quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dizeres à porta III


Há dizeres assim:



Para que as portas não fiquem assim:



E há disto:



Para evitar isto:



Da neime


«Olha ali! Há pessoas que não sabem escrever os nomes...» disse-me ele. E eu... click!



Lisboa e as caravelas - 6


Há já tanto tempo que não editava as caravelas que, se calhar, já ninguém tem lembrança desta minha ideia.
Ora vamos lá a mais algumas caravelas e corvos de Lisboa:



Escola Primária na Rua Actor Vale
Rossio
Praça dos Restauradores (no dia em que dei este passeio)



    Ah!


    Eu tenho um blogue.
    Logo... escrevo.
    Só que às vezes... intervalo a coisa.
    O que vale é ninguém me sentir a falta.


domingo, 18 de outubro de 2009

Flores do Outono II


Desde há um mês para cá, mais coisa menos coisa, tenho vindo a reparar nas flores do Outono. Nunca tinha realmente percebido que elas existem. E persistem... Nunca tinha realmente percebido que as flores outonais são tão lindas quanto as outras, as da Primavera. Mais frágeis e menos vívidas, talvez, mas igualmente belas.
Diz-se que a beleza das coisas está no olhar de quem contempla, se calhar é de mim, sou eu que as vejo assim...




Fotografia: Lisboa - Alameda Dom Afonso Henriques (traseiras), em 15 de Outubro de 2009

Ena!


Que grande estradinha no céu!


Grande, grande!


Fotografia: o céu da Malveira, em 18 de Outubro de 2009

As árvores


- Conheci uma senhora que é aqui de Loures, vivia nas Urmeiras.

- Sim. Quando eu andava na escola esse sítio não era Loures, eram as Urmeiras.

- Diz que ali, há muitos anos, o sítio estava carregadinho de urmeiras e é por isso que tem esse nome.

- Hum... quais serão essas árvores, as urmeiras?

- Porque é que tens que fazer perguntas difíceis?! Ora!





As urmeiras ao menos deram nome a esta praceta de cimento, se calhar era aqui que as havia aos montes...

Fotografia: Loures, em 11 de Outubro de 2009

(Loures e mais a minha sombra...)



sábado, 17 de outubro de 2009

Quem sabe...?


Qualquer dia é edificada aqui uma rotunda.



Ai é, é!



Fotografia: Loures - entroncamento da Estrada nº 250 com o acesso à Rua 4 de Outubro, em 3 de Outubro de 2009


Conversa


Quando estão longe um do outro, os ricos filhos conversam através do Messenger...

A lonjura merece uma fotografia...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O bem


A senhora queria dois excêntricos para torneira. Quando expôs ao que vinha foi categórica e receosa. Como é isto possível? É possível (reconhecer isso) quando a frase introdutória é: «Vamos lá a ver se a gente se entende as duas...»
Depois, já no fim do negócio, apercebi-me de algum snobismo, arrogância até, quando deixou bem claro que não era ela que iria mexer naquilo, que tinha lá o homem para montar aquilo. E com ar enojado rematou exclamando:
- Haja quem monte! E bem!
E eu... não sei com que ar, fiquei cheia de pena de não poder responder:
- Ó minha querida senhora, haja quem monte que o bem a gente logo vê como há-de fazer...

É vê-las!


Sempre que vendo uma esfregona, limpa-vidros, vassoura, mopa, etecetra, não há cliente nenhuma que à saída não suspire num misto de júbilo e devassidão:
- Ai... Ando sempre agarrada ao pau!

Estica-te


Agora, lá no ginásio, (também) faço aulas de streching (que alguém me perdoe na eventualidade de streching não se escrever assim mas é que não me apetece nada ir pesquisar por modo a não errar). Quando aquilo acaba tenho para aí mais meio centímetro de altura, o que dá um jeito do caraças. É fundamental, diga-se.

Agora fora da brincadeira: aquilo é muito bom, é uma aula de exercícios de alongamento e a gente lá alonga tudo, tudo. Daí vem a sensação de que se cresceu. Mas é só a sensação porque isto aqui já não cresce nada, só se para os lados...

Post 1969*


Ca giro! Reparei que o post anterior é o número 1968, o mesmo número que compõe o ano do meu nascimento. Logo eu que tenho um quê parvo com títulos, podia perfeitamente ter o trabalho facilitado com o post anterior, oh...

*Nunca na vida iria deixar desapercebido que este é o milésimo nongentésimo sexacentésimo nono post...

Ponto final


Sinto uma inquietação que, tendo indagado e não concluído a que se deve, palpita-me que é por tudo e por coisa nenhuma.

A saia


- Ah, hoje está muito gira!
Foi o que me disse um jovem. Apesar de saber que estou cada vez menos gira também sei que estou numa idade em que são permitidos elogios por parte dos homens, principalmente por parte de homens jovens, afinal de contas tenho um ar algo maternal, logo... não haverá malícia. Mesmo assim fiquei momentaneamente sem saber o que dizer e quando achei o que dizer, o que disse foi:
- Obrigada! A saia fui eu que fiz!
Aí foi a vez dele ficar sem reacção... Bolas!...

Ó Gina Maria! Ó pá... p'ra que é que isso interessa?! E o rapaz sabe lá que as saias se fazem?! Eu é que fiz a saia, é verdade, mas o que realmente interessa é: eu é que faço a saia. Não?!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Travessia


Quando tenho que atravessar a Avenida João XXI dá-me sempre vontade de transgredir leis e ordens, ignorando passadeiras e semáforos. Mas assim que olho para o outro lado com essa intenção, avisto a divisória central da avenida e ocorre-me logo a visão que tive há alguns anos de uma senhora atravessando a avenida apressadamente e tropeçando naqueles degraus estreitos da divisória estatelando-se no chão. E depois, para mais graça lhe dar, por causa do perigo a pressa dela em levantar-se era grande. Até eu estava aflita e aquilo não era nada comigo!
Mas há mais. Na divisória também existem os respiradores do metropolitano e aquilo é algo que me apavora desde os meus tempos de meninice. Faz-me muita impressão andar em cima de rede e ainda por cima sopra sempre um vento quente daquilo e o calor é em grande.
Quando eu era criança e íamos a Lisboa, sempre que o passeio era ali para os lados da Praça da Figueira, o meu irmão fartinho de saber que eu tinha medo de passar em cima desses respiradores, foi lá que os conheci e é daí que vem este desconforto, fingia que me empurrava para lá só para me apavorar... Ou então ia ele lá para cima fazer pirraça. Mau, ruim!

E eu, hoje em dia, atravesso sempre a Avenida João XXI nos sítios a destinados à travessia pedonal.

Pouca vergonha


Há mulheres que entram nos WC's dos homens...

... As funcionárias da limpeza, claro.


Outono pouco outonal


Acho que o senhor das castanhas ali da Praça de Londres não tem safado o negócio durante esta semana, não...
As folhas a amarelar e a humidade matinal ainda vá que não vá para rimar com o Outono, agora o cheiro e o calor das castanhas pela vespertina que se tem sentido tão abrasadora... se rima ou não fica-me a dúvida!
Quando passei por ele, para além de ter pensado o que expus nos parágrafos acima, reparei no caixote de lixo agregado à carripana do homem das castanhas - tem-no envolvido em fita cola castanha e em letras maiúsculas em tipo e grandes em tamanho, figura o recado:


LIXO

MAS SÓ DAS CASTANHAS


Reticências


Há tiques. Há tiques nervosos.

...

...

Não há tiques sem nervos. Os tiques estão sempre cheios de nervos...


HTLM


- Mãe, dá muito jeito saber-se HTLM. Olha que é mesmo muito bom!
Exclamou a rica filha com entusiasmo e surpresa por ver que eu uso esse tipo de escrita. E eu, contente e orgulhosa:
- Sim, se quiseres ensino-te o que sei. A maioria das coisas descobri sozinha...

Gaba-te cesto! Mas... ou não fosse o meu blogue um local de egolatria, achei que ficava aqui mesmo bem a referência a esta minha proeza. Eu sei que sou dona de uma inteligência estupenda e fascinadora. O (meu!) grande drama é que o resto da humanidade ignora este facto.

Bom dia!


O Luís ia fazer análises e estávamos na sala de espera do centro de saúde. Passou uma senhora já despachada da pica e despediu-se desejando bom-dia.

- Bom dia. - Respondeu o Luís. Eu, que não a ouvira, espantei-me:
- A senhora disse bom-dia?!
- Disse. É que eu sou um puto
muita
conhecido!
- Conhecido és, agora puto... estás longe.
- ... pois...!


Ponto de interrogação


Isto sou só eu, ou anda por aí mais alguém fartinho(a), tão fartinho(a) de ouvir a nova canção do Pingo Doce que é emitida vezes sem conta por todas as estações de radio e televisão?!

Mudança


Acho que estou tão gira nesta fotografia que resolvi pô-la ali no perfil. Não dá para ver nada, é por isso que sei que estou mesmo bem, com uma expressão mesmo adequada à situação. Mesmo, mesmo.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Compra


As pessoas compram-me coisas que não sendo incríveis por si só, nisso se tornam pelo fim a que se destinam. Fio, era o que a senhora queria. Tenho tantos tipos de fio que achei melhor perguntar à senhora que queria fazer com o fio que pretendia comprar pois assim chegaria muito mais rapidamente a alguma conclusão.
- Sei lá p'ra que querem eles aquilo?! - Pausa - Diz que é p'ra cortar aos bocadinhos e dar ao povo!

Não percais tempo, caros leitores, indagando acerca do que quererá isto dizer, eu traduzo:

A senhora em questão é uma espécie, chamemos-lhe assim: espécie, de assistente de produção de uma congregação largamente conhecida, tão largamente conhecida quanto mal falada, da nossa sociedade. Vai daí, algum dos superiores dela, digo algum porque em termos de hierarquia a coisa é extensa: há-de haver assistentes para assistir aos assistentes dos assistentes e por aí fora, mas dizia eu, algum dos superiores da dita senhora mandou-a comprar fio sisal para ser cortado aos bocadinhos e dar a uma congregação permeável a qualquer coisa, simulando e ilustrando, julgo eu, uma passagem bíblica.

O meu balcão é tão incrível! É muito, muito melhor que ir ao cinema ou ficar horas frente à TV vendo aquelas séries cheias de cenas mirabolantes. Garanto que é melhor.

Modos


Uma brasileira que conheço bem passou por mim e cumprimentou-me em seu modo genuíno:
- Oi! Tudo jóia?!
- Tudo. Tudo djiamantxi! - Respondo eu… em meu modo cheio de piada.

O senhor Miguel


- Ora então é o senhor...
- Miguel.
- Senhor Miguel...
- Isso!
- Com um nome desses até parece mal pôr o 'senhor'. Miguel é nome de bebé.
- ...
Olhei (melhor!) para o homem. Era completamente careca, aquilo a que se chama uma 'mona lisa', e o sorriso franco que lhe vi no rosto era devido ao meu reparo, felizmente. Haja alegria!

Tem tudo a ver: Miguel, bebé, careca, sorriso franco... Eu acho!

Post atrasado


Ontem fui de transporte público para Lisboa. Foi giro, ou não achasse eu giro tudo quanto sai da rotina diária. Ou ainda, não achasse eu giro tudo, independentemente de estar do lado de fora ou de dentro da rotina diária.
Assim que saí de casa fiquei logo desapontada por ter sido tão despachada a publicar aquele post das estradinhas no céu porque fiquei estupefacta perante o visionamento sobre o horizonte no dia que era ainda tão recente e que prometia ser de grande calor: sobre um céu dourado viam-se três estradinhas no céu, que imagem magnífica! Tive vontade de fotografar…
Pelo caminho reparei em algumas romeiras carregadas de frutos, afinal de contas estamos no Outono. Tive vontade de fotografar…
A propósito das romãs, ou então não, lembrei-me da parreira do pátio da minha vida: há dias alguém a cortou rente, rente e deixou as folhas abandonadas junto ao tronco da nespereira. Não apreciei o espectáculo e tive vontade de fotografar…
Deixei as fotografias fugir por sentir o medo da repetição. Creio que me repito algumas vezes neste blogue…

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Folguedo


Folgo que existam pessoas distraídas. Folgo ainda mais se elas forem muito distraídas. Se assim não fosse nunca poderia observá-las tão abertamente.
Porém, existe nisto um avesso e uma dúvida.

O avesso: eu distraio-me muito observando as pessoas.
A dúvida: será que alguém folga com a minha grande distracção?

Violência


Dei três murros no meu teclado!

Tenho uma nódoa negra na mão.

O meu teclado está tão maciozinho...

Já a mão...


Conclusão:

Hoje, neste momento, estou certa que a violência resolve. Nem me venham dizer que não.

Pequeno post sem entendimento e cheio de palavras inexistentes
(e que ainda por cima tem um título maior que ele)




Os meus supores pressupõem o deslembramento de que nada sei.

«Não há nada mais contrário à naturalidade do que tentar aparentá-la.»*




Retrato



O Luís foi tirar fotografias. A funcionária mandou-o sorrir. Ele obedeceu exibindo um sorriso que julgou natural. Ao depois diz ela assim:
- Hum... ok, deixe estar...


*Alguém disse mas não fui eu; esta frase não é minha. Lamento que neste momento não tenha noção a quem pertence a autoria da mesma…


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A moeda


Introdução

É propositado, creio, o facto de serem sempre os bombeiros mais queridos e simpáticos que consigam arranjar a vender rifas. Felizmente, e para bem da minh'alma e contínua boa diposição, lá os conseguem arranjar assim para o carinhoso no trato.
Sim, vou. Vou falar de um bombeiro, pois.


.................)(...............



Explicou-me ao que ia: vendia rifas para ajudar uma associação e depois pediu que lhe abrisse o meu coraçãozinho...
Não foi tão fofinho?
Mas eu, que sou ruim, não abri o coraçãozinho nem qualquer outra coisa. E ele, não desistindo logo ali, jogou uma última cartada:
- Então, se puder dar um contibuiçãozinha a gente agradece... - Disse ele com aquele ar cândido que de tão cheio de candura se aproxima da sensualidade.
E eu, que sou ruim, fui buscar uma moeda (da qual não digo o valor porque a minha mão esquerda não tem nada que saber o que dá a minha mão direita) e enquanto lha estendia amandei-lhe para cima um olhar cúmplice acompanhado disto:
- Vá, tome lá para beber um cafezinho.
Isto porque eu, que sou ruim, não acredito que o bombeiro ponha a moeda que eu lhe dei abrindo o meu coraçãozinho e sem informar a minha mão esquerda, a coloque no caixinha da associação...

Reticências


    Ao ouvir:


- Sabe o que é que eu venho aqui fazer?

    Ou


- Sabe o que é que eu queria?

    Dá que pensar:




«Hum... palpita-me que vou deixar o doce limbo da ignorância em breve...»

«Um traço de avião» diz o poeta Pedro Abrunhosa numa das suas canções





Eu, em criança, chamava-lhe «Estradinha no céu»...
O porquê de «estradinha» não sei bem, mas imagino que é, ou era, por ser uma imagem de grande porte e em simultâneo parecer tão pequenino. Também podia ser por eu ser pequenina e não querer pensar em coisas grandes.
Mas, a bem da verdade, ainda hoje, sempre que olho «um traço de avião» no céu é a «estradinha» que me chega ao pensamento.
Sempre haverá coisas da infância que não serão esquecidas.

Entre Mim e Ti


Isto de ter uma filha fisicamente semelhante a mim tem que se lhe diga: se a gente experimentar as roupas e ficarmos lado a lado nos provadores podemos facilmente trocar as peças entre nós, caso alguma desagrade. Depois, é um vê se te avias de roupa saltando de um lado para o outro.
- Tu gostaste do vermelho, não foi? - Pergunto eu.
- Ya...
- Então toma lá...
- E tu gostaste do roxo, mãe?
- Sim.
- 'Tá aí!

(Este post bem que podia ter o título: «Post de gaja(s)».)

domingo, 11 de outubro de 2009

Olá!




Somos a Conceição Cruz e o Aidan Callum e namoramos pelo Sims da Ana Cláudia...

Isn't this so cute?

Ponto de interrogação



Na terra dos Strumfs o céu será cor de pele?
Azul, quero eu dizer!
Será?!



Imagem copiada do Google

Reticências


Em Itália... as mamas miam.

Coentros... é uma palavra sexual.


E agora, o(a) leitor(a) tire as ilações que quiser do supracitado.
Podia simplesmente deixar uma pergunta no ar do tipo: não achas e tal... mas este blogue dá-se mal com essas coisas... de desafios ou perguntas em geral.


«Outubro quente traz o diabo no ventre»


Eu nem quero pensar que isto é verdade... Isto, para mim, quer dizer: com o dia quente que hoje esteve, o Outubro vai parir o, ou um, diabo e em Novembro ele vai andar à solta!

Cafezinho



Lá de quando em quando a rica filha bebe café como os crescidos. Estranho mas acho-lhe graça.
Sim, eu sei: mal de mim se não achasse graça à minha filha... Mal de mim e dela!

«Na cama que farás, nela te deitarás»


Ontem de manhã:

- André, tens que fazer a tua cama de lavado.
- ...
- André?!
- 'Tá bem!

Um tempo depois, nem vou dizer quanto, vejo a cama com ar de feita pois tinha a colcha bem pousada e esticada e tendo estranhado que ele não me tenha pedido os lençóis, levantei uma ponta da colcha e vi que o que eu já desconfiava era o que tinha acontecido: ele não tinha posto lençóis nenhuns. Quando o questionei a resposta que ouvi foi:
- Não é preciso!

Ora bem, o rico filho é um rapaz... prático, digamos. E dorme na cama que faz!

A gaivota no xadrez




Fotografia: Lisboa - Parque das Nações, em 9 de Setembro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Brincar


A questão da brincadeira tem muito que se lhe diga...
Mas escrevendo pouco digo muito: as brincadeiras são (quase, quase!) sempre levadas a sério.

Pressa


«Sou como o coelho da Alice, sempre a correr.»

Foi o que disse uma cliente. Ai as pressas desta gente!
As pressas desta gente conseguem apressar-me mas não era sobre isso que queria escrever. Queria escrever que esta senhora me fez lembrar esta aqui. E queria escrever que toda a gente poderia escrever um livro. Assim a gente queira…

Post em vias de alto preço


- Ai caraxas que ixo tá tão ca a aro! Jaju u ujez...
A pronúncia é assim como aquela dos padrezzz que falam axim ai jejus credo noxa xenhôura!

É… essas pessoas existem, sim. E queixam-se, pois é. E apareceu-me uma dessas, é verdade. Apenas nos separava o balcão. E isso não é nada a que não esteja habituada, já se sabe...
Não obstante, folgo que as pessoas ainda me surpreendam. É alivioso e desejável.

Correio


- Não achas que ficava bem aqui? - Pergunta ele pondo a tampa da caixa do correio para simular onde ela seria colocada daí a nada. Achei-a pequena:
- Acho. Mas não devias pôr uma tampa a pensar nos envelopes A4?
- Mas esta tampa é A4!
- Ah... 4.

T.O.C. *


Se alguém quiser conhecer o meu contabilista folheie o novo catálogo do Ikea e conhecê-lo-á, abra o catálogo na página 13 e ei-lo!
Quando abri aquela página sorri. A semelhança do senhor Austragésilo com o cavalheiro que desenhou a primeira estante de nome não sei quê** é grande!

O senhor Austragésilo é um velhinho muito engraçado, está sempre bem disposto e vê-me sempre bem-disposta. Não é como aquelas pessoas chatas que sempre acham, e dizem, que eu estou com cara de quem tem poucos amigos.
Isto de ter poucos amigos até é verdade, agora me lembro. Eu tenho poucos amigos. E 'ter cara de poucos amigos' é um chavão. Ainda por cima usei um chavão... Já estou arrepiada! Escrevi um chavão... Socorro! O meu blogue tem um chavão!

*Em querendo saber (caso não se saiba, pois claro) o significado da sigla é: Técnico Oficial de Contas.


**Em querendo saber (por a curiosidade ser enorme, ou então apenas uma curiosidadezita que seja, pois) é questão de folhear o supracitado catálogo.

Doações


Deram-me marmelos...




Deram-me marmelos e romãs...



E eu, parecendo-me que haveria falta de fruta cá em casa fui à mercearia e comprei pêros amarelos, pêros vermelhos, tangerinas, bananas e ainda fui até à Carapinheira, passear para desanuviar a cabeça que a tinha pesada, e o Ti Manel saloio vendeu-me 2 quilos de pêras...



Ah! E na mercearia também tinha comprado maçãs reineta para assar.

(A receita está aqui)

Estas coitadinhas ficaram um tudo-nada desfeitas, não sei se por por causa de eu escrever neste blogue um tanto ou quanto afastada cozinha mas acho que não é bem, bem por isso...




Deram-me uma escrivaninha. O senhor doutor (de direito) ia deitá-la fora...



E por ser um senhor doutor de direito é que eu tirei a fotografias de esguelha! E também deve ser por ser de direito que o sublinhado sob o 'Direito' está torto!


Não devia estar escrito nesta parede qualquer coisa como... Nokia?!




Fotografia: Lisboa - junto ao viaduto do Campo Grande, em 3 de Outubro de 2009.


Dizeres à porta II


Estes dizeres também (me) dão vontade de rir. O primeiro então... é de gritos!





quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eis o post de hoje contendo vários posts pequeninos sem que a minha ideia seja fazer um grande, grande post


Não há posts. Não sei que se passa comigo mas não é imperioso saber, por isso... esperemos. Eu espero.

Não tenho fotografias pelas quais tenha uma paixão recente – a minha máquina não sai da bolsa há três dias. Se bem que podia pôr aqui uma das de alguma paixão antiga só para alindar o blogue por hoje. Hum… não, é melhor escrever. Só. Escrever só. Só escrever, quero eu dizer. Escrever somente, não escrever solitariamente.
Pensando bem ‘escrever solitariamente’ até nem tem muito jeito, pelo menos no meu caso, porque eu escrevo para me sentir acompanhada.

Não sei o que escrever... Não tem muito interesse escrever, aliás, eu podia escrever que hoje fui à pedicura e que quando ela me desencravou as unhas me custou horrores!
Lembrei-me do que a minha primeira pedicura me costumava dizer quando eu me contorcia com o desconforto do desencravanço:
«Ai esta menina! Parece ela que está a ter um filho!»
E eu ria-me. E durante o tempo que o riso durava não sentia qualquer dor. Depois continuava a falar para a dor continuar no esquecimento:
«Não, Dona Maria da Luz, ter um filho é uma dor maior...»
E eu ria, ria.

Muito rio eu… Porque será que me acham sempre tão séria?! Não sei mas desconfio que é porque o sou. O riso não abafa a seriedade. Mas eu queria. E muito. Até nem gosto nada de ser séria. Que contra-senso: se não gosto de ser séria e já que rir é algo que me é prazenteiro porque não me limito eu a rir apenas?

Bem, acho que este post cheio de posts pequeninos sem que a minha ideia seja fazer um grande, grande post termina com uma pergunta difícil…

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Hoje


Hoje o dia também esteve farrusco. Mas... houve momentos em que o sol brilhou, houve pombos no céu, houve passeio vespertino. Assim, sim, mim gusta!

E posts? Pois é, não há mais além deste. Este é só para não dizer nada. Até amanhã.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nada


Hoje não aconteceu nada atrás do meu balcão, a coisa esteve parada. Quando o telefone tocou pela primeira vez a um quarto para as sete, quase à hora de fechar, estava tão longe da existência dele que dei um pulo.
Que mornidão de dia! Não há histórias... A culpa deve ser do tempo!


O Clark Gable é gajo para ainda dizer qualquer coisita... num dâbliu cê público




A fotografia não está grande coisa, eu sei, por isso é melhor transcrever o que Mister Gable diz no cartaz:

«Quando tu gostas da rapariga por quem te apaixonas isso é lucro extra.»

Desafio


Sempre que chega esta muda de estação, não tenho o hábito de ir buscar as galochas e a gabardine às primeiras chuvadas. Costumo esperar para ver, esperar que chova mais e faça mais frio.
E hoje foi isso o que aconteceu, desafiei a natureza e de manhã saí de vestido e sandálias. Sabe-se lá se o tempo melhorará...

Hum... não melhorou. Já eu melhorarei de certeza - amanhã vou de botas, calças de ganga e casaquinho.

Dizeres à porta I


Esta é a minha nova etiqueta: Dizeres à porta.
Desde há algum tempo tenho vindo a reparar nos avisos ou informações que são colocados à porta dos prédios. Achei alguns tão interessantes e originais que os considerei dignos de figurar no meu blogue.
É natural que em algumas fotografias não se consiga ler na íntegra o que está escrito mas clicando nela sempre se lhe aumenta o tamanho e aí sim, já se consegue ler na totalidade.

Boas gargalhadas!






Neste caso, como se trata de publicação de propriedades privadas, abster-me-ei de revelar os locais onde fotografei estes dizeres.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

69


Porque é que o 7 tem medo do 6?

Porque ele fez um 9 no 8.


(complicadito isto, não?)

XXL


Comprei umas calças XXL. Mais precisamente estas aqui, oh...
Não sei que me dá p'ra fazer estas compras... Será a mania das grandezas?!

Flores do Outono





Fotografia:
Loures - Praceta das Amoras, 3 de Outubro de 2009


Hoje...



É Outono...
Fui às compras...
Comprei umas botas...
Choveu...
Tem tudo a ver...
É como se estivesse tudo no lugar...


domingo, 4 de outubro de 2009

Olhar




Olho para uma velhinha enrugada e podre por dentro com o mesmo interesse e entusiasmo com que olho para uma paisagem idílica. Ou então para um bando de pombos, uma nuvem, o vento...
O que será isto? Infantilidade? Talvez...

Pilates


É verdade, Pilates outra vez. É um assunto que me tem dado que escrever, ainda tenho que criar uma etiqueta para isto a ver se ficam todos os posts de Pilates alinhados num só clique.

E agora é o seguinte: no fim da aula um dos alunos orgulhava-se perante o professor de a sua toalha estar plana em cima do colchão, ao que parece essa é uma prova de que se faz os exercícios todos bem-feitos, com a força aplicada onde é para aplicá-la.
Ora bem... Acho que já se está a ver onde é que este post vai parar... É claro que a minha toalha no final da aula parece uma rodilha! Pois! Eu bem vejo durante a aula as vezes que eu tenho que arranjar a toalha esticando-a e pondo-a no sítio e nem vejo mais ninguém a fazer isso, só eu. Oh...
Como me mostrei espantada, o professor, de ar zen e isso, à laia de incentivo disse-me que não fazia mal nenhum, que era sinal que me mexo muito e que isso é bom, que o Pilates é para nos mexermos.

OK... Obrigadinha p'la força, senhor professor.

Invencionice


- Ora diga lá, dona Maria da Conceição!
Foi deste modo que a senhora da livraria onde tenho encomendado os livros escolares dos ricos filhos me convidou a desembuchar o por mim pretendido. Ri-me do nome que ela inventou, ela fingiu espanto por eu não me chamar Maria da Conceição, de seguida desembuchei e depois fiquei a pensar que mal sabe ela o nome que
eu já lhe inventei bem como aquilo que eu já lhe escrevi...

A minha primeira vez


Há dezena e meia de anos que trabalho onde trabalho e há o mesmo número de anos que vendo fechaduras. Não é um material fácil de conhecer e por isso mesmo, não é fácil de vender.
Agora me lembro, não sei porque raio estou eu a escrever pela segunda vez, e consecutiva, sobre trabalho a um Domingo que ainda por cima o é em véspera de feriado tão bem colocado na semana! Mas adiante!
E dizia (escrevia!) eu, de fechaduras. Pois bem, não é fácil perceber daquilo e é sempre muito mais fácil vender o que já usei do que aquilo em que nunca pus as mãos.
E ontem, enquanto ajudava o Luís no trabalho que deu origem ao post anterior, perguntei-lhe se ele queria que eu montasse a fechadura e olha! Lá montei uma fechadura! Foi giro! Olha só as fotografias...





É claro que ao depois a fechadura teve que ter a mão do mestre afinando a testa para que tudo batesse certinho. É que montar uma fechadura não é só enroscar parafusos, ok?

Escrever no blogue


Anda comigo...

Não!

Vá lá!

Não quero!

Anda, vá! Assim vês-me a trabalhar e depois até podes escrever no teu blogue acerca de como eu trabalho bem e tal...

Hum...

...

Está bem.


Estimadíssimos(as) leitores(as):

Depois de atenta e minuciosa observação do desempenho profissional do Luís posso certificar-vos: ele trabalha bem.

Mostruário


Tenho um sítio novo onde colocar bugigangas, mariquices, parvoeiras e afins... Deste rol apenas se safam as fotografias dos ricos filhos.
Pensando bem, talvez este novo sítio se assemelhe ao meu blogue...

Post 1915


Por causa do post anterior tive que ir ver a quantas ando, que é o mesmo que dizer: em quantos posts vou, e acho que vou a muitos!

(Credo, tanta parvoíce que para aqui vai!)

Post 1914


É engraçado...

(engraçado, interessante, espantoso, extraordinário e outras coisas mais, pois se mais adjectivos quiser escrever vou ter que fazer batota e ir ao diccionário arranjá-las)

... que o senhor da conservatória tenha reparado que eu tenho o cabelo mais curto do que a última vez que lá fui, sendo que última vez foi há uns três meses... para aí.

É engraçado e significativo, pois merece post e tudo! Há que registar esta minha ignorância: e eu sabia lá que a minha cabeça dava tanto nas vistas?!

Reticências


Não é que me tenha esquecido... É que nem sequer me lembrei...

Sem dono nem rumo





Adoro cães mas não tenho disponibilidade para os ter cá em casa. Este cachorrinho partiu-me o coração. Andava perdido e seguia qualquer pessoa que por ele passasse.
Fiz-lhe umas festinhas e ele pareceu tão maravilhado comigo como eu com ele. A pureza de sentimentos, mesmo que de um animal seja, é algo que sempre me fascina.
Enquanto eu o acariciava e lhe dava umas palavritas, ele fazia uns sons que mais pareciam gemidos de desorientação, como que pedindo ajuda, ao mesmo tempo que se mostrava feliz por estar ali comigo e por eu lhe dar atenção.
A fotografia de baixo mostra-o na sua ingenuidade, julgava ele poder transpôr a porta do prédio que é de vidro e vir comigo para casa. Lá tive que o deixar, pois...
Umas horas depois vi-o da minha varanda, andava com um grupo de crianças, seguindo-as para todo o lado. Um dos miúdos dava-lhe alguma atenção, fazendo-lhe festinhas. Pode ser que tenha encontrado o dono e o rumo.

A(s) Clara(s)


- 'Tou a fazer aquele bolo das claras! - Excalmo eu toda contente por tirar proveito do que iria parar ao lixo...

- Ah! A propósito... a Prima Clara mandou-te beijinhos. - Lembrou-se ele, aproveitando o empurrão das claras.

(Assim, sempre aproveitámos os dois...)

Um dia a casa vem abaixo III


Loures - Rua da República, em 5 de Setembro de 2009.





E vem mesmo! Um dia estas casas vêm abaixo. Há-de faltar pouco, julgo eu...

Obra


Lisboa - Viaduto do Campo Grande, em 3 de Outubro de 2009.



O meu pai trabalhou nesta obra...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Loures, 1 de Outubro de 1996


Faz hoje 13 anos que estreámos esta casa. Esta é uma data que eu sempre lembro embora nunca a tenha registado aqui.
A família estava a ficar crescida e vivíamos apertados. Porém, tudo mudou a partir desse dia, desde então vivemos espaçadamente...

Em 1 de Outubro de 1996:




O rico filho tinha 2 anos e 2 meses, usava chucha e fralda e passou a dormir numa cama com o triplo do tamanho dele.



A rica filha tinha 5 anos e alguns dias, se eu fosse na conversa dela ainda bebia o leitinho pelo biberão e passou a guardar as Barbies numa caixa cor de rosa quase do tamanho dela.

Post d'isto, d'aquilo e d'aqueloutro


O isto está aqui ao pé de mim.

O aquilo estará mais daqui a pouco.

O aqueloutro... nunca mais chega.

(Dada a ausência de imaginação para criar títulos, agora ando na onda do 'Post disto' e 'Post daquilo'.
Fica uma apresentação um bocado quadrada, pimba e isso...)

Post fúnebre


Ontem a rica filha andou por Lisboa para tirar o passe. De passagem por um determinado sítio lembrou-se:
- Uma vez o David atirou um pega-monstros ali para cima e a senhora fartou-se de ralhar...
- Ah, a dona Maria do Carmo. Já morreu, sabias?
- Sério?!
- Sim...
- Ó mãe, mas 'tá ali o marido!
- 'Tá bem! Mas quem morreu foi a mulher!

Post profissional


Porque será que acho que o cliente que me pede etiquetas para chaves às dezenas trabalha numa imobiliária...?

Porque será que acho que um cliente de camisa preta comprar Super Pop e Ajax Fabuloso é porque enviuvou recentemente...?

Hum... Porque são coisas e loisas de uma balconista...

Post à largura
ou
O senhor dos olhos largos


Ouvi uma voz grave atrás de mim:
- Então, por aqui?
Virei-me e vi um senhor que reconheci imediatamente.
- É verdade, hoje ando aqui a passear.
Parece, e acho que é, meio atrasadinho, ou compulsivo, digamos que tem uma pancada qualquer, é infantil talvez, mas possui uma educação extrema.
Recordei o modo zeloso com que toma conta dos recados, as perguntas, os agradecimentos e as desculpas sempre incessantes.
E eu ia triste. Desejei ser como ele - infantil e tudo o mais. Há dias em que não me aguento.

Post florido


Qual só vender terra para plantas a velhinhas, qual quê! Vendi um saquinho de terra a um cliente que ia comprar uma planta, ou uma flor sei lá eu, para fazer um vasinho bonito e oferecer à esposa, a ver se lhe agradava, disse ele.

Que querido!

Nunca tal tinha sucedido, eu só vendo, só vendia(!), terra para plantas a
«velhinhas que precisam comprar a terra para porem nos vasinhos que é para as plantinhas ficarem arrumadinhas e bonitinhas na varanda de suas casas.»

Reticências


É impressão minha ou toda a gente tem pêlo na venta?

Eu tenho. E tu, tens?

Há dias em que:


Desejar a alguém «Tenha um bom dia!» é a mesma coisa que dizer «Olhe, vá à merda!»