sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Acabei de ler no blog Dona-Redonda, mais precisamente aqui, que há pessoas que escrevem por necessidade e outras como passatempo. Segundo ela ouviu no curso de escrita que frequenta, os primeiros são escritores.
E eu pus-me a pensar para tentar descobrir se serei uma escritora. Não consigo concluir que verdadeiramente escreva por necessidade por me parecer que às vezes a vontade de escrever é sentida como um hábito que se tornou, sem eu querer, viciante. E eu não sei se não será daí que vem a necessidade de escrever; estou viciada.
É verdade que às vezes tenho mesmo necessidade de escrever, faz-me falta. Uma prova disso é o post que escrevi há dias atrás, ou mesmo tantos outros que andam pelo meu blog ou pelos meus cadernos dos desabafos. É verdade também, que sinto outras frases e palavras que escrevo como um vício. Por exemplo, quando assisto a algo interessante - mau ou bom - ou há uma paisagem que me transmite qualquer coisa - mau ou bom - eu formo imediatamente um texto na minha cabeça e não sei se não será por ter adquirido o hábito, ou vício, de escrever. Infelizmente nem sempre posso escrever imediatamente o que me vai na cabeça - na realidade é quase nunca...
Por vezes, quando leio o que já escrevi, acho que falta qualquer coisa às minhas palavras. Falta uma coisa ou muitas. Falta profundidade e objectividade, é o que me parece. No entanto, não me parece que falte sinceridade, clareza e idoneidade em relação ao que escrevo, uma vez que escrevo quase sempre acerca de mim e das minhas coisas. Se calhar devia ir buscar temas mais apelativos, direi mesmo polémicos e assim atingir mais profundamente e mais objectivamente os assuntos. Mas assim não sentiria como minhas as palavras porque habitualmente sou uma pessoa reservada e as discussões aborrecem-me imenso.
Enfim (grande suspiro)... vou deixar a flutuar na blogosfera:
Serei uma escritora? Dás-me a tua opinião?

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Loures, 19 de Outubro de 2007

As futilidades dão prazer, muito mais prazer do que as utilidades. O porquê eu não sei clarificar mas posso tentar - talvez seja pelo prazer do que está mal, porque o que está mal tem sempre um intenso sabor. Sabe a caril, pimenta ou açafrão das Índias.... ou canela, porque o mal também alicia pelo doce...
Por falar em futilidades e utilidades, porque não se medirão duas coisas opostas da mesma maneira? Porque é que não dá um prazer igual comprar um perfume ou esfregar e "lamber" uma cozinha em cada centímetro da sua área? Pois se em ambos os casos é exalado um odor agradável... esta é que eu já não sei responder...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Quem é que me dá uma esmolinha?

Em tempos escrevi aqui o seguinte:
"Quarta-feira, 26 de Julho de 2006


Alguém fica à porta e numa voz forte pergunta:
- Quem é que me dá uma esmolinha, por favor?- Tiro uma moeda da caixa registadora (espero que não haja nenhum fiscal das Finanças a ler o meu blog), dirijo-me à pessoa, dou-lhe a moeda e digo:
- Boa tarde.
- Boa tarde. Obrigadinho e bom negócio.
- Obrigada - respondo eu. Nesta altura, tenho sempre que reprimir um "igualmente". Será que pareceria assim muito mal desejar-lhe um bom negócio para ele também? É que no fundo, ele também anda a fazer o seu trabalho. Portanto, nada mais natural do que fazer votos para que o negócio dele prospere."

Posso dizer que hoje em dia já não reprimo coisa nenhuma e desejo-lhe um "igualmente" sonoro e com boa dicção sempre que há uma "transação" desta natureza. Afinal de contas o homem anda mesmo a trabalhar, coitado... a ganhar o pão de cada dia... muito esforçado... farta-se de andar... eh pá... ainda por cima é coxo... que pouca sorte a dele... ter que calcorrear tantos quilómetros para ao fim do dia ter ganho o quê? Uma miséria!... Pobrezinho...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A quem deixou o seu comentário aqui, o meu muito obrigada. Às vezes tenho necessidade de escrever alguns dos pensamentos que tenho de modo a deixarem de ter importância. Escrevi que ninguém vem ler nem ninguém me vem dar conselhos sem querer menosprezar quem vem aqui ler o que escrevo... referia-me principalmente a quem me conhece pessoalmente.
A minha vida é complicada, e talvez eu a devesse descomplicar mas por enquanto nada posso fazer. É por isso que me sinto tão encurralada, sem saída. E esta prisão torna-me uma pessoa solitária porque me vejo forçada a isolar-me para me manter o mais sã possível.
Enfim... nada como um dia atrás do outro e eu a aproveitá-los todos muito bem, pois está claro!!!
E agora vamos ao que interessa:

Ainda ando de sandálias!!!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O rico filho faz um ar malandreco quando eu o abraço... só porque é maior que eu! E por isso fica uma sensação estanha. Ainda não me habituei mas não vou deixar de abraçá-lo sempre que me apetecer. Até porque o mais certo é ele ainda crescer um bom bocado mais. Para além disso ele ainda gosta que o abrace. Continuemos então, filho.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Eu a pensar (outra vez)

Nestes últimos dias a minha disposição tem sido afectada pela culpa. Não me consigo livrar disto. Estou terrivelmente só e triste. É muito difícil engolir as emoções e há necessidade de recalcá-las cá para o fundo... E se a conversa vai ter a isto ou aquilo forço-me a refundir qualquer vestígio de sentimento... A minha vontade é dizer exactamente o que penso e como penso e acabar de uma vez com tudo isto. É horrível não poder contar nada de nada a ninguém. Nem sequer me posso queixar e dizer que estou triste. Quem iria entender? Presumo que ninguém... Mas, bolas!... Eu tenho que extravasar de alguma maneira isto que sinto!... E estou a fazer isso aqui!... Ninguém vem ler, ninguém me ajuda nem me dá conselhos mas eu escrevo e assim de alguma maneira sai de dentro para fora. Não é arrancado, fica a ecoar na minha cabeça porque não verbalizo mas sai em forma de letras. Sai. E por agora é o que me interessa. Terapia surda e muda porque não ouço nem falo. Mas não cega ou insensível porque eu vejo e sinto tudo.
Está a dar-me vontade de rir à gargalhada. Quando começo a achar piada à minha própria vida e aos meus próprios pensamentos, compreendo que sou capaz de não estar assim tão mal. E agora estou a rir de mim mesma porque sou uma mulher com piada. Uma mãe de família aparentemente saudável psicologicamente e que afinal... (quase) só pensa em merdas que não valem um cú... dá vontade de rir. Hipócrita e dissimuladora... cruel... perversa... também dá vontade de rir. Muita.
Relaxa mulher!... Amanhã é outro dia. Vou lembrar-me de o aproveitar.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

VERDE!!!


Ainda se vê por aí muito verde nas árvores.
Ainda ando de sandálias!... nha nha nha nha!... :-)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"Isto" sou eu a pensar:

Há uma imagem na minha cabeça quase desde sempre. Imagino-me a espreitar algo sem que me vejam, como se não fizesse parte do mundo em que vivo, como se não pudesse fazer parte dele por tudo me estar vedado e interdito. Porque me imagino só a espreitar o mundo e a não fazer parte dele? Suponho que seja porque ainda o vejo como algo inatingível, como se tudo o que me dá prazer seja, só por isso, mau. Não tenho espaço para deleites. Não posso desfrutar das coisas verdadeiramente boas porque as coisas boas são proibidas e ilícitas. A conclusão que tiro é que este sentimento é uma espécie de culpa por me sentir bem, uma culpa que não deveria sequer existir porque não tem razão de ser.
E pergunto-me se isto em que me transformei será bom. Ou por outra, se isto será transformação pelas experiências vividas ou simples revelação daquilo que realmente sou. Talvez tenha atingido um grau de maturação ideal para este dia e hoje não tenho vergonha do que sou e do que sinto. Ou então eu sempre fui assim mas não me tinha revelado. Poderá ser isso.
Demasiados avisos e demasiadas reprimendas: "não mexas aqui", "não brinques com fulano", "não digas", "não chores", "não sejas assim", "não faças", não sintas dessa maneira", "não está bem", "cala-te", "não podes"... Adquiri o hábito de achar que estou sempre errada. Estou convencida de que está sempre tudo mal em mim. Sempre fora de tom, de compasso e de contexto. A minha maneira de ser e de sentir não deveria ser esta e nunca estou alinhada com nada nem com ninguém. Sou sempre questionável e estou sempre à parte. E agora dei nisto.
Hoje estou liberta de ideias concebidas por outras cabeças. Estou por minha conta e não tenho máscaras. E então em que é que fico? É bom ou é mau? Não querendo repetir-me mas repetindo-me na mesma: estou optimamente mal assim como estou... é isso.
É bom. Muito, muito bom.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

No dia de hoje, acho que sou a única pessoa no país inteiro que saíu à rua de sandálias... Ai estamos no Outono?... Ai é?... Então está bem... amanhã vou de botas. Quero dar as boas vindas ao Outono calçada a rigor!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Uma das sensações mais desagradáveis que sinto por vezes, é a de que não sei educar os meus filhos...

Passou pouco mais de um mês deste novo ano lectivo e... o rico filho já tem, no mínimo, meia dúzia de recados de professores queixosos da falta de trabalho e a rica filha uma ameaça de falta disciplinar. O André é preguiçoso e a Ana Cláudia é implusiva. O André tem aquela meia dúzia de recados e a Ana Cláudia tem aquela quase falta disciplinar por causa daqueles defeitos que eles têm e que eu tão bem conheço. Infelizmente, estas situações não são primárias, desde há alguns anos a esta parte tenho vindo a habituar-me a receber chamadas telefónicas dos respectivos directores de turma.



Questiono-me muitas vezes se andarei a fazer algo de errado na educação que lhes dou. Serei demasiado liberal e aberta? Terei que deixar de ser uma mãe jovial e bem disposta e passar a educá-los com rigor militar? Deverei tornar-me inflexível e rígida não dando espaço a risos e brincadeiras? Sinceramente não acho que deva mudar coisa nenhuma mas às vezes não consigo deixar de me sentir um pouco culpada porque os meus filhos não apresentam os mesmos resultados escolares que há uns anos atrás apresentavam... e então vem-me à ideia de que eu é que tenho que mudar, eu é que tenho que fazer alguma coisa.



Seja como for, os ricos filhos continuam a ser as coisas melhoresmelhores e mais lindas do mundo. O que eu sei é que os meus filhos são educados, pontuais e assíduos. Do contrário nunca eu recebi queixas nenhumas. Continuo a achar possível que os meu filhos venham a ser adultos responsáveis, trabalhadores, empenhados e batalhadores pela vida fora.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Já viste aquele anúncio da Seat em que vão as pessoas a conduzir e a cantar e a dançar ao mesmo tempo ao som de uma das músicas da Shakira? Às vezes eu costumo fazer uma figura igualzinha àquela enquanto conduzo. Por acaso também tenho um Seat mas não é por isso que canto e danço. É mesmo só porque gosto de cantar, dançar e conduzir... podendo fazer tudo isto de uma só vez, melhor não?

domingo, 21 de outubro de 2007

Fui cortar o cabelo e arranjar e pintar as unhas. Tinha algum tempo livre, dinheiro na carteira e vontade de mudar de aspecto. Quando assim é - refiro-me à vontade de mudar - é sempre prazeiroso ver o resultado final. Quando saí para a rua sentia-me fresca e leve. A frescura devia-se ao facto de já não ter cabelos a tapar-me o pescoço e a leveza por já não carregar comigo o que ficou no chão do salão de cabeleireiro. É bom. Não sei se é porque tem sabor a excentricidade. Porquê? Talvez seja porque, lá muito no fundo - mas é assim mesmo, mesmo, mesmo... lá no fundo - eu poderia agarrar na tesoura que tenho na gaveta da máquina de costura, pôr-me em frente ao espelho da minha casa-de-banho, cortar eu própria o cabelo e depois deitar os despojos no meu caixote do lixo. E também, lá muito no fundo - mesmo, mesmo, mesmo... - poderia eu própria pintar as unhas cá em casa. Pois podia...

É melhor de deixar de escrever estas parvoíces porque a esta hora já deves estar a pensar: "Que horror!... Onde é que eu vim parar!... A autora deste blog é completamente doida!..."

Não duvides que sou saudavelmente insane. Já há muito tempo que sou sensata e desiquilibrada em silmuntâneo. E não pretendo mudar. Para já, estou optimamente mal assim.

sábado, 20 de outubro de 2007

Loures, 20 de Outubro de 2007

Estive há pouco a ver fotografias muito antigas, o primeiro álbum de fotografias que comecei a construir depois de casar e antes de terem nascido os meus filhos. Não foi grande coisa ver algumas pessoas lá retratadas, trouxe-me más recordações e chorei de raiva, tristeza e decepção, porque desconheço a razão de me quererem mal. Esta incógnita é o pior de tudo.

Há uma célebre frase de Fernando Pessoa que diz: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo."

Eu não sei guardar as pedras que encontro no meu caminho. Não sei se por imposição de mim mesma ou se por falta de maturidade, a verdade é que eu não quero construir porra de castelo nenhum!... Ainda que compreenda que as más - ou tristes - experiências sirvam para que eu cresça e fique com a personalidade mais forte e robusta, eu não tenho vontade de guardar as minhas pedras. Mas se não as guardar estarei sempre a tropeçar nelas...

Tenho mesmo que construir um castelo...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

G I N A


- Como se chama? - perguntou-me o senhor da transportadora para cumprir as regras habituais. A pergunta foi feita porque tem que ficar o registo de quem recebeu a encomenda. E eu respondi:
- Gina - passou imediatamente algo pelo meu pensamento. Passou tão rápido que nem sei descrever. O senhor sorriu, agradeceu e despediu-se.
Por coincidência, no dia seguinte havia outra encomenda da mesma transportadora. Curiosamente quem a veio entregar foi o mesmo senhor. Novamente ouvi a pergunta:
- Como se chama?
- Gina - disse eu sorrindo e olhando bem para ele, ao mesmo tempo que tentava adivinhar o seu pensamento, ou se calhar adivinhando-o mesmo.... Desta vez, o que me passou pelo pensamento eu sei descrever.
Possivelmente o homem sorriu maliciosamente porque se lembrou da revista "Gina" e eu correspondi ao sorriso com cumplicidade e algum sentimento de resignação porque naquele momento tive a certeza do que ele estava a pensar. Não fiz, nem costumo fazer, nenhum tipo de comentário quando assisto a cenas deste género. Apenas me preparo de armas e bagagens para o que quer que venha a ouvir...
Ao longo da minha vida tenho reparado que algumas vezes o meu nome dá nas vistas particularmente aos elementos do sexo masculino por causa da tal revista. Na adolescência era algo do género: "Chamas-te Gina? Como aquela revista das mulheres nuas?" Naquela altura, esta questão era feita com um misto de surpresa e entusiasmo pelo que o nome "Gina" os fazia lembrar. Confesso que comecei a ouvir estas perguntas antes mesmo de saber da existência da famosa revista, até que um dia a vi exposta num quiosque. Na capa só se via uma mulher da cintura para cima de mamas ao léu. Lembro-me de achar piada ao facto de existir uma revista com o meu nome, mesmo que fosse uma revista pornográfica. Não fazia mal nenhum... até era giro...
O meu nome é também frequentemente ligado à prostituição. Ou seja... (desculpa lá mas vai mesmo a seco) é nome de puta. E para além disso faz lembrar vagina e tal... e isso também não faz mal nenhum... quero lá saber! Até é giro... e sugestivo e tal...
Mas continuando, passaram alguns anos e a pergunta manteve-se mas muito mais esporadicamente. Hoje em dia ainda ouço: "Gina? Não é..." Normalmente não deixo acabar a frase e atiro logo um sério e pausado:"Sim... como a revista..."
Com a vida aprende-se (e eu aprendi muito bem, diga-se) a aceitar as situações que não se podem modificar. Aprendi a aceitar e esperar o impacto que o meu nome causa aos homens por causa da revista "Gina" e não só. Em vez de baixar o olhar pelo constrangimento que me causa ver a malícia nos olhares masculinos, ou ainda, algumas palavras libidinosas, dou a volta à situação e enfrento-os com o meu destemido e aguerrido olhar que quando eu quero, deixa transparecer algo assim:
- Q ' é q ' foi ó borrego?... Dói-te alguma coisinha?...

Enfim... o meu nome é G I N A!!!... OK???... Algum problema?... Não, pois não?... Bem me parecia...


Volta sempre.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007


Descobri que, para além de conduzir e falar pelo telemovel ao mesmo tempo, ter as unhas pintadas de fresco também pode levar a uma condução insegura. Conduzir com as pontas dos dedos é muito giro mas dá cá uma sensação de corda bamba...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Hoje, ao passar na Praça de Londres vi que já andam a pôr nas árvores as iluminações de Natal. Parece assim como que "fora de tom", "desafinado" e "desarritmado"... ainda está um calor do caraças...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sexo tântrico é...

('tou a ver se me vem à cabeça uma frase que consiga exprimir a conclusão a que cheguei hoje ao ouvir um programa de rádio) ... é uma queca insípida... incompleta...
Se calhar até nem tem gracinha nenhuma. Não sei... digo eu que pouco sei...

domingo, 14 de outubro de 2007

Tenho o PC, as mãos, os olhos e o tempo à minha disposição mas não sei que hei-de escrever, faltam as palavras. E as palavras são o que não pode faltar para escrever... Se calhar tenho a cabeça "varrida" porque acordei há pouco mais de uma hora... não chega ideia nenhuma porque não tenho todos os sentidos despertos.


(pausa para café e procura de algo que já anteriormente tenha escrito no caderno dos desabafos)


Encontrei isto:


" Lisboa, 10 de Outubro de 2007


Ora aqui estou eu no Ginásio à espera do Luís.

Tenho que escrever no blog algumas coisas referentes ao post publicado ontem. Tenho que lá escrever que há coisas na minha profissão de que eu até gosto mas que, de uma maneira geral, não gosto da minha profissão. Também tenho que escrever lá que sei perfeitamente que todas as profissões têm tarefas que não dão prazer. Eu escrevi e publiquei aquele post para tornar mais leve a minha vida profissional, tentei dar uma ideia de como pode ser divertida e se calhar não foi essa a ideia que transmiti...

O "tal" professor anda aqui a arrumar as máquinas e pondo os pesos no sítio uma vez que o Ginásio está quase a fechar. Acho que reparou e se admirou de me ver a escrever. Por acaso este moçoilo tem montes de piada... ainda bem que não sabe que eu já escrevi acerca dele e que ainda por cima publiquei na Internet um texto onde faço menção à sua pessoa.

Mais pessoas reparam que estou a escrever: o recepcionista, outros professores e alguns utentes do Ginásio. Quase todos eles fazem um esgar de surpresa ao verificar que escrevo. Será que sabem que estou a escrever ao acaso, que escrevo o que me passa pela cabeça num diário? Se calhar pensam que isto é um rascunho porque sou jornalista ou professora. Nesse caso seria muito pobrezinha, sem PC portátil e escrevendo à mão num caderno...

Possivelmente pensarão: "ui... um diário... contém segredos, recantos escondidos... onde ela escreve intimidades vividas ilicitamente... ui... os seus mais íntimos desejos..."

E eu penso que alguns dos meus desejos são ocultos até para mim... ui..."

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


O rico filho esteve doente e ao ser auscultado pelo médico este perguntou-lhe:
- Então o que é que tu fazes? Jogas à bola?
- Sim, jogo futebol - respondeu o André com a sua voz grave que parece que vem de todo o lado e de lado nenhum ao mesmo tempo, qual ribombar de trovão.
- Nota-se. Tens o batimento cardíaco característico dos jogadores de futebol.

OK... já aprendi mais uma. Não fazia ideia de que era possível identificar desta forma uma actividade desportiva. Com a continuação da conversa fiquei a saber que o André tem capacidade física e grande potencial para médio esquerdo, uma vez que é canhoto a chutar e que esta particularidade é invulgar.
É uma pena que o André jogue num clube onde não lhe dão sequer hipótese de jogar nesta posição e o ponham como defesa esquerdo. E ainda tenho mais pena de o ver frustrado e triste com o treinador...

Foto: o André a fazer o pino dentro de água durante as férias deste ano

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


Tem estado uns dias de sol maravilhosos!...
Ainda dá para andar de vestidinho e tudo...
...!Ai que bom!...
:-)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Loures, 18 de Agosto de 2005

"Estive sentada num dos bancos da Praça de Londres a pensar na minha vida. Estive a pensar no que já fiz, no que faria e no que farei em vários aspectos da minha vida. Os mais importantes são, sem dúvida, a maternidade e o casamento. Claro que também pensei noutros aspectos, os menos importantes, que compõem a minha vida. Não posso dizer que tenha sido proveitoso, não cheguei a nenhuma conclusão. Eu quero sempre respostas para tudo e gosto de saber sempre os porquês das coisas. Por isso sou tão ansiosa. Gosto de saber porque é que me aconteceu isto ou aquilo, porque é que sinto as coisas de determinada maneira. E não obtenho sempre as respostas. Isto deixa-me num estado de ansiedade tremendo, por vezes."

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Durante esta semana perguntaram-me:
- Então e as férias, foram boas? - fiquei parada e pasmada mas depois de recuperar o ar respondi:
- As férias já foram há tanto tempo que já nem me lembro que as tive...
Depois fiquei a matutar e como as conversas são como as cerejas e os pensamentos são mais cerejas ainda (!!!), tanto pensei que fui dar à questão que já algumas vezes aqui abordei - não morro de amores pela minha profissão e pela maior parte das funções que desempenho. Fiz uma retrospectiva e achei que é tempo perdido o que passo a lamuriar a minha infelicidade. Então olha lá:
- Estar num sítio onde aparece um menino de uns 8 anos com um corrimão que tinha acabado de partir, aflito à procura de um produto que solucionasse aquele problema tão "grave" antes que a mãe descobrisse...
- Duas amigas octagenárias discutirem, enquanto as atendo, acerca de quando uma delas não ouve a campaínha...
- Ocupar-me do transporte de um pacote de Skip de 900 gr para o meu local de almoço para entregar posteriormente à cliente porque ela ainda queria ir a um sítio e não queria andar carregada...
- Observar pelo canto do olho um par de namorados trocando carinhos, digamos que intensos, enquanto eu estava atrás do computador registando a compra que eles efectuaram... acho que é melhor eu pensar que eles não sabiam que eu os conseguia ver de onde estava... porque se calhar até sabiam...
- Uma senhora dizer-me que não queria uma esfregona com um pau (!!!) tão comprido... enfim, nem todas gostamos do mesmo...
- Uma outra senhora muito, mas mesmo, mesmo muito castiça, perguntar-me se por o meu vizinho se ter atrasado a abrir a porta depois do almoço, lhe teria dado alguma caganeira fora de horas...
- Ah... então e um senhor que me entrou loja dentro só para me dizer que o fio de nylon não dá para fazer nós... também aqui fiquei a pensar: "Não... isto não me está acontecer..."
- E por último, pasma-te, hoje perguntaram-me se eu tinha dióchéne (é claro que não está bem escrito, como pode estar bem escrita uma palavra que não existe?)
Mas eu traduzo: Vieux-Chaine. O mais engraçado é que a cliente em questão tem um canudo altíssimo... e há mais deste género aqui se quiseres ler.
Eu devia era exultar de alegria, regozijar-me e deleitar-me de prazer pelo privilégio que tenho em desempenhar esta bela profissão... não achas?


domingo, 7 de outubro de 2007

Apetece-me comer gafanhotos e sair daqui aos saltos... Estou frágil. Outra vez. Sinto culpa sem razão aparente. Sinto culpa por sentir culpa. É um ciclo viciado, vicioso e viciante. Que vai crescendo, ganhando peso... e qualquer dia não posso com isto de tão pesado que está. Sinto-me só porque não há como partilhar a carga.

Mas:

- Amanhã é outro dia e parece-me que vai estar soalheiro

- Poder desabafar daqui para o mundo é muito bom

Esfera - Pedro Khima

Se algum dia aqui chegares, vais sentir que isto é para ti. Este poema enquadra-se perfeitamente no que sinto agora:


Esfera (Pedro Khima)


Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,

Nada mais era do que um som

Que me levava a tentar fugir de ti… sair de ti…
Uma vez mais, sem saber porquê,

Desisti para te dizer:

Não dá mais, quero mais…

Se não for assim,

Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!

Mais, mais…Quero mais…Mais, mais…

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,

Que me deixes ir,

Que me libertes de ti, que não me faças sentir,

E eu não quero cair, não me posso entregar

Sem que percebas que não podes julgar,

E eu quero tentar, poder acreditar

Que o aperto cá dentro

Um dia vai acabar,

E o monstro em mim, não irá sucumbir,

Não desfalece por não conseguir

Que olhes para mim, que me faças existir,

Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…
Mais, mais...

sábado, 6 de outubro de 2007

Continuação:

Com o comentário da Redonda lembrei-me que esta história merece que eu conte mais um pouco porque, efectivamente, há mais para contar:

Quando eu vi aquela cena eram 9 horas da manhã aproximadamente e ia a caminho do meu local de trabalho. Passado um bocado, quando estava na altura da minha pausa habitual para tomar café encontrei os pais da menina sentados numa mesa do café do Jorge. E não pude deixar de ouvir que comentavam em que estado de espírito a menina tinha ficado na escolinha. Ouvi a mãe:

- Ela ficou bem, não achas?

E o pai respondeu:

- Sim... ela ficou bem...

Era notório o estado de ansiedade em que se encontravam e eu compreendi-os tão bem que sorri para os dois. O meu sorriso foi correspondido e ficou no ar algo semelhante a cumplicidade porque eu sei quanto custa ter que deixar os filhos "voar" sozinhos.

A ida para a escola é talvez o primeiro vôo que os filhos fazem na vida. Quanto a mim, foi aí que eu percebi que as dores do crescimento existem mesmo, não só para quem cresce mas também para quem vê crescer quem é carne da sua carne. É por isso que acho essencial aproveitar todas as fases e idades dos meus filhos. Ainda hoje ouvi alguém dizer na série de TV "CSI Miami" que ser pai ou mãe não é um direito mas sim uma dádiva. Concordei. Plenamente. Assim intensifico este sentimento de que tenho que ser feliz com todas as fases da vida dos meus filhos. Tento não ficar saudosa do tempo em que ficavam no berço a palrar ou do tempo em que era tão fácil distraí-los para não chorarem e aproveito para me alegrar porque sabem ir sozinhos para a escola ou sabem confeccionar coisas simples para comerem se eu me atrasar a chegar a casa.

Ser mãe é uma dádiva e eu aproveito-a.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007


Há tanto tempo que não ia ao "Vasco da Gama"...
Há tanto tempo que não via as pessoas tão absortas nos seus pensamentos...
Há tanto tempo que não andava ao sabor do balanço de um comboio...
Há tanto tempo que não via pessoas ao monte e andando desgovernadas em todas as direcções...
Há tanto tempo que não ia ver o Rio Tejo...
Há tanto tempo que não reparava que ali, ao pé do rio, as pessoas andam mais devagar e têm uma expressão mais descontraída...
Há tanto tempo que não dava um passeio assim...
Há tanto tempo que não andava à deriva e sem rumo certo... não porque tenha que ser mas porque eu quero...
Há tanto tempo que não andava no meio de tanta gente e só comigo...
Há tanto tempo que não sentia um arrepio de frio...
Há tanto tempo que não contemplava um horizonte tão longínquo...
Há tanto tempo que não visitava o meu "suavizante cerebral"...


Ahhh... foi muito bom...


foto: Ponte Vasco da Gama sobre o Rio Tejo

autoria: minha

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A autora deste blog escreveu o seu último post e despediu-se dos seus leitores. Todos eles manifestaram grande tristeza pela perda mas gentilmente a apoiaram e demonstraram amizade através dos comentários.

A autora deste blog revelou que nesse dia nenhuma vontade sentia de escrever e que sentia sim, um grande desejo de que escrevessem para ela e acerca dela. E logo recebeu muitos comentários, todos eles elogiando a maneira intensa e íntima com que escreve no seu blog.

Estes blog's demonstram perfeitamente como somente através da leitura do que alguém escreve, se podem desencadear amizades. Apenas me pergunto até que ponto este mundo virtual poderá ser realmente verdadeiro...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Loures, 13 de Fevereiro de 2005

"Hoje vi o filme "Catwoman". Gostei. Gostei principalmente prque foca a dualidade de personalidades que todos nós temos. Eu tenho uma personalidade escondida, últimamente anda muito saída da casca. O outro lado de mim mesma. Existe mesmo. E anda aqui a ver se fica... sinceramente espero que fique porque é bom de sentir. Sinto-me mais liberta, mais sensual, mais curiosa, mais destemida. Umas vezes todos este sentimentos à mistura, outras vezes um deles sobressai por momentos

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"Vou para a escolinha"

Hoje assisti a algo estranho e enternecedor ao mesmo tempo. Estranho talvez pelo inesperado e enternecedor porque a cena inclui uma criança.

Vi na rua uma senhora com uma criança de uns três anos muito aconchegadinha no seu colo. Passaram pela senhora que vende flores lá na rua e depois de se cumprimentarem ambas e como a menina não respondesse, a mãe, sem abrandar o passo, respondeu:

- Ela vai caladinha porque vai para a escolinha.

Olhei para a menina. De facto, ia com o olhar muito triste e ansioso, encostada no ombro da mãe. Foi a seguir que vi o inesperado que referi em cima - o pai ia atrás andando e filmando as duas para que ficasse registado aquele momento especial. Foi aqui que achei enternecedor. E foi aqui, que tive pena de não ter registado este momento da vida dos meus filhos ao menos com uma foto... Resta-me o consolo de que na minha memória está registado esse dia tão especial de Setembro de 1997 e de Setembro de 2000. Não me lembro como se fosse hoje mas lembro-me muito bem.

domingo, 30 de setembro de 2007

A única coisa que me arrebata é o meu pensamento. Às vezes não estou me mim e isso acontece-me muitas vezes, vezes demais...

Eu sou imaginativa e fantasista, é por isso que o meu penamento me põe fora de mim muitas, muitas vezes...

Poderia sair de mim cantando, dançando, tocando um instrumento ou pintando um quadro, assumindo dessa forma a expressão do meu pensamento. Assim poderia elevar-me a outra esfera ou outro campo. Mas não, desta forma não vou lá. Só vou se me deixar levar pelo pensamento.

Quando escrevo também não existe mais nada, consigo embrenhar-me nas palavras porque estou a usar o pensamento e o que me arrebata mesmo... é o meu pensamento.
Ora bem... afinal o dia de hoje acordou tão cinzento como o de ontem só que menos molhado. Quando acordei e vi o dia através da janela do meu quarto, percebi logo que não estava dia para vestir um top sem costas...
E ainda agora isto começou... :-'(
P.S. Em relação ao post anterior, não sei porque raio o nome de sua excelência René Char, (que eu até nem sei quem é - só para que conste) lhe falta o negrito... já editei vezes sem conta e fica sempre na mesma, ou seja, mais pequenininho e fininho que as outras suas excelências. Desprestigiante para a pessoa, não? Ainda bem que não vem cá ver o meu blog. Se viesse, se calhar ralhava comigo...

Frases sábias

" Nunca atingiremos o impossível, mas ele serve-nos de lanterna."

René Char

" O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte."

Aristóteles


" Há uma coisa ainda mais difícil do que seguir um regime, é não o impor aos outros."

Marcel Proust

sábado, 29 de setembro de 2007

OUTONO

Porque hoje está um daqueles dias de chuva pegajosos, em que as moscas ficam chatas como o caraças porque entram todas para dentro da minha cozinha para fugir à chuva e eu tenho que andar a ver se as "apanho", por causa de tudo isto, sim porque isto das moscas são acontecimentos interessantíssimos e raros porque não acontece a mais ninguém nem em mais nenhuma parte do mundo e são também extremamente úteis para tu que estás a ler ficares mais informado(a) de como eu me ando a sentir com a chegada do Outono, por causa de tudo isto, lembrei-me que o ano passado escrevi algo acerca do Outono:


Outono


O Outono podia muito bem ter ficado onde esteve até agora, mas eu tenho a mania de encarar tudo pelo lado positivo. E como tal, existem coisas no Outono de que eu gosto. Deixo aqui a minha lista só do que eu gosto no Outono:

- O cheiro húmido e fresco da manhã

- O arrepio ao vestir um casaco

- Sentir esse arrepio porque estou a aquecer e não pelo contrário

- Poder pôr as mãos em cima do volante quando deixo o carro ao sol

- Os abraços serem mais longos

- Ter menos borbulhas

- Passear a pé e o sol não me queimar a pele

- Ver as montras cheiinhas de coisas fofinhas e quentinhas

- O cafézinho saber-me tão bem...

- As folhas das árvores terem mudado de tonalidade, o que significa que ainda que eu ande pelos mesmos sítios, a paisagem está diferente.


Eu sei que o Outono começou há uma semana, mas... ainda vai muito bem a tempo.

Eh pá... prontus... o que eu escrevi o ano passado não é que este ano discorde mas prontus... não me apetece nada que venha aí o Outono... não me apetece mesmo nada... :'-(



Loures, 20 de Abril de 2007

Hoje eu...
... não quero dormir
... não quero escrever
... não quero ser eu
Hoje eu...
... quero esquecer.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."

Fernando Pessoa


Já eu, Gina: tenho pensamentos que enxoto da minha cabeça não vão eles matar-me de ansiedade, para que não diminua a luz das estrelas, da lua e até do sol e assim fique o mundo sem beleza alguma e, por minha causa, o coração dos homens sem amor.

Ainda bem que ninguém vê ou lê os meus pensamentos. Se alguém conhecesse o que penso que não eu, a esta hora já o meu mundo não existiria. Existiria outro qualquer mas não este. Este, o de hoje.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

AUTOPSICOGRAFIA - Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.


domingo, 23 de setembro de 2007

Lisboa, 14 de Maio de 2007

"Não é sempre agradável este momento que passo sozinha porque por vezes me apetece ter companhia para falar acerca do que me vai na alma. Estou consciente de que tenho que ultrapassar este problema sem ajuda de ninguém porque ninguém me pode ajudar. Este problema não tem solução.


Agora estou na loja e continuando a escrever acerca daquele assunto, a mim parece-me que, ao mesmo tempo que tenho alguma necessidade de ter momentos solitários para reflectir acerca da minha vida, sinto-me só, o que me deixa algo baralhada.
Tenho que me aceitar a mim própria. Às vezes isso custa-me horrores."
Não querendo hoje discordar e pegando um pouco na última frase deste post à qual dei tanto destaque, considero, de facto, o Sábado o melhor dia da semana porque ao Sábado ainda está para vir o Domingo. O Domingo, por sua vez, considero-o o pior porque seguidamente vem a Segunda-feira. Da Segunda-feira, habitualmente, não tenho razão de queixa porque à Segunda-feira, o melhor é deixar correr a semana... não achas? E para mais, se não existisse a Segunda-feira, que é tida para muitos como o pior dia da semana, existiria a Terça-feira...

O melhor mesmo é deixar a vida correr normal e naturalmente.

sábado, 22 de setembro de 2007

Hoje já:

Estendi a roupa.

Fiz a cama.

Pus a máquina a lavar.

Fui levar o Luís à loja.

Fui à papelaria buscar os livros do rico filho.

Vim para casa acordar os ricos filhos e dar-lhes instruções para limpar a a casa.

Fui às compras.

Fiz um bolo.

Apanhei a roupa.

Estendi a roupa.

Fiz o almoço.

Fui buscar o Luís à loja.

Almocei e agora estou aqui a escrever.

E... estou cansada!...

Daqui a pouco:

Vou arrumar a cozinha.

Vou pôr-me mais bonita!

Para depois:

Ir jantar fora com o meu amor.

Ir ao cinema ver um filme.

Remate: o Sábado é o melhor dia da semana!!!

Aqui está a definição para a música alternativa. Segundo a página que está diponível no Wikipédia música alternativa nada mais é do que um estilo de música que não se encaixava em estilo nenhum já existente por isso se começou a chamar de "Música Alternativa".


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

MAIS UM POST LAMECHAS E MAIS UMA VEZ ME ESTOU MARIMBANDO PARA ISSO

aqui referi que a Ana Cláudia fez anos este mês. Pois bem, chegou a hora de escrever algo acerca dela e do que me vai na memória.
A Ana Cláudia foi a primeira vozinha a chamar-me mãe. Foi a minha primeira, com ela me estreei e esta aventura que é a maternidade começou.
Era uma bebé adorável e risonha mas que fazia birras, fazia pois! No entanto, os momentos de boa disposição estiveram sempre num grau mais elevado, felizmente. Era e é uma querida...
Ainda mal sabia andar e já corria veloz. Era incrível como se equilibrava melhor a correr do que a andar. Fez muito uso dessa facilidade quando o André começou (também ele) a correr quando havia espaço, como por exemplo nos largos corredores dos centros comerciais. Nesses passeios, o André acabava por se afastar correndo e ela dizia-me:
- Mãe, vou buscar o mano - e aí ia ela sem me dar tempo sequer de responder. Escusado será dizer que o André assim que a via atrás dele corria ainda mais depressa e de seguida corria eu atrás dos dois...
Houve a terrível fase dos pesadelos em que íamos dar com ela, ora deitada a dormir no chão ao frio, ora gritando assustada até que chegássemos ao pé dela. Quando isto acontecia nem chegava a acordar. Felizmente esta foi uma fase que não durou muito.
Houve a fase em que andámos à procura de casa, porque aquela onde vivíamos estava a ficar demasiado apertada, e a rapariga (e o rapaz) não se calava porque tinha montes de piada as casas fazerem eco por estarem vazias. Então... vá de gritar!... E a pergunta "Isto é para a casa nova?" foi repetida vezes sem conta e nos mais variados sítios durante algum tempo.
Desde que sabe conversar que noto nela um grande à-vontade em falar com quem quer que seja. Tal e qual como este senhor... Costumo dizer que a boquinha dela se abriu aos seis meses para palrar e nunca mais se fechou, embora com variantes porque o vocabulário da rapariga evoluiu, obviamente. Fala pelos cotovelos, por assim dizer. Seja qual for o tema de conversa tem sempre uma opinião e uma resposta objectiva e sincera, por vezes demasiado sincera porque ainda é imatura para saber dosear e usar a sinceridade. Julgo que esse saber chegará com o tempo, a ver vamos...
Com ela nunca foi muito difícil perceber o que sente ou o que a anda a preocupar e nesta altura das nossas vidas isso é muito bom. Tem grande facilidade em falar comigo contando-me situações do seu dia-a-dia onde inclui referência aos amigos mais íntimos, chegando mesmo a apresentar-mos com espontaneidade e prazer. Esta atitude descansa-me e muito!... E para mais, tenho a certeza que não se importa nem um pouco de partilhar os seus amigos comigo.
Voltando à infância, quando o mano nasceu não se aborreceu nem vi nela nenhum ciúme mas também não vi grande curiosidade em saber quem era. Este facto poderá dever-se à sua pouca idade na altura - três anos ainda imcompletos - como poderá ter sido essa a sua maneira de me transmitir desagrado, ainda hoje estou para saber ao certo, embora esteja mais inclinada para a segunda ideia.
Na Escola sempre teve mais tendência para línguas e para se relacionar com os outros. No futuro dará uma excelente relações públicas em qualquer área, tenho a certeza.
Este post está longo e de momento não tenho mais nada na memória. Outros post´s virão, tenho a certeza.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Marbella, 28 de Agosto de 2007

"Estou sentada à beira-mar, escrevendo e observando os ricos filhos que se divertem dentro de água.
Aqui ao meu lado, um senhor se espanta ao verificar que escrevo. Desde que escrevo com regularidade nunca vi ninguém que escrevesse em público como eu. Apenas vejo pessoas a ler e se estão de caneta na mão, é porque estão a fazer aqueles passatempos que vêm nas revistas nestes meses de Verão, exactamente com o propósito de ocupar a cabeça enquanto se está de férias."

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ouvi uma canção na rádio e logo de seguida escrevi o seguinte:


"Anda por aí a circular nas ondas sonoras uma canção do Jorge Palma chamada "Encosta-te a mim". Hoje, sem querer, dei atenção à letra dessa mesma canção e reparei que há uma frase que diz "deixa ser teu o meu quintal". Interessante... Por si só, o desejo de partilhar algo já revela amor ou amizade genuínos e uma entrega total. Ainda mais genuíno será partilhar o nosso quintal porque representa divertimento, tempo livre, brincadeira, numa só palavra: lazer.. Por isso, quando o poeta escreveu "deixa ser teu o meu quintal" resumiu em poucas palavras vários sentimentos que eu estou a tentar descrever e desenvolver com este texto mas não me está a sair nada de jeito... é melhor parar."


Umas horas depois ouvi a canção de novo e descobri que estava enganada quanto à frase. Em vez de "deixa ser teu o meu quintal" é "deixa ser meu o teu quintal"... e o texto que eu tinha escrito ficou sem sentido uma vez que no calor do momento, o que eu queria era escrever acerca do que o poeta escrevera.

Fiquei a pensar no que deveria escrever com a frase "deixa ser meu o teu quintal" e não saiu nada. Perdi a espontaneidade do momento. Deixei-a ir mas, se calhar, qualquer dia apanho-a.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Escuridão

Tive um bom bocado de tempo livre. Por isso, depois do treino, fui até ao Rio Tejo. Das portas do Ginásio até à água existe um espaço sem iluminação, amplo e vazio. Apesar do escuro, caminhei até lá. Quanto mais me aproximava mais intenso ia sendo o cheiro a rio. Com os olhos já habituados à escuridão consegui distinguir a ondulação e quando cheguei à beira do rio, vi as águas escuras. Não se via grande coisa, estava tudo escuro e comecei por me sentir pouco à vontade mas ao mesmo tempo com aquela sensação que costumo ter quando me sinto insegura com algo. Acho que é vontade de lutar contra os meus próprios medos. Pensei: " Medo do quê, Gina? Qual é o teu problema? Não está aqui ninguém, é certo. Mas precisa de estar aqui alguém? Não, pois não? Então aproveita os cheiros e os sons, vá... isto é tão giro exactamente porque não está aqui ninguém... "
E assim fiz. Andei por ali e tal... depois sentei-me numa coisa de metal cravada no chão que em tempos serviu para amarrar os barcos - não sei como se chama - e por ali fiquei até me apetecer.
Por acaso a escuridão é algo que me foi desagradando com o passar dos anos. Não me lembro de alguma vez durante a minha infância ter tido medo do escuro. A minha mãe até conta que quando eu nasci não deixei ninguém dormir de noite enquanto não descobriram que eu queria a luz apagada para dormir tranquila. Nunca tive medo das sombras nem nada disso. No Verão, era capaz de ir de madrugada para o quintal sozinha quando não tinha sono e não me passava nenhuma coisa má pela cabeça.
Hoje em dia não gosto do escuro. Não chega a ser medo e muito menos pavor, só uma certa insegurança pelo desconhecido porque está às escuras. Não gosto do escuro. Gosto de ver bem o que está à minha volta para ser devidamente analisado pelo meu olhar perscrutador.

sábado, 15 de setembro de 2007

Adolescência ------->>> Paternidade

No passado dia 5 deste mês a Ana Cláudia fez 16 anos. A seu pedido, dei uma pequena festa cá em casa para comemorar. Os convidados eram, na maioria, pessoas da idade dela e entre eles havia alguns que eu ainda não conhecia muito bem. Nomeadamente o... hummmm... cof cof... enfim... "amigo especial" da rica filha, que por acaso tem um irmão gémeo o qual tem uma namorada que também fazia parte dos convidados. Não, não, não... esta não vai ser uma história de confusões de gémeos.
Ora bem, a meio da tarde o pessoal foi chegando, foi-se instalando e tal e a certa altura eu perguntei:
- Afinal qual é o Hugo? (o Hugo é o dito... hummmm... "amigo especial")
- Eu tenho um sinal aqui - respondeu ele apontando para a cara.
- Ah... - fiz eu e pensei que de longe não dava para ver bem mas que iria tentar distingui-los assim.
- E ele cortou o cabelo e eu não - disse o outro gémeo.
- Então vou distingui-los pelo cabelo. É mais fácil.
Continuei nas minhas lides de modo a dar de comer àquela malta. Entretanto, umas horas depois, chegou o Luís com os meus sogros e fizeram-se as apresentações.
Passado um bocado, apanhei o Luís a jeito e cochichei-lhe ao ouvido: " Amor, para os distinguires, o que tem o cabelo mais curto é o Hugo mas se tiveres dúvidas de qual é um e qual é o outro, basta reparares de que garina estão eles mais próximos. O que estiver mais perto da Ana Cláudia é o Hugo... pronto, amor... sabes como é... nestas coisas nunca estão muito distantes... "
Rendido perante a forma directa como abordei o tema, o Luís sorriu e fez aquela cara de "tu sabes-me levar... " e eu, vitoriosa, fiz aquela cara de "pois sei... e muito bem..."
Enfim, ser mãe de adolescentes também é muito engraçado quando se sabe levar a coisa. A adolescência traz grandes mudanças aos filhos e as preocupações dos pais tornam-se diferentes e maiores. Quanto a mim, esta fase deve ser encarada com naturalidade . No fundo é assim: para os pais, os filhos nunca deixam de fazer gracinhas, tenham o tamanho e a idade que tiverem. E é claro que eu acho muita graça aos meus filhos e tenho a certeza que este sentimento em mim vai durar tanto tempo quanto eu...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Música alternativa...

... será o quê? Quando já não há mais nada para ouvir ouve-se aquela, é? Deve ser... ou talvez não. Pode ter esse nome porque se vai ouvindo e alternando com outros estilos. Não... aí seria alternada porque se alternava com outras e não alternativa... Grande questão esta, sim senhor!!! Acho que vou passar o resto da noite a pensar nisto...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

E uma vez mais de regresso às lides laborais... está tudo na mesma:




  1. - Ai a menina está tão queimadinha! Esteve na praia, está-se mesmo a ver...


  2. - Estive cá e estavam fechados! Precisava de uma chave e não conheço mais nenhum sítio...


  3. - Até que enfim, chegaram! Estiveram quanto tempo fechados, para aí um mês, não?


  4. - Então, Gina! Já cá estás? As férias foram boas? Souberam a pouco... ai não!


  5. - Acho muito bem que já estejam abertos. Não se pode estar de férias muito tempo, este país tem que andar para a frente!


Conforme se pode verificar, tudo o que me disseram durante estes primeiros dois dias de trabalho foi, no mínimo, encorajador e original... enfim! Para além do mais, são tudo coisas, refiro-me às frases, que eu não sabia. Era determinante que alguém me lembrasse e/ou fizesse ver estas questões, pois são fundamentais para o bom funcionamento da conjuntura actual.

Eu até tinha resposta para aquilo tudo. Deixa cá ver...




  1. - O senhor não sabe que o sol fora da praia também queima? Porque não vai dar uma grande volta e me deixa em paz?


  2. - Estávamos fechados? Tem a certeza? Então e não bateu à porta? É que mesmo com a grade corrida para baixo poderia um de nós estar cá dentro... nunca se sabe... quando fôr assim bata à porta à mesma, mesmo que seja Domingo, está bem? Pronto... para a próxima já sabe...


  3. - Não... então a gente 'tá fechados desde o dia 15 de Maio, para aí. É que eu gosto de organizar tudo muito bem, de fazer uma boa limpeza lá em casa e fazer montes de comida para congelar e assim...


  4. - Não... já estava farta de férias... ainda agora disse que 4 meses de férias é demais... cansa!...


  5. - Pronto!... Confesso que para ese comentário não tenho nenhuma resposta ironica porque se eu pudesse responder quando ouço coisas daquele género só me vem à cabeça: " Vai à merda!" Essa expressão é demasiado directa para ter ironia


P.S. Estive a ler o que acabei de escrever. Acho que revelo a tal loucura saudável de que já algumas vezes ouvi falar. Uma loucura saudável a raiar a insanidade, é o que me parece. Às vezes fico contente por não ter muitos comentários. A sério que fico. Mas não te inibas, comenta à vontadinha porque eu adoro ler comentários. A sério que adoro.

É assim...:





Ele - Winda... tótu ti...


Ela - Ya... tamém te curto assim mêmo tipo bué...



domingo, 9 de setembro de 2007

Agora é que é... adeus férias... amanhã vou trabalhar... :'(


Daqui a 2 ou 3 dias as imagens, os sons, os cheiros que tenho na cabeça devido às férias ter-se-ão desvanecido em grande parte. Paciência... seja como fôr, tenho que trabalhar. Infelizmente não é possível viver sem trabalho, ou sem o rendimento do trabalho, mais precisamente. Por isso, mãos à obra!
O sorriso e felicidade que demonstro na foto, esses quero ver se os mantenho. Creio que não será difícil.
Boa semana (de trabalho ou não) a quem por aqui passar!!!

sábado, 8 de setembro de 2007

Tudo porque -

- disse - fui - falei - comprei - escrevi - entreguei-me - pensei - li - fiz - olhei - chorei - conversei - retraí-me - provoquei - vi - imaginei - dei - manipulei - corri - valorizei - sofri - inventei - captei - sorri - exagerei - ri - viajei - toquei - ansiei - confidenciei - deleitei-me - cedi- surpreendi - lamentei - ...


Por vezes leio o que já escrevi. Leio porque gosto. Gosto tanto de ler o que já escrevi como de escrever o que me apetece. Sem querer, as minhas próprias palavras são para mim como uma bengala em que posso apoiar-me. Mas todas as palavras que escrevo fazem de imediato parte do passado. Porque me apoiarei eu no passado? Será pela certeza de que ele não muda? Talvez... a certeza equivale a segurança. Embora não sejam sinónimos, uma vem com a outra e traz de arrastão o conforto. Hummmm... tão bom... estou a escrever e a flutuar ao mesmo tempo, tal como quando tenho uns copos de sangria na cabeça...


Mas voltando ao passado (já sem flutuar), o passado não muda nem se move de onde está mas eu vou lá buscá-lo com demasiada frequência... Pensando melhor, não vou lá buscá-lo, vou eu ter com ele, uma vez que o passado não se move... quem se move sou eu...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Eh pá...

... pela primeira vez, desde que tenho Messenger, coloquei uma mensagem pessoal para todos os meus contactos lerem:
" larai laraaai larai laraaai"
Não sei se dá para perceber, a ideia é parecer que estou a cantar.
Eh pá... ' tou feliz... :) a sério... :)
Ontem à tarde por voltas das 18:30 saí para ir ao Ginásio. No caminho surgiam-me pensamentos do género: " Bolas! Mas saiu toda a gente a esta hora, foi? " ou " Chiça! Tanto carro! Ai que eu já não 'tou habituada isto!... "

Pois é... é que nem em Trás-os-Montes, nem em Marbella, nem no Alentejo havia trânsito compacto e eu estive 18 dias livre disso... agora tenho que me aguentar...

Cheguei ao Ginásio e fiz os exercícios todos bem-feitinhos e com prazer. Verifiquei que perdi 2 kilos nas férias e isso deixou-me muito bem disposta. É que ir de férias e voltar com menos 2 kilos não é para toda a gente...

Anda sempre na minha mala um caderninho e uma caneta para eu escrever se me apetecer. Enquanto esperava que o Luís se despachasse escrevi lá o seguinte:


" Estou no Ginásio. O Luís só agora é que saiu do treino... que merda!... É sempre a mesma coisa...

Hoje escrevi no blog. Escrevi coisas que andavam no meu pensamento há algum tempo. Enquanto não tive o PC em casa, formulava textos na minha mente acerca de como iria reportar as minhas férias. Como não escrevi logo as ideias que ia tendo, acabei por fazer um post caganeiroso...

Acho que isto que acabei agora mesmo de escrever deveria publicar lá no blog amanhã. Assim é que era!!! Se calhar vou fazer isso mesmo... "


E fiz. Já está.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Férias- etapa número três

E uma vez mais, fizemos as malas e pusémo-nos a caminho, desta vez o destino era o nosso lar mas com escala no Baixo Alentejo, onde moram os meus pais. Passámos lá uma noite.

A foto que está já aqui por baixo é uma demosntração da tática usada pelos meus pais para espantar os (para eles) indesejados ninhos de andorinha nos beirais da sua casa. Não é engraçado? Acho que os meus pais têm, para além de tempo, muita imaginação...


Esta aqui é uma boneca que vejo na casa de uma das minhas tias quase desde que me conheço a mim própria... perguntei à minha tia há quantos anos tinha aquela boneca e ela respondeu-me que havia trinta e tal anos. Pois é... eu também tenho trinta e tal anos...



Esta é a minha avó materna. Que me perdoem a má qualidade da foto mas era isto ou nada e eu resolvi ficar com isto. Aqui a minha Avó Chica - seu nome próprio Francisca Júlia - tinha 18 aninhos. O Luís diz que tem parecenças comigo...


A poucos kilómetros de casa, Lisboa dá-nos as boas-vindas sob o pôr-do-sol.


E cheguei a casa na única altura do ano em que a minha varanda apanha um bocadinho de sol


E cheguei a casa na única altura do ano em que a minha varanda apanhaum boadinho de Sol...

Férias- etapa número dois








Depois o destino foi Marbella-Espanha. Para também passear mas principalmente para descansar estes quatro corpinhos tão cansados que bem merecia...

Férias- etapa número um

A etapa número um das minhas férias foi rumar daqui directamente para Trás-os-Montes. Lá passeei, convivi, diverti-me... enfim, passei um tempo óptimo tal como referi no post anterior.

Infelizmente, tal como também referi no post anterior, não me é possível retratar essa parte das férias por não ter fotos para recor
Nas minhas férias...


- Rebentou-se um pneu do carro o que significou um gasto extra...

- Perdemos cerca de 200 fotografias porque o cartão da máquina "resolveu" bloquear...

- Em Trás-os-montes, mergulhei numa lagoa onde andavam uns bichinhos que creio serem sanguessugas. Fiquei horas cheia de comichões e a tirar os ditos bichinhos...

- Perdi, não sei onde, uma pulseira de ouro que a minha mãe me deu há muitos anos e que tinha um alto valor estimativo...

- Estive 2 dias doente (eu e o Luís) nem sei com o quê...

- Fomos multados em Espanha...


Mas...


- Convivi com pessoas simpáticas...

- Vi e revi lugares fantásticos em Portugal e em Espanha...

- Estive com a minha família a tempo inteiro, passei com eles um tempo de descanso físico e psicológico que me soube muito bem...

- Diverti-me bastante no casamento do Jorge . Há muito tempo que não ia a um casamento e até ao dia de hoje este foi o casamento a que mais gostei de ir, a seguir ao meu... pois claro!...


Que me lembre nunca tive umas férias tão atribuladas como estas. Mas também nunca tive umas férias tão boas e tão diversas como estas.

E agora vou tratar das "escolas" dos ricos filhos: material escolar, horários e assim...

Já volto!... (assim espero)



UFA!!! 'Tava a ver que nunca mais tinha o meu PC!...

Assim muito rapidamente posso dizer que cheguei de umas féias maravilhosas há uns dias atrás e que a rica filha hoje faz 16 anos. Jovem e linda

domingo, 12 de agosto de 2007

FÉRIAS!!!!! YUPI!!!!!

No vidro da montra da loja onde eu trabalho está um papel que avisa o seguinte:



ESTIMADOS CLIENTES:

Informamos que do dia 15 de Agosto ao dia 2 de Setembro nos encontramos encerrados para FÉRIAS.


Assinado:

A humilde mas também autónoma empregada desta loja.



Para a loja do Luís... eu escrevi algo diferente. No papel que está afixado na loja do Luís, lê-se o seguinte:


ESTIMADOS CLIENTES:


Informamos que do dia 15 de Agosto ao dia 2 de Setembro nos encontramos encerrados para FÉRIAS.


Assinado:

A digníssima e soberana esposa do dono desta loja que juntamente com o seu amado esposo, encarecidamente vos pedem desculpa pela falta que irão sentir da nossa presença nesta rua...


Pois é malta... vou de férias. Vou ter saudades de escrever aqui, mas as férias são muito bem vindas... mesmo!!! Até breve!!!

sábado, 11 de agosto de 2007

Os ricos filhos chegaram hoje do acampamento. Adoraram. Ainda bem. Eles estão felizes e eu fico feliz por eles estarem felizes. Coisas de mãe. As mães entenderão e estou certa que o resto da humanidade também...