quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O meu chapéu




Eu bem disse...

Despedida



Adeus!
Querida máquina...
Do coração!
Enquanto durou...
Não foi bom, não!

Bolo Pudim




Ingredientes do Pudim:

1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
3 ovos
caramelo líquido q.b.

Ingredientes do Bolo:

4 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
1 chávena de chá de farinha

Confecção:

Bata todos os ingredientes do pudim muito bem, deite numa forma barrada com o caramelo e reserve.
De seguida o bolo: bata as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado, junte as claras em castelo alternando com a farinha. Disponha cuidadosamente em colheradas sobre o pudim que está na forma. Leve ao forno em banho-maria.

Este bolo é soberbo, posso afiançar. Um muito bom apetite!


Afinal...


Tanta coisa, tanta coisa e este PC portátil afinal é tão bom, tão bom que tem um orifício de origem já com destino a ler cartões semelhantes ao que usa a minha máquina fotográfica. De maneiras que olha: tenho fotografias, tenho posts, tenho bolo, tenho um chapéu, tenho uma máquina de lavar roupa nova e tenho tempo para dar conta disto tudo!
O blogue segue dentro de momentos mas não necessariamente pela ordem de assuntos apresentados acima...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Avaria


Ora bem, caros leitores, não tenho computador. O meu computador velhinho pifou. A sorte é que esta casa é já há algum tempo uma casa normal, de maneiras que temos dois PCs portáteis e assim sempre dá para dar notícias.
Tirei fotografias e tenho algumas ideias para publicar mas neste PC de onde escrevo não vai dar para fazer nada do que queria.
Mas eu estou aqui e estou bem...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria...(2)




Se eu fizesse um post acerca de aspectos positivos de um chuvoso dia de inverno escreveria este:
Quando sacudir uma toalha de mesa cheia de migalhas à janela num chuvoso dia de inverno não será preciso olhar lá para baixo a ver se vai alguém a passar. Primeiro porque há muito menos gente na rua, a chuva afasta as pessoas do passeio. Segundo porque as que ainda assim andarem na rua, não andarão sem ser debaixo de um chapéu de chuva. Logo... Não levarão com as migalhas da minha casa em cima da pinha.
Hoje é esta a minha fotografia: a visão que tenho quando sacudo toalhas à janela, com chuva ou sem ela.
Era já noite, era...

Loures, 16 de fevereiro de 2010


Lembrete


Os dois últimos posts vão servir de lembrete para eu saber quando comprei a minha máquina de lavar roupa. Mais ou menos assim como faço para saber quando cortei o cabelo. Porque quando eu corto o cabelo faço um post! Quando pinto também... Quando pinto as unhas de azul ou outras cores estranhas como por exemplo 'Marrocos'... Quando vou ao Continente... Quando estou doente... Quando estou triste... Quando leio um livro...
Tenho a sensação que escrevo sempre o mesmo.


Dia


E acerca do dia? Que dizer acerca do dia? Basicamente foi assim: comprei uma máquina de lavar roupa.


Compras


Fui às compras, aproveitando o feriado. Lá, vi uma menina vestida de bruxa. O vestido era cor de abóbora com desenhos de bruxinhas voando em vassouras. A própria menina parecia uma figurinha igual às que trazia no vestido. Fez-me um bocadinho de impressão: uma menina de uns três ou quatro anos e já tão bruxa, pá!

Comprei uma máquina de lavar roupa. Foi um momento especial, devo dizer, há cinco anos que não comprava um artigo desta natureza. Não que tivesse saudades, muito antes pelo contrário. A especialidade do momento reside exactamente na questão da ausência de saudades...

Na caixa fui atendida pela Julia Roberts. Ao sério, foi também um momento especial. Não é toda a gente que se vê a braços com uma situação assim tão gloriosa. A Julia Roberts a passar as minha compras no leitor, eu a dar o meu cartão multibanco à Julia Roberts, a Julia Robrtes a dar-me o talão... Tudo assim, muito emocionante.

E era isto. Acerca de compras, era isto.


Passado


Andei por aqui a ler coisas antigas. Relembrei frases e pensamentos que já não tinha a ideia de ter escrito.
Sabe bem este regresso ao passado, gosto de me ler, mas sinto-me algo estranha por fazê-lo. É legítimo sentir-me estranha, suponho. O passado é algo para não ser desenterrado, ou repescado, ou repensado. Mas eu gosto de reviver. E é estranho...


Feriado


Um feriado é umas mini-mini-mini-mini-férias. As férias passam num instante, um feriado passa num instantinho.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Uma fotografia por dia que bem iria...(1)


Criei uma nova etiqueta: 'Uma fotografia por dia que bem iria...'
Existem dois poréns, e isto é uma espécie de desculpa, um é a incerteza de todos os dias haver fotografia, o outro é a quase certeza de nem todos os dias eu ter uma fotografia gira e interessante tirada no dia corrente. É, portanto, bem possível que por aqui apareçam fotografias de dias já passados. Mesmo assim, com estes poréns, continuarei.
Mas há mais, estou dividida: tenho dois blogues, uma ideia nova em termos de fotografias para explorar e não sei em qual dos dois blogues publicar a nova ideia.
Se por um lado o outro blogue foi criado pensando em exclusivo nas minhas fotografias, por outro este Verde Água, sendo mais visto e sendo o meu primeiro amor, tenho mais vontade de escarrapachar aqui e não ali o que inventei hoje mesmo...
E é assim: ganha este blogue! A fotografia de hoje segue já e depois o comentário relativo à mesma.





Dantes ali era uma mercearia, agora é um café. Um café com prateleiras recheadas de guloseimas refinadas: bombons, frutos secos, chás, cafés, bolos e bolachas. Aquelas guloseimas requintadas, que há quem chame gourmet.
O espaço é engraçado, está-se ali bem e o café é bom. A bolachinha que o acompanha, não lhe ficando atrás, ainda vem com a benesse de ser incluída no preço do café. Aquela frase, ou ideia: 'não paga mais por isso' é música para os ouvidos de qualquer cliente.
Há muito anos, no tempo da mercearia, carregava eu o rico filho na barriga, deu-me fome (vá-se lá saber porquê, isto da fome!) e fui lá comprar fruta. Assim que entrei senti-me num mundo à parte, olhei os armários de cor creme, o balcão em pedra gasta pelos anos. As mercearias, as frutas e os legumes, tudo limpinho e arrumadinho no sítio, devido à escassa clientela, talvez. Numa primeira instância o lugar aparentava duas coisas: desgaste e inércia. O senhor que estava a atender, o dono do negócio, era já muito velhinho. Combinava na perfeição com toda aquela visão que estava diante dos meus olhos.
Em 1994 eu já era perspicaz, tinha a mania do pormenor e isso, de olhar perifericamente com muita atenção, bem como de abordar as pessoas debaixo de alguma ingenuidade.
- Ah! - Exclamei. - Isto é tão antigo!
O homem riu-se para uma jovem senhora de barriguinha cheia de vida. Nunca mais esqueci o que ele disse:
- É assim como eu! Também sou antigo!
Um tempo depois o senhor morreu. Durante largos anos as portas mantiveram-se seladas. Depois voltou a haver vida. É sempre bom os locais reviverem...
E hoje, olha... clique!

Lisboa, 15 de fevereiro de 2010



domingo, 14 de fevereiro de 2010

O espaço




Prefácio

'Não sabes que não podes tirar fotografias em espaços públicos?'
'Sei.'

)..........(


Não havendo muito a escrever, esta fotografia livra-me de emudecer por hoje.
Eram sete e meia da noite e o espaço público encontrava-se compeltamente vazio e, não crendo que o manda chuva do espaço público em questão tenha qualquer tipo de problema em o ver retratado, aí está.
Tirei dezenas de fotografias, esta é especial... Pelo naperon, não tando pelo vaso ou pela planta. Acho que é pelo naperon. A decoração fora de moda aliada ao cuidado de alguém em alindar um cantinho.


)..........(


Posfácio

Lisboa, 12 de fevereiro de 2010


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Perfil


Hoje decidi mudar algumas coisas na apresentação do meu blogue: mudar cores e tipos de letra, colocar na minha lista de leitura os blogues que leio há algum tempo e que acho serem para continuar a ler e passar cá para baixo a descrição do meu perfil.
Ao longo dos tempos a descrição que consta no meu perfil tem sido alvo de comentários, alguns maldosos mas outros nem tanto, revelam apenas pena em que eu 'seja' assim. Descrevo-me negativamente, concordo. Mas não me descrevo falsamente, eu sou realmente assim.
Há cerca de um ano, quando o meu perfil ainda só continha a primeira parte, andei com grande vontade de o apagar, por causa da negatividade que cai sobre mim sempre que alguém o lê. Entretanto apareceu aqui um leitor que disse o seguinte
neste post:

Para quem não gosta de poesia, o teu perfil («Eu sou isto») é um belíssimo poema.

Fiquei tão espantada quanto feliz, obviamente. Decidi não retirar nem uma palavra ao perfil e entretanto até lhe tenho acrescentado algumas coisas e voltado a receber comentários e emails por parte de visitantes e/ou leitores chocados com a maldade que possuo.
Ainda que obter resposta ao que escrevo seja benéfico, independentemente de ser uma resposta negativa ou positiva e que o importante é alguém reparar, se diz bem ou mal é o de menos, ainda assim e apesar disso, mudei a apresentação e a disposição das coisas por aqui.
Não me importo com o facto de chocar, não me importo mesmo, mas isso não edifica coisa nenhuma, não constrói. Construtivo será tornar este espaço agradável e proporcionar prazer a quem lê e vê este blogue. Em primeira mão era isso o que eu queria…


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Muito importante


A importância que dou ao blogue, ao meu escrever, é muita. O blogue é uma criação unicamente minha, não sou capaz de o eliminar ou deixar ao abandono. É um pouco como se fosse meu filho, em espírito.
O que se lê aqui sou eu, é a minha personalidade. Não sei se não serei só como me apresento aqui, só assim como me mostro. Não sei. Às vezes penso que sou só isto, que não escondo nada. Outras vezes acho que escondo tudo o que sou, que me transformo para dizer o quero, porque aqui é o único sítio onde posso dizer todas as coisas.
Uns dias penso em como escrever é libertador, em como permite conhecer-me e aceitar-me. Outros dias acho que a minha escrita, o meu blogue, são completamente inúteis.
Não sei o que sou, não sei porque escrevo. As dúvidas continuam a ser a minha única certeza.


Festas


Há pessoas que não gostam do Dia dos Namorados e do Carnaval. São as eternas queixas, que não deviam haver dias especiais para ofertas nem brincadeiras parvas com substâncias perigosas. Faz-lhes impressão, pronto. Essas pessoas despacham grande parte do incómodo este fim-de-semana. Um fim-de-semana só e vão logo duas chatices com os porcos. Pensem nisso que alivia. Em ele acabando depois já só falta a terça-feira que até é feriado e tudo, de maneiras que é muito mais fácil de levar. Chegados a quarta-feira, a semana vai a meio e a sexta-feira chega num pulinho e lá vem mais um fim-de-semana desta feita muito mais próxima da primavera, do sol e do calor que tanto desejam.
Vá, tenham paciência que isto está aqui está passado. Voltaremos a falar disto para o ano. Até lá.

Imagens retiradas da internet.

À parte


- Juntaram-se uma data de gajos, éramos alguns 6! - Disse ele. Depois contou-me quem eram, conheço-os um a um.
- Conversavam todos uns com os outros? - Quis eu saber.
- Não... Formaram-se dois grupos.
- Hum... O Clóvis e o Porfírio em grupos diferentes, certo?
- Sim... - Respondeu ele pensativo.
- Bem me parecia.
- Porquê?
- Dois machos dominantes nunca podem estar dentro do mesmo grupo senão está tudo estragado!


Azul


Tenho que comprar um tecido azul para fazer um vestido a ver se combina com os meus óculos novos. E também, já agora, um tecido para fazer uma saia, uma blusa, um casaco, umas calças, uma túnica. Tudo em azul a ver se combina com os meus óculos novos. E uns sapatos e umas sandálias em azul iam bem, iam.
Pois senão das duas, uma: ou vou andar sem óculos escuros no verão, ou vou andar descombinada em cores.
Ainda há uma terceira opção...


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fotografia



- Ai que boneco tão giro para eu pôr na etiqueta dos esquecidos!
- Eia mãe, vais tirar uma fotografia ao boneco?! - Pergunta o meu incrédulo e rico filho enquanto a mana acompanha com exclamações de lamento. Respondo no gozo:
- Vá lá meninos, pensem que ao menos não conhecem mais ninguém assim como eu, que tiro fotografias a tudo!
- Não conheço? - diz a rica filha - Conheço a Patrícia! A Patrícia tira fotos a tudo, mãe!
- O quê?! - continua o rico filho cheio de espanto - A mãe pára o carro só para tirar fotos a um monte de pedras, ya?!
Bem... É assim a minha vida. Querendo ver, o monte de pedras está
neste post.


O balcão tem coisas...


1)
No chuvoso dia do derby, um senhor entrou para pedir que lhe guardasse o chapéu, que ia para o jogo e saiu de chapéu porque viu a chuva e não sei quê mas no caminho se lembrou que não iriam deixá-lo entrar com ele. Se não se importa e tal guarde-mo aqui que amanhã venho buscá-lo.
Ainda não veio, acho que já ganhei um chapéu.

2)
Uma senhora queixosa de uma mãe muito doente deixou-se-me dizer que as pessoas em chegando a uma certa idade deviam ganhar asas e voar. A mulher está deserta que a mãe morra! Ainda eu digo que não presto para nada...
Depois, descaradamente, ainda pergunta: 'Não acha?' Não respondi a ver se passava despercebida, porque se não passasse despercebida dir-lhe-ia de caras que não acho, não senhora.

3)
Ofereci uma rolha enorme que tinha lá a um jovem senhor. A rolha era tão velha, tão velha que estava toda enegrecida e cheia de rachas. Há antiguidades que não têm preço. Brincando disse ao senhor que não dissesse a ninguém que ia dali, não viesse todo o mundo ter comigo pedindo-me borlas de rolhas, por velhas que fossem.
Conversa daqui, conversa dali, o homem descai-se com 'o meu namorado isto' e 'o meu namorado aquilo'...
Atenção, nada contra tais tendências, cada um faz o que quer com aquilo que lhe pertence e com quem entende fazer. Mas lá que choca, choca!
Nota muito importante: o moço é giro que se farta... Oh mon dieu de la France!...


Contar


Pequena curiosidade: nestes anos de balcão que quantia de dinheiro já me terá passado pelas mãos?


14 e 50 - 13 e 35


Às 14 e 50 a avenida, não estando vazia, está menos cheia. São diferentes as pessoas que lá andam às 14 e 50 das que andam às 13 e 35.
Às 13 e 35 é o pessoal de escritório, do ministério, do banco. Às 14 e 50 são velhinhas e velhinhos, grávidas em fim de tempo, bandidos, vagabundos e balconistas daquelas que entram às 15. É que os das 13 e 35, às 14 e 50 não se lhes vê o rasto porque já tudo labora afincadamente.
Perto das 15 a avenida pulsa lentamente.


Vazio quente


A minha rua preferida estava deserta. Sentei-me a vê-la. Gosto tanto de espaços vazios. Tanto, mesmo.
Estava calor. Estranho, estava.
Aqui e agora não está. Vazio ou quente, não está.


Se


Se hoje fizesse um post ao minuto, diria que às 11 e 58 estava muito irritada e às 12 e 4 esfregava as mãos com frio já quase esquecida do que me irritou.
E que às 14 e 5 um cavalheiro pagou um almoço de 14 euros ponto 5 cêntimos.
A vida é coincidências e matemática, creio eu.


Tinha, tinha...


Não, não tenho tinha. Tinha era saudades disto aqui.

Palavras


Os dias de hoje estão tão povoados de internetes, é tão corriqueira a sua existência, que dificilmente passamos sem ela. Por isso adoptaram-se palavras vindas do inglês e não só: o blogar, o postar (desta não gosto nem um bocadinho, tanto que é esta a primeira vez que a escrevo), o clicar, o tuitar, o teclar, o linque, e há-de haver mais que agora não me ocorre.
Hoje rendi-me ao linque (ver post anterior). Vou deixar-me de coisas e escrever o mais à portuguesa que possa. Linque, linque, linque.
Há tempos vi uma pequena reportagem na TV onde se explorava esta modernice de arranjar palavras para tudo fazendo-as derivar do original que normalmente são da língua inglesa. No fim dizia-se que isto de adaptar palavras ao português é uma evolução natural da língua e de costumes, afinal de contas o cacarejar do galo parece que deriva do co-co-ro-co-có.
Por isso... linque, linque, linque.


'O Segredo' de Rhonda Byrne


No Natal de 2008 recebi este livro (ver título do post) e depois escrevi este post aqui, oh. Era mesmo bom que o leitor clicasse no linque...
Ler, li. Mas li na diagonal, li por alto. O livro é aquilo que eu já pensava: uma série de normas sobejamente conhecidas, que já toda a gente sabe que é bom e muito bonito segui-las. Tão bom e tão bonito que o mundo seria idealmente perfeito. Seria um mundo com tudo de bom e de bonito mas sem a piada que há em viver no mundo assim como ele realmente é: imperfeito.


O segredo da rica filha


'Mãe, vou contar-te um segredo: quando eu era pequena estava desejosa de ser grande para lavar os dentes e fazer muita espuma. Porque eu tentava, tentava e não conseguia fazer espuma assim como vocês.'


Fotografias


E afinal ontem até tinha uma fotografia gira...



E hoje também tenho...



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Coisa pouca


Hoje há pouco a dizer. Tivesse eu feito um post semelhante aos dois últimos e lá tinha safado a minha reputação de boa (leia-se produtiva) blogger.
Tenho saudades de escrever mas não lhe tenho a vontade.
Tenho quase nada a dizer e não tenho uma fotografia que diga alguma coisa por mim. Assim, por aqui me fico.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Post 2000, 300 e 60 e 9


10 e 19
Acho que podia safar a minha reputação de boa blogger com um post igual ao de ontem mas só iria concluir que afinal os meus dias são todos iguais.

10 e 20
Vou ali dar uma volta muito grande. É o que eu acho…

11 e 5
A dona Genoveva lança-me do fundo da rua um: 'Olá, Gina!' A dona Genoveva adora-me só porque a ouço.

12 e 17
Uma condessa com ar de ter a bolsa pobre mas, e ainda assim, pobre, impecavelmente maquilhada… , não vale a pena.

13 e 12
O cherne, ou que raio era aquilo, deixou-se comer.

16 e 56
Descobri uma vala na Lisboa escondida. Uma vala e uma passagem improvisada sobre ela. A ver se não me espalho ao comprido.

17 e 12
Tenho uma sogra que é uma maravilha – telefonou-me para ir lanchar com ela, que estava à minha espera e assim. E eu fui.

18 e 24
Um drogado despeja um saco cheio de tralhas que apanha no chão a ver se vende para a dose que já lhe está a fazer falta. Nota-se bem. Dá pena mas não ‘compro’ nada.
Das tralhas recordo uma panelinha em alumínio com desenhos, tem tampinha e tudo. É uma peça velha e usada mas castiça. Deu-me pena do homem porque tenho assistido à sua decadência mas não lhe ‘comprei’ nada.

19 e 7
Vou com o Luís montar uma fechadura. Como acho a senhora estranha abstenho-me de o acompanhar ao recesso do seu lar e vagueio por ali. Subo a avenida, desço a avenida, subo a avenida, desço a avenida. Vejo montras de que não decoro pormenores e penso neste post. Volto a subir a avenida… Toca o telemóvel, é sinal de que o Luís já está despachado. A cliente desce com ele e como está de saída quer dar-nos boleia…

20 e 42
Hipermercado Continente. Compras, compras, compras.

21 e 51
Arrumar as compras, compras, compras. Jantar arranjado à pressão. Roupa e roupa e roupa. Louça e louça e louça. Fazer e fazer e fazer. Então tudo bem miúdos? A escola, o treino, tudo bem?

22 e… Ou então 23 e…
Não sei que horas eram quando me sentei a escrever.

23 e 29
Acabei. Afinal este dia foi pouco igual ao de ontem.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Posts nas horas


11:14
Ontem já deitada passei em revista o conteúdo do dia corrente em termos de posts e achei que hoje podia fazer o mesmo.
Os posts não vão ser publicados em directo mas isso não é importante. A importância está no escrever.
Para já estou aqui que não posso.

12:04
- Fui onde já não ia ao tempo! - Diz o senhor Rodrigues entrando de rompante. Olhei para ele.
- ...?
- Eh pá, fui à Baixa a pé!
- Muito bom...
- Que é que disseste?
- Muito bom!
- Very nice!
- Très bien!

12:31
Um senhor pediu dois tampões e eu nem achei estranho. Foi servido, pagou e bazou. Isto é que é saber ludibriar o freguês!

12:46
Vou agarrar no casaco e no chapéu de chuva e vou fugir.

15:15
Um dia compro um panamá daqueles impermeáveis.

15:16
Chove que Deus a dá!

15:18
Sim, tenho mais que fazer. Mas não, não tenho nada mais interessante para fazer além disto.

16:07
Isto de se ter muita ou pouca personalidade é uma grande treta.
Toda a gente tem personalidade, ela tem de existir e é sempre forte, ponto final.

16:08
Vender uma bolsa de cera amarela é bom para esquecer coisas más.

16:11
Diz-se que as mulheres são boas como o milho quando se abrem em pipocas.

18:02
Esteve aqui o senhor que diz: 'a minha menher isto' e 'a minha menher aquilo'.
Eu sabia que havia algo de errado com a menher deste senhor, hoje foi dia para finalmente perceber.

18:27
Ai ai ai que nunca mais isto se acaba…

19:23
Fui com o Luís montar umas torneiras. Tive vontade de tirar uma fotografia às mãos muito envelhecidas do senhor. Às mãos, ao xaile em cima das pernas, ao aquecedor bem juntinho a elas, ao frasco do detergente da louça deixado aberto, à caixa do pão tão velhinha, ao pratinho onde estão colocadas as chaves de casa…
Tenho sempre vontade de fotografar e de escrever.

20:19
Pedalo numa bicicleta estática e distraio-me com os movimentos de dois atletas de boxe.

21:23
Passeio na passadeira e vejo que o ginásio está quase vazio. Pudera! Há pouca gente tão maluca como eu…

22:45
O jantar devia ser sopa…

23:22
O dia termina e o post que levou horas a ser contruído também está terminado. Amanhã outro dia será. Até lá, então.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Post das 22:48





Comprei casacos e camisolas. O dia cinzento, pois. E eu comprei casacos e camisolas. É porreiro comprar casacos e camisolas em dias cinzentos.


Post das 22:42


Amanhã vou almoçar com um marmanjo faixa castanha 4º grau de Jiu Jitsu...


Post das 22:11


Ando a ver se aprendo a gostar de vinho. Diz que o paladar se educa e eu até sei que sim. Ao presente estou na parte: 'Não sei se goste disto ou não...'.


Post das 22:04


O post anterior fez-me lembrar de uma vendedora que pergunta frequetemente se isto ou aquilo 'não terá interesse?'. Por exemplo:

'Estas vassourinhas... não terá interesse?'

'Os panos de malha... não terá interesse?'

'Repelente de insectos... não terá interesse?'

Fez-me lembrar por causa do interesse. Mas agora já não sei porquê...


Loures, 7 de fevereiro de 2010


São 19:56. Há quase 48 horas que não escrevo. Isso é invulgar, tão invulgar que merece destaque.
De momento a imaginação não abunda, independentemente da qualidade da mesma.
Acrescento a este post que umas calças compradas no chinês podem ser da marca Tout Partout, que é qualquer coisa ali entre o hilariante e o foleiro.
A ver vamos se me chegará mais imaginação.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Opulências






Estou a precisar de mudar de penteado...




Se em 1986 eu tivesse um blogue escrevia acerca...


Do preço da carcaça que comprava todos os dias da semana. Da senhora da mercearia que era mais feia que uma noite escura. De fazer 18 anos e não notar qualquer diferença. Do namorado espectacular que arranjei. Do motorista da camioneta que parava antes da paragem se acaso eu viesse atrasada. Dos lindos sapatos vermelhos que comprei. Das frieiras da dona Vitória.
Da fila de electrodomésticos Moulinex na cozinha da dona Eugénia.
Tudo coisas que certamente partilharia com o mundo. Assim tivesse eu um blogue em 1986.


Maritalmente


Os maridos sempre estão muito presentes na vida das esposas. Veja-se:

Vou matar o meu marido...

Foi o que disse uma senhora muito aborrecida pela má informação que ele lhe dera acerca de algo. Quando nos apetece matar alguém é porque essa pessoa é importante para nós, é o que eu acho.


O meu ex-marido noutro dia ligou-me para me avisar que o meu bilhete de identidade tinha caducado! Já não estamos juntos há que tempos e veja lá como ele se lembrou!

Há mulheres com uma sorte fantástica. É que um homem lembrar-se de datas...
Não sei se ela sabe ou se quer saber mas eu acho que este marido está mesmo pelo beicinho.

Precisava de silicone para tapar um buraco no lava-louça. Agora já não tenho marido para me tapar o buraco!

Pobre viúva! Duplamente infeliz...


Posto tudo isto, assim se vê a importância que um marido tem na vida das mulheres, quer estejam vivos, ausentes ou mortos.


Quem é?


Toquei à campainha e segundos depois obtive resposta:

- Quem é? Quem é?

- Boa tarde, eu ve...

- Quem é? Quem é?

- Olá, eu venho para entreg...

- Quem é? Quem é?

- É da drogaria, pa...

- Quem é? Quem é?

- ... ra entregar u...

- Quem é? Quem é?

- ... ma factura!


Pelo óbvio notei que a senhora 'quem é' não me ouvia mas lá me abriu a porta, mesmo sem saber quem era.
Depois da maratona de 'quem és' ainda tive que viajar no
Fortis. Oh vida!

Morangos! Morangos! Morangos!




Começou a época, já aí andam a fazer-me desejá-los. A época começou precocemente mas começou.

Imagem retirada da internet.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Stress


O stress é um mal da actualidade. As pessoas movem-se ao clique, desde o telemóvel ao computador, basta clicar à distância e tudo fica ao pé. Depois acontece as pessoas andarem apressadas, impacientes, exaustas. A preocupação com coisas mínimas deixa de existir. É por isso, creio, que agora se vê tantas mulheres de collants na rua. Esquecem a saia ou as calças e saem assim, meio vestidas.


Idade


Acho que a idade não me trouxe sabedoria útil. Acho que apenas trouxe saberes estéreis e desinteressantes.
É inútil saber que as batas de andar por casa são sempre às florinhas azuis, tipo as batas da minha mãe, e que a senhora do quiosque sempre tem uma dessas vestida.
E isto é só um exemplo...
Posso continuar dizendo que o rodar dos tempos me ensinou que as louras são sempre angelicais independentemente dos traços feios que os seus rostos possuam, eventualmente.
E também aprendi a não desviar a mala e o chapéu de chuva das pessoas. Se as pessoas não se desviam de mim porque é que eu me vou desviar delas?! Afinal de contas somos todos uns macaquinhos de imitação...
Tudo inutilidades. Chego a este tempo e é assim.
Mas sei fazer arroz-doce. E engraxar sapatos. E comprar iogurtes. Tudo utilidades, estas. Perecíveis… mas utilidades.



Uma fé abalável pode ser a do crente que leva o gel desinfectante para a igreja, esfregando-se a cada passou-bem, por recear o contágio da doença mais mediática dos últimos meses - a gripe A.


Os olhos


Não raras vezes falo olhos nos olhos com as mais diversas pessoas. Às vezes lá me calha ter de lidar com um olhar vesgo. Normalmente, face a olhares desta natureza, concentro-me no olho bom. É um problema, o meu olhar sempre quer fugir para o olho mau mas são tantos os anos de prática que já quase aprendi e lá me vou safando.
Noutro dia, e há sempre um dia, calhou-me um olhar vesgo como nunca antes. O pobre homem tinha ambos os olhos vesgos e bons simultaneamente. Porém, iam alternando um e outro, ora estavam direitinhos ora se desviavam para um ou para outro lado, criando uma expressão grotesca na cara do coitado. E eu queria tanto concentrar-me no olho bom... Mas assim com tanto mudar de posição tinha a tarefa muito dificultada.
Para além de o senhor possuir o olhar vesgo mais incrível que vi até hoje, parecia não ter os cinco sentidos bem medidos, era maluquinho, vá. Deixei-o falar, é comum estas pessoas serem muito fáceis de lidar pela sua ingenuidade. Bastou-me ter uma postura semelhante à que tenho quando converso com uma criança e ele ficou feliz e satisfeito, conversando animadamente.
Contava-me que esteve nas termas e quando quis demonstrar-me o que lhe faziam para tratar a sinusite esticou o dedo direito à minha cara. O dedo a meio caminho, perguntou:
- Posso tocar-lhe? A menina não se importa?
Balbuciei um 'não' respondendo à segunda pergunta, um 'não' surpreendido. A surpresa deveu-se à ideia de que não é preciso ter os cinco bem medidos para se ser educado e que há muita gente que diz ter juízo mas lhes falta a educação que este homem infantil e ingénuo tinha.
Talvez as crianças sejam mesmo o melhor que o mundo tem.


Cantar


A rica filha está doente. Engraçado é que ela está com uma disposição bem melhor que em alguns dias de saúde. Canta que se farta, diz que gosta de se ouvir quando está roufenha.


Encontro


Um bonacheirão encontrou-se em plena avenida de Roma com duas... mulheres, vá.
- O que é que as princesas andam aqui a fazer? - Perguntou ele curioso.
- Ela veio fazer o exame da sida. - Respondeu prontamente uma delas.
A mulher podia estar brincando mas o meu primeiro impulso foi acreditar. Se calhar por causa do choque... O choque sempre credita qualquer coisita e vezes há que muito credível é.


Email


Recebi um email contendo os calendários até 2078. Fiz rapidamente as contas e concluí que em 2078 faz 110 anos que nasci. Por curiosidade fui ver a que dia da semana calha e vi que será a uma segunda-feira.
Foi arrepiante, senti uma tristeza esquisita. Eu não vou viver o ano 2078.
Tenho vontade de morrer e senti um arrepio por ver uma data que não viverei. O arrepio contradiz a vontade.


Uma maçada


A maçada faz parte das funções dos trabalhadores. Dos competentes e até dos competentes assim-assim. Já os incompetentes... não se maçam.


O cão


Afinal o cão também não gosta da neta do próprio dono. Eu a achar-me sozinha nesta questão e afinal há mais...
Pois é, se a porra do cão não gosta dos da casa, fará de mim?


Continuação


E assim vou continuando – impura.

Aqui e agora


Estou aqui a pensar que não consigo escrever sob o estigma da pureza casta, do perfeito, do composto. Para mim não dá. O mundo é ruim, as pessoas são más. No apuramento que faço, porque sempre apuro antes de escrever, apuro que a vida é assim: a maldade reina. Não só porque dou pela sua existência mas também porque é muito mais apetecível e empolgante escrever sobre impuridades.
Escrever sobre outras coisas: o bem, o bom e o bonito não é para mim, é o que apuro.


Ser


As pessoas não se deixam ser umas às outras.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

É isso!


O que vale a mim é que ninguém me liga. Sofro daquele mal - às vezes é um bem - que diz 'ninguém presta atenção aos tolos'.
Costumo esperar que alguém colha o que aqui semeio. Costumo também esperar que não se macem a responder.
Costumo esperar que entendam as minhas razões. Costumo também esperar que não as questionem.
Costumo esperar que reajam ao que escrevo. Costumo também esperar que me deixem sossegada.
O que vale a mim é que ninguém me liga. Isso é bem melhor do que parece.


Melhor


É bem melhor ter uma mulher boa que uma boa mulher. Isto porque a boa mulher não existe. Só por isso, claro. Porque é que havia de ser?!
Esta é uma ideia que encaixa perfeitamente (também) no masculino. Olaré!


Zona


Hoje é o 'Dia Mundial das Zonas Húmidas'. À semelhança do post anterior isto é também algo donde tiro umas conclusões do caraças.


Cheiro


Uma senhora contou-me de uma médica a ter avisado para ela ter muito cuidado, que engravidava só com o cheiro.
Gostava que os leitores meditassem neste aviso e depois me notificassem com as conclusões tiradas a ver se são iguais às minhas. Só para eu deixar de ter a mania que tenho ideias diferentes da outra gente.


Força


O ser da força tem que ou tem de?

Riso


Rir-me desalmadamente contagiando o senhor doutor foi um grande momento de diversão da gente os dois. Principalmente para mim, creio, quando descobri que lhe falta um dente lá atrás.


Refeição


Comi um preguinho na Portugália. Ele diz que não mas eu acho que aquilo é a comida das putas. Ele diz que não mas eu acho que sim. Bife, batatas fritas, molho, pão, imperial, tremoços, come-se em pé e rapidamente, é barato, está a escassas centenas de metros do Intendente... A queca e a nota que a paga não se vêem mas é verdade que nunca se veriam. Tem tudo a ver, tudo está conectado. Ele diz que não mas eu acho que sim.


Natureza morta


Vi os restos mortais de uma ratazana esventrada ao pé de um caixote do lixo aqui na saloiada. Estive vai-não-vai para tirar uma fotografia e escanchá-la no blogue mas percebi atempadamente que não ia nada bem com a cor verde água daqui.
Umas horas depois vi o cadáver de uma barata. A pobrezinha tinha morrido de barriga para cima e patas ao ar na Lisboa escondida. Mas aí como já tinha a experiência anterior...
Se calhar perdi duas maravilhosas fotos e dois maravilhosos posts. Mas sempre fiz um post...


Temperaturas




A minha vida é uma controvérsia: dou-me mal com o calor e não posso com o frio.


Fevereiro


O janeiro foi-se mesmo embora e o dia tem mesmo mais uma hora.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Segunda-feira





Isto melhorar ou piorar depende da circunstância que leva a um ou outro ser e estar. Não que eu queira ser ou me deixe estar ou ainda me deixe ir. Não. Antes é a circunstância. Conforme ela dita assim sou e estou.
As segundas-feiras são particularmente difíceis por conterem um retorno à temida, desestabilizadora e incontornável circunstância.


domingo, 31 de janeiro de 2010

Costas


A ocasião pedia nervos e gaguez mas não houve nada disso. Tive uma calma absurda, incompreensível. Enfim... Mantive-me de costas para o passeio como se estivesse a fazer uma grande maldade. Não estou. A única coisa que estou a fazer mal é o refundir da coisa.
As minhas aventuras são sempre solitárias porque mostro as costas ao passeio.


Nota


De notar é também o facto de hoje ter apresentado os ricos filhos a alguém que ainda nunca lhes tinha posto a vista em cima e a pessoa dizer:
- Sim senhor! São um mix perfeito!

Um é parecido com a mãe e a outra é parecida com o pai. É o que o mix quis dizer.


31 de janeiro de 2010




O último dia do primeiro mês da segunda década do vigésimo primeiro século foi diverso!
Houve motim e
Campeonato Europeu de Jiu Jitsu. Em campos diferentes, note-se. Em campos diferentes, em localidades diferentes, em horas diferentes... mas no mesmo dia.
Saímos de um sítio onde andaram à porrada sem que fosse suposto haver batatada e depois fomos a outro onde andaram à porrada exactamente porque é suposto ser assim.


Acerca da fotografia:

Não, não é a pomba da paz. É um pombo, ou pomba, que se manteve muito tempo ali e eu tirei-lhe uma meia dúzia de fotografias, para aí. Esta foi a que achei que ficou melhor.
Local e data: Pontinha, 31 de janeiro de 2010.


31 de janeiro


Ainda bem que não vivo no Porto, assim livrei-me de me interpelarem na rua com um microfone na mão perguntando se sei o que significa o 31 de janeiro de 1891 e se acho o significado desse dia importante... É que eu nunca tinha ouvido falar acerca da 'Revolta de 31 de janeiro de 1891'. Ao sério que não. Até hoje, que vi na Tv um programa dedicado a esse assunto.
Se eu vivesse no Porto e me interpelassem com um microfone na mão questionando-me acerca deste assunto ia ficar muito embaraçada por nada saber. Assim, escrevo aqui e mostro ao mundo a minha ignorância não tendo o menor pingo de vergonha! O que um blogue faz às pessoas... Ai ai ai!


djifsdjcbfije







sábado, 30 de janeiro de 2010

Ter fibra


Agora já tenho fibra. Fibra da Meo. Da outra já cá existia.


Pedido ao senhor Blogspot


O senhor Blogspot devia ter maneira de a gente pôr um link apenas com um excerto de um post. Precisei disso no post anterior.

Pense neste assunto com carinho, senhor Blogspot, sim?


Secessão


Li a palavra 'secessão' numa crónica que o RAP (toda a gente sabe quem é, ?) apresentou na revista Visão num mês desses, possivelmente um mês do ano passado, e mesmo sem sabar o que significa achei a palavra muito gira. Também quis logo usá-la num dos meus posts... Mas está difícil...


secessão

(latim secessio, -onis)

s. f.

1. Ato de separar. = divisão, separação
2. Cisão num território político.


Pensamento a um quarto para as oito


Estar feita ao bife pode ser a obrigatoriedade de confeccionar o jantar devido à ausência de marido que o confeccione.


Nomes


Tenho fotos no meu computador com nomes idealizados por mim, assim:


    hghjvhj

    m m,n lkn

    mm nkj

    sdef

    ºçº

    -º~, kok

    vvhgvgh

    ioioi




Isto em caso de interessar alguém, claro. Não interessando, fico triste mas nada por aí além.


T-shirt


O rico filho tem uma t-shirt (que era) branca e agora está um bocado para o amarelada porque eu não tinha nada que a lavar juntamente com os individuais cor-de-laranja.


Fazer


Sim, tenho mais que fazer. Como por exemplo aspirar e lavar o chão que está por baixo da secretária onde está o computador de onde escrevo neste preciso momento, bem como limpar o pó e arrumar os papéis que estão em cima da já mencionada secretária.
Já venho.


Bolas!


Bolas! Bolas! Bolas! Bolas!
Estava a ver que não conseguia arranjar maneira de ter esta fotografia num dos formatos que o senhor Blogspot consegue ler. Tanto mexi e remexi que descobri.
Eu sei, eu sei... Sou muito persistente e inteligente e a fotografia é mesmo engraçada...



Hora


O janeiro já vai por aí afora e o dia tem mais uma hora.


Desde


Não aspirava debaixo da cama nem fazia bolo de banana desde o ano passado.


Declaração


São 15:57, hoje é sábado, dia 30 de janeiro de 2010 e declaro aberta a sucessão de posts de fim de semana. Posts dentro do género habitual que se lê aqui ao fim de semana, garantidamente.
Boas leituras, é o que eu desejo.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Post de posts;
Rapsódia


É-se qualquer coisa invulgar se se manda o marido comprar papel higiénico e filetes de pescada enquanto se está no consultório do médico.
Em particular, é-se qualquer coisa invulgar se o médico é daqueles que diz: 'Ora mostre lá as suas pernocas'.


O Ricardo Araújo Pereira é um homem importante. Fala-se no RAP e toda a gente sabe quem é.
Gostava de saber o que ele pensa acerca disto mas sei que ele nunca mo dirá.


Se hoje entraram na loja cem pessoas foram cem as pessoas que disseram: 'Ai hoje está um frio!'. Se entraram sete foram sete as que disseram: 'Ai hoje está um frio!'
O número de clientes, ou presumíveis clientes, que hoje entraram na loja está em conformidade com o número de vezes que hoje escutei: 'Ai hoje está um frio!'.
Anseio pela chuva. A ver se o disco muda e, principalmente, a ver se manda o frio embora.


Se eu tivesse uma loja de fotografias não poria na montra a fotografia de uma noiva nariguda.
Se eu tivesse o cabelo cor-de-rosa não andaria na rua.
Seguramente.


- Então, senhor Rodrigues, está frio?
- Não!
- Bem me parecia...


A uma frase minha ouvi um ateu exclamar convicto e esperançoso:
- Deus te ouça!


O senhor cuja alcunha é Mirones foi operado aos olhos, não ficou nada bom, vê cada vez menos e é possível que fique cego.


O Clóvis carrega com ele um objecto curioso. À primeira vista pareceu-me um pedaço de veio roscado M14 com a ponta romba. Mas não é nada disso. Diz ele que aquilo é para dar nos ossos dos gajos que lhe quiserem fazer a folha. Perguntei-lhe logo se aquilo também dá para furar olhos e crânios e ele disse que sim e que é objecto para ter nome em japonês e tudo.
O Clóvis não é má pessoa, que não se pense que é. Pense-se antes: é o Clóvis! Será suficiente.


A quem interesse: vi uma t-shirt dos Marretas e umas sandálias amarelas.


Pediram-me lume, um cigarro e moedas. Disse que não a todos. Não que não tivesse o que me pediam, antes porque sou uma alma ruim de dar.


Que tipo de pessoas compra o disco do Ricardo Azevedo?


Nada como estar no ginásio montada numa máquina de pesos, saudarem-me: 'Olá, como estás?' e eu responder: 'Estou carregada!'
Não há nada melhor que isto, ah pois não.


Escrito numa ementa estava o seguinte: 'Hoje 27 de Ganeiro temos Bifinhos de Frango Panados com Arroz de Ervilhas'.
Os bifinhos e o arroz não têm interesse nenhum. Já o Ganeiro...


Contrariamente ao que se pensa a vassoura não é um objecto feminino. Com um pau tão grande...


O senhor Rodrigues perguntou-me se também me avario assim como as coisas. Respondi que sim e enquanto eu apenas e só pensava no rol dos meus males ele disse muito depressa: 'Não digas, não digas!'. Obedeci.


O senhor Rodrigues fala que se farta e é um grande impulsionador da minha vontade de escrever. Nota-se.


Gostava de pedir aos senhores que mandam nos moldes usados na confecção do pronto-a-vestir em Portugal que antes de confeccionar se lembrem do seguinte:

• Uma pessoa que queira comprar um casaco comprido é porque tem frio, uma pessoa que tem frio não dispensa bolsos num casaco comprido.
• Uma pessoa que é Large não é, de modo nenhum, uma pessoa Extra, Extra, Extra - Large.
• Criem os modelitos de acordo com a seguinte ideia: as mulheres neste país têm uma discrepância de dois números entre cu e mamas.

Obrigada.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Escritório


Isto de andar a entregar mercadoria aqui e ali traz vantagem, ou então traz post.
No caso deste post, posso dizer que hoje visitei um escritório de um qualquer departamento agregado ao estado.
Adoro penetrar nos mundos que desconheço sem dar muito nas vistas como era o caso. Ninguém supôs que eu, do alto desta simplicidade toda que de mim emana e me caracteriza, saí dali com matéria para escrever e com a vontade de escrever. Isso é muito prazeiroso. Ninguém sabe, nem imagina, nem supõe... mas eu esquadrinho e depois escrevo.
Um escritório é um lugar giro, digo eu. É 'tacho', um escritório do estado é 'tacho', dirão outros, os invejosos. E eu acrescento: é muito giro e é 'tacho' mas deixo de lado a inveja porque a inveja suja e embacia o pensamento e eu gosto muito de escrever claro e limpinho!

• Eram umas dez secretárias na sala mas pouco mais que a metade tinha ocupante. Dentre os ocupantes havia duas funcionárias menopausicas e portanto: gordas, trombudas e feias.
• Uma senhora doutora estava de visita, segundo me apercebi trabalhou ali em tempos e alguns funcionários davam-lhe a devida atenção, cavaqueando animadamente, pois claro, há que preservar as amizades porque podemos vir a precisar delas.
• Dois funcionários andropausicos, apesar da andropausa apresentavam-se alegres e bem dispostos e assim já não pareciam gordos nem feios como as colegas.
• O funcionário que recebeu a mercadoria tinha ar de chefe acessível no local de trabalho e gajo muito porreiro depois da hora de sair.
• O assistente dele parecia um mestre-de-obras, o que é perfeitamente natural uma vez que o material entregue era exactamente para obras. Era um daqueles mestre-de-obras bonacheirões, que em vez do Mercedes montam-se antes num jipe Nissan que nunca anda em corta-mato.
• Havia ainda jornais Destak em algumas secretárias, ninguém falava ao telefone, não havia nenhum trabalho a meio, começado ou em vias de terminado.
• O computador de uma das menopausicas, por sinal a mais trombuda e feia, ligado à página da Assembleia da República, ao menos é uma senhora que se quer manter a par das ocorrências. Do circo e das novelas que há neste país, portanto.


A descrição apresentei-a em lista para escrever rápida e facilmente já que eu, ainda que escreva na hora do patrão, sendo que a ideia de muitos é que eu tenho um grande 'tacho', não tenho e nem gasto a escrever tanto tempo assim daquele que me pagam para trabalhar. É um instantinho enquanto escrevo um post do tamanho deste, sou célere no dedilhar.


Dia




Um dia compro uns sapatos Pablo Fuster, faço o pino, canto em público, escrevo um poema... porque um dia há-de ser um dia diferente.


Montagem


Era um casal idoso e alentejano, queriam comprar uma fechadura.
Assisto muitas vezes a pequenas discussões, o que costuma divertir-me. Este episódio divertiu-me particularmente porque havia algum tempo que não me divertia ao balcão.
A senhora duvidava da habilidade do marido:

- Tu não sabes montar!
- Não sei o quê?! Claro que sei montar!

Conclusão:
Pobrezitos, de pés para a cova e ainda se acham grandes montadores. Essa é uma convicção que lhes aparece aos 15, para aí, acompanha-os em toda uma vida e vai com eles em morrendo e isso. Tudo manias...


Há sempre uma - primeira vez


Com as obras de construção do novo Ikea em Frielas acabaram-me com o gozo, o esplendor, a magnífica sensação, de passar na curva em que me ia despistando pela primeira vez na minha vida enquanto condutora.
As primeiras vezes têm isto: a gente nunca mais esquece uma primeira vez quando é vivida com alguma intensidade. Foi o caso. Enquanto durou o esplendor e a magnificência, aquela foi uma curva para nunca mais lá passar com uma mudança mais alta que a terceira... E agora acabou-se, caput!


Apetite


Uma laranja, uma maçã reineta e um iogurte natural com dois pacotes de açúcar, são tudo coisas que me apetece comer agora. E agora não vou comer nada disso, essa é que é essa.


Natal 2009; Sobreviventes






segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Dia




    Um dia fujo sozinha

    Um dia pinto as unhas de verde

    Um dia torno a Paris

    Um dia ponho-me loura

    Um dia escrevo um livro

    Um dia é um dia diferente


Cansaço


Agora tenho um médico que me pergunta se estou muito cansada e que em eu respondendo afirmativamente me devolve um olhar de consternação. Estou quase, quase a gostar de ir ao médico!


3 ao mesmo tempo


  1. Correr até à sala porque está a dar na TV um jogo amigável em que alguns dos jogadores são barrigudos e desastrados. O que é, portanto, algo digno de ser visto.
  2. Cuidar do arroz que está ao lume.
  3. Escrever um post.


Gafe


Uma gafe pode ser uma pessoa estar a vender cânfora e achando que tem piada diz que agora as pedrinhas são gordas esquecendo-se completamente que a cliente em tempos foi obesa - obesa assim mesmo em muito! - e hoje em dia ainda se sente bastantemente deprimida com as banhas que teimam em ficar.
Depois, para mais graça lhe dar, a cliente diz que não lhe dá jeito nenhum que as pedrinhas sejam gordas porque assim tem de as partir para render. Lá se foi a piada das pedrinhas gordas.
Mas há mais, ah pois há: uma pessoa por modo a redimir-se de tanta coisa indevida lhe sair da boca sem pedir licença, diz à cliente que os sacos para o aspirador que ela espera estão mesmo a chegar... E em boa verdade, a porra dos sacos não chegarão enquanto não forem solicitados ao fornecedor.
E é assim! Estou quase com o mesmo nível de parvoíce que tinha antes do dia da bronca... Estou aqui, estou lá.


Cidadania


É para mim um tema terrível de explorar, este da cidadania. Esta tarde a sessão de R.V.C.C. foi baseada nesse tema. E eu sei lá rebuscar na minha vida vivências que contenham este tema?! Mais: e eu tenho lá esta vivência na minha vida?! Não! Eu fujo de ajuntamentos e de extensas e pormenorizadas opiniões, do tipo 'eu acho que devia fazer-se assim' e 'embora lá todos fazer isto e aquilo e mais não sei quê'. Fujo!
Depois fico demotivada e só me apetece é não voltar lá mais...


domingo, 24 de janeiro de 2010

Cadeiras




Rico filho - Eia mãe, não me digas que vais tirar fotografias às cadeiras! Mas que piada é que isso tem?!

Rica Filha - As cadeiras não falam... 'Bora sentar ali para ouvir as conversas das cadeiras!


Vivas!






Aos livros e à nação.

Local e data das fotografias: Lisboa - Parque das Nações, 24 de Janeiro de 2010.


Doin' Fine


We are what everyone wants 2 be
We are young
And carefree
Life's a breeze for people like u and me

If U look
Life lays out just like a road
It's for us 2 grab ahold
There's no one that can tell us no

So come on, baby
Let's just have fun
Let's breathe stardust into our lungs
Let's drive too fast
Let's go too far
When our hearts bleed it lets us know we are-alive
And that we are-doin' fine

We lay down
Look at the sky
From upside down
There's nobody we have 2 be
Let's live fast and see where it leads

Let's get lost
In love like wine
Let kisses quench
This thirst of mine
Let me feel the weight of your skin
Pressing in

Jewel


Psicologia


Diz que a tristeza é precisa, que é ela que nos arranca da depressão, da apatia, que em se instalando esta última então é do caraças...
Eu cá preferia a apatia, é tão mais amiga! Há alguma coisa melhor que não sentir quando o que se sente é mau?! Claro que não!
Também diz que a vida são dois dias e que amanhã é o último...

Estou triste, é domingo, está sol, vou ali e já venho.


Acordo (ô)


Ando a esforçar-me ao máximo para me familiarizar com a nova ortografia. Para já não escrevo com letra maiúscula os dias da semana e as estações do ano.


É domingo!




Está sol!