quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

INVERNO

St. António dos Cavaleiros - Loures

Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa


Jardim Fernando Pessa, junto à Avenida de Roma - Lisboa

Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa


Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa


Rua Brito Aranha, junto à Praça de Londres - Lisboa

Rua Brito Aranha, junto à Praça de Londres - Lisboa
O Inverno é a estação do ano em que parece que a natureza está adormecida, é tudo frio, cinzento e triste. Até mesmo o Sol é tão tímido... não aquece nada... No entanto, consigo ver beleza no Inverno, considero-o tão belo como qualquer outra estação do ano. Tive a ideia de o retratar captando, ou tentando captar, as imagens que normalmente observo quando passeio ou viajo. Assim não vou esquecer-me nunca destes locais.
:-)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Deixá-los falá-los que eles calarão-se-ão

Perfil nº 3

Conheci o Sr. Vicente* quando comecei a trabalhar na loja onde ainda hoje trabalho. Nessa altura eu estava grávida do meu filho André e assim que ele me via perguntava-me:
- Então os gémeos, estão bons?
Eu tinha uma barriga grande e ele tinha uma maneira subtil de me dizer que eu estava a ficar gorda.
O Sr. Vicente é carpinteiro e quando precisa e assim o entende faz compras na loja. Quando me encontra sózinha, costuma dizer-me que eu como encarregada geral do pessoal menor tenho obrigação de saber onde foi o patrão... o pessoal menor sou apenas eu...:-)
O Sr. Vicente já tem mais de 70 anos e assim que entra na loja senta-se no banco. É daqueles clientes que espera sentado para ser atendido e até costuma ficar para último, aproveitando para descansar. Enquanto isso, por vezes sai-se com frases assim:
- Ah pois é menina!... Foi um desastre medonho!... Dos que morreram não escapou nenhum!...
E assim:
- Mas para que é que eu me casei? Já sei, não tinha mais nada que fazer naquele Domingo, olha... casei-me!...- e a seguir acrescenta que no dia em que casou, quando chegou a hora de ir para casa, a mulher perguntou-lhe onde ia ele, porque estava a tomar a direcção da casa dos pais.
Ou então:
- Deixá-los falá-los que eles calarão-se-ão.- não sei onde é que ele foi arranjar esta, qualquer dia tenho que lhe perguntar.
E ainda:
- Mas porque é que eu não fui para Padre?- normalmente esta pergunta é feita quando se queixa de alguma cliente mais exigente ou antipática.
Suponho que ele sente um certo arrependimento em relação a uma decisão que tomou na juventude. Ainda frequentou o Seminário mas não seguiu até ao fim por achar que não tinha vocação. Assim, quando a vida não lhe corre como gostaria tem tendência para pensar que se fosse de outra maneira, seria bem melhor. No caso dele, por vezes parece-lhe que se tivesse ido para Padre não teria chatices e viveria feliz e sem preocupações.
- Ó Sr. Vicente, se fosse Padre também iria aturar pessoas no confessionário e não só- digo-lhe eu.
- Ah... mas mandava-as rezar 50 vezes e enquanto isso eu descansava a cabeça. E tinha cama, comida, roupa lavada e ordenado certo e a horas.
Eu converso muito bem com o Sr. Vicente, é um velhinho de conversa fácil e eu tenho-lhe amizade.

*nome fictício

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Viagem

"Entrei na carruagem do Metro e não havendo lugares sentados encostei-me onde pude.
Comecei por ficar ausente embalada pelos solavancos do comboio. Encostei a cabeça para trás, aproveitando o facto de estar entre desconhecidos e não estar sujeita a que alguém me perguntasse em que estou eu a pensar, deixei-me ir... acabando por ficar totalmente alheia.
Estas minhas "ausências" são muito comuns, acontecem-me praticamente todos os dias. Acho que aproveito para me desligar do Mundo, porque o Mundo tem coisas de que eu não gosto. É o meu mecanismo de defesa involuntário contra tudo o que me causa desconforto e sofrimento, ou o que não posso controlar.
O que sinto nesses momentos é puro prazer e deleite, agrada-me ausentar-me. Habituei-me não sei quando, como nem porquê...
O Metro chegou à estação Baixa-Chiado e a minha realidade voltou.
Voluntariamente regressei à Vida que me esperava pacientemente...
A Vida tem sempre paciência para as minhas "ausências" e nunca me pergunta em que estou eu a pensar. Pelo menos até hoje..."

Ass: Gina

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O meu futebol é isto

Hoje perguntaram-me de que clube sou. Respondi que não sou fã de equipa nenhuma, não ligo a mínima ao futebol. Mas, nos últimos meses tenho torcido pela equipa infantil do "Ponte de Frielas". E isto porquê? Porque o rico filho pertence à equipa e é defesa central, pois claro!
Dá o que tem, corre que se farta e corta as bolas (quase) todas.
Nunca me tinha apercebido bem que cada jogador tem a sua função, para mim era tudo ao molho a ver quem conseguia ficar com a bola e marcar golo... mas agora já sei. (ok... podem rir...)
E também já quase, quase sei o que é um fora de jogo porque ouço as mães e os pais dos outros jogadores colegas do meu filho exclamarem:
- Ó Pedro, olha a linha!
- Miguel! Cuidado que estás fora de jogo!
O futebol infantil é o melhor futebol que há porque as crianças jogam com tudo o que têm e o prémio de jogo é o lanche...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Alô Ginô, ça va bien?

Perfil nº2

O título deste post é como o José Pedro* me cumprimenta quando me vê. E eu respondo:
- Ça va bien, merci beaucoup. Et toi?- ao que ele responde:
- Pronto!... Já estás a estragar tudo! Assim já não sei que responder a seguir...- e rimos os dois.
O José Pedro é alguém que considero muito especial, ainda que não tenha simpatizado com ele quando o conheci.
No início achava-o brincalhão e divertido em demasia, abusava da confiança que eu ainda não lhe tinha dado.
Um dia por mero acaso, jantámos juntos numa festa de aniversário e eu fiquei a conhecê-lo melhor, a ele e à esposa Rita*. Naquele dia achei melhor pôr o coração ao largo e adoptar uma postura do tipo - "Bem, já que vou ter que estar na mesma mesa que este caramelo, vamos lá a ver o que sai daqui..."
A seguir a isto já saímos com a malta toda várias vezes à discoteca, ao futebol, à praia, à piscina e em todas estas situações o José Pedro revelou-se dono de uma alegria esfusiante e contagiante.
Aos poucos, fui conhecendo a sua maneira de ser, habituando-me e moldando-me a ela.
O José Pedro hoje em dia faz parte do meu círculo de amigos de que falei aqui .
O que para mim torna o perfil do José Pedro suficientemente interessante para escrevê-lo aqui é o facto de ele ser tão folião, alegre e divertido quanto preguiçoso, nervoso e infantil. Não consigo deixar de sentir por ele uma amizade misturada com um sentimento maternal apesar de ele ter exactamente a minha idade...
É também interessante porque não fui com a cara dele no início e depois mudei radicalmente de opinião. E isto é algo raro em mim.
Hoje eu gosto do José Pedro. Sei que ele é capaz de manter uma conversa séria se necessário. Apesar de, numa primeira análise, eu ver nele alguém que quer é curtir a vida e depois logo se vê... e acabo por ter alguma admiração pela sua despreocupação e postura infantil em relação à vida.
Tal como escrevi, não simpatizei desde sempre com o José Pedro mas, houve um dia que lhe dei espaço e ele fez-me rir.
Li algures - não se consegue ficar zangado com alguém que nos faz rir. Acho que esta frase encaixa perfeitamente neste post bem como no perfil do José Pedro.

* nomes fictícios

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Escrever... porque não?

O canal virtual e o mundo blogoesférico é algo que considero deveras interessante. Criamos amizades somente através de palavras escritas porque quem escreve revela a sua personalidade e nós simpatizamos com aquela pessoa de quem lemos os textos e sentimos curiosidade acerca do que terá escrito nesse dia.
Há dias escrevi que ainda não sei se gosto mais de escrever no meu caderno de capa colorida se no PC. Não estou a escrever estas linhas por ter concluído algo nesse sentido, continuo sem saber.
Neste meu cantinho público sei que não tenho uma escrita cativante nem empolgante, a maior prova disso é os escassos comentários que recebo. Para além disso, não houve ninguém das pessoas que conheço pessoalmente e que convidei a visitar o meu blog, o tenha feito mais do que uma vez. Rapidamente percebi que só estará interessado em ler o meu blog, quem também tenha um. É um interesse mútuo porque se retribui as visitas que nos fazem. É o mundo blogoesférico... e neste mundo todos têm um interesse em comum: escrever.
Conheço um jovem que me disse que eu devia falar com alguém em vez de escrever. Segundo ele, o facto de eu escrever contribui para que me feche e não comunique com ninguém, ainda que eu fale, ria e brinque. Aconselhou-me a que eu falasse com alguém, nem que fosse alguém que eu encontrasse na rua e que não conhecesse. Disse-me que eu devia procurar divulgar os acontecimentos do dia conversando com alguém e não escrevendo no meu diário, porque, uma vez que não escrevo tudo, tudo, tudo o que me acontece, daqui a muitos anos quando eu reler o que escrevi não vou entender nada.
As suas palavras continham um misto de espontaniedade e imaturidade que a seguir a alguma preplexidade me fizeram sorrir...
Compreendi o ponto de vista dele mas não o considerei totalmente certo. Expliquei-lhe que, em primeiro lugar não me convém falar abertamente com estranhos. Já não possuo a juventude, a ingenuidade e o à-vontade para esse tipo de abordagem. Para falar com alguém que eu conheça, poucas serão as pessoas que estarão interessadas em ouvir o que me aconteceu nesse dia.
Também lhe disse que quando eu escrevo no diário ou aqui no blog, não tem que ser exclusivamente acerca de acontecimentos do dia corrente. Escreva eu onde escrever, escrevo o que me vem à cabeça. Sempre foi assim e assim vai continuar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Frases interessantes

" Geralmente resisto às tentações, excepto quando são irresistíveis." Mae West, actriz

" Os meus gostos são simples, contento-me com o melhor." Oscar Wilde, escritor

" A gulodice é uma fonte inesgotável de alegria." Pierre Hermé, pasteleiro

" Ele era a minha nata e eu era o seu café. Quando nos serviam juntos... era qualquer coisa!" Josephine Baker, artista de music-hall

" O segundo dia de uma dieta é sempre mais fácil que o primeiro: no segundo dia já se desistiu." Jackie Gleason, actor e humorista

" Um perfume de aventura e poesia evade-se de cada cháena de chá até ao infinito." Henri Mariage, comerciante de chá

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Pinheiro de Loures


Andei a ver o que poderia limpar da memória do PC e deparei-me com esta foto.
Uma foto que tirei há mais de um ano e que mostra a minha terra: Pinheiro de Loures. A casa onde eu cresci está no meio do círculo.
Esta foto foi tirada de um sítio onde antigamente havia uma quinta chamada "Quinta do Covão". Nos meus tempos da Escola Primária, todos os anos na Primavera íamos com a professora a pé por ali acima e quando lá chegávamos, eu muito entusiasmada mostrava aos meus colegas onde era a minha casa. Eu adorava aquilo, ver a minha casinha pequenina e eu lá no alto.
Primeiro procurava o campo de futebol, que era o maior recinto da localidade e era branco, por isso se via tão bem ao longe. Mesmo ao lado do campo estava a casa azul com uma risca vermelha na horizontal. Era assim que eu descrevia a minha casa aos meus colegas.
Ainda hoje gosto de ir lá acima admirar a paisagem.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Gina : Gina : Gina : Gina : Gina : Gina : Gina

Perfil nº 1

A D. Antonieta* é uma daquelas clientes que eu gosto de atender pela sua simplicidade. Tem também uma grande facilidade em aceitar os meus conselhos acerca do que vai comprar, mas... gasta-me o nome... Passo a relatar:
- Boa tarde, Gina.
- Boa tarde, D. Antonieta. Como está?
- Bem obrigada, Gina. Lembra-se do que tínhamos falado, Gina?
- Vai ter que me lembrar...- o que ela faz com voz trémula e um pouco confusamente, confesso.
- E isto é bom, Gina?
- Isto é mesmo o que a senhora precisa- respondo eu com um sorriso espontâneo.
- Mas quer dizer... dá para aquilo que eu quero, Gina? E quanto custa, Gina?- é bem verdade que ela não discute preços, o seu único interesse é saber se o produto vai resultar.
Quando acaba de ser atendida sou bafejada por outra torrente de frases, desta feita, apenas com a intenção de conversar. E mais uma vez, frases que terminam com o meu nome:
- Ai pois era, Gina. Antigamente as lojas eram todas assim, Gina. Eu lembro-me e a Gina também se deve lembrar. Eu gosto muito do comércio tradicional, Gina. Aqui somos bem atendidos... a Gina tem muito jeito para balcão.
-... obrigada- respondo lacónicamente ao mesmo tempo que me sinto corar.
- Sinceramente eu acho isso, acho que a Gina é muito simpática e tem muito jeito.
- ... obrigada- respondo mais uma vez e fico a pensar se aquilo será mesmo verdade, não pela questão da simpatia, mas pela questão do jeito para atender ao balcão, quando fico tão facilmente sem palavras.
A D. Antonieta é uma senhora na casa dos sessenta anos, reformada há mais de dez.
Por isso, sai de casa por volta do meio-dia acompanhada pelo marido para beber um café, indo logo de seguida almoçar num dos restaurantes da zona.
É uma daquelas senhoras que não pertencendo à alta sociedade lisboeta, trabalhou durante décadas num departamento ligado às telecomunicações. Por outras palavras, teve um bom emprego, o que lhe permitiu e permite não ter problemas monetários. Consequentemente, tem aquilo a que vulgarmente se chama:uma vidinha santa...
A D. Antonieta é pequenina, saracoteante nos seu saltos finos de dez centímetros (no mínimo) usados para parecer mais alta, ainda que não consiga parecê-lo. Anda sempre com roupa a condizer e bem penteada. É uma senhora que apesar da idade, tem um ar muito limpo, aprumado e algo empertigado.
Ah... e usa sempre (sempre, sempre, sempre) a mesma côr de baton: vermelho vivo assim a fugir para o laranja.
A D. Antonieta tem um carisma suficientemente interessante para inaugurar esta ideia que tive há uns tempos de começar a criar post's relativos a personalidades que rondam a minha vida profissional, ou não.
Achei que o meu blog pode muito bem servir para registar perfis de pessoas que eu não quero esquecer pela sua índole.

* nome fictício

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Ana Cláudia!!! Onde está minha camisola?


Há dias em que olho para dentro do meu roupeiro e não está lá o que procuro. Na verdade, já quase me habituei a pensar em determinada peça de vestuário e pensar logo de seguida se essa mesma peça não terá subitamente ganho asas e pousado noutro corpo. Pois... é que cá em casa habita alguém que me "gama" a roupa, sapatos, cintos, bijuteria, maquilhagem, tudo... esse alguém é a rica filha, pois claro!
Quando isto começou a acontecer aborrecia-me profundamente e havia ralhetes e zaragata. Tais como:
- Não tens nada que usar as minhas coisas!
- Já andaste aqui a mexer!
- Onde é que está a minha camisola?!
- Não quero que mexas nas minhas coisas!
- Não tens roupa?
Mas... ao fim de algum tempo comecei a achar que até tem a sua piada.
Para começar, significa que em termos de medidas, sou igual a uma menina de 15 anos. Depois, tenho uma outra visão da situação muito divertida e que eu considero a melhor: o meu guarda-roupa agrada a alguém que está na Primavera da vida. Acho isto espectacular!
Há uns dias, fui à reunião de final de período na escola que os meus filhos frequentam. Ao chegar lá, a minha filha apresentou-me a umas colegas que eu ainda não conhecia e uma delas exclamou:
- Ah... é mesmo verdade, a tua mãe tem roupas muita fixes!
Não é delicioso?
Obviamente, não me visto como as adolescentes nem quero tal, não é isso que pretendo transmitir com este post. Eu e a minha filha temos um gosto semelhante, perguntamos e ouvimos a opinião uma da outra e a partir daí gera-se uma cumplicidade que me agrada bastante. É uma sensação "bué da bazof"*.


* bué da bazof significa muito boa (termo vulgarmente utilizado pelo rico filho). Às vezes acho que deveria tirar um curso superior para descodificar a linguagem desta malta adolescente...
P.S. A menina da foto é a minha filha. O top que ela tem vestido... é (era)meu...

sábado, 27 de janeiro de 2007

Estudo de mercado

Ontem participei uma vez mais num estudo de mercado. O objecto de estudo era uma gama de produtos de cuidado básico para o rosto que já existe mas que irá ser lançado com uma nova imagem.
Desta vez não gostei tanto de participar porque este tipo de produto desagrada-me, é genérico e abrangente demais para o meu gosto.
Na área da higiene e beleza eu gosto de especificidade e não de generalidade, porque um creme de rosto criado com o propósito de abranger todos os tipos de pele e várias faixas etárias, na minha opinião não terá uma qualidade elevada.
Tal como da outra vez, dei a minha opinião, fui absolutamente sincera, só que não foi tão envolvente e agradável porque se tratava de algo cujo conceito me desagrada... detesto o conceito "básico" porque dá a ideia de produção em série, ou seja: má qualidade.
Talvez eu tenha esta opinião porque tenho 38 anos, é bem possível que sim... se tivesse 18 ou 20, certamente não pensaria assim. Nesta altura da minha vida e cada vez melhor, sei o que quero, o que me agrada, o que preciso, o que pretendo...
Ah... e uma vez mais tive uma opinião diferente de todas as outras senhoras...
Eu sou uma senhora muuuuito especial!

Bom fim de semana!!!

foto: eu...

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Exercício físico

Ontem foi daqueles dias em que cheguei a casa muito bem disposta. O motivo? Estive no Ginásio.
Para a maioria das pessoas eu sou uma maluca que deixa o marido e os filhos em casa, chega às tantas carregada com uma mochila, ainda com o cabelo húmido e com um ar cansado. Deixa ser... a verdade é que estas mesmas pessoas me perguntam vezes sem conta que faço eu para ter tão bom aspecto e como é que consegui perder todos aqueles quilos.
Pois é... normalmente eu conto resumidamente o que faço, que vou ao Ginásio, não como tudo o que me apetece, blá blá blá... Mas há dias em que tenho uma vontade enorme de despejar bem alto e com as letrinhas todas:
- Eh pá! Que tal increverem-se e frequentarem assiduamente a porra de um Ginásio e mexerem esse cu?

Mudando de tom de voz, quero aqui dizer que é muito importante para mim o exercício físico porque me faz sentir maravilhosamente bem, tanto física como psicologicamente. Tudo em mim melhorou desde que pratico regularmente. Aconselho vivamente.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Lápis e caderno de capa preta

Tenho escrito tão pouco ultimamente... não tenho tido grande vontade de escrever.
Imagino que o facto de gostar de escrever não significa que a vontade de o fazer tenha que estar sempre ao mesmo nível.
Mas, agora me apercebo, na realidade não deixei de escrever, apenas escrevo menos. O que acontece é que eu escrevo em vários "sítios" e tenho escrito menos num deles, nomeadamente no meu diário manuscrito. É por isso que tenho a sensação que ando a escrever menos.
Qualquer coisa que me acontece, tenho imediatamente a seguir vontade de a escrever no papel ou no computador. Deve ser assim que se revelam e se manifestam os escritores, temos vontade de escrever tudo. O meu gosto pela escrita tem como base a vontade que tenho de registar datas, factos, pensamentos e opiniões. Foi desta maneira que desenvolvi este gosto.
Li algures que o verdadeiro escritor nunca larga o lápis e o caderno de capa preta, recusando-se a abraçar as novas tecnologias.
Para ser sincera, ainda não percebi em que "sítio" mais gosto de escrever, se no PC, se no caderno de capa colorida que está à cabeceira da minha cama...
E vocês, onde gostam mais de escrever?
Fico à espera de comentários.
:-)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Nem de propósito...

... no dia a seguir a ter publicado o último post aconteceu-me mais um episódio que poderia ter escrito nesse dia.
Entrou na loja um senhor com um ar muito simples, cumprimentei-o e esperei que ele dissesse o que queria. Perguntou-me:- Tem cá fox?
A minha mente que tem 13 anos de prática destas coisas começou imediatamente a trabalhar a toda a velocidade tentando descobrir que raio quereria aquilo dizer.
Uma das grandes dificuldades que qualquer empregado de balcão tem, é descobrir o que o cliente quer quando este não se sabe explicar, sem ferir sentimentos, ou seja, questionar o cliente no sentido de perceber o que ele quer sem dar a entender que ele é que não sabe pedir o que quer comprar. Garanto-vos que é mais complicado do que parece à primeira vista...
Já escrevi algures que profissionalmente lido com todos os tipos de pessoas e há pessoas que não sabem falar, umas por vergonha outras por falta de cultura e aquele cliente sofria de ambas.
A certa altura vi-me obrigada a confessar:- Desculpe, mas não entendo o que o senhor me está a pedir... o senhor quer um fox?
Ele fez que sim com a cabeça ao mesmo tempo que fazia um gesto com a mão e eu entendi o que ele queria. Queria uma lanterna e há quem chame foco às lanternas... portanto, ele queria um fox...
A minha vida é feita de cenas deste género... às vezes tem montes de piada, outras vezes... nem por isso...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Palavras

Quando ouço o que passo a escrever, normalmente fico um segundo de boca aberta a tentar perceber que quererá aquilo dizer. Convém salientar que estas "palavras" são ouvidas no meio de frases e se decifro o que aí vem num segundo, acho que até sou bastante rápida.

Estóru = Estore
Cápsulas = Escápulas
Cabeça = Fogão
Euróze = Euro
Benzovac = Benzina
Água forte = Ácido muriático
Senásol = Sonasol
Pitróil = Petróleo
Celarin = Solarine
Fóifros = Fósforos

Mas há mais... frases que eu ouço e classifico, muito à jeune mode, de "frases dah!!!"

- Então faça lá isso à sua vontade e rapidamente. (esta é das melhores que ouvi até hoje)

- Quer transparente ou incolor? (fica difícil escolher...)

- Quando chegar alto mande parar. (que máximo!)

- Tem cá coiso prós cortinados? (é verdade, é mesmo assim...infelizmente a malta não sabe falar)

- Queria uma coisa mas se calhar não tem, não está à vista... (quando ouço isto, sugiro:- se perguntar é mais rápido...)

- Não se importa que pague com "miúdos"? (quando se está mesmo a ver que se fosse absolutamente sincera responderia que me importo, sim... e muito!)

- Está a falar comigo? (pois, se não está mais ninguém presente...)

- Ai que impressão que me faz a Gina escrever nos papelinhos!... (existe uma solução ideal para esta impressão: não olhe!)

- Tem pentes para a caspa? (!!!)

É verdade, malta... eu já ouvi tudo isto que acabei de relatar.
Esta última é flagrante... então não se está mesmo a ver que lá em casa há piolhos??? Ai... e eu sem poder dizer nada nem rir só um bocadinho...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Mudança de rumo

Toda a minha vida tenho tido uma grande dificuldade em lidar com pessoas. Não, não é (só) timidez... é que eu tenho o péssimo hábito de esperar que as pessoas me desiludam e para além disso observo e analizo demais... fui sempre assim.
Há uns tempos atrás, eu dava comigo a pensar que não tinha amigos, nem sequer colegas de trabalho. Não me dava com pessoas da minha idade, não havia perto de mim ninguém que falasse a mesma "língua" que eu. A minha vida era somente maternidade, matrimónio e trabalho, mais nada.
Mas, ao longo do ano passado a minha vida tomou um novo rumo no campo da amizade. Essa mudança aconteceu progressivamente e sem que houvesse planos nesse sentido. Sem dar conta eu comecei a dar-me às pessoas.
Agora tenho mais maturidade e sei melhor como me relacionar com as pessoas, tento a todo o custo não ligar ao que não gosto de ouvir.
Só há um contra... é que agora que sou mais madura, tenho a intuição muito mais apurada e há ocasiões em que é tão difícil não ligar ao que estou a ouvir...
Enfim... há que saber viver!

Sim...

... o post anterior relata um episódio da minha vida. Aquele casal que foi jantar a um restaurante sou eu e o meu marido. Resolvi escrevê-lo de outra forma, como se não tivese sido eu a vivê-lo.
Se eu me excluir da minha vida, se sair de dentro da minha pessoa, consigo ver-me como sou vista e isso ajuda-me a compreender quão feliz eu sou.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

O convite

Lisboa, 29 de Dezembro de 2006


Ao amado esposo...

... eu convido a jantar comigo no próximo Sábado dia 6 de Janeiro de 2007 pelas 20 horas no já nosso conhecido Restaurante Afreudite que ambos sabemos onde se encontra.
Apenas exijo que vás de barbinha feita, pois acredito que o resto estará óptimo de qualquer maneira.
Agradeço desde já a tua comparência no supracitado restaurante.
Um ganda beijo na bouche desta que te grama assim aos molhos...

Ele aceitou... nem se esperaria outra coisa, obviamente!
Assim sendo, o dia chegou e lá foram eles. O restaurante tem uma decoração simplesmente magnífica. Em cima das mesas há velas acesas e pot pouri que exala um suave perfume ao mesmo tempo que dá um toque de cor ao ambiente. Nas paredes há nichos onde também estão velas acesas o que faz com que a luminosidade seja pouca, criando uma atmosfera propícia ao romance. Todo este cenário transmite conforto, aconchego, paixão e desejo. Quase sem se dar por isso, as vozes saem em sussurro para não quebrar o encanto do lugar.
O menu também não lhe fica atrás, cada prato tem uma descrição pormenorizada no sentido de dar a conhecer como se sentirá quem o comer. Há quem não goste deste tipo de restaurante, alegando que é demasiado sugestivo... pois então não é comum que se acenda o desejo através de qualquer um dos cinco sentidos? Porque não através do paladar?
Instalaram-se numa mesa que ficava num cantinho muito agradável- aquele restaurante é cheio de cantinhos todos eles muito agradáveis. Pediram a entrada e enquanto esperavam iam petiscando o que já se encontrava em cima da mesa.
- Que achas desta nova fase da nossa vida?- arriscou ela.
- Como assim?
- A quantidade de amigos que arranjámos o ano passado e o facto de sairmos com eles regularmente...
- Eu acho que tu estás a gostar muito e tens medo que eu não goste tanto...- ela abanou a cabeça concordando- eu simplesmente estou apreensivo e receoso. Mas acho que existe a grande vantagem de não termos que seguir nenhum modelo, não há o medo de fugir à regra, cada um segue a sua vida sem estar à espera de nenhum tipo de aceitação.
- Não existe a componente espiritual- afirma ela- não há aquela pressão "não comas, não faças, não digas". Eu também gosto dessa liberdade, ninguém está à espera que eu me porte desta ou daquela maneira. No entanto... isso significa que não existem grandes afinidades entre nós, o que a longo prazo pode ser mau. Façamos o que fizermos estamos sempre num patamar diferente.
A conversa foi interrompida para fazerem o pedido. Ela retomou a conversa mudando de assunto:
- Então, gostas de estar aqui comigo? Gostaste da surpresa?- já sabia a resposta, mas ia adorar ouvir.
- Claro que sim, minha linda- deram as mãos em cima da mesa.
Continuaram a falar acerca do gosto que ela tem pela escrita. A certa altura ele disse:
- Fiquei muito contente quando tu começaste a escrever no teu diário e mais tarde no blog. Foi algo que te foste habituando a fazer e aos poucos passou a fazer parte de ti. Agora... em relação ao diário é lógico que ao princípio me deu curiosidade de saber o que estarias a escrever com tanta ansiedade...
- É... eu tenho muita vergonha que leiam o que escrevo. No início, quando publicava um post no meu blog, nem ia ver como tinha ficado senão apagava tudo. Agora já estou mais habituada, mas custou-me um bocado esta exposição da minha personalidade e da minha vida. Mas como gosto de escrever lá fui continuando. Tu também podias escrever qualquer coisa.
- Eu já tive esse gosto e essa capacidade mas perdi-os. Acho que se recomeçasse a escrever seria sempre na base da ironia e do sarcasmo. Algo do género: "Como criar uma bomba para fazer explodir a Assembleia da República"- riram os dois.
Falaram de muitas outras coisas enquanto saboreavam a comida e a bebida- ambas divinais- e desfrutavam da companhia um do outro tentando absorver cada bocadinho como sendo especial.
Terminaram a saída com um passeio a pé pelo Parque das Nações...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Dúvida existencial

Se só os adolescentes têm dúvidas existenciais, não sei... o que eu sei é que às vezes também me surge a pergunta: que andarei eu a fazer por cá?
Há quem defenda que o ser humano terá a sua missão cumprida neste mundo se fizer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
Bem... a minha prole é composta de dois elementos que ainda por cima têm a particularidade de possuir o mais lindo sorriso (a rica filha) e o mais belo par de olhos (o rico filho) que existem neste mundo (lol), plantei uma árvore na escola e escrevo sempre que posso, digamos que aos poucos estou a escrever um livro.
Tenho a missão cumprida segundo dita a carola que inventou tais normas para a existência da malta neste mundo.
Quando aprofundo mais esta questão acerca do que andarei por cá a fazer vem-me ao pensamento que o papel principal e quiçá fundamental da minha existência é ser o elemento apaziguador das hostilidades domésticas... pois é, mas esse papel não me satisfaz nem me completa, sabe-me a pouco. Se calhar é porque as hostilidades domésticas são mais que muitas e eu não as apaziguo todas.
Terei uma capacidade invulgar para manipular? Ainda que não tenha medo de ter uma opinião, tenho medo de a mostrar. Então como é que isto é possível? Parece-me que a minha personalidade anda sempre em desiquilíbrio... manipuladora e insegura ao mesmo tempo. Soa-me muito estranho.. tão estranho que nem entendo...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Tou sem tempo...


Ai... o meu blog anda tão desamparado coitadinho... e eu sem tempo quase nenhum para ele. Quero ver se no próximo fim de semana escrevo qualquer coisita.

E agora, à falta de melhor, aqui fica uma foto a lembrar o Verão de 2006.

domingo, 31 de dezembro de 2006

FELIZ ANO NOVO!!!


UN AÑO MÁS
En la Puerta del Sol
Como el año que fue
Otra vez el champagne y las uvas
Y el alquitrán, de alfombra están
Los petardos que borran sonidos de ayer
Y acaloran el ánimo
Para aceptar que ya, pasó uno más
Y en el reloj de antaño
Como de año en año
Cinco minutos antes
De la cuenta atrás
Hacemos el balance de lo bueno y malo
Cinco minutos antes
De la cuenta atrás
Marineros, soldados, solteros, casados,
- amantes, andantes
Y alguno que otro
Cura despistao
Entre gritos y pitos los españolitos
Enormes, bajitos hacemos por una vez
Algo a la vez
Y en el reloj de antaño
Como de año en año
Cino minutos más para la cuenta atrás
Hacemos el balance de lo bueno e malo
Cinco minutos antes
De la cuenta atrás
Y aunque para las uvas hay algunos nuevos
A los que ya no están echaremos de menos
Y a ver si espabilamos los que estamos vivos
Y en el año que viene nos reímos
1, 2, 3 y 4 y empieza otra vez
Que la quinta es la una
Y la sexta es la dos y así el siete es tres
Y decimos adiós
Y pedimos a Dios
Que el año que viene
A ver si en vez de un millón
Pueden ser dos
En la Puerta del Sol
Como el año que fue
Otra vez el champagne y las uvas
Y el alquitrán, de alfombra están
Autoria: Mecano

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Hoje lembrei-me que há uns post's atrás escrevi que ia dando notícias acerca de como se iria desenrolando o processo R.V.C.C. e que na realidade, quase não o tenho feito. Assim sendo, resolvi escrever acerca disso hoje.
Até agora concluí duas etapas. A primeira consistia em contar a história da minha vida através de questionários que abordam vários temas e áreas da minha vida. Só vos digo que em todas as sessões que tive saí sempre muito cansada mentalmente. Nunca pensei que fosse tão cansativo rebuscar na minha memória lembranças da infância, adolescência e a vida adulta. É desta maneira que o técnico consegue saber o que eu aprendi com a minha vida, para que as minhas competências possam ser reconhecidas e certificadas. E estou eu habituada a escrever, imagino se não estivesse...
A seguir veio a Língua Portuguesa. Esta é a área em que me sinto mais à vontade, mas não posso dizer que tenha sido fácil. Fiz alguns exercícios, um trabalho de grupo, de uma lista de doze temas escolhi um e escrevi quatro folhas A4 manuscritas e tive que falar em público durante três minutos. Resumidamente contei como foi a minha vida, onde trabalho, o que faço nos tempos livres e quais são os meus projectos para o futuro. Esta última foi particularmente difícil para mim porque sou tímida. Mas... também sei ser destemida se o acontecimento assim o pede. Não nego que me passou pela cabeça desistir, mas dei a volta por cima porque afinal de contas sou adulta. Não me deixei levar pelo desânimo e quando chegou a minha vez de falar lá fui eu cheia de coragem de falar alto e bom som para uma dezena e meia de pessoas. Entre elas estava o técnico que me disse que eu tinha estado muito bem, nem parecia que estava nervosa e que lhe tinha agradado muito o facto de eu ter posto um toque de humor quando falei.
Ter falado em público desta vez, nada mais é do que um ensaio ou uma preparação para o dia em que for a sessão de júri. Mas ainda é cedo para me preocupar com isso.
Por hoje, as notícias ficam por aqui.

Bom resto de semana para todos!!!

sábado, 23 de dezembro de 2006

domingo, 17 de dezembro de 2006

É Natal

É verdade que esta época do ano está muitas vezes mascarada de boas intenções. E também é verdade que nos deveríamos preocupar durante todo o ano em partilhar e fazer o bem.
Por ser mais um final de ano, esta é uma época de reflexão do nosso comportamento perante a sociedade. É comum fazermos uma introspeção e analisar o que devemos melhorar no ano que se avizinha.
Durante esta semana, conversei com uma senhora que me disse que dá valor às tradições e que no Natal, faz questão de celebrá-lo como lhe foi ensinado. Segundo ela, se não seguirmos as tradições, quem somos nós? Não temos raízes, não há nada a que nos possamos "agarrar", é como se não tivéssemos aprendido nada.
Que me lembre, nunca tinha ouvido ninguém abordar este tema desta maneira. Ouvi, analizei e dei-lhe toda a razão. Há uma forte tendência para seguir os costumes que nos foram incutidos durante a nossa infância e juventude. Durante o crescimento habituamo-nos e depois de adultos seguimo-las.
No entanto, aplicando esta ideia à minha pessoa, verifico que não passo o Natal da mesma maneira que passava com os meus pais.
Mas há algo que não mudou, nem eu quero que mude: o simples facto de celebrar o Natal e estar consciente do verdadeiro motivo pelo qual se celebra o Natal....

" Pois, na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.
E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens"

Bíblia Sagrada, livro S. Lucas capítulo 2, versículo 11 a 14

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Desafio


Fui desafiada pela dona deste blog a divulgar aqui 5 manias estranhas. Vou acrescentar algo a este desafio: além das 5 manias estranhas vou divulgar 5 manias parvas. Então cá vai:


MANIAS ESTRANHAS

1 - Pôr os polegares nas presilhas das calças e virar-me de costas para porta da loja onde trabalho. (Esta é forte, hein? Eu devia era virar-me de frente para receber os clientes de braços abertos...)

2 - Apontar num caderninho que todos os dias carrego comigo, os pensamentos que me venham à cabeça e que eu ache interessantes para depois desenvolver aqui, esteja eu onde estiver... normalmente fica tudo a olhar, claro! E eu "preocupadíssima" com isso... (Que panca, né?)

3 - Antes de adormecer, certifico-me de que aquela é mesmo a minha almofada.

4 - Quando entro no carro para conduzir, primeiro dou à chave na ignição e só depois fecho a porta do carro. (não é por nada, é mesmo só porque sim e por acaso já tinha escrito isso
aqui)

5 - Antes de provar algum alimento pela primeira vez tenho que o cheirar, senão não me sabe bem...(ups!)


MANIAS PARVAS


1 - Que fico feia e gorda nas fotografias e nos filmes. (ah, pois...)

2 - Sair sem guarda-chuva, mesmo com o tempo a prometer chuvada na certa. (apanho cada molha...)

3 - Que não gosto de ver televisão. (porque até gosto, não tenho é muita paciência)

4 - Que ninguém me entende. (!!!)

5 - Que sou diferente da restante humanidade. (esta mania parva está associada à anterior)

E agora uma conclusão que tirei ao pesquisar a minha personalidade para escrever este post: descobri que tenho a mania... e nunca me tinha apercebido disso... :-)

(foto: eu numa praia muito próximo da Ericeira)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Passeio à chuva


Hoje choveu bastante, mas mesmo assim não quis deixar de dar o meu passeio habitual à hora do almoço. E fiz muito bem, porque tenho uma prespectiva diferente da paisagem e de tudo o que a compõe.
Para começar, com o guarda-chuva aberto olho para o chão e só vejo os pés das pessoas que têm coragem de andar de encontro aos seus destinos ou que não têm tempo de abrigar-se debaixo dos toldos das lojas. Se calhar, as pessoas que continuam a andar, apesar de estar a chover, são as que já não cabem debaixo dos toldos das lojas...
Eu sou diferente, gosto de avançar no meu percurso habitual, ir andando independentemente de estar a chover ou a fazer sol.
A chuva é nostálgica e propícia a pensamentos obscuros e tristes. Mas eu sou diferente, penso que o sol há-de vir e quando isso acontecer, será mais brilhante que nunca e dar-me-á uma grande força anímica.
Pois é... eu sou diferente da maioria das pessoas que conheço e isso apraz-me.
Serei pretensiosa? Não... Então, individualista? Talvez... Segura daquilo que gosto? Sim!!!

BOM FIM DE SEMANA!!! (com direito a feriado e tudo)

foto: nascer do Sol ali para os lados de Ferreira do Alentejo

domingo, 3 de dezembro de 2006

Tobi

A 28 de Novembro de 1974, era eu uma rechonchuda menina de 6 anos, chegou à minha casa aquele que se tornaria um dos meus melhores amigos de infância, o meu cão. O meu pai e o meu irmão foram buscá-lo à casa onde nascera, quando já estava suficientemente crescido para viver na casa dos novos donos.
Pusémos-lhe o nome Tobi, mas não me lembro como ou quem é que se lembrou daquele nome. O pêlo dele era castanho e tinha uma mancha branca no peito. Era rafeiro, não tinha raça definida, mas era lindo!
Lembro-me de me sentir muito feliz por ter um cachorrinho fofinho para brincar e de ele beber o leite por um biberon que a minha mãe improvisou, pondo uma tetina no gargalo de uma garrafa.
O Tobi acompanhou toda a minha infância, era o meu animal de estimação e um dos meus amigos.
Todos os anos, a minha mãe fazia um bolo para comemorar a data da chegada do Tobi à minha casa, do qual ele comia também um bom pedaço. E como ficava feliz! Assim que lhe cheirava a bolo já não largava a porta... Também havia outra situação em que ele não largava a porta: quando rebentavam foguetes. Tinha tanto medo daquele estrondo que dava pena e a minha mãe deixava-o entrar até acabar o barulho.
Quando ouço dizer que os cães adoram as crianças, eu concordo e sei isso por experiência própria, nós brincávamos e passeávamos juntos. Eu tinha duas maneiras de me deslocar: a pé ou de bicicleta. De qualquer das maneiras, o Tobi acompanhava-me sempre. Quando eu ia de bicicleta era muito mais divertido porque o Tobi corria à minha frente. É claro que me espalhei ao comprido algumas vezes... e ele esperava por mim... :-)
Entretanto o Tobi começou a envelhecer e eu a crescer. Ao mesmo tempo, ele envelhecia na vida e eu florescia para a vida. Não nego que o Tobi deixou de ter a importância que tinha quando eu era criança. Com o crescimento, eu comecei a ter menos tempo para brincadeiras e a dar valor a outras coisas, o que é perfeitamente natural.
O meu Tobi começou a ficar muito doente e morreu no Verão de 1986, era eu uma donzela de 18 anos.
Quero terminar este texto de uma forma feliz; o Tobi foi um dos meus melhores amigos de infância e eu nunca me esquecerei dele. Não há nenhum dia 28 de Novembro que eu não me lembre que faz anos que o Tobi chegou à minha casa.

Malta... BOA SEMANA!!!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

" In Christi nomine. Amen. Hec est notitia de partiçon e de deuison que fazemos antre nos dos herdamentus e dos coutos e das onrras e dos padroadigos das eygreygas que forum de nosso padre e de nossa madre, en esta maneira: que Rodrigo Sanchiz ficar por sa partiçon na quinta do couto de Viiturio e na quinta de padroadigo d'essa eygreyga, en todolos us herdamentus do couto e de fora do couto; Vaasco Sanchiz ficar por sa partiçon na onrra d'Ulueira e no padroadigo d'essa eygreyga en todolos herdamentus d'Olveira e enuu casal de Carapezus que chamam da Vluar e en outro casal en Agiar, que chamam Quintãa..."

"Início de uma escritura de partilhas, datada de 1192. trata-se do mais antigo documento que se conhece redigido em português.(...)
Uma língua não é um sistema imutável, rígido, mas antes o produto de uma civilização, de uma cultura. Sujeita às contingências da história e da política, uma língua é como um corpo orgânico em permanente evolução.
Se compararmos um texto escrito em português medieval com a sua versão em português moderno, notaremos diferenças flagrantes, quer na grafia, quer no modo de exprimir as ideias."

Retirado do livro " Português Língua Viva" de Mendes Silva. Por aqui se vê que a nossa língua mudou, aquele texto é quase ilegível e imcompreensível hoje em dia.
Bom fim de semana!

domingo, 26 de novembro de 2006

Natal


Escrevi este texto há umas 3 semanas atrás, numa altura em que sentia que não havia nada em mim que estivesse bem:

"Já se vai sentindo o Natal; algumas ruas em Lisboa já têm enfeites, já há montras com artigos de Natal e já se vai pensando na noite da Consoada (falo por mim, é claro). E quando penso nessa noite fico aborrecida, porque cada ano que passa o meu Natal é mais triste e vazio. Os meus filhos estão crescidos demais para achar piada ao Pai Natal, não posso comprar tudo aquilo que gostaria para oferecer..."

Fiquei por ali porque estava a ficar demasiado deprimida com o assunto.
Ora bem, o meu estado de espírito melhorou bastante desde essa altura e é por isso que decidi publicar aquele texto.
Já fiz a árvore de Natal e enfeitei a casinha toda. Viva o Natal!!!
Não vem cá ninguém? Paciência... estou cá eu e as pessoas mais importantes para mim.
Valerá a pena cansar-me a preparar iguarias apenas para 4 pessoas? Claro que vale, afinal são essas as pessoas mais importantes na minha vida.
E agora: valerá a pena celebrar o Natal? Sim, sempre!!!
Jesus nasceu. É por isso que celebramos, é essa a parte mais importante do Natal, a qual por vezes parece tão esquecida... e eu não quero deixar morrer o verdadeiro espírito natalício.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Livros

Durante o meu passeio, entrei numa livraria. Tive vontade de comprar todos os livros que folheei, mas não comprei nenhum...
Houve um que me chamou a atenção:"Não contem aos nossos filhos" cuja autora não recordo o nome. Li parte da introdução e o texto que está na contracapa. Narra a história de uma mulher de 40 anos que, com dois filhos, um casamento feliz e uma vida estável, entra no mundo da prostituição.
Dá que pensar... afinal, ter tudo parece que não é tão bom assim. O ser humano é insatisfeito por natureza, nunca está bem. Se tem tudo o que é desejável ter, procura algo mais e normalmente procura fazer o que não deve.
Há pouco, em passagem por
este blog (é da minha sobrinha linda da tia... visitem, tá?) li que Deus é tudo para nós, quando Deus está primeiro, não há insatisfação, Ele completa o que nos falta.
Do que é que eu estou à espera? Não sei...

domingo, 19 de novembro de 2006

Desculpem lá...

... mas não tenho tido tempinho nenhum para visitar e muito menos para comentar os vossos blog's. :-(
O tempo que eu usava para isso agora tenho que o gastar a fazer os trabalhos de casa para o processo R.V.C.C. que vai de vento em pôpa. A primeira parte já está feita.
Nunca pensei que fosse tão difícil falar acerca de mim e da minha vida a alguém. O resultado é positivo e as prespectivas são boas. Estou expectante em relação ao que virá. Sei que não será fácil, mas o que vier cá estarei para cumprir e dar o meu melhor.

Boa semana para todos!!!

sábado, 18 de novembro de 2006

Chocolate

É impressão minha ou últimamente existem muitos livros com a palavra "chocolate" no título? Por acaso, é uma palavra bastante apelativa... Até estamos na quadra natalícia e tal...
Mas pronto... existem outras... né?
:-)

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

"S'tôra" (?)

Por vezes, os ricos filhos enganam-se e chamam-me "s'tôra".
Tirei as seguintes conclusões:

- Sentem-se tão à vontade com as "s'tôras" como se sentem comigo e existe, de facto, um ambiente familiar na escola.

- Acham que a mãe é tão chata quanto as "s'tôras", uma vez que quando eles se descuidam e me chamam "s'tôra", é sempre porque estão a argumentar algo.

Eu e as "s'tôras" estamos, portanto, em pé de igualdade nestas duas conclusões.
:-)

terça-feira, 14 de novembro de 2006

:-)

Tal como eu tinha previsto, o fim de semana foi espectacular!
Dias soalheiros, paisagem fabulosa, disposição para passear, boa companhia, ricos filhos portando-se muito bem (são tão lindos da mãe...), etc.
Estava mesmo a precisar de um tempo bem passado. Foi o que aconteceu este fim de semana. Um tempo bem passado, ao lado das pessoas que mais amo.
Bom resto de semana!!!

sábado, 11 de novembro de 2006

Fim de semana

Daqui a poucas horas vou de fim de semana. Vamos passá-lo longe de tudo o que compõe o nosso quotidiano.
Acho que este fim de semana vai ser muito bom por estar longe de tudo e de todos.
Não me sinto bem; não encontro prazer em quase nada do que faço na minha vida.
Espero chegar revigorada deste fim de semana.

Bom fim de semana para todos!

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Perspicácia para quê?

Às vezes questiono-me: para que me servirá a perspicácia e a intuição que possuo?
Há momentos em que acho que só me atrapalha. Penso demais... observo demais... por isso tiro demasiadas conclusões e opiniões francamente evitáveis. E isto, não é algo que eu tenha que fazer, simplesmente está na minha maneira de ser: olhar, ver, ouvir e concluir...
Surge-me muitas vezes a ideia de que devia ser mais simples. Por vezes fico infeliz com as tais conclusões e opiniões. Sou complicada e há dias em que isso me desagrada. Hoje é um desses dias.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Caros leitores

Pois é... eu aumentar a minha lista de link's aumentei... agora clicar lá e ir ter onde eu desejava é que é pior... Ainda por cima não sei como pôr os nomes dos blog's que eu leio... :'(

domingo, 5 de novembro de 2006

Carpe diem quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

Tirei este texto daqui:http://www.rubemalves.com.br
Acho que dá que pensar. Fiquei com vontade de nunca mais desperdiçar um segundo da minha vida.

sábado, 4 de novembro de 2006

The kissing sailor


Ora aqui está uma foto que retrata uma época, a II Guerra Mundial. Tirada a 15 de Agosto de 1945, no dia em que se comemorava a vitória dos Aliados.
O seu autor é Alfred Eisenstaedt e nesse dia, estava em Londres na Time Square, quando reparou num marinheiro que beijava todas as raparigas por quem passava. Este fotógrafo teve a sorte de captar um momento único na história.
Toda aquela gente devia estar a sentir uma alegria que a mim nem me passa pela cabeça como será... Dá para ver as pessoas que os rodeiam, todos têm estampada no rosto uma alegria esfusiante, todos unidos pelo mesmo sentimento.
Há informações mais precisas no site: http://www.kissingsailor.com.
Dêem uma espreitadela porque vale a pena.
:-)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

...

Há dias em que não tenho paciência nenhuma para isto:

- Ah... estava aí escondida... por isso é que eu quando entrei só dei os bons-dias ao Sr. Joaquim.
Eu respondo com um sorriso forçado:
- Não faz mal. - E ele:
- Fazer mal faz, porque a boa-educação é para se praticar.
Eu exibi o meu segundo sorriso forçado e não disse, mas pensei:
- Ó minha besta! Então e eu dizer que não faz mal é o quê?...

A hipocrisia está muitas vezes disfarçada de boa educação, não acham?
Às vezes penso bastante nesta questão. Não acho que seja uma pessoa hipócrita, mas acho que aprendi a sê-lo com a minha profissão, porque tenho mesmo que ser e não me agrada nem um pouco. É aquilo a que se chama os ossos do ofício. Enfim... nada como um dia a seguir ao outro, não é verdade?

Estava eu muito bem...

...aqui de roda do meu blog e de repente ouço:
- Ó mãe!!!
Era o rico filho a chamar por mim lá de baixo. Eu respondo:
- Que é?
- Manda-me o meu téni esquerdo daquele par branco, se faz favor. (que educadinho...)
-Mas só o esquerdo, porquê?
-Sim, é só para rematar...
Eu fiquei boquiaberta a olhar para ele do alto do meu 3º andar, ele ficou à espera... e eu disse:
-Eu acho que vale a pena registar isto...
É claro que toda a assistência se fartou de rir.


Resumo:
O rico filho estava a jogar à bola com os amigos, uma actividade para ele muito comum e deu-lhe pena estragar o seu mais recente par de ténis. Mas é tão poupadinho, tão poupadinho que só mudou um... aquele do pé com que chuta...
:-)

domingo, 29 de outubro de 2006

O 1º Verde Água

Acabei agora mesmo de ler todo o meu primeiro blog, hoje deu-me para isto. Há coisas que já não me lembrava de ter escito. Concluí que tenho cada vez menos assunto para escrever. Espero rápidas melhoras...
Se alguma das pessoas que me visitam neste blog, quiser ler o outro, o endereço é o seguinte http://verdeagua.blog.com
Mudei para este servidor porque me parecia mais fácil de aprender a mexer nestas coisas, mas afinal ainda não sei como é que ponho a minha lista de link's a funcionar... e estou fartinha de tentar... :'(

Uma vez mais: votos de uma boa semana!

História infantil no centro comercial

Há umas semanas atrás, passeava eu num centro comercial, quando vejo uma plateia infantil muito atenta. Deviam ser uns 20 meninos, sentadinhos no chão e estavam todos muito atentos à história que estavam a ouvir. A história era "O patinho feio" e era narrada por um animador que para além de falar, usava bonecos para melhor ilustrar a dita história.
O mais engraçado nisto, é que ainda que todos estivessem com atenção, não reagiam todos da mesma maneira. Havia os ausentes, os de olhar vivo, os que abriam muito a boca, os que abriam menos a boca, os quietos, os menos quietos, os que abanavam a cabeça muito expressivamente e os que riam antes dos outros todos.
O que tem piada, é que mesmo quando o interesse é o mesmo, as pessoas não reagem todas da mesma maneira, nem quando são crianças.
Eu tenho 2 filhos e nenhum deles é igual em nada. Não é que sejam o oposto um do outro, simplesmente são diferentes. São os meninos da foto, pois é...

Boa semana!

domingo, 22 de outubro de 2006

Nome em japonês

Em visita aos blog's habituais, verifiquei que há um site que traduz o nosso nome para japonês. Não pude deixar de exprimentar também. Eis o resultado:

Gina= Takako Watanabe

Virgínia= Sakurako Inokuma

Não é o máximo? É claro que eu tive logo que exprimentar com os dois nomes. E eu que nem gosto nada do nome Virgínia, como se pôde ver uns post's atrás, em japonês é muito mais giro Sakurako Inokuma do que Takako Watanabe, não acham?
Boa semana!
:))

sábado, 21 de outubro de 2006

Cliente-tipo

Em conversa com o dono do café onde habitualmente almoço, ele descreveu-me o seu cliente-tipo. Então cá vai:

- Entra sem dar os bons-dias
- Pede um café e pergunta onde é a casa-de-banho
- Pinga a sanita
- Gasta papel higiénico
- Puxa duas vezes o autoclismo
- Usa o sabonete e o papel para limpar as mãos
- Entorna o açucar em cima da mesa
- Deita o pacote de açucar vazio para o chão
- Pergunta onde está o jornal e fica duas horas sentado a lê-lo
- Durante esse tempo pede um ou dois copos de água

E no fim de tudo isto... paga 50 cêntimos... :(

domingo, 15 de outubro de 2006

Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências

Ando envolvida num processo que me vai permitir adquirir a equivalência ao 9º ano.
Desde que comecei, tenho hesitado várias vezes em escrever acerca disso aqui. Tenho a certeza daquilo que quero fazer, mas não tenho a certeza de vir a conseguir e é por isso que tenho hesitado até hoje em divulgar aqui esta actividade.
A única coisa que até hoje me arrependo de ter feito na minha vida é ter largado a escola assim que completei o 6º ano.
Tomei conhecimento deste processo que se chama Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências porque alguém que eu conheço me divulgou. É um processo que leva em conta o que eu sei, o que eu aprendi com a minha vida. Vão reconhecer, validar e certificar as minhas competências.
Assim que soube, não quis deixar escapar a oportunidade nem quis deixar arrefecer a ideia e tratei logo de começar o mais rapidamente possível. Já lá estou.
Aparentemente parece um processo muito fácil de executar, mas não é. Até porque seria uma grande injustiça para quem anda 3 anos a carregar livros e a "matar" a cabeça a estudar, chegar alguém e com a maior das facilidades ter o 9º ano. É por isso mesmo que se chama equivalência.
Ainda só tive 2 sessões, uma de esclarecimento acerca de todo o processo, em que nada tive que fazer, apenas escutar e entender. A segunda tive que fazer uns exercícios básicos de português e matemática. O português correu-me muito bem, executei todos os exercícios rapidamente, sem hesitações. Nunca tive problemas com gramática ou ortografia. A matemática... pois... na matemática também nunca tive problemas em aprendê-la na escola. O que acontece é que a matemática que nós aprendemos na escola nada tem a ver com a matemática que usamos no dia-a-dia, por isso se varre tudo da memória assim que deixamos de fazer aqules exercícios, mas correu-me tudo muito bem. Também tive que responder a perguntas acerca de coisas básicas de informática e o técnico ficou agradavelmente surpreendido com a rapidez de raciocínio e com a facilidade que tenho em converter em palavras escritas o que quero dizer e tal... fiquei toda contente, claro. Resumindo, estou empolgada com isto e não vou deixar passar em frente dos meus olhos uma oportunidade destas e não a agarrar com unhas e dentes.
Vou também aproveitar para divulgar aqui o processo R.V.C.C.
As iniciais querem dizer o que leêm no título deste post e a sede fica situada na Avenida Almirante Reis nº 45- r/c dtº em Lisboa. Se quiserem visitar o site para mais informação também podem fazê-lo acedendo a:www.inovinter.pt.

Eu vou dando notícias. :-)

sábado, 14 de outubro de 2006

Desafio

Três coisas que me assustam:

1- Montanha-Russa
2- Alturas
3- Ondas altas


Três coisas que estou a sentir agora:

1- Sede
2- Ansiedade (tenho que ir pôr a sopa ao lume)
3- Indecisão (não sei que escrever)

Três coisas que odeio:

1- Má educação
2- Que não me deixem falar
3- Odiar alguma coisa


Três coisas que não entendo:

1- Porque há tantas pessoas mal-humoradas
2- Porque não me sinto sempre bem
3- Acho que a segunda vale por duas...

Três nomes:

1- Luís (marido)
2- Ana Cláudia (filha)
3- André (filho)
(obviamente que a ordem é cronológica, nada tem a ver com a importância que têm para mim, até porque isso seria impossível de classificar)

Três coisas em cima da minha mesa:

1- Um pacote de bolachas aberto
2- O meu caderno de apontamentos
3- Uma caixa de cd's para gravar

Três coisas que estou a fazer agora:

1- Pensar
2- Escrever
3- Ouvir música


Três coisas que não consigo fazer:

1- Ser calma
2- Ter a casa sempre arrumada
3- Levantar-me a horas


Três maneiras de me descrever:

1- Observadora
2- Simpática
3- Busco conhecimento


Três comidas favoritas:

1- Carapaus na brasa
2- Cozido à Portuguesa
3- Frango com massa

Três coisas que gostaria de aprender:

1- Informática
2- Línguas (todas!!!)
3- Dançar

Três coisas que bebo regularmente:

1- Água
2- Café
3- Com regularidade não bebo mais nada

Três lugares:

1- Lisboa
2- Praia, não interessa qual
3- Paris

Três pessoas:

As primeiras três pessoas que me vêm à cabeça, tal como nos nomes são o meu marido e os meus filhos, mais uma vez sem nenhuma ordem em especial

Três anos mais importantes na minha vida:

1- 1986 (quando conheci o Luís e começámos a namorar)
2- 1989 (quando casei, com o Luís, claro!!!)
3- 1991 e 1994 (quando nasceram os meus filhos)

Três coisas que me façam chorar:

1- Ter a sensação que não sei educar os meus filhos
2- O Luís estar aborrecido comigo
3- Não me entenderem

Três coisas que desejo para vocês:

1- Saúde
2- Força
3- Amor

E agora passo o desafio a quem costuma passar pelo meu blog... 'bora lá malta!!!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Resposta ao desafio II

Pois é... Só a Débora é que acertou... Aquelas letras querem mesmo dizer: "Pronto... olha... curti bués(gostei bastante)... sim??! Beijão grande!!! Gosto Muito De Ti!!!
E encontra-se em http://suchanothergirl.blogspot.com, (o blog da minha filha) no comentário da liwi*ribeirinha.
Se quiserem dar uma olhada, vão com certeza perceber como é difícil descodificar o vocabulário que os adolescentes usam para comunicar na Internet ou através de SMS's.
Para ser sincera, eu só percebi o último parágrafo. Do resto do texto não percebi nada ...
:-))

sábado, 7 de outubro de 2006

Já passou...

A última frase do meu último post diz: "Isto passa..."- e passou mesmo. Naquele dia escrevi o que me veio naquele momento à cabeça, e como tinha estado a pensar momentos antes naquilo, resolvi que seria esse o tema, foi só um desabafo. Agradeço desde já a todos, as palavras amigas que deixaram e aos que eventualmente ainda deixarão, agradeço igualmente.
E agora mudo de assunto.
Tenho mais um desafio para os meus leitores, desta vez da minha autoria. Decifrem os seguintes... sinais, caractéres, letras, texto (?)... Nem sei como classificar, enfim...

Pntx oia... kuti bex... ya??! bjaoOoOo gande GMDT***

Depois das vossas respostas, eu publico a minha versão e revelo onde é que eu vi isto.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Amizades

Às vezes penso:"Mas por que raio é que eu não tenho amigas ou amigos?"
Eu sou uma pessoa simpática, afável, boa ouvinte, se me perguntam opinião acerca de algo sou sincera, não dou opinião acerca de nada sem que a peçam, desculpo os outros com facilidade, sou brincalhona e divertida (ainda que em menor quantidade). Porque é que eu não tenho ninguém a quem possa chamar amigo/a? As qualidades que mencionei não são as que convém ter, para ter amigos? Não é o que se pretende de um amigo? Então porque é que eu não consigo manter uma amizade?
Eu sei porquê... é que ainda que eu seja como referi, falta-me algo fundamental para manter uma amizade. Eu tenho que me dar às pessoas sem esperar nada em troca. Eu espero que os outros sejam como eu, é isso o que eu espero de uma amizade. E eu não posso esperar nada de uma amizade, senão não será uma amizade. Nesse caso eu não estarei a ser amiga de ninguém.
Até há algum tempo atrás eu pensava que a culpa de eu não ter amigos era dos outros. Os outros é que não sabiam lidar comigo, os outros é que não tinham os mesmos gostos que eu, os outros é que esperavam que eu fizesse isto ou aquilo, é que diziam isto ou aquilo, blá blá blá... Hoje em dia, eu sei que o problema é meu e não dos outros. Eu é que não sei lidar com ninguém. É por isso que eu não tenho amigos.

Não sei se das pessoas que me leêm, alguma teve paciência para ler o texto até ao fim. Se o fizeram e ainda estão a ler, desculpem o desabafo, sim? Isto passa...

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Desafio

Vou pela primeira vez responder a um desafio. Então cá vai:

Olhos:
Castanhos

Cabelos:
Castanhos

Altura:
1,58 mt

Peso:
64 kg

Ascendência:
Lusa

Signo:
Carangueijo

Sapatos que estou a usar:
Nenhuns (ups!)

Fraqueza:
Justificar-me sem necessidade

Medo:
Falhar

Objectivo que gostaria de alcançar:
Ser sempre feliz

Frase que mais uso no MSN:
"Olá!!! Tudo bem? :)"

Melhor parte do corpo:
Olhos

Pepsi ou Coca:
Nenhuma, não sou apreciadora de refrigerantes

MacDonald's ou Bob's:
MacDonald's, mas confesso que não conheço o Bob's

Café ou capuccino?
Café

Fuma?
Não

Palavrões?
Às vezes... quando me salta a tampa

Perfume:
Anaïs Anaïs

Canta?
Sim

Toma banho todos os dias?
Não

Gostava da escola?
Sim

Acredita em si mesma?
Tenho dias...

Tem fixação com a saúde?
Não

Dá-se bem com os seus pais?
Sim

No último mês... Bebeu alcool?
Sim

Fumou?
Não

Usou drogas?
Não

Fez compras?
Sim

Comeu um pacote inteiro de bolachas?
Seguido não, agora aos bocadinhos... sim

Comeu sushi?
Não

Fez biscoitos caseiros?
Não

Pintou o cabelo?
Sim

Roubou?
Não

Número de filhos:
2

Como você quer morrer?
Sem dor

Piercings?
Não

Tatuagens?
Não

Quantas vezes o seu nome apareceu nos jornais?
Nenhuma, creio eu

Cicatrizes no corpo?
Não

Do que você se arrepende de ter feito?
De ter deixado a escola assim que completei o 6º ano

Cor favorita:
Verde

Disciplina favorita na escola:
Línguas (português, francês)

Um lugar onde nunca esteve e gostaria de estar:
Grand Canyon (peço desculpa se não é assim que se escreve)

Matutina ou nocturna?
É pá... acho que nenhuma das duas...

O que você tem no bolso?
Agora não tenho bolsos

Em 10 anos imagina-se...
Mais velha, com os filhos criados e muuuuito feliz!!!


E agora é a minha vez de desafiar alguém. Eu desafio:
A rica filha, que achou montes de piada a este questionário
A minha xobinha Débora, que não tem blog, mas pode muito bem criar um (né quida?)
A Carol
A Paty
As outras meninas que eu poderia desafiar já foram desafiadas (e muito bem) por quem me desafiou a mim
Beijos para todas

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Virgínia... sou eu...





Pois é... o meu BI diz que o meu nome próprio é Virgínia Maria. E eu por acaso, mesmo só por acaso, não gosto do meu nome.
Quando eu nasci, os meus pais registaram-me Gina Maria. Até aí tudo bem, mas 3 semanas depois receberam uma carta do Registo Civil dizendo que aquele nome não podia ser aceite, teriam que escolher outro nome para mim.
Uma vez que era aquele nome que tinham escolhido e que já toda a família sabia que o seu mais recente membro se chamava Gina, os meus pais resolveram escolher um nome que desse para me continuarem a chamar assim. Trocaram Gina por Virgínia e deixaram o resto tudo igual.
Só me apercebi que não me chamava Gina quando entrei para a Escola Primária. A profesora chamava-me Virgínia, eu tinha que aprender a escrever o meu nome e não era Gina que me estavam a ensinar a escrever. Todos os outros meninos escreviam o nome que lhes chamavam, eu era diferente. Quando se tem 6 anos, não é agradável ser diferente.
Uns anos depois, ainda na escola, houve uma altura que quando assinava o meu nome, assinava: "Verginia" numa atitude de rebeldia inconsciente. Lembro-me de a minha professora de português me chamar a atenção cada vez que eu assinava "Verginia". Mas eu não ligava a mínima e continuava a levar a minha avante: "Verginia".
Até que houve uma dia (há sempre um dia), eu achei que devia começar a assinar o meu nome bem escrito, com acento e tudo.
Isto aconteceu quando eu frequentava o 2º ano do Ciclo Preparatório (o actual 6º ano). Nessa altura eu era uma excelente aluna e lembro-me muito bem de num teste de português, além do "satisfaz muitíssimo bem" estar desenhado um foguete, ilustrando o facto de eu finalmente ter assinado o meu nome como deve ser. Para mim, aquele foi o momento em que aceitei aquilo que ainda hoje detesto, o meu nome. Pronto... tinha que ser... não havia nada a fazer...o meu nome era mesmo aquele e tal...
Mas... Virgínia é só para o papel, como eu costumo dizer.

Adenda:

Nada de me chamares Virgínia por aqui, ouviste???