quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A cantiga

Viana do Alentejo, 8 de Agosto de 2011
Neste estabelecimento tocava uma canção da qual apontei uns versos.


Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido para a vida


Após uma pequena pesquisa descobri a intérprete e o autor: Filipa Pais, João Afonso Lima e José Moz Carrapa.
Fonte: vagalume.com.br





Á Porta do Mundo


Ó lua faz-me uma trança
P'ra de dia desmanchar
Guarda-me a última dança
Quando o fio se acabar

Gosto de ver o teu rosto
Que a mil caminhos se presta
Para uma noite desgosto
Por uma noite de festa

Voltaria à tua terra
Por um mergulho de mar
Entre a cidade e a serra
Fica algures o meu lugar

Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida

Se te fizeres ao caminho
Em horas de arrebol
P'ra fermentar o meu vinho
Traz-me um pedaço de sol

Vamos escrever uma história
Rever um filme a passar
Logo virá à memória
O que eu te queria dar

Será verdade ou mentira
Como um segredo roubado
Sou como a lua que gira
Hei-de dançar ao teu lado
Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida

Continuo com a mania de me meter na vida das pessoas...

Viajava de metro e tinha à minha frente duas senhoras brasileiras próximas à minha idade. Conversavam imenso, gestos descontraídos e uma disposição própria de quem está a descansar da vida comum de trabalho.
O comboio parou numa estação que tem dizeres poéticos nas paredes. Uma das senhoras começou por ler mas foi lenta, o comboio arrancou antes de ela terminar a leitura. Toquei-lhe no braço e completei a frase porque a sei de cor:

Se eu não morresse nunca! E eternamente buscasse a perfeição das coisas! (Cesário Verde)

Riram-se muito e agradeceram. De seguida pediram-me que as aconselhasse locais lisboetas dignos de visita. Falei no Rossio, Mouraria e Bairro Alto, que não deixassem de lá ir porque é ali que mora a verdadeira essência de Lisboa.

E eu lá continuo com a mania de me meter na vida das pessoas...

Piada dos gordos

O chocolate não engorda, nós é que engordamos.



Sempre me chamaram Regina, só depois se lembram do outro nome.
Quando era miúda ficava muito grata ao meu pai por não se ter lembrado de me pôr esse nome na cédula, assim já não tinha de ouvir os meus colegas a chamar-me chocolates Regina e essas coisas.
Eu, grata ao meu pai pela sua falta de lembrança... vá-se lá saber o porquê deste agradecimento. Regina significa rainha! Melhor seria do que ter este nome vagino-ginecológico, ou vagem-de-baunilha, ou casta-donzela. Oh céus...

Quarta-feira

A dona Raqueline parou aqui antes de entrar no cabeleireiro para requisitar um serviço. No final queria despedir-se:

– Ah, diga-me lá o seu nome...
– Gina.
– Gina? Já vou assentar aqui (no cartão de visita) para não me esquecer.

Estou algo curiosa para saber se ela assentou o meu nome. Mas sei que não o assentará como eu assento o dela...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Baixo Alentejo - 6, 7 e 8 de Agosto de 2011

Beja
Entradas
Ruínas da Villa de Pisões
Algures a caminho de Pisões
Entradas
Algures a caminho de Beja
Castro Verde
Castro Verde
Herdade da Malhadinha Nova

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Faz falta

Lisboa - Praça de Londres, 5 de Agosto de 2011

Falta de assunto para escrever não é o caso. O caso é falta de desenvoltura, tenho a cabeça fechada.
Vim aqui anunciar aos leitores que não tenho condições de escrever… e acabo por estar a fazer isso mesmo. É uma mania que tenho, isto de escrever...
Podia ter usado a beleza das palavras e poeticamente referir que a musa hoje não desceu, que vi momentos e retive-os na memória como faço em todos os dias da minha vida, só por dizer que a minha cabeça hoje está fechada. Um dia escrevo todos esses momentos, conto com isso. Assim que tiver a cabeça aberta, claro.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Atenciosamente

O facto de agora andar tanta gente interessada no meu bem-estar e nos meus sentimentos é tão reconfortante quanto desconcertante. Confesso que não sei lidar com isto...

Lisboa - Parque das Nações, 4 de Agosto de 2011

Aprendi

Dizem as pessoas que estiveram às portas da morte devido a uma doença ou acidente e recuperaram que aprenderam imenso com a experiência, nomeadamente a valorizar a vida.
Aprendi que morri, eu estive morta. Agora não deixo passar tantas coisas em branco na minha vida. Falo e faço cada vez mais.
Apercebi-me desta realidade: vi-me valorizando um momento único e a tomar coragem para o deixar transparecer. E disse que gosto muito e abracei com grande vontade.

Lisboa - Parque das Nações, 4 de Agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lisboa, 3 de Agosto de 2011

Não tenho vontade de escrever, incrivelmente. Quando isso acontece sinto-me abandonada; sozinha num mundo de iguais; a minha vida interior torna-se insuportável uma vez que escrever isto e aquilo é o que me sustém.
Hoje apresento fragmentos da vida exterior sem pretender mostrar beleza, genialidade ou raridades. São instantes captados e expostos. É só isso.







Entre-abertura

Lisboa, 27 de Julho de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Catolicismo da porra

Entrar no alheio dos lares ao domingo pode ser peculiar. Se uma televisão está emitindo a missa e nos vem abrir a porta uma senhora de terço na mão que pela avançada idade exclama 'porra' por não conseguir abrir a porta... Pode ser mesmo muito peculiar.
Convém acrescentar que foi por causa da 'porra' da porta desta senhora que entrei neste lar. A gente agora trabalha ao domingo. Eu e o meu colega, quero eu dizer. Não, o meu colega é que trabalha ao domingo, enquanto isso eu fui passear sozinha na praia.

Dias de um ginásio

Tenho, tenho coisas do ginásio para contar.
O professor de trx mandou a malta fazer o pino com as pernas presas naquela precinta que mais parece objeto de alpinista e ficar ali de mãos no chão e o resto do corpo a balançar no ar. Ora, claro está que eu ainda não tenho estofo para aquelas coisas (comecei há bem pouco tempo), de maneiras que balancei bem mais que os outros praticantes, estava de tal maneira inclinada que as mamas me roçavam o queixo. - Pequeno à-parte: nem imagino como se sentirão as mamalhudas numa situação destas... - O senhor professor vendo a minha aflição socorreu-me rapidamente. E aconteceu, porém e efetivamente, que fiz o pino com um homemzarrão agarrando com ambas as mãos a minha bacia. Não é lá grande coisa, não se pense que é...
Para demover os pensamentos contraditórios que abordam a cabeça duma mulher em momentos como este... concentrei-me nas mamas.

A loura do cão

Pensei que podia ser ela. Aquela ali a tomar o comprimido com o último gole do galão escuro. Mas não pode ser, falta-lhe o louro nos cabelos e o cão por companhia.

AC (antes das cores)

Lisboa, 1 de Agosto de 2011

Antes de haver um barómetro cromático nas nossas vidas como é que a gente se governava?!

Alerta amarelo – Está tudo bem mas não descansem, um dia o nosso país desaba com a chuva.

Alerta laranja – Temos chuviscos e trovoada, há nuvens cinzentas no céu.

Alerta vermelho – Prevê-se que a chuva hoje seja tanta que o Atlântico vai engolir Portugal.

Também há disto (alertas) em soalheiro (temperaturas altas e pólenes, inclusive) mas hoje fico pela chuva uma vez que o sol não teve parte comigo (e com o país) durante todo o dia.

Cúmulo da estupidez é...

… Um paneleiro quarentão tirar sorrateiamente fotografias com o telemóvel a um jovem bem parecido e achar que ninguém percebe.

domingo, 31 de julho de 2011

Costa de Caparica, 31 de Julho de 2011

Julho termina. Um cuco dá a voz à paisagem. Um pau segura uma árvore desiquilibrada. As pinhas estão secas. Há árvores inclinadas pela força de muitos ventos e ninhos de caracóis pequeninos nos candeeiros da rua. Fotografei arte na parede dum prédio e uma trave de portão numa casa completamente abandonada.
Julho termina.







O calor

Costa de Caparica, 31 de Julho de 2011
Depois o calor apareceu. Quando avistei estas dois bancos à sombra e sem ninguém até suspirei de alívio.
Despertei curiosidade num menino. As crianças são tão engraçadas, eu não estava a fazer nada para além de estar ali mas ele achou-me algo curioso, não tirava os olhos de cima de mim enquanto se afastava pela mão do pai.

O(s )destino(s)

O destino é uma graça bendita. Por sua obra hoje andei pela praia, vagueando sozinha, sem... destino.
Um frio do caraças! O sol num dos ombros à ida para lá. O sol no outro ombro à vinda para cá.


Costa de Caparica, 31 de Julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A escrevente

Eu, por mim, ficava aqui o resto da tarde a vê-la escrever. Tão bom...

Acho que não

Entrou de rompante, o senhor dos sabonetes pedra-pomes. «Já li aquilo tudo!», disse ele com entusiasmo, «e para não lhe pedir coisas que arranhem, hoje venho comprar cola!».
Para não variar do meu costume fiquei sem palavras, não consegui perguntar ao homem se tinha lido o meu blogue, pareceu-me que «aquilo tudo» a que ele se referira era o tal texto... Só isso.

O maluquinho de Arroios

Data: 28 de Julho de 2011
Hora:17 horas e 18 minutos
Local: Lisboa, Rua Morais Soares
Coordenadas: Pois...

Seguia na rua em passo cadenciado. Desviava-me das pessoas ou fazia as pessoas desviarem-se de mim, andando sempre ao mesmo ritmo. De repente um sujeito pára à minha frente e diz muito alto, a fingir que ralha comigo numa voz de sapo Cocas:

– Não esbarre! Está grávida?! Não! Os pensamentos pagam imposto?! Então pense!

Fui andando, a bem da verdade mal parei. Fui andando e rindo. Ele há cada um...

Elogio

A dona Carminda do banco viu a minha pulseira quando lhe estendi o grosso molho de notas. Elogiou o meu bom gosto, que era uma pulseira muito bonita, toda artesanal e blás.
Se eu sei a que se deve este elogio? Sei. Sei mas não conto a ninguém.
A mulheres não têm máscaras umas para as outras. Eu, falando por mim, muitas vezes sinto pena de conter tanto saber nesta minha cabeça.

Agora

Eu agora sou um crente. Não pratico nescidades, não digo merda nem filho dum cabrão. Não posso, agora sou crente. Desvio o olhar da perversidade, não maldigo, não murmuro, não atraiçoo. É que eu agora sou crente.

Fixar

Este post

serve para eu fixar

duma vez por todas

que os faxes chegarão

corretamente ao destino

se enviados

com as letras para cima.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O problemão

Chegaram as ceras.
Tenho um problema de etiquetas com estas embalagens: não há sítio propício para as colar. Ele é modo de usar, ele é composição, volume e código de barras, ele é avisos de várias ordens, ele é medalha de ouro em 1900 e carqueja...

As etiquetas ficaram coladas na base, lá lhes achei poiso. 

E ficaram bem.

Pingue-pongue

Se estou triste tomo o comprimido vermelho. Melhoro.
Se estou ansiosa tomo o comprimido rosa. Melhoro.
Se estou hostil tomo o comprimido amarelo. Melhoro.
Se estou mole tomo o comprimido laranja. Melhoro.

Ingiro drogas para conter as emoções mais primárias que existem. Abomino a vida, afinal.

A droguista

Caro colega, não digas aos clientes que por intuição esbarraram no teu balcão que, em querendo, encontrarão o artigo assim-assim na drogaria a seguir. Bem sabes que nesta rua não imperam as drogarias. Não existe uma dessas em cada porta, pois não? Existe apenas uma, não é? Então...

Frase da rica filha, fotografia minha

Esta foto não vai mudar, nós vamos.

Leite-creme

Ele – Então e... (sobremesa)

Ela – E há? (leite-creme)

Ele - Leite-creme, há sim senhora!

Ela – Então, vá.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

As livreiras

Livreira júnior, muito espantada: - Ah, este livro tem a lombada estragada!

Livreira sénior, cheia de saber: - Os livros que têm esse tipo de lombada não se podem pôr em pé na prateleira.

Livreira júnior, meio indecisa: - E agora?

Livreira sénior, paciente: - Agora tem de dizer à colega livreira que não coloque esses livros em pé na prateleira.

SSSS

Desequilibrei-me, é certo, mas como sou uma senhora ágil não caí. Portanto, dama da esplanada, contenha o riso.
Ah, e aquele ssss que a senhora ouviu, não foi 'foda-se' que proferi, foi 'ups'. Portanto, dama da esplanada, não cometa a falsidade de pôr uma máscara de senhora educada.

Pedinchices na avenida

Há uma pedinte que sabe dizer ajuda, senhora e boa-tarde. É quanto baste, eu sei.

«Olhe, minha senhora!», diz o pedinte do triciclo.
«Olho pois, para a frente, se não caio!», respondo eu.

Há ainda uma outra. Estende a mão num gemido, contrai todo o rosto, como se tivesse uma grande dor de alma. Ora...

Talvez sentisse dó desta gente se não tivesse de os ver todos os dias.

Vergonha

Às vezes as pessoas ficam algo apreensivas ou até mesmo nervosas antes de pedir as coisas. Não que eu venda preservativos ou bombinhas de mau cheiro, o mais que faço é vender tubinhos de vaselina que podemos facilmente associar a virgens, celibato e, horror dos horrores, sexo. Já agora, numa de publicitar (porque não?), acrescento que também tenho vaselina em embalagens de duzentos e cinquenta gramas e até de um quilo para os casos difíceis.
Há nas minhas prateleiras pensos higiénicos e tampões para senhoras, estou a lembrar-me. Mas as senhoras em idade de menstruar já não sentem vergonha de comprar este tipo de produtos, isso era dantes. Então, também não é por aí. Esta é a realidade: eu vendo coisas normais, para pessoas normais e pelas vias normais.
Portanto, caros clientes desta dependência química (lá estou eu a falhar, agora liguei o texto a drogas, oh céus... devia ter escrito drogaria, simplesmente), não tenham vergonha de mim, não se deixem levar pelo embaraço, esse castrador de vidas, está bem?

Quarta-feira

O meu colega:
– Que dia é hoje, pá?

A colega do meu colega:
- É quarta-feira, claro. Não vês que vem lá a dona Raqueline? Não sabes que lava a cabeça todas as quartas-feiras ali na cabeleireira?!

A cliente

Olá, está boa?

(Estou muito boa, obrigadinha.)

Dê cá uma beijoca!

(Eh pá, uma pessoa até fica maluca com isto...)

A beleza dum hífen

Palmilha anti-odor;
cartaz anti-derrapante;
placa termo-isolante.


Não-ficam-tão-bonitas-as-palavras-hifenizadas?

O copo d' água

Estou cheia de sede.

Quando é que foi a última vez que bebeste um copo d' água?

Há uma semana.

Onde?

Na casa da dona Esmeralda.

Hum... Deves ter muita sede, deves.

EU

Olá, eu sou d' Orey. Tenho um nome pomposo, todo ele respira glória e nobreza. De maneiras que só podia vender produtos para limpar objetos valiosos. Tudo quanto seja de pratas para cima, nada menos que isso.
Às vezes venho aqui a esta loja a ver se estes pacóvios já precisam dos meus maravilhosos produtos. Não raras vezes dizem-me que não. Pudera! São uns pobretanas, têm um negóciozeco de bairro, uma loja mal apresentada. Nem devem saber vender... Vou até Campo d' Ourique, Alvalade, Olivais e Madredeus. Um dia volto a esta espelunca.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A morte espreita-me

Morreu o homem da ourivesaria. Aquele que vende (vendia) futilidades e ganhou muito com isso. Aquele que me chateou a mona até mais não por causa do preço dum parafuso. As disparidades desta vida são mais que muitas. Bah, morreu! Tive mais pena da Amy Whinehouse... E nem posso dizer que tenha sentido pena dela.
Ok, eu digo doutra maneira: se me dessem a escolher entre o homem da ourivesaria e a Amy Whinehouse...

A morte espreita-me

34º

Calor do caraças!

Tenho frio.

Será a morte a rondar?

A morte espreita-me

Engasguei-me com água. O engasgo foi brutal. Cuidei que ia morrer.

A morte espreita-me

Sou como a Sónia Frazão - no passado quis morrer, no presente quero viver.

A morte espreita-me

Ontem (sim, outra vez ontem...) li imensos blogues. Caí em dois cujos autores já não pertencem ao grupo dos vivos.
O primeiro pertencia a um jovem a quem foi diagnosticado um cancro e morreu poucas semanas depois.
Fiquei com a ideia que o blogue tinha sido criado após ele ter tomado conhecimento da aterradora notícia e depois da sua morte o seu pai continuou publicando alguns textos que ainda não haviam sido publicados. Uma tristeza...
O outro blogue era de alguém na casa dos cinquenta, suponho. Havia comentários saudosos elogiando a pessoa que a bloguer fora e percebi que a mesma havia morrido. Outra tristeza...
Às vezes penso que uma situação destas pode acontecer-me. Sendo um acontecimento repentino, como se saberia?
Pesquisei junto da rica filha:

– És capaz de guardar num sítio qualquer a palavra-passe do meu blogue para o caso de um dia me acontecer alguma coisa tu vires cá dizer que morri? Tens estofo para isso?

Ela fica muda e atónita (a mudez é uma raridade nela). Depois responde:

– Essas coisas não se pedem aos filhos, mãe... Porque não pedes ao pai?

Passado o choque inicial recupera a habitual postura de jovem mulher pragmática. Fui talvez demasiado objetiva, usei de pragmatismo eu também. Mas ela recompôs-se rapidamente:

– Eu sei qual é a tua palavra-passe, mãe. Não é aquela tal e tal? Então está bem...

Aparentemente tenho o 'problema' resolvido...

A morte espreita-me

Ontem tinha um vidro em cima das massas que seriam o meu almoço.

Pés

O sapateiro é coxo.

Não é cómico?

Até posso falar no plural, conheço dois sujeitos que encaixam perfeitamente na descrição: os sapateiros são coxos.

Não é mesmo muito cómico?!

Agora é prática comum.
Só por dizer que não estou habituada a praticar.
A falta de hábito torna a prática incomum para mim.
Estou confusa.

O comentário

Nunca desejei tão fervorosamente um comentário como no post anterior. Dum leitor/visitante qualquer mas não um comentário qualquer. Tem que ser um comentário onde me sinta acompanhada nesta situação. Alguém que espere uma família de emigrantes para poder ter o gozo de não fazer a ponta dum corno. Alguém assim como eu, pronto.

As férias

O resto das minhas férias depende da chegada duma certa família emigrante às terras lusas. Fantástico...

Ontem

Ontem dei uma grande volta pelas imagens que constam na memória do meu computador. Fui dar com mais duas, estavam completamente esquecidas. Apresento-as agora, uma vez que não é tarde.

Esta é uma rua silenciosa e pacata. Em paralelo encontra-se o frenesim – Rua Morais Soares. Podia ter ido por lá, ia acompanhada das gentes, via a vida acontecer e o mundo girar sem eu lhe tocar. Às vezes não gosto disso. Escolhi ir por aqui, optei pelo silêncio...


Lisboa - Rua Sebastião Sarava Lima, 7 de Julho de 2011

Eis o moinho saloio, em Santa Susana, perto de Sintra. A fotografia foi tirada num museu de artesanato em barro, um negócio familiar. Maria Sabina Azenha é o nome que por lá aparece.
Comprei uma miniatura de cozinha saloia em barro. É muito semelhante às cozinhas alentejanas, tem a brancura das paredes caiadas, lareira, louças penduradas e a quarta de água em cima do poial.


Santa Susana, 16 de Julho de 2011

Hoje é dia de …

t
tr
tra
trab
traba
trabal
trabalh
trabalho
trabalho.
trabalho..
trabalho...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

17 luzinhas


Parabéns ao rico filho!


O ano passado, quando a rica filha fez anos, comprei um pacote de velas que continha 36. Usei 19 no bolo da rica filha.
- Olha mãe, sobram 17, para o ano já tens velas para o bolo do mano. - Disse ela.

E já está a zeros.

Colagem do Picnik

De repente fiquei sem nada para escrever.
Dei uma voltas pelas minhas coisinhas de computador e encontrei um passeio que dei com o meu colega (estando de férias e falar de algo que lembre o trabalho é o post ideal). Ele havia-me dito: «olha, vem ali assim comigo que está lá uma coisa gira para tu leres e tirares fotografias» (foto do meio). Tirei também, outras fotos como é já meu costume (eu já tirava fotos aos montes em 11 de Maio último). O nome da rua é que se me escapuliu... É em Lisboa e pronto.

[Por favor
Não queremos publicidade
Mas não mesmo]


Lisboa, 11 de Maio de 2011

19:01


Deixo-vos agora, caríssimos leitores. Já escrevi tudo o que me apetecia. A imagem está gira, está sim senhores. Não, não tenho mais nada que fazer não senhores.
Vou pintar as unhas. De cor-de -laranja.
Talvez volte.

P.S.
Estou de férias.

qb

Já alguém tinha reparado que qb é o 69 das letras?!


Não, ?

Atendimento

Eu - às vezes - também sou cliente...

Senhora que ia pedir pizzas mas ainda não sabia quais:

- Tem tempo para me aturar?

Funcionário jovial e simpático qb:

Se tenho tempo para a aturar?! Tenho... Quer dizer, tenho uma pizza para fazer, o cliente vai esperar mais uma meia hora, para aí...

Resolvi ligar mais tarde. Não que achasse que ia demorar meia hora a escolher mas pronto... Não gosto de empatar as pessoínhas que estão a trabalhar.

P.S.
Estou de férias.

Telegrama

Estou de férias. Stop. Amanhã vou trabalhar. Stop. Ontem estive de fim-de-semana. Stop. Amanhã stop às férias.

Zapping

Um gordo apresentava a metereologia. Não tenho nada contra semelhantes que tais mas é que o homem ocupava metade do ecrã! Credo...

P.S. 
Estou de férias.

Olha!

Acabei de me lembrar: a bem da verdade, eu estou de férias!

Zapping

Num desse canais infantis estava a dar um programa chamado 'Brincadeiras com Henrique, o gato comilão'.

Não, eu não estou a pensar nada disso. É um programa para crianças...

18:07

Lanchar um café e restos de cobertura de bolo de cenoura também me parece bem...

18:00

Fazer um cheesecake cor-de-rosa parece-me bem.

O rico filho é rapaz mas pronto...

As folhas de gelatina eram coloridas, que fazer?

Cheesecake cor-de-rosa, claro.


Cheesecake, o bolo maravilha!

Ingredientes da massa: 200 gramas de bolacha maria moída, 100 gramas de manteiga amolecida.

Ingredientes do recheio: 400 mililitros de natas geladas, uma lata de leite condensado, 250 gramas de queijo mascarpone, 6 folhas de gelatina.

Preparação da massa: misture aos dois ingredientes com as mãos até ficar pastosa. Forre um forma de fundo amovível e leve ao frigorífico. Entretanto...

Preparação do recheio: batas as natas, acrescente o leite condensado, o queijo e por fim as folhas de gelatina previamente derretidas num pouco de água em banho-maria.
Quando pronto deite por cima da massa de bolacha e manteiga e leve ao frio durante pelo menos três horas. Decore com geleia de amora ou morango.

17:55

Loures, 25 de Julho de 2011
É verdade, hoje o rico filho faz anos e eu tive assim como que tipo um dia de férias... Sozinha.
Agora apetece-me escrever e vou fazê-lo. O post dos parabéns ao rico filho vai ficar lá para baixo, o mais certo é ninguém o ler... Parabéns rico filho. Este dia é teu. E o blogue é meu.

O rico filho

O rico filho hoje faz anos: 17! Que crescido está o meu mais novo...
Parabéns, que sejas muito feliz por muitos mais anos.

Ter um filho parecido comigo, rever nele algumas das minhas caraterísticas é maravilhoso, os filhos são o nosso maior legado.
O André é muito parecido comigo, tem uma cara larga e grandes olhos, come com os mesmos gestos e tem algo sério no olhar que se confunde não raras vezes com tristeza ou aborrecimento.
Por alturas da adolescência a minha mãe perguntava-me amiúde:
«Gina, estás aborrecida, filha?».
Agora é o rico filho que engana o pai:
«Que é que tens, filho?»
A mim o rico filho não engana, sei como é... eu (ainda hoje) sou assim.
É um rapaz muito seguro, não vai atrás de confusões, marimba para quem não concorda com ele, qual é o problema de não pensar como este ou aquele? Nenhum. O rapaz não gosta de confrontos. Eu também sou assim.
Exprime-se com timidez mas responde sem receio quando o questionam, seja qual for a espécie da questão não se coíbe, fala, responde sem reservas. Às vezes é numa tentativa de que o deixem em paz, não quer falar do assunto e atira a crua verdade. Perguntaste, toma lá e agora cala-te. Sei como é, rico filho, a tua mãe faz igual. Igual, igual.
Mas é mesmo assim, não é? Quem sai aos seus não degenera.


domingo, 24 de julho de 2011

Novidade no lar

Tenho um novo eletrodoméstico cá em casa: um ralador elétrico. Ao qual eu, carinhosamente, chamo 'galador'. E tiraram-me muitas, muitas, muitas 'fufafrias'.
Eu sei, eu sei, é lindo de morrer o meu 'galador'!

Loures, 24 de Julho de 2011

A fada do lar

Loures, 23 de Julho de 2011

Esta sou eu. Fiz um intervalo na lida da casa, tirei um fotografia. Uma intermitência, digamos. Antes dela lidava na minha casa, muito compenetrada dos meus deveres, depois dela retomei o trabalho, zelosa e capaz de obter um lar perfeito.
Não sou uma fada do lar, não tenho uma varinha de condão. Se tivesse, ordenaria a este mangnífico objeto que lavasse desde interiores de roupeiros, passasse pelo frigorífico e despensa e rodopiasse por toda e qualquer superfície deixando tudo limpo, desinfetado e - ainda - perfumado. Uma maravilha...

As batatas

Deram-me uma grande caixa cheia de batatas.
Ela, a pessoa que me deu as batatas, em brincadeira diz que não é uma pessoa, é uma gaja boa. 
Concordo. É uma gaja muito boa... Muito boa. Mesmo!

Urbe em sépia

Lisboa, 23 de Julho de 2011

Psst!

Psst! Olhe, minha senhora! Psst! Psst! Olhe aqui, a senhora tem o cinto torto, já viu?! Não quer amanhá-lo, por favor? Eu ajudo. Vá lá, faça-me esse favor... É que eu sou esquizofrénica, não suporto nada que esteja fora dos eixos, um cinto revirado é coisa para me pôr completamente louca... Por favor, eu não consigo viver com a desordem. Psst! Ó minha senhora! Ponha lá o cinto como deve ser, porra!

sábado, 23 de julho de 2011

Já chegou!

Loures, 22 de Julho de 2011

Ah,

que

saudades

do

meu

popozinho

lindo...

Bolo Húmido de Natas com Streusel

Massa

Bate até ficar leve e fofo:

150 gramas de manteiga amolecida
1 ½ chávena de chá de açúcar branco

Peneira e reserva:

2 ¼ chávena de chá de farinha de trigo
¼ chávena de chá de farinha de milho
2 colheres de chá de fermento em pó
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal fino

Junta ao creme de manteiga e açúcar:

3 ovos, um de cada vez
1 ½ colher de chá de essência de baunilha
1 ¼ chávena de chá de natas

Junta, por fim, os ingredientes peneirados.

Streusel

¼ chávena de chá de açúcar amarelo
½ chávena de chá de farinha
1 ½ colher de chá de canela moída
¼ de colher de chá de sal fino
3 colheres de sopa de manteiga amolecida

Mistura tudo com as mãos até ficar esfarelado.
Coloca metade da massa numa forma untada, metade do streusel, restante massa e restante steusel.
Leva ao forno.

Nota: receita retirada do programa de TV Barefoot Contessa.

Ela, a perfeita

Alguém me disse, em relação à falta de água já anunciada no post anterior, que estranhava bastante eu não estar prevenida com um garrafão de água em casa. 'Uma senhora destas...', disse a pessoa, fazendo ver que eu pertenço ao grupo das senhoras que se esmeram no lar. Ele não sabe nada...

O bigode

Esta manhã não havia água cá em casa. Fiquei atordoada, miserável e aborrecida com o facto. Horas mais tarde encontrei a minha vizinha que me contou as aventuras com que uma falta destas nos castiga a vida de dona de casa e eu, ao invés de pronunciar as minhas próprias infelicidades de fada do lar privada do precioso líquido, reparava no bigode dela... Só tive olhos e pensamento para aquela penugem já bem visível por cima dos lábios desta minha adorada vizinha: «Credo, Elisabete, tens de ir tratar disso, mulher!»

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Saber

O leitor imagine um homem feio mas aprumado – o aprumo não está vedado aos de nenhuma beleza, não é verdade? -, a boca larga, duas orelhas de abano, um nariz ossudo e uns óculos muito discretos assentando na cara. Já está? Ótimo. Agora ponham um sorriso amarelo nessa cara, os cantos da boca quase roçam as orelhas enormes e com a contração facial o nariz toma uma largura descomunal. Obterão uma expressão de Sherk apaixonado, ou algo assim, mas em magro e esqueçam o verde, imaginem-no em cor de pele de humano caucasiano. Conseguiram? Então ei-lo. Se quiserem desenhem-no... Gostava de ver.

Conclusão:

Eu sei que sei escrever. A verdade nua e sem artifícios é: sei escrever; sei pôr em palavras o que quero dizer. Mas existem momentos em que não sei, não encontro um modo escrito de chegar ao cerne do que quero expôr. Tive uma vontade imensa de descrever a cara que o senhor António (um dos meus mais caricatos vendedores) fez quando eu lhe disse que só queria uma coisinha. Pus-me no lugar de leitora e lá me safei...

Ignorância

Mais ou menos.

Mais ou menos, o que é que isso quer dizer?

Não sei.

Então quem é que sabe?!

Sei lá!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Hum...

Uma senhora pediu um pente para os piolhos (ó glória terrestre! Esta chamou-lhe o correto!).
«É que a minha filhota tem o cabelo até às ancas e apareceu-me com piolhos! Fui-lhe dizer que íamos cortar o cabelo e ela desatou a chorar!»

Hum, o cabelo até às ancas, é?! Grande vivendão! Três pisos, sótão, jardim, garagem, parque de diversões... Há piolhos cá com uma sorte!

As 'inhas'

Há dia em que estou tão cansadinha e tão fartinha e tão saturadazinha disto meu...

Meia dúzia

A senhora veio ter comigo e dirigiu-se-me muito condoída.

«Ah, eu queria um esfregão de arame mas já está fechada... Olhe só a maçada que lhe estou a dar... Ai coitada... Ter que abrir a porta à hora de almoço... Assim canso-a...»

Desculpei a senhora com as frases da treta já costumeiras - que não passam de puras hipocrisias com as quais temos de viver, quer queiramos, quer não – e disse-lhe que para se redimir do incómodo causado comprava-me meia dúzia de esfregões e não se falava mais nisso. Porra!, diz ela muito depressa.

Ai as hipocrisias, as hipocrisias...

Terminus

Terminei de ler o livro 'Frases curtas,minha querida' de Pierrette Fleutiaux.
Devo dizer que adorei o livro, ajudou-me a compreender uma série de coisas relacionadas com a velhice e abriu-me os olhos para alguns aspetos do mundo geriátrico.
É um livro triste, indubitavelmente, a morte ronda em cada capítulo, às vezes até parecia assistir à minha leitura, espreitando as minhas expressões e tomando notas. Creio que o li na altura certa, se o tivesse feito há uma dúzia de anos atrás não teria retirado tanto proveito da leitura. Recomendei esta leitura à rica filha, vincando a ideia de que o deve ler só quando eu for muito velhinha...

As coisas que eu escrevo.
Não ias ficar contente. Estou a trair-te, a contar os teus segredos. Agora posso dizer o que quero. Os mortos já não podem dizer de sua justiça.
Não é verdade, os mortos têm forçosamente a última palavra, nunca largam a presa, estão em nós de agora em diante. Mãe, é preciso que eu escreva, isto é a minha vida, foi assim que me fizeste.E és tu quem agora está aqui, e não posso fazer nada em contrário.
Eu também não estou contente. Gostava de me expandir para outro lado, estou farta de nós, mas não há outro lado enquanto aqui estás.
Tens-me presa, mãe, e a culpa é tua.
Não vou, vou pouco, ao cemitério. Não irias censurar-me, julgo, «esses fingimentos», dizias. Tinhas especificado «Não quero flores», só zelar pela manutenção do granito.
Querias muito mais de mim, querias que fosse contigo até ao teu túmulo, que ficasse lá dentro, com os teus antepassados, rodeados pelos mais antigos da tua aldeia, todos parentes, ramos e folhas das mesmas árvores do mesmo solo desde o início da nossa era e ainda muito antes.
Digo isto, mas será verdade?
Não sei o que se passa no íntimo dos seres no momento em que os sinais do corpo acendem e apagam sobre a palavra «fim».
Puxaste tão fortemente por mim durante este período final, puxada para ti, seduzida por todas as tuas últimas forças, a ponto de me perder à força de resistir, de te seguir, de resistir de novo... Agora ando em volta dessas trevas para onde não soube acompanhar-te, ando às voltas com as minhas frases.
Vai escrevê-las para outro lado, às tuas frases, vai dançar as tuas danças para outro sítio, que não em cima do meu túmulo, é isto que tu dizes, mãe, com a tua cara de trevas, ultrajada?
Talvez não.
«Frases curtinhas, minha querida... Não te esqueças, se quiseres que te compreendam.»
Não pensava nas pessoas, pensava naquilo que tinha de escrever, é tudo. Tu, pensavas em mim.
Quando parti para uma ilha do outro lado do mundo (uma longa ausência), não sabia como anunciar-lho, receava a reacção dela. Mas os olhos brilharam-lhe «vai, minha querida», pegou no atlas, na enciclopédia, aprendeu a usar o fax.
A voz tão terna, o seu entusiasmo, «minha querida»...
A minha mãe: duas vozes, dois rostos. Vejo-os e ouço-os alternadamente. Com ela, nunca soube bem de que lado tocava a música, mas ela soube fazer-me dançar, como ninguém mais me fez dançar.
Está a olhar por cima do meu ombro, ofegando ligeiramente, como quando eu era criança.
Não quero flores, frases curtas, minha querida.
 

(páginas 216, 217)

Dias de um ginásio

Pilates é uma aula de ginástica onde consigo ouvir frases fora do comum mas contextualizadas. Existindo uma cara nova no comando é certo e sabido que vou ouvir coisas giras e, sobretudo, diferentes.
Na aula éramos só mulheres, a ordem era simples: «imaginem uma linha entrando dentro da cabeça e descendo até ao cóccix, mantenham ânus, uretras e vaginas contraídos».
Ora bem, depois chegou um cavalheiro, o discurso mudou: «mantenham ânus, uretras e vaginas contraídos... no seu caso não, claro».

Sim, eu podia fazer um post sucinto, um post terra-a-terra:

Tenho uma nova professora de Pilates. É engraçada no modo de falar, manda-me contrair o ânus, a uretra e a vagina. Tudo coisinhas simples...

Publicidades e assim

Eu sou como um Skoda: simply clever.
É, também, um facto real: não tenho um smartfhone pois o meu telefone é estúpido que se farta.

Remake

Lisboa, 6 de Julho de 2011

Sei porque tirei esta fotografia. Estava ali descansando e lembrei-me da outra vez em que me encontrei nestas condições. As mesmas condições: tempo para descansar; paciência para estar ali parada; vontade de captar o momento numa imagem. E já lá vão (quase, quase) quatro anos...

Lixo

Olha, isto ia para o lixo e eu trouxe para aqui, disse ele.
Vasculhei o pequeno baú, continha livros escolares e outros. Pedi um emprestado. Não te preocupes, eu devolvo, faço parte daquele grupo de pessoas que devolvem os livros aos seus donos. Se devolves, está bem, anuíu ele.
Trata-se de um livro de poemas: 'Meu livre mar, maresia' de José Conde Barroso, uma publicação de 1963. Tem dedicatória do próprio autor, o que o torna ainda mais valioso. Já o li de uma ponta à outra. É belo como os mares...