sábado, 22 de novembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Post parvo

Adianto já que este post é parvo mas não é aquela parvoíce que traz inerente o desejo que alguém contrarie dizendo algo assim:
'Deixa lá não és nada parva és até muito inteligente e isso só que as pessoas não vêm e eu acho que elas é que são parvas e coiso'
Porque... tenho hoje uma necessidade penetrada até aos ossos de parvejar. Aí vai a parvoíce no seu mais puro estado:

É comum os blogues acabarem. Tudo começa e tudo tem um fim. Quando vejo os comentários dos leitores dos blogues que acabam, imagino quase sempre como seria se eu acabasse com o meu. Será que iam todos ficar cheios de pena e todos pediriam com fervor que voltasse a escrever? Hum... Poucos, creio eu.
Talvez seja assim como se eu morresse... (eu avisei que este post é parvo, ok?) quem iria ao funeral? Hum... Menos ainda. Porque aí trata-se de conhecerem a Gina na verdade, na voz que fala, no comportamento, na essência...
Ah pois ela era assim, ah pois ela fazia isto, ah pois ela gostava daquilo... tudo no passado, sem retorno, tinham deixado ir-me embora para sempre. Mas ainda estamos a tempo. Todos estamos a tempo. Eu estou viva. Estou (ainda) ali, falo, porto-me bem mas também me porto mal, sem que haja reacção... ok... paciência, e tenho uma mente que pensa... muito...
Já quis algumas vezes acabar com o blogue por ter mesmo vontade de me deixar destas bloguices e já me deu vontade de acabar com o blogue só para ver como é... ai que matreira que a menina é...
Estou mas é a arranjar maneira, que se algum dia anunciar o fim do meu blogue, ninguém vai acreditar em mim...

Hoje escrevi dez (dez!!!) post's! 'Tou cá uma escrevedora! Como é que eu posso acabar com isto? Nem pensar! Continuarei.



Segue pedido em adiantado


Em 2009 desejo que...

... Os cientistas descubram um insecticida que não seja tóxico... porque é um problemão ter que enfrentar um cliente que quer matar bichos e fazê-lo sem se intoxicar e sem ter que abrir as janelas e sem ter que tomar precauções e sem estragar o ambiente e mais o raio que o parta!...

... Os ferrageiros descubram uma maneira de entrar em casa de alguém que esqueceu as chaves lá dentro sem arrombamento... e aqui é só porque num caso destes o 'arrombamento' é incontornável e os estragos são inevitáveis... Meus caros, tenham paciência... é que dá cá uma vontade de gritar:
- Eh pá! Para a próxima veja se não esquece as chaves, está bem?

...E já agora também desejo chegar a 2009...

eu bem disse...

queria
que
as
minhas
palavras
escritas
jamais
magoassem
alguém


e já vem daqui...

Filhos da Mãe e do Pai

Quem me segue já certamente se apercebeu que tenho dois filhos - os ricos filhos.
Ela é filha do pai... e ele é filho da mãe...
Ela tem as feições do pai numa cara de mulher... ele tem as feições da mãe numa cara de homem...
Ela tem o carisma e a impetuosidade do pai... ele tem o acanhamento e a inteligência discreta da mãe...
Daí se depreende que... os ricos filhos não são minimamente parecidos um com o outro. Será por isso que se dão bem?

Ele...

... é generoso na partilha de momentos. Gosto de o observar enquanto lança de si as ideias. Gosto de quando me fico só pela observação pois na maioria das vezes passo-me para o lado de lá, tenho sempre vontade de ser como ele.

És pouco boa, és!

Não entendo este piropo. É pouco boa? Mas como se pode ser pouco boa? Para se ser boa não se pode - nunca, jamais, em tempo algum - ser-se pouco boa. A palavra 'boa' apenas se poderá associar a muito e nunca a pouco. É-se boa...! Ou então não... e aí o caso já muda de figura.

Vá lá, meus senhores... deixem este piropo guardadinho lá muito em cima, tão lá em cima que seja impossível de alcançar, ou então lá muito em baixo nas profundezas daquilo que quiserem, mas sempre de modo a ser esquecido, está bem?

Este post pretende ser provocador

Há já muito tempo que anda a fazer-me grande confusão uma coisa que acontece aqui no blogue há mais tempo ainda...
Há alguém que deixa uns comentários na minha caixa... como dizer... assim apelativos e aliciantes, usando esquemas, diria mesmo manobras de markting, para me entusiasmar à leitura do seu blogue sem sequer passar pela delicadeza de comentar o que está escrito no meu...
Esta história começou porque um mero dia, caí meramente no blogue da pessoa. Nesse dia o post era assim como que a pedir uma opinião acerca de qualquer coisa que já nem recordo, se calhar é por ser uma coisa mera e insignificante, dei a minha opinião e até me lembro de ter achado piada à coisa.
Ora bem, a partir daí, e já lá vão alguns meses, sou visitada regularmente e é-me deixado uma espécie de convite mas sem nunca - repito: nunca - ter lido um único comentário que fosse dirigido ao post que eu escrevera.
A pessoa em questão tem no seu blogue um link para o meu blogue, eu já lá vi, mas porra...! Pode convidar-me - talvez aliciar seja uma palavra mais apropriada - e ao mesmo tempo dizer qualquer coisita aqui ao que a je escreve, ou não? Se não tem nada a dizer sobre o que eu escrevo, quer mal quer bem, pois que se mantenha calada!

Somos estranhos

- Eu sou muito estranho - disse ele.
Respondi-lhe que não se preocupasse com isso porque estranhos somos todos.
De seguida, como agora, pensei que é a individualidade que possuímos que muitas vezes nos distancia das outras pessoas fazendo-nos pensar que mais não somos do que seres estranhos, sempre diferentes dos restantes.

Eu, Gina Maria Estranha, tenho dito e deixo escrito!

Andando

Não há muito a dizer... Aliás, não há nada de muito diferente a dizer, isso sim.
Saí de manhã, andei por aí...


Entrei no (agora) café do costume. Não bebi o café do costume porque acredito que todos os dias bebo um café diferente do dia anterior...

Sorri muito, muito mesmo... para ver se deixo de meter medo ao senhor do café. Ainda um dia vou fazer um post onde explanarei o efeito mais comum que a minha presença causa nas pessoas.

Fui à feira. No caminho achei uma moeda de um euro. Isto de achar dinheiro tem muito a ver comigo porque eu, como sou tímida, olho muito para o chão. De maneira que, olha... de vez em quando lá calha. É poucochinho mas o que vier é ganho. Pois que venha!






Na feira, comprei uma bolsinha para pôr as moedas todas que acho no chão e, enquanto me passeava por ali, ouvi um pregão interessantíssimo:

- Vá meninas! Aproveitem a comprar hoje que 'tá cá o pai dos pobres!

Bolo de Chocolate


Aqui apresento este bolo que pode também ter esta cobertura. É tudo uma questão de inventar...

Bom Apetite!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A minha é uma santinha

Falava-se de obras e pequenos trabalhos de manutenção doméstica. O amigo ia desenrolando o que já estava executado bem como o que ainda havia para fazer, desabafando aqui e ali de como aquilo lhe estava a dar uma grande trabalheira e que não havia meio de estar pronto e rebéubéu pardais ao ninho...
Lembrei-me de meter uma bucha:
- Isto tudo com a Maria sempre a buzinar no ouvido que nunca mais 'tá pronto, claro!
- Não... ela não... - respondeu ele fazendo uma cara que demonstrava claramente que não... a mulher dele, não... nunca...

Acrescentamento:
Coitadinho! Não consegue dizer mal da mulherzinha... tão fofinho... tão bem ensinadinho... ah como eu (não) queria ter um marido destes!
'Não, a minha não!' diz ele...
'Nunca!' repete o bicharoco.
Tão giro, pá! Que piada...! Ah! Ah! Ah! Deixa-me cá rir agora porque daqui a bocado posso não ter tempo!... Ah! Ah! Ah!
Parvo!... Onde foi que deixaste a inteligência? Se sabes onde está é melhor ires lá buscá-la. As caladinhas são sempre as que partem a louça toda... Ah pois é!... Submissão claramente demonstrada? Ná... isso resulta bem é nos filmes.

Isto é meu. Parece que lhe perdi o sentido. Ando a ver se o encontro...

Fui ali à frente.
A caminho disse olá a um bebé e ele sorriu...
Na volta um cão velhinho veio voluntariamente ter comigo pedindo-me festinhas...
Bom presságio.


foto: folhas vermelhas do Outono de Loures

Este é o meu palco

Aqui era quem eu quisesse.
Eu sou muitas.
Há, porém, uma de mim que não posso mostrar.
Não vou esquecê-la ou sequer guardá-la.
Só não a vou mostrar, só isso.

Estou triste porque já não tenho liberdade. Não tenho voz, tudo o que quero escrever é baço e inútil.
Pior que isso seria suportar a indiferença. E ainda pior, é aguentar a falta que sinto de ordenar e arrumar tudo por cores dentro da minha cabeça.
Escrever faz-me falta.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O porquê de estar no cinema de óculos escuros

Um dia escrevi um post sem clareza (está aqui) mas com a ideia - ou esperança - que os leitores fizessem as perguntas necessárias para que se desfizesse o enigma. Infelizmente tal não aconteceu. O tempo foi passando... e independentemente de tudo o mais, hoje resolvi esclarecer o post.
Fomos - eu e o Luís - ao cinema ver o "Mama Mia". O filme era novo no mercado e já só haviam bilhetes para a primeira fila. Como nunca tínhamos visto filme algum na primeira fila, achámos que podia ser giro não ter cabeça nenhuma à nossa frente, umas vez que somos os dois 'rodinhas baixas'. E lá fomos nós cantando e rindo...
Assim que me sentei vi logo que não ia ver nada de jeito. Quando o filme realmente começou tive a certeza. A imagem estava demasiadamente perto, era abrangente, abarcava toda a minha visão, inclusive a periférica. Enfim, um suplício.
Então, tive uma ideia - já que devido à proximidade a luz era intensa, poria os meus óculos escuros e talvez, quiçá, conseguisse ver o filme...
Ora bem, ver não vi, mas ouvi e gostei muito. Ainda ouvi um risinho escarnecedor da rapariga do lado e amandei-lhe um olhar de «quék foi ó borrega, dói-te alguma coisinha? Atão tu não vês que 'tar na sala de cinema de óculos escuros é fashion? Hádexprimentar! É munto mais giro que 'tares praí a dezer que partes os cornos ao gajo que 'tá contigo, eu bem ouvi!»

E foi isto. A vida é gira. A ver se não a estrago.

Esta é mais uma imagem daquele site que tem pessoas parecidas comigo... esta então está demais! É que pareço mesmo eu!...

Café ou bica?


Este senhor continua um espectáculo!
- Café ou bica? - perguntou ele depois de eu lhe ter pedido um café.
Eu... que sou uma mocinha a quem não podem fazer perguntas deste tipo, porque sinto uma necessidade tremenda de responder qualquer coisa, respondi com a pergunta mais óbvia:
- Qual é a diferença?
Não sei que olhar o homem viu, terá sido um sério e inquiridor como este?


É possível que sim. A verdade é que respondeu imediatamente: - Eu 'tava a brincar... - com um ar quase assustado.
- Eu sei - respondi - eu também estou a brincar consigo.
De seguida sorri e tal e brinquei um pouco mais e a coisa foi. Acho eu.
Sou tensa. Até a brincar sou tensa.
Há bocado fui dar uma volta para respirar fundo e agora vou ali respirar fundo outra vez e já venho.

Acrescentamento:
Descobri um site que tem umas imagens mesmo parecidas comigo. Ando a sacar coisas e a publicar aqui, vamos ver se ninguém vem cá ralhar comigo.

Despacha-te!


O facto de ouvir alguém dizer que adora gente despachada provoca-me calafrios... montes deles!... O arrepio sobe (ou desce, sei lá!) provocando um desconforto termendo em mim.
Acaso será preciso andar permanentemente a correr!? Tudo despachadinho e feitinho e mais o raio que o parta?!
-Ah... já viste em quanto tempo ele fez isto...? E aquilo...? Oh como eu ia gostar que tu fosses assim...! (dito com consternação... resmas de consternação...)

Que chato!... Eh pá... deslarga-me! Eu... que...ro... an...dar... de...va...gar... ok...?...

Modernidade


Era uma vez dois amigos. A hora de almoço estava próxima e eles tinham combinado ir almoçar juntos. Enquanto um esperava por outro iam conversando disto e daquilo, de tudo e de coisa nenhuma. Um deles estava preocupadíssimo com um cortezinho (homens!!!) que lhe aparecera no canto do olho derivado ao vento e ao frio, presumo. Por entre falas, quer disto quer de coisa nenhuma, exclamações e afins, ia murmurando ' é que esta merda dói, pá!'. De repente:
- Isto tem webcam? - perguntou este (o do corte no olho) referindo-se ao computador do outro. Tinha um ar franzido, como se estivesse a sentir uma grande dor enquanto o dedo indicador pousava na fissura imperceptível como que para atenuar a dorzita insuportável.
- Tem - respondeu o interpelado.
Foi então que inesperadamente:
- Oh, deixa estar, eu vejo isto no espelho da casa-de-banho!

Minhas senhoras e meus senhores, caríssimos leitores(as), portanto, isto são os tempos modernos! Pensar que pela cabeça de alguém passa primeiro a ideia de ligar uma webcam em vez de instintivamente se deslocar até ao espelho para se mirar é uma bela tradução do que é a modernidade!

Nota:
Creio que nunca tinha começado nenhum post por 'era uma vez...'.

Post resultante de uma pesquisa

Por causa da pesquisa que fiz para escrever este post fiquei a saber que:

escritor é: autor de obra literária ou científica.


escrevente é: pessoa que copia o que outrem escreve ou o que outrem dita.

escrevedor é: aquele que escreve ou mau escritor, quando apresentado no sentido depreciativo.

A ideia de que sou escritora é inconcebível para mim. É um degrau demasiado alto para subir, não me sinto qualificada para tal. Nunca senti a coragem para usar esse título.

Há dias descobri a palavra 'escrevente', e também não se ajusta à minha pessoa, acho-a demasiado pequena porque tenho a certeza que consigo fazer muito mais que aquilo que a palavra determina.

'Escrevedora' é o que se adequa mais ao que faço e ao que sou. Eu sou aquela que escreve, mal e bem. Escrevo mal quando me limito a escrever sem que me sejam arrancadas as palavras, quando não pondero no tema, quando não disseco, restalhando tudo até que me pareça criação minha.

Escrevo bem quando liberto ou manifesto qualquer coisa, fazendo exactamento o oposto do que apresentei no parágrafo acima.


Sou, portanto, uma escrevedora. Aqui me tendes.


Site usado na pesquisa: Priberam

Eh pá...! C' olhões!!!



Encontrei esta imagem por aí. Achei a pessoa tão parecida comigo mas tão parecida comigo.... E lembrei-me de alguém.

Este post presta vassalagem a um amigo. Um dia, em conversa, abri muito os olhos e ele exclamou:

- Eh pá, c' olhões!