video onde me apresento resumidamente. Espero que os leitores:

• Não liguem à minha voz fanhosa
• Não questionem a música de fundo
• Achem montes de piada ao cenário
• Voltem mais vezes




5 anos em números (ir) reais

Visitas: 23520

Estou certa de que não corresponde à verdade. Eu própria todos os dias visito o meu blogue, para buscar linques ou imagens, para ver se foi publicado e para ler e responder aos comentários. E depois há os motores de busca que fazem este número aumentar sem que o blogue seja realmente lido. Logo... reduzo quatro quintos a este número.

Comentários: 3766

Também aqui não me parece que as contas estejam certas. Eu respondo a quase todos os comentários que recebo e há posts que eu própria comentei sem que ninguém mais tenha comentado. Logo... reduzo metade ao número.

Posts: 4532

Aqui é que a coisa está certa. São 453 posts sem contar com os de hoje. Ainda que já me tenha repetido, ainda que escreva coisas sem interesse ou então não, aqui é que a coisa está certa.

Seguidores: 23

Esta é uma alínea que me faz muita confusãozinha. Muita mesmo. A maioria não sei quem são e nunca se manifestaram. Seguem o quê, afinal?!

Leitores: 4?

Eu bem gostava de saber... Creio firmemente que de uma mão cheia sobra um dedo, para aí. E isto sem contar comigo, que sou a mais assídua.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Notícias

Loures, 13 de Abril de 2011

Sem que alguém tenha dado pela minha ausência, serve o presente post para dizer que estou aqui.

Diferido

Lisboa - Alameda Dom Afonso Henriques, 11 de Abril de 2011

Lisboa - Olaias, 11 de Abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

...

Caso interesse, gostaria agora de dizer que não morri, pois caso estivesse morta o post anterior nunca teria chegado à blogosfera.

Já sei fazer scones que não se esparramam no tabuleiro com a temperatura do forno. O pior é que eu fui fazendo so scones, o que tenho mais certo é nunca mais me sairem tão bem.

As fotografias são todas de ontem, todas minhas, todas no mesmo lugar: Póvoa da Galega. Os cliques são todos meus talvez para não variar do comum. Há coisas que me levam a pensar que a minha vida é - miserável e irremediavelmente - sempre igual.
Mas não é.
Há coisas que me levam a pensar que não é.




sexta-feira, 8 de abril de 2011

A morta

Se eu morrer hoje, ao fazer o espólio dos meus objectos pessoais encontareis na minha carteira dois papelinhos escritos à mão com lembretes:

bolo de claras com as claras congeladas e as que sobrarem do bolo de bolacha
lavar frigorífico
fazer vestido rosa
,

dentre outras coisas sem qualquer ponta de interesse. Tudo coisas que eu farei amanhã se não morrer hoje.

O escritor em pessoa não é o que desejamos

Pois não, não é. Eu conheço um (que não escreve em blogues) e de facto não tem nada a ver, a bem da verdade nem gosto dele. 
É uma pena uma pessoa que tem imaginação para escrever um livro não preste como ser humano. Isto só prova a minha teoria (da treta, sei que é): toda a gente mente bem e finge melhor ainda. 
Escrever vem-nos da imaginação, a culpa é da musa.

Desculpa de um(a) adúltero(a):

Há uma altura da nossa vida em que temos de deixar de foder a família!

0,55 euros

A moça do café cobrar-me-á preço especial doravante, preço de cliente especial. Quando lhe perguntei se o desconto se devia à assiduidade ela disse que sim mas também pela simpatia que vê em mim. Fiquei toda contente, claro. Não é todos os dias que se ouvem palavras assim.
Longe de ser uma pessoa maltratada pelos outros, é certo que ouvir agradabilidades destas mexe comigo de forma intensa. As coisas boas que achamos das pessoas poucas vezes as exprimimos verbalmente, o que é uma pena... Há o gesto, que pode ser tudo mas que não é sempre tudo. Os leitores digam o que acham, mesmo quando acham bem, é um conselho que vos dou, o bem paga-se – também - na mesma medida.

Surpresa!

É sem modéstia que digo ter a capacidade de surpreender as pessoas. Surpresas boas ou más que não passam de surpresas. E é isso.

Estou aqui rebentando a escala da imodéstia porque sei surpreender. Viva eu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os sonhos

Um homem pode sentir-se realizado
(leia-se importante)
se povoar os sonhos de uma mulher, porque
uma mulher sente-se realizada
(leia-se felicíssima)
quando povoa os sonhos de um homem.
Os sonhos são desejos pequeninos de tão secretos.
A supremacia é acariciar o ego.
A felicidade é regeneradora.
Queremos ambos em grande.
Sempre.

19:26

Lisboa - Praça do Duque da Terceira

De novo o sol primaveril, desta feita já fraquinho.

Olá, viva, como está?

Estou viva, estou!

Conversa porca ou os percevejos

Olhe, o senhor não se deite em cima da cama depois de pôr o produto, convém lavar a roupinha...

Ah, mas se não lavar não faz mal!


(Está-se mesmo a ver, não está?)

Na lembrança

– Lembra-se de mim?
Perguntou ela, esperançada que a resposta soasse afirmativa. Uma vez que, ao que parece, a pessoa conhece-me bem e eu não, nestes casos, ainda assim, não tenho o hábito de continuar a conversa e ir descobrindo quem é. Respondi-lhe com um 'vagamente' porque as feições me recordavam alguém mas está claro que a cara não interessava nada para o caso. A mulher lá se descobriu e tratámos o que tínhamos a tratar.
Passado umas horas entrou um senhor que eu tive imensa pena
de não me ter feito a mesma pergunta que a tal mulher. Teria respondido:
«Sei, sim senhor, você mora aqui na rua de trás, essa voz rouquíssima que tem deve-se a um acidente que teve em criança que lhe rasgou as cordas vocais e a sua alcunha é Fi...»

Ai a porra do anonimato, pá!

Um cliente perguntou-me se o preço era assim digamos que normal.

Achei esta situação anormal.

A coisa

– Tem coisinhas para cortinados?

– Que tipo de coisinhas?!

– Estas!

– Essas, não.

Sabão A/B

A rapariga mantinha um estilo hippie, levava à letra aquela coisa muito da paz e fã do amor, mas modernizada de acordo com a época presente. Queria sabão azul e branco. Ficou tão agradada com o facto de encontrar este artigo considerado vintage para muitos, que toda ela era yas e bué da fixes, ululando gemidos de prazer. Uma coisa sexual, portanto.

Adenda: o sabão azul e branco mata muita bicharada, mata sim senhores!

Lilás

O Clóvis vinha lá ao longe e já se lhe via a camisa lilás. Mais perto vi-lhe a gravata no mesmo tom com riscas amarelas e doutra cor que não fixei, riscas fininhas. Comentei as cores e toda a indumentária que ele trajava, para o provocar disse-lhe que eles dizem que lilás é cor de maricas.
Eles quem?, perguntou logo o bicho.
Eles em geral, Clóvis, claro!, exclamei eu.
Continuei com a conversa das cores, o que ficava mesmo bem na gravata seriam riscas um nadinha mais largas num castanho escuro porque assim como estava morria muito, passava despercebido. Foi aí que o Clóvis desmoronou e se tornou um macho a sério porque não conseguiu conceber na sua mente a cor castanho-escuro... E também ficou transtornado com a parte do 'passar despercebido', eu sei que ficou, não conheço pessoa mais emproada que o Clóvis, de passar despercebido é que ele não gosta.

A dança da loba*

Pus-me a dançar dentro do carro porque a música era agradável ou porque me apetecia mexer o esqueleto, já nem me lembro, que isto das bichas de trânsito tem muito que se lhe diga. Mas lembro-me bem de ao abanar a tola os brincos baterem nos óculos. De maneiras que é assim: ou danças, ou tiras os óculos, ou os brincos, tudo junto não dá!

*É a minha faceta de Shakira, já que a gente tem as facetas que entender.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Perspectiva

O decote (zinho)

Chegou a estação do ano que me impede de me debruçar sobre o balcão sob pena de mostrar um pouquinho mais de mamas do que aquilo que eu quero.

A aventura

Há situações na minha vida que encaro como verdadeiras aventuras. A ida ao médico é uma delas, as idas à ginecologista, então... anda cá se queres!
Ontem fui à senhora doutora ginecologista, uma aventura, portanto. A primeira questão trágica é: qual a data da sua última menstruação? Oh, doutora... Sei lá eu! Lá respondi como pude... Ou como me lembrei!
Depois a tragédia engrandece: tem perdas de urina? Respondi que sim, quando espirro. Eu ri-me muito mas ela não corroborou.
E segue-se o ritual pavoroso precedido por muitas aberturas de gavetas para onde eu espreito e vejo toda uma parafernália de objectos pontiagudos e verdadeiramente assustadores e ela vai-me aconselhando a descontrair enquanto me anuncia toda a classe de objectos que introduz... os leitores sabem onde, para retirar... os leitores sabem o quê.
Enquanto a cena dura mantenho o meu lado fóbico sob controle, penso nas coisas boas da vida, como pastéis de nata, por exemplo, e contenho-me para não perguntar:
– Doutora, essa luz fortíssima tem mesmo que incidir sobre aquela zona do meu corpo?! Isto não é tudo uma questão de instinto?! É que a mim parece-me que anda aos apalpões! Luz para quê, doutora?

Oh, vida...

Ah, já quase me esquecia!

É tudo verdade. As minhas mentiras do dia 1 de Abril são todas verdades.








Esta última verdade, é mesmo verdade, verdadinha, verdadeira! Eu tenho o dom de deixar as pessoas à vontade, de maneiras que olha... por vezes as pessoas descaem-se com coisas que não diriam... a outras pessoas.
Não é que não goste dessa minha faceta, muito antes pelo contrário, adoro deixar as pessoas soltas, gosto que flua o seu interior, de modo a que salte para o exterior e depois digam parvoíces, asneiras e outras coisas, o que as transforma em algo puro, genuíno. Gosto mesmo. Gosto porque uma das coisas que mais prezo na vida é a espontaneidade e é por causa dessa espontaneidade que eu escrevo. É principalmente por isso.

...

Uma fufa estava muito próxima ao meu marido. Uma fufa daquelas muito machas, que andam sempre de camisa e calças e são o protótipo do 'gajo porreiro' mas em fufa. Era uma fufa tão macho como ele, em suma.
Essa fufa, assim que me viu desculpou-se logo: não estou a fazer nada ao seu marido, ok?!
Ok, senhora fufa!, pensei eu.

(Acho que estou baralhada. Tão baralhada que escrevi vezes de mais a palavra fufa...)

O que faz uma mulher destas achar que eu vou pensar que ela...

Eram dois. Falavam do governo, da crise ou do caraças, nem sei. Um exaltado, falava soltando bojardas em cada frase. Comigo presente mas meio escondida, o outro, cuidadoso, admoestava: «cuidado» apontando para o sítio onde julgava que eu me encontrava.
Acho interessante a posição de algumas pessoas das gerações anteriores à minha, ainda os há cautelosos no falar diante das mulheres.

As conversas são como as cerejas: uma leva a outra, que leva a outra e a outra e por aí adiante, e as minhas histórias são assim também:

Um dia alguém me perguntou se a minha mãe me deixava dizer asneiras. Na altura não soube responder lá muito bem mas agora parece-me que sim.
A casa onde fui criada é uma casa alentejana e sabe-se que os alentejanos têm a 'merda' e a 'porra' sempre prontas a saltar. Não fui criada numa casa onde não se pudesse desatar a dizer 'merda' ou 'porra' se entalássemos um dedo ou déssemos uma cabeçada. E há mais, a merda e a porra não fazem a festa sozinhas, a minha mãe enerva-se muito com as moscas, ainda hoje, de maneiras que eu lembro-me muito bem de a ver à coca, cheia de disposição para matar moscas, principalmente em época estival. E enquanto ia barafustando com elas, ofendendo-as, inclusivamente, assim: puta dum corno, magana dum cabrão, 'pera aí que logo vês!, o mata-moscas vibrava-lhe na mão com tal intensidade que se eu tivesse o azar de a mosca me pousar em cima não me escapava de levar com ele no lombo, não.

Posto isto... Nada mais a acrescentar. A não ser merda e porra, claro, já que aqui se pode. É que, ao que parece, a sociedade não leva os blogues muito a sério...

Uma flor

Uma florinha limita-se a ser bela, é uma vida, ainda assim é uma vida, mas estática.
A florinha ali estava, embelezando o lugar, fazia parte dum arbusto muito florido. Passou uma mulher que parou a olhar para ela e achou que o perfume que lhe invadia as narinas vinha das florinhas. Que pena não poder colher umas quantas e levá-las para casa, pensou. Pô-las-ia numa jarra em cima da mesa, ficariam lindas ali e perfumariam a sala, continuou a pensar. Colheu uma, uma só. Cheirou-a demoradamente e observou-a com minúcia. Não era uma flor, eram muitas, pequeninas flores lilazes.
Foi andando de florinha na mão e sentou-se num banco de jardim fazendo tempo até chegar a hora de consumar o que a levara àquele lugar. Sentada, voltou a mirar a flor, rodava-a na mão a ver se lhe achava uma posição gira para uma fotografia. Não achou.
Estava calor, a mulher começou a suar e a sentir-se menos bem debaixo do sol escaldante e ia mudar-se para o banco de jardim à sombra, mesmo em frente. Deu-lhe pena deitar a florinha ao chão, de maneiras que pô-la encaixada entre duas ripas do banco.
Foi então que chegou uma senhora e se sentou no banco ao sol. Encontrou a florinha, ali tão bem pousada e esboçou um sorriso e fez um esgar de surpresa. Cheirou a florinha, rodou-a várias vezes na mão como quem decide um destino, enquanto sorria com a feliz casualidade. Decidiu espetar a florinha no casaco e ali ficou chupando rebuçados de limão e ostentando uma beleza do mais natural que há.

Pós

Uma jovem dirigiu-se ao senhor Joaquim e perguntou meio a medo:
– Tem electricidade em pó?
O senhor Joaquim, por trás de um balcão com décadas de histórias, não teve coragem de continuar com a brincadeira.
– Menina, olhe, estão a brincar consigo... Electricidade em pó é uma coisa que não existe... Deram-lhe algum dinheiro?
Ela diz que sim, um euro. Depois seguiram-se alguns conselhos de macaco velho:
– Então, olhe, riram-se de si, você agora vai rir-se deles. Chegue ali assim e peça um café. Pague com esse euro e apresente-lhes o troco, diga-lhes que o pacote de açúcar é a electricidade em pó. Depois venha cá contar à gente como foi.
Rimos todos muito, não tanto pela parvoíce da rapariga em acreditar numa peta daquelas mas mais, e falo por mim, por ainda haver pessoas tão ingénuas.

O sol

Lisboa (quem diria?!), 5 de Abril de 2011

Calma, isto não é o meu instinto suicida a falar por imagens. Isto é o sol, vejam apenas o sol. Não o desejámos todos tão ardentemente? Então cá está ele: sol ardente.

domingo, 3 de abril de 2011

Escrever dum Domingo, com imagens




Costa de Caparica, 3 de Abril de 2011

Escrever ao Domingo acerca de um Sábado

Há dias que são vividos envoltos por uma névoa fina. Foi assim o Sábado.
Assim de repente lembro-me que fiz um bolo de chocolate e laranja com cobertura de queijo mascarpone. Quando quis contar como foi feito não fui capaz. Era a névoa. Raspei casca de laranja e pele do polegar também... Por causa da névoa.
Fiz frango assado como vi na TV. Alhos e limão com casca para dentro do bicho temperado de sal, pimenta e algumas ervas e depois esparramei-o em cima de uma lata de cerveja. Coitado do bicho, ali em pé, enfiado numa lata de cerveja que borbulhava com o calor do forno. Ainda bem que já estava morto antes de entrar para aquele inferno. Este momento não estava enevoado.
Ontem pensei em escrever, pensei. Pensei que tinha que escrever qualquer coisa na merda do blogue porque este não é um blogue de merda. Não é não, senhores, de maneira nenhuma. Névoa?! Nem vê-la!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O lenço de assoar num dado momento de balcão

Eu ia para ali e o olhar do homem ia comigo, eu vinha para aqui e o homem não deixava de seguir os meus passos. Era um olhar demasiado atento para o meu gosto, eu que gosto tanto de passar despercebida. O pior é que eu tinha o nariz a pingar, era urgente assoar-me porque as fungadelas eram constantes e algo ruidosas. Eh pá... não tive remédio e joguei a mão ao lenço. Desajeitada, fiz aquilo tudo mal, o lenço não queria sair da caixa, tive de puxar com mais força e caíu-me tudo em cima da secretária. Depois, para mais graça lhe dar, quase não ia acertando no nariz, o líquido escorreu para onde não devia e uma das pontinhas do lenço enfiou-se-me no olho. 

Oh vida... Cena digna de um filme cómico. É a arte que imita a vida, nunca o contrário.

Dia de (verdadeira) Primavera

Ele viu-me vestida com um mini-casaco e, algo trocista, perguntou:
– Então e o resto do casaco, não trazes?
Como ostentava um anel enorme respondi:
– Compensei no tamanho do anel.

1 de Abril, dia das mentiras VII

Um cliente pediu-me uma lâmpada referindo-se ao casquilho da mesma como:

«É daquelas do broche fininho, filha!»

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras VI

Este é o post 4500.

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras V

O clube de video onde me abasteço de películas esperou pelo ano 2011 para falir. 2011, o meu número de sócia.

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras IV

O senhor que ontem me comprou fio de nylon - vulgo fio de pesca – perdeu-o no caminho de volta. Voltou hoje e logo a seguir ao pedido indagou: «Vamos lá a ver se hoje acha a ponta correcta».

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras III

Hoje estive com uma tracy da silva.

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras II

Um bicho de contas minúsculo pousou esta noite em cima do creme de mãos que tenho em cima da secretária.

Verdade ou mentira?

1 de Abril, dia das mentiras I

De manhã saí à rua de sandálias.

Verdade ou mentira?

Novo mês: Abril

Janeiro: é passado!
Fevereiro: é passado!
Março: é passado!
1º trimestre: é passado!
Inverno: é passado!

Oh glória terrestre, estamos em Abrila, meus caros! Em Abrila!

(E não é mentila...)

1042011

Hoje é dia um de Abril de dois mil e onze. Não é capicua mas não faz mal. É dia, pronto.