quinta-feira, 19 de março de 2009

As solitárias












Sinto-me como estas florzinhas se sentiriam se fossem gente - sozinha e desinteressante. Foi por isso que reparei nelas e as fotografei.
Por modo a lembrar-me que este meu estado por vezes se altera, na hora da foto uma das flores atraíu uma abelha... Sempre há quem se interesse e acompanhe.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Duas novidades


Primeira novidade:

A Primavera chega Sexta-feira à noite, às vinte e três horas e não sei quantos minutos. Alguém me disse que se calhar a Primavera chega tão tarde porque só tem comboio a essa hora...

Segunda novidade:

Amanhã o sol brilhará em todo o país. Ah... mas não foi sempre assim? Ai há dias de chuva, é? Ah...

terça-feira, 17 de março de 2009

(Desa)Parecença


Não sou aquilo que pareço nem sou parecida comigo.

Abrupta e laconicamente, é isto. Se desenvolver esta ideia nunca mais me 'calo'...

pontos resplandecentes de positividade


ponto resplandecente de positividade número um

fiz arroz-doce enquanto escrevia no blogue e não o dexei queimar

ponto resplandecente de positividade número dois

fiz maçãs assadas enquanto escrevia no blogue e não ficaram em puré

ponto resplandecente de positividade número três

...

então, onde está o ponto resplandecente de positividade número três?

... não estou doente...



Ouvido por aí


Gostava de ser pobre por um dia...

... porque sê-lo todos os dias é lixado!

Ditado


Diz o merceeiro:

'O pecado é para quem no comer!'


Se eu pudesse comia os pecados todos de maneira que não houvesse nenhum.
Será que o mundo ficaria melhor?

Post seguinte ao post mil e oitenta e tal


Ena! Descobri porque é que me acho sobejamente interessante. Já que mais ninguém encontra interesse na minha pessoa, encontro eu. E encontro-o de sobeja, por modo a camuflar qualquer réstia de desinteresse que veja noutros.
Não os outros do frente-a-frente mas antes aqueles que não me saem das laterais...

Post mil e oitenta e tal


Sinto-me cansada de escrever acerca da porra do trabalho.
Seguidamente este blogue continuará com um post interessante no grau superlativo.

Legislação


Devia haver uma lei qualquer que proibisse a malta de trabalhar da parte da tarde sempre que se vem almoçar a casa. É que têm estado uns dias fantásticos e custa tanto estar aqui em casa e ter que ir trabalhar... Oh!...

domingo, 15 de março de 2009

Tremeliques


Hoje, no Centro de Saúde vi uma senhora que esperava a chamada cheia de tremeliques. Ainda eu acho que tremo toda. Qual quê? Nem pensar!
Eu sou mais aquele género tremeliques sem os aparentar, como se tivesse manteiga nas mãos. Deixo cair tudo. Eu sou uma daquelas pessoas que nunca poderia trabalhar numa loja de louças e bibelots, por que ia mesmo dar cabo daquilo tudo. Por exemplo, parto uma prateleira de vidro em muitas das vezes em que faço as montras, deixo cair lâmpadas muitas mais vezes do que devia, já parti mais do que uma vez o balcão de vidro, já rachei o lavatório em não sei quantas partes... E depois há as outras coisas que me escorregam das mãos e que têm a sorte de serem feitas de algum material inquebrável. É que há coisas com sorte!...
Mas eu não sou nada tremeliques. Tremeliques era aquela senhora que estava hoje no Centro de Saúde... A coitada queria enfiar a papelada no saco e tremia tanto que foi um problema até conseguir. Até por momentos, o único barulho que se ouviu na sala foi o restolhar do saco. Eu não sou assim. É apenas uma questão de ter mais atenção, claro. Se eu tiver calma não haverá nada que escorregue das minhas mãos, claro. Se eu me movimentar devagar não encalharei em coisa nenhuma e assim já não espetarei com nada no chão, claro. Se eu manusear tudo com atenção, calma, cuidado, vagar... Claro.

Divagando por aí... por sítios do meu cérebro onde não há nada que jeito tenha...


Tenho algumas saudades de escrever cadenciadamente. Não é o que me tem acontecido...
Agora estou aqui a pensar que hei-de eu escrever e assim de repente lembrei-me que o professor de Pilates durante as aulas diz frases que teriam um significado totalmente diferente se fossem ditas fora daquela sala. Pois é. É que o homem diz coisas assim: 'Puxe o seu púbis para cima', ' Imprima o seu cóccix* no colchão', 'Espete o rabo para cima'...

Enfim...


Porra! Deu-me cá uma trabalheira descobrir como raio se escreve cóccix!... Ufa!...

Free hit count


É impressão minha ou aquela cena do free hit count 'count' tudo, tudo, tudo? É que em apenas quatro dias acho que tenho demasiadas vistas... Se calhar o pessoal entra aqui e assim que lê duas palavras foge apavorado com este blogue...
Ou então não. Lá estou eu a pensar o indevido. O que acontece com aquela cena é que aquilo conta as vezes em que o meu blogue é buscado pelo motor de busca Google. Assim como quando eu tinha o Feedjit. Em achando interesse e querendo saber a que me refiro é favor clicar aqui.

Texto


Inferno, Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 1666

" Querida dama"

Estou aqui no inferno esperando por ti... Não por não ter mais nada para fazer, ou por ter saudades tuas, mas sim porque tenho o chicote pronto para ti.
No que, aqui nós chamamos, a "hora das visitas" vi-te a sair com dois homens (acho eu) de um prédio lilás.
Se o que andas a tramar é o que eu penso, eu mato-te! Não te vou deixar abusares dos homens como se fossem aleivosas!
Se são virados, não me interessa, mas continuam a ser do sexo dominante.
Por outro lado, vi-te a seguir as pisadas do teu amante e tutor. A Onzena é uma coisa maravilhosa, na qual enganamos tudo o que é gente. Não adoras a sensação de enganar alguém? Divinal...
Adivinha quem está comigo aqui no Inferno! É isso mesmo! O Sr Arnique. Ele mandou-te cumprimentos.
Mais uma vez, o chicote está pronto. Como pudeste fazer isso? Ouvi-te comentar na "hora das visitas" o que tinhas feito com ele, dei-lhe um murro! Mas vi que não valia a pena, porque não o posso matar.
Enfim, tenho que ir. O Diabo está à espera com um fogão para cada condenado, trinta minutos a 45º, puxado!
Espero que morras cedo.

Onzeneiro

André - 9º C

sábado, 14 de março de 2009

Hyper Text Markup Language - HTLM


Já sei como sublinhar e riscar as palavras!

Lisboa à noite




Enquanto eu tirava esta fotografia, no degrau deste monumento etavam sentados dois homens. Convencidos de que iam ficar na minha fotografia dizia um para o outro: ' Cheese!' que em português quer dizer 'Olhó passarinho!'.
Que parvos! Convencidos que eu ia estagar a minha máquina com umas fuças daquelas! Ou pior, que ia ocupar espaço no meu amado computador com tais semblantes horripilantes. Figuram aqui no blogue e olhe lá!

Coincidências e similitudes


Ontem foi dia de consulta de rotina no hospital. Em conversa com a médica que trata do rico filho, ela contou-nos uma ocorrência muito interessante. Nesse dia tinha ocorrido uma cirurgia a um par de gémeos muito idênticos que:


nesse dia eram aniversariantes

cada um deles tinha uma érnia no mesmo sítio

o nome de um era Albertino

o nome do outro era Albertini

o nome da mãe era Albertina

o nome do pai era Alberto



Se aquele casal tiver mais filhos varões e, em querendo continuar com a coisa dos 'albert & companhia', vão ver-se aflitos para não repetir nomes... Em sendo varoas ainda se safam...

Fama


Sou famosa por deixar queimar a comida por estar distraída a escrever no blogue ou a ler blogues. Cá por casa já sou famosa nisto há que tempos!...

Ele - 'Tás a precisar de uma máquina de bater bolos nova. Essa já deu o que tinha a dar.

Ela - Sim. Qualquer dia trata-se disso. Esta ainda vai dando...

Ele - Quando comprarmos é melhor comprar uma daquelas que bate sozinha, não é?

Ela - Sim, essas são um descanso.

Ele - Pões o bolo a bater e vais para o computador. Entretanto quando te lembrares do bolo já não 'tá nada dentro da tigela mas não faz mal...

Ela - ... pois...

Chupa-chupa


Quando puseram o café à minha frente reparei que para além do habitual pacotinho de açúcar e da colherzinha também tinha um chupa e que era alusivo ao Benfica. Apeteceu-me logo perguntar se o Benfica tinha ganho no dia anterior ou se ia jogar nesse dia mas, surpresa das surpresas, mantive-me calada. Ai deram-me um chupa? Está bem, boa!
Mal sabe aquela gente a relação profunda que eu tenho com o futebol.
Mal sabem eles que a primeira vez que entrei dentro de um estádio foi há coisa de dois ou três anos.
Mal sabem eles que eu queria era ver uma goleada em directo e ao vivo independentemente de quem marcava ou sofria os golos.
Mal sabem eles que eu fui ver um jogo de futebol (mesmo, mesmo!) pela desportiva.
Mal sabem eles que assim que o jogo deu início tratei logo de saber de que lado era a baliza do Benfica para que se por acaso o in* marcasse golo, ou quando marcasse golo, eu não festejar já que ia com benfiquistas e não queria nada estar a ferir susceptibilidades a ninguém.
Mal sabe aquela gente... a incomensurável relação que tenho com o futebol.

*inimigo

Degrau a menos


Se não comecei a contar os passos já devia ter contado. Noutro dia, descia eu as escadas que os meus pés mais percorreram até hoje e achei que havia mais um degrau. Depois foi um desengonçar e um tentar retomar o equilíbrio porque a escada terminara. Se eu já soubesse de cor quantos degraus tem a porra da escada e os contasse cada vez que os desço ou que os subo…

São 16!

Lanchinho


Alguém manifestou grande admiração por me ver a comer. Eu comia uma banana, com a boca toda é verdade, mas comia normalmente. No entanto, a pessoa fez grande reparo, talvez o melhor seria chamar àquela reacção alarido. Pois.
Ora o que é que dá para pensar? Perante este reparo... aliás, alarido, tão mal cabido, a mim dá-me para pensar que a senhora em questão estava com inveja porque não costuma comer banana...
Ou então não! A senhora apenas brincava comigo e com a minha banana, eu é que tenho uma propensão natural para pensar o indevido.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Outro susto, sentido a meio da escrita do post anterior. Incrível!


Bem! Ia-me caindo tudo ao chão! Que susto! Entrou um senhor que depois de despejar atabalhoadamente que vinha (de um sítio que sou eu que não quero referir) fazer um peditório, quis mostrar-me a prótese para me dar provas de que vinha mesmo dali e rebéubéu pardais ao ninho.
Eu, que ainda não tinha assimilado tudo o que ouvira ele proferir, vejo-o levantar a (suposta) perna e puxar as calças para cima revelando um pedaço de plástico que tenta - mas não consegue - imitar a cor da pele e só dei por mim a perguntar:
- Mas o senhor está a mostrar-me o quê?
Quando o que eu queria era dizer:
- Então, você 'tá parvo ou quê? Vista-se se faz favor!

É incrível as coisas que acontecem por ali...

Susto


Rosnei direito ao cão. Olha!... Assustei-o! Fugiu escada abaixo mas assim que lhe passou o susto voltou a ladrar-me.
Ó dona do cão! Chegue aqui se faz favor que eu tenho que trabalhar! Não chegou. Tenho o trabalho atrasado por causa de um cão...
Há vezes em que me surgem dúvidas do caraças - será que mais alguém neste planeta tem o trabalho atrasado por causa de um cão?

Sol e calor o quanto baste


O chão apresenta-se coberto de azedas e as árvores estão despidas. As primeiras apresentam um brilho excessivo devido ao sol quente e apesar desse mesmo sol ainda assim as segundas não tiveram tempo de se vestirem de folhas. Isto lembra que (ainda) estamos no Inverno. Há um desfasamento.
A ver se o pessoal que manda nestas coisas do clima e da atmosfera terrestre se capacita de que este calor não está com nada.

Volta lá, Inverno. Volta que estás perdoado. Vá.

Sexta feira 13


- Ó Ana, já compraste os bilhetes de avião?
- Sim, amor. Vamos já nesta Sexta-feira 13...
- E o gatinho preto vem connosco?
- Claro amor...! E o corvo de estimação também!...
- Bem... já passámos por baixo da escada... só falta o espelho!
- Está aqui... Toma o martelo!...


É assim que lido com superstições. Basicamente, o que eu quero dizer com isto é que me marimbo totalmente para superstições e afins.
O diálogo em itálico é um reclame que se ouviu frequentemente na radio nos últimos dias. Ouvem-se as vozes em sussurro e carregadas de maldade. No fim há risos maquiavélicos lembrando velhas bruxas corcundas de pêlos no queixo e verruga no nariz... Ai!... Que medo que eu (não!) tenho!

Diferença


Há 23 dias era assim:


Hoje é assim:



A perspectiva, ou antes a distância, não é a mesma. Mas eu, que conheço estas árvores há tantos anos e que já as fotografei várias vezes em todas as estações, nunca tinha reparado nesta transformação.


quinta-feira, 12 de março de 2009

Um dizer


Diz que o calor dilata os corpos. Então seja. Mas que me dilate também a cabeça de modo a caberem cá mais coisas e a que não fique nada esquecido.

Mirones


Há quem use a minha montra para passar o pente pelo parco cabelo que lhe habita o cocuruto estendendo o gesto até às laterais da cachimónia, sendo que aí o gesto sempre demora mais qualquer coisita - há mais habitantes por centímetro quadrado.
É um ponto de vista, indubitavelmente. Ao correcto, são dois - o dele e o meu.

...


Talvez calhe bem divulgar que deixei queimar o arroz-doce... Porque, em calhando, advirto os leitores de que não se deve, sob pretexto algum, deixar o arroz-doce ao lume enquanto se escreve no blogue.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Limpeza


Estive algum tempo a tratar do interior do meu blogue. Mudei a foto porque já 'tava farta de ver aquela maria a olhar para mim, rectifiquei alguns links (para que conste há alguns que não aparecem na barra lateral direita e sim só lá em baixo no fim da página mas não sei porquê ou como modificar), entretanto fiquei a saber que o meu blogue já conta com três páginas o que faz com que surja a dúvida de até quando é que há espaço para escrever, e pus um contador de visitas, apeteceu-me!
E agora 'tá na hora de ir trabalhar! 'Tá na hora das trabalhadoras como deve ser fazerem jus ao salário que a entidade patronal lhes paga e irem vergar a mola!
Até logo! Ou então não.

História de um ramo de flores




Era uma vez um cavalheiro que fez asneira da grossa e a sua amada ficou fortemente ofendida com ele. Arrependido de ter feito tamanho disparate o cavalheiro quis desculpar-se perante a amada e, para isso, comprou-lhe um belo ramo de flores e foi, contrito, oferecer-lho. Mas ela não anuiu e, para mais, deitou-o ao chão desprezando por completo o remorso do cavalheiro.
Porém, o cavalheiro debaixo de grande persistência no dia seguinte repetiu o gesto. Mas acontece que a dama também repetiu o gesto.
Durante dias o ciclo repetiu-se. Dia-a-dia era visto um belo ramo de flores deixado ao abandono nas pedras da calçada.
Até que um dia, o belo ramo de flores desse mesmo dia teve uma sorte diferente:

Entrou na loja um senhor e perguntou-me:
- Tem aí jarras?
Sendo normal eu achar que o senhor vinha para comprar, respondi que sim e preparei-me para lhas mostrar. De repente ele lança as mãos de detrás das costas e mostra-me um ramo de flores... Diz que o tinha encontrado ali no chão, que estava um pouco partido mas ainda estava bem bonito e se eu o queria...
Quis, trouxe-o para casa, tirei-lhe uma fotografia, pu-lo numa jarra, escrevi.

Rasgando o céu - 2





terça-feira, 10 de março de 2009

Loures, 10 de Março de 2009


São dezoito horas e cinquenta e seis minutos. Está na hora das donas de casa como deve ser prepararem o jantar e apanharem a roupa e de as bloggers como deve ser publicarem pensamentos interessantíssimos. Volto já. Ou então não.

Hoje é Terça-feira


A Terça-feira sabe a meio, a mais do mesmo no porvir.

TretaTretaTretaTretaTretaTretaTretaTretaTreta


O corrector ortográfico do senhor Blogspot não aceita a palavra 'treta'. Não contente com isso, sugere, entre outras, as palavras 'teta' e 'greta'...

Este senhor é hilário.

Em Março, chove cada dia um pedaço


Mas que grande treta! Onde é que está a chuva de hoje? Vá!... Onde?!



Meia mentira ou meia verdade, depende do ponto de vista


Não comecei nada a contar os passos!... É mentira!
(Para entender clica aqui )
Ou seja, na verdade contei passos mas é uma história sem interesse para publicar. A menos que de súbito lhe ache piada.

Humor


Há pouco, uma senhora idosa ao despedir-se de mim desejou-me um bom fim de semana. O humor está, não no voto despropositado mas sim no ar convicto com que votou.
Agradeci sem qualquer convicção... Já não me lembro muito bem mas acho que retribui o voto pela força do hábito.

Caro leitor(a), tem um bom fim de semana!

(fui convincente?)

Fantástica!


Sim, eu. Pois se o Jamie Oliver consegue abanar a frigideira enquanto mexe a comida que depositou lá dentro usando de grande destreza manual, eu, Gina Maria, também hábil e expedita, consigo mexer o pudim com a mão esquerda, enquanto uso a direita para verter o caramelo na forma que acolherá aquele até ser devorado.



E uso de grande criatividade no barrar, diga-se.

Agora pergunte-se: a destreza é sempre manual?


segunda-feira, 9 de março de 2009

Auribus frequentius quam lingua utere


Ver, ouvir e calar...

É o que o latim que aparece no título deste post quer dizer. Percebi agora mesmo que não cumpro o que ali diz nem só um bocadito de nada. Se fosse fazer caso daquele latim, eu não (man)tinha um blogue. Ai não (man)tinha, não. Isto aqui não é para calar coisa nenhuma que me apeteça dizer. Já disse.

Hipocondria


Se eu tivesse a mania das doenças por ora andaria felicíssima pois descobri a grande, ui, grande não... vá lá diminuta disposição natural que tenho para a esquizofrenia.

- Quando ando de transporte público escolho sempre um lugar daqueles em que se viaja de costas - gosto de ver o mundo passar por mim ao contrário. É instintivo, quando dou por mim estou lá.

- Quando vejo um grupo de pessoas desato a contá-las incessantemente.

- Qualquer dia começo a contar os passos daqui até ali e dali até aqui. Sim, está bem, confesso que já comecei a contar os passos...


Nota bem:
Isto era se eu tivesse a mania das doenças... porque não tenho... ok?


Falta de espaço


Há já uns dias que sou eu que dobro e arrumo a roupa miúda cá em casa. Rico filho de baixa, a mãe tem mais tempo porque tem que tomar conta dele, pronto está bem, a rica filha acaba por ser beneficiada com a baixa do mano - eu faço...
Mas descobri que não posso ter a roupinha toda lavada e arrumada nas gavetas. Acontece isto, ora vê lá.


Isso mesmo! O rico filho tem meias que nunca mais acaba! Não fazia ideia da quantidade de meias que ele possui! Mas que raio é que me deu na cabeça para comprar tantas meias ao rapaz?!

domingo, 8 de março de 2009

Soslaio


Durante a conversa soltei a palavra 'soslaio'. O homem conteve o espanto que sentiu. Só dei pelo espanto quando ele me revelou o agrado que sentira em ouvi-la, por ser uma palavra desusada na exposição oral.
Gostei. Claro que gostei. Foi um elogio. Usei a palavra sem qualquer intenção de agradar ou de parecer sábia e instruída. Usei-a porque escrevo. Porque procurar palavras para me exprimir é um hábito. Porque o meu falar e o meu escrever estão cada vez mais parecidos.
Ainda senti o impulso de lhe dizer que gosto de escrever, que escrevo, que tenho um blogue... Contive-me a tempo. São raríssimas as pessoas que têm paciência para isto de blogues. Depois talvez me arrependesse.
Tenho para mim que quando me guardo de revelar publicamente o meu blogue, é uma certa falta de paixão. Quero eu dizer, o medo que sinto em me expor perante o público que me vê deveria ser suplantado, humilhado até, pela paixão que sinto pela escrita.

Bairro Alto - Lisboa







Marcha Do Bairro Alto -1995
Camané


Sou o Bairro Alto
E olho sempre de alto
Prás tristezas que Lisboa tem
Sou o Bairro Alto,
Pronto a dar o salto
Para um tempo novo que aí vem
Todo o bom filho sai
Conforme os pais que tem
O Fado é meu pai
Lisboa, minha mãe
E eles cantando
Vão-me preparando
Para um tempo novo que aí vem

Nem quando foi dos terramotos do Marquês
Nem com as maldades que o Fado sempre lhe fez
Do Bairro Alto, cá no alto, eu vi Lisboa a chorar
Deu sempre a volta, pôs-me à solta e ensinou-me a cantar

O tempo corre, mas a vida continua
Lisboa morre por sair comigo à rua
Fez uma marcha ao meu jeito
Vestiu-me a preceito
E cá vou eu a desfilar

Sou o Bairro Alto
E olho sempre de alto
Prás tristezas que Lisboa tem
Porque ela cantando
Me foi preparando
Para o tempo novo que aí vem
O Fado é meu pai
Lisboa, minha mãe
E um bom filho sai
Conforme os pais que tem

Sou o Bairro Alto
Pronto a dar o salto
Para um tempo novo que aí vem
Ou quando viu o Parque Mayer apagado
Do Bairro Alto, cá no alto, eu vi Lisboa a chorar
Do que era pranto, fez um canto e ensinou-me a cantar

O tempo corre, é a marcha desta vida
Lisboa morre por ver a sua Avenida
Cheia de gente tão diferente
A ver-me tão contente
Por ela abaixo a desfilar

sábado, 7 de março de 2009

Desastre


Entrei no café e já que o espaço é apertado, pus logo as minhas coisas em cima de uma das cadeiras e o chapéu de chuva enfiado nas costas da mesma antes de fazer o meu pedido. Pouco depois o chapéu escorregou e bateu no caixote do lixo que se encontrava ali perto espalhando parte do lixo no chão. Logo de seguida choveram suplicantes pedidos de desculpa e as desculpas foram aceites indulgentemente...
Saboreei a minha refeição e estava na hora de seguir viagem por esta cidade fora. Peguei na mala que estava em cima da cadeira para rebuscar lá nos confins da mesma a carteira para efectuar o pagamento da despesa e o saco onde transporto a papelada do rico filho, que até então estivera apoiado na mala, escorregou cadeira fora e por tão leve ser deslizou ao sabor da sua vontade até pousar debaixo da mesa mais distante. Apanhei-o enquanto sentia minhas faces enrubescerem um pouquito de nada...
Por causa disto larguei a mala que caiu estrondosamente no chão. As minhas faces passaram do rubor à labareda em dois segundos...

Estou profundamente deprimida. Hoje ainda não saí de casa. Tenho um bolo a cozer no forno para ver se me animo. Por acaso já cheira, já.

Sapatos feios


Passei junto à sapataria onde comprei os sapatos mais feios do mundo - pretos, biqueira redonda e tiras a cruzar no peito do pé.
Ai que recordação terrível! Foi mau. Foi o momento mais aterrador dos últimos tempos. Senti o terror tomar poder sobre mim e dissipar a minha presença, levando-me dali para fora. A ver se dissipa também este pensamento e esqueço para sempre que aqueles sapatos existiram e que eu alguma vez os calcei...

Ah, é verdade!...


Posto isto, toda a gente ficou a saber que eu ando (leia-se durmo) com o filho do meu patrão.

N' est-ce pas?

Rasgando o céu - 1


Civilização

Civilização, sim.
Pois não somente os coriscos e a passarada podem rasgar o céu.
É que ele há mais.
Ora veja-se.

Antenas



Vedações


Fios eléctricos


Prédios


Candeeiros


Ainda é bem capaz de haver mais qualquer dia.

Espera que logo verás.

Governo


Comprei uma embalagem com seis salazares. Sempre quero ver se a partir de agora a minha casa vai ser melhor governada. Pelo que ouço o pessoal dizer, a este país convinha um governo salazarista. Eu cá já comecei. No fim do mês vai sobrar dinheiro, na certa.

Vantagem


A vantagem é que, em cozinhando só para mim, posso comer algo que adoro - ervilhas com ovos!



sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu não...


Há tempos li pela blogosfera, de alguém que dizia sentir até uma certa inveja de quem aponta pensamentos ou tópicos para posteriormente passar a textos, pois não consegue usar esse sistema de escrita e que se usasse, o mundo lhe pareceria tão maior...
Pois eu não. Eu, procedendo assim, arrumo o mundo, separo-o e organizo-o, tornando-o compacto e achatado. É isso o que eu faço ao mundo. Faço-o pequenino.

Atraso


Loures. Nove e meia da manhã. Vento e chuva fustigam os transeuntes. Ando às voltas no recinto da feira a cuscar, gastando o tempo de sobra que tenho até me encontrar com a professora do rico filho. Reparo num dos corredores da feira. Está vazio. Afinal os feirantes também se podem atrasar devido ao mau tempo.

Post número mil e não sei quantos


A piada da vida está na certeza da incerteza.

Mulheres


Diz que as mulheres devem ser:
Princesas aos vinte
Rainhas aos trinta
Imperatrizes aos quarenta e...
Especiais sempre!

Hum... eu sou especial. Tenho um blogue!
Já o resto nem tanto assim...

Rostos conhecidos


Quando vagueio por esta cidade, vejo sempre caras que já conheci mais novas. Normalmente são pessoas da minha faixa etária, que andaram comigo na escola ou então não.
As do sexo feminino, em particular, provocam sempre um riso escarninho no meu interior. (ihihihihih)
Todas, sem excepção, estão muito menos giras que eu. (ihihihihih)

Nota bem:
Escrevi menos giras propositadamente. Nunca iria escrever mais feias porque não as considero feias a elas, ou sequer a mim. E isto também pode ter um nome técnico: é dar uma no cravo e outra na ferradura. (ihihihihih)

Na escola


Estive na escola do rico filho a tratar da papelada inerente à sua convalescença. Calhou ir à hora de um intervalo.
Dois meninos deficientes tiveram uma desavença. A menina rasgou o jornal do menino e jogou-se para o chão, ali ficando com um ar de felicidade incrível. O menino, por sua vez, desatou a chorar e a berrar queixando-se da menina. Logo todos os professores e auxiliares que se encontravam nas imediações, inclusive a professora com quem eu falava, socorreram o menino e ralharam com a menina.
A cena chocou-me por não estar habituada a vê-las. E também porque é nestes momentos que eu reconheço o bem e a felicidade que possuo por ter filhos saudáveis.

Roupa morta


Em Lisboa, na Avenida de Roma, há uma loja de uma conhecida estilista. Passo lá com frequência, às vezes detenho-me por curiosidade, porque se há coisa que sempre me encantou foi trapos e afins, e outras vezes olho só sem desacelerar o passo.
Mas não gosto do que vejo. Nunca gosto do que vejo. Não tanto pela forma dos modelos ou das cores mas sim, pelo cair das roupas nos manequins expostos na montra. Na minha óptica as roupas não caem bem, são pingonas, estão baças e vazias, não transmitem vida alguma.
Talvez eu não tenha sensibilidade para a coisa ou me falte a alma de artista. Talvez.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Contraste


Ontem vi um homem albino com uma criança preta ao colo. Deviam ser pai e filho. Primeiro achei um grande contraste. Depois, fazendo uso do meu humor mordaz e algo pragmático pensei que o homem queria era escuridão na vida dele, uns com tanta melamina e outros com tão pouca...
Coitado do homem, apesar do sol que aparecia fraco, ele semicerrava os olhos e era notório o seu sofrimento. E eu a pensar daquela maneira. Fiquei triste comigo e estou a redimir a minha culpa escrevendo.
Eu sou uma pessoa não-romântica, o que não significa anti-romântica. Simplesmente não sou capaz de olhar para uma coisa, ou uma pessoa, ou uma situação, e não a ver com arestas, sem artifícios ou sem polimentos. Eu vejo as coisas cruas, não atenuo nada nem ninguém, seja o que for, ou seja quem for.
Eu sou assim. Quem gosta, gosta. Quem não gosta...

Este é o post número... não sei!
Isto é só mesmo porque não sei que título hei-de dar ao que aí vem:

Xi pá... há tanto tempo que não ia às compras... montar-me no carro sozinha... ouvir as minhas músicas...

Won't you come on and go with me
Come on over to my place
Won't you sit ya self down and take a seat
And let me ease ya mind girl
We gon do it our way


E o vento a abanucar o meu popozinho... e eu a marimbar-me para isso...

Cause when we laugh or we cry it's together
Through the rain and the stormiest weather
We gon still be as one it's forever, it's forever

Nelly

Lisboa antiga


Era já fora de horas de expediente, quando um dia fui com o Luís para montar duas fechaduras na casa duma cliente ali para os lados dos Caminhos de Ferro, em Lisboa.
Chegados à porta da senhora, deparei-me com um prédio antiquíssimo e em muito mau estado. Depois de entrar reparei que nas paredes era visível a estrutura metálica, que o Luís disse chamar-se estrutura de gaiola e que era vulgarmente usada há séculos atrás. Ao que parece, o prédio conta com uns duzentos anos.
Enquanto ele trabalhava ali no piso térreo na fechadura da caixa do correio, íamos conversando, nós e a senhora.
No que restava das paredes vi desenhos lindíssimos, pintados à mão por algum mariola de boina à pintor francês apoiada no cocuruto e a paleta das cores numa das mãos, ou então algum trolha sensível às artes plásticas, ou ainda, alguém simplesmente jeitoso com o pincel e as tintas, quiçá? Não saberei a menos que faça uma pesquisa.
Pela conversa percebi que aquele prédio estava em risco de ruir por completo e que a senhora era a única inquilina do prédio.
O Luís acabou o primeiro trabalho e subimos ao terceiro andar a fim de executar o que restava. As escadas possuíam as piores qualidades - a iluminação era abaixo do mínimo aceitável e eram íngremes, estreitas, altas e podres.
E a conversa continuou desenrolando-se sobre vários factores relacionados com a conjuntura actual do nosso país. Já ia dando para perceber melhor... a senhora mantinha um negócio ali, ah!...
Durante a execução dos trabalhos, em todos os lugares onde já tínhamos estado até ali, foi sempre na penumbra. Ali, apesar da obscuridade, os meus olhos focaram uma pequena placa onde figurava um preçário toscamente manuscrito:

Quarto - 5 euros a noite

Ah!... Aquilo era uma pensão. Ah!...
O trabalho foi concluído e experimentado pela cliente e chegara a hora de pagar. A soma da conta perfazia o montante de algumas dezenas de euros. A senhora foi lá dentro buscar o dinheiro. Esperámos. Nada de cheques ou dinheiro de plástico, regressou com o dinheiro na mão, era numerário mesmo. Ia depositando o dinheiro na mão do Luís enquanto o conferia. A senhora pagou a totalidade da sua conta em notas de cinco euros... lisinhas, lisinhas, lisinhas.
A minha conclusão é a seguinte: os quartos são baratinhos devido ao mau estado das instalações. Os clientes da senhora pagam em notas de cinco euros. Ela, com medo dos furtos, enfia-as debaixo do colchão. E, por último, é por isso que o pagamento surgiu feito em notas de cinco lisinhas, lisinhas, lisinhas...

Já alguém andou atrás de ti a bater palmas?


A pergunta que figura no título deste post, é dirigida exclusivamente às mulheres que lêem este blogue.
Hum... pensando bem, o melhor é estender esta pergunta aos leitores no masculino porque é possível que já lhes tenha acontecido...
Ora bem, o que se passa é o seguinte: há dias, alguém tentou perturbar o meu passeio vespertino. Vinha um bicharoco atrás de mim a bater as palmas, na certa para me levar a olhar para trás, ou então, na errada, não era nada disso. Enquanto ouvia aquelas batidas descompassadas nas minhas costas, um incerto número de pensamentos trespassaram o meu espírito. O meu espírito, esse pingue e gordo ser...

‘Já não pode uma pessoa passear ociosamente o esqueleto que vem logo um destes gajos perturbar o silêncio ao meu derredor, que me é tão necessário para que os pensamentos desta aqui fluam sumptuosamente. E bate palmas! Isso, em verdade, deve-se ao facto de apenas consistir no seu campo de visão a minha parte de trás. Quando consistir a minha parte da frente, então sentirá o olhar rodopiar e cairá para o lado tal o terror que irá experimentar.’

Maçã assada

Há uns meses, assim do nada, apaixonei-me por maçã assada. Há um tempo para tudo na vida, o tempo em que devia apaixonar-me por maçãs assadas fez-se chegado, simplesmente.
Como cozinheira - com grande inclinação para doceira - que se preze, não procurei receita nenhuma e idealizei o modo como seriam as maçãs confeccionadas. Fui tentando os meus produtos e as minhas doses. Acho que acertei finalmente.
A receita consta por baixo da foto.


Pego em seis maçãs reineta lavadas e com a ajuda de um utensílio - extra-útil por sinal - retiro-lhes o caroço. Depois de dispostas num tabuleiro onde caibam espaçadamente, rego o orifício feito com o tal utensílio extra-útil com umas gotinhas de sumo de limão, duas colheres de sopa de açúcar, meio decilitro de vinho da madeira e uns pozinhos de canela. De seguida espalho no fundo do tabuleiro cerca de dois decilitros e meio de vinho branco, umas três colheres de sopa de açúcar e quatro paus de canela.

Bon apetit

Post Scriptum:
Adivinhando a pergunta que assolou o teu espírito, respondo que sim... Já deixei cozer demasiado as maçãs por causa de estar de roda do meu blogue e de outros blogues que costumo ler. Não chegaram a queimar mas ficaram todas desfeitinhas, coitadinhas...Não obstante, lá se deixaram comer.

Ventania



Estou aqui. Ainda não foi hoje que caí da minha varanda enquanto apanhava e estendia a roupa e me estatelei lá em baixo... Ainda (sobre)vivi de modo a poder vir para aqui escrever coisas.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O rei do sofá




Ó vós que estais situados ali pelos lados de Camarate desenganai-vos! Já não sois o 'Rei do Sofá' pois fostes destituídos!
Agora o rei do sofá é o rico flho! Do sofá, do pijama, do chinelo, do comando da TV, bem como do da Playstation, da refeição servida no tabuleiro com pano bordado e tudo e mais coisas assim com esse jeito. Vive aquilo a que se chama vida de cão - volta e meia deita-se. Mas também estuda um pouquito...

Chupa-chupa


Subitamente ou lentamente, não é importante agora, lembrei-me que nos dias correntes chupar um chupa-chupa pode ser um acto sensual e associado à libido.

Já não se pode ser criança como eu fui...

A imagem? Ah... procurei no google e depos fiz copiar-colar e blá blá blá.

Balanço


Ora bem, sucede o seguinte: eis que é passado o segundo mês sobre o regresso ao ginásio. Haverá alterações? Sim... há! Voltei a ter grande dificuldade em me manter muito tempo sentada - falta-me um tudo-nada de chicha, doi-me o 'sim-senhor'...

(Hum... neste momento estou pensando no que acabei de escrever, os cotovelos estão em cima da mesa, uma das mãos apoia o queixo e a cada cinco segundos os dedos tamborilam em cima dos lábios. Se eu tivesse barba, por esta altura estaria a cofiá-la...)


Acrescentamento:
Fosse eu elegante e teria voado embalada pelo vento de alta velocidade que hoje uivava nesta cidade!

Um, dois, três - acabou o prazo!



Ah sim?! Ainda ninguém viu que já desfiz o enigma do desafio das três mentiras e seis verdades? Então seja que eu tenho uma data de post's quentinhos para publicar. Agora é que é:

Um, dois, três - acabou o prazo!

terça-feira, 3 de março de 2009

As Verdades, as Mentiras e as Justificações



1 - É mentira!
Sou reservada. Mas acontece que ao mesmo tempo consigo ser espontânea ao ponto de parecer extrovertida e faladora.

2 - É verdade!
Aconteceu há muitos anos, no início da minha carreira profissional. Conheci-lhe primeiro a voz do que a fisionomia. Ou seja, na verdade conheci-o pela voz.

3 - É verdade!
O meu marido tem uma loja de ferragens na mesma rua onde eu trabalho. Distam-nos dois prédios. Vou até lá várias vezes ao dia. Fazer o quê, perguntas tu? Ora...


4 - É mentira!
Nunca tive qualquer problema com contas e trocos. Por vezes acontece enganar-me mas é raro.


5 - É verdade!
Nesta é que ninguém acredita mas eu compreendo, afinal dá uma imagem encardida e malcheirosa de mim e eu folgo por os meus leitores não me imaginarem nesse estado. Acontece que sou frequentadora assídua de um ginásio. Quando saio, é de banhinho tomado, creme no corpinho, no rostinho, nos pezinhos. Nesta altura do ano não sinto necessidade de tomar banho em casa. Por isso escrevi no presente 'não tenho o hábito' e não 'nunca'.

6 - É verdade!
É por isso que estou tão à vontade a escrever no local de trabalho, embora ele nem sequer imagine que gosto de escrever, assim como não imagina que este blogue existe. E é também por isso que estou à vontade para ir até à loja do Luís tão amiúde, ora!...


7 - É mentira!
É uma das tarefas a cumprir que não me dá prazer.


8 - É verdade!
Adoro café sem açúcar, batata crua e chupar azedas...


9 É verdade!
Sou um desastre ambulante. E estático também. Sou um corropio. E uma mole também.
Acredita, ó leitor(a), que enquanto escrevia este mesmo post, foi por um triz que o arroz-doce não se queimou. Ao rico filho eu posso agradecer, pois foi ele quem me avisou: 'Ó mãe! O arroz- doce 'tá como uma cena branca e alta e 'tá a entornar!...
Leia-se mais coisitas do género
aqui...

Passeio


Alguém acredita que esta alminha - sim eu, a Gigi - hoje de manhã percorreu grande parte das ruas desta cidade gastando para isso duas horas do seu tempo? Pois é verdade. Andei pelo jardim para ver flores, pelas lojas para ver cores, pela escola do rico filho para ver papelada, pela feira para ver a moda e gente... Andei duas horas nisto, dei uma volta completa à minha cidade.
A propósito de feira - quem se sentir em baixo de estima venha à feira de Loures. Lá chamam-nos nomes daqueles mesmo bons: querida, fofinha, amori, princesa, menina, jóia... é tudo a fingir mas é tão giro!
E depois há o outro lado... aquele malicioso, com uma pontinha de astúcia. Andava eu a escolher camisolas giríssimas a três euros numa banca onde mais de uma dezena de mulheres também escolhia criteriosamente as suas peças preferidas, e o cigano ia apregoando o seu artigo:
- É a três! É a três! Quem tiver os três chegue-se a mim!
Estou certa que ao redor da bancada não havia nenhuma donzela mas ninguém arredou pé dali... Ó cambada de virgens, pá!

Kiwi




Hoje foi dia para fazer uma descoberta magnífica! O kiwi nunca será maduro pois de verde não passará!
Será que só eu consigo ver a magnificência da descoberta? Hum... pois. Sou.


A imagem furtei ao Google. Sou uma desavergonhada porém não desventurada.

Desafio - 6 Verdades & 3 Mentiras


A Cris passou-me este desafio. Consiste em contar 9 coisas sobre nós, em que 6 são verdades e 3 são mentiras.
Quem receber este desafio deverá tentar distinguir as verdades das mentiras, da/o blogger que lho passou. O blogger poderá dizer ou não, se acertou!
Desta última frase eu não vou fazer caso. Daqui a aguns dias revelarei as mentiras.


1 - Sou muito extrovertida e faladora. É por isso que não costumo pensar no que digo e dou aquelas respostas tão prontas. Para confirmar, veja-se aqui.

2 - Um dia entrou-me na loja o Rogério Samora (actor) para comprar ácido muriático.

3 - Trabalho na mesma rua que o meu marido.

4 - Engano-me com frequência quando faço trocos. Nunca falei nisso aqui porque tenho muita vergonha. Não presto para números, comigo é mais letras.

5 - Não tenho o hábito de tomar banho em casa.

6 - A loja onde trabalho é do meu sogro. Ou seja, o meu sogro é também meu patrão, 'tás a ver?

7 - Adoro atender vendedores, ver catálogos, discutir preços, ver e estudar eventuais novidades, falar com eles. Enfim, negociar.

8 - Adoro café. Bebo-o sem açúcar. Também gosto de batata crua e de chupar azedas.

9 - Como, pelo que escrevi até aqui, já se viu que sou distraída, se há coisa que não posso fazer em simultâneo é comida e escrever no blogue. Dá erro. Não sei, dará? Será isto verdade?

domingo, 1 de março de 2009

Érres de Riso e de Refeitório


Era a derradeira refeição tomada neste espaço de alimentação colectiva.
O homem da caixa avisou-me numa voz antipática e gasta que para mim aquilo só funcionava a partir das catorze horas. Respondi numa voz monocórdica: 'Ah está bem.' Que era só a partir das catorze já eu sabia, o que eu estava era a marimbar-me para ele e mais as ordens do superior e mais o raio que o partisse também. Que mal faria eu ir uns míseros quinze minutinhos antes das catorze?
Não havia mesas sem batas brancas ou doutras cores. Todas tinham no mínimo uma bata. Decidi sentar-me numa mesa onde já se encontrava uma senhora que, surpresa das surpresas, não se encontrava fardada, trajava indumentária normal. Perguntei se me dava licença, respondeu: 'Com certeza, com muito gosto!' E riu, não se ficando pelo sorriso. Fiquei agradada com a demonstração de simpatia. É daquela simpatia que fica para além do normal e aquém do fingimento. É aquela simpatia que eu gostava de ter.
Mesmo sem vontade iniciei a minha refeição. E fui observando. Ainda que não estivesse fardada tinha um ar incrivelmente clínico, mas isto se calhar era da minha cabeça devido ao local cheio de pessoal hospitalar. Era pequena e franzina. Numa das mãos havia enfiado um anel da treta enormíssimo, deu-me a sensação que o anel lhe ia comer a mão, de tão grande. Antes disso acontecer ainda vi que tinha nas unhas um verniz cor-de laranja. Oh!
E eu a pensar que só eu é que uso estas cores! Afinal há mais marias com esta mania...
Às tantas, puxou de um caderno e começou a escrever. Pois está muito bem, eu sei que não sou a única pessoa que escreve em locais públicos, mas não consigo deixar de achar engraçado que hajam mais pessoas a fazer o mesmo que eu. Imaginei logo que ela poderia ter um blogue, quem sabe? Mas não devia ser... Reparei que escrevia em inglês e a escrita era feita por tópicos. Na certa estava a preparar alguma aula ou a fazer um trabalho de casa.
O telemóvel dela tocou e ouvia-a falar com o interlocutor em inglês, dando-lhe as indicações para ele chegar até onde nos encontrávamos. Por entre a conversa riu várias vezes daquela mesma maneira, fiquei certa de que aquele riso nela era natural. Ainda gostei mais da senhora.
Despachei-me antes que chegasse a companhia dela. Despedi-me agradecendo e de volta recebi um 'De nada, ora essa!' e fui premiada com mais um riso daqueles...
Sim, foi reconfortante. Eu gosto destes encontros fugazes e efémeros.

Eufemismos

O rico filho aprendeu algo com a estadia no hospital. Aprendeu que os médicos usam muito os eufemismos. Diz ele que ouviu dois:

1 - Na hora de colocar o soro disseram-lhe que ele ia sentir só uma picadinha e no fim iam-lhe furando a mão toda...

2 - Depois, quando se queixou de fome, disseram-lhe que ele ia comer 'daqui a bocadinho' e afinal demorou longas horas até o rapaz poder comer...

Pois é, André, foste simpático. Eu cá diria que eles são é uma cambada de mentirosos!

Ocupação


Ocupo-me a ser eu para que não seja como outros, para que não seja como os outros. Eu não sou os outros, nem os outros estão ocupados a ser eu, ou sequer se preocupam em me conhecer.

Acho incrível, e ao mesmo tempo sensacional, que no campo virtual eu seja mais acompanhada e mais compreendida que no campo real.
O porquê disto nem merece explanação. Se eu me estender, agora, neste assunto, vou ficar com aquela sensação de 'mais do mesmo', já escrevi vezes sem conta sobre esta coisa do canal virtual e da esfera real.
Mas estou a escrever, é verdade. Estou a escrever porque esta coisa do desacompanhamento dos ditos amigos me agita as entranhas. E escrevo, porque há vezes em que escrever liberta-me e acompanha-me. As palavras sempre serão minhas amigas e nem o que escrevo lhes parecerá alguma vez mal.

AH!


O mês de Fevereiro acabou. Escrevi 81 post's, o que dá uma média de 2.89 por dia.
Já Janeiro teve 85 post's, aí a média foi de 2.74.

Descobri como usar a calculadora deste computador caseiro... Ah...!
Talvez na descoberta resida algum interesse...

Bem-vindos a este novo mês!



Foi o que a arara me mandou dizer aos meus leitores.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Então até para o mês que vem!



Foi o que o bufo que me mandou dizer aos meus leitores.

Repescado


«(...)Tenho uma necessidade permanente de criar algo escrevendo e é por isso que mesmo depois de esgotadas as palavras e as ideias, quando já não vejo nada senão as coisas más, quando o melhor que tenho a fazer é fechar os olhos, esquecer e nem escrever para não pensar mais, quem sabe até fechar o blogue... eis que me aparece uma ideia nova! Tem-me acontecido sempre, sempre, sempre assim.
Por isso é que ainda me mantenho por aqui apesar da cabeça vazia de tantas coisas, porque isto... é meu.»


Repescado
daqui.

Poesia

Durante esta semana tive muito tempo para ler. E li. Tinha tempo entre um apoio ao rico filho e um cochilo dele. Teria usado muito desse tempo para escrever mas não havia computador (meu) ou internet (minha) por perto. Assim o que fiz foi fixar na minha cabeça as coisas que queria escrever posteriormente e outras apontá-las.
Para me entreter comprei uma revista que trazia um livro agregado, um livro cujo autor escreve prosa e verso - Nuno Júdice - o qual desconhecia.
Habitualmente não gosto de poesia. Porque não me identifico com ela, porque não me vejo lá. Mas li os poemas de Nuno Júdice e gostei. Muito. Senti as palavras. Vi-me nas palavras dele. Nestas:


Rotina

Ao abrir a janela do quarto para outras
janelas de outros quartos, ao veres a rua que desemboca
noutras ruas, e as pessoas com quem se cruzam
em cada início de manhã, talvez te apeteça
voltar para dentro, onde ninguém te espera. Mas
o dia nasceu - um outro dia, e a contagem do tempo
começou a partir do momento em que
abriste a janela, e em que todas as janelas
da rua se abriram, como a tua. Então, resta-te
saber com quem te irás cruzar, esta manhã: se
o rosto que vais fixar, por uns instantes, retribuirá
o teu gesto; ou se alguém, no primeiro café que
tomares, te devolverá a mesma inquietação
que saboreias, enquanto esperas que o líquido
arrefeça.

Nuno Júdice

Desilusão


Esta é uma época de desilusões. As pessoas e a vida desiludem-me e, sem que eu queira, sou levada a não me iludir com a minha vida e com a minha pessoa.
Na verdade, isto acontece porque o viço da juventude e o prazer do inesperado estão lá atrás.
Aprendi a usar um escudo - não esperar nada de ninguém e em simultâneo esperar tudo de todos. Não que assim desapareça a desilusão mas quando aparece dói menos.

1011


1011 é um número engraçado para parar com esta 'coisa' de numerar os post's que publico.
Comecei com esta bincadeira no post número 1001 e no número 1002 já não tinha graça este publicar assim. Começou a ficar sem alma e também me deu a ideia de que perdia algum conteúdo.
A partir daí foi (ou fui) perdendo a graça, perdendo a graça, perdendo...
Vou parar a partir de agora, vou voltar a sentir-me angustiada em busca de um título adequado e vou gostar qualquer coisita de intitular os meus post's. Vou, sim. É que há experiências enriquecedoras e esta foi uma delas.

1010


A vida entra lentamente na normalidade.
Hoje de manhã, apercebi-me repentinamente que nem me tenho visto ao espelho. Felizmente não notei quaisquer pioras...

1009


Não há dúvida que o Hospital de Santa Maria é um grande hospital! De um lado vê-se o estádio do Benfica e do outro...



... o estádio do Sporting!


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

1008


Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.

Parece que vem aí a chuva, que chegará amanhã. Então vá que é para a gente ter bom prado e bom celeiro e isso. Vá.

Provérbio buscado
aqui.

1007


Numa das refeições tomadas neste refeitório reparei num homem que olhava insistentemente para mim enquanto eu bebia a sopa. Passados alguns instantes, um outro olhava de soslaio enquanto eu tentava abrir, desajeitadamente diga-se, o invólucro que continha a colher que me levaria o pudim à boca.
Tendo a achar que não tenho graça, porém, momentos há em que me parece que divirto as pessoas de alguma maneira. Neste caso, pela originalidade demonstrada no modo como comi a sopa e pelo desajeitamento em levar a cabo uma tarefa tão simples como abrir um invólucro de plástico...
Não posso dizer que tenha sentido muita vergonha por me estarem a observar, um tão atentamente e outro fingindo nem reparar, mas logo que acabei de comer, tirei o meu caderno da mala e refugiei-me na minha escrita. Há vezes, em que é aí que vivo por não saber como viver no mundo de outros.

1006

Estes dias no hospital, que felizmente terminaram e bem, fizeram-me aprender, e também ver e constatar, uma série de coisas. Elas aparecerão já de seguida.


  1. 1 - Os corredores de um hospital podem ser enormíssimos e que deve haver poucos edifícios em Portugal que se orgulhem de ter corredores tão extensos como este.



2 - Que nas imediações existe um jardim, mais concretamente junto à Faculdade de Direito, que está sobejamente degradado.



3 - Que os extensos corredores do Hospital de Santa Maria, de noite para além de extensos conseguem ser também assustadores.



4 - Que, faça-se o que se fizer... hão-de sempre haver obras e nunca estará nada completamente pronto!...



5 - Que há por ali ao derredor muitas, muitas azedas amarelinhas!



6 - Que as alturas me assustam e não é pouco!... Tirei esta foto do nono andar.



7 - Que há pessoas cheias de sorte - têm um jardim mesmo no local de trabalho...

1005


O blogue da Vera hoje faz um ano e teve uma maneira engraçada e original de o festejar - colocou à disposição lá no seu blogue frases de Mia Couto para que a sua vizinhança, da qual faço parte, roubasse uma e a colocasse no seu próprio blogue. Pois bem, por me sentir tão indecisa, escolhi estas duas:

"Hoje sei como se mede a verdadeira idade: vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos. Estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos.", in Mar me Quer, Mia Couto

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]", in Mar me Quer, Mia Couto

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

1004


Nos últimos dois dias tomei as principais refeições do dia rodeada de batas brancas. Se eu ouvir bem, e ouvi, o refeitório de um hospital nada tem de diferente do restaurante do Zé Patusca em termos de ruídos. Se um parece um galinheiro quando é chegada a hora de pôr o ovo, o outro a este se assemelha...
E se eu vir bem, e vi, há uns senhores e umas senhoras de bata verde e não branca, esses são os cirurgiões já eu aprendi, e há uns de bata azul, esses são o pessoal da limpeza e de auxílio também já eu aprendi, e depois há os outros assim como eu - normais... pais e mães dos meninos que estão no hospital a tratar dos dói-dóis.

Ninguém perguntou mas eu explico a ausência, porque se torna necessário para que se entenda os escritos que advirão a este blogue, inclusive este escrito que agora escrevo.
Nada de grave sucede mas... o rico filho está no hospital, estão a tratar-lhe um dói-dói.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

1003

Verde Água?!

Mas a quem é que passa p'la mona chamar
Verde Água a um blogue?!

Hum... a mim?!?! Não, à rica filha.


Isto é (muito) giro para constar ali em cima no cabeçalho... pela mona já me passou, ao menos, tirar aquela frase batida do Óscar Wilde e escrever isto lá em cima, que de batido não tem nada, acabei de inventar...

1002


Rica Filha (ansiosa, rente ao arquejo):
- Mãe, posso ir ao baile de Carnaval?
Mãe (indecisa, não querendo tomar responsabilidade sozinha):
- Hum... não sei... Luís, ela pode ir ao baile de Carnaval?
Pai (impaciente, sacudindo a água do capote):
- Ah, não sei. Decide tu!
Mãe (resoluta, sem pinga de paciência para resistir)
- OK, podes ir.

1001


O post 1001... aliás, recomeçando:
Com o post número 1001, apenas quero declarar que vou deixar de sentir a angústia de escolher um título para os meus post's; não gosto mesmo nada de intitular o que escrevo. Os meus post's vão passar a ir para o ar numerados e não apalavrados. Lembrei-me e assim será, pelo menos enquanto me der na tola que assim há-de ser.

O milésimo post rezará:


Cheguei aos 1000 post’s!!!
(ou antes, às 1000 parvoíces…)

E depois inda me dizem que até nem sou muita parva! Em cerca de dois anos e meio arranjei 1000 (!!!) assuntos para escrever. Levando em conta que a maioria são parvoíces, que apenas excluo desse naipe os post's em que falo acerca dos
Ricos Filhos e que esses post's até hoje são apenas 79, imagina só quão elevado é o grau de parvoíce que reside nesta cabecinha... ai ai ai...

Emporte la champagne, s' il vous plâit! On la va boir!

Nota:
Contei com a preciosa ajuda da rica filha para este final escrito à grande e à francesa.

O que aconteceria à minha existência sem estas pequenas descobertas?


O corredor no Continente que contém as prateleiras que albergam os preservativos, é o mesmo que aloja as fraldas descartáveis para bebés.
Ou seja, numa só passagem, a malta investe nas criancinhas e aproveita para as evitar...


Em resposta à minha própria pergunta exposta no título deste post, digo que a minha existência não existiria tão feliz sem estas descobertazinhas e isso, certamente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval


Quem é que tem o descaramento de dizer que não gosta do Carnaval?!
Haverá alguma coisa mais saborosa que um dia de intervalo numa semana de trabalho!? Há. Se pensarmos em dois dias de intervalo... três dias de intervalo... quatro dias de intervalo... e por aí fora!
Viva o Carnaval! Pois claro que viva! Se ele não vivesse, ontem durante o meu passeio matinal eu não teria visto uma senhora saloia, de unhas esborratadas de vermelho simulando sensualidade e cuidado, e pintas pretas nas faces simulando sedutores sinais na pele, à laia de Madonna ou algo assim. Ah pois não!... Viva o Carnaval, sim! Assim haja alegria de viver!

Amanhã é feriado! VIVA!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Curiosidade daquela que não mata o gato, ou sequer mata alguém


De lá - ********, boa tarde fala a não sei quantas.

Daqui - 'Tou sim, boa tarde. Eu estou a falar da ***** para dizer que os senhores têm uma factura em atraso.

De lá - Donde fala?

(Mau... outra vez?)
Daqui - Da *****

De lá - Ah sim. Só um momentinho.

Daqui - Com certeza.

De lá - ... é a factura tal e tal com o montante xis... e o que venderam foi es... puma de po...li...u...re...tano...?

Daqui - Exactamente.

De lá - O que é isso?!

(Ai o caraças! Ó menina, então mas afinal não 'estamos' a falar do departamento de contabilidade e não 'lidamos' exclusivamente com números? Prontus... 'tá bem.)
Daqui - É um produto usado para tapar buracos e fissuras nas paredes, que os senhores nos pediram e que nós fornecemos.

De lá - Ah... ok. O cheque segue amanhã.

Daqui - Obrigada, boa tarde.

De lá - Boa tarde.

E é assim. A curiosidade esfumou-se (e não matou o gato ou sequer alguém). O cheque seguiu.
Mas ao depois... espuma de poliuretano? Que é isso?
A espuma de poliuretano é coisa que não lembra a ninguém. Só a mim. Porque tenho (quase, quase) sempre uma vontade intrínseca de escrever que por vezes não domino.
E por hoje é isto.

As diferenças


Entrei no Metropolitano e encontrei uma visão escura, mais escura que o costume, e isso aguçou-me a curiosidade. Tentei perceber a que se deveria a escuridão e vi que a maioria das pessoas envergava um casaco preto, ou castanho, ou cinzento - podia ser por isso.
Depois pus-me a pensar em como as pessoas são estranhamente iguais. Todas vestiam roupa escura, devido à estação que decorre é certo, mas para além disso todas aparentavam o mesmo sentir - enregeladas, acabrunhadas, deprimidas.
Entretanto duvidei dos meus próprios pensamentos, do que via e concluía: «Isto não pode ser assim, as pessoas são sempre diferentes umas das outras!» pensei.
Mudei o olhar, apliquei aquele olhar que uso para escrever acerca de situações e de pessoas. Vi imediatamente diferenças entre as pessoas, na expressão, no caminhar. O seu todo diferenciava-as umas das outras. Na minha cabeça era formado um texto relatando as particularidades e os pontos de interesse que cada pessoa aparentava sob o meu perscrutador olhar.
Talvez eu seja especial ao ponto de ver o que quero ver. Talvez eu seja pretensiosa achando que sei ver de maneira diferente, que vejo mais e melhor, que quero, que faço, que sou. Talvez. Mas, e aqui é uma certeza, esse momento foi especial.
E agora continuando este texto sob o manto glorioso e brilhante do pretensiosismo, senti que sou capaz de transformar a vida porque (e quando) quero escrevê-la.

Temos pena...


Há já muito tempo, ouvi alguém dizer que quando sentimos compaixão é porque nos sentimos superiores. Não concordei, achei que me sentiria mal com a minha consciência se achasse que seria capaz de um sentimento tão baixo como é o da superioridade.
Mas a vida avança. Ai avança! E hoje eu concordo com esta frase. Percebi que o facto de sentir compaixão por alguém supõe automaticamente superioridade. Doutro modo a compaixão não surgirá - não temos pena de alguém que está, ou se sente, melhor que nós.

Se todos existíssemos de igual modo não haveria compaixão.

Brincadeira


O senhor reitor entrou e colocou uma moeda de um euro em cima do balcão.
- Estas são as novas moedas de dois euros - disse ele.
Eu sabia que ele estava a brincar mas não contive o espanto:
- Ai é? Mas essa é de um euro!
- Pois é. Mas tem um euro de um lado e outro euro do outro!

Hoje já foi dia para ter passeio!













Fotos:
Palhais - Loures
22 de Fevereiro de 2009

A propósito de idade e de outras coisas... Rir é um bom remédio!


- Olha lá, não te esqueças do champô! - disse ele, assomando à porta. Virei-me imediatamente para a prateleira que contém o dito de várias marcas.
- Queres este anti-caspa? - perguntei.
- Eh pá eu queria era um anti-queda...! Ou antes, anti-desintegração!
Diz ele que o cabelo não lhe cai pois não o vê cair. Por isso, pelo tamanho da 'coroa' que tem no alto da cabeça... acha que o cabelo não lhe cai, desintegra-se!
Ri-me a bandeiras despregadas. O Luís é um gajo cheio de piada!

(eu é que não sei como escrever isto de modo a ter tanta piada como ele...)


Acrescentamento:
Por favor, consultai este
link. Se assim fizerdes, crede que conhecereis um blogue de grande interesse.


Acrescentamento ao acrescentamento anterior:
Deu-me um trabalho do caraças escrever o acrescentamento anterior na segunda pessoa do plural... mas acho que está bem...

'Em todas as mulheres há uma pequena bruxa!'


É o que dizem por aí. Discordo peremptoriamente. A bruxa que há em mim é enoooorme!