quinta-feira, 27 de novembro de 2008

À escuta

De passagem, ouvi:
- A puta* da minha neta mais velha roubou-me mais de meio quilo de ouro!
'Ah... a neta é puta porque roubou? Então a essas pessoas não se diz que são ladras? Acho (ou achava!) que sim... Ou então a rapariga para além de gamar o ouro à velha também amanda umas quecas por fora... e para dentro...' pensei eu.
E é assim... esta cidade é, também ela, fértil em gente castiça e engraçada.
Ainda vou ter saudades destes passeios que me obrigo a dar. Ai vou, vou.

*Aqui leia-se promiscua... sempre se dá um ar culto à coisa... é que a puta está para a promiscua assim como Chelas está para o Bairro Alto. Saloiamente falando - a puta está para a promiscua assim como o Bairro das Sapateiras está para a rua da República...

certeza

tenho a certeza que tenho dúvidas e derrotas
sempre são duas certezas...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Algo de sublime interesse...

Há cerca de duas semanas era assim:


Hoje é assim:




Ao pequeno almoço...

- Ontem estive a mexer nos pêlos púbicos da filha do Arquitecto Claríssimo... - disse ele com uma expressão de puto, ali algures entre o divertimento da coisa e a resignação, assim como quando a alguém é apenas permitido ver sem que possa mexer...
Fiquei estática e boquiaberta. Era uma brincadeira, eu sabia, mas não estava a ver ao que iria aquilo ligar... não estava, não... Como eu não dissesse nada ele desvendou o mistério:
- Estive a desentupir a vávula da banheira, pá! Aquilo 'tava cheio de pêlos.
- Ah! - fiz eu e desatei a rir - Então também mexeste nos pêlos púbicos do Arquitecto!
- Sim...
- E nos da mulher dele...
- ...

O 'ok' que emiti de seguida saiu em forma de 'nha! nha! nha! nha!... ganhei-te!'.

Azia

Um dos treinadores de Futsal do rico filho fica mal disposto e cheio de azia sempre que os miúdos não ganham o jogo.
Isto a mim dá-me que pensar.... não sei se o homem terá um problema no estômago ou na cabeça...

Arroz de atum enriquecido à nossa maneira



Para o refogado usa-se o óleo de 3 latas de atum das 6 necessárias à confecção...








1 cebola picadinha, 3 dentes de alho esmagados, 1 folha de louro à qual se tira o veio porque faz mal (na foto estão 2 porque eram pequenas), 4 folhinhas de alecrim e um bocadinho de pimento verde e/ou vermelho...
Presente nesta foto está também a calda de tomate.





Enquanto tudo isto (exceptuando a calda de tomate) refoga, escorre-se o óleo das restantes latas de atum e corta-se uma cenoura aos bocadinhos. Quando a cebola e os alhos estiverem transparentes, verte-se no refogado cerca de um decilitro e meio de vinho branco, o tomate em calda, um caldo de peixe e uma malagueta.
Nesta foto pode ver-se também o pimento vermelho que não está na foto anterior.


Deixa-se estar ali mais um pouco a apurar e é então que se adiciona a cenoura e o milho.








O arroz usado para esta receita é Basmati e a quantidade necessária é uma chávena almoçadeira.
Entretanto lava-se o arroz....







... e põe-se a escorrer.









E está na altura de provar e de rectificar os temperos, se for caso disso.







Depois da prova e da presumível rectificação dos temperos, junta-se o arroz...








... e os coentros. Deixa-se estar a apurar mais um pouco até parecer que o arroz está transparente. Nesta receita é difícil ver se o arroz está transparente por causa da cor do tomate. Por isso, digamos que o tempo até que o arroz esteja no ponto é cerca de três minutos.




Está então na altura de juntar os camarões...
(podem ser mais que três, ok? aqui foi só para a figura)








... e as delícias do mar. Depois de tudo muito bem envolvido é hora de juntar a água para acabar de cozer o arroz, que nunca deve ultrapassar mais do que um dedo por cima do arroz. Leva-se a ferver e depois de ferver contam-se sete minutos até o pitéu estar pronto!


Este é o aspecto do pitéu no tacho!


E este é o aspecto do pitéu no prato!








Bom Apetite!!!

P.S. Deu-me cá uma trabalheira fazer esta reportagem...! Ufa...!



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Protagonismo

Compreendo o conforto de quem só fica a ver. No fundo, toma-se parte sem se protagonizar nada e assim, tomando apenas conhecimento, fica-se com ele e é como se simultaneamente não fizéssemos parte. É confortável, é.
Mas eu também gosto do desconforto que é dirigir e protagonizar este blogue. Esta espectativa agrada-me. Em linguagem mais usual - gosto de dar nas vistas. Gosto, gosto.

Se calhar este gosto cresceu porque não anda por aqui muita gente que conteste o que para aqui escrevo...

Sonho

Tenho uns sonhos fantásticos! Há dias, quer dizer... há noites passei grande parte da noite lavando o interior de uma camionete com uma esfregona roxa... Gostava tanto de saber onde é que fui buscar a ideia para sonhar com uma esfregona desta cor...
Hum... se calhar essa ideia deveu-se à cabeleira roxa (sim, sim! roxa...!) que vi hoje alguém ostentar pelas ruas movimentadíssimas desta cidade...
Sonhei com a esfregona antes de ver a cabeleira mas quem sabe não será esta minha mente (ainda) muito mais trabalhadeira do que eu suponho, que até me envia pequenos sinais, antevendo a relação às coisas que eu hei-de viver?...

de maneiras que é isto...


... nada como ver as 'coisas' limpas...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

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... a liberdade tira a inocência às palavras...



Companhia

A proibição ao acto de fumar nos locais públicos veio aumentar em muito o convívio entre as pessoas, contribuindo até para institucionalizar e consolidar a camaradagem entre colegas do mesmo ofício. E nem o frio vai acabar com nada disto... ah pois!
Hoje, à porta de um prédio que suporta escritórios na maioria, estavam duas moçoilas em clara 'hora de lanche'... uma fumava o seu cigarrito e a outra comia a sua maçãzinha... ah pois! Faziam-se companhia e iam falando as duas - dos colegas maus, do chefe, da porteira...
Acho eu que falavam disto... mas não devo estar longe da verdade... É que eu já nem me lembro... há já tantos anos que não tenho colegas de trabalho que até 'tou um bocado esquecida do que isso é...

As Anas Cláudias

Do lado de lá da estrada, à porta do liceu, estavam quatro meninas. Pareciam quatro Anas Cláudias - a mesma idade, o mesmo liceu, o mesmo estilo de roupa, a mesma jovialidade...
Preparava-me para atravessar na passadeira quando as avistei. Impressivas e barulhentas, riam de tudo e de toda a gente gerando grande banzé em seu torno. Fiquei parada à espera de poder atravessar e quando levantei o pezinho para começar a andar vejo vir um carro depressa demais para um sítio daqueles. Com a hesitação fiz uma espécie de dança e as miúdas desataram todas a rir. Quando o condutor travou para me dar passagem e enquanto me aproximava delas, uma disse para as outras em tom de gozo:
- Ai e agora o que é que eu faço...? Vou, não vou...? sou atropelada, não sou atropelada...?
Quando passei por ela olhei-a e disse:
- Não fui atropelada.
Riram-se ruidosamente e eu continuei o meu percurso . E fui a pensar nas saudades que tenho de quando tinha aquela idade. É tudo tão fresco e despreocupado, apenas conta o momento presente e o passado está mesmo ali ao lado prontinho a saltar por ser tão curto, não há histórias recalcadas ou outras. Tudo funciona ao momento e já, tudo é vivido intensamente, o bom e o mau, tudo serve para rir ou para chorar...

Fátima

Um dia escrevi este post. É tempo de publicar o avanço da coisa. E a coisa é boa. Hoje a Fátima está no bom caminho, recuperou o bom aspecto de antes e já goza de alguma saúde.
Embora nunca tenha perdido a alegria e a boa disposição que a caracterizam, agora tem um ar ainda mais feliz e desanuviado, tudo isso a juntar ao ar saudável... é muito bom sinal!
Gosto muito da Fátima e não consigo sequer imaginar aquilo por que passou. Gosto de escrever acerca das pessoas, tanto do bom como do mau delas, mas gosto particularmente de ser uma espécie de mensageira de boas notícias. Acho que o meu blogue serve para isso também.

O número 21

Por causa do que um leitor deste blogue comentou aqui, questionei o rico filho no sentido de saber até que ponto (ou se) o aborrecia exibir no seu equipamento o mesmo número que o Nuno Gomes.
Fiquei a saber que não está minimamente preocupado com isso, que teria escolhido o número 10 mas já se encontrava escolhido anteriormente por um colega e que escolheu este número porque gosta dele e pronto!...
Surpresa das surpresas! Fiquei a saber que ele é que escolheu o número.... Eu sabia lá que eram os jogadores que escolhiam os números!!!

Ainda um dia tenho que explicar bem a relação interessantíssima que tenho com futsal e também tenho que descrever pormenorizadamente o primeiro jogo de futebol a que eu assisti no estádio do Benfica... tenho, tenho...

Bolo de Nozes

Bata 5 ovos com 5 chávenas de açúcar amarelo.
Junte 1 chávena de óleo e 3 chávenas de farinha e misture.
Adicione 1 chávena de água com gás e volte a mexer.
Por fim, junte 1 colher de chá de fermento em pó e 100 gr de nozes picadas grosseiramente e envolvidas em farinha.
Leve a forno médio cerca de 40 minutos.

Sugestão:
Bata 200 ml de natas com açúcar a gosto e decore o bolo...

Boas dentadas!!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Não-romantismo

Não sei se pelo lugar da vida em que estou, se pelos lugares por onde passei na vida - será por ambos, talvez... - a verdade é que não tenho sonhos. Mas fantasio impossíveis e detenho em mim algumas vontades e metas, isso sim.
Isto dever-se-á, julgo eu, à vontade intrínseca que sinto em esquartejar todas as situações e todas as pessoas. Apelo ao não-romantismo e vejo tudo pelo lado pragmático, concisa e precisamente. Nem mais nem menos. Seja bom ou mau, é aquilo.
Assim é mais fácil suportar as agruras da vida. Se tiver interiorizado o pensamento de que todas as pessoas são capazes de agir de todas as formas, quer más quer boas, se estiver convencida que todas as pessoas são boas pessoas e têm um (ou muitos) génio ruim dentro delas, e sabendo eu que sou uma dessas pessoas, então tudo fica mais fácil, estou preparada, aceito a maldade dos outros porque sei a que há em mim...
Se afinal somos todos iguais, capazes dos mesmos sacrifícios em prol dos outros ou de uma causa e em simultâneo somos todos capazes de cometer erros gravíssimos, alguns até atrozes, se dependemos de circunstâncias e se são as circunstâncias que nos moldam a personalidade... onde é que há espaço para o romantismo na vida?
Eu não sei como distanciar-me da realidade, não sei sonhar...

... acho que...



... se tivesse juízo não tinha um blogue...

... a psicologia barata que uso para escrever, às vezes sai-me cara...


O meu blog em pedaços - seis

Os meus favoritos

Filmes favoritos

«Não tenho porque não gosto de nenhum.» escrevi eu.

Fui radical porque até nem é bem assim. Passo a explicar a minha relação (que de estreita não tem nada) com os filmes em geral. Os filmes, quer dizer..., ver um filme faz-me pensar que não gosto de nenhum porque:
  • é-me terrivelmente difícil estar sentada mais que dez minutos
  • sou tremendamente sensível a imagens fortes ou chocantes, o mau que bate no bom e depois o bom farta-se de sofrer tudo isto com muito soco e pontapé... sou portanto, demasiado exigente
  • chateia-me enormemente saber que aquilo vai acabar bem, ou seja, que no fim ela casa sempre com o cavalo e depois vem um leão e come-os a todos

Mas vou ao cinema de vez em quando...

Música favorita

«Não tenho porque gosto de todas.» escrevi eu.
Também aqui fui radical e não é bem assim. Eu não gosto de todas as músicas nem de todas as canções. Não gosto de jazz, heavy metal nem de música clássica. Irritam-me.
  • o jazz porque é reptitivo
  • o heavy metal porque é uma sonoridade confusa e dispersa
  • a música clássica porque funciona com repentes, não consigo ouvir nem baixo nem alto e isso baralha-me a audição e diminui o (eventual) prazer

De resto não sou esquisita. Foi principalmente por isso que escrevi que gosto de todas as músicas.


Livros favoritos

«Quando penso em livros só dois me vêm à memória - 'A Paixão de Jane Eyre' e ' O Diário de Anne Frank. » escrevi eu.

Li 'A Paixão de Jane Eyre' quando tinha uns catorze ou quinze anos. Na altura gostei imenso do livro e lembro-me de ficar elucidada acerca do que pode ser o amor entre um homem e uma mulher, apesar da minha pouca idade. Li-o outra vez já na idade adulta, gostei tanto como da primeira vez em que o li e como já era crescidinha (já era casada e mãe), compreendi a história muito melhor...
'O Diário de Anne Frank' também já o li duas vezes. É um livro muito forte por ser escrito da maneira que é, por ser uma dura realidade, por tudo isso e por ter sido escrito e vivido por alguém que era apenas adolescente...

Mafra, 23 de Novembro de 2008






sábado, 22 de novembro de 2008

Futsal


Ainda eu acho que possuo uma mente perversa e que ainda por cima venho para aqui escrever obscenidades com palavras torpes e afins...
Durante a hora que durou o jogo de hoje do rico filho, ouvi dos adeptos que viam comigo o jogo, frases e slogans que a minha mente obscena e carregada de perversão não conseguiu até hoje criar. Garantidamente.

Nota:
O equipamento do rico filho está amarrotado como se pode ver na foto porque a mesma foi tirada depois do jogo. Creio que assim o post ganha um ar natural. Nada como mostrar vivacidade nos factos.