quarta-feira, 4 de março de 2009

Balanço


Ora bem, sucede o seguinte: eis que é passado o segundo mês sobre o regresso ao ginásio. Haverá alterações? Sim... há! Voltei a ter grande dificuldade em me manter muito tempo sentada - falta-me um tudo-nada de chicha, doi-me o 'sim-senhor'...

(Hum... neste momento estou pensando no que acabei de escrever, os cotovelos estão em cima da mesa, uma das mãos apoia o queixo e a cada cinco segundos os dedos tamborilam em cima dos lábios. Se eu tivesse barba, por esta altura estaria a cofiá-la...)


Acrescentamento:
Fosse eu elegante e teria voado embalada pelo vento de alta velocidade que hoje uivava nesta cidade!

Um, dois, três - acabou o prazo!



Ah sim?! Ainda ninguém viu que já desfiz o enigma do desafio das três mentiras e seis verdades? Então seja que eu tenho uma data de post's quentinhos para publicar. Agora é que é:

Um, dois, três - acabou o prazo!

terça-feira, 3 de março de 2009

As Verdades, as Mentiras e as Justificações



1 - É mentira!
Sou reservada. Mas acontece que ao mesmo tempo consigo ser espontânea ao ponto de parecer extrovertida e faladora.

2 - É verdade!
Aconteceu há muitos anos, no início da minha carreira profissional. Conheci-lhe primeiro a voz do que a fisionomia. Ou seja, na verdade conheci-o pela voz.

3 - É verdade!
O meu marido tem uma loja de ferragens na mesma rua onde eu trabalho. Distam-nos dois prédios. Vou até lá várias vezes ao dia. Fazer o quê, perguntas tu? Ora...


4 - É mentira!
Nunca tive qualquer problema com contas e trocos. Por vezes acontece enganar-me mas é raro.


5 - É verdade!
Nesta é que ninguém acredita mas eu compreendo, afinal dá uma imagem encardida e malcheirosa de mim e eu folgo por os meus leitores não me imaginarem nesse estado. Acontece que sou frequentadora assídua de um ginásio. Quando saio, é de banhinho tomado, creme no corpinho, no rostinho, nos pezinhos. Nesta altura do ano não sinto necessidade de tomar banho em casa. Por isso escrevi no presente 'não tenho o hábito' e não 'nunca'.

6 - É verdade!
É por isso que estou tão à vontade a escrever no local de trabalho, embora ele nem sequer imagine que gosto de escrever, assim como não imagina que este blogue existe. E é também por isso que estou à vontade para ir até à loja do Luís tão amiúde, ora!...


7 - É mentira!
É uma das tarefas a cumprir que não me dá prazer.


8 - É verdade!
Adoro café sem açúcar, batata crua e chupar azedas...


9 É verdade!
Sou um desastre ambulante. E estático também. Sou um corropio. E uma mole também.
Acredita, ó leitor(a), que enquanto escrevia este mesmo post, foi por um triz que o arroz-doce não se queimou. Ao rico filho eu posso agradecer, pois foi ele quem me avisou: 'Ó mãe! O arroz- doce 'tá como uma cena branca e alta e 'tá a entornar!...
Leia-se mais coisitas do género
aqui...

Passeio


Alguém acredita que esta alminha - sim eu, a Gigi - hoje de manhã percorreu grande parte das ruas desta cidade gastando para isso duas horas do seu tempo? Pois é verdade. Andei pelo jardim para ver flores, pelas lojas para ver cores, pela escola do rico filho para ver papelada, pela feira para ver a moda e gente... Andei duas horas nisto, dei uma volta completa à minha cidade.
A propósito de feira - quem se sentir em baixo de estima venha à feira de Loures. Lá chamam-nos nomes daqueles mesmo bons: querida, fofinha, amori, princesa, menina, jóia... é tudo a fingir mas é tão giro!
E depois há o outro lado... aquele malicioso, com uma pontinha de astúcia. Andava eu a escolher camisolas giríssimas a três euros numa banca onde mais de uma dezena de mulheres também escolhia criteriosamente as suas peças preferidas, e o cigano ia apregoando o seu artigo:
- É a três! É a três! Quem tiver os três chegue-se a mim!
Estou certa que ao redor da bancada não havia nenhuma donzela mas ninguém arredou pé dali... Ó cambada de virgens, pá!

Kiwi




Hoje foi dia para fazer uma descoberta magnífica! O kiwi nunca será maduro pois de verde não passará!
Será que só eu consigo ver a magnificência da descoberta? Hum... pois. Sou.


A imagem furtei ao Google. Sou uma desavergonhada porém não desventurada.

Desafio - 6 Verdades & 3 Mentiras


A Cris passou-me este desafio. Consiste em contar 9 coisas sobre nós, em que 6 são verdades e 3 são mentiras.
Quem receber este desafio deverá tentar distinguir as verdades das mentiras, da/o blogger que lho passou. O blogger poderá dizer ou não, se acertou!
Desta última frase eu não vou fazer caso. Daqui a aguns dias revelarei as mentiras.


1 - Sou muito extrovertida e faladora. É por isso que não costumo pensar no que digo e dou aquelas respostas tão prontas. Para confirmar, veja-se aqui.

2 - Um dia entrou-me na loja o Rogério Samora (actor) para comprar ácido muriático.

3 - Trabalho na mesma rua que o meu marido.

4 - Engano-me com frequência quando faço trocos. Nunca falei nisso aqui porque tenho muita vergonha. Não presto para números, comigo é mais letras.

5 - Não tenho o hábito de tomar banho em casa.

6 - A loja onde trabalho é do meu sogro. Ou seja, o meu sogro é também meu patrão, 'tás a ver?

7 - Adoro atender vendedores, ver catálogos, discutir preços, ver e estudar eventuais novidades, falar com eles. Enfim, negociar.

8 - Adoro café. Bebo-o sem açúcar. Também gosto de batata crua e de chupar azedas.

9 - Como, pelo que escrevi até aqui, já se viu que sou distraída, se há coisa que não posso fazer em simultâneo é comida e escrever no blogue. Dá erro. Não sei, dará? Será isto verdade?

domingo, 1 de março de 2009

Érres de Riso e de Refeitório


Era a derradeira refeição tomada neste espaço de alimentação colectiva.
O homem da caixa avisou-me numa voz antipática e gasta que para mim aquilo só funcionava a partir das catorze horas. Respondi numa voz monocórdica: 'Ah está bem.' Que era só a partir das catorze já eu sabia, o que eu estava era a marimbar-me para ele e mais as ordens do superior e mais o raio que o partisse também. Que mal faria eu ir uns míseros quinze minutinhos antes das catorze?
Não havia mesas sem batas brancas ou doutras cores. Todas tinham no mínimo uma bata. Decidi sentar-me numa mesa onde já se encontrava uma senhora que, surpresa das surpresas, não se encontrava fardada, trajava indumentária normal. Perguntei se me dava licença, respondeu: 'Com certeza, com muito gosto!' E riu, não se ficando pelo sorriso. Fiquei agradada com a demonstração de simpatia. É daquela simpatia que fica para além do normal e aquém do fingimento. É aquela simpatia que eu gostava de ter.
Mesmo sem vontade iniciei a minha refeição. E fui observando. Ainda que não estivesse fardada tinha um ar incrivelmente clínico, mas isto se calhar era da minha cabeça devido ao local cheio de pessoal hospitalar. Era pequena e franzina. Numa das mãos havia enfiado um anel da treta enormíssimo, deu-me a sensação que o anel lhe ia comer a mão, de tão grande. Antes disso acontecer ainda vi que tinha nas unhas um verniz cor-de laranja. Oh!
E eu a pensar que só eu é que uso estas cores! Afinal há mais marias com esta mania...
Às tantas, puxou de um caderno e começou a escrever. Pois está muito bem, eu sei que não sou a única pessoa que escreve em locais públicos, mas não consigo deixar de achar engraçado que hajam mais pessoas a fazer o mesmo que eu. Imaginei logo que ela poderia ter um blogue, quem sabe? Mas não devia ser... Reparei que escrevia em inglês e a escrita era feita por tópicos. Na certa estava a preparar alguma aula ou a fazer um trabalho de casa.
O telemóvel dela tocou e ouvia-a falar com o interlocutor em inglês, dando-lhe as indicações para ele chegar até onde nos encontrávamos. Por entre a conversa riu várias vezes daquela mesma maneira, fiquei certa de que aquele riso nela era natural. Ainda gostei mais da senhora.
Despachei-me antes que chegasse a companhia dela. Despedi-me agradecendo e de volta recebi um 'De nada, ora essa!' e fui premiada com mais um riso daqueles...
Sim, foi reconfortante. Eu gosto destes encontros fugazes e efémeros.

Eufemismos

O rico filho aprendeu algo com a estadia no hospital. Aprendeu que os médicos usam muito os eufemismos. Diz ele que ouviu dois:

1 - Na hora de colocar o soro disseram-lhe que ele ia sentir só uma picadinha e no fim iam-lhe furando a mão toda...

2 - Depois, quando se queixou de fome, disseram-lhe que ele ia comer 'daqui a bocadinho' e afinal demorou longas horas até o rapaz poder comer...

Pois é, André, foste simpático. Eu cá diria que eles são é uma cambada de mentirosos!

Ocupação


Ocupo-me a ser eu para que não seja como outros, para que não seja como os outros. Eu não sou os outros, nem os outros estão ocupados a ser eu, ou sequer se preocupam em me conhecer.

Acho incrível, e ao mesmo tempo sensacional, que no campo virtual eu seja mais acompanhada e mais compreendida que no campo real.
O porquê disto nem merece explanação. Se eu me estender, agora, neste assunto, vou ficar com aquela sensação de 'mais do mesmo', já escrevi vezes sem conta sobre esta coisa do canal virtual e da esfera real.
Mas estou a escrever, é verdade. Estou a escrever porque esta coisa do desacompanhamento dos ditos amigos me agita as entranhas. E escrevo, porque há vezes em que escrever liberta-me e acompanha-me. As palavras sempre serão minhas amigas e nem o que escrevo lhes parecerá alguma vez mal.

AH!


O mês de Fevereiro acabou. Escrevi 81 post's, o que dá uma média de 2.89 por dia.
Já Janeiro teve 85 post's, aí a média foi de 2.74.

Descobri como usar a calculadora deste computador caseiro... Ah...!
Talvez na descoberta resida algum interesse...

Bem-vindos a este novo mês!



Foi o que a arara me mandou dizer aos meus leitores.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Então até para o mês que vem!



Foi o que o bufo que me mandou dizer aos meus leitores.

Repescado


«(...)Tenho uma necessidade permanente de criar algo escrevendo e é por isso que mesmo depois de esgotadas as palavras e as ideias, quando já não vejo nada senão as coisas más, quando o melhor que tenho a fazer é fechar os olhos, esquecer e nem escrever para não pensar mais, quem sabe até fechar o blogue... eis que me aparece uma ideia nova! Tem-me acontecido sempre, sempre, sempre assim.
Por isso é que ainda me mantenho por aqui apesar da cabeça vazia de tantas coisas, porque isto... é meu.»


Repescado
daqui.

Poesia

Durante esta semana tive muito tempo para ler. E li. Tinha tempo entre um apoio ao rico filho e um cochilo dele. Teria usado muito desse tempo para escrever mas não havia computador (meu) ou internet (minha) por perto. Assim o que fiz foi fixar na minha cabeça as coisas que queria escrever posteriormente e outras apontá-las.
Para me entreter comprei uma revista que trazia um livro agregado, um livro cujo autor escreve prosa e verso - Nuno Júdice - o qual desconhecia.
Habitualmente não gosto de poesia. Porque não me identifico com ela, porque não me vejo lá. Mas li os poemas de Nuno Júdice e gostei. Muito. Senti as palavras. Vi-me nas palavras dele. Nestas:


Rotina

Ao abrir a janela do quarto para outras
janelas de outros quartos, ao veres a rua que desemboca
noutras ruas, e as pessoas com quem se cruzam
em cada início de manhã, talvez te apeteça
voltar para dentro, onde ninguém te espera. Mas
o dia nasceu - um outro dia, e a contagem do tempo
começou a partir do momento em que
abriste a janela, e em que todas as janelas
da rua se abriram, como a tua. Então, resta-te
saber com quem te irás cruzar, esta manhã: se
o rosto que vais fixar, por uns instantes, retribuirá
o teu gesto; ou se alguém, no primeiro café que
tomares, te devolverá a mesma inquietação
que saboreias, enquanto esperas que o líquido
arrefeça.

Nuno Júdice

Desilusão


Esta é uma época de desilusões. As pessoas e a vida desiludem-me e, sem que eu queira, sou levada a não me iludir com a minha vida e com a minha pessoa.
Na verdade, isto acontece porque o viço da juventude e o prazer do inesperado estão lá atrás.
Aprendi a usar um escudo - não esperar nada de ninguém e em simultâneo esperar tudo de todos. Não que assim desapareça a desilusão mas quando aparece dói menos.

1011


1011 é um número engraçado para parar com esta 'coisa' de numerar os post's que publico.
Comecei com esta bincadeira no post número 1001 e no número 1002 já não tinha graça este publicar assim. Começou a ficar sem alma e também me deu a ideia de que perdia algum conteúdo.
A partir daí foi (ou fui) perdendo a graça, perdendo a graça, perdendo...
Vou parar a partir de agora, vou voltar a sentir-me angustiada em busca de um título adequado e vou gostar qualquer coisita de intitular os meus post's. Vou, sim. É que há experiências enriquecedoras e esta foi uma delas.

1010


A vida entra lentamente na normalidade.
Hoje de manhã, apercebi-me repentinamente que nem me tenho visto ao espelho. Felizmente não notei quaisquer pioras...

1009


Não há dúvida que o Hospital de Santa Maria é um grande hospital! De um lado vê-se o estádio do Benfica e do outro...



... o estádio do Sporting!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

1008


Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.

Parece que vem aí a chuva, que chegará amanhã. Então vá que é para a gente ter bom prado e bom celeiro e isso. Vá.

Provérbio buscado
aqui.

1007


Numa das refeições tomadas neste refeitório reparei num homem que olhava insistentemente para mim enquanto eu bebia a sopa. Passados alguns instantes, um outro olhava de soslaio enquanto eu tentava abrir, desajeitadamente diga-se, o invólucro que continha a colher que me levaria o pudim à boca.
Tendo a achar que não tenho graça, porém, momentos há em que me parece que divirto as pessoas de alguma maneira. Neste caso, pela originalidade demonstrada no modo como comi a sopa e pelo desajeitamento em levar a cabo uma tarefa tão simples como abrir um invólucro de plástico...
Não posso dizer que tenha sentido muita vergonha por me estarem a observar, um tão atentamente e outro fingindo nem reparar, mas logo que acabei de comer, tirei o meu caderno da mala e refugiei-me na minha escrita. Há vezes, em que é aí que vivo por não saber como viver no mundo de outros.