Resposta do rico filho a alguém que dizia não gostar de filmes de terror:
- Ya...! Qual é a piada de 'tar ali assustado?
E eu estou com ele! Mas quem achará graça a ver alguém ser esquartejado ou a ouvir grunhidos de monstros que vêm do nada?
(aqui tive que inventar um bocado porque nunca vi um filme de terror, mas deve ser mais ou menos isto que aparece por lá)
P’ra terror já tenho o meu drama quotidiano, que nunca sei se quem me entra porta adentro é para me moer a tola ou para me dizer que sou simpática…
E eu sem o ser, veja-se! Sinto cá um terror...! Que até me desiquilibra todinha!...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Terror
na festa, vi de passagem...
uma mulher semelhante a um barril... aliás, duas mulheres semelhantes a dois (cada qual comparável ao seu, pois claro!) barris - será que algum dia irão rebentar?... posso esperar não estar por perto, pois posso?... é que não me apetece nem só um bocadinho ver...
um jovem deslocado... foi apresentado à família nessa noite... deixa lá rapaz, melhores dias virão, te garanto!... daqui a dois dias respirarás de alívio e sentirás lá ao longe as opressões face ao que viste e ouviste...
um homem semelhante a um barril... eh pá!... outro?... porra! são mais q' as mães!...
a empregada de mesa... diligentemente atarefadíssima entre copos de champanhe, chávenas de café e o bolo de claras...
Neste dia número dois de 2009
Hold On
Wilson Phillips
Why do lock yourself up in these chains?
No one Can change your life except for you
Don't ever let anyone step all over you
Just open your heart and your mind
Is it really fair to feel this way inside?
Some day somebody's gonna make you want to
Turn around and say goodbye
Until then baby are you going to let them
Hold you down and make you cry
Don't you know?
Don't you know things can change
Things'll go your way
If you hold on for one more day
Can you hold on for one more day
Things'll go your way
Hold on for one more day
You could sustain
Or are you comfortable with the pain?
You've got no one to blame for your unhappiness
You got yourself into your own mess
Lettin' your worries pass you by
Don't you think it's worth your time
To change your mind?
Don't you know things can change
Things'll go your way
If you hold on for one more day
If you hold on
If you hold on
Mmm... If you hold on baby
Won't you tell me now
Hold on for one more day 'Cause
It's gonna go your way
Don't you know things can change
Things'll go your way
If you hold on for one more day
Can't you change it this time
Make up your mind
Hold on Hold on
baby hold on... Turn around, Just turn around baby
Hold on for one more day, Cause
It's gonna go your way...
Este poema adequa-se à entrada no novo ano e ao meu estado de espírito dos últimos dias.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Agradecimento
Jasmim
Para começar este ano, no que refere às letras...
Sem balanço
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
2009200920092009200920092009200920092009
Durante este dia, e à semelhança de anos anteriores, ouvi e disse para lá de uma dezena de vezes as frases: 'Bom Ano!' e 'Obrigada e igualmente!'
Só que... houve alguém que acrescentou qualquer coisa:
- Bom Ano para si e mantenha esses olhos assim bonitos!
Ó pá!... Eu sei que sou gira há algum tempo mas não 'tou nada habituada a ouvir alguém dizer, pá...
Porte e propagação de um modelo de pergunta (que por acaso é parva)
Há quem diga que não existem perguntas parvas e sim respostas parvas. Não concordo. Eu cá ouço-as. São frequentes, são até mais que isso, são constantes.
- Olhe, tem silicone?
- Nã...
- Não me sabe dizer onde é que eu posso arranjar?
- Nesta mesma rua, no número 13.
- ...?!... Ah...! Você aqui não tem?
Ai ai ai... eu cerro os punhos e engulo em seco em vez de dizer:
- Claro que tenho! Só que você é tão feio que não me apetece vender-lhe nada! Estou a mandá-lo para a loja do vizinho mas 'tou a ver que devia era mandá-lo à merda!
Ofensa
- Aqui não encho almofadas. Só vendo a espuma de enchimento ao saco de quilo.
- Ah... mas eu só queria para encher uma almofada! Tenho que levar assim um saco com um quilo?
- Sim.
- Então o que é que eu faço com o resto?!
Vou omitir o que pensei e revelar apenas o que disse:
- Guarda lá em casa.
- ...?!... Então e eu lá vou armazenar aquilo na minha casa?!
A senhora mostrou-se melindrada. Olhou-me como se eu a tivesse injuriado com a resposta que lhe dei. Tinha um olhar incrivelmente escandalizado.
Porra!... É que não valho um chavo sequer! Ofendi uma senhora. Vê só que fui dizer à dita, teria de guardar lá em casa a espuma que lhe restasse...
Lista das propostas de mudança para o ano vindouro:
(a proposta é apenas uma)
Em 2009 proponho-me:
Aprender com os outros ao invés de comigo.
Será talvez devido às circunstâncias actuais que ultimamente tenho pensado um bocado em mudar isto - eu sei e já vi.
Voto que tenham todos um Excelente Ano Dois Mil e Nove!
Branco no Banco
A senhora do banco tem as unhas pintadas de Branco Paris com a pontinha em Branco Puríssimo.
Em vez de ter começado este texto desta maneira podia ter sido assim: 'Era uma vez uma senhora que trabalhava num Banco. Os seus dedos finos e longos ostentavam longas unhas (aqui até era capaz de ficar giro escrever que as unhas se encontravam na extremidade dos dedos, mas por favor... quem é que não sabe isso?) com a manicura feita à francesa que matraqueavam freneticamente no teclado do computador.'
Já que há homens que vêm aqui ler as parvoíces que eu escrevo acordei comigo mesma apresentar este texto de forma simplória.
Vou, inclusive, escrever este parágrafo, este mesmo que estás neste momento a ler, só para pedir desculpa por eventuais ofensas que até aqui o texto tenha provocado aos meus leitores homens pelo facto de achar que eles não perceberam que raio quer dizer 'manicura francesa'.
Descoberta
Os chineses aprendem a falar português com pronúncia do Brasil!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Qui qui (quinto quilómetro)
Sei tudo sobre ela, a culpa, sei que vou ter de aprender a viver culpada. Sei que os dias vão passar estranhamente iguais na sua diferença.
Não sei tudo, afinal. Sei apenas até aí.
No caminho para lá desta estaca onde estou agora, hei-de um dia saber. Não estou num cruzamento, estou numa estrada algures onde eu quiser, e o quilómetro é o quinto.
Prosseguir
domingo, 28 de dezembro de 2008
'O Segredo' Rhonda Byrne
Entretanto alguém tomou como exemplo o livro 'O Segredo' de Rhonda Byrne, explicando que era um livro desses normativos e que ajuda a bem viver.
Gigi disse...
Hoje em dia tenho algumas certezas. Uma delas é: sou feliz mas se não escrevesse seria menos feliz.
Deficiências 'Mário Quintana'
sábado, 27 de dezembro de 2008
desejo
Trabalhar e gingar
Dois pontos
Devia ser proibido acontecerem coisas destas a um gajo...
Chego à porta, toco à campainha, aguardo... ouço passos... alguém abre a porta... e mal ela abre a porta dou de caras com... hã...? que é isto...? Então era:
Uma cavalona do caraças, aí pelo metro e setenta, podre da boa, vestindo apenas uma lingerie amarela toda gira, saltinho alto para ficar tudo empinadinho nas alturas e tal.
Notei-lhe o desarmamento na expressão, foi como se despisse a armadura. Toda a postura de mulher fatal deu lugar à frustração pois não era a mim que esperava, o gajo das fechaduras. Esperava, isso sim, um cliente que lhe pagaria um servicinho especial.
Também não me descompus. Fiquei ali quietinho e sossegadinho, a olhar a direito mas a ver a cena toda. Sim, que isto um gajo de ferro é que não é feito, oria pois!
Provérbio
«Se a minha avó tivesse tomates era o meu avô.»
O Presépio
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Este Natal
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Natal, Natal!...
O Natal da minha infância era talvez diferente. Não havia Pai Natal e sim Menino Jesus. Era o Menino Jesus que deixava as prendas lá em casa. Nunca me foi ensinada sequer a existência do velhinho das barbas brancas.
Quando chegava a grande noite e depois da maratona de filhós empreendida pela minha mãe, eu e o meu irmão púnhamos o sapatinho na chaminé porque pela madrugada o Menino Jesus iria lá a casa deixar chocolates dentro dos sapatos que estrearíamos nesse dia.
Até aos meus 8 ou 9 anos aquilo foi magia. Porém, um dia descobri que era a minha mãe que comprava os chocolates e os colocava ela própria na chaminé... que desilusão!...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Pedido
domingo, 21 de dezembro de 2008
pequeno dia / grande noite
Pensamento
Às vezes, este pensamento dá-me que fazer porque com ele a vida aparenta uma inutilidade triste e terrível. Tudo parece vazio, vão, oco, efémero. Se existe em mim coisas más que apesar dos esforços não poderei nunca mudar, para que servirá a vida?
'What is mind? No matter. What is matter? Never mind.'
George Berkeley
sábado, 20 de dezembro de 2008
Natal, Natal!...
O Menino Jesus
- Falta aqui o menino porque o menino ainda não nasceu!
Na altura sorri e concordei com a ideia dela. Mas depois comecei a pensar:
Então se o menino ainda não nasceu que fazem a pobre coitada da vaca e o desgraçado do burro ali junto a uma caminha feita de palhas sem ninguém lá deitado? Então e a Maria e o José já ali estão também porquê? Se o menino ainda não nasceu eles não deviam estar ali! Deviam era andar à procura de poiso para a Maria dar à luz! A Maria até nem tem a barriga grande nem nada e nem sequer se contorce com as dores de parto! Ainda falta uma data de dias! Coitados dos bonecos...! À espera do menino...!
Acho que aquela senhora não viu bem o 'filme', ou então devia passar a fazer o presépio apenas quando chegasse o dia 24 de Dezembro.
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Para além do tempo aconteceu algo que me toma o pensamento e que eu quero afastar mas não tenho conseguido. Não é aquele género de coisa que escrevendo passe por isso é que me mantenho 'calada'.
Frango
Nunca mais!
Suavizar
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O meu blog em pedaços - sete
Diz que as mulheres têm três idades:
· a que aparentam ter
· a que dizem ter
· a que realmente têm
E também diz que 'nunca se deve confiar numa mulher que diz a sua verdadeira idade porque isso significa que são capazes de dizer qualquer coisa'*.
* Já que esta frase tem dono aqui fica: Óscar Wilde. O seu a seu dono e a César o que é de César, ou ao Óscar o que é do Óscar. Pois bem.
E agora aí vou eu. Nada de confiar em mim. Ao que parece o meu perfil até fala verdade e eu não presto para nada (mesmo!!!) pois não tenho pejo nenhum em dizer a idade que tenho. Estão lá escarrapachados os algarismos que a compõem para quem quiser ver, fazendo parte da página do meu perfil logo na primeira linha e tudo.
E isto porquê? Podia despachar isto e dizer de rajada 'porque sim!' mas não digo. Vou antes dizer porque é que sim - creio que revelando a minha idade no perfil situo-me cronologicamente. Os leitores ficam a saber que não tenho idade para me lembrar de quando o Homem foi pela primeira vez à Lua nem para ter vivido o vinte e cinco de Abril em pleno. Porém, tenho idade para me lembrar da TV ser transmitida a preto e branco e de quando haviam apenas dois canais de televisão, ficam a saber que tenho idade para ter marido e filhos, embora pudesse não os ter, evidentemente.
Acredito que para outros isto não terá qualquer importância mas para mim tem. Gosto de me situar no tempo, a mim e aos outros.
A quem quiser seguir o conselho do Mister Óscar Wilde que o siga. Eu cá por mim continuo a dizer e a mostrar a minha verdadeira idade e, segundo ele, a ser desconfiável. Quero lá bem eu saber! Oh!
Pelo tamanho do texto e a julgar pelos anteriores depreende-se que durante este dia tive uma hora sexual do ca-ra-ças!!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Falando indiano
Informação - dá-se
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Ora bem
Agora que já nem se fala no Outono mas ainda antes que ele se vá:


Bugalhos
Como andei a ver se via os bugalhos castanhos e só consegui encontrá-los cobertos com aquela capa verde, suponho que me divertia desta forma no final do Verão ou no Outono. Mas não tenho a certeza.
No post anterior desta série eu relato uma visita à Rua do Bêco. Um dos propósitos daquela visita era fotografar a própria árvore de onde eu arrancava os bugalhos. Infelizmente a árvore já não existe...
domingo, 14 de dezembro de 2008
Não sou poeta
Aos vizinhos eu aconselho
G O S T O
sábado, 13 de dezembro de 2008
Entrando nela
*Para quem não sabe, a hora sexual é aquela em que fodemos minutos ao patrão. Ah pois...! É tão bom e sabe tão bem!
Dúvida que poderá não ser existencial mas é com certeza acerca de algo que existe
... sempre que entro numa loja de pronto-a-vestir no feminino só vejo inveja à minha volta...
Porque é que as mulheres não se gramam umas às outras, pá?
Malas... malas... malas...
Ainda no contexto disto aqui, hoje um homem disse-me:- Ena!... Tem uma mala toda fashion!...
Claro que é! Então não se nota? – respondo eu.
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COMO MANTER-SE JOVEM
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Natal
Ao balcão
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
R E C I P R O C I D A D E (outra vez?)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
No consultório
Regresso
- um (presumível) cliente querer fazer um negócio apenas rentável para ele - pagar a mercadoria com pensos rápidos... esta é gira, não é?
- uma senhora achar que eu, já que estou no comércio, é que tenho que telefonar para a Polícia avisando de uma caixa daquelas caixas de alimentação dos semáforos estar caída na via pública estorvando os transeuntes...
- uma outra coscuvilheira (do raio que a parta!) querer saber tim-tim por tim-tim sobre um homem perdido de bêbado que se espalhou ao comprido mesmo à minha porta... eh pá, e eu sei cá?... o homem caiu, prontus!...
Inveja
Tenho quarenta anos e só ontem senti na pele, não a inveja mas a sua ausência. É estranho porque parece que estou a ver a vida passar por mim ao contrário, assim como quando ando de Metro sentada nos bancos que 'andam' para trás... ou como se calçasse um par de sapatos com os pés trocados.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
À falta de melhor aqui fica:
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Louis Vuitton
Dos livros da minha infância
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Pausa
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Brilho
Para além de ver tudo baço, também tudo isto me parece carregado de uma grande inutilidade e com esse sentimento, principalmente com esse, eu não vou conseguir prosseguir.
Um supor
Dois segundos
domingo, 30 de novembro de 2008
Gerir blogues (total 1) - Agradecimento mister
Época natalícia
Teste - Radio Comercial
Você é uma cara-metade Surpreendente:
Você é uma verdadeira caixinha de surpresas. A sua cara-metade nunca sabe muito bem o que esperar de si com tudo de bom e de mau que isso tem. A sua relação não tem rotina...
Também eu fiquei surpreendida com este resultado. É assaz interessante... quererá isto dizer que sou ainda mais surpreendente pois até a mim me surpreendo? Sim, creio que sim.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A R T E
O tempo
Mais do mesmo
Há dias imaginei-me daqui a dez anos e não me imaginei feliz. É curioso que sendo eu uma pessoa saudável e sem grandes problemas, não me consiga ver feliz mais além na vida. Porque será? Porque será que tenho uma tão grande tendência para minorar o bem e agigantar o mal? Será porque as coisas más na minha vida são mais intensas que as boas? Será porque é mais fácil imaginar o mal porque ser mau afinal é bom?
(Re)Descoberta
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Pretensiosamente
- O preço da fama é assim como alguém falar em blogues, e os outros alguéns todos que se encontram nas imediações olharem imediatamente para mim, só porque blogues é comigo mesmo...
- Ou então é assim como alguém dizer alguma coisa, eu achar muita piada e pedir para repetir e todos ficarem convencidos que vão ser assunto do próximo post...
- E ainda é assim como haver alguém que me observa pelo canto do olho para ver se estarei devidamente atenta de maneira a captar todos os pormenores para depois os vir expor aqui, apimentados por pozinhos que só eu sei para onde os vou soprar...
Gosto de mostrar o que escrevo. Gosto de provocar quando escrevo. Gosto de constatar que sou realmente lida.
Sou pretensiosa... e sou famosa... Ah pois!...
(e também sou narcisista)
Fiquei a saber que:
Obituário
Pois bem... morreu. Oh...! Vou deixar de vender uma recarga de gás da garrafinha verde... - é essa a pena que deixa.
O 'Primo', como era conhecido, era alguém que passava lá na rua e vinha sempre cumprimentar. Outras vezes vinha saber se eu precisava de rolos de fita para calculadora, impressora, etc., ou quem sabe precisasse de canetas, ou micas, ou uma resma de folhas A4 de oitenta gramas... e em Setembro vinha sempre lembrar que estava na altura de comprar a agenda para o ano seguinte. Era realmente simpático, e era tão simpático quanto surdo, era cá um bico d'obra entender o homem...! Sim, foi isso mesmo que eu quis dizer, ele é que era surdo e eu é que não o entendia...
Pois bem... morreu. Há pessoas que dá pena deixar de ver.
À escuta
- A puta* da minha neta mais velha roubou-me mais de meio quilo de ouro!
'Ah... a neta é puta porque roubou? Então a essas pessoas não se diz que são ladras? Acho (ou achava!) que sim... Ou então a rapariga para além de gamar o ouro à velha também amanda umas quecas por fora... e para dentro...' pensei eu.
E é assim... esta cidade é, também ela, fértil em gente castiça e engraçada.
Ainda vou ter saudades destes passeios que me obrigo a dar. Ai vou, vou.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Ao pequeno almoço...
Fiquei estática e boquiaberta. Era uma brincadeira, eu sabia, mas não estava a ver ao que iria aquilo ligar... não estava, não... Como eu não dissesse nada ele desvendou o mistério:
- Estive a desentupir a vávula da banheira, pá! Aquilo 'tava cheio de pêlos.
- Ah! - fiz eu e desatei a rir - Então também mexeste nos pêlos púbicos do Arquitecto!
- Sim...
- E nos da mulher dele...
- ...
O 'ok' que emiti de seguida saiu em forma de 'nha! nha! nha! nha!... ganhei-te!'.
Azia
Arroz de atum enriquecido à nossa maneira
Para o refogado usa-se o óleo de 3 latas de atum das 6 necessárias à confecção...
1 cebola picadinha, 3 dentes de alho esmagados, 1 folha de louro à qual se tira o veio porque faz mal (na foto estão 2 porque eram pequenas), 4 folhinhas de alecrim e um bocadinho de pimento verde e/ou vermelho...Presente nesta foto está também a calda de tomate.
Enquanto tudo isto (exceptuando a calda de tomate) refoga, escorre-se o óleo das restantes latas de atum e corta-se uma cenoura aos bocadinhos. Quando a cebola e os alhos estiverem transparentes, verte-se no refogado cerca de um decilitro e meio de vinho branco, o tomate em calda, um caldo de peixe e uma malagueta.Nesta foto pode ver-se também o pimento vermelho que não está na foto anterior.
Deixa-se estar ali mais um pouco a apurar e é então que se adiciona a cenoura e o milho.
O arroz usado para esta receita é Basmati e a quantidade necessária é uma chávena almoçadeira.Entretanto lava-se o arroz....
... e põe-se a escorrer.
E está na altura de provar e de rectificar os temperos, se for caso disso.
Depois da prova e da presumível rectificação dos temperos, junta-se o arroz...
... e os coentros. Deixa-se estar a apurar mais um pouco até parecer que o arroz está transparente. Nesta receita é difícil ver se o arroz está transparente por causa da cor do tomate. Por isso, digamos que o tempo até que o arroz esteja no ponto é cerca de três minutos.(podem ser mais que três, ok? aqui foi só para a figura)
... e as delícias do mar. Depois de tudo muito bem envolvido é hora de juntar a água para acabar de cozer o arroz, que nunca deve ultrapassar mais do que um dedo por cima do arroz. Leva-se a ferver e depois de ferver contam-se sete minutos até o pitéu estar pronto!
P.S. Deu-me cá uma trabalheira fazer esta reportagem...! Ufa...!
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