terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fotos


Tirei umas fotos fantásticas às azedas no Pinheiro de Loures. Queria ilustrar o que escrevi uns posts atrás quando referi que já há azedas apesar de ainda ser cedo para tal. Só que, quando passei as fotos para o computador... caput! Desapareceram! Já corri as pastas todas, não sei onde foram parar...
Menos mal, posso dizer que as fotografias estavam fantásticas sem ninguém me desmentir...

Jantar


Os 'pães de minuto' estão no forno e a canjinha. está ao lume. Os 'pães de minuto' na verdade são scones. O Chefe Silva quis fazer a coisa à portuguesa, e fez muito bem, chamando-lhes 'pães de minuto' mas... vai por mim: aquilo são scones...

Estupefacção


Continuo estupefacta de cada vez que me detenho e observo a minha lista de seguidores. Estão mortos! Os meus seguidores estão (quase todos) mortos! Ou então são muito, muito, muito, muito mais reservados que eu... Mas muito, muito mais.

TV


Continuo a chorar baba e ranho a ver os 'Ídolos'. Deve ser a essência maternal que brota, acho eu.
Conheço de bebé uma das miúdas que anda lá a cantar e, ao que parece, a encantar. Acho que nunca me senti tão próxima ao estrelato como agora...
... estou a brincar. É engraçada a sensação de ver na TV alguém que já anteriormente se conhece fora dela, é só isso. E é também que continuo a chorar baba e ranho e a sentir a maternalidade brotando sempre que vejo aquilo. É também isso.

Viva!


O consumismo, pois. Viva ele! Tenho andado a fazer as compras do Natal e estou maravilhada com isso.
É feio? O consumismo é feio? É ruim? Faz as pessoas egoístas e pobres? Quero eu lá bem saber disso para alguma coisa...

Invencionice


Indiferentante...
Há quem defenda que se podem inventar palavras. Eu não defendo essa ideia, acho que as palavras e até as frases já estão todas inventadas, muito embora não estejam ditas, ouvidas, escritas, lidas por todas as pessoas. Mas isso sou eu que sou esquisita. Esquisita assim como uma coisa rectilínea e inflexível e sem qualquer capacidade para ter tudo no sítio em simultâneo.
Não, não tenho os cinco bem medidos, não... E invento palavras e acho mal inventar palavras. Tanto e tão pouco na mesma cabeça.

Indiferença


A indiferença é o que mais me dói. Bolas! Porque é que eu não provoco reacções nas pessoas? Desgostos e alegrias que sejam, porque é que eu não vejo as pessoas reagirem à minha presença? Porque é que sou sempre tão... como dizer... indiferentante?!

E depois venho para aqui pôr-me a escrever e coiso. Bah!

Certeza


- Estou cheia de frio, tenho o sangue já velho! - Exclamou a velha senhora, cheia de uma pressa que o físico já não acompanha.
É certo. De uma pessoa enrugada e que se arrasta ao invés de andar, é certo ela estar a falar a verdade quando adjectiva de velho o próprio sangue.

?!


Este post não tem palavras no título. Como, ao presente, estou indecisa e espantada com a minha indecisão achei que o título ficava bem como está.
Estou a contrariar-me. Neste preciso momento estou a contrariar-me. Embalam-me os sons do costume e estou no sítio do costume mas estou a forçar-me a não me levantar da cadeira sem ter escrito tudo aquilo que quero dizer a.g.o.r.a.
Não sei que escrever. Estou... indecisa. A minha vida tem andado cheia do que não quero escrever. Por um lado são coisas que não 'devo' escrever, por outro são coisas sobre as quais estou 'farta' de escrever. Há os velhinhos e a velhice, as clientes e as conversas de balcão, as minhas desventuras frente às mais diversas pessoas e também distintas entre si, a minha maneira de ser e as minhas coisas.
As pessoas cansam-me, eu estou cansada da minha pessoa e, pior, muito pior que isso, é o medo que tenho de ser eu a cansar as pessoas com tanta repetição, tanta coisa tão minha.
Acho que preciso criar, de ser novidade para mim. No entanto, por ora vou continuar igualinha, igualinha ao que tem sido. E é por estar e ser igualinha ao que tenho sido que este post vai para o ar antes dos outros todos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Enquete


Curta conversa de chacha entre duas senhoras
Conversa acerca do tempo, portanto, porque o sol escalda com uma intensidade invulgar para a época:


Senhora rosa - Está mesmo bom hoje!

Senhora azul - Hum - hum. Pois é, está cá um solinho!

Senhora rosa - Está mesmo bom para estar na praia!

Senhora azul - Sim, é por isso que a gente está aqui...


Uma destas senhoras sou eu. Dá para perceber qual?



Há tempos escrevi
este post. Ninguém me respondeu. Não estou a reclamar resposta reescrevendo-o, apenas me lembrei que seria giro para sondagem.

E assim: está aberta a enquete! Querendo, é favor ir lá votar.

A chuva e o Natal


O título não é original, eu sei, ou sequer o tema o é mas a chuva deste dia interessou-me por demais. Comecei por publicar no meu outro blogue (vá, clica lá que vale a pena) e vou continuar aqui também. É a chuva e o Natal. E é assim:








Apito


- Noutro dia vi-te, cruzámo-nos de carro.

- Sério? Quando?

- Até te apitei e tudo e não me ligaste nenhuma...

- Mas quando?

- Não me lembro em que dia foi...


(Ela não percebeu que o 'quando' não era o que 'realmente' interessava...)


Escolhidas porque sim


São imagens que estão no meu telemóvel e que finalmente foram passadas para o computador. Preguiça e alguma impaciência foram finalmente superadas e eis que é chegada a publicação com respectivo desenvolvimento acerca.

Castro Cola, em Janeiro de 2009.

O átrio de um prédio lisboeta em parte composto por uma secretária e cadeira que em tempos terá sido instrumento de trabalho do porteiro dali, em Setembro de 2008.

Eu numa praia espanhola, em Setembro de 2008.
O Garfield, um gato estranho de apenas uma orelha, a outra foi arrancada pelo amiguinho rottweiler que vive na mesma casa. Coisas da vida de um gato... e de um cão.



Estufa Fria, em Março de 2008.
Os ricos filhos, em 27 de Dezembro de 2007. Uma das primeiras fotos do meu telemóvel.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Desentendimento


Não sei se se percebe isto, acho que não mas vou dizer à mesma:

Eu hoje andei o dia inteiro a correr e não fiz nada.

Ainda bem


Esta é a altura do ano em que folgo por não ser perú nem bacalhau.
Pensando bem, também é muito bom eu não ser uma couve, uma batata, uma abóbora...

Eu e mais as eventuais trocas


Fui às compras do Natal. Olhei para uma camisola e gostei dela mas não me apetecia nada estar a experimentar. Mirei-a bem e voltei a mirá-la e achei que me assentaria bem. No entanto, preferi jogar pelo seguro e perguntar à senhora da caixa se poderia trocar em caso de necessidade e blá blá blá. E ela respondeu… brilhantemente:
. De certeza que fica bem, a senhora tem um corpo bem feitinho.

Ah como eu queria ser inteligente assim no meu balcão!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Confissão


Bolas! Estava a ver que não me chegavam outros assuntos para posts para além do estado do tempo... Tinha já umas saudades do caraças disto aqui.


(Bem vinda, Gigi.
Obrigada, Gina!)

16:03


Eram dezasseis e picos quando me entra alguém por ali adentro.
- Olhe, faça-me um favorzinho...
Olhei e vi a senhora que arranjou as unhas logo depois de mim. Pousou a mala no balcão e abriu-a com as mãos tesas (conheço tão bem estes tiques, fiz o mesmo enquanto media o cabo d'aço) e pediu encarecidamente:
- Tire-me daqui um cigarro...
E eu tirei, pois que não sinto qualquer défice de solidariedade feminina.

Infelicidade


Uma mulher de quarenta e um anos, cheia de dores pelo corpinho todo, gorda que só visto, com olheiras até ao queixo e uma borbulha de cabeça branca e auréola vermelha especada mesmo na pontinha do nariz tornando-o bem maior e pontiagudo do que já é, é, sem tirar nem pôr, uma mulher infeliz.

Amanhã vou às compras do Natal. Está decidido.

Atraso


O Zé estava cansado de esperar o autocarro ali no Vale Escuro, onde é o fim e o princípio da linha do nº 6. Estava mesmo lixado, contou-me ele.
Àquela hora já tinha um copito a mais, vi-lhe um brilho vidrado no olhar. Fitava-me como se não me visse, ou como se o fizesse através de qualquer coisa invisível.
Continuou contando de «uma gaja» que estava na paragem e parecia tão lixada como ele. Ao fim de tanto esperar, viu-a passar para o lado de lá, apanhar o autocarro que ia no sentido oposto e viu-a regressar no autocarro que ele apanhou. Ou seja: «Estive ali para nada! Já viste a gaja? Andou a passear e eu ali!»
O Zé conta-me coisas. E adora-me mas não sei porquê. Quer dizer... sei mas não vou dizer.