segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Finalmente!



  • Primeiro li no blogue do Manuel ('Na volta do tempo') um post que me fez recordar a história d' A Rosa do Adro. Lembrei-me que li esse romance quando tinha 16 anos durante umas férias de Verão que passei na casa da minha tia.
  • Tive vontade de comprar o livro em questão porque me apeteceu relê-lo.
  • Pus-me a caminho.
  • Na livraria Bertrand diz que fosse à filial existente no Centro Cultural de Belém, havia lá um para venda. Não fui, não dava jeito nenhum...
  • A Livraria Barata não tinha o livro nem iria ter. Diz que não era da Porto Editora, não senhor, era da Mel Editores.
  • Na Mel Editores, via internet, o livro estava disponível mas nunca me apeteceu encomendar, não sei porquê, fui protelando a transacção, talvez pela frieza que a nova capa transmitia, esta não me fazia recordar 'A Rosa do Adro' em pleno, 'A Rosa do Adro' que eu recordo.
  • Tive uma ideia! Compraria num alfarrabista. Fui procurando em feiras de rua: nada! Procurei num alfarrabista ou outro: nada!
  • Nada até um dia...
  • Numa noitada entre amigos no Bairro Alto parei na Calçada do Duque porque vi um alfarrabista, entrei esperançada mas o senhor que lá estava diz que havia vendido esse livro na semana anterior mas que iria ter na semana seguinte. Ao que parece andam sempre à procura do romance e até exclamou com muita propriedade: 'Esse deve ser o livro mais vendido em Portugal!'
  • Voltei lá no passado Sábado. Havia, sim senhor... Já o tenho em meu poder. Tem a capa igualzinha à que recordo. É velho, usado, gasto, lido. É de uma edição muito antiga, parece-me. A Porto Editora editou, é indubitável. Foi comprado na Livraria Católica Portuense, no Porto. A quem terá pertencido?

Acabou a saga que durou meses.

Vivó descanso!

Suspiro de uma senhora ao sentar-se no banco do metropolitano: ' Ah, bendito seja o descanso!'
Viva ele, pois sim.


Adenda

Perguntei ao senhor Salvador se queria moedas para facilitar o troco. Pois sim, diz ele. E depois contagiou-me...

...

Já alguém usou a loja H&M* para atravessar ruas? Assim... tipo elevador. Já?


*Em Lisboa, entra-se pela rua da Prata e sai-se na rua do Carmo, ou vice-versa.

30

Na avenida que passa junto à entrada principal do Centro Comercial Vasco da Gama, o semáforo tem temporizador visível. Fiquei curiosa sobre quanto tempo demoraria a travessia. Enquanto esperava ia pensando que quaisquer vinte segundos dariam. Dariam de sobra, até.
Mas não, eu a pensar que era toda despachada e afinal levo todos os trinta segundos. E o melhor é ninguém me empatar...

Alguém quer?

Estou a comer uma fatia de bolo de corn flakes, uma receita que experimentei ontem. Alguém quer uma fatia?

Hoje: Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Cor e brilho à chuva.

Capacidade de desenrascanço natural. Ou então, para ser mais elaborada nas palavras, necessidade elevada ao engenho.

Um canteiro original. Se o sô João, esse amor de velhinho, não me oferecer as couves para o Natal já sei onde arranjar.

Nota: todas as fotografias foram tiradas em Loures.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ontem: Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Já se vê azedas! E eu a pensar que elas só vinham em Janeiro.

Posso dizer que esta imagem é soberba... mas se calhar não fica bem.

Chamo a isto contenda de tapetes. Não os ouvi discutir mas se calhar é porque chagaram a acordo. Um chega mais para lá, outro para cá... Mas descentrados, é certo.

Visão de coisas que se podem ver em casa dos cl... Eu sou uma felizarda e pronto!

Nota: a primeira fotografia foi tirada em Lisboa. As restantes em Santo António dos Cavaleiros.

Nº 3

Já publiquei dois posts que não são da minha autoria. Assim é fácil...

A Gente Vai Continuar, Jorge Palma

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
o que lá vai já deu o que tinha a dar
quem ganhou, ganhou e usou-se disso
quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
e enquanto alguns fazem figura
outros sucumbem à batota
chega aonde tu quiseres
mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar
a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
e a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
a gente vai continuar...




http://www.vagalume.com.br

Poema

Invento

Deponho
suponho e descrevo
a pulso

subindo pela fímbria
do despido

Porque nada é verdade
se eu invento
o avesso daquilo que é vestido


Maria Teresa Horta

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

...


Para travar a loucura qualquer coisa serve. Incrivelmente, as ideias estapafúrdias também.

Chocolate

Estive a fazer um difícil exercício de observação, a ver se ninguém me via comendo chocolate. A acção era ilícita pelo lugar onde me encontrava, comer chocolate ali é daquelas coisas que alguém estipulou como parecendo mal a quem vê.
Acho que me safei, ninguém viu que surripiava qualquer coisa da mala, ninguém viu que mastigava, ninguém viu o meu ar de prazer. Ninguém viu nada, certifiquei-me que ainda mantenho bem presente e viva a capacidade de ser invisível. É-me tão fácil passar despercebida que às vezes até dói.

Em frente a mim havia um livro exposto (do qual não guardei o autor) de título: Sexo, drogas e chocolate. Há milhentos livros com chocolate no título, o chocolate é um alimento apreciado por demais, é apelativo, toda a gente gosta de coisinhas doces, há-de ser por isso que os autores se imitam tanto. Pecam pela falta de originalidade mas a verdade é que vamos todos atrás do chocolate.
Sexo, drogas e chocolate... Eventualmente as coisas mais apetecidas pelo povo terrestre.

É segredo!


O meu livro podia chamar-se Segredos de um balcão Verde Água. Seria um título apelativo, os segredos são sempre desejados.

Numa manhã fria, lá no café do Silva, uma senhora falava da sua vida privada alto e bom som. Eu, por mim, estava já cansada de ouvir a ladainha da mulher. Ao meu redor todos foram ficando como eu: enfadados com o discurso assaz desinteressante. De repente ela põe-se a cochichar para um dos ouvintes. Fiquei logo interessada e curiosíssima sobre o que ela estaria a dizer…

Toilette


A torneira está baça pelo uso mas as flores são naturais. O corta-unhas é um sapo verde-água. Isto tudo é para dizer que eu hoje estive numa casa-de-banho do tamanho da minha cozinha.

Uma fotografia por dia que bem iria... (170)

Lisboa, 10 de Dezembro de 2010

A minha hora de almoço.
O momento em que já tenho a fome saciada.
A altura em que me ponho a andar dali para fora.

Nem sei como começar...

Começo pelo princípio!

Ora bem...

Vamos lá a escrever parvoíces, que eu sou mulher para também escrever parvoíces no meu blogue.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (169); Notícias do pé de gesso e associações

Vista do Hospital Dona Estefânia sobre ruas que não sei identificar, 9 de Dezembro de 2010
Começo com o que mais importa, a boa notícia:
Foi à consulta e dissemos adeus ao pé de gesso. O osso solidificou, não lhe dói nada, nada, nada e agora é só andar, andar, andar para deixar de ter o pé e a perna bué fininhos. Ufa, já passou!

Na sala de espera havia muita gente. Pais, mães, bebés, crianças e... - incrível! - dois ou três adolescentes.
Uma televisão transmitia um programa qualquer daqueles de boas causas - apanágio de Natal... - a par com os números de senhas.
Em certa altura passou uma reportagem de rua onde perguntavam às pessoas o que fariam se fossem governantes. Eu cá lembrei-me logo que não faria nada de muito diferente... Uma adolescente de perna partida respondeu muito depressa: 'olha, eu cá não roubava!' e a mãe da rapariga enquanto mostrava uma dentadura baixinha a quem quisesse ver - e eu quis! - Exclamou bem alto: 'eu cá atirava-os todos ao Tejo!'. Rimos todas três.
Depois cantou a Ágata. Deve ter cantado muito bem mas não se ouviu nada, a televisão encontrava-se no mute. Não sei se devido ao silêncio, a Ágata pareceu-me uma cantora muito expressiva...
O rico filho leu o jornal para matar o tempo. Olhei melhor e vi que lia um artigo sobre diabetes. Hum... Achei aquilo pouco alusivo à sua faixa etária e muito menos à sua personalidade mas fiquei curiosa e perguntei-lhe o que achara do artigo. Disse que ensinava as pessoas a prevenirem a doença tendo cuidado com a alimentação e fazendo exercício físico e anunciou-me que o Loureshoping já tem um desfibrilhador para o caso de alguém lhe dar o badagaio enquanto passeia ou faz compras.

A radiologista:
'Hum, deixa-me adivinhar... partiste o pé a jogar à bola.'
(Parece que é prática comum nestas idades.)
'Está grávida, mãe?'
(Parece que ainda conservo ar de quem tem idade para procriar. Fantástico!)

O senhor doutor lá estava, jovial e bem-disposto, ria que se desunhava! Observou o RX enquanto atendia o telefone - ai as coisas que a gente faz ao mesmo tempo... - e disse que estava tudo bem tornando o rico filho um rapaz cheio de alegria por momentos e a respectiva procriadora felicíssima durante longos momentos.

Ao passar pela sala de espera para abalarmos de vez daquele lugar, não me esqueci de despedir da senhora da dentadura baixinha nem da rapariga da perna partida e desejar as melhoras. Retribuíram à saudação todas contentes.

À saída, já na rua, andámos um pouco mais que o costume e quando apanhámos o táxi o rico filho não quis ocupar o lugar da frente, diz que estava cheio de saudades de viajar atrás.

E assim termina, espero, a saga 'pé de gesso' neste blogue.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

21:06

Hoje não há grande coisa a escrever, o que é uma pena porque tenho tempo para isso. O feriado foi apenas assim-assim. Não se revelou fantástico, não passou de um mero Domingo de quase Inverno, um Domingo daqueles em que aproveitamos para preguiçar frente à TV e nos intervalos vamos fazer bolachinhas no forno...

Um dia disseram-me que não há melhor assunto para escrever do que a ausência do mesmo. Sei que é verdade. Agora estou aqui dedilhando estas palavras sem valor. Vou escrevendo, vou escrevenso, preenchendo linhas com simples pensamentos e daqui a nada vem uma ou outra ideia...

...

... Hoje não.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Oh pá...

... O título do post anterior não está o máximo?

::: Poesia ::: Prosa :::

Isto é o melhor que consigo em matéria de poesia:

Mergulhei o pau de canela
Na densa espuma de café
E bebi com prazer refundido

...

Entrei num sítio aconchegante. Respondendo ao meu pedido simplório, uma menina estendeu-me uma chávena de café fumegante e perfumado. Rompi o espesso creme que flutuava em cima do café com o pau de canela. Esta especiaria confere um sabor sublime ao café. Hum... que delícia.

Pequena mudança

Havia um senhor que comprava luvas para trabalhos pesados. Atingiu a idade da reforma e agora tem as unhas grandes. Continua a aparecer e fazer compras, há coisas que nunca mudam...

Comprimidos

A senhora doutora da farmácia mandou-me dizer à senhora doutora do centro de saúde que não ponha a portaria (atenção, aqui não confundir com porcaria) no receituário da minha droga.
Não vou fazer o que ela manda, que eu cá sou mal mandada.
Sou pomba-correia apenas aqui. Aqui é que eu gosto de mensagear.

17:01

Lisboa, 7 de Dezembro de 2010

Diz que houve um tornado em Tomar e que vai cá chegar por volta das 22:30.
Eu, por mim, não o espero ou desejo.

16:18

Depois de receber o troco uma cliente revelou-me que as moedinhas que tinha na carteira eram o seu último refugo até receber a reforma. Havia-me comprado dois pacotes de veneno para ratos...

16:11

Ai o que eu gosto de vendedores...


(Ou não fosse eu uma desses aí!)

Passeio

Anda uma mosca minúscula a passear no meu visor. É tão minúscula que não a consigo fotografar. Oh... ia ficar tão bem...

Às compras

Comprei coisas naquelas vendas de Natal que há um pouco por toda a Lisboa. Tenho um tecido para fazer um casaco e tenho um novo DVD para juntar aos outros todos que ainda não vi.

Démodé

Os homens não percebem nada de modas e cores. Diz ele que usar vermelho nas unhas agora não se usa, que o que está a dar é preto e roxo. C' um caneco...

Uma fotografia por dia que bem iria... (168)

Lisboa, 7 de Dezembro de 2010
A rica filha pôs-se a ler a ementa do avesso. Chegou à guarnição e não conseguiu ler a palavra tão rapidamente como as outras. Disse-me depois que o vocábulo não pertencia ainda ao seu léxico mental, daí a dificuldade em ler do avesso.
A rica filha sabe que eu amo a escrita e tudo o que com ela se relaciona e se pudesse adoraria tirar o mesmo curso que ela. Então, usando de generosidade e de gosto pela partilha, essa grandeza de carácter, que apesar de muito jovem já a define, explicou-me que há o léxico interior que engloba dois tipos de léxico: o activo, é o que usamos no dia-a-dia e o passivo, é o que não usamos correntemente.

Carufa linda!


O melhor instituto de beleza de todo o mundo é o Photoshop, ou similares. Indubitavelmente.

Simultâneo

Sou uma funcionária exemplar...

(Bem, exemplar não. Há milhentas situações em que não sou bom exemplo.)

Sou uma funcionária diligente. Atendo dois clientes e ainda falo com um visitante, tudo isto ao mesmo tempo.

O meu blogue parece um caderno diário...


Às vezes tenho vontade mudar um pouco as vistas, ontem cedi a essa vontade. Não gosto de imagens muito garridas ou com muita informação e esta agradou-me. Ontem, agradou-me ontem. Hoje, quando abri o blogue não gostei. Mal tenha tempo mudarei a 'cara' do blogue novamente.

Voar, Lena d'Água

Manhã
Com dez anos só
E já vai
Trabalhar, aprender
b-a ba de ferrugem suor e sal

A crescer assim, aprendendo
A viver sem viver
Sem voar

Quem virá pra te ensinar
A voar, a voar

Manhã
Escondendo na mão o pião
Já lá vai trabalhar
A sonhar borboletas de riso azul

Inventando assim mil peixinhos
Noutro céu, noutro mar
A voar

Quem virá pra te ensinar
A voar, a voar



Fonte: http://cotonete.clix.pt

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Natal

Uma menina exclamou: 'Esta loja está enfeitada!'

Ah... a ingenuidade das crianças! Tão bom de ouvir.

16:19

Vendo esponjas de banho da marca 'Oceania Marítima'. Tenho de perguntar ao meu fornecedor se ao depois de efectuada a compra devo aconselhar as pessoas a banharem-se ali na Costa de Caparica. Assim de repente parece-me o oceano mais perto deste ponto de venda de esponjas.

Agora, 12:45

Ontem fiz uns profiteroles muito desenxabidos. Enganei-me na receita e os coitados não chegaram a crescer depois de cozidos. Já o creme deles... ficou bem bom.
Agora o que tenho a fazer é tomar coragem e tentar de novo. Quer dizer, agora não. Agora estou no sítio errado para cozinhar, muito embora tenha aqui bem próximo, nas prateleiras, fogões a gás. E gás, já agora.

Saúde

A saúde não tem tamanho. Tem-se ou então não.

Lugares-comuns

Este post serve para pedir ao Pai Natal as prendas que quero no sapatinho.

Pai Natal:

Quero amor, paz, alegria e muita, muita, muita saúde!

Experimentar

Vendi um bacio alto a uma senhora, não sem antes ela ver se o mesmo lhe servia. Ela sentou-se em cima do dito e eu senti-me como se trabalhasse numa loja de sapatos ou roupas, até tive de lhe dizer que era mesmo o tamanho ideal e que lhe ficava muito bem e tudo.

Pedido fervoroso

Caríssimos clientes:

Não me peçam aquela cola para ratos em que os pobres - e colados pelo tão grande poder do produto - sofrem horrores querendo fugir e depois morrem de exaustão. Eu tenho tanta pena dos pobres bichinhos... Comprem umas ratoeiras daquelas 'zás!', toma lá disto e morres num instantinho, está bem?

Ó menina, para que é aquelas barracas ali?


Não sei, não. Mas já percebi que à roda das barracas vai haver carrocéis, churros e waffers.

1ª X

Assinei pela primeira vez naquelas maquinetas digitais, ou lá que é aquilo. O facto merece destaque num post, primeiramente porque sim - ou então porque não? - e depois porque aquela caneta dum raio é esquisitíssima e a porra do 'papel' é rijo que nem cornos e, ainda, quero deixar dito que fiz o meu nome todo torto, assim como se fosse a fugir. De repente senti-me com 6 anos, assinando um simples desenho para entregar em mão à dona Elisa, a minha professora.

Blás

Blablá blá blablá blablá?

Blá...

Blablá blá blablá blablá?!

Blá!

Porque não?

Porque não.

Ah e tal, isto está algum frio?!

Ah pois não, não está. As minhas frieiras até regrediram e tudo. Maravilha! Está calor, até.
Ora bem, já toda a gente percebeu que odeio a porra do frio? Julgo que sim. Todavia, é meu costume esperar que o frio passe sem me queixar muito, sem me queixar falando, quero eu dizer, já que escrevendo me queixo dele infinitamente.
Mas por agora não está frio nenhum. Isto é algum frio?!

Uma fotografia por dia que bem iria... (167)

Loures, 5 de Dezembro de 2010

Há pessoas que têm ideias giras e (talvez) originais mas ficam sempre receosas não vá o que idealizaram até ficar bem. Pessoas como eu, por exemplo.
Ficou bem, preencheu uma parede, o resultado foi uma agradável surpresa.
A fotografia retrata a parca colecção de CDs e DVDs que existem cá em casa e dois marcos muito importantes na minha vida: um dos dias mais felizes, o do casamento, e um momento familiar que me faz lembrar o início de quando viemos morar para esta casa, início esse que foi das melhores coisas que vivi até hoje.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Poema

(Escre)ver-me

nunca escrevi

sou
apenas um tradutor de silêncios

a vida
tatuou-me nos olhos
janelas
em que me transcrevo e apago

sou
um soldado
que se apaixona
pelo inimigo que vai matar


Mia Couto

Uma fotografia por dia que bem iria... (166)

Loures, 5 de Dezembro de 2010

Isto é que são bolas de Natal. Bolas, luzes e fitas. Ah, e a árvore, claro.

Recordando

No dia em que fui ao concerto da Dulce Pontes, assim que ouvi os primeiros acordes da canção escrita abaixo reconheci de imediato, a minha mãe cantava-a não raras vezes. Como tenho boa memória pude cantar baixinho acompanhando a Dulce Pontes. Mas chiu... Ela não sabe que eu sei.


Resineiro Engraçado, Popular: Beira-Alta


Resineiro engraçado, engraçado no falar
Resineiro engraçado, engraçado no falar
Ó i ó ai, eu hei-de ir à terra dele,
Ó i ó ai, se ele me lá quiser levar


Já tenho papel e tinta, caneta e mata-borrão,
Já tenho papel e tinta, caneta e mata-borrão,
Ó i ó ai, pr'a escrever ao resineiro,
Ó i ó ai, que trago no coração.


Resineiro é casado, é casado e tem mulher,
Resineiro é casado, é casado e tem mulher,
Ó i ó ai, vou escrever ao resineiro,
Ó i ó ai, quantas vezes eu quiser


Fonte: http://deltacat31.com.sapo.pt/resineiro.html

20:25

Loures, 5 de Dezembro de 2010

Não, não são bolas de neve. E também não são bolas de Natal. São bolas de chuva.

Querendo comer...


... Agarrem em limão, queijo mozzarella, manjericão, anchovas e disponham assim como se vê na foto e levem ao forno quente uns quinze minutos. Mas é favor retirar o interior do limão e cortar-lhe o cú para ele se equilibrar.
É muito bom! Adorei a mistura de sabores, o salgado da anchova a juntar ao casamento perfeito que é quiejo mozzarella e manjeicão. Hum...

Nota: receita vista na Tv num programa do Jamie Olivier, por isso a ausência de quantidades certas. Ainda assim desejo um muito bom apetite!

Deseja salvar o documento?

Há umas semanas que ando a guardar o meu blogue em Office Word. Esta ideia tem anos mas só agora estou realmente empenhada em a concretizar, de repente e nem sei porquê descobri que o Office Word não se limita a guardar textos, guarda também as imagens e até os linques. E sendo que estas duas últimas questões me faziam afastar a ideia de guardar o meu blogue sem ser no senhor Blogspot, para que servia ler o que escrevi se não pudesse ver as imagens e seguir os linques? Para quase nada. Estou felicíssima com a descoberta... Vai na volta 'inda há outra maneira bem mais fácil de guardar blogues e assim mas como eu cá não sei nada destas coisas de computadores...

Estou felicíssima com a descoberta mas muito descontente com o início dos meus escritos. Credo! Que pouca vergonha a maneira como eu escrevia... Últimamente, agradávelmente, exprimentar, sózinha, são apenas alguns exemplos de erros que eu dava, já para não falar no modo de escrever. Mas isso do modo de escrever não me entristece, é claro que é bom evoluir e melhor ainda é ter essa consciência.

Post sem título

Tenho pensado no último post que publiquei na Sexta-feira. Esqueci-me de duas coisitas.

1 - O bêbado afinal até disse uma coisa gira: 'Nunca roubei nada a ninguém! Nem o meu pai deixava, está bem está! Ate se rebolava na sepultura!'. Hum... cumpridor e muito obediente, este senhor bêbado, não?!

2 - A senhora doutora do francês é a senhora que me ofertou uma pequena lembrança de Natal. Queixou-se-me suspirando que estava trés, trés, trés fatiguée! respondi-lhe que então estava trot fatiguée e ela diz logo que não senhora, trot quer dizer demasiado. Não me opus, não conheço a língua o suficiente mas acho deveras que trés, trés, trés é demasiado.

?!

Eu cá ponho coentros (que deviam ser) finamente cortados numa caixinha, desenho um 'C' na tampa com verniz das unhas e depois meto-os a congelar. E tu?

?!

A rica filha viu um gatinho dormindo... e diz muito espantada: 'mãe, os gatos dormem com a cabeça enfiada nos genitais!'

Ai que calor!

Às duas da tarde estavam cá uns calores na rua! Ainda pensei ir à praia mas não houve tempo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (165)

Loures - Rua Manuel Francisco Soromenho, 4 de Dezembro de 2010

Um pedaço de frio, é o que é. Brrrrr! E as rosas aguentam-no bem que só visto! Nem gemem.

Bolo das 7 parras

Ingredientes

10 gemas
400 g de açúcar
3 dl de leite
300 g de farinha
1 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de raspa de limão

Preparação

Ligue o forno a 180º e unte muito bem uma forma com margarina. Enquanto isso, numa tigela, bata as gemas com o açúcar até duplicar de volume.
Acrescente depois o leite e mistura bem. Junte então a farinha, a canela e a raspa de limão e bata mais um pouco até obter uma massa macia.
Divida a massa em 7 partes iguais. Deite uma parte na forma e leve ao forno até ficar douradinha. Junte depois outra parte de massa e leve de novo ao forno até que fique igualmente douradinha. Repita sucessivamente esta operação até acabar a massa.
Retire do forno quando pronto, deixe arrefecer um pouco, desenforme e quando estiver já frio, decore a gosto.
O meu gosto foi decorá-lo com açúcar em pó e dois paus de canela.

A simpatia

Quero dizer aos senhores das grandes empresas de venda de electrodomésticos que selecionem melhor os seus distribuidores. Antes de os contratar tentem perceber se estes são mais alguma coisa que apenas burros de carga, até porque grandes caparros não são sempre sinónimo de grande pujança ou destreza. Convém, convém mesmo, contratarem alguém que diga bom dia e não responda 'hã?!' a tudo o que os clientes dizem, alguém que saiba estender um papel e informar de forma simplória o que é aquilo e para que é, porque as pessoas em geral não compram electrodomésticos todos os dias, logo, não lembram lá muito bem como se processam estas coisas. Escolham alguém que saiba dizer muito simplesmente: 'minha senhora, tem aqui um papelinho que tem de assinar para provar que a gente veio cá trazer o frigirífico'. Se eles não souberem falar, ensinem-lhes isso antes de os mandar para a estrada. Façam-lhes testes psicotécnicos e essas coisinhas todas, por modo a escolherem (bem!) os funcionários, vá.
Como já referi, não compro electrodomésticos todos os dias, porque se comprasse era capaz de não wortar lá tão cedo. Assim... é muito natural que venha a esquecer-me... e wortar.

Ímanes

Fiquei boquiaberta quando escrevi o post anterior. Isto da evolução da escrita e da fala tem muito que se lhe diga. Pensei que para escrever 'ímanes' tivesse de ser em itálico por ser uma palavra estrangeira. Mas não, 'íman' já não é uma palavra estrangeira. Com tanta novidade começo a achar que até nem sei escrever sem erros ortográficos.

Chegou!

Chegou o frigorífico novo. É tão silencioso que até parece avariado, fez-me lembrar um bebé dormindo profundamente, como quando eles dormem tão profundamente que até parece... que algo está mal. Quando os meus bebés dormiam assim eu punha a mão junto à boca para lhes sentir a respiração e, felizmente, sempre estava tudo bem. No caso do frigirífico, pois bem, apuro o ouvia a ver se o ouço... e ouço.
É tão branquinho, tão puro, tão imaculado, até dá pena lá pôr os ímanes a segurar os lembretes. Mas hei-de lá pô-los!
Ah, e também tenho de ir às compras para o encher.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lista de coisitas

Falei com um bêbado e não possso dizer que depois de espremida a experiência tenha ficado algo interessante para escrever.

Uma senhora comunicou-me que se encontrava 'perfeitamente furiosa'. Lidei com a situação o melhor que consegui e a bicha lá se acalmou. Quando arrefeci e arrumei as ideias surgiram-me em catadupa conselhos que poderia dar à senhora em questão para acabar com a fúria, ou mesmo conduzir e transformar essa fúria em momentos... cheios do mais puro prazer físico.

Recebi a minha primeira prenda de Natal. Sou uma mulher cheia de sorte, sou mais apreciada fora dos laços familiares. 'Inda dizem que o Natal é uma festa de família!

Fotografias

A mostra que se segue retrata as minha tentativas frustradas de revelar estas luzes de Natal em todo o seu esplendor.

Uma fotografia por dia que bem iria... (164)

Lisboa, 30 de Novembro de 2010

A mulher deu-lhe na mona ter plantas lá em casa. O homem tem uma loja de ferragens. A mulher roubou pezinhos de duas plantas algures num bêco. O homem disse: olha põe aí na montra. A mulher arranjou tudo muito bem e obedeceu. O homem disse que ficava giro. A mulher tirou uma fotografia improvável: plantas/brocas e outros/fitas e luzes de Natal. O homem e a mulher dão-se bem p'ra caraças.

Na mouche!

'Só devemos escrever quando sentimos dentro de nós alguma coisa absolutamente nova, importante, de que nos apercebemos mas que é ininteligível para os outros, e quando a necessidade de a expressar não nos deixa descansados.'


Leon Tolstói

Sabonetes de côco


Entrou uma senhora que só queria fazer uma perguntinha. Pareceu-me muito nervosa, explicava-se atabalhoadamente e ainda por cima não terminava as frases, digamos que usava muito as reticências... Desculpou-se muito, dizendo-se triste com a ideia de que eu a devia achar louca, a sua questão principal era supôr que alguém lhe entrava no quarto e lhe mudava de sítio uma ou duas coisas com o intuito de a perturbar. Tentei acalmá-la falando da minha experiência de balcão, estou habituada a ver situações desagradáveis na vida das pessoas porque lido com elas de perto, não se importasse em parecer louca, então.
(Podia ter-lhe dito que louca sou eu, olho para uma lista telefónica vezes sem conta e leio 4 em vez de 1 em todas essas vezes e só depois de deixar uma mensagem a quem não interessa reparo no erro. Em calhando a pessoa trocada ainda vai fazer um post...)
Depois de perfeitamente esclarecida e de falarmos de coisas à parte da questão, fez-me uma espécie de pagamento e comprou-me dois sabonetes de côco.
A senhora adorou-me, o que me surpreendeu bastante. À despedida disse inclusivamente que havia tido muito gosto em me conhecer. Não é que não existam pessoas que gostem de mim e me admirem mas isso é algo que raramente acontece num primeiro contacto.

...

O Luís não consegue enumerar coisas - mesmo sendo só duas - sem contar pelos dedos e piscar o olho direito.

Olhando

Imagem retirada da internet

Ouvi no filme 'Nanny McPhee 2' a própria dizer aos meninos que olhar insistentemente para alguém é falta de educação. Fiquei com a sensação que sou (insistentemente) mal educada...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O final

Ontem, minutos antes de sair de casa para ir ao cinema ver 'O americano', li no blogue da Redonda que ela não tinha apreciado o final do filme. O meu primeiro pensamento foi: 'ora bolas, não me digas que o americano (George Clooney) morre no final...'.
Não vou confirmar ou desmentir o meu pensamento, não acho bem revelar o final do filme (coisa que, aliás, a Redonda não fez) mas vou dizer que apreciei o final, é obviamente um final triste e trágico mas também real, nem sempre a vida corre de feição e eu concordo sempre com filmes que demonstrem a realidade daquilo que vivemos.

Nota: a imagem foi descaradamente surripiada do blogue da Dona-Redonda.

Acerca da minha primeira frieira da estação

Ao presente tenho menos um dedo para dedilhar, o indicador direito. Se já era uma completa desgraça no dedilhar, ele é erros atrás de erros: acentos nas letras erradas, espacos onde não são necessários e trocas constantes de letras, agora piorei substancialmente.

Hã?!

Atender uma senhora surda que nem uma porta pode ser porreiro. Ao menos posso dizer: 'bolas, que merda!' quando tudo me cai ao chão.

...

... a c h e i  d o i s  c ê n t i m o s ! ! !

Eu vou lá chegar, ai vou, vou.

Ricos filhos e eu

Rico filho, acerca das notícias do pé de gesso


Então André, caiste alguma vez hoje?

Sim, uma, na piscina.

Na piscina?!

Sim, mas não foi lá dentro!

Ah...


Rica filha, acerca das borboletas com que decorei um dos móveis cá de casa


A nossa casa parece uma casa de gays...

Mas eu não sou gay!

Eu sei mãe, não te perocupes com essa parte.

Adeus!

Loures, 11 de Julho de 2010

Noticio agora a saída honrosa de um dos participantes mais antigos que a minha casa conheceu: o meu frigorífico, e conto também um pouco do seu percurso enquanto colaborante.
O primeiro recheio que conheceu foi os restos de comida do copo d' água do meu casamento e desde aí tem estado umas vezes mais cheio que outras. Acompanhou o crescimento dos ricos filhos, guardou desde sopinhas a leite daquele que se fervia (velhos tempos!), depois foi guardando pacotinhos de sumo, pudins e gelatinas. Começou então a ser aberto por mãos adolescentes e despachadas para retirar refeições completas e mais tarde num processo sempre gradual retiravam toda a classe de alimentos para cozinhar. E a porta do dito frigorífico sempre mal fechada, claro.
E é assim: morreu. Data e hora de óbito: 29 de Novembro de 2010 pelas 8:35. Estranhamente, ressuscitou ao primeiro dia e algumas horas depois. Fraco, muito fraco. Já não se aguenta, porém, e foi melhor assim... Adeus!

Virá um novo espécime no próximo Sábado. A ver vamos, se dura tantos anos. Conto voltar a comprar um novo frigorífico em 2031.

A fotografia não é novidade no blogue mas aqui fica uma vez mais, em derradeira homenagem a uma das figuras mais enigmáticas do meu lar.

Uma fotografia por dia que bem iria... (163)

Lisboa - Rua Actor António Cardoso, 24 de Novembro de 2010

O meu pai criava pombos e às vezes havia pitéu lá em casa, era quando já havia muitos e o espaço escasseava, agarrava em dois ou três e toca de torcer o pescoço aos pobrezinhos, o que na altura era muito natural para mim. Depois amanhava-os muito bem, lembro-me em particular de ver o meu pai arranjando as vísceras. Um dos órgãos, a moela, era aberta com um canivete afiado e meticulosamente raspada. Eu por mim entretinha-me a observar, maravilhada com o saber do meu pai.
Pois é, eu comi pombos... E sendo que hoje em dia a lembrança me faz um bocado de confusão, a verdade é que comi, e não poucas vezes, pombinho frito e até canjinha de pombo. Era bom...
Nos tempos que correm há pragas de pombos em muitas metrópoles e Lisboa é uma delas. Não me afligem ou sequer os considero uma praga, em parte devido à minha experiência de vida mas também porque não sou afectada por cocós na roupa que deixo no estendal, nem tenho varandins e parapeitos sujos, uma vez que não moro em Lisboa.
Para quem não consegue viver com a ideia de que para eliminar os cocós tem forçosamente que eliminar os pombos e quer efectivamente acabar com os cocós, dê uma espreitadela a este sítio e encontrará a solução.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (162)

Loures, 1 de Dezembro de 2010

Ah, eu tenho que tirar uma fotografia a 'isto'!

(Ou eu não me chamasse Gina Maria...)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (161)

Lisboa, 30 de Novembro de 2010

Tenho um jovem cliente, se é que posso chamá-lo de cliente, que todos os anos em chegando a época natalícia me faz as mesmíssimas perguntas acerca de lâmpadas pisca-pisca das séries de Natal, coisa que já nem se fabrica.
O Filipe é um bocadinho infantil, se calhar dizer bocadinho é pouco, porque o deslumbre que tem por tudo o que é natalício, principalmente as luzes de Natal, é de sobremaneira. Decora toda a varanda com uma mangueira de luzes e uma roda enorme que pisca e pisca e pisca, a ritmos variados.
À parte natais e afins, o Filipe demonstra fascínio por interiores de fechaduras, chaves em bruto que receberão cortes no futuro, composições de detergentes e outras coisas.
Ontem descobri que sou igual ao Filipe, sem tirar nem pôr. Eu também gosto que se farta de conhecer os meandros de todas as coisas: interiores de fechaduras e identificação de chaves - a parte do deslumbre enquanto material em bruto já perdeu brilho... -, composição e fabrico das mais diversas coisas e... luzes de Natal. Acenderam-se - finalmente! - as luzes da espécie de árvores que estão montadas há algumas semanas na avenida Almirante Reis (Lisboa) e eu fiquei boquiaberta olhando as luzes saindo dos tais pufes, soltando exclamações de prazer infantil, de mãos juntas como que agradecendo - não sei muito bem a quem ou a quê... - a fantástica visão com que era agraciada. Quis logo tirar fotografias, não consegui e fiquei tristíssima. Outra infantilidade... Se bem que hei-de tirá-las e publicá-las, olaré!

E agora pergunta o leitor: então e o Filipe, as luzes da fotografia serão as da casa dele? Não, caríssimo leitor, não são. A arte suprema que se vê na fotografia é da autoria de alguém que todos os anos faz estas decorações simplesmente maravilhosas. O ano passado a criação deste mestre também foi captada por mim, ver aqui.
Acho que o mestre o ano passado estava mais inspirado...

Ah, já agora e tal e coiso, alguém sabe onde é que foi tirada esta fotografia?

Lisboa, 30 de Novembro de 2010

Amanhã é dia 1, um novo mês.
A próxima vez que mudar o mês será um novo ano, o qual virá cheio de surpresas, a ver se não varia.

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... a c h e i   d o i s  c ê n t i m o s ! ! !

Notícias do pé de gesso e associações

O rico filho caiu três vezes na escola! ... Não se aleijou, felizmente. E levantou-se  sempre sozinho.

Conselhos existentes na folhinha de orientação aos pais dos meninos com ossos partidos:

Beber leite todos os dias promove o fortalecimento dos ossos!

(Hum, o rico filho bebe 700 ml diariamente, chegará?!)

Andar de bicicleta ou de skate exige o uso de capacete!

(OK... E jogar futebol?!)

?!

É por umas e por outras que eu digo que ninguém me liga.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Passeio

Quando reparam em mim chamam-me maluca, sei que sim. Tenho uma extensa hora de almoço e aproveito para passear e principalmente espairecer. Passeio ao frio e à chuva, haja o que houver. Passeio ao sol e ao calor também, em tempo disso. Não suporto estar fechada, é tão insuportável que fico doente se permenecer enfiada naquele sítio. Asfixio, o chão foge-me, a minha cabeça rodopia.
Chamem-me maluca se quiserem. Estarão em cima da verdade sem o saber.

Aquela pessoa

Há aquela pessoa que vês dentro da sua própria casa. No quarto, sentada na cama, vendo TV. Imóvel. Vê-se da rua numa janela rente ao chão, mora numa cave. Em dias menos frios apoia-se na pequena janela e entretém-se a ver passar os pés das pessoas junto à sua cara pálida. Tu cumprimenta-la, impreterivelmente. Ela analisa-te os pés e as passadas enquanto responde ao cumprimento, impreterivelmente, por sua vez.
À luz da televisão, da cara vê-se apenas uns contornos, no sítio dos olhos dois buracos negros e a boca é uma linha fina e transparente. O conjunto tem uma expressão tão séria e tão ruim que se torna grotesca. A mulher mete medo ao susto. Ao susto e a ti... É a comunista, é como ouves chamarem-lhe. Não sabes se é comunista mas sabes que aquela pessoa parece uma bruxa fantasmagórica. Parece e é bem capaz de ser.
Um dia esta bruxa aparecerá morta, deitada na cama. Imóvel. A televisão acesa incidirá as suas luzes numa parede branca. Branca como a pele da comuna. A bruxa. O fantasma, aí sim.
É ruim, a bicha, mas tu vais lembrar-te dela. Quanto mais não seja, num dia em que caias neste blogue e tropeces neste post.

Macaquinhos

O dia em que descobri que os seres humanos se imitam todos uns aos outros foi um dos mais felizes da minha vida. A vida é tão simples...
Cá em casa a manteiga tem uma forma estranha, afunda ali ao meio ficando mais alta às pontas, o pessoal vai sempre buscar manteiga ao mesmo sítio: ao meio da manteigueira. Porque é que o pessoal não vê que há mais manteiga nas pontas? Porque se imitam? Porque não são diferentes?!
Acho que a isto se chama convergência. A vida é tão simples...

Boomerang?

Trabalho numa loja de onde não se expulsam os delinquentes. Drogados, bêbados, pedintes, doentes da tola, não que sejam bem-vindos mas não se manda ninguém embora. Aturam-se, tenta-se levá-los a bem até irem 'à sua vida', o que é costume acontecer. Em algumas ocasiões diz-se que estão a carregar no palavreado obsceno mas expulsar... nunca.
E também nunca fui assaltada estando atrás de um balcão, nunca tive essa experiência, felizmente. Não sei se terá a ver com a forma com lido com os delinquentes, será que recebo de volta o tratamento que lhes dou, ou a ausência dessa experiência será puramente, apenas e só fruto de casualidades mui felizes?

Corcumelos

Era uma vez um sobrinho e uma tia. Eu, por mim, estava muito sossegadinha, observando tudinho, sentadinha a um canto na casa da tia do sobrinho.
A tia, faladora até mais não, entabulava conversa aqui e ali, ria e contava histórias.
Contou-me a história dos corcumelos, sendo que estes, os corcumelos, eram proferidos amiúde durante o relato. Eu, boa entendedora que sou, percebi na hora que era cogumelos o que a tia queria dizer e, risonha que sou, deu-me muita, mesmo muita vontade de rir, é que os corcumelos eram tantos... Mas contive-me, que isto da idade ensina umas coisas. Só que o sobrinho não vai de modas, toca de dizer em surdina e por trás da tia e enfatizando os gestos que os corcumelos eram cogumelos. Eh pá, ia-me desmanchando... Credo. Mas lá consegui. É que isto da idade ensina umas coisas à gente.

Notícias do pé de gesso e algumas associações

Tem um pé de gesso novo, já pode pousar o pé no chão e inclusivamente andar sobre ele.

Achou muita piada a ter a perna 'bué fininha' e eu achei muita piada ao tom amarelo do pé dele. É da falta de ar, suponho.

Ao chegar a casa vimos que o gesso tinha umas assinaturas engraçadas, como não havia tempo para o deixar secar completamente, ficou com borbotos da meia preta colados no novo pé e também tem um saltinho. É tudo fashion, faz de conta.

Leva um saco de plástico enfiado no pé por causa da chuva.

Tem tantas saudades de jogar à bola que não suporta ver um expositor cheiinho delas.

O senhor doutor espantou-se ao vê-lo entrar e referiu o tamanho dele, ao que parece já devia pertencer a um hospital de adultos. Lá tamanho tem ele, eu sei, mas lei é lei.

Devido à referência do senhor doutor, achei que em acabando por completo a saga 'pé de gesso', será o derradeiro episódio em que num hospital me chamam 'mãe' isto e 'mãe' aquilo. Bem sei que não devia, porque não é suposto estas coisas acontecerem e ninguém as deseja, mas já estou nostálgica... A vida passa num ápice.

O verbo do frio e das camadas de roupa

Eu pareço um chouriço

Tu pareces um chouriço

Ele parece um chouriço

Nós parecemos uns chouriços

Vós pareceis uns chouriços

Eles parecem uns chouriços

Coisas em grande

Sabes aquele dia em que parece que as unhas dos pés e a franja te cresceram à farta?

Não?!

Não faz mal, ficas a saber à mesma: foi isso o que me aconteceu hoje.

A forma

Tenho um penteado com a mesma forma do chapéu que enterro na cabeça.

Temperatura

Enrolei muito bem o cachecol no pescoço e enterrei o chapéu na cabeça, o que me confere um ar atarracado, julgo. A porra do frio mais o raio que o parta lembrou-se hoje de se fazer sentir até aos ossos das pobres criaturas que não podem ficar em casa no quentinho.
Adiante.
Isso de atarracar não interessa, o que interessa é que a pala do chapéu me tapava parte da visão e que eu caminhava velozmente ao frio vendo apenas os pés das pessoas. Às vezes uma ou outra vinha na minha direcção e desviava-se, outras vezes vinham aos magotes, mas sempre tão apressadas quanto eu - estava um frio do caraças!
Durante esta simples situação dediquei-me a pensar o que faria o magote de gente se eu investisse na sua direcção e a dada altura acelerei e efectivei a investida, até me senti numa arena, sem sombra de frio, claro, comigo fazendo de toura, as botas de pêlo e a orla dos casacos a fazer de capa de tourear, só não imaginei as bandarilhas porque essa parte deve doer que se farta.
Pois bem, as pessoas desviavam-se, era como se um escudo invisível me protegesse de cotoveladas, pontapés, chapéus em riste. Tudo isto me passava ao lado, sem roçar, muito embora lhes sentisse o vento. De repente fiquei cheia de um poderio imenso - eu sou um furação! Mas isso do poderio era tudo imaginação minha e ainda bem, não gosto nada de me sentir inchada.

Um par de homens

Desceram os dois a escadaria da igreja. Um arrotou e logo me deu vontade de dizer: 'mete óleo!' mas deixei-me estar porque desta vez ele ia ouvir. Achei piada foi à observação em tom de desculpa que o do arroto proferiu assim que o expeliu: 'ai esta água benta, pá!'.

Uma fotografia por dia que bem iria... (160)

Lisboa, 26 de Novembro de 2010

Esta é uma folha especial! Já figura neste post aqui, neste mesmo post que estou a escrever e figura também na minha montra de Natal.
Desde o primeiro post andou aos rebolões em cima do meu trabalho de secretária, em cima dos catálogos de artigos e eu sempre sem vontade nenhuma de a meter no lixo devido à sua beleza. Então, num belo dia andava eu atarefadíssima (isto de atarefadíssima é só para dar ênfase à coisa, para parecer que trabalho até à exaustão) a fazer e desfazer, a montar e desmontar, vira daqui e dali, espetei a folha na árvore!

A Noite Passada, Sérgio Godinho

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"


Fonte. http://www.vagalume.com.br

Moleskine

Eh pá... Porquê tanto amor, tanta devoção? Certamente porque não são só cadernos, são algo mais, só não sei o quê e queria saber. Se lhes dedicam tanto carinho, tanta atenção, tenho para mim que Moleskine não são apenas cadernos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria... (159)

Pinheiro de Loures, 28 de Novembro de 2010

O fim de semana foi um bocado estranho porque a estranha sou eu.
Estranho não será, porém, este gato aconchegar-se dentro de uma conduta, sempre se está mais quentinho.

Internet

Nasceu um bebé de um casal amigo que está emigrado. Temos tentado ligar, porém, sem sucesso. Através do Facebook deixámos uma mensagem com votos de muitas felicidades em nome de toda a família.
É verdade que não falámos com eles, não usámos a voz, não demonstrámos amizade por meio de sons e de olhares, o que sempre traz uma emoção maior às relações mas... se este meio está ao nosso alcance e se da outra maneira, aquela emotiva e mais presente, não nos safámos... olha, rendemo-nos às tecnologias do presente.
Com a internet estamos constantemente ligados a nível mundial, através das redes sociais e outras coisas do género. A blogosfera não me trouxe a experiência de me sentir constantemente acompanhada, estou só, apesar de tudo.

Domingo

Um Domingo um bocado diferente, este. Fui ao Freeport comprar umas coisitas. A bem dizer não comprei nada mas trouxe três pés de alecrim para perfumar as minhas comidinhas.
Viva o Natal, o Freeport e o alecrim.

Estatísticas

Isto das estatísticas é giro.
Visito o meu próprio blogue.
Fui eu que fiz a capuicua.

E os nomeados são...

Li algures num livro uma das personagens nomear o casaco de peles, chamar-lhe Charlie ou algo assim. Resolvi copiar a coisa. Não que possua casacos de peles, não senhores, mas tenho casacos de fazenda grossa. Cinco. Cinco lindos casacos.
O casaco é masculino, tinham de ser baptizados no masculino, então. Primeiro lembrei-me de pôr nomes estranhos. Depois achei que ficava uma coisa sem graça, se era para andar com um homem pelas costas, carregando com ele para todo o lado que fosse, então poria nomes de actores daqueles que povoam a imaginação de qualquer mortal feminina (e gostando de o ser, preferencialmente) que dedique tempo a fantasiar utopias sexuais. Entretanto deixei de achar piada a esta ideia também. Não, nada disso, poria nomes de reis ou de imperadores, personalidades históricas da idade média e outros a quem já nem restam as ossadas. Escandalizei-me com a ideia logo assim que a tive. Credo, a malta do clero é cheia de extravagâncias, extravagâncias que muito simplesmente se traduzem em paneleiragem e outras orgias. Hum... Ná ná ni ná não! Não vou andar com mariconços às costas, isso é que era bom!


Voltei à ideia inicial, seria mais coerente e mais imaginativa.
Os casacos são cinco, as vogais são cinco, escolhi nomes onde a sílaba tónica fosse um...

A - Acácio

E- César*

I - Aníbal

O - Óscar

U - Asdrúbal

*Bem sei que César lembra impérios e imperadores mas não resisti a este…

Nota de rodapé: não, não vou nomear a minha roupa íntima. Pelo menos não para já.