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| Lisboa - Praça de Londres, 6 de Maio de 2011 |
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Dias de um ginásio
Gosto tanto de ginásio e vou lá há tantos anos que dou por mim ouvindo a respiração ofegante das pessoas e a concluir que estão muito em baixo de forma.
Ou então não, eu reparo em muitas coisas. Reparo e escrevo-as.
Ou então não, eu reparo em muitas coisas. Reparo e escrevo-as.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
A desabar
| Lisboa, 5 de Maio de 2011 |
Nota prévia:
A fotografia não tem nada a ver com o texto. Excepto, quiçá, o facto de eu ter montado o cenário e captado a imagem com o fim em vista de ilustrar o texto.
Há caliça e bocados de tecto em cima das molas de roupa e do papel higiénico. Mais à frente, em cima dos tabuleiros de pintura, há lascas de viga ferrugentas pelo tempo. O dia em que morrerei soterrada está próximo. Tomara já, esta iminência dá-me conta da cabeça.
Cliente-resumo
Bom-dia. Quero um par de luvas. Quero um frasco de soda cáustica.
Quero um saco de terra.
(Ainda eu digo que falo poucochinho.)
Quero um saco de terra.
(Ainda eu digo que falo poucochinho.)
Caminhando
Vim a pé, andando, nunca tinha passado nesta rua...
Não sabe o que tem perdido, caríssima transeunte. Isto aqui é super.hiper.mega.divertido porque conta comigo para animar a malta, despertar as pessoas, fazê-las sentir o bom que a vida tem. Sou perita nisso. Dar-me-á razão se voltar a este local uma vez e outra, uma vez e outra. Venha cá, não fuja.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A beleza
terça-feira, 3 de maio de 2011
Umas e outras vezes
Às vezes, quando escrevo, é como se desbravasse terreno fértil e denso à catanada mas não desse vazão ao crescimento veloz da vegetação, as hipóteses apresentam-se-me, uma ideia leva a outra e todas se pertencem, num emaranhado impossível de escrever.
Depois há as outras vezes, claro. Aquelas em que as mãos me acompanham o pensamento, ou este blogue não existiria.
A linha
Quando as pessoas conhecem o meu problema tendem a ser mais condescendentes, afáveis, atenciosas.
Tal enaltece-me tanto quanto me apavora.
A primeira porque me derreto toda com mimalhices.
A segunda porque existe uma linha muito fina separando o interesse genuíno da hipocrisia contida. Quase se tocam...
A fotografia
| Lisboa - Praça de Londres, 3 de Maio de 2011 |
Toda eu era brandura e encanto...
Olhe, o senhor não se importa que eu tire uma fotografia apanhando os chapéus de sol e a torre lá ao fundo? É que eu acho que ficará mesmo bem.
Todo ele era simpatia e sorrisos assaz verdadeiros...
Tire, menina, esteja à vontade.
É tudo mentira, não tive coragem de pedir ao senhor das castanhas que regressou à Praça de Londres (Lisboa), agora com gelados da Olá. Resisti ao primeiro impulso e a coragem abandonou-me.
Acabei por clicar direito à torre no outro lado da praça, sentada confortavelmente num banco de pedra(?), fingindo-me ausente e capaz de retratar a vida.
A parte boa
Recebi um exame clínico. Há uma parte de mim que se encontra: sem lesões; satisfatória; dentro dos parâmetros da normalidade.
É o resto, o resto é que não presta.
O tempo
A minha vida sempre esteve dividida em duas partes: pré-matrimónio/maternidade e pós-matrimónio/maternidade.
Ao momento as partes têm outros nomes: antes e depois da bronca. É um marco histórico como outro qualquer. Agora as coisas têm um formato diferente: não penso assim porque desencadeio a coisa, não vou ali porque depois já sei como é, não digo certas coisas pelo mesmo motivo. Não faço. Nem escrevo.
Ou escrevo, como agora. Almejo o pós-depois-da-bronca mas creio que nunca o verei chegado, à frente deste tempo não está nada à minha espera, mas alimento-me de alguma esperança ou não terei salvação. Então, iludo-me e almejo o inatingível: o pós-depois-da-bronca. E há aquelas vezes em que não resisto a contar bocadinhos da minha vida porque depois de a contar o jugo que carrego fica mais leve.
A bebida
Noutro dia fui a um bar. Depois da primeira rodada ingerida alguém pediu a segunda. Falei com o empregado de mesa a ver se ainda dava para anular porque não me apetecia beber mais. Era muito jovem, o 'medo' que tinha do público notava-se bem. Respondeu-me timidamente que já havia efectivado o pedido e numa espécie de gracejo convidou-me a acompanhá-lo até ao bar para confirmar. E você quer que eu vá consigo, perguntei. Não, você não quer que eu vá consigo, continuei eu.
Descalabro total... O pobre moço ficou sem pinga de sangue e de seguida já nem me lembro o que aconteceu. Só sei que exagerei, aproveitei-me da falta de à-vontade que ele demonstrava e da sua inexperiência, senti um enorme prazer em provocá-lo, aquele sadismo que só sente quem gosta de espezinhar os indefesos. Não era preciso nada daquilo, devo ter sido mais intensa no modo de falar do que queria porque o alcool é um desinibidor do caraças...
Admito que é fantástico fazer/dizer coisas ruins. Isto acontece porque é mais fácil atraír a atenção das pessoas pela negativa creio. Não creio, no entanto, que sonhem comigo, mas eu queria. Eu queria ter sido tão má, tão ruim, que o rapaz sonhasse comigo nessa mesma noite, tivesse pesadelos e acordasse aos berros e alagado em suor. E depois voltasse a adormecer e pumba!, eu outra vez nos seus sonhos, desta vez mais atinadinha mas nada arrependida, que isso é coisa de gente fraca e eu nos sonhos das pessoas não sou nada disso.
Hã?!
Eu vendia uma lima para os pés a um homem (aparentemente) surdo. Creio que soavam buzinas e arranques de carro lá fora, piu-pius de passarinhos e restolhar de folhas verdejantes, porque é assim que costuma acontecer, e tenho a certeza que ao menos os primeiros dois barulhos eram ouvidos pelo homem, sem que no entanto os quisesse distinguir ou apreciar.
Ora bem, eu não cheguei aqui ontem, e uma das coisas que já aprendi foi a apanhar os falsos surdos. Há o surdo mesmo surdo e há o viciado no 'hã?!'. Para serem flagrados basta não repetir as frases, fazer de conta que não ouvimos, ou seja, fazermo-nos de surdos. Tipo isto assim:
A pele tem de estar mole?
Sim, com a pele molinha é mais fácil retirar as calosidades.
Hã?!
…
Com a pele molinha, não é?
É, mas esfregue com vigor...
Hã?!
…
Esfrego com vigor, não é?
É.
Hã?!
…
Pois é. Então e esta marca é boa?
Muito boa.
Hã?!
…
É boa, não é?
E por aí adiante e blás. Aquela parte em que referi 'vigor' foi dita numa espécie de vingança subtil, apimentei o momento com uma pitada tão ínfima que pelo nariz do homem passou apenas uma ligeia brisa, não chegando a provocar cógegas. A próxima vez a ver se esgoto o frasco para ele não parar de espirrar e de se coçar, já que o conheço de gingeira, é um velho pindérico com ares de janota, arrogante a avarento na quinta casa.
A solidão virtual
A solidão num blogue pode ser bem-vinda. Enganei-me a fazer uma conta num post atrasado; não referi onde encontrei as duas últimas receitas que apresentei. Os meus erros já foram rectificados mas passaram despercebidos, ninguém me disse nada com respeito a isso.
Ontem escrevi umas coisitas, hoje escrevi à farta. Ontem não publiquei coisa nenhuma, hoje já publiquei alguns posts destes dois dias nos dias correspondentes e outros seguirão. Ninguém notará, foram momentos de invisibilidade.
Diga-se o que se disser, isto de ser invísivel em alguns momentos da minha vida mas com uns laivos de ténue presença noutros, tem um certo quê de aprazível. Dou nas vistas, ou então não, (quase) quando quero que assim seja.
O quase é o elemento perturbador, porque o manto invisível acompanha-me em vezes que não o queria. A solidão virtual é tão intensa e dura como a outra. A internet não deixa de ser o mundo igual a si mesmo.
Rosita e azulinho
Um cliente queria um conjunto de piassaba rosa-bebé ou azul-clarinho, diz que os brancos se sujam logo todos e é uma grande porcaria.
Acho que a merda tem uma cor diferente na casa de algumas pessoas. Rosa-bebé, azul-clarinho ou branco, é cá uma diferença...
Suavizantes
Não estou a duvidar de ti, apenas estranho a situação.
Não é que seja impaciente com isto ou aquilo, digamos que me falta a vocação para lidar com algumas coisas.
Indumentária
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
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Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
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Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
Sim... envergo uma t-shirt vermelha e um cardigan roxo.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Ricos filhos
Escrever dos ricos filhos sempre foi gratificante na medida em que me apazigua a alma e elimina aquela parvoíce mais intensa. Apesar de já serem crescidos, eles são o que mais preenche a minha vida. Sou por eles, com eles e para eles. E já está.
Vintage
Mãe, não tens nenhuma mala que não queiras?
Não, mas posso emprestar-te a que quiseres levar.
Olha, mãe, esta é tão gira! É vintage! Dás-ma?
Empresto-ta, essa é a mala que levei no meu casamento, por isso ainda anda aí. Tem quase vinte e dois anos...
Boa, então é mesmo vintage. Yupi, tenho uma mala vintage!
É uma honra a minha filha usar no dia-a-dia a mala que usei quando me casei no registo. Há melhor que isto?
Golo!
Neste fim-de-semana o rico filho marcou dois golos. Mas não foram felizes acontecimentos, o rapaz enganou-se na baliza. Quando lhe perguntaram:
– André, o que é que o treinador disse?
– Disse que fui o homem do jogo.
Há que saber ver as coisas... com bons olhos.
O gelado
Mãe, podemos comer gelado?
Sim.
Pensava que ias dizer: não, já comeram ao almoço!
(A vida não é uma surpresa?)
Sim.
Pensava que ias dizer: não, já comeram ao almoço!
(A vida não é uma surpresa?)
Dias de um ginásio
De máquina na mão, uma mulher mostrava as suas fotografias toda satisfeita a um homem que me pareceu interessado em vê-las. (Sim... foi no ginásio.) Fiquei cheia de inveja porque queria que fosse assim comigo também, é raríssimo eu suscitar interesse com as minhas fotografias que não venha acompanhado de desdém.
Resta-me o blogue, para alguma coisa sou dona disto aqui. De seguida surgirão fotografias tiradas hoje numa Lisboa algo cinzenta mas primaveril. Não as vou mostrar tratadas ou agrupadas porque hoje é um daqueles dias em que me apetece as coisas em bruto, qualquer tipo de tratamento ou melhoria estraga-me o prazer. Ver abaixo, por favor.
Actualidade
Devia conhecer trechos musicais ao estilo clássico para referir um em tom solene que acompanharia o que vou escrever:
Apresento o meu pedido de desculpas por até hoje não haver escrito uma só linha acerca do casamento, vestimentas, beijo, do príncipe William e da...
(tenho de ir pesquisar)
Kate Middleton mas é que habitualmente não vejo TV. Quando digo que habitualmente não vejo TV, quero dizer isso mesmo.
Mas ouço Radio, isso sim. Hoje paira no ar a aparente morte do terrorista Ussama ben Laden. E agora devia referir um som fúnebre para acompanhar este relato cheio de sapiência acerca da actualidade mundial:
(Aparentemente) Ussama ben Laden foi morto por alguém que julgo estar cagado de medo, a menos que seja considerado herói.
domingo, 1 de maio de 2011
Dia da Mãe
Quem é a melhor mãe do mundo? - Pergunto eu só porque gosto de ouvir.
A rica filha é rápida:
- Tu.
O rico filho é silencioso, olha-me com aqueles olhos maravilhosos que ele tem e aponta para mim. O rapaz tem desculpa para o silêncio, tem a boca cheia de risotto.
A rica filha é rápida:
- Tu.
O rico filho é silencioso, olha-me com aqueles olhos maravilhosos que ele tem e aponta para mim. O rapaz tem desculpa para o silêncio, tem a boca cheia de risotto.
Três anos e meio
Há três anos e meio já eu tinha a mania que tinha piada a falar de sexo num blogue...
Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Sexo tântrico é...
('tou a ver se me vem à cabeça uma frase que consiga exprimir a conclusão a que cheguei hoje ao ouvir um programa de rádio)
... é uma queca insípida... incompleta...
Se calhar até nem tem gracinha nenhuma. Não sei... digo eu que pouco sei...
sábado, 30 de abril de 2011
Bolinhos de milho
Mistura...
3 chávenas de chá de farinha de trigo
2 chávenas de chá de sêmola de milho
1 chávena de chá de açúcar
2 colheres de chá de fermento
Mistura...
200 granmas de manteiga derretida
1 chávena de chá de leite
1 ovo
Juntar as duas partes...
Colocar em forminhas...
Levar a meio do forno...
Nota: receita retirada do programa de TV 'Barefoot Contessa' do canal Food Network, por isso o texto tão sucinto.
Bolachas de aveia
Bate...
200 gramas de manteiga à temperatura ambiente
1 chávena de chá de açúcar mascavado
1 chávena de chá de açúcar branco
Mistura...
2 ovos
2 colheres de chá de essência de baunilha
Peneira e junta...
1,5 chávena de chá de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá canela em pó
1 colher de chá de sal
Junta...
3 chávenas de chá de aveia
1 chávena de chá de passas
1 chávena de chá de nozes picadas grosseiramente
Faz bolinhas...
Leva a meio do forno...
Assim que douradas retirar, aguardar que arrefeçam um pouco e comer.
200 gramas de manteiga à temperatura ambiente
1 chávena de chá de açúcar mascavado
1 chávena de chá de açúcar branco
Mistura...
2 ovos
2 colheres de chá de essência de baunilha
Peneira e junta...
1,5 chávena de chá de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá canela em pó
1 colher de chá de sal
Junta...
3 chávenas de chá de aveia
1 chávena de chá de passas
1 chávena de chá de nozes picadas grosseiramente
Faz bolinhas...
Leva a meio do forno...
Assim que douradas retirar, aguardar que arrefeçam um pouco e comer.
Nota: receita retirada do programa de TV 'Barefoot Contessa' do canal Food Network, por isso o texto tão sucinto.
Importante
Acabei de me lembrar de algo tão importante que quero partilhar: se este dia não fosse este dia, então seria outro dia qualquer.
...
Pensei nisso mas achei que assim, simples, ficava melhor. Afinal de contas a simplicidade é uma das minhas marcas mais profundas.
Solitude
Estou sozinha mas isso hoje não me está a assustar. Vim para aqui falar com o mundo a ver se não me deixo envolver em loucuras e devaneios dos quais esta mente padece. Até agora está tudo muito bem... porque estou a escrever. Não há ninguém desse lado, o que não é nada fora do habitual, mas se eu estiver a escrever comigo, estou bem.
Ti ti ti
Sonhei que morria. Ou por outra, sonhei que estava a morrer, não me lembro de estar morta porque estava a sonhar. Só sei que via quase tudo branco e dentre o branco havia laivos de vida, pessoas, árvores e outras coisas que já não estão muito distintas na minha cabeça. Ninguém lamentava ou chorava a minha morte. Se morrer é aquilo, então está bem, morri. Só por dizer que não é nada diferente do que agora estou a viver.
Autenticidade
Descobri recentemente que a autenticidade está sempre presente nas nossas vidas. Ainda que fingindo, estamos a ser nós, a viver a nossa vida. Nada há que deixe de ser autêntico. Se eu tenho uma personalidade hipócrita não estarei a ser autêntica, real, genuína? Se por outro lado, nem por isso, e encaro as coisas como são e não finjo porra nehuma, não estarei também a ser verdadeira?
É isto o que há a fazer - acreditar na autenticidade - ou parecer-nos-á constantemente que tudo à nossa volta é mentira.
Baixinho
Olá! Nem tinha dito nada...
Olá.
Estavam aqui tantas vozes...
Sim, sim.
… A minha nem se ia ouvir.
Guitarra Toca Baixinho
Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender, só ela deve saber
Que estou falando de amor...
Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira !
Pura prata no céu,
Um vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora !
Refrão
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém !
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é primavera,
E o sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...
A noite está tão serena,
E eu dormindo em seu seio ...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!
Francisco José
Olá.
Estavam aqui tantas vozes...
Sim, sim.
… A minha nem se ia ouvir.
Guitarra Toca Baixinho
Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender, só ela deve saber
Que estou falando de amor...
Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira !
Pura prata no céu,
Um vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora !
Refrão
É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém !
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é primavera,
E o sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...
A noite está tão serena,
E eu dormindo em seu seio ...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!
Francisco José
Fonte: http://www.vagalume.com.br
A sua idade, por favor
O senhor Blogspot agora não deixa que a idade se veja no perfil. Deve ser de bom tom ou asim. Deve ser para que todos pensem que quem escreve é jovem. À partida os jovens é que têm o tempo e a paciência necessária a esta arte de blogar. Um(a) bloguer jovem por si só é apanágio de visitas, cliques, hits, o que promove e engorda o tal senhor. E depois, os jovens são mais soltos, livres de inibições e não se deixam levar com a ideia do que é que vão pensar daquilo que escrevem. Logo... mais visitas, cliques, hits.
Eu tenho esta idade, as amarras que me seguram têm tantos anos que se enterraram na carne, sofro reprimendas de várias partes e sou muito inibida. Mas não fujam.
Ah, e tenho 42 anos durante mais dois meses e poucochinho. Depois mudo para 43.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Tentativa
| Lisboa, 28 de Abril de 2011 |
É imensa a quantidade de parvoíces que passam pela minha cabeça.
Há as não posso escrever,
as que não devo escrever,
as que posso escrever,
as que devo escrever,
as que posso e devo escrever e,
finalmente...
as que efectivamente escrevo.
Destas últimas constam (também) as que não posso nem devo escrever mas escrevo, que constituem (normalmente) os textos mais interessantes.
Hoje não tenho assunto, estou vazia. Não escrever implica uma solidão enorme. Este post nasceu da indomável vontade de escrever, apesar do vazio. Já escrevi.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Loucura iminente
Jardins
Ler é concentrar-me na vida dos outros. A leitura é particulamente bem-vinda nos momentos em que não me suporto.
Estive a ler num jardim onde um homem cortava a relva.
Depois estive num jardim, só olhando. Não que eu estivesse só, mas também.
Estive a ler num jardim onde um homem cortava a relva.
Depois estive num jardim, só olhando. Não que eu estivesse só, mas também.
| Lisboa - Jardim Fernando Pessa, 26 de Abril de 2011 |
| Lisboa - Rua Cândido Guerreiro, 26 de Abril de 2011 |
Que horas são?
Perguntei as horas à pessoa errada pois não as sabia por não ter onde consultar. Logo um cavalheiro sorridente que se encontrava razoavelmente perto responde que mas dizia... e eram grátis! Que simpático, pensei eu.
Os olhos eram lindos... E é só. É o suficiente. Para quê nome, morada, telefone, religião, opção política ou sexual, escalão social, parentalidade? Bastar-me o momento isolado e sem acrescentamentos é mister.
Portas e assim
A minha relação com as portas lisboetas é mais que muita: reconheço um grande número de porteiras das avenidas e arredores.
A minha aura
A mulher é maluca. Anda pelas ruas, passeando aqui e ali, aparentemente nada faz ou nada tem para fazer, tem um olhar tão perdido quanto alucinado.
Eu também sou maluca mas ninguém acredita que sim. A bem da verdade eu nunca sou porra de coisa nenhuma. Nem boa nem má, não sou pão nem bolo. Não sou e pronto. Tenho uma qualquer aura que me protege de ser, de existir. A minha aura é também inesxistente, já que sou uma espécie de vácuo, ou de ar em excesso, depende da hora.
Não obstante, contudo, porém e efectivamente, eu estou aqui... Mas depende da hora.
Apanhada
Já me aconteceu muita coisa ao balcão, já sim senhores. Já me apanharam em falgrante a cantar, gingar, espreguiçar, comer, emitir barulhos em geral... Tossir, espirrar, assoar-me ruidosamente, que é que estãopara aí a pensar? Continuando, e também já me surpreenderam descargas urinárias, o que é profundamente constrangedor, a voz tensa e abafada com que digo: 'só um momento, por favor' não deixa qualquer dúvida do que estou a fazer...
Ora bem, só nunca me tinha acontecido ser apanhada por um jovem e bem-disposto cavalheiro, batendo palmas efusivamente e gritando repetidamente a plenos pulmões:
O que elas querem é sexo!
Sim, é verdade, aconteceu. Explicar porquê e como aconteceu tiraria toda a graça à cena. Imaginem... Conseguem? Posso acrescentar que fiquei vermelha que nem um tomate maduro... Valeu-me a boa disposição do homem, claro.
Conversa sem-migo
Muitos parabéns! Já sei que é papá...
É verdade... Obrigado!
Assistiu ao parto?!
Sim.
Viu mesmo bem?
Hum-hum.
Então nunca mais quer nada com aquilo, aposto!
É verdade... Obrigado!
Assistiu ao parto?!
Sim.
Viu mesmo bem?
Hum-hum.
Então nunca mais quer nada com aquilo, aposto!
Um dia
O Filipe, quando anda, leva a anca à frente dos pés e as costas atrás dos mesmos, o que lhe confere um ar de permanente desiquilíbrio.
Num daqueles dias, chegados daqui a décadas, numa altura das nossas vidas em que a diferença de idade existente entre nós diminuirá consideravelmente, hei-de ler este post e lembrar-me de mim assim: observadora, comunicativa e trocista.
Descubra a diferença
As pessoas são outra gente se me recebem em casa ao invés de estarmos entre um balcão de loja. Não duvido da sua autenticidade numa e noutra situação, mas é assim: em nossa casa, se formos pessoas educadas, ainda que o tenhamos sido através do modo mais simplório, sempre fazemos por se sentir bem quem lá se encontra, mesmo que seja por motivo profissional.
O troco
A senhora que bandeia a cabecinha por causa duma doença de nome inglês estendeu-me uma nota de vinte euros para pagar uns míseros quarenta cêntimos. Perguntei-lhe se não tinha moedinhas e ela responde, à laia de ralhete carinhoso:
– Ande lá, guarde a nota!
Esta senhora tem como companhia o inglês (Parkinson) mas também o alemão (Alzheimer), e tem piorado consideravelmente deste último. De há uns tempos para cá faz sempre o mesmo, quer dar-me um gorgeta, ou algo do género. Voltei com o troco certo para lhe dar, é meu costume recusar a oferta gentilmente, mesmo a senhora insistindo.
Não quero dar a ideia de que sou muito boa pessoa, que nunca me aproveitaria da situação da mulher, mas também não quero dar a impressão de que seria incapaz de fazer tal coisa. Quero, ou queria, fazer por aparecer a hipótese de escolha que sempre temos na vida, o balanço entre duas opções. As tentações existem, deixemo-nos cá de pintar a vida com flores vívidas, passarinhos livres e crianças alegres. Eu podia ter arrecadado dezanove euros e sessenta cêntimos sem trabalho nenhum, a vida colorida havia-os colocado à distância de um simples passo. Ainda pensei na possibilidade mas não fui capaz de a concretizar. Se calhar por estarem duas pessoas a assistir à conversa...
Post barrento
Não tem vasos de planta em barro?
(Já está a dizer que não... Em barro... a planta ou o vaso? Ah, o vaso. Claro, que cabeça a minha.)
Meca
Ela diz meca em vez de merda. Que gira...
Eu não. Se eu quisesse dizer merda, dizia merda e pronto. Meca não é nada porque meca não é merda, a bem dizer nem existe. Merda sim, é, está. Dizer meca em vez de merda é a mesma merda. Não sei para quê tanta merda! Eu não faria assim, nunca por nunca, por merda nenhuma.
Para que conste:
Vendi um cadeado. Diz que numa das pontes de Paris há o costume de atirar as chaves ao rio Sena e atar o cadeado algures e depois deixar tudo lá (ou então é ao contrário, já não me lembro muito bem...), que se assim for feito a família prosperará e viverá feliz.
De maneiras que é assim: havendo viagem a Paris e valorizando estas crenças, o leitor faça o favor de vir aqui comprar o cadeado que eu preciso de vender para prosperar o negócio. Para adiantar a coisa agradeço já: obrigadinha!
Pai e filho
Olhe, eu fui ali ter com o seu filho mas ele mandou-me vir ter com o pai.
E então, o que é que a senhora quer do filho e do pai?
Para mais graça lhe dar, o pai do filho não se ficou por ali:
A que horas é que a senhora está em casa?
E então, o que é que a senhora quer do filho e do pai?
Para mais graça lhe dar, o pai do filho não se ficou por ali:
A que horas é que a senhora está em casa?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril
Esta simpática e sorridente senhora vai deixar de estar presente no cabeçalho do meu blogue para dar lugar a uma imagem primaveril. Podiam ser cravos, já que estamos neste dia.
O pior é que eu nem sei o nome das flores que apresento, estou agora a lembrar-me. Sempre posso descrevê-las: são altas, as folhas são amarelas e possuem vários tamanhos dando a ideia (a quem não percebe nada de horta como eu...) de que vão crescendo infinitamente, a textura é lisa e possui alguma fragilidade e exalam um odor suave e doce.
Fica por aqui o meu contributo em matéria de revoluções de cravos, ter cinco anos de blogosfera trouxe-me a ideia de que já falei tudo o que penso e sinto acerca desta data comemorativa em particular, bem como o marco histórico que houve na minha infância precisamente nessa madrugada.
O pior é que eu nem sei o nome das flores que apresento, estou agora a lembrar-me. Sempre posso descrevê-las: são altas, as folhas são amarelas e possuem vários tamanhos dando a ideia (a quem não percebe nada de horta como eu...) de que vão crescendo infinitamente, a textura é lisa e possui alguma fragilidade e exalam um odor suave e doce.
Fica por aqui o meu contributo em matéria de revoluções de cravos, ter cinco anos de blogosfera trouxe-me a ideia de que já falei tudo o que penso e sinto acerca desta data comemorativa em particular, bem como o marco histórico que houve na minha infância precisamente nessa madrugada.
A beleza
Digam lá o que disserem, a cidade de Loures é linda...
Apresento apenas o lado campestre, sim, mas ainda assim é uma cidade linda.
Loures, 25 de Abril de 2011
Apresento apenas o lado campestre, sim, mas ainda assim é uma cidade linda.
Loures, 25 de Abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Boa Páscoa
Dantes ficava entusiasmada com o significado da Páscoa, entoava cânticos de alegria num púlpito da saloiada e acompanhava uma série de festejos religiosos. Hoje não. A vida passa, muda, evolui. Tanto faz. A vida não é o que era e isso não é ruim.
De manhã fui vistar o Museu da Cidade, em Lisboa - Campo Grande. Fechado... Oh! Lá por causa disso não deixei de tirar fotografias. A vida agora é assim e tem o seu quê de boa vida. Tem, tem.
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