terça-feira, 9 de outubro de 2007

Durante esta semana perguntaram-me:
- Então e as férias, foram boas? - fiquei parada e pasmada mas depois de recuperar o ar respondi:
- As férias já foram há tanto tempo que já nem me lembro que as tive...
Depois fiquei a matutar e como as conversas são como as cerejas e os pensamentos são mais cerejas ainda (!!!), tanto pensei que fui dar à questão que já algumas vezes aqui abordei - não morro de amores pela minha profissão e pela maior parte das funções que desempenho. Fiz uma retrospectiva e achei que é tempo perdido o que passo a lamuriar a minha infelicidade. Então olha lá:
- Estar num sítio onde aparece um menino de uns 8 anos com um corrimão que tinha acabado de partir, aflito à procura de um produto que solucionasse aquele problema tão "grave" antes que a mãe descobrisse...
- Duas amigas octagenárias discutirem, enquanto as atendo, acerca de quando uma delas não ouve a campaínha...
- Ocupar-me do transporte de um pacote de Skip de 900 gr para o meu local de almoço para entregar posteriormente à cliente porque ela ainda queria ir a um sítio e não queria andar carregada...
- Observar pelo canto do olho um par de namorados trocando carinhos, digamos que intensos, enquanto eu estava atrás do computador registando a compra que eles efectuaram... acho que é melhor eu pensar que eles não sabiam que eu os conseguia ver de onde estava... porque se calhar até sabiam...
- Uma senhora dizer-me que não queria uma esfregona com um pau (!!!) tão comprido... enfim, nem todas gostamos do mesmo...
- Uma outra senhora muito, mas mesmo, mesmo muito castiça, perguntar-me se por o meu vizinho se ter atrasado a abrir a porta depois do almoço, lhe teria dado alguma caganeira fora de horas...
- Ah... então e um senhor que me entrou loja dentro só para me dizer que o fio de nylon não dá para fazer nós... também aqui fiquei a pensar: "Não... isto não me está acontecer..."
- E por último, pasma-te, hoje perguntaram-me se eu tinha dióchéne (é claro que não está bem escrito, como pode estar bem escrita uma palavra que não existe?)
Mas eu traduzo: Vieux-Chaine. O mais engraçado é que a cliente em questão tem um canudo altíssimo... e há mais deste género aqui se quiseres ler.
Eu devia era exultar de alegria, regozijar-me e deleitar-me de prazer pelo privilégio que tenho em desempenhar esta bela profissão... não achas?


domingo, 7 de outubro de 2007

Apetece-me comer gafanhotos e sair daqui aos saltos... Estou frágil. Outra vez. Sinto culpa sem razão aparente. Sinto culpa por sentir culpa. É um ciclo viciado, vicioso e viciante. Que vai crescendo, ganhando peso... e qualquer dia não posso com isto de tão pesado que está. Sinto-me só porque não há como partilhar a carga.

Mas:

- Amanhã é outro dia e parece-me que vai estar soalheiro

- Poder desabafar daqui para o mundo é muito bom

Esfera - Pedro Khima

Se algum dia aqui chegares, vais sentir que isto é para ti. Este poema enquadra-se perfeitamente no que sinto agora:


Esfera (Pedro Khima)


Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,

Nada mais era do que um som

Que me levava a tentar fugir de ti… sair de ti…
Uma vez mais, sem saber porquê,

Desisti para te dizer:

Não dá mais, quero mais…

Se não for assim,

Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!

Mais, mais…Quero mais…Mais, mais…

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,

Que me deixes ir,

Que me libertes de ti, que não me faças sentir,

E eu não quero cair, não me posso entregar

Sem que percebas que não podes julgar,

E eu quero tentar, poder acreditar

Que o aperto cá dentro

Um dia vai acabar,

E o monstro em mim, não irá sucumbir,

Não desfalece por não conseguir

Que olhes para mim, que me faças existir,

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Mais, mais...

sábado, 6 de outubro de 2007

Continuação:

Com o comentário da Redonda lembrei-me que esta história merece que eu conte mais um pouco porque, efectivamente, há mais para contar:

Quando eu vi aquela cena eram 9 horas da manhã aproximadamente e ia a caminho do meu local de trabalho. Passado um bocado, quando estava na altura da minha pausa habitual para tomar café encontrei os pais da menina sentados numa mesa do café do Jorge. E não pude deixar de ouvir que comentavam em que estado de espírito a menina tinha ficado na escolinha. Ouvi a mãe:

- Ela ficou bem, não achas?

E o pai respondeu:

- Sim... ela ficou bem...

Era notório o estado de ansiedade em que se encontravam e eu compreendi-os tão bem que sorri para os dois. O meu sorriso foi correspondido e ficou no ar algo semelhante a cumplicidade porque eu sei quanto custa ter que deixar os filhos "voar" sozinhos.

A ida para a escola é talvez o primeiro vôo que os filhos fazem na vida. Quanto a mim, foi aí que eu percebi que as dores do crescimento existem mesmo, não só para quem cresce mas também para quem vê crescer quem é carne da sua carne. É por isso que acho essencial aproveitar todas as fases e idades dos meus filhos. Ainda hoje ouvi alguém dizer na série de TV "CSI Miami" que ser pai ou mãe não é um direito mas sim uma dádiva. Concordei. Plenamente. Assim intensifico este sentimento de que tenho que ser feliz com todas as fases da vida dos meus filhos. Tento não ficar saudosa do tempo em que ficavam no berço a palrar ou do tempo em que era tão fácil distraí-los para não chorarem e aproveito para me alegrar porque sabem ir sozinhos para a escola ou sabem confeccionar coisas simples para comerem se eu me atrasar a chegar a casa.

Ser mãe é uma dádiva e eu aproveito-a.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007


Há tanto tempo que não ia ao "Vasco da Gama"...
Há tanto tempo que não via as pessoas tão absortas nos seus pensamentos...
Há tanto tempo que não andava ao sabor do balanço de um comboio...
Há tanto tempo que não via pessoas ao monte e andando desgovernadas em todas as direcções...
Há tanto tempo que não ia ver o Rio Tejo...
Há tanto tempo que não reparava que ali, ao pé do rio, as pessoas andam mais devagar e têm uma expressão mais descontraída...
Há tanto tempo que não dava um passeio assim...
Há tanto tempo que não andava à deriva e sem rumo certo... não porque tenha que ser mas porque eu quero...
Há tanto tempo que não andava no meio de tanta gente e só comigo...
Há tanto tempo que não sentia um arrepio de frio...
Há tanto tempo que não contemplava um horizonte tão longínquo...
Há tanto tempo que não visitava o meu "suavizante cerebral"...


Ahhh... foi muito bom...


foto: Ponte Vasco da Gama sobre o Rio Tejo

autoria: minha

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A autora deste blog escreveu o seu último post e despediu-se dos seus leitores. Todos eles manifestaram grande tristeza pela perda mas gentilmente a apoiaram e demonstraram amizade através dos comentários.

A autora deste blog revelou que nesse dia nenhuma vontade sentia de escrever e que sentia sim, um grande desejo de que escrevessem para ela e acerca dela. E logo recebeu muitos comentários, todos eles elogiando a maneira intensa e íntima com que escreve no seu blog.

Estes blog's demonstram perfeitamente como somente através da leitura do que alguém escreve, se podem desencadear amizades. Apenas me pergunto até que ponto este mundo virtual poderá ser realmente verdadeiro...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Loures, 13 de Fevereiro de 2005

"Hoje vi o filme "Catwoman". Gostei. Gostei principalmente prque foca a dualidade de personalidades que todos nós temos. Eu tenho uma personalidade escondida, últimamente anda muito saída da casca. O outro lado de mim mesma. Existe mesmo. E anda aqui a ver se fica... sinceramente espero que fique porque é bom de sentir. Sinto-me mais liberta, mais sensual, mais curiosa, mais destemida. Umas vezes todos este sentimentos à mistura, outras vezes um deles sobressai por momentos

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"Vou para a escolinha"

Hoje assisti a algo estranho e enternecedor ao mesmo tempo. Estranho talvez pelo inesperado e enternecedor porque a cena inclui uma criança.

Vi na rua uma senhora com uma criança de uns três anos muito aconchegadinha no seu colo. Passaram pela senhora que vende flores lá na rua e depois de se cumprimentarem ambas e como a menina não respondesse, a mãe, sem abrandar o passo, respondeu:

- Ela vai caladinha porque vai para a escolinha.

Olhei para a menina. De facto, ia com o olhar muito triste e ansioso, encostada no ombro da mãe. Foi a seguir que vi o inesperado que referi em cima - o pai ia atrás andando e filmando as duas para que ficasse registado aquele momento especial. Foi aqui que achei enternecedor. E foi aqui, que tive pena de não ter registado este momento da vida dos meus filhos ao menos com uma foto... Resta-me o consolo de que na minha memória está registado esse dia tão especial de Setembro de 1997 e de Setembro de 2000. Não me lembro como se fosse hoje mas lembro-me muito bem.

domingo, 30 de setembro de 2007

A única coisa que me arrebata é o meu pensamento. Às vezes não estou me mim e isso acontece-me muitas vezes, vezes demais...

Eu sou imaginativa e fantasista, é por isso que o meu penamento me põe fora de mim muitas, muitas vezes...

Poderia sair de mim cantando, dançando, tocando um instrumento ou pintando um quadro, assumindo dessa forma a expressão do meu pensamento. Assim poderia elevar-me a outra esfera ou outro campo. Mas não, desta forma não vou lá. Só vou se me deixar levar pelo pensamento.

Quando escrevo também não existe mais nada, consigo embrenhar-me nas palavras porque estou a usar o pensamento e o que me arrebata mesmo... é o meu pensamento.
Ora bem... afinal o dia de hoje acordou tão cinzento como o de ontem só que menos molhado. Quando acordei e vi o dia através da janela do meu quarto, percebi logo que não estava dia para vestir um top sem costas...
E ainda agora isto começou... :-'(
P.S. Em relação ao post anterior, não sei porque raio o nome de sua excelência René Char, (que eu até nem sei quem é - só para que conste) lhe falta o negrito... já editei vezes sem conta e fica sempre na mesma, ou seja, mais pequenininho e fininho que as outras suas excelências. Desprestigiante para a pessoa, não? Ainda bem que não vem cá ver o meu blog. Se viesse, se calhar ralhava comigo...

Frases sábias

" Nunca atingiremos o impossível, mas ele serve-nos de lanterna."

René Char

" O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte."

Aristóteles


" Há uma coisa ainda mais difícil do que seguir um regime, é não o impor aos outros."

Marcel Proust

sábado, 29 de setembro de 2007

OUTONO

Porque hoje está um daqueles dias de chuva pegajosos, em que as moscas ficam chatas como o caraças porque entram todas para dentro da minha cozinha para fugir à chuva e eu tenho que andar a ver se as "apanho", por causa de tudo isto, sim porque isto das moscas são acontecimentos interessantíssimos e raros porque não acontece a mais ninguém nem em mais nenhuma parte do mundo e são também extremamente úteis para tu que estás a ler ficares mais informado(a) de como eu me ando a sentir com a chegada do Outono, por causa de tudo isto, lembrei-me que o ano passado escrevi algo acerca do Outono:


Outono


O Outono podia muito bem ter ficado onde esteve até agora, mas eu tenho a mania de encarar tudo pelo lado positivo. E como tal, existem coisas no Outono de que eu gosto. Deixo aqui a minha lista só do que eu gosto no Outono:

- O cheiro húmido e fresco da manhã

- O arrepio ao vestir um casaco

- Sentir esse arrepio porque estou a aquecer e não pelo contrário

- Poder pôr as mãos em cima do volante quando deixo o carro ao sol

- Os abraços serem mais longos

- Ter menos borbulhas

- Passear a pé e o sol não me queimar a pele

- Ver as montras cheiinhas de coisas fofinhas e quentinhas

- O cafézinho saber-me tão bem...

- As folhas das árvores terem mudado de tonalidade, o que significa que ainda que eu ande pelos mesmos sítios, a paisagem está diferente.


Eu sei que o Outono começou há uma semana, mas... ainda vai muito bem a tempo.

Eh pá... prontus... o que eu escrevi o ano passado não é que este ano discorde mas prontus... não me apetece nada que venha aí o Outono... não me apetece mesmo nada... :'-(



Loures, 20 de Abril de 2007

Hoje eu...
... não quero dormir
... não quero escrever
... não quero ser eu
Hoje eu...
... quero esquecer.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."

Fernando Pessoa


Já eu, Gina: tenho pensamentos que enxoto da minha cabeça não vão eles matar-me de ansiedade, para que não diminua a luz das estrelas, da lua e até do sol e assim fique o mundo sem beleza alguma e, por minha causa, o coração dos homens sem amor.

Ainda bem que ninguém vê ou lê os meus pensamentos. Se alguém conhecesse o que penso que não eu, a esta hora já o meu mundo não existiria. Existiria outro qualquer mas não este. Este, o de hoje.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

AUTOPSICOGRAFIA - Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.


domingo, 23 de setembro de 2007

Lisboa, 14 de Maio de 2007

"Não é sempre agradável este momento que passo sozinha porque por vezes me apetece ter companhia para falar acerca do que me vai na alma. Estou consciente de que tenho que ultrapassar este problema sem ajuda de ninguém porque ninguém me pode ajudar. Este problema não tem solução.


Agora estou na loja e continuando a escrever acerca daquele assunto, a mim parece-me que, ao mesmo tempo que tenho alguma necessidade de ter momentos solitários para reflectir acerca da minha vida, sinto-me só, o que me deixa algo baralhada.
Tenho que me aceitar a mim própria. Às vezes isso custa-me horrores."
Não querendo hoje discordar e pegando um pouco na última frase deste post à qual dei tanto destaque, considero, de facto, o Sábado o melhor dia da semana porque ao Sábado ainda está para vir o Domingo. O Domingo, por sua vez, considero-o o pior porque seguidamente vem a Segunda-feira. Da Segunda-feira, habitualmente, não tenho razão de queixa porque à Segunda-feira, o melhor é deixar correr a semana... não achas? E para mais, se não existisse a Segunda-feira, que é tida para muitos como o pior dia da semana, existiria a Terça-feira...

O melhor mesmo é deixar a vida correr normal e naturalmente.

sábado, 22 de setembro de 2007

Hoje já:

Estendi a roupa.

Fiz a cama.

Pus a máquina a lavar.

Fui levar o Luís à loja.

Fui à papelaria buscar os livros do rico filho.

Vim para casa acordar os ricos filhos e dar-lhes instruções para limpar a a casa.

Fui às compras.

Fiz um bolo.

Apanhei a roupa.

Estendi a roupa.

Fiz o almoço.

Fui buscar o Luís à loja.

Almocei e agora estou aqui a escrever.

E... estou cansada!...

Daqui a pouco:

Vou arrumar a cozinha.

Vou pôr-me mais bonita!

Para depois:

Ir jantar fora com o meu amor.

Ir ao cinema ver um filme.

Remate: o Sábado é o melhor dia da semana!!!

Aqui está a definição para a música alternativa. Segundo a página que está diponível no Wikipédia música alternativa nada mais é do que um estilo de música que não se encaixava em estilo nenhum já existente por isso se começou a chamar de "Música Alternativa".


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

MAIS UM POST LAMECHAS E MAIS UMA VEZ ME ESTOU MARIMBANDO PARA ISSO

aqui referi que a Ana Cláudia fez anos este mês. Pois bem, chegou a hora de escrever algo acerca dela e do que me vai na memória.
A Ana Cláudia foi a primeira vozinha a chamar-me mãe. Foi a minha primeira, com ela me estreei e esta aventura que é a maternidade começou.
Era uma bebé adorável e risonha mas que fazia birras, fazia pois! No entanto, os momentos de boa disposição estiveram sempre num grau mais elevado, felizmente. Era e é uma querida...
Ainda mal sabia andar e já corria veloz. Era incrível como se equilibrava melhor a correr do que a andar. Fez muito uso dessa facilidade quando o André começou (também ele) a correr quando havia espaço, como por exemplo nos largos corredores dos centros comerciais. Nesses passeios, o André acabava por se afastar correndo e ela dizia-me:
- Mãe, vou buscar o mano - e aí ia ela sem me dar tempo sequer de responder. Escusado será dizer que o André assim que a via atrás dele corria ainda mais depressa e de seguida corria eu atrás dos dois...
Houve a terrível fase dos pesadelos em que íamos dar com ela, ora deitada a dormir no chão ao frio, ora gritando assustada até que chegássemos ao pé dela. Quando isto acontecia nem chegava a acordar. Felizmente esta foi uma fase que não durou muito.
Houve a fase em que andámos à procura de casa, porque aquela onde vivíamos estava a ficar demasiado apertada, e a rapariga (e o rapaz) não se calava porque tinha montes de piada as casas fazerem eco por estarem vazias. Então... vá de gritar!... E a pergunta "Isto é para a casa nova?" foi repetida vezes sem conta e nos mais variados sítios durante algum tempo.
Desde que sabe conversar que noto nela um grande à-vontade em falar com quem quer que seja. Tal e qual como este senhor... Costumo dizer que a boquinha dela se abriu aos seis meses para palrar e nunca mais se fechou, embora com variantes porque o vocabulário da rapariga evoluiu, obviamente. Fala pelos cotovelos, por assim dizer. Seja qual for o tema de conversa tem sempre uma opinião e uma resposta objectiva e sincera, por vezes demasiado sincera porque ainda é imatura para saber dosear e usar a sinceridade. Julgo que esse saber chegará com o tempo, a ver vamos...
Com ela nunca foi muito difícil perceber o que sente ou o que a anda a preocupar e nesta altura das nossas vidas isso é muito bom. Tem grande facilidade em falar comigo contando-me situações do seu dia-a-dia onde inclui referência aos amigos mais íntimos, chegando mesmo a apresentar-mos com espontaneidade e prazer. Esta atitude descansa-me e muito!... E para mais, tenho a certeza que não se importa nem um pouco de partilhar os seus amigos comigo.
Voltando à infância, quando o mano nasceu não se aborreceu nem vi nela nenhum ciúme mas também não vi grande curiosidade em saber quem era. Este facto poderá dever-se à sua pouca idade na altura - três anos ainda imcompletos - como poderá ter sido essa a sua maneira de me transmitir desagrado, ainda hoje estou para saber ao certo, embora esteja mais inclinada para a segunda ideia.
Na Escola sempre teve mais tendência para línguas e para se relacionar com os outros. No futuro dará uma excelente relações públicas em qualquer área, tenho a certeza.
Este post está longo e de momento não tenho mais nada na memória. Outros post´s virão, tenho a certeza.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Marbella, 28 de Agosto de 2007

"Estou sentada à beira-mar, escrevendo e observando os ricos filhos que se divertem dentro de água.
Aqui ao meu lado, um senhor se espanta ao verificar que escrevo. Desde que escrevo com regularidade nunca vi ninguém que escrevesse em público como eu. Apenas vejo pessoas a ler e se estão de caneta na mão, é porque estão a fazer aqueles passatempos que vêm nas revistas nestes meses de Verão, exactamente com o propósito de ocupar a cabeça enquanto se está de férias."

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ouvi uma canção na rádio e logo de seguida escrevi o seguinte:


"Anda por aí a circular nas ondas sonoras uma canção do Jorge Palma chamada "Encosta-te a mim". Hoje, sem querer, dei atenção à letra dessa mesma canção e reparei que há uma frase que diz "deixa ser teu o meu quintal". Interessante... Por si só, o desejo de partilhar algo já revela amor ou amizade genuínos e uma entrega total. Ainda mais genuíno será partilhar o nosso quintal porque representa divertimento, tempo livre, brincadeira, numa só palavra: lazer.. Por isso, quando o poeta escreveu "deixa ser teu o meu quintal" resumiu em poucas palavras vários sentimentos que eu estou a tentar descrever e desenvolver com este texto mas não me está a sair nada de jeito... é melhor parar."


Umas horas depois ouvi a canção de novo e descobri que estava enganada quanto à frase. Em vez de "deixa ser teu o meu quintal" é "deixa ser meu o teu quintal"... e o texto que eu tinha escrito ficou sem sentido uma vez que no calor do momento, o que eu queria era escrever acerca do que o poeta escrevera.

Fiquei a pensar no que deveria escrever com a frase "deixa ser meu o teu quintal" e não saiu nada. Perdi a espontaneidade do momento. Deixei-a ir mas, se calhar, qualquer dia apanho-a.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Escuridão

Tive um bom bocado de tempo livre. Por isso, depois do treino, fui até ao Rio Tejo. Das portas do Ginásio até à água existe um espaço sem iluminação, amplo e vazio. Apesar do escuro, caminhei até lá. Quanto mais me aproximava mais intenso ia sendo o cheiro a rio. Com os olhos já habituados à escuridão consegui distinguir a ondulação e quando cheguei à beira do rio, vi as águas escuras. Não se via grande coisa, estava tudo escuro e comecei por me sentir pouco à vontade mas ao mesmo tempo com aquela sensação que costumo ter quando me sinto insegura com algo. Acho que é vontade de lutar contra os meus próprios medos. Pensei: " Medo do quê, Gina? Qual é o teu problema? Não está aqui ninguém, é certo. Mas precisa de estar aqui alguém? Não, pois não? Então aproveita os cheiros e os sons, vá... isto é tão giro exactamente porque não está aqui ninguém... "
E assim fiz. Andei por ali e tal... depois sentei-me numa coisa de metal cravada no chão que em tempos serviu para amarrar os barcos - não sei como se chama - e por ali fiquei até me apetecer.
Por acaso a escuridão é algo que me foi desagradando com o passar dos anos. Não me lembro de alguma vez durante a minha infância ter tido medo do escuro. A minha mãe até conta que quando eu nasci não deixei ninguém dormir de noite enquanto não descobriram que eu queria a luz apagada para dormir tranquila. Nunca tive medo das sombras nem nada disso. No Verão, era capaz de ir de madrugada para o quintal sozinha quando não tinha sono e não me passava nenhuma coisa má pela cabeça.
Hoje em dia não gosto do escuro. Não chega a ser medo e muito menos pavor, só uma certa insegurança pelo desconhecido porque está às escuras. Não gosto do escuro. Gosto de ver bem o que está à minha volta para ser devidamente analisado pelo meu olhar perscrutador.

sábado, 15 de setembro de 2007

Adolescência ------->>> Paternidade

No passado dia 5 deste mês a Ana Cláudia fez 16 anos. A seu pedido, dei uma pequena festa cá em casa para comemorar. Os convidados eram, na maioria, pessoas da idade dela e entre eles havia alguns que eu ainda não conhecia muito bem. Nomeadamente o... hummmm... cof cof... enfim... "amigo especial" da rica filha, que por acaso tem um irmão gémeo o qual tem uma namorada que também fazia parte dos convidados. Não, não, não... esta não vai ser uma história de confusões de gémeos.
Ora bem, a meio da tarde o pessoal foi chegando, foi-se instalando e tal e a certa altura eu perguntei:
- Afinal qual é o Hugo? (o Hugo é o dito... hummmm... "amigo especial")
- Eu tenho um sinal aqui - respondeu ele apontando para a cara.
- Ah... - fiz eu e pensei que de longe não dava para ver bem mas que iria tentar distingui-los assim.
- E ele cortou o cabelo e eu não - disse o outro gémeo.
- Então vou distingui-los pelo cabelo. É mais fácil.
Continuei nas minhas lides de modo a dar de comer àquela malta. Entretanto, umas horas depois, chegou o Luís com os meus sogros e fizeram-se as apresentações.
Passado um bocado, apanhei o Luís a jeito e cochichei-lhe ao ouvido: " Amor, para os distinguires, o que tem o cabelo mais curto é o Hugo mas se tiveres dúvidas de qual é um e qual é o outro, basta reparares de que garina estão eles mais próximos. O que estiver mais perto da Ana Cláudia é o Hugo... pronto, amor... sabes como é... nestas coisas nunca estão muito distantes... "
Rendido perante a forma directa como abordei o tema, o Luís sorriu e fez aquela cara de "tu sabes-me levar... " e eu, vitoriosa, fiz aquela cara de "pois sei... e muito bem..."
Enfim, ser mãe de adolescentes também é muito engraçado quando se sabe levar a coisa. A adolescência traz grandes mudanças aos filhos e as preocupações dos pais tornam-se diferentes e maiores. Quanto a mim, esta fase deve ser encarada com naturalidade . No fundo é assim: para os pais, os filhos nunca deixam de fazer gracinhas, tenham o tamanho e a idade que tiverem. E é claro que eu acho muita graça aos meus filhos e tenho a certeza que este sentimento em mim vai durar tanto tempo quanto eu...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Música alternativa...

... será o quê? Quando já não há mais nada para ouvir ouve-se aquela, é? Deve ser... ou talvez não. Pode ter esse nome porque se vai ouvindo e alternando com outros estilos. Não... aí seria alternada porque se alternava com outras e não alternativa... Grande questão esta, sim senhor!!! Acho que vou passar o resto da noite a pensar nisto...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

E uma vez mais de regresso às lides laborais... está tudo na mesma:




  1. - Ai a menina está tão queimadinha! Esteve na praia, está-se mesmo a ver...


  2. - Estive cá e estavam fechados! Precisava de uma chave e não conheço mais nenhum sítio...


  3. - Até que enfim, chegaram! Estiveram quanto tempo fechados, para aí um mês, não?


  4. - Então, Gina! Já cá estás? As férias foram boas? Souberam a pouco... ai não!


  5. - Acho muito bem que já estejam abertos. Não se pode estar de férias muito tempo, este país tem que andar para a frente!


Conforme se pode verificar, tudo o que me disseram durante estes primeiros dois dias de trabalho foi, no mínimo, encorajador e original... enfim! Para além do mais, são tudo coisas, refiro-me às frases, que eu não sabia. Era determinante que alguém me lembrasse e/ou fizesse ver estas questões, pois são fundamentais para o bom funcionamento da conjuntura actual.

Eu até tinha resposta para aquilo tudo. Deixa cá ver...




  1. - O senhor não sabe que o sol fora da praia também queima? Porque não vai dar uma grande volta e me deixa em paz?


  2. - Estávamos fechados? Tem a certeza? Então e não bateu à porta? É que mesmo com a grade corrida para baixo poderia um de nós estar cá dentro... nunca se sabe... quando fôr assim bata à porta à mesma, mesmo que seja Domingo, está bem? Pronto... para a próxima já sabe...


  3. - Não... então a gente 'tá fechados desde o dia 15 de Maio, para aí. É que eu gosto de organizar tudo muito bem, de fazer uma boa limpeza lá em casa e fazer montes de comida para congelar e assim...


  4. - Não... já estava farta de férias... ainda agora disse que 4 meses de férias é demais... cansa!...


  5. - Pronto!... Confesso que para ese comentário não tenho nenhuma resposta ironica porque se eu pudesse responder quando ouço coisas daquele género só me vem à cabeça: " Vai à merda!" Essa expressão é demasiado directa para ter ironia


P.S. Estive a ler o que acabei de escrever. Acho que revelo a tal loucura saudável de que já algumas vezes ouvi falar. Uma loucura saudável a raiar a insanidade, é o que me parece. Às vezes fico contente por não ter muitos comentários. A sério que fico. Mas não te inibas, comenta à vontadinha porque eu adoro ler comentários. A sério que adoro.

É assim...:





Ele - Winda... tótu ti...


Ela - Ya... tamém te curto assim mêmo tipo bué...



domingo, 9 de setembro de 2007

Agora é que é... adeus férias... amanhã vou trabalhar... :'(


Daqui a 2 ou 3 dias as imagens, os sons, os cheiros que tenho na cabeça devido às férias ter-se-ão desvanecido em grande parte. Paciência... seja como fôr, tenho que trabalhar. Infelizmente não é possível viver sem trabalho, ou sem o rendimento do trabalho, mais precisamente. Por isso, mãos à obra!
O sorriso e felicidade que demonstro na foto, esses quero ver se os mantenho. Creio que não será difícil.
Boa semana (de trabalho ou não) a quem por aqui passar!!!

sábado, 8 de setembro de 2007

Tudo porque -

- disse - fui - falei - comprei - escrevi - entreguei-me - pensei - li - fiz - olhei - chorei - conversei - retraí-me - provoquei - vi - imaginei - dei - manipulei - corri - valorizei - sofri - inventei - captei - sorri - exagerei - ri - viajei - toquei - ansiei - confidenciei - deleitei-me - cedi- surpreendi - lamentei - ...


Por vezes leio o que já escrevi. Leio porque gosto. Gosto tanto de ler o que já escrevi como de escrever o que me apetece. Sem querer, as minhas próprias palavras são para mim como uma bengala em que posso apoiar-me. Mas todas as palavras que escrevo fazem de imediato parte do passado. Porque me apoiarei eu no passado? Será pela certeza de que ele não muda? Talvez... a certeza equivale a segurança. Embora não sejam sinónimos, uma vem com a outra e traz de arrastão o conforto. Hummmm... tão bom... estou a escrever e a flutuar ao mesmo tempo, tal como quando tenho uns copos de sangria na cabeça...


Mas voltando ao passado (já sem flutuar), o passado não muda nem se move de onde está mas eu vou lá buscá-lo com demasiada frequência... Pensando melhor, não vou lá buscá-lo, vou eu ter com ele, uma vez que o passado não se move... quem se move sou eu...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Eh pá...

... pela primeira vez, desde que tenho Messenger, coloquei uma mensagem pessoal para todos os meus contactos lerem:
" larai laraaai larai laraaai"
Não sei se dá para perceber, a ideia é parecer que estou a cantar.
Eh pá... ' tou feliz... :) a sério... :)
Ontem à tarde por voltas das 18:30 saí para ir ao Ginásio. No caminho surgiam-me pensamentos do género: " Bolas! Mas saiu toda a gente a esta hora, foi? " ou " Chiça! Tanto carro! Ai que eu já não 'tou habituada isto!... "

Pois é... é que nem em Trás-os-Montes, nem em Marbella, nem no Alentejo havia trânsito compacto e eu estive 18 dias livre disso... agora tenho que me aguentar...

Cheguei ao Ginásio e fiz os exercícios todos bem-feitinhos e com prazer. Verifiquei que perdi 2 kilos nas férias e isso deixou-me muito bem disposta. É que ir de férias e voltar com menos 2 kilos não é para toda a gente...

Anda sempre na minha mala um caderninho e uma caneta para eu escrever se me apetecer. Enquanto esperava que o Luís se despachasse escrevi lá o seguinte:


" Estou no Ginásio. O Luís só agora é que saiu do treino... que merda!... É sempre a mesma coisa...

Hoje escrevi no blog. Escrevi coisas que andavam no meu pensamento há algum tempo. Enquanto não tive o PC em casa, formulava textos na minha mente acerca de como iria reportar as minhas férias. Como não escrevi logo as ideias que ia tendo, acabei por fazer um post caganeiroso...

Acho que isto que acabei agora mesmo de escrever deveria publicar lá no blog amanhã. Assim é que era!!! Se calhar vou fazer isso mesmo... "


E fiz. Já está.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Férias- etapa número três

E uma vez mais, fizemos as malas e pusémo-nos a caminho, desta vez o destino era o nosso lar mas com escala no Baixo Alentejo, onde moram os meus pais. Passámos lá uma noite.

A foto que está já aqui por baixo é uma demosntração da tática usada pelos meus pais para espantar os (para eles) indesejados ninhos de andorinha nos beirais da sua casa. Não é engraçado? Acho que os meus pais têm, para além de tempo, muita imaginação...


Esta aqui é uma boneca que vejo na casa de uma das minhas tias quase desde que me conheço a mim própria... perguntei à minha tia há quantos anos tinha aquela boneca e ela respondeu-me que havia trinta e tal anos. Pois é... eu também tenho trinta e tal anos...



Esta é a minha avó materna. Que me perdoem a má qualidade da foto mas era isto ou nada e eu resolvi ficar com isto. Aqui a minha Avó Chica - seu nome próprio Francisca Júlia - tinha 18 aninhos. O Luís diz que tem parecenças comigo...


A poucos kilómetros de casa, Lisboa dá-nos as boas-vindas sob o pôr-do-sol.


E cheguei a casa na única altura do ano em que a minha varanda apanha um bocadinho de sol


E cheguei a casa na única altura do ano em que a minha varanda apanhaum boadinho de Sol...

Férias- etapa número dois








Depois o destino foi Marbella-Espanha. Para também passear mas principalmente para descansar estes quatro corpinhos tão cansados que bem merecia...

Férias- etapa número um

A etapa número um das minhas férias foi rumar daqui directamente para Trás-os-Montes. Lá passeei, convivi, diverti-me... enfim, passei um tempo óptimo tal como referi no post anterior.

Infelizmente, tal como também referi no post anterior, não me é possível retratar essa parte das férias por não ter fotos para recor
Nas minhas férias...


- Rebentou-se um pneu do carro o que significou um gasto extra...

- Perdemos cerca de 200 fotografias porque o cartão da máquina "resolveu" bloquear...

- Em Trás-os-montes, mergulhei numa lagoa onde andavam uns bichinhos que creio serem sanguessugas. Fiquei horas cheia de comichões e a tirar os ditos bichinhos...

- Perdi, não sei onde, uma pulseira de ouro que a minha mãe me deu há muitos anos e que tinha um alto valor estimativo...

- Estive 2 dias doente (eu e o Luís) nem sei com o quê...

- Fomos multados em Espanha...


Mas...


- Convivi com pessoas simpáticas...

- Vi e revi lugares fantásticos em Portugal e em Espanha...

- Estive com a minha família a tempo inteiro, passei com eles um tempo de descanso físico e psicológico que me soube muito bem...

- Diverti-me bastante no casamento do Jorge . Há muito tempo que não ia a um casamento e até ao dia de hoje este foi o casamento a que mais gostei de ir, a seguir ao meu... pois claro!...


Que me lembre nunca tive umas férias tão atribuladas como estas. Mas também nunca tive umas férias tão boas e tão diversas como estas.

E agora vou tratar das "escolas" dos ricos filhos: material escolar, horários e assim...

Já volto!... (assim espero)



UFA!!! 'Tava a ver que nunca mais tinha o meu PC!...

Assim muito rapidamente posso dizer que cheguei de umas féias maravilhosas há uns dias atrás e que a rica filha hoje faz 16 anos. Jovem e linda

domingo, 12 de agosto de 2007

FÉRIAS!!!!! YUPI!!!!!

No vidro da montra da loja onde eu trabalho está um papel que avisa o seguinte:



ESTIMADOS CLIENTES:

Informamos que do dia 15 de Agosto ao dia 2 de Setembro nos encontramos encerrados para FÉRIAS.


Assinado:

A humilde mas também autónoma empregada desta loja.



Para a loja do Luís... eu escrevi algo diferente. No papel que está afixado na loja do Luís, lê-se o seguinte:


ESTIMADOS CLIENTES:


Informamos que do dia 15 de Agosto ao dia 2 de Setembro nos encontramos encerrados para FÉRIAS.


Assinado:

A digníssima e soberana esposa do dono desta loja que juntamente com o seu amado esposo, encarecidamente vos pedem desculpa pela falta que irão sentir da nossa presença nesta rua...


Pois é malta... vou de férias. Vou ter saudades de escrever aqui, mas as férias são muito bem vindas... mesmo!!! Até breve!!!

sábado, 11 de agosto de 2007

Os ricos filhos chegaram hoje do acampamento. Adoraram. Ainda bem. Eles estão felizes e eu fico feliz por eles estarem felizes. Coisas de mãe. As mães entenderão e estou certa que o resto da humanidade também...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

EM PLENO VERÃO!!!

Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa



Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa


Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa

Alameda D. Afonso Henriques - Lisboa

Rua Brito Aranha - Lisboa, junto à Praça de Londres

Rua Brito Aranha - Lisboa, junto à Praça de Londres


Rua Brito Aranha - Lisboa, junto à Praça de Londres


Jardim Fernando Pessa - Lisboa, junto à Avenida de Roma


Jardim Fernando Pessa - Lisboa, junto à Avanida de Roma



Jardim Fernando Pessa - Lisboa, junto à Avenida de Roma



E cá esta o Verão na sua plenitude, com toda a vida, luz e côr. Mais uma vez retratado nos mesmo lugares de mais ou menos das mesmas prespectivas.


Todas as fotos são da minha autoria.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Breve pensamento apenas publicável por verificar que quase ninguém anda por aqui...

Sou um ser humano excepcional... eu sei que sou... mas só eu é que sei...
Pensando melhor... talvez tu também saibas... mas se calhar não te lembras... será???
Quem é que tem paciência para me ouvir? Ninguém. Quem é que está interessado em saber o que eu penso? Ninguém. É por isso que só eu é que sei que sou um ser humano excepcional... mesmo fora de série... especial: eu.
Este pensamento é uma revolta que sinto há muitos anos e não há meio de lhe dar a volta. Nem sei porque estou a escrever isto. Talvez seja porque ninguém me está a ver e porque aqui, de certa forma, divulgo ao mundo o que penso e o que sinto. Esquadrinho os meus pensamentos e desabafo sem ter que conviver directamente com o impacto que as minhas palavras (eventualmente) possam produzir.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Hoje ´tou com saudades, pronto!...



Durante esta semana, quando chegar a casa vou encontrar tudo tal e qual como deixei... e até vou ter o computador só para mim... os ricos filhos não estão cá, foram passar uma semana num acampamento bíblico. Já estou com saudades. Quando chego a casa choca-me - acho que o termo adequado é esse: choque - ver os quartos vazios e despovoados da sua presença. Contudo, existem vantagens:




  • Eles não sujam nem desarrumam.



  • Eu não grito nem ralho nem barafusto.



  • Se for jantar ali ao KFC... gasto metade do dinheiro (no mínimo).



  • Não tenho roupa para lavar, estender, dobrar, passar, etc.



  • Posso chegar a casa tardíssimo devido a obrigações profissionais ou mesmo lazer, sem ficar com a consciência pesada por não lhes estar a fazer companhia.


Ainda assim... estou cheiinha de saudadinhas dos meus ricos filhos lindos da mãe...



Na foto são os ricos filhos durante as nossa férias em 2005. Bem sei que já foi há quase dois anos e que eles agora estão muito diferentes mas pronto... foi a foto que me apeteceu publicar. A autoria da foto é minha.


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Se calhar não sou tímida...

Hoje entrou na loja alguém de quem eu imediatamente reconheci a voz. Observei um pouco e tive a certeza de quem era:
- A senhora participou na minha sessão de júri no R.V.C.C. - disse eu.
Depois de algum espanto, a senhora respondeu:
- É natural... eu sou avaliadora externa.
- Eu estava ali a ouvi-la e a pensar: eu conheço esta voz. Não foi o seu rosto que eu reconheci mas sim, a sua voz.
Conversámos um pouco acerca dos meus projectos para o futuro, pois pretendo adquirir mais escolaridade.
Disse-me que não se lembra de mim o que é perfeitamente normal uma vez que desde Maio já participou em muitas sessões de júri. Pensei que tinha pena de não ser suficientemente especial para que ela se lembrasse de mim...
Mas agora, pensando bem... até é giro pensar que eu que digo que sou tímida, na minha vida profissional me dê tantas vezes ímpetos deste género: abordar de uma forma directa as pessoas, afirmando que as conheço e não duvidando nem um pouco disso mesmo.
Já outras vezes abordei as pessoas simples e directamente. Até já escrevi no blog algumas, por exemplo aqui e aqui. Se calhar não sou assim tão tímida...

sábado, 4 de agosto de 2007


Loures, 7 de Fevereiro de 2007
A mãe é uma daquelas mães mesmo fashions que as nossas amigas olham para ela e dizem: "Ena Lala, a tua mãe veste-se mesmo bem!"
Todas as minhas amigas adoram a mãe, porquê não sei. Acho que é porque a minha mãe é muito moderna. Acho que ela é muito simpática com toda a gente e também porque se ri às prestações, género: HA... HA... HA...HA!
O belo emprego que tem deu-lhe muita experiência em relacionamentos. Muitas vezes acha que não tem amigos e isso dá cabo da cabeça aqui à Lala, porque ela não se apercebe que todos os seus amigos confiam nela.
A minha mãe até tem outra qualidade que eu aprecio muito: é saloia. Porquê uma qualidade? Exactamente porque ninguém quer ser saloio. A minha mãe é tão saloia quanto o pão saloio e como as couves do Sr. Joaquim.
Passa a vida a falar do blog: " O blog isto, a Patinha aquilo, os comentários da não sei das quantas". Quando não está a falar do blog, no blog ou na cozinha (vida de mãe) está a escrever!

Pedi à minha filha que escrevesse o que lhe viesse à cabeça acerca de mim e pronto, saiu isto!... :-)
O texto andou perdido pela casa durante uns meses, há dias ela encontrou-o e eu decidi publicá-lo hoje.
Na foto somos nós duas na praia da Costa da Caparica debaixo de um magnífico pôr-do-Sol. Por causa do crepúsculo nem dá para perceber qual é a mãe e qual é a filha. Mas dá para perceber que temos a mania que somos giras e fotogénicas...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Li algures que a pessoa que tem o hábito de escrever, o faz por ter uma vida desinteressante. Nas últimas semanas tenho pensado um bocado nesta ideia e quase me sinto de acordo com ela. Quase... porque não concordo na totalidade.

Nas últimas semanas têm acontecido muitas coisas na minha vida, coisas diferentes... isso tem-me despertado muito para a vida mas também me toma muito mais tempo. Eu não tenho tido tempo nenhum para parar e escrever. O facto de neste momento sentir a minha vida interessante aumenta bastante a minha vontade de escrever. Mas para a minha vida andar tão ocupada com coisas interessantes eu não tenho tempo para escrever

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

55 ANOS

Em tempos frequentei uma Igreja regularmente. Grande parte dos membros dessa Igreja eram meus familiares e de entre esses familiares constavam os meus sogros que eram os líderes espirituais da Igreja que referi. Acabei de crescer, casei e tive filhos perfeitamente integrada no meio eclesiástico. Acerca das circunstâncias que levam a que hoje em dia não frequente Igreja nenhuma eu não vou escrever porque me aborreceria sobremaneira.

Mas... no passado Domingo fui a uma Igreja e assisti a uma cerimónia muito bonita. No passado dia 27 de Julho os meus sogros fizeram 55 anos de casados e o Culto de Acção de Graças foi dedicado a esse aniversário. No púlpito, o meu sogro começou por apresentar a família aos crentes. Apresentou as filhas, os genros, o filho, a nora e os netos e quando chegou a minha vez levantei-me timidamente.

Seguidamente o meu marido e as minhas cunhadas foram chamados à frente e foi pedido a uma das minhas cunhadas que dissesse umas palavrinhas, ela assim fez. Depois, foi a vez do único filho (o meu marido), logo de seguida um dos meus cunhados... a esta altura a minha cabeça já estava a mil à hora, só pensava:

"Bolas!... 'tou feita... daqui a nada 'tão-me a chamar... sou a única nora... o que é que eu digo?"

Confesso que pensei recusar peremptoriamente, não sou grande coisa a falar em público, engasgo-me, dá-me brancas, gaguejo... mas quando chamaram a única nora (eu) sem hipótese nenhuma de escolha e de atirar a "batata quente" para outra, pensei:

"Não... eu vou. Por eles. Eles merecem."

Comecei por pedir desculpa por estar tão nervosa. Disse que a melhor maneira de homenagear os meus sogros seria dizer a toda a assistência quão meus amigos eles sempre têm sido, que sei que sempre pude e posso contar com eles para o que der e vier, que, obviamente, não concordo com tudo o que eles fazem ou dizem, principalmente com o meu sogro porque trabalho com ele - é claro que aqui pus toda a gente a rir - e que gosto verdadeiramente deles - e aqui pu-los a chorar.

Para quem não sabe, eu trabalho com o meu sogro. O meu patrão e dono da loja onde trabalho é o meu sogro. Já aqui referi, creio até mais do que uma vez, que a minha vida profissional é uma merda. Não deixou de o ser depois daquela cerimónia mas eu senti-me bem em tornar público a amizade, o respeito e admiração que tenho pelos pais do meu marido e avós dos meus filhos. É mesmo muito bom fazer alguém feliz...

Não...


Ainda não estou de férias, não... Não é que me pareça que alguém sinta a minha falta por aqui mas tenho tido muita vontade de escrever e nenhum tempo para isso... é pena porque hoje tenho tempo e nenhum assunto nem nenhuma desenvoltura nem coisa nenhuma... Ando sempre em desalinho...


Na foto sou eu no restaurante "House of Vodka" no Bairro Alto em Lisboa e quem a tirou foi o Luís.

sábado, 28 de julho de 2007

A precisar de férias

Esta semana tem sido pródiga em parvoíces a nadar na minha cabecinha... por exemplo:

Quando andava a ver montras de calçado lembrei-me que agora o tamanho do meu pé e a minha idade têm o mesmo número - que interessante...

Não sei o que achará deste post quem tiver o "azar" de vir aqui parar mas pronto... eu acho que está original!!!

E também acho que preciso de férias urgentemente...

quarta-feira, 25 de julho de 2007


Aviso: este post é lamechas.

Adenda ao aviso: estou-me nas tintas para isso.

Hoje, dia 25 de Julho de 2007, deixa de haver crianças cá em casa. O "Benjamim" cá de casa nasceu há 13 anos, agora é um adolescente e as coisas infantis deixarão de fazer qualquer sentido. Não quero com isto dizer que acho que haja uma data estipulada para tal, o crescimento é gradual e é gradualmente que me vou acostumando ao desenvolvimento dele(s). A vida avança e já não sou mamã de uma(duas) criancinha(s) mas sim de um(dois) adolescente(s).
Sempre que algum dos meus filhos começa uma nova etapa da vida eu faço uma espécie de retrospectiva para ir lembrando e assim conservar na minha memória o que não quero esquecer. Neste post vou centrar-me apenas no rico filho*.

Os sorrisos de bebé eram, na grande maioria das vezes, para mim, porque quase ninguém o fazia rir. Quando os olhos pestanudos estavam carregadinhos de sono era tão bom ele enroscar-se no meu colo... não há nada mais enternecedor do que uma criança a dormir. Ainda hoje, quando vejo o meu filho a dormir o que sinto é algo semelhante a calma e tranquilidade, sou invadida por um sentimento que não sei definir melhor do que isto: amor.
Ainda mal sabia falar já levantava o dedo quando lhe perguntava: "Quem é que é lindo da mãe?"
Houve uma altura em que mantinha o olhar fixo nas jantes brilhantes do nosso carro (o André tinha um enorme fascínio pelas jantes do Passat) enquanto a mãozinha nos fazia adeus quando o deixávamos na casa da minha mãe para irmos trabalhar. Não quero, de maneira nenhuma, que pareça que o meu filho ficava infeliz na casa da minha mãe. Só que o coração de mãe chora com algumas situações e para mim, deixar o meu filho para ir trabalhar sempre teve o seu peso.
Quando estava muito concentrado com algum brinquedo mais difícil de manusear, soprava, soprava, soprava... até conseguir o que pretendia.
Gostava (e gosta) de coçar as marcas que a roupa deixa na pele. Ok... esta é um bocado estranha...
As primeiras letras que ele escreveu quando entrou para a escola eram do tamanho de uma folha A4. Cedo percebi que o André nunca iria ter uma letra bonita, mas sei que isso só terá importância se eu der importância.
Na Primária, sempre foi considerado um bom aluno, com interesses fora do normal, tais como Meio Físico e Vida Animal. No Secundário, tem mais facilidade em Ciências e Físico-Química.
Para vir a ser cientista, ou algo do género, o André precisaria de alterar a sua postura perante a vida... porque teria que ser mais estudioso e menos preguiçoso...
Hoje o André é maior que eu (também não é preciso muito...) e tem a voz grossa. Quando me atende o telefone custo a ter a certeza de que é ele que está a falar comigo. Está mesmo na adolescência, não retém quase nada do que se lhe diz e tem dificuldade eu lidar com sentimentos e em exprimir opiniões. (homens!!!)
- André!... Que tal, achas que estou gira? - o André encolhe os ombros ou exclama: "Sei lá!..."
- Então não sabes se gostas de me ver com esta roupa? - o André encolhe os ombros ou exclama: "Sei lá!..." Mas eu que sou mãe dele e não há ninguém neste mundo que melhor o conheça, sei que aquele "Sei lá!..." quer dizer que sim...
Enfim... do André eu lembro as tropelias, as birras, os sorrisos, as gargalhadas, as exclamações, as respostas prontas e peremptórias e sei que ainda haverá muito mais de tudo isto para eu assistir e aturar...
Muito, muito mais haveria para escrever mas infelizmente não me ocorre mais nada de momento. Para o ano há mais...

*Oportunamente chegará a vez da rica filha.
foto: conforme se pode ver, o André não gosta de tirar fotos...
autoria: minha

domingo, 22 de julho de 2007

Mais um desafio...

Fui desafiada pela Cris : o "Meme dos Livros" e "As sete maravilhas do meu mundo"


Meme dos livros:


Regra: Pegar no livro mais próximo.

Abri-lo na página 161.

Procurar a 5ª frase completa.

Colocar a frase no blog.

Não vale usar o melhor livro que têm, usem o mais próximo.

Passar o desafio a cinco pessoas.

Queremos saber o que guardam perto do PC.


O livro que está mais próximo do meu PC é "A Saga de Gösta Berling" de Selma Lagerlöf. E a 5ª frase da página 161 diz assim:


"O que quis ele, que tinha sido um bêbado e um brigão, e que o voltaria a ser na primeira oportunidade, ao lado daquela que sonhava com um noivo no céu?"


As sete maravilhas do meu mundo:


Maravilha nº1 - A minha família: filhos e marido, não necessariamente por esta ordem, mas porque os três em conjunto são a minha maior e melhor maravilha.


Maravilha nº2 - Os meus pais. Sem eles eu não estaria aqui e não seria quem sou.


Maravilha nº3 - Os meus passeios pedestres pelas ruas de Lisboa na minha hora de almoço.


Maravilha nº4 - O meu blog e o meu diário manuscrito. Adoro escrever. Os sentimentos e os acontecimentos tornam-se quase palpáveis quando transpostos para o papel ou para o ecrã do computador, para mim a escrita torna-se libertadora e desanuviadora de coisas más e indesejáveis


Maravilha nº5 - A distração que me proporciona ter amigos cá em casa a jantar ou sair com eles.


Maravilha nº6 - A música que me acompanha dia-a-dia dia. Agora estou a ouvir Fergie em "Big girls don't cry" que gosto bastante.


Maravilha nº7 - Não me lembro de mais nada... não queira pôr maravilhas materiais, isso já eu fiz aqui mas posso dizer que adoro a minha casa pelo espaço que ela tem e pelo que significou quando a comprámos, já lá vão mais de 10 anos.




sexta-feira, 20 de julho de 2007

TU...

... és compreensiva
... és analista
... tens a mania da perseguição
... esperas demais das pessoas
... pensas que as pessoas esperam demais de ti
... és correcta
... és justa
... és intolerante
... tens dificuldade em aceitar críticas
... és adaptável
... participas no meio e consegues não fazer parte dele
... demoras a abrir-te às pessoas
... evitas confrontos de qualquer espécie
... interages muito bem com adolescentes
... és inopinativa
... aceitas os defeitos dos outros
... não aceitas os teus defeitos



foto: eu
autoria: minha