sexta-feira, 14 de novembro de 2008

<::><::><::>

Há já muito tempo que iniciei esta etiqueta. Comecei com vontade e por aí continuei mas quando dei por mim a vontade inicial esmoreceu e começou a abandonar-me.
Como gosto de terminar o que me proponho fazer, hoje decidi deitar mão ao trabalho e escrever acerca do:

Seat Córdoba 1400 TDI


Chegou em trinta e um de Agosto de dois mil e cinco, novinho e a estrear, nunca tal tínhamos sentido!
Que dizer de um carro novo? É novo, ora pois! Não tem nódoas ou pó, pelo chão não há qualquer papelinho, nem cabelos, nem pecinhas de brinquedos, nem CD’s, nem lama ou areia da praia… na mala não há ferramentas, nem casacos ou alguma toalha de praia esquecida, nem chapéus-de-chuva velhos para eventuais descargas pingadas de alguma nuvem carregada de humidade, nem as artimanhas a que o Passat nos habituara, não há nada… até lhe falta personalidade! Tem aquele cheirinho a novo, aquele cheirinho género ‘mete-me as mãos, vá! possui-me agora!!!’ E nós metemos… e possuímos… e foi um prazer. Mas um prazer assustadiço.
A primeira vez que conduzi o meu carro ia-me caindo tudo ao chão, tive tanto medo como quando comecei a conduzir. Porque era novo tinha medo de estragar, era tudo tão diferente... em termos de visibilidade e manobra não tinha nada a ver com a antiga 'banheira'... No entanto, devo acrescentar que esse sentimento depressa partiu - popozinho lindo da mamã, aqui estou eu!!!
Passar de um carro velho e a cair aos bocados para um a estrear deixa um sentimento de quase absurdo. Continuei ainda uns tempos com a mania que sabia conduzir, isto porque um carro novo não se nega e galga tudo o que dá um gosto enorme na condução. Eu nem imagino o que será conduzir um carro daqueles mesmo bons...!
Hoje sou mais calma na condução, gosto de velocidade mas já tenho menos mania que sei conduzir.
Passando agora às fotos:


Ei-lo! Até parece um carro grande...!
Local da foto: Loures, junto ao (tão 'temido') bairro das Sapateiras.
Data: Novembro de 2008

Não é tão lindo?
Local da foto: Loures, numa dessas estradinhas antigas e quase intransitáveis tão pitorescas desta região, esta estrada que aparece na foto circunda o Palácio do Correio-mor
Data: Novembro de 2008


Aqui numa perspectiva diferente das anteriores. Aquela ali sou eu... não me lembro se estava a espreguiçar-me ou só a posar para a foto. Já passaram mais de três anos sobre a data em que esta foto foi tirada e devo dizer que continuo com pouco juízo... continuo a fazer gracinhas deste tipo...
Local da foto: Albernoa, Baixo Alentejo
Data: Setembro de 2005


Eu e o Luís. Com o popozinho estacionado atrás. Não dá para ver bem mas paciência..
Local da foto: Lisboa, Belém
Data: Julho de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Diário

Assim de repente parece-me que não há nada de novo para escrever, isto por aqui continua igual ao de sempre. Tenho a sensação de que hoje não houve quaisquer novidades. Por outro lado no facto de não haver novidades pode residir a novidade.... Ah pois...! Quando é que foi que me aconteceu não ter nada para escrever? Não ter nada mas nada mesmo e não de não ter nada por aquilo que tenho para escrever ser impublicável... Não sei, penso que nunca me aconteceu...
Amanhã se verá. Ou hoje ainda.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dar-me a conhecer a quem já me conhece

O Luís contou a um cliente que tenho um blogue. Não se ficando por aí, mostrou-lho e ainda lhe escreveu num papelinho o endereço para ele ler no futuro.
Nesse dia, o cartão de visita do meu blogue, era um daqueles post's bem humorados e ao que parece o homem fartou-se de rir.
É estranho. O saber que alguém que me conhece lê o que escrevo é um sentimento estranho por ser contraditório, custo a saber descrevê-lo. Mas sempre posso tentar...
Por um lado aparece em mim uma vaidade que vai crescendo... Cresce até ser derrubada pelo pensamento que não escrevo nada que jeito tenha. Enquanto é agradável pensar 'ena...! o senhor doutor leu o meu blogue e até achou piada...!' quase em simultâneo aparece-me aqui o desagrado, porque também penso 'ui...! ainda bem que o homem não leu aquele assim-assim...'
E tudo desmorona! Sinto-me mal e acho que já não vou poder passar para lá da linha que delimita até onde posso ir. E eu não quero limitar o que escrevo. Isto perderá toda a piada e lá se vai o prazer que tenho em escrever...
O facto de escrever com a possibilidade de ser lida por quem me conhece ainda não me limitou. Felizmente tenho facilidade em esquecer essa questão. Mas... às vezes acontece-me quando estou a escrever um texto mais provocante ou polémico passar-me pela cabeça que vou ser lida... Não obstante, aqui continuarei!
O senhor doutor que leu (e não sei se irá ler mais alguma vez mas... adiante!) o meu blogue vai ficar a saber que eu, para além de vender fechaduras e tampos de sanita, também sei escrever. Assim, quem conhece a cor dos meus olhos e já ouviu o tom da minha voz, vai poder saber o grau de inteligência que possuo através do meu blogue.
Essa é a parte boa e é com uma parte boa que eu quero terminar este post.

Evolução

Perspicácia para quê? (link)

Às vezes questiono-me: para que me servirá a perspicácia e a intuição que possuo? Há momentos em que acho que só me atrapalha. Penso demais... observo demais... por isso tiro demasiadas conclusões e opiniões francamente evitáveis. E isto, não é algo que eu tenha que fazer, simplesmente está na minha maneira de ser: olhar, ver, ouvir e concluir...Surge-me muitas vezes a ideia de que devia ser mais simples. Por vezes fico infeliz com as tais conclusões e opiniões. Sou complicada e há dias em que isso me desagrada. Hoje é um desses dias.


O texto acima foi escrito há sensivelmente dois anos
.
Hoje, enquanto vagueava por aí, e uma vez que não tenho que fazer, esbarrei neste post. E este é um bom exemplo de como mudo de opinião, de como a vida é mutante e imprevisível e de como eu oscilo com o balanço que a vida me dá.
Hoje não sinto aquilo. Hoje não sou assim. Aprendi a tirar partido desta perspicácia e intuição que não me largam deixando inclusive de querer largá-las por aí, dão-me cá um jeito...! Com elas construo grande parte deste blogue.
Há uns anos atrás, talvez não mais que meia dúzia e por imaturidade, ter-me ia feito urticária nas palmas das mãos constatar que mudara de opinião, iria parecer-me uma infantilidade não permanecer fiel às ideias por mim concebidas primariamente. Hoje não sinto qualquer comichão, sei que posso e até devo mudar de opinião e que isso só demonstrará horizontes mais longos e uma maior capacidade de gestão da minha pessoa... é que eu tenho uma personalidade múltipla.
Mas todos temos múltipla personalidade, não é?

Consoante inexistente


Há uma senhora tão gira, tão gira, tão gira...! É tão gira que hoje me lembrei dela, a troco de nada.
Quando aparece é frequente ser para comprar redes para o cabelo, é uma daquelas senhoras que usa carrapito e tem necessidade de o segurar muito bem, apesar da pouca quantidade de cabelo. Não, não é aí que está a graça e sim no modo como pede:
- Queria duas daquelas minhas redes para o cabelo fininhas - note-se o 'minhas' como se só por pedir já tivesse a compra feita...
E agora indo à razão de existir deste post, o 'f' de fininhas é articulado algures entre o 'f' e o 's'. Quase diz sininhas mas não chega lá, o que faz da dita pessoa alguém especial porque consegue pronunciar uma consoante que não existe nem se consegue sequer escrever...

Títulos

Sempre tive uma grande dificuldade com os títulos a dar aos meus post's. Gosto deles com uma só palavra o que nem sempre se coaduna com o tema e não raras vezes escolho o título depois do post pronto porque me parece que se escolher primeiro o título estou de certo modo a limitar o tema... é uma canseira!
Antes, quando pensava num título e ele não me aparecia, simplesmente não o colocava. Mas agora, desde que tenho o blogue com esta nova roupagem, o título é indispensável pois senão, nos dias em que escrevo mais que um post (desde há uns meses para cá são todos, diga-se) os post´s misturam-se, não há separação entre os post's.
Então... resolve-se assim - quando não tenho, não quero ou não encontro título para o post, o título passará a ser este:

<::><::><::>

Loures

Uma cidade que junta o rural e a metrópole mas não necessariamente pela harmonia. É uma cidade em franco crescimento. É a minha cidade e eu gosto dela porque cresci aqui.

Simplicidade

Não sou simples. Não gosto de coisas simples. Mas descanso nas coisas simples, por vezes - as árvores, as flores, os passarinhos, a brisa, as nuvens...
Quando isso acontece é porque quero deixar a minha complexidade humana lá longe e assemelhar-me a um passarinho ou uma nuvem, talvez por serem sinónimo de liberdade. E acabo por encontrar outra complexidade por causa de uma impossibilidade.
Continuarei complicada, portanto. É melhor. Porque de complicada não passarei.

Ondulação

Para que se veja que eu ando à deriva:
  • Ontem eram onze e meia quando almocei
  • Hoje e agora, são duas e meia e ainda não almocei

Alívio

Ir para ali ou ficar aqui é igual ao litro.

Fazer isto ou aquilo não vai dar em nada.

Não me apetece fazer porra nenhuma!

Ainda bem que não tenho nenhuma porra para fazer!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Invencionice

Sai de casa aperaltada, fresca e saltitante. Oferece uma visão desconexa - colorida, suave, doce. Parece uma taça de morangos com natas e açúcar às carradas... que se nos apresenta numa esplanada em tarde de chumbo - fria, cinzenta, compacta.
A cabeleira é loura e bem penteada, um véu de seda platinada que lhe dá pelos ombros, reflecte uma luz que incide no meu olhar, toldando-me a vista. Enverga umas calças com padrão animalesco, um top branco justinho e cruzado em cima do peito. Combinação de grande relevo, esta. As sandálias são feitas de tecido bege com uma flor em cima do peito do pé. São pomposamente lindas! Completando o visual carrega consigo um conjunto completo de bijutaria descomunal e dourada. A maquilhagem está fora da tonalidade certa, carrega-lhe a expressão fazendo-a parecer velha e impressiva.
Entra na igreja quando o ofício já conta 15 minutos - atrasos são já seu costume desde uma data lá longe. A sua passagem cria furor. Uma cabeleira daquelas é de prender a atenção de qualquer um, mesmo daqueles que estão num lugar de estar com e em reverência.
No púlpito, dirigentes instruídos e cientes do seu dever dão andamento ao ofício usando como ferramenta espiritual toda aquela paleta de vidas e sentires, como se pau de modelar fossem. A vida pulsa no salão. Há calor humano. Há amor e tudo é harmonioso e de bem com a vida. A vida espiritual e a vida racional comungam do mesmo querer. Reina ali a mesma vontade. O calor aumenta. A música enche os ouvidos e transborda. Todos juntos parecem uma só pessoa. Unem-se. Dão as mãos... ah como é bom!... Que deleite!...
Ela está lá. Faz parte de um todo. Daquele todo. O que vejo desafina. Está fora de tom. Não, não está. Sou eu que não me encontro naquele lugar. Tenho vontade de chorar e quero ir-me embora porque sei o que sinto mas não sei o que sentir.


Adenda:
A partir de um momento sem mais significação que a que se encontra escrita acima, inventei. Escrevi um texto inventado mas é porque existe o que escrevi que consegui inventar.

Nota de rodapé:
Eu acredito em Deus mas não acredito nas pessoas porque sei o mal que sou.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Como se de desafio se tratasse...

Pior que saber que falam mal de mim de portas fechadas ou acertarem-me com olhares envesgados, é ser completamente ignorada.
Falem mal mas falem.
E desdenhem.
Não me poupem.
Eu até gosto.
É desafiante.

Ovos, preços e medidas

Fui à mercearia do sítio comprar ovos e reparei que os havia de dois preços. Perguntei a que se devia a diferença de preço e a rapariga encolheu os ombros e não abriu a boca para me responder, aparentemente não sabia. Atirei para o ar um 'se calhar a diferença é por causa do tamanho' porque entretanto reparara nisso. Ela mandou-me de volta um 'sim' sumidinho.

A próxima vez que um cliente me perguntar qual é a diferença entre as medidas uma polegada e meia e trinta e oito milímetros, vou encolher os ombros. Quero ver se me safo tão bem quanto ela.

O tempo

Serve para muito. Serve para tanto que... serve para tudo.

Serve para fazer conversa quando falta assunto. É abusiva e erradamente usado para parecer que se diz coisas interessantes. Já agora - o tempo hoje está magnífico!...

Serve para apagar as tristezas. Para que o passado se distancie tornando tudo mais facilmente insuportável. O tempo é a bendita existência que tudo apaga...

Serve para passar quando não se faz nada. Mesmo vivendo imersa nesta ociosidade em estado líquido, ele está presente. O tempo vai passando...

Serve para contar o que ainda falta e o que já passou. Contam-se os dias através do tempo...

Serve para esquecer. Há aquilo que não poderei escrever porque não me lembro. Já não vou a tempo...

Serve para mudar. Houve tempo que eu pensava assim, era aquilo e pensava que estava bem. Hoje sei que nunca estarei bem e é por saber que não estou mal, que vou querer mudar no tempo que ainda me falta...

Serve para descobrir. O tempo chegou até aqui e eu sei o que não sabia ontem...

domingo, 9 de novembro de 2008

Ócio

O melhor do descanso em que agora vivo é hoje e agora ser Domingo à noite... e eu saber que amanhã não tenho que ir trabalhar...
Ai que bom!

Ócio:

vagar;
repouso;
lazer;
descanso;
estado de quem não faz nada;
preguiça.


Busquei ajuda para este post aqui


Para matar as saudades...


...hoje o dia cheira a Verão.

É Natal?

Não. Mas o consumismo já chegou.

sábado, 8 de novembro de 2008

pontos resplandecentes de positividade

ponto respalndecente de positividade número um

no jogo de hoje o rico filho marcou três golos

ponto resplandecente de positividade número dois

o peixe no forno estava extraordinário

ponto resplandecente de postividade número três

não choveu

ah...! a vida corre-me bem...!

Que penso eu...



O génio dominante anda aqui em volta.
Quer convencer-me que nasci para ser feliz.



Vibração

A batedeira vibrava na minha mão enquanto batia o bolo e eu lembrei-me de há quanto tempo não sinto algo vibrar nas minhas mãos - o volante do meu popózinho...

Ai que sódades!!!

Estendal

Finalmente achei alguma utilidade no candeeiro de pé alto que está na minha sala!
Fora isso, achei também um modo fácil e rápido de estender a roupa quando está de chuva.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Os dicionários são amigos

O senhor José da livraria ligou-me a dizer que já lá estava o livro de Português (finalmente) da rica filha.
Quando lá cheguei disse-me que só tinha arranjado dois e que tinha muita gente à espera desse livro mas como eu lhe tinha comprado todos os livros escolares dos ricos filhos, lembrou-se de mim em primeiro lugar. Pois muito bem, fiquei contente.
Enquanto a menina Carlota trocava umas palavrinhas comigo e facturava o livro, agradeci:
- Obrigada pela deferência.
Ficaram os dois a olhar para mim, sérios e suspensos no ar por qualquer coisa que eu não conseguia ver. Ainda passou pela minha mente insigne que 'deferência' talvez (quem sabe... se calhar... possivelmente...) não correspondia de todo ao que eu queria dizer. Porém, esse instante foi não mais que um instante perecível e efémero - eu sabia que estava certa.

Segue conselho dirigido ao senhor José e à menina Carlota:

Aconselho-vos ardentemente a criarem um blogue. Porque um blogue dá conta do crânio, sim senhor... e tira tempo, ah tira... mas também aumenta consideravelmente o vocabulário. Isto, porque a malta (eu) para não escrever sempre as mesmas coisas, vai à procura por esses dicionários online fora. Onde é que raio acham que fui buscar a 'mente insigne' e o 'perecível e efémero'?
Para além do mais, eu própria desde que tenho um blogue, nunca mais fiquei sisuda e pendurada por algo, depois de ouvir alguém articular (vêem?... cá está outra palavra de fazer suspender no ar por vários minutos qualquer um) a palavra 'deferência'...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Relato

Saí de casa e tenho coisas para contar.
Abri a porta do elevador e dei de caras com a habitante mais castiça e popular deste prédio. Pregou um salto enorme assim que me viu o que me levou a pensar:
'Olá...! Que é isto...? Esqueci-me de mirar a minha fuça no elevador... será que hoje acordei assustadoramente feia?'
Voltando à habitante castiça e popular, depois de aterrar do salto que pregou, entornou sorrisos de um amarelo incomparável a coisa alguma, e à laia de desculpa por eu hoje estar feia - que não é de todo habitual, diga-se - exclamou:
- Ai que susto! É que eu vinha aqui a fungar por causa da minha gripe e assustei-me!
Despejei o 'Olá boa tarde!' lilás pôr-do-sol e o 'Bem, obrigada!' escarlate melancia e em complemento exibi o sorriso número catorze que tenho arrumadinhos por cores e por números na minha cabeça para pessoas e/ou ocasiões deste género... e pensei:
'Hum... então ela não se assustou com o meu aspecto e sim com a fungadela. Ufa! Que alívio!'
Na volta mirei-me no espelho do elevador. Não há qualquer problema comigo, continuo tão gira como ontem. Mas é preciso ter cuidado, andam por aí umas fungadelas que assustam as pessoas...

Visto daqui

Daqui vejo o rico filho. Vem da escola, acompanham-no dois miúdos da idade dele. Vai chegando no seu passo presumivelmente vagaroso, pois não anda devagar. Noto-lhe cansaço no andar.
Traz o casaco às costas como se estivesse muito calor... ai esta juventude! Com o raio do casaco ensaia uma dança desajeitada e sem cadência. Pobre casaco... quase o ouço gritar de exaustão e de dor quando varre o chão da rua.
Um dos miúdos seguiu outro rumo. Despedem-se dando um passou-bem à homem. E eu a achar que são miúdos!... Ai ai, suspiro eu.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Este dia

De manhã:
Uma janela que mostra uma manhã chuvosa, um sofá, um cobertor, uma caneca de chá aromaticamente fumegante e um filme giro... é um conjunto agradável a quem tem que ficar em casa.

Mas à tarde:
Uma janela através da qual se vê uma paisagem fria mas solarenga num céu quase sem nuvens, uma luminosidade terrivelmente apelativa, pessoas a passear a pé ou de carro e esta vontade indómita que sinto em sair de casa... são condições incompatíveis com a razão.

Vou outro dia.

Deturpação... pensando melhor:
Análise!

"Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas."

Óscar Wilde, pensou, disse e escreveu


Estamos todos na merda mas alguns exalam um delicado perfume.

Gina, pensou e sem dizer escreveu

Espantalho

Lembro-me a mim própria o espantalho que o Zé do Milharal punha lá horta para espantar os pássaros. Eu sou assim - um espantalho daqueles mesmo espantosos!

Saudade

Se é nostalgia, ou saudade,
ou lá o que é,
que me faz correr para alimentar a minha dor,
presumo que não seja dor isto que sinto,
ou então a saudade não dói.

.........................lembrei-me.........................

Diz ele assim:

" Só digo parvoíces mas são as minhas parvoíces!"

E eu, resoluta, escrevo:

Está bem. Então eu só escrevo parvoíces mas são as minhas parvoíces. É isso. São minhas e são, por isso, importantes e consistentes. Que bom. Continuarei.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Humidade

Há no ar um cheiro que poderia dizer ser de clorofila mas cheira-me a coentros. Aqui na minha terra, Loures, nesta altura do ano e devido à humidade, há no ar um cheiro a coentros penetrante. Quando era criança não era assim que o identificava, cheirava-me a chuva. Chegavam as primeiras chuvas e sentia aquele cheiro a chuva e a regresso à escola. Já não sou criança e sei que a chuva não tem cheiro mas sim que os liberta. E hoje cheira-me a coentros. É das hortas, estou rodeada delas. É do descampado desta terra pacata e evoluída apesar das hortas. Pois seja, cheira-me a coentros...

O meu blog em pedaços- quatro

Gigi - o meu nick.

O meu nick foi escolhido para ser um nick. Chamo-me Gina como figura por aí em tantos post's neste blogue. Mas achei que se pusesse Gigi ficava original e mimoso, e ainda tinha a benesse de não ser bombardeada com provocações do estilo que descrevo elaboradamente neste post.
Hoje, tenho pena de não me ter marimbado para essa ideia e agora é um pouco tarde pois aqui sou conhecida como Gigi... e por Gigi me fico.
Não escolhi um nick para me armar naquilo que não sou. No sítio da vida em que estou já tenho em mim que apenas me armarei em algo que realmente seja e não em algo que não sou. Se eu estiver a armar-me em alguma coisa é porque sou essa coisa...

A Gigi é a Gina e a Gina é a Gigi; sou eu e estou aqui.

Voltinha

Já que não tenho que fazer, dei uma voltinha pelo meu blogue. Li a Lista de Ideias Perfil e lembrei-me de há quanto tempo eu não descrevo um perfil... Das duas uma, ou passou a piada da coisa ou estou à espera de um clique qualquer.
Enquanto lia este mísero blogue e a par disto que acabei de mencionar surgiram outras ideias da treta:

Eh pá! Fui eu que escrevi isto... - pensado em tom orgulhoso.

Hã?! Fui eu que escrevi isto? - pensado em tom surpreso.

Ah pois... eu escrevi isto... - pensado em tom triste.

Fogo! Como é possível que alguém gaste tempo a ler isto? - pensado em tom indignado.

E por aí adiante. A ideia de que só escrevo parvoíces não me abandona. O que faço é enxotá-la para longe a toda a hora. É exactamente isso o que estou a tentar fazer agora ao escrever este post.

'Tou-me a cagar'

É uma frase muito dita nos dias de hoje - 'tou-me a cagar para isto , 'tou-me a cagar para aquilo.
Eu uso uma versão mais branda dessa frase, digo que 'tou na casa-de-banho.

Basicamente é a mesma merda mas eu acho que assim o ar fica mais fresco e limpo, respira-se para aí mais meio litro de oxigénio se a malta disser que 'tá na casa-de-banho em vez de dizer que 'tá-se a cagar. É uma opinião, claro está. A minha.

Acrescentamento:
Isto é um post de merda que não vale um cú.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ler e escrever

Desde há uns anos para cá não tenho o prazer que tinha em ler. Não sei muito bem porquê mas imagino que seja porque escrevo. O tempo que passo a escrever não deixa que sobre muito para ler. Se eu passar o tempo a ler o que outros escrevem não terei tempo de desenvolver as minhas próprias ideias e escrevê-las. E nem é só o tempo - as ideias de outros modificam as minhas, desvalorizando-as. Eu sinto isto mas não queria sentir.
Ler e escrever... estas duas actividades poderiam e deveriam estar ligadas mas em mim não estão. Logo eu que sempre adorei livros! Quando vou a casa de alguém, espreito sempre as prateleiras para ver que livros têm e só não os folheio se não puder... Quando não conheço ainda bem os donos da casa, se conseguir ler os títulos dos livros que estão nas suas prateleiras é meio caminho andado para saber mais ou menos com quem estou a lidar.

Em suma, gosto do saber que os livros oferecem mas tenho-os desacompanhado um bocado.

Saudades

O post anterior fez-me ver quão ferverosas são as saudades que sinto de algumas coisas que não vivo há umas semanas. Tenho, por exemplo, umas saudades do caraças de conduzir...

Que se lixe o cafézinho pela manhã, o ar livre, o jardim que não visito há tanto tempo, as parvoídes que digo a toda a hora... sim! Que se lixe isso tudo! Eu quero conduzir! Vá lá...

Saída

Saí de manhã cedo. Desde há uma semana para cá todos os dias dou uma voltinha por aí para me mexer e porque mexer-me é bom para recuperar totalmente.
Assim que entrei na rua vi uma vizinha que me disse:
- Bem... deves estar mesmo farta de estar em casa para saires à rua com este frio!
- Estou - respondi-lhe eu, simplesmente.
Estava decidida a dar uma volta maior mas já que ela me ofereceu boleia acabei por cortar o passeio ao meio, apenas tive que voltar a pé.
Verifiquei que a cidade e a saloiada* segue o seu percurso natural e algo irregular. Pouca gente, muito frio, trânsito fluído, fardas camarárias**, montras anunciando dias gélidos, lojas vazias. As manhãs de Segunda-feira são sempre cheias de silêncio e calma.
Hoje esta saída soube-me pela vida porque estou a ficar sem ar.


*é como eu chamo às pessoas daqui, sem ofensa, ok...? que eu também sou saloia e com muito gosto!
**aqui na fronteira saloia metade da população trabalha na Câmara Municipal

Vestir bem, existe!

Tal como já anteriormente referi, no presente vejo muita TV. Um dos programas que vejo frequentemente é o 'Esquadrão da Moda' no canal 'People&Arts'. O programa consite em ajudar pessoas que não se vestem bem (mas aquelas que não se vestem bem, mesmo!!!) para que aprendam como se apresentar levando em conta a idade, tipo físico e profissão.

Já aprendi que regras para bem vestir e para bem se apresentar é algo que efectivamente existe, bem como o modo com que nos apresentamos poderá ser falível por se encontrar em desacordo connosco e ainda, por detrás da grande capa protectora que é a velha máxima: 'o que importa é o interior da pessoa e não o que veste', há outra máxima, ou pensamento meu surgido pelo visionamento do programa, vá, e que creio ser bem mais antigo: 'independentemente daquilo que és e dos amigos que tens, todas as pessoas registam uma opinião acerca do que aparentas; ainda que sejam tuas amigas... assim é!'
Transportando esta ideia para o plano profissional, por exemplo, vestir mal pode ser um problema...

E para mais, este programa tem toda uma série de coisas que eu, em particular, compreendo muito bem - roupas giras, maquilhagem soberba, sapatos maravilhosos, novos cortes de cabelo... e blá blá blá..

domingo, 2 de novembro de 2008

O meu blog em pedaços - três

Perfil

Normalmente acho que não presto para nada.
Por isso, talvez não deva escrever aqui mais nada.
Tenho qualidades que não lembram a ninguém.
E nem a mim me ficam na memória.
Os meus defeitos têm mais força.
Perduram na minha memória.
Pareço ter só defeitos.
E agora não me apetece escrever sobre eles.


O meu perfil demonstra clara e laconicamente que:

Sou uma merda.
Mas não quero que tu saibas.
Quando faço algo bom ninguém vê.
Isso é outra merda que não esqueço.
Ressoa lembrando a merda que sou.
Quem manda aqui sou eu!
Baza!!!

É isto.
Espero que ninguém baze daqui só porque estou a mandar...

Modernidades e afins

Uma casa que contenha dúzias de:

- cabos USB
- carregadores de telemóvel
- CD's de instalação
- capas de telemóvel

E que contenha dois ou três (ou até mais!):
- computadores
- telemóveis
- máquinas fotográficas digitais

É uma casa na berra da actualidade, não é?
Acho que já só me falta chamar os ricos filhos para jantar através do Messenger...

Que frio!

Já que (afinal) até sei mexer neste 'novo' computador, deixo aqui uma foto da Primavera para ver se esqueço este frio...

Socorro!!!



Tenho um computador 'novo' e não o entendo!!!

Mais uma curtinha mas com comprimento suficiente para caber aqui

Quando visitei (vou chamar-lhe visita porque me agrada fortemente) o meu local de trabalho, tinha que me sair pela fala uma 'daquelas coisas' que já há muito não saía - esta baixa tem-me dado cabo das gracinhas todas e tem-nas mandado para bem longe...
Estava lá o amigo que ia ficar para almoçar... e eu tinha que ir lá para dentro descansar este corpinho já tão descansado e deu-me assim como que pena de deixar o amigo lá 'fora' coitadinho e então eu... desculpei-me dizendo algo semelhante a isto:
- Eu tenho que me ir enfiar ali para dentro... se quiser continuar a conversar vai ter que se enfiar ali comigo!
Ao que ele muito pronto respondeu:
- Não, deixe estar. Enfie-se lá sozinha.
E eu prolonguei a 'coisa' com mais um disparate:
- Então... também é bom!

E é assim! Ao menos fiquei desemperrada. E também fiquei com a certeza que aquela minha dita espontaneidade ainda não me abandonou.

sábado, 1 de novembro de 2008

"A verdade jamais é pura e raramente é simples" Óscar Wilde


Nunca poderei dizer somente a verdade porque nela não há qualquer pureza e isso complica o meu estado de espírito.
É por isso que minto tanto...

Silêncio

Estou a ouvir o silêncio. Aqui o silêncio é composto por ruídos.


A box produz uma zoada constante - zuuuu... - ao que acresce uma batida grave - tun tun-tun - e descompassada anunciando um gráfico de sinais emitidos pelos diversos tipos de telecomunicações que coabitam com esta que escreve.

A máquina de café estala - clic - e a chama piloto do esquentador consome oxigénio - xxeee - soando continuamente. Tenho que os ir desligar...

A tartaruga passeia-se no seu exíguo espaço movendo águas à sua passagem e raspando as unhas no aquário - plic plic - e uma torneira pinga... - ping... ping... - tenho que a ir fechar...

Lá fora, um condutor engata a marcha-atrás e manobra o veículo - vruuuumm!!! -e ouço longe o silvo aflito de uma ambulância - uoooommm...

De repente, o toque estridente e preciso da minha campainha - peeeeeé!!!

- Porra! - exclamo eu depois de um valente salto... quebrei o barulho do silêncio.

Oh...! Afinal era o carteiro. Volto a escrever.
Neste prédio alguém fura a parede - prrreemm - para seguidamente lhe martelar vigorosa e impiedosamente- baum baum baaauum!!!

Lá em baixo alguém entrou ou saíu porque a minha porta abanou- dun dun dun - segundos depois já sei que alguém entrou, ouvi o elevador - déun-déunnn! - chegar ao meu andar e uma chave accionar a minha fechadura - é o rico filho que chegou da escola!

- Então, não temos televisão outra vez? - pergunta ele.
- Não, estou a ouvir o silêncio.


Estava. Ele acabou com o barulho do silêncio. Segue-se um corropio. Entre 'atão miúdo, tudo bem?' e 'yas', ele pousa a mala no chão, do frigorífico tira o leite, do armário tira uma caneca e verte o leite lá para dentro, escancara o micro-ondas e põe o leite a aquecer enquanto vai à despensa buscar bolachas e na volta corta uma fatia de bolo de chocolate... o micro-ondas apita porque acabou o serviço e a porta é novamente escancarada para logo depois uma cadeira ser arrastada e ele se sentar sem ruído... porque contém um suspiro cansado.

No meio de tudo isto há um barulho que não cessou - a caneta a raspar o papel enquanto escrevo...

A loucura do século XXI

(recebi por mail e achei tão engraçado pelos tempos actuais que revela que resolvi publicar)

1. Envias um e-mail ou usas o Google Talk para conversar com a pessoa que trabalha na secretária ao teu lado;

2. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a levar as compras;

3. Esqueces o telemóvel em casa (coisa que não tinhas há 10 anos atrás), ficas apavorado e voltas para buscá-lo;

4. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomar o café;

5. Conheces o significado de tb, qd, cmg, mm, dps, k, ...;

6. Não sabes o preço de um envelope comum;

7. A maioria das anedotas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris sozinho...);

8. Dizes o nome da tua empresa quando atendes ao telefone em tua própria casa (ou até mesmo o telemóvel!!); Digitas o '0' para telefonar desde tua casa;

10. Vais para o trabalho quando está a amanhecer, voltas para casa quando anoitece de novo;

11. Quando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou;

11. Estás a ler esta lista e a concordar com a cabeça e a sorrir;

12. Estás a concordar tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9;

13. Retornaste à lista para verificar se era verdade que faltava o número 9 e nem viste que há dois números 11;

14. E AGORA ESTÁS A RIR-TE DE TI MESMO!!!

É a real actualidade. Sê feliz!


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O meu blog em pedaços - dois e meio

No anterior post desta Lista de Ideias escrevi acerca da frase descritiva que tinha posto no momento de criar o meu primeiro blogue. Ficou qualquer coisa por dizer - esqueci-me de dizer, ou escrever, o porquê de nunca ter posto uma frase descritiva neste blogue. O porquê é: nunca encontrei nada suficientemente bom para definir o meu blogue...
Porém... até hoje! Porque hoje, navegando por essa Internet fora - ora fora, ora dentro - encontrei neste site uma frase de Óscar Wilde mesmo - mesmo, mesmo, mesmo! - genial e que demonstra claramente o que sinto em relação ao meu blogue e, mais em concreto, à minha escrita:


"Definir é limitar"


A partir de hoje esta frase figurará no cabeçalho do meu blogue até à data que eu entender...

...

... há aquelas parvoíces mais parvas que eu... essas são as parvoíces que não escrevo aqui... aquelas que ... quando vou a tempo de não as escrever significa que estou a vencer a minha parvoíce...
não consigo isso sempre mas hoje estou a sair-me muito bem...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Em 30 de Outubro de 2007 estava mais verde...

Há um ano escrevi isto:

ainda se vê por aí muito verde nas árvores...
ainda ando de sandálias!...
nha nha nha nha!...

Hoje não faz qualquer sentido.
Quando o sol brilha é tudo tão mais fácil...

Bolo de Natas e Laranja

Misture
4 ovos
com
uma chávena e meia de açúcar fino
Junte
sumo e raspa de 1 laranja
Adicione
400 ml de natas,
1 colher de fermento em pó,
3 chávenas de farinha e
4 colheres de sopa de côco ralado
E mexa muito bem.
Leve ao fornmo médio durante aproximadamente 40 minutos.


BOM APETITE!!!

Precisão pendular

Às vezes - e esta é uma dessas vezes - gostava de ter uma vida que desenrolasse com uma precisão pendular. Logo eu... que abomino rotinas e normalidade...
Pensando bem até que ia ser giro, sairia da normalidade - tudo certinho e a horas. Dormir a horas, acordar a horas, levantar a horas, tomar banho a horas, comer a horas, outras coisas a horas e ainda outras coisas a horas e mais outras coisas a horas...
Hum... ná...! só de escrever já 'tou cansada do pêndulo!

Um contraste vivo

Fui ao meu local de trabalho. Não fui porque tivesse que ir, fui porque quis. A visita teve coisas boas e coisas más.
Começando pelas coisas más:
Ainda não tenho condições físicas para trabalhar, não foi agradável verificar que afinal isto ainda não está nada bom. Podia acrescentar a esta coisa má tudo quanto está inerente a este facto (e são muitas as inerências!!!) mas não o vou fazer por respeito.
Acabando nas coisas boas:
Há uma coisa boa que contrasta vivamente com o que escrevi
aqui - todas as pessoas que conheço e me viram, cumprimentaram-me efusivamente mas sem alardos mostrando preocupação e não foi só para picar o ponto ou porque há já algum tempo que não me vêm atrás daquele balcão sujo e amontoado, foi porque gostam mesmo de mim.

Aquela parte de mim que às vezes está suja e amontoada como o meu balcão, hoje está brilhante e luzidia. Afinal, esta festa ocorreu hoje...

O meu blog em pedaços - dois

A tarefa de colocar aqui umas palavras numa tentativa de definir como será este blogue, é difícil... - frase descritiva.


Foi esta a frase que coloquei lá no meu primeiro blog. Na altura não quis deixar de escrever qualquer coisa lá no sítio a isso destinado... e aquilo foi o que aqui apareceu nesse momento...

Não é de difícil interpretação, é até bem simples - tinha como tarefa descrever concisamente o que iria ser o meu blogue e para mim tal era impossível de descrever por o blogue naquela data estar somente a ser criado, portanto não tinha (ainda) alma. A frase que aqui me apareceu foi a certeza de nada saber.

Quando criei o blogue não tinha sequer a certeza de conseguir publicar o que pensava naquela altura...

Mas consegui e tenho conseguido. Umas vezes mais parva que outras mas ele já dura há aproximadamente dois anos e meio.

Bastantemente muito pouco


Continuo a ler este livro. Na página 127 figura um pequeno texto ilustrativo e que reforça o que o autor quer transmitir. Diz assim:

'Bastante, muito, pouco - estas são as sanguessugas que infestam o lago da prosa, sugando o sangue das palavras... devíamos ter esta regra muito em conta, porque é muito importante e porque a violamos de vez em quando.'
William Strunk e E.B. White

Gostava de saber se escrevo muitas vezes estas palavras...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Conversas


- Mãe, eu nunca consigo dormir mais que sete horas seguidas! - exclama a rica filha num desabafo indignado, como que a perguntar-se porquê.
Em resposta disse-lhe que ela quando for velhinha vai ter muitas insónias, vai ser assim como a avó Adelaide que anda a altas horas da madrugada apanhando e estendendo roupa por não conseguir dormir.
- Hum... como a avó Adelaide não sei se vou ser mas acho que vou ser assim como a avó Rosária, vou dizer tudo o que acho.. tipo: 'ai 'tás tão gorda!' e 'ai filha o teu namorado é tão feio!' e assim essas coisas. Eu acho que vou ser assim como ela, digo tudo o que me apetece! Achas que vou ser chata como ela quando ficar velha?
Disse-lhe que era muito provável. E depois expliquei-lhe que conforme vamos envelhecendo o que nos caracteriza se intensifica muito, principalmente os defeitos ou aquelas coisas menos boas da nossa pessoa. E sei que se os velhos são muito chatos em chegando à velhice, é porque já o eram em novos pelo menos um bocadinho...
- Eu sou chata? - pergunta ela com um ar quase infantil.
-... não... - respondi sem convicção...

foto: ricos filhos no Convento de Cristo em Tomar

Esta formiga já tem catarro



Cenas de macho do rico filho que sendo ainda tão jovem já tanto as demonstra. Por outras palavras – já a formiga tem catarro!

Tem o paladar muito bem desenvolvido para a idade - gosta de comida picante!

Sabe de cor e salteado nomes de jogadores de futebol bem como idade, clube, divisão, em suma... todo o historial no campo desportivo de todos os jogadores de futebol!

Não sabe nomes de cores nem de bolos!

Não há muito mais a dizer, é um rapaz de poucas palavras, muito simples e sincero. É, ou há-de ser, um homem caracteristicamente masculino. Quero acrescentar que isso me agrada bastante. É que nos dias que correm... ele há 'coisas'... ui!...

TV de Televisão Ver

Há duas semanas e meia que gradualmente me habituo a estar sentada e quietinha a ver TV.
Ao menos esta paragem tem servido para alguma coisa, eu estou apta a ficar cinquenta minutos sentada no mesmo sítio, ainda por cima vendo TV, coisa que anteriormente seria impensável...
Vou sair 'disto' com mais alguma coisa aprendida. Foi por força das circunstâncias que aprendi, mas aprendi!

Obscenidade

Lá de quando em vez escrevo asneiras e palavras rudes no meu blogue. Escrevo-as porque gosto, porque me apetece, porque quero, porque sim. Não as escrevo para ficar atraentemente desprezível. Sim, porque há uma grande atracção por parte das pessoas a tudo o que é desprezível e de baixo escalão. Esta é uma verdade.
Blogues há que, numa frase que contenha sete palavras três serão asneiras, certamente. E é por isso mesmo que são os que mais leitores atraem – o bandido e a puta são tão atraentes quanto desejados, repudiados e alvo de olhares escondidos pelo monitor de um computador, tudo isto em simultâneo. A Internet mascara as pessoas mas não na totalidade, tarde ou cedo elas revelar-se-ão. E esta é outra verdade.
Não escrevo palavras, frases, ou mesmo textos obscenos para atrair leitores, escrevo-as de raiva e indignação – escrevo-as porque gosto, porque me apetece, porque quero e porque sim. E esta foi mais uma verdade.

E já está...

Ontem... escrevi muito mas não publiquei nada. Há dias em que não tenho coragem de carregar no 'publicar mensagem' por achar o que escrevi demasiado forte.
Há um alto grau de incoerência nisto que sinto - quanto mais desenfreadamente me saem os textos p'los dedos, quanto mais fortemente actua o sentimento com que escrevo, menos coragem há para os deixar ler. Quando cá dentro fervo e construo os textos com rapidez tenho medo que seja um texto 'mal feito'... quando na verdade são os melhores...
Dei um dia de intervalo ao meu blog. Ontem foi um dia de merda e iam-me sair parvoíces mais parvas que o costume.
Por outro lado, o último post deixou-me triste comigo mesma porque acho que não tenho juízo nenhum e venho para aqui lamuriar-me quando realmente não me falta nada. O que se passa é que eu não tenho que fazer porque não posso (ainda) fazer praticamente nada... não sair de casa equivale a uma grande diminuição de histórias para contar. Então a minha cabeça vagueia e os pensamentos pousam em sítios onde nem sempre deixo que pousem.
Quem escreve, ou descreve, estados de espírito como eu, sabe que o que hoje tem uma grande intensidade e nos parece consumir por dentro tamanha é a dor, amanhã nada será e não passará de mera e insípida recordação... e também sabemos que extravasar o que está cá dentro é como uma mola impulsionadora que nos projecta lá para a frente, onde já não há nada daquilo que hoje nos provoca dor.

domingo, 26 de outubro de 2008

Amigos e companhia

Não tenho conseguido esquecer quão desacompanhada sou. Nos últimos quinze dias quase não fui visitada por ninguém. O 'quase' deve-se à presença de alguém que veio ver-me de fugida e apenas para picar o ponto, tudo fazendo por obrigação social (ou coisa parecida) e sem qualquer gosto pela minha companhia.

A culpa é ninha porque eu não sei estar com as pessoas. O blogue ajuda-me, a virtualidade acompanha-me. Quando as pessoas andam por aqui eu sei que é porque querem.

Egocentrismo, vaidade, narcisismo


Sou egocêntrica, pois sou! Acho que só eu existo e só eu importo para mim. A minha vida e a minha opinião acerca da minha vida é que vale! O eixo do meu mal... e do meu bem, sou eu!

Sou vaidosa, claro que sim! Este item estou com alguma dificuldade em desenvolvê-lo... Sei falar muito bem, sei escrev... já chega!

Sou narcisista, sim oh sim! Gosto de olhar para o que faço, gosto de ler e reler o que escrevi, gosto ver a imagem que reflicto.

Não foi hoje que descobri que possuo todas estas características na minha personalidade. Quando soube não fiquei contente e tempos houve em que isso era motivo de preocupação mas com ele - o tempo... essa bendita existência que tudo mata - sempre a passar e a vida sempre a rodar, converti a preocupação em prazer. Não sinto a mais leve e ténue culpa por ser assim... e imagino que tal seja apanágio de quem assim é.

egocêntrico
relativo ao egocentrismo;
diz-se da obra cujo autor é o centro e principal actor;
indivíduo cuja visão do mundo parte sempre da sua própria personalidade.

vaidoso
que tem vaidade;
presumido;
jactancioso;
indivíduo vaidoso.

narcisista
que ou aquele que pratica o culto da sua própria pessoa;
narciso.

A Lenda de Narciso (dá uma espreitadela)

sábado, 25 de outubro de 2008

O meu blog em pedaços - um

Verde Água - o título


Já escrevi em tempos a que se deve o título deste blog aqui e assim:

Achei que o título do meu blog devia ser uma cor porque demonstra um pouco da minha personalidade, sem dúvida, e também por ser inócuo, uma vez que não faz alusão a nada que possa perturbar as mentes mais sensíveis. O verde tem a ver comigo, porque revela calma e tranquilidade e eu sou assim ainda que às vezes também me "salte a tampa". Escrever aqui por vezes torna-se difícil porque eu não consigo esquecer que provavelmente virão pessoas ler o que escrevo. Aqui não consigo escrever do mesmo modo íntimo com que escrevo no meu diário. Um blog serve para haver interacção entre as pessoas, porque é para outras pessoas lerem e comentarem, e também, para proporcionar o prazer da escrita ao seu autor. Sinceramente acho este último motivo o principal e mais importante para a existência de um blog.

Também aqui e assim:

Quando foi para o ar o meu blog na Radio Comercial, foi-me feito previamente um questionário onde uma das perguntas era:
"Porquê Verde Água?"
Respondi: "Não tem uma razão muito específica, na altura de criar o blog achei que seria engraçado pôr o nome de uma cor, por ser abstracto, digamos assim. O "verde água" foi a primeira cor que me passou pela cabeça naquele momento."
Na altura em que a locutora falava acerca desta questão a minha filha disse com algum desapontamento na voz:
- Mãe, tu disseste que querias o nome do blog com uma cor e o "verde água" fui eu que escolhi...
Lembrei-me imediatamente da conversa dessa altura e de facto ela tem toda a razão - quem escolheu o nome para este blog foi a rica filha!!!
Apesar de ser uma coisa - aparentemente - mínima, aqui fica registada publicamente a rectificação. O seu a seu dono.

Adenda ao anterior post


A Maria Tardia também comentou este post. Merece, também ela, uma resposta em forma de post.

A Maria Tardia comentou:

Gosto de vir para ler os post´s do Verde Água porque são reais, nada artificiais, interessantes e, porque me fazem pensar... O blogue transparece vida vivida.

Obrigada Maria. Mesmo sem tempo deixaste aqui umas palvras bonitas.
Então... dou que pensar, é?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Reposta à participação dos leitores

A quem respondeu a este post aqui deixo o meu obrigada. E em vez de lhes responder na caixa de comentários, acho bem melhor escrever um post.

A Bell comentou:

Porque gosto de quase tudo o que escreves. Porque marcas a diferença num leque de blogues que falam todos mais ou menos do mesmo. E porque sim.

Ora bem, Bell... adorei a sinceridade do 'quase'! E gostei ainda mais que aches que marco a diferença...

O Nandokas comentou:

Olá,

Desejas saber porque gosto de ler o que escreves aqui? É isto mesmo que queres saber?... Ok, então aí vai: porque gosto! E gosto dado que umas vezes apareces com textos desempoeirados, algumas vezes confusos, outras vezes engraçados. Mas dão-me sempre a sensação de serem textos honestos, sinceros, puros. E são estas as característivas que mais admiro na tua escrita.
[... e, por isso, continua, ok]
Beijinhos.


Ora bem, Nandokas... gostei particularmente de saber que tenho textos desempoeirados, confusos e engraçados. E os meus textos são assim exactamente porque sou sincera e honesta naquilo que escrevo. E vou continuar. Desempoeirada!

A Thunderlady comentou:

Algures aí para baixo acho que já te disse que gosto de ler o teu blog. Foi sentido e tem um motivo, claro.
Gigi, gosto de ler o teu blog porque não tens pretensões de nada. Porque és uma pessoa simples, não no pensamento que é sinuoso e toca meandros perigosos mas és simples no modo de te exprimires.
Especialmente gosto de te ler porque és discreta no modo como soltas os teus eu's. Gosto de te ler porque imagino que se entrasse num café onde estivesses só tu acredito que não iria dar por ti apesar de por dentro andares muitas vezes em ebulição.

Ora bem, Thunderlady... sei que sou uma complicadinha do caraças (e isto sou eu que digo, claro!). E também sei que a subtileza é uma das minhas mais marcantes características. Vezes há em que a misturo com astúcia e malícia e depois saem-me daquelas histórias que preenchem o meu blogue. É uma mistura explosiva! Quase ninguém dá por mim, quase...

Desejados leitores: não ides pois este ainda é o Verde Água

Desde ontem que ando em mudanças. Tenho estado ocupadíssima a florear o meu blog. Sei que ficou muito diferente mas acho que ficou muito melhor. Agora tenho toda uma série de opções que antes não tinha sequer acesso. Ainda tenho uma data de coisas estranhas para modificar mas agora já irei com menos pressa - é que o blog ontem estava mesmo estranho, quase que nem eu o reconhecia...
Até já.

As regras da sensatez

Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz


Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão


Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado


São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez


Por grande a tentação
Que te crie a saudade

Não mates a recordação
Que lembra a felicidade


Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs

Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós


São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez


Rui Veloso

Acho...

Acho que só escrevo parvoíces mas penso que é maior parvoíce esse pensar.

Acho as minhas palavras inúteis mas penso que é maior inutilidade esse pensar.

Acho previsível o que farei amanhã mas penso existir uma maior previsibilidade nesse pensar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pedido aos leitores deste blog


    Porque escrevo eu?
    Porque gosto.
    Boa resposta.
    Mas porque gosto eu de escrever?
    Porque deixo de me sentir só.
    Porque é assim que me conheço.
    Porque escrevendo obtenho facilidade em aceitar os meus eu's.
    Porque ordeno todos os pensamentos.
    Porque escrever é uma ordem natural na minha vida.

Já que publico o que escrevo há uma repercussão nas minhas palavras. Outros há que as lêem sem que eu saiba porque lêem. Não me é dado a mim saber essas coisas mas posso pedir aos leitores que me façam sabê-las.

Carta

Quero escrever-te. A ideia principal é dizer-te que continues a fazer como até aqui. Como até aqui não, melhor que isso - não deves dar ouvidos à voz aí dentro. A voz que sempre te contradiz, te instiga a desistir, te escorraça daqui e te desqualifica a vontade. Não deixes nem vás atrás do que ela te conta.
Tu tens uma maneira especial de olhar. Por ser tão especial não devias deixar-te apoquentar. Aproveita-o. Esse é um olhar que ninguém vê, é certo, mas esforça-te por aprender o máximo com a vida pois é nela que está toda a verdade das coisas. Se escreveres a verdade nada nem ninguém te derrubará. Aproveita-te da verdade que há em dentro de ti.
Tens uma capacidade invulgar para atrair e manipular, lembras-te? Pois acredita, é bem verdade o que te disseram. Aproveita a capacidade que possuis para prender as pessoas onde tu queres que elas fiquem presas. Apenas precisas de tempo e paciência. Apenas.

Visão

Nos poucos minutos em que estive ao pé dele vi-o nervoso mas decidido.
Tinha umas mãos fininhas e brancas, muito brancas. Os gestos eram rápidos e indecisos, um querer fervoroso e o pânico a comandar.
As costas desenhavam uma curva convexa denunciando uma profissão que obrigava a uma persistente posição de bruços sobre qualquer coisa.
Os olhos eram atentos e frios, mantinham um gigantesco interesse em chegar ao fim da linha, a uma meta qualquer… e o pânico assumindo total controlo.
As roupas eram sofisticadas, diziam-me que ali havia um nível de vida elevado, quer pessoal quer profissional.
Toda a sua postura respirava tensão. A tensão de quem escorrega e se debate para não cair. Saía-lhe do corpo uma transpiração que o impedia de cair. Não caíu.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mais um post

Para que o post anterior não obtenha tanto destaque (para que seja empurrado para baixo, portanto) lembrei-me de escrever, uma vez mais, os pontos resplandecentes de positividade deste dia até agora. Ainda agora são cinco e meia e já os tenho. Com jeitinho, até o dia acabar ainda encontro outros tantos. Eles aí vão:

ponto resplandecente de positividade número um:

fui ao pão... é ali à esquina mas fui... e pelo caminho despejei o lixo... (e vi pessoas e falei com pessoas e tive que estar à espera e nem me custou nada nem nada!)

ponto resplandecente de positividade número dois:

acabei de decorar os números dos canais de TV que me habituei a ver nos últimos dias... assim tenho a vida facilitada... (eu com paciência par ver TV? é o máximo!)

ponto resplandecente de positividade número três

editei o perfil que consta no meu blog... tanto mexi, tanto mexi que descobri as tags para o exibir em negrito, para mudar de linha e até o poderia escrever em itálico se assim o desejasse... (mas não desejo)

Dificuldade

Hoje está a ser difícil escrever qualquer coisa fora do assunto:
'ai que sozinha que eu estou e ainda isto não vai a meio e já estou tão farta de aqui estar entre estas paredes porque não posso fazer porra nenhuma!'
Hoje está difícil.

Eu tenho um blogue

- Até já disse ao José Flores e ao Jacinto que tu tens um blogue!
- Quê?! - espantei-me.

Eu explico... calhou em conversa... e o Luís disse ao gerente do banco e ao homem do mercado que 'eu tenho um blogue'...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

r-e-c-i-p-r-o-c-i-d-a-d-e

Reciprocidade. Sozinha, esta palavra representa uma verdade da vida. Recebemos de volta o que lançamos. Recebo de volta o que daqui lanço.
Talvez seja mesmo melhor estar e ser sozinha. É o que daqui lanço. De certa forma, existe uma grande facilidade nesse viver, uma mui agradável independência. No fundo, desobrigo-me da obrigatoriedade de agradar a quem acompanho. Sim, é qualquer coisa como isto que acabei de escrever. E assim obtenho a reciprocidade.
Eu seria melhor pessoa se no mundo só eu existisse. Seria incomparável. Não haveria reciprocidade.

'Vai onde te levar o coração'*

Não posso. Se for até onde ele me leva irei ter onde não me permito chegar. O meu coração não possui razão ou estabilidade. Sou eu que o equilibro. Eu é que comando isto tudo.

Se eu for, se eu fosse, atrás do coração... esta já não existia.

*O título deste post é uma frase tão conhecida que julgo ser pertença de alguma personalidade. Pesquisei para descobrir mas a pesquisa foi inconclusiva. Seja como for, convém à minha consciência fazer saber que aquela frase não me pertence, apenas serviu de mote a este post.

'Vocábulos'

Conversava-se animadamente à mesa. Manifestando-se, os ricos filhos incluíram na conversa por diversas vezes os 'vocábulos' bué e ya.
- Haverá algum dia em que vocês deixem de dizer essas palavras? - perguntei-lhes eu.
- Acho que não... 'tá bué enraizado... - disse a rica filha.
- Ya... - concordou o rico filho.

Mesmo assim... eu acho que esse dia existirá.

domingo, 19 de outubro de 2008

Bem bom!

Pois é!
E hoje lá fui eu ter com o ar livre!
Soube mesmo bem!

Divulgação não divulgada

Não vou divulgar o nome dela não vá ela quiçá porventura ter o hábito de ler blogues e aparecer-me aqui no meu, depois ralha muito comigo e como eu sou muito importante neste lugar e isso, ainda lhe dá ganas de me levar a tribunal por se sentir enxovalhada na sua vida privada por eu dizer na Internet o que ela faz e coiso…
Ela anda lá no ginásio. Ela faz novelas, escreve livros e mais que isso, publica livros… e anda lá no ginásio a mexer nos mesmos pesos que eu e a sentar o ‘sim-senhor’ nos mesmos aparelhos de ginástica onde sento o meu – somos íntimas, por assim dizer. É simpática, quando passa por mim sorri e segura-me a porta se for caso para isso e essas coisas bem intencionadas.
E agora, deixando o ar irónico com que iniciei este post, noutro dia pus-me a pensar porque será que ela me sorri. Será porque é mesmo simpática ou será porque é figura pública? Será que está habituada a sorrir porque sabe ser reconhecida publicamente e quer que se pense ‘olha lá a ***** ** ******** é tão simpática, já viste?’
Da minha parte, eu que sou uma figura sem a pública, sinto grande curiosidade neste tipo de questão porque dificilmente estas pessoas serão normais e terão uma vida normal, gostaria bastante de um dia falar com alguém assim. Qualquer dia meto-me com ela…

'Alors, bien sûr!'

Eu estava dentro da montra, invisível, portanto. O atendimento ao balcão era feito pelo resto do pessoal*. De dentro da montra ouvi:
- A-maaa-nhã...!
- ...?
- Sex-ta-f-ee-ii-ra...
- ...?
- Ó Gina!
- Sim? - respondi. Recordo que estava invisível, dentro da montra.
- Como é que se diz 'Sexta-feira' em inglês?
- Friday - disse de onde me encontrava.
- Hã?
- Friii-day!
- Ah! Friii-day!
- ...
- Àssss trêêês hooo-ras!
- ...?
- Ó Gina! Como é que se diz 'às três horas'?
- At tree o'clok!
- Hã?
Vi-me forçada a sair tornando-me visível... cara a cara repeti para a jovem inglesa que, soube entretanto, não falava qualquer palavra de português pois chegara há poucos dias a Portugal.
- At tree o'clok.
- Ok, thank you. Friday, at tree o'clok.
Não sou grande coisa a falar inglês. A língua que mais e melhor aprendi na escola foi o francês. Sempre gostei mais do francês por me parecer que inglês nada tem de diferente ou desusual pois é uma língua que toda a gente sabe. Deve ser por isso que de seguida respondi:
- Oui, oui... c'est ça!

*o resto do pessoal é... o patrão!

sábado, 18 de outubro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Inteligente, capacitada, original, talentosa, hábill, notável, extraordinária, inata, singular

Como modéstia é coisa que não possuo e se eu não apregoar ninguém reparará, tenho a dizer que o lado direito desta página criativa e carregadinha de imaginação onde te encontras neste momento, foi esta tarde modificada de forma brilhante e engenhosa. Isto porque descobri por mim mesma como se colocam as fotos ali...
Há uma delas que está um pouco descentrada e devia estar um bocadinho mais descida mas por ora não faz mal.

Informação importante

Durante muito tempo, qualquer foto ou imagem publicada neste blog, fosse minha (que é o mesmo que dizer ser de procedência caseira) ou sacada da Internet, eu descrevia-a pormenorizadamente no final do post.
Houve um dia que me aborreci de tanta regra e passei a mencionar a procedência se apenas a foto ou imagem não procedesse da minha casa (que é a mesma coisa que dizer procedência caseira, ora pois).
Assim fiz, apenas mencionava a procedência se a foto ou imagem não fosse minha, mas sempre com a ideia 'Gina Maria, tens que informar os teus leitores acerca disso'.
E a partir de hoje fica aqui a informação:

Caros leitores/as, apenas mencionarei a procedência das fotos ou imagens se as mesmas não procederem do meu computador. As restantes, as que saírem do meu computador (que é a mesma coisa que dizer procedência caseira, sim senhor) poderei mencionar, ou não, o local, a data e as pessoas que nelas aparecerem, vou deixar ao critério da minha vontade no momento da publicação.
Tenho dito (escrito).

Ass: Gina Maria

Pontos resplandecentes de positividade

Li numa revista que é bom reflectir ao fim do dia e apontar três pontos positivos ocorridos durante o dia que passou.
São onze da manhã, este dia ainda vai a meio, por isso vou debruçar-me sobre o dia de ontem.
Como a ideia é escrever sobre coisas positivas, logo, boas, vou chamar à minha lista 'pontos resplandecentes de positividade'. Eles seguem, então:

ponto resplandecente de positividade número um:

a vizinha na varanda em frente deitou o lixo que varrera do chão para a rua e só depois espreitou para se certificar que havia (mesmo!!!) roupa estendida no andar de baixo, o positivismo é a roupa não ser minha

ponto resplandecente de positividade número dois:

tive todo o tempo do mundo para escrever, para gravar CD's e DVD's, para ver TV, para organizar fotografias, para ler, para limpar o computador do lixo acumulado

ponto resplandecente de positividade número três:

consegui estar em pé o tempo suficiente para fazer o molho branco que acompanhava a massa ao jantar

Pois sei...

Sei que os ricos filhos já não são crianças quando:
  • a rica filha, preocupada, me adverte de que tenho que me alimentar
  • o rico filho, diligente, se o telefone toca o traz até mim para eu não ter que me levantar

A mulher que manda

O homem veio saber se eu vendia plástico a metro. Respondi afirmativamente.
- Eu depois venho cá com a minha mulher para comprar, a minha mulher é que sabe. Eu só venho saber se tem o plástico para lhe dizer. A minha mulher é que sabe se vai comprar ou não.
Disse-lhe que sim senhor, que aguardaria, que estava muito bem, que não fazia mal nenhum.
Umas horas depois apareceu acompanhando a mulher, digo bem, acompanhando a mulher, trazia uma postura semelhante à de um lacaio cuja honra reside mais na vontade e disponibilidade em obedecer do que na companhia que faz . Naquele momento compreendi o homem pois a sua mulher tinha todo ar de eu é que sei, eu é que mando nisto tudo, vai para ali já, se não vais levas uma traulitada nos cornos.
Ora bem, eu acho sempre muita piada a este género de situações e normalmente safo-me bem com elas. Se manter-me na minha onda é o ideal, safo-me. Foi o que aconteceu.
A mulher, por sua vez, verificou que o plástico não era absolutamente transparente (oh…. que pena). Disse-me que isso era imprescindível (ah… que chatice), sempre muito segura de si e do que queria, ela é que sabia (ok… pronto, sim senhora não há problema).

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Paisagem a aprtir de casa

Agora os meus dias são passados entre estas paisagens...



A paisagem do meu quarto...
(o frasco de verniz foi ali deixado propositadamente)



A paisagem do meu sofá...

A paisagem da minha varanda...

Uma família imperfeita

Uma família perfeita faz sempre muita confusãozinha a quem não a tem… não devia fazer tanta confusãozinha, afinal não existem famílias perfeitas… mas quem não possui uma família destas pensa que elas existem… e ainda diz em jeito de desculpa que o tempo da ilusão já lá vai…
A minha família é muito perfeita, vejamos:

acordamos fora de horas
não tomamos banho todos os dias
nem todos os dias há alegria ao pequeno almoço
não atravessamos nas passadeiras
não cumprimentamos toda a gente que conhecemos
pensamos mal do patrão/professores
nunca temos vontade de trabalhar
sonhamos com futilidades
vamos além do sonho e compramo-las
mais coisas... mais coisas...? o facto de confessar tudo isto já revela imperfeição...

Somos todos muito felizes e essa certeza vale por todas as imperfeições que possuímos.