sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ele...

... Diz que mudei – para melhor -, que sim senhor assim é que é, que gostou muito de ver e de me saber assim tão desenvolta.

Hã?! Quê?! A entrevista?! Ah, pois, o video com a entrevista que coloquei no Fuçasbuque... Mas lá não está um convite simpatiquíssimo e bem explícito para que venhas visitar este blogue? Que esperas, então?

Frases

Se uma cliente me explica ao que vem e usa a frase 'tá a ver a cena?', eu posso muito bem responder o 'é bué da fixe!

Só por dizer que foi em 'negócios' diferentes...

500 escudos

Ando em arrumações ligeiras e limpezas com alguma profundidade. Descobri o frasco onde se fazia a brilhantina que seria depois vendida avulso a quinhentos paus cada oitenta gramas. Despejava-se num frasquinho que o cliente trouxesse e media-se a peso, muito embora o produto seja líquido. Era assim.
Ainda me lembro duma cliente regular desta brilhantina. Lá de quando em quando comprava os oitenta gramas que lhe duravam uma série de meses.
Essa senhora morreu há algum tempo. Uma vez escrevi acerca dela, está neste post...

Árvore de Natal

Lisboa, 16 de Dezembro de 2011

«Tem ésses para pendurar as bolas de Natal?»

«Tem figuras de Presépio?»

Não e não, minhas senhoras. O mais chegado a decorações de Natal que há por aqui é a árvore que se vê na imagem acima. Por sinal, bem gira e original.

Cintura fina (?)

Ajudei a dona Genoveva a compor-se. Coloquei-lhe o cinto ao redor da cintura, a seu pedido. Nem sei porque o fiz. Calhando, foi porque sim.
Escreverei de modo a que pareça uma senhora amável e serviçal ou escreverei da falta de vontade em ajudar?
Não sei que faça, não sei que escreva.
Posso exagerar. Posso transformar o episódio. Esta cena pode ser enternecedora, hipócrita, atípica ou simplesmente inclassificável. Não sei definir. Às vezes não sei definir os momentos, isso constrange-me, estou habituada a esmiuçar, esquematizar, encontrar cernes que advêm somente da minha cabeça.
Eu descrevo, sobretudo descrevo. E não sei descrever esta cena, é o que é. Há-de ser alguém a mandar-me calar, a mostrar-me que não mando porra nenhuma, certamente.

Atenção!

Tubo de creme das mãos – amarelo.
Tubo de cola – amarelo.

Tomar atenção sempre que necessário qualquer um destes dois. Confundi-los não será aprazível.

Recadinho

O rico filho escreveu:

Tirei 5 € ao pai pa pitá-las

A rica filha corrigiu, acrescentando o 'ra' ao 'pa'. Em baixo adverte:

A linguagem escrita tem regras!

Nota: pitar = comer

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vinhos de Natal

Detive-me longamente. Olhei atentamente. O objeto era a montra de vinhos duma loja de bairro. A pausa foi tão extensa que deu tempo ao vendedor de se chegar à porta e interpelar-me, que se eu quisesse fosse ver lá dentro, tinha muitos vinhos dentro do 'bom e barato', agora para o Natal.
E ele foi falando. Era um homem de muitas falas, deu para perceber. Blás e mais blás. Os blás foram ter ao facto de o português geralmente deixar tudo para o último momento mas que era bom que assim acontecesse, isto falando dos presentes de Natal.
– Sim, é mais emotivo! - Concordei eu.
– Não! - Exclama ele, cheio de saber. - É que assim a pessoa vibra mais!

Hum, ok.

É mesmo verdade...

… Ninguém entende a minha poesia.

Temor

Temo as pessoas. Presumo que este seja um facto notório. Deveras notório.

Por favor...

… Não usar os vocábulos 'poroso' e 'numerário' caso se comunique com as camadas jovens.

O Amigo

À semelhança do que ouvi por aí, lembrei-me de fazer 'o amigo secreto' com o meu colega, este Natal. É giro, a gente faz o sorteio e tudo. Temos é de deixar o secretismo de lado...

A magra

Noutro dia vi uma apresentadora de TV ao vivo num armazém onde me abasteço. Achei-a tão magra, tão magra, tão magra...
Quando for famosa não vou à TV dar entrevistas. Lá, a gente fica gordas e assim. Um horror.

Solitude

É hoje. O dia francês, é hoje. 15 de Dezembro de 2011.
Vou chamar-lhe assim – o dia francês - , é provável que o leitor não perceba nada mas descodificar este item daria imenso trabalho e não é tão interessante assim. Apenas acrescento que está relacionado com o que escrevi aqui.
A partir de hoje estou sozinha, gerindo o estamine, até um dia desses, algures em Janeiro próximo. Diz que 'patrão fora, dia santo na loja' mas comigo não funciona dessa maneira. Tanto não funciona que este é o meu primeiro texto de hoje. Incrivelmente, hoje ainda não tinha tido tempo para escrever (são 16:22), tenho estado ocupadíssima... Oh, céus! Até já...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Derradeiro

Saí para a rua disposta a dar o meu último passeio.
Vagem de feijão verde na passadeira.
Senhora de cabelo lilás pisando a mesma.
Quatro pombos pousados no fio que liga dois prédios na rua Francisco Sanches (Lisboa).
Estão sempre lá, descansam, talvez, que esta vida é uma correria. Ou uma voadela... voadia... voadice... voadeira... Os pombos voam muito, pronto!

A bola

Lisboa, 14 de Dezembro de 2011

Se a memória está certa comecei a fotografar este lugar na Primavera de 2009. Passaram dois anos e meio, para aí.
A bola sempre tem andado dum lado para outro, como se alguma criança a pontapeasse, levando-a a mover-se mais do que queria. Também podem ser as intempéries, a causa de tanto movimento...

Mediocridade

Não és.

Não sabes.

Em calhando, nem fazes.

Acalma-te

(O céu sobre) Lisboa, 14 de Dezembro de 2011

Tenho vida para tomar uns calmantes. Devia ter tomado um ontem à noite depois do jantar para dormir bem. Outro ao almoço para ficar dormente. E mais um ao lanche para nem sequer sentir a cabeça.

Eu não tenho problemas graves, não senhores. O meu problema é poucochinho e um só: eu não posso ter problema nenhum.

A relação...

… Mais estreita que tive com polícias foi atrás do balcão. Pelo menos até hoje. Eis outra relação com um polícia:

Queria um mosquetão. Remexeu e escolheu. Experimentou no cinto, depois de eu muito insistir que podia e tal e tal. Tive de me controlar p'ra caraças para não estar a olhar para aquela zona do corpo do sô polícia, porque ia parecer que estava a medi-lo ou assim. Os homens, mesmo os polícias, esses seres puramente viris, não suportam medições. Desviei o olhar e encalhei na pistola. Preta, enorme, mas a parecer um frágil brinquedo de plástico. Foi a (muito!) custo que reprimi a seguinte intervenção:
– Ena! Que grande pistola! Isso mata a sério?!

Acreditar

Não acredito piamente noutra forma de vida, escrevi eu há bocadinho. (Ver post anterior)
Não acredito que acredite piamente em coisa nenhuma. Eu própria não acredito na maneira como conduzo a minha vida.

Obituário

Lisboa, 14 de Dezembro de 2011

Morreu o sô João. O homem que me dizia lá do táxi:
«Olá, menina! Está melhor?!»
Este 'está melhor?' não é que eu estivesse doente, era só porque sim, era uma das piadas do sô João.
«Olhe que já são horas!»
Esta era outra das frases costumeiras do sô João. Aconteciam quando ele dava a voltinha vespertina em dias claros e amenos. Parava à porta e largava a exclamação, como se estivesse zangado. Só que não estava...
Morreu o sô João, um dos homens que sempre apareceu neste blogue com o verdadeiro nome, pois nunca encontrei motivo para assim não ser.

Não sou o género de pessoa que acredita piamente noutra forma de vida depois da morte. De maneiras que é assim: 'Adeus, sô João.'