sábado, 21 de fevereiro de 2009

É assim


Uma dona de casa como deve ser, lava o frigorífico e o micro-ondas enquanto a entremeada grelha, alternando viradelas e esfregadelas nos sítios correspondentes.
Uma dona de casa como deve ser, não navega pelas ondas da Internet enquanto o arroz refoga no tacho.
Não.
Uma dona de casa como deve ser faz o arroz-doce e as maçãs assadas em simultâneo com o estender da roupa e os lembretes aos filhos adolescentes de que não esqueçam de fazer a cama e de arrumar as coisinhas todas que andam espalhadas pelo espaço habitacional.
Uma dona de casa como deve ser não pensa no que vai escrever no blogue enquanto duram todas estas tarefas.
Não.

E uma blogger como deve ser, como será?

Ando mais composta(zinha). Veja-se o seguinte:


Cheguei à mercearia e pus-me a escolher laranjas. Durante a escolha, ouvi uma voz atrás de mim:
- Vá, trabalhe lá que eu fico a ver - era o meu merceeiro que falava para mim num tom divertido. Sorri e... contive-me por um poucochinho de nada de dizer isto:

- Eu que trabalhe enquanto o senhor me observa a mexer-lhe na fruta, não é?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

De volta


Aqui estou.
Não é habitual eu ser abandonada pela paixão durante muito tempo, demorei um tudo-nada a sentir vontade de voltar a isto. A vontade... ou vício, saudade, falta, dependência... o que seja!

Nem sequer dou tempo aos leitores de criar saudades minhas. Se calhar é para evitar saber que não faço falta a ninguém.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Inclusão


Subitamente lembrei-me que não me excluo do que escrevo. É por isso que tenho necessidade de paragens, canso-me do meu pensar e da minha existência.

Abandonada


Momentaneamente, a autora deste blogue encontra-se sob uma profunda depressão devido a ter sido abandonada pela paixão arrebatadora que costuma sentir através da escrita que apresenta neste espaço virtual, dando lugar a um certo sentimento de inutilidade relativamente ao mesmo.

À razão disto, digo que o único sentimento com o qual não consigo escrever, é o da inutilidade.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ponto


'Não faço parte' é um ponto existente na minha vida. Ora anda camuflado, ora acontece qualquer coisa que o torna visível. Não que eu queira. Ou busque. Ou sequer permita que aconteça.
Mudei-me um pouco. No presente apregoo o que faço e o que sou. M
as não chego lá.
Contrariamente à minha vontade, este ponto é fulcral e mister.

Afinal há mais!


- Ó querida, faça-me esta chave num instantinho que eu tenho hora marcada para entrar no lar!

Bem se diz que quando se é velho, se volta à infância. Esta senhora tem hora de recreio e tudo... parecia uma criança de seis anos preocupada em não zangar a professora.

A porteira do número xis


Fazendo uma retrospectiva a todo o decorrer deste dia, verifico que o acontecimento mais importante ocorrido durante o mesmo, terá sido o roubo da bicicleta da neta da Beltrana que é porteira no número xis.
Foi a novidade que alguém me deu, apenas assomando à porta e dispensando entrar. Não é meu costume ficar interessada nestas ocorrências, e aqui é de destacar que não sabia de quem se falava, mas não tenho coragem de dizer à pessoa: «Olhe, deixe-me em paz que eu não estou nem só um bocadinho interessada no que me está a contar, sim?». Normalmente ouço e ponho a máscara número quinze que está arrumada num cantinho mesmo à mão, pois é necessária frequentemente.
O meio-dia chegou e o sol inundou todo o espaço. Nessa altura do dia é forçoso semicerrar os olhos sempre que vejo uma sombra entrar. Era uma senhora. Vinha comprar um cadeado. «Depois de casa arrombada, trancas à porta!» dizia ela. Pelo continuar da conversa percebi que tinham roubado a bicicleta à neta...


E eis a questão que por aqui me aparece: será que por aquele sítio alguém tem o costume de ler blogues? É que, se lá por aqueles lados há alguém que ande por estes aqui... eu 'tou prestes a deixar de ter piada e lá se vai o meu descanso!

(Hoje não consegui que isto tivesse muita piada...)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Profissão invejada


Pela temática apresentada na maioria dos post's publicados este mês, se o meu blogue tivesse muitos leitores certamente já lhes teria despertado aquele sentimento atroz que apelidamos de inveja, pelo tipo de vida profissional que aparento ter através do que escrevo.
Ando a dar-me a ideia de que me divirto à grande lá naquele sítio. Não sendo essa a opinião generalizada que tenho, tirei duas conclusões:

• Escrevo tão bem que até a mim me engano, muito embora isso me transmita uma ideia de falsidade absurda.

• Sou suficientemente inteligente para que tire partido das situações, ainda que sejam insignificantes, conseguindo dar-lhes o significado que quero.

Posto isto, surgiu uma dúvida: nem sei a quem quero enganar - se a mim, se aos leitores.

Haja alegria!


Para me lembrar quão necessária é a alegria nesta vida, pois não sabemos como será na vida vindoura, ouvi alguém que aguardava ser atendido, cantar numa voz roufenha e atabalhoada, como se apenas para si próprio cantasse:

Nai, nai! Nai, nai!
Canta, canta que logo vês!

Nai, nai! Nai, nai!
Canta, canta que logo vês!

Este post é um daqueles post's que dificilmente alguém acreditará ter sido presenciado pela minha pessoa...
A outra conclusão a que chego, isto a ser verdade o que agora escrevo claro está, é que está-se mesmo a ver que este senhor é muito feliz e faz ainda algo curioso e bem-vindo em simultâneo, contagia-me com a sua felicidade.
É valioso, e mais, às vezes é imperioso, que na minha vida não existam apenas pessoas tristes e/ou zangadas.

Janeiro e Fevereiro são feitos disto:


Há uma pergunta simples:

Porque é que as coisas aumentam?

Para cada resposta complicada:

O acréscimo deve-se essencialmente aos incrementos sussecivos de preços das matérias primas.

Ao depois, há uma contra-resposta:

Vai pró raio que taparta, sejas tu quem fores!

A Dona Raquel continua na sua escrita. Assim:


«Encontrei gata preta muito meiga da-se a quem queira ou ao dono.»

E eu? Eu divirto-me
com isto! A Dona Raquel é uma comunicadora assaz interessante e anda feita uma escritora, pá!
Que se lixe a pontuação... o pessoal entende, pois é?

Ah sim?!


Alguém verbaliza o seguinte:
- Isso é mais velho que ir cagar a França!

E eu penso (e escrevo!) que aprendi algo mais: há coisas que são anteriores à altura em que alguém se deslocava propositadamente até França com o intuito de lá ir...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Ti Valentim



Já passou mas não faz mal nenhum, afinal o Natal é sempre que a malta quiser e certamente o resto também assim será, isto em querendo, pois claro.
Eu acho o dia dos namorados engraçado, não me faz impressão nenhuma os namorados e os beijinhos e as lamechiches e as mariquices e as parvoíces dos apaixonados. E ainda acho mais engraçado a maneira como até quem já não é jovem aderiu à ideia e vai comprar um ramo de flores, ou um soutien, ou um conjunto de facas para a cota que tem lá em casa que lhe cose as meias e lhe apanha as cuecas do chão, em suma, gosto muito de ver as pessoas lembrarem-se de agradar a quem amam. Acho também muito bem que hajam dias especias para isto ou aquilo e também acho que as pessoas deviam esquecer a porra da hipocrisia destes dias ditos especiais, deviam deixar de pensar que o que queriam era miminhos e mariquices sem data marcada e deixarem de esperar que alguém se lembre de fazer uma surpresa num outro dia qualquer que não tenha porra de sentido especial nenhum!
A vida é quem me tem ensinado, que quem se queixa disto e daquilo, normalmente tem a barriga cheia guloseimas e a cabeça cheia de mimo.

E agora, só para ser lamechas e mariquinhas deixo aqui um coração gigante que encontrei no Google a encher o meu blogue...



Um beijinho soprado




Há tempos andei na minha conta Hotmail a modificar umas coisas e a ver se percebia outras tantas. Entretanto reparei que se poderia colocar um som sempre que algum contacto iniciasse sessão, se assim eu desejasse. Achei piada àquilo e pus o som de um beijinho seguido de um sopro sempre que o meu amor ficasse online.
Ora bem, a ideia era que aquilo me divertisse pelo menos um bocadinho... mas acontece que, sempre que o Luís inicia a sua sessão, o mais que aquilo faz é assustar-me e eu... eu dou um enorme salto na cadeira!


imagem: pesquei no Google

Reedição


Este texto foi retirado de um jornal que é publicado na escola dos meus filhos e que por sua vez foi reproduzido de um artigo da revista "El mundo" de 05/02/2006.

Consolem-se os pais e as mães dos adolescentes. A culpa dos vossos filhos serem desorganizados, irascíveis, desmemoriados, vagos e mesmo insuportáveis, não é vossa. Segundo o neurologista Jay Giell, as alterações fisiológicas que se produzem no cérebro durante esta fase são tão espectaculares que justificam os comportamentos mais absurdos e atípicos. Para começar, acontece um intenso processo de criação e destruição de neurónios. As sinapses conexões entre estes mais utilizadas são fortalecidas. Por sua vez as mais débeis desaparecem. A zona conhecida como "nucleus accombens" revela pouca actividade, o que está relacionado com a falta de motivação geral dos adolescentes (a menos que o prémio seja imediato). Por outro lado, a dança de hormonas suscitadas no corpo influi no seu cérebro, explicando a rapidez com que se aborrecem. Como o córtex pré-frontal ainda não se desenvolveu, são incapazes de se organizarem e até de medirem as consequências dos seus actos, independentemente do puxão de orelhas que possam vir a levar. Como se não bastasse todos estes aspectos, o neurologista sustenta que os adolescentes sofrem de síndroma de Kevin, o que significa que não compreendem as emoções alheias. Não é de estranhar que eles sintam que todos os odeiam.


Não costumo descansar a minha consciência à sombra de artigos deste género. É verdade que muitas vezes luto contra o sentimento de culpa que sinto quando os meus filhos dão uma resposta torta ou quando não obedecem à primeira, questiono-me se estarei a educá-los da melhor maneira. Felizmente, a maior parte das vezes costumo pensar que faço o melhor que posso e o melhor que sei naquele momento.
Acho que aquele texto é uma explicação científica para uma só palavra: imaturidade. Um adolescente é simplesmente um corpo adulto numa mente ainda infantil. O corpo desenvolve rapidamente e a mente não acompanha. E a isso chama-se simplesmente: imaturidade. Há que dar tempo ao tempo...

Originalmente escrito e publicado em 13 de Junho de 2006, aqui.

Cheiro




Ainda não é Primavera mas a minha cidade já cheira a flores...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Há duas coisas que eu queria muito...


Uma - Saber em que situações aquela tecla existente em todo o teclado nacional e internacional que dá pelo nome number's lock é útil...
Sério! Por mais voltas que dê ao miolo não consigo lembrar de coisa nenhuma em que aquilo revele utilidade.
'Pera aí, acabei de me lembrar, pode servir para trancar uma conta que esteja a fazer e que interrompa acaso me dê um desejo súbito de escrever... Em sendo esse o caso o trabalho espera, trancado e tudo, enquanto dou azo à imaginação e uso o tempo que alguém me paga para trabalhar, para escrever no meu blogue, sem correr qualquer risco de apagar a conta iniciada!
Pronto! Esta coisa número um já eu consegui!

Duas - Ter cerca de metro e noventa de altura para ver de cima o capachinho do senhor Rodrigues quando ele o traz à banda...
É que, do alto do meu metro e poucochinho, com toda a certeza a visão não é tão hilariante como seria se eu fosse gigantesca!
Esta coisa número dois não será nunca conseguida por razões tão óbvias que nem merecem explanação.

Porquê?


Porque é que há árvores que ainda mantêm algumas folhas...




... e outras não?



foto: Rua Brito Aranha, Lisboa - Fevereiro 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Poeta


Quando lhe pedi trocos para me facilitar, respondeu:
- Ah eu não sei nada disso! Não me dou com números, sabe? É que eu sou poeta!
«Hum... então está bem!» pensei.
Depois disto esmiucei a coisa, claro. Eu ia lá agora perder a oportunidade de esmiuçar uma coisa desta natureza! Nunca na vida!

Ah sim? O senhor é poeta? Então e já publicou livros e isso?

Que sim, que escreve versos há muitos anos para o jornal Não/sei/quantos, que o adoram, que agora até lhe fizeram uma 'encomenda' e assim, que andam em cima dele 'então quando é que 'tá pronto e tal?'...

Hum... então está à espera da inspiração e coiso?

Que não, nada disso, que não é assim o marchar da coisa! E que agora até vai para o Brasil e escreve lá porque lá é muito melhor...

Ah...


Espanto. Muito espanto. Há pessoas espantosas, não há?

Assuntos do dia


Assunto número um: Cuidado com eles! Hoje é Sexta feira treze!

Desenvolvimento:
'Ah, que alegria!' exclamo e acompanho a exclamação com um encolher de ombros. E é para ter cuidado com quem ou com o quê?

Assunto número dois: Chegou o calor!

Desenvolvimento:
Elas pensam 'ai que bom! já não mostrava as mamas desde o ano passado!'. E eles ' olha só p'ra estas cabeças de ombro tão apetitosas de bem torneadinhas que estão!'

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Um prazer culpado


A folha de papel em que escrevo tem duas faces e às vezes é difícil lidar com elas. Se por um lado sinto grande prazer na escrita, por outro sinto uma grande culpa pelo que escrevo.
Se eu pensar bem vou perceber que estes dois sentimentos não se apartam nunca. E se eu pensar melhor ainda vou perceber que são esses dois que me levam a escrever e me puxam para aqui.

É à vontadinha!


Há dias, estavam dois senhores na loja para eu atender. Nenhum dos dois tinha pressa em ser atendido o que é deveras invulgar e acabou por despertar em mim uma grande curiosidade à mistura com picos de ansiedade, ainda que ligeira. Estavam os dois em perfeita consonância:
- É à vontade! - Diziam um para o outro de cada vez que eu falava para um deles com o intuito de os atender. A dada altura dei por mim a tentar perceber qual seria o que me dava mais jeito despachar primeiro. A coisa estava a ficar difícil pois não estava a conseguir livrar-me de nenhum dos dois...
Depois de tantos 'eu não tenho pressa nenhuma!', 'pode passar-me à frente que não há problema!', 'esteja à vontade' e isto, eles um com o outro... saiu-me uma frase que pôs termo a todo aquele impasse:
- Há um dos senhores que vai ter que ficar menos à vontade, que é p'ra eu saber o que hei-de fazer!

A bem da verdade o primeiro a ficar menos à vontade era o mais chatinho dos dois...

Sou filha da mãe


De há uns tempos para cá noto que estou cada vez mais parecida com a minha mãe.
Um dia alguém me disse aquilo que outro alguém lhe tinha dito: 'Se quiseres saber como será a tua mulher no futuro, é simples, olha para a tua sogra!' Tal pensamento não está longe da verdade, pelo menos no meu caso.
Durante a minha infância tive um trauma - preocupava-me imenso não ser parecida fisicamente com a minha mãe, ou sequer com o meu pai, chegando a passar-me p'la cabeça que tinha sido trocada por outra menina qualquer lá na maternidade onde nasci. Mas passei toda a infância ouvindo a minha mãe dizer que quando nasci, em momento algum abalei de ao pé dela. Não há, portanto, qualquer dúvida de que eu sou a Gina que é suposto ser...
O trauma desfez-se, não havia - nem há - fundamento que o suporte. Agora então que sempre que me vejo ao espelho ou em filmes não me vejo a mim, vejo a minha mãe no meu andar e na minha postura, não tenho qualquer dúvida que sou mesmo filha da mãe!

Aviso


Na montra da Dona Raquel, desenhando uma caligrafia irregular e primária numa folha A4, estava o seguinte aviso, :

«Não estou porque fui a uma consulta. Só volto á manhã.»

Hum... está bem! Até amanhã, Dona Raquel!

Gaba-te cesto! Tu (eu!) nem sabes (sei!) escrever 'açúcar' à primeira!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Produção em grande


Mas que dia produtivo, este! Fiquei a saber que há um jovem senhor, que por acaso é mocinho para ter tantos montes de piada que pode até esbanjá-la e ainda assim lhe há-de sobrar qualquer coisita para ostentar por aí, e isto é o mesmo que dizer que o moço é giro que se farta e, em simultâneo pois pelo menos assim parece, causa entupimentos lá em casa...
- Sabe… o filho da minha patroa tem assim… como dizer? Umas fezes muito mimosas, ‘tá a ver?

Vendi-lhe soda cáustica. Creio que resolverá e o mocinho continuará tão bem como antes…

Dificuldade


Eu tenho uma dificuldade tão, mas tão, mas tão grande em escrever a palavra 'açúcar' sem erros à primeira, pá!

O antes e o depois


Antes:

Eu queria ir para ali mas está ali aquele/a e depois vai pensar que eu isto e aquilo e aqueloutro...

Depois:

Eu quero ir para ali e está lá aquele/a que vai já pensar que eu isto e aquilo e aqueloutro mas eu estou-me nas tintas para o que pensam e pensando bem é tão melhor que pensem mesmo!...


Isto assim será maturidade? Tenho dúvidas. Umas vezes parece-me que sim, agora sei aceitar o que sou e definir o que quero ser e fazer. Mas não será isto também uma vaidade exagerada da minha pessoa?

Acrescentamento sem que nada tenha a ver com o já escrito neste post:
Palavra que não sei que raio dá na cabeça do Senhor Blogspot para não aceitar como certa a palavra 'aqueloutro'.


aqueloutro

aglutinação de aquele + outro
pronome demonstrativo

pessoa ou coisa que estão distantes tanto da pessoa que fala como do seu interlocutor e distinta de uma outra pessoa ou coisa também distante de ambos.

Pesquisado e retirado daqui

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Warning to myself (acho que é assim que se escreve...)


Gina Maria, se mais alguma vez te entrarem porta adentro, dizendo que são do Banco Talicoiso, perguntando qual rajada intempestiva se estás ali sozinha, tu nunca mais, repito: nunca mais respondas 'Porquê a pergunta? Vem dar-me dinheiro e precisa de alguém como testemunha ocular?'
Ouviste bem? Ouviste?

- Sim...


OK! Então vai lá à tua vida e porta-te como deve ser.

Discussão


Dois bêbados (sim bêbados, ou então era muita droga naquelas ventas!) discutiam avidamente tentando descortinar se determinado objecto exposto na minha montra trabalharia 'ligadá querrente' ou ' a bataria'...
É um luxo, estar escondida por trás de um monitor escrevendo estas parvoíces e espalhando-as pelo mundo fora. Só que... a dada altura fui forçada a interromper esta escrita esplendorosa que daqui envio a todo o ser vivente que saiba (e queira!!!) ler - um deles tomou coragem e entrou desviando a cortina, disposto a acabar com tão ávida discussão:
- Olhe, é (só) para perguntar...

As Ti Bias


Não há alentejano que se preze que não tenha pelo menos uma Ti Bia. Eu então sou cá uma sortuda, em criança tinha duas, duas Ti Bias!
Começo p'la primeira, a mais presente.
A minha Ti Bia é irmã da minha mãe, a mais velha de sete irmãos. Quando eu era criança, era na casa dela que ficávamos aquando das visitas mais ou menos anuais à terra - Albernôa. Quando íamos à terra, eu adorava, mas a comida... bah! Desagradava-me mesmo! Esse desagrado era, inclusive, manifestado à boa maneira infantil - um dia disse à minha tia que ali no Alentejo, os alentejanos não podiam fazer ovos estrelados com batatas fritas. Para mim, tal era impossível! Eu achava que a minha tia não teria como cortar e fritar as batatas da mesma maneira que a minha mãe fazia. E os ovos? Como é que ela os punha fritar? Não, nem pensar! A minha Ti Bia não dispunha dos meios necessários para fazer aquele manjar. Ah pois não! Pois bem... no dia seguinte foi esse o meu almoço. A Ti Bia quis mostrar-me que ali também se podia comer da mesma maneira que se comia lá em Lisboa...
Cala-te aí! Ai a menina fazendo mangação da outra gente! Tal 'tá a porra, hein!?
E pronto! Nunca mais duvidei da audácia dos alentejanos, no Alentejo, para fazer ovos estrelados e batatas fritas...

A minha outra Ti Bia, era tia da minha mãe (a minha mãe também tinha uma Ti Bia!) e irmã da minha avó materna. Era a Ti Bia do forno, era assim que eu lhe chamava para diferenciá-la da outra Ti Bia, e era a Ti Bia do forno porque tinha um forno muito grande onde cozia pão para posteriormente vender, a sua profissão era padeira. A minha mãe, em jovem, chegou a trabalhar no forno da Ti Bia.
Lembro-me vagamente dessa tia, lembro-me de um vulto preto, de lenço atado ao pescoço, muito velhinha, quieta e sossegada, sentada num banquinho tipicamente alentejano. Não me lembro de nenhuma palavra que me tenha dirigido, isso poderá dever-se ao facto de eu ser muito jovem quando ela morreu, ou então porque a Ti Bia do forno era mesmo de poucas falas. No entanto, tenho na memória qualquer coisa muito vaga e que tem a ver com atenção dirigida a mim, só não me lembro o quê, se calhar é apenas o cordial e habitual cumprimento alentejano.
Pois bem, essa minha tia tinha uma filha, a Chica, que para mim e para a minha mãe, era a prima Chica. Tendo o negócio da minha tia prosperado, julgo eu, essa minha prima tomou-lhe as rédeas e, para além da padaria possuía uma mercearia que não tenho como certo ser já dos tempos da Ti Bia.
Recordo que era uma mercearia à moda antiga, com armários de alto a baixo pintados na cor bege e envidraçados, um balcão largo e espaçoso em madeira virgem no qual pousava uma balança, muitas sacas de cereais no chão para se aviar os fregueses pesando com um recipiente quadrado feito em madeira e havia sempre no ar um cheiro misturado de farinha e açúcar.
Por trás do balcão, existia uma porta da qual descia uma escadaria e que dava acesso ao sítio onde se fazia o pão e... as popias! Aí o cheiro a farinha era muito mais intenso.
Nos tempos mais modernos, possivelmente já depois da morte desta Ti Bia, apareceu lá em baixo um estranho objecto, era uma tina eléctrica enorme que tinha uma pá para amassar o pão e as popias. Fiquei completamente apaixonada por aquilo, imaginei logo pôr-me lá dentro e brincar ali. Como tal não podia acontecer pois estava sob a vigilância dos adultos, entre os quais a minha mãe, o mais que eu podia fazer era rodar aquela tigela gigante e fantasiar que estava lá dentro, mas não sem ouvir ralhetes da minha progenitora: 'Gina Maria, está quieta!', o que traduzido para o modo alentejano é assim: 'Pranta-te queda! Ora o raio da rapariga!'

Quando se é criança é tão difícil ficar quieta...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Enfim!


Finalmente descobri o que é uma rolha pop-up. Ah é aquilo, ok! A malta desrosca a rolha e sente uma pressãozinha. A pressãozinha é a rolha a pop-upar! Que maravilha! Que descoberta magnífica! Deita só um fiozinho de azeite que é p'ra gente não se esticar e não ficar gordas, pois... 'tá visto! Assim, quando quiser deitar azeite na sopa, nunca mais me despacho, chateio-me com aquilo e ponho menos. Que bom!

Raça de invenções, pá!

As novelas


As novelas não imitam a vida. Inventam, isso sim, uma vida que não existe, que não é assim.
Nas novelas, quando as pessoas dialogam, fala uma de cada vez. Onde é que já se viu isso na vida? Nunca!

Felicidade


Se o dinheiro trouxesse felicidade eu seria tão mais feliz... passo o dia a recebê-lo!
É favor confundir o 'recebê-lo' com 'contá-lo', 'alisá-lo', 'arrumá-lo'... ok?

Antecipadamente agradeço.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

De lápis afiado


Hoje, enquanto afiava o meu lápis, lembrei-me que quando andava na escola primária tinha vergonha de me levantar para ir afiar o lápis. Eu e as minhas vergonhas...
Arranjei rapidamente uma estratégia que me pouparia ao embaraço - levaria todos os dias os lápis já afiados de casa, claro! Não tenho presente na memória se assim fiz em toda a minha vida lectiva mas é provável que sim.


Depois, por acréscimo, recordei uma actividade de trabalhos manuais que tive na escola primária relacionada com lápis. A minha professora ensinou-me a fazer flores com as aparas dos lápis de cores. Quando se afiava os lápis, fazia-se por não quebrar a tira que saía. Depois, com muito jeitinho, dava-se-lhes a forma de uma flor e colavam-se num papel. Quanto mais variadas fossem as cores das aparas mais engraçado e interessante ficaria o trabalho.
Nunca tive jeito para trabalhos manuais, mas apesar dessa minha falta mostro a ideia; é mais ou menos como se vê na foto. Também se podia colar as aparas espalmando-as e desenhando-se depois os pezinhos das flores. Mas isso, hoje nem tentei fazer…

Aprendizagem


Com esta idade, eu já devia saber:

- Que não devo coçar o nariz depois de ter estado a marcar e arrumar ácido muriático, sob pena de sentir um ardor no dito.

- Que não devo olhar para baixo, através da fresta, visualizando assim o rés do chão quando estou no segundo andar sempre que ando neste elevador. Em querendo perceber, é favor consultar o link.


E, com esta idade, eu já sei:

- Que não direi a mais ninguém 'nem toda a gente é assim como tu, sem timidez alguma', para que não me digam mais vez nenhuma ' ai eu sou assim! comigo é tira fora e põe-me a mijar!'

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hipocrisia


Perguntaram-me assim:
- Então não conheces esta senhora?
- Conheço. É a Dona Josefina - respondi eu, logo arrecadando sorrisos da dita em questão. O pensamento dela devia ser algo semelhante a isto: ' Ai que importante que eu sou que já passaram tantos anos e esta ainda se lembra de mim e tudo!'
Segue pensamento pensado simultaneamente por esta minha cabeça, embora bastante desenvolvido:
‘Claro que conheço! Então não? Por acaso estava aqui mortinha de saudades de a ouvir despejar o rol de intensas e interessantes actividades feitas lá no sítio que a acolhe. Tudo relatado sob o manto santo e purificado, claro está! Sim, que isto de estar a falar não é estar a falar (mal) de ninguém porque eu sei que a Dona Josefina sente pudor em murmurar e não murmura pois assim perderia a idoneidade e (até) segue à risca o vulgo ‘Manual dos Bons Costumes’ para que nada lhe seja apontado. Pobrezinha… não consegue…olha só as coisas que já lhe apontei!’

Entretanto fui invadida por uma espécie de tristeza. A tristeza veio porque tenho necessidade – não que houvesse necessidade mas eu tenho-a - de pensar este tipo de coisas para que assim se apague uma raiva que é surda e me esqueça que as pessoas são (todas e sempre serão) más.

Não há nada mais enternecedor do que uma criança a dormir




foto: recebida por email

MANIAS


Ter a mania que não se tem manias é também uma mania.
Ter a mania que se tem manias é ter uma mania a mais que as pessoas que acham que não têm manias.

Certo?

Tempo livre

Tive a tarde livre. Dá sempre que pensar, a mim dá-me sempre que pensar, o que fazer com o tempo dito livre. Posso fazer uma data de coisas ou posso não fazer nada. É interessante que eu nunca pense em não fazer nada.
Noutro dia ouvi uma senhora queixar-se que lhe surgiu recentemente uma doença na tiróide que a impede de se manter sossegada. Um desassossego do estilo: mexe aqui e ali, arruma isto, coça o nariz e tira as ramelas, põe a mão na boca e o cabelo atrás da orelha, ajeita os óculos e sacode a cabeça para tirar a franja da frente dos olhos. Chega ao fim do dia extenuada, diz ela.

Eu sou igualinha. Será melhor ir ao médico?

Vírgulas


É frequente retirar vírgulas ou alterar a pontuação que uso para escrever. O Senhor Blogspot devia ter um corrector ortográfico que corrigisse também a pontuação, ao invés de não dar como certos alguns adjectivos no feminino. E isto é apenas um exemplo dos erros deste corrector que já detectei.

Sabias que este corrector não admite mulheres por aqui?

O cão


Gosto de animais, em particular gosto muito de cães. Acontece frequentemente ser assediada por eles com esfreganços e lambidelas mesmo que não me conheçam. Talvez isto aconteça porque eles sentem que estou à vontade e que gosto deles. Mas há um que me anda a chatear... Sempre que atravesso o pátio lá vem ele a ladrar reclamando o seu território. Por pequeno que seja, sinto medo, não me agrada ver um cão a ladrar na minha direcção, perco grande parte do à vontade habitual. Vou falando com ele, pergunto-lhe o que foi, o que o inquieta, digo-lhe que sou da casa, que antes dele já eu andava por ali... Mas até agora ainda não resultou, continua a ladrar como se me odiasse até que folgo ao ver que a dona vem lá, em meu socorro.
Efectivamente, não se consegue agradar a todos. Animais incluídos.

A very important happening


Durante a dura luta que hoje travei com a chuva, escapei por pouco de alguém me enterrar o bico de um chapéu no olho. Isto, porque a pessoa em questão parou de repente e usou o chapéu para apontar para um dos lados, o lado onde estava o meu olho direito. Que eu seja ceguinha se isto não é verdade!

Acrescentamento
Aqui também contei com a preciosa ajuda do rico filho, embora este título estivesse bem escrito logo à primeira.

In fact, I have a small ass


Vou deixar-me de merdas e não pensar mais que estou semelhante a algo em 'grande'. Passo a explicar: hoje, no Metropolitano, consegui caber em meio banco... Porra! O raça do homem era 'grande' p'ra caraças! Se eu fosse realmente 'grande' necessitaria de banco e meio, ora bem!

Acrescentamento
O rico filho ajudou-me a compor o título deste post porque, e isto também é um facto, na língua inglesa estou rente à nulidade.

Hum...


Segue pequena dúvida.

Não sei se já (mais) alguém pintou as unhas enquanto espera a musa inspiradora. Aquela que ditará o que escrever no blogue...

(a minha acabou de ditar isto)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Flores de plástico



São maravilhas da tecnologia informática ou isso, estas flores. Antes não eram de plástico mas depois da transformação assim ficaram.

O gás nos meus invernos


Entrou com alguma dificuldade. Em cada uma das mãos trazia duas bilhas de gás vazias. Acrescento agora um pequeno à parte - sendo que as mãos também eram duas, assim se conclui que as bilhas eram quatro. Continuando - de facto, a entrada da loja não tem as medidas desejadas para que lá caiba confortavelmente tanta coisa assim. Mas vencendo este obstáculo, o senhor Lopes lá conseguiu entrar e pousar as bilhas vazias no chão. Endireitou-se, cansado. Ao ver tamanho aparato, não me contive e exclamei:
- Bem, ó senhor Lopes, tem estado um frio!
Olhou-me, espantado pelo tamanho da minha sapiência. Até lhe consegui ler os pensamentos: 'Mas como será que ela sabe que eu gastei todo este gás no aquecimento?'
- Com perdão da palavra, permita-me que lhe pergunte: a menina é bruxa? Como é que adivinhou?
Ri-me de gozo pela expressão dele. Depois respondi:
- Não sou bruxa... mas já passei alguns invernos deste lado do balcão.
- Ah... - fez ele satisfeito com a explicação.
Posto isto, tanta sapiência não será invulgar. Parece-me.

Balanço


O balanço do primeiro mês passado sobre a data do regresso ao ginásio é verificar que as últimas partes do meu corpo que emergiram pela inactividade, foram as primeiras partes a submergir pela actividade... Oh... :(
Queixo-me e ouço com frequência:
- Raisparta a mulher ca nunca tá satisfeita, pá!

(Pois não...)

Grito de guerra


Num dos jogos de Futsal do rico filho, o adversário desse dia tinha um grito de guerra engraçado. O Mister dizia:

O que é que nós queremos?

E os miúdos em uníssono respondiam:

Ganhar! Ganhar! Ganhar!

O Mister continuava:

O que é que nós somos?

Eles respondiam:

Os melhores! Os melhores! Os melhores!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Solidariedade e parvoíces


Já referi, até mais que uma vez, que o meu universo é maioritariamente masculino. Mas nunca referi que por vezes dou por mim a ser solidária para com as 'coisas' deles. Por exemplo: passa uma gaja boa, e na verdade nem é preciso ser boa, e eles babam-se. Em vez deles, sou eu quem faz a cara de espanto e diz baixinho:
- Ai tão boa, pá...!
Depois, até há um ou outro que se vira e fica a olhar, fazendo aquelas figuras que não é necessário descrever, creio. E eu, a rir, finjo que ralho. Ai ai ai o menino que eu vou já dizer à tua dona que andas a mirar cus e mamas doutra gente. Mas não vou. Sou solidária com eles. Visto assim até pareço um gajo, a encobri-los. Mas não sou. Sou uma maria daquelas que vai almoçar com eles. E uma maria daquelas que adora ver ‘coisas’ giras para depois ter coisas giras para escrever, que é para ver se este blogue vai para a frente com as minhas coisas parvas a juntar às coisas parvas doutras pessoas.

Porta-te bem!


Entrou... Aliás, recomeçando: irrompeu por ali adentro como já é seu costume. Para o definir melhor diria que é um clássico galanteador comedido. Sim, é verdade, esta espécie rara existe em carne e osso, não é só no imaginário.
Já não me lembro como, mas sei que a conversa caiu sobre o ‘portar bem’ e que ele ‘porta-se sempre bem’. Desmenti-o, disse-lhe que não era possível alguém portar-se sempre bem ao que ele respondeu que ‘graças a Deus, porta-se sempre bem’. É interessante como algumas pessoas têm sempre ‘ o deus’ na voz… Acredito que na maioria das vezes é em vão que proferem ‘o deus’ deles e que o sentimento achado no momento não é, de modo nenhum, o ideal para falar em Deus.

A ternura dos quarenta (?)


Já passaram seis meses. Ela já cá devia ter chegado. Mas ainda não a vi nem sei onde anda. Acho que nunca a vou sentir. Acho mesmo. Sinto-me, cada vez mais e mais, uma ganda besta… Assim sendo, será impossível sequer avistá-la.

O antes e o depois



Estava a precisar de cortar o cabelo para não o ter tão à frente dos olhos. E fui.


Mas o cabelo continua a toldar-me um pouco a visão. Acho que não deixei que cortassem o suficiente...

"Guarda o que não presta e assim terás o que precisas"


Pois. Não puxes o autoclismo após o depósito encher. Não se sabe se os tempos vindouros serão de muita fome. Nunca se sabe... Quem sabe irás precisar de saciar o estômago com qualquer coisa substancial?
Há provérbios que me enervam. Mas servem para mais do que me enervar, servem para escrever.

Cosedura


Ele sabe enfiar a agulha.



E coser.



Sim, eu sei que não é anormalidade nenhuma um homem coser, ou sequer saber coser. Eu é que estou a marcar a diferença escrevendo isto, eu sei.


Eh pá mas foi tão giro!


sábado, 31 de janeiro de 2009

Há pessoas tão extremosas


É verdade. Há mesmo. Há pessoas que não tiram as protecções de papel que forram os fechos das malas. Compram-nas e depois passeiam-nas assim, não vá aquilo estragar-se mais depressa e se tenha que ir comprar outra à pressa e depois já nem se encontra igual nem nada.
É de frisar que a mala em questão era preta e os papéis protectores eram brancos. Alto contraste. Muito alto. Assim como o Bruno Nogueira. Gigantesco. Apenas em altura mas gigantesco à mesma.

Mas há mais. Pois há. Há pessoas que não abandonam a soleira da porta do prédio porque está a chover. Ficam ali, de chapéu em riste, com um ar desolado e esperançado ao mesmo tempo.
À partida, o que parece é que a pessoa está ali e nem percebe que se está a molhar. Eh pá mas está! Então ela não percebe? Pelo visto… não.

Acrescentamento
Há dias em que me sinto a mais inteligente das criaturas. E há dias em que tenho assunto para escrever graças às pobres criaturas que não são tão inteligentes quanto eu.

???


Não sei o que dará na cabeça dos vendedores que eu aturo para que me leiam o catálogo dos produtos que vendem…
Vou desfolhando, parando aqui e ali, aquando de algo que considere interessante ou que tenha em falta, e aquela malta lê-me o catálogo!...

- Ó senhor Gonçalo! Deixe estar que eu sei ler, obrigada. Assim só consegue demorar-nos mais. A si e a mim.É que eu tenho o chão para varrer e os vidros para lavar. Tudo coisas muito mais interessantes que ouvir a sua voz enfadonha lendo aquilo que já conheço bem. Vá lá.

Pujança


É muito bom que já não haja um só par de braços másculos e pujantes cá por casa. Maravilha! Assim, se faltar o par de braços mais velho, sempre há um outro par, mais moço, é verdade, mas não menos pujante.

- Rico filho! Abre aqui este frasco à mãe, se faz favor!

E ele abre! Com uma facilidade extraordinária! Meu rico filho!

Sentimentos reais


Os sentimentos são todos reais. Não consigo inventar um sentimento novo. Um que seja! Não os há por criar, tenho-os todos cá dentro. Tenho todos os sentimentos e atitudes do mundo em mim. Os maus, os bons, os nobres, os egoístas - todos! Quando afloram, é sempre em estado puro. Apenas a intensidade difere, e isto, por causa das circunstâncias.
Aqui não me envergonho de mostrar os sentimentos, não me envergonho de dizer que tenho mil e uma caras e que a que estou a mostrar neste momento pode ser uma máscara. Não me envergonho de dizer que extravaso e que finjo que extravaso, ou que sou tão terna e humilde, quanto perversa e má.
Sendo que é - e a menos que eu mude sempre assim será - muito mais visível em mim tudo o que sejam coisas más, há tempos dei-me conta que estaria a exaltar apenas as coisas más, sempre que aqui escrevo. Quis saber se alguém teria reparado e, ao que parece, ninguém reparou.
Neste momento não sei se o sentimento que ficou é mau ou bom. Interessa-me saber, porque é assim que me conheço e admito.
Apenas sei que é mau porque o que escrevo, afinal, não demonstra o meu estado e isso significa que me exprimo mal, e é bom porque lá vou conseguindo inventar uma imagem boa de mim.
No entanto, quando admito que tento o contrário, volta a ser mau.
Ele há dias, em que a minha vida me parece ser composta e mantida, apenas e só, por mentiras e vaidades.

As vacas


Segue post relativo a vacas. Em querendo, pode-se relacioná-lo com o que se encontra aqui, embora este post não exista por causa desse. Este post existe porque eu fui ver as vacas.
O desenvolvimento propriamente dito vem depois da foto.















Afinal não há foto nenhuma!

Fui ver as vacas que se crê andem ali para os lados da Praça de Espanha mas não cheguei ao sítio que as há porque o tempo livre não ia chegar para a volta. Seria um passeio demasiado longo e eu até sou assim como que responsável e até nem gosto nada de chegar atrasada às lides laborais, pois é.
Entretanto, e para prolongar este post, acrescento que no caminho para lá me senti para aí umas mil vezes arrependida por me lembrar de passear à hora de almoço dos escriturários - ou coisa que os valha! - daquela zona. Eh lá! Pareciam formigas espantadas por algum pisão, fugindo em todas as direcções. Seguiam, inclusive, na direcção das lides laborais deles. Assim como eu... mas na volta! Porque à ida... era para ver as vacas!

Por causa da horizontalidade do post anterior, lembrei-me disto:


Alguém perguntava com regularidade:
- Então e o avozinho, vai bem?
A entoação era carinhosa e a pergunta dirigia-se a uma senhora que havia lá na rua.
Escrevo no passado porque tanto a senhora como o avozinho já morreram.
A resposta era dada com um encolher de ombros resignado e uma pontinha de desdém:
- O meu marido ficou na posição horizontal…
O avozinho passava muitas horas deitado pela velhice e pela consequente falta de saúde. E também não era flor que se cheirasse.
Há pessoas de quem eu me lembro com saudade, mesmo que não cheirassem lá muito bem. É este o caso.
Às vezes, escrevo propositadamente sobre certas pessoas para mais dificilmente me esquecer delas.

As putas


Neste post, a vontade de escrever chegou porque ouvi parte de uma conversa.

Dizia ela:
- Eu fico sempre aqui neste sítio até às oito!... A ver se faço alguma coisa hoje!...

Possivelmente terei escutado a parte mais desinteressante da conversa mas por ora isso não tem qualquer importância.
A baixa lisboeta é manifestamente peculiar em etnias e escalões sociais de baixa estirpe. Há putas e bandidos com fartura. Estes misturam-se com aqueles - os que, supostamente falando, vivem no degrau de cima.
Depois há os cheiros, os sons, as cores... e há as putas. É verdade. Outra vez as putas.
Aquela da qual eu escutei a frase que figura no cimo deste post, estava no posto de guardiã da esquina onde se encontrava, um local que aparentemente não é pertença de ninguém mas ela lá estava, esperando clientela que justificasse a guarda.
Quando respondeu, percebi que era porque 'ele' (aqui leia-se 'cliente') lhe perguntara se ela estaria ali ao depois, para que se fizesse o negócio porque naquela hora parecia não dar muito jeito.
Privar horizontalmente por vezes é um negócio... difícil. Não creio que seja uma vida tão fácil quanto se diz por aí.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Olha, que maneiro!


A Bell entregou-me um prémio que muito apreciei e aqui agradeço. Ao que parece o meu blogue é maneiro...



“As regras para participar deste selo são:

1- Exibe a imagem do selo “Olha Que Blogue Maneiro” que acabaste de ganhar!

2- Posta o link do blogue que te indicou.

3- Indica 10 blogues da tua preferência.

4- Avisa os autores/as dos blogues que indcaste.

5- Publica as regras.

6- Confere se os blogues indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envia uma foto tua ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com, juntamente com os 10 links dos blogues indicados para verificação.

Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias receberás uma caricatura em P&B.”


Devo dizer que o ponto número três tem piada cumprir porque os blogues que eu sigo habitualmente são onze. Sendo que o da Bell já foi premiado, vou colocar os link's dos restantes dez, mas não sem dizer que há um deles que é dos blogues que leio há mais tempo do que o meu próprio blogue existe. Sigo esse blogue com muito interesse sem que nunca lá deixasse qualquer comentário. O autor desse blogue nem faz ideia que 'eu' existo...

http://biclaranja.blogs.sapo.pt/

http://manhas-claras.blogspot.com/

http://dona-redonda.blogspot.com/

http://migalhasemigalhinhas.blogspot.com/

http://in-mutabilidade.blogspot.com/

http://minhanuvem.blogspot.com/

http://oblogquetevequeternome.blogspot.com/

http://mariatardia.blogspot.com/

http://tretaseoutras.blogspot.com/

http://vekikiprojects.blogspot.com/

P.S. Eu poderia achar piada a receber uma caricatura em P&B, pois podia, se soubesse o que isso é... espera aí! Será Preto & Branco!?



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

- Quero uma dúzia de molas para a roupa, por favor!


Eu devia aprender a dizer o preço das coisas com um tom de voz (ainda) mais neutro e imparcial. Ofendi outra vez uma pobre senhora quando lhe disse o preço de uma dúzia de molas. Credo! Parecia ela que me ia engolir tamanha era a indignação perante o meu descaramento.
Pensei que uma boa maneira de poupar dinheiro em molas, é prender a roupa com os dentes e ficar muito quietinha à espera que seque. Devia ter verbalizado este pensamento. Fica para uma próxima vez. Isto, se ela (a vez) existir.

Pequenas descobertas do dia de hoje


Se um chinês falar com alguém ao telemóvel em alta-voz, e se a conversa for na língua materna deles, tem na mesma a sua privacidade garantida pois ninguém percebe patavina do que eles dizem. É que nem pela entoação se lá vai!

Uma senhora gabou-se que teve notas altíssimas a matemática, isto no tempo dela. Diz ela que os jovens de hoje em dia jamais conseguiriam tal feito. E depois, e é aí que está a minha descoberta, diz que não se 'dá' com o euro...

O mundo


Às vezes tenho o mundo à cabeceira. Porém, outras há, em que o tenho no olhar dos meus filhos. Antes assim.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Meia dúzia


A Bell passou-me o seguinte meme:

Conta 6 coisas aleatórias sobre ti.

As regras são:

Linkar a pessoa que te indicou;

Escrever as regras do meme no teu blogue;

Indicar mais 6 pessoas e colocar os links no final do post;

Deixar a pessoa saber que tu a indicaste, deixando-lhe um comentário no seu blogue.


1 - Quando estou embrenhada em pensamentos e alguém me 'acorda', costumo responder com um espantado e sonante 'Hã?'.

2 - A primeira impressão que dou a quem me acaba de conhecer é a de que não sou lá muito simpática.

3 - Faço bolos e arroz-doce todos os fins de semana. Na verdade, estou viciada nisso. Quando não tenho tempo de os fazer, sofro os sintomas da privação. A privação de não os comer, pois claro!

4 - Sinto algo rente ao pânico de que alguém me interprete erradamente.

5 - Tenho uma grande facilidade em fixar datas, bem como pequenos episódios que veja ou viva, detenho-os na memória meses se preciso for e se achar que têm importância suficiente para ocupar espaço no meu blogue. E sou tão aérea e desconcentrada que sou incapaz de fazer um exercício contando as repetições, ou lembrar o que comi no dia anterior, ou ouvir alguém contar uma longa história.

6 - Sou impaciente para quem não me escuta.



E agora o que resta é desafiar quem por aqui passar e se que se sinta desafiado/a. Não desafio ninguém em particular porque não leio assim muitos blogues e os poucos que leio, uma grande parte já respondeu a este desafio.
Se alguém aceitar este desafio, peço que me notifique para que eu possa ler.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Peixinhos



Um aquário é algo que me prende a atenção. Em muito... Lembrei-me que esse prendimento poderá dever-se ao facto de os peixes não falarem e, por isso, a minha atenção não se desvia.

Este fim de semana...


... fomos a banhos e a gelados... mas sem os banhos!




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Orgulho


Eu, espécime feminino que sou, orgulho-me de ter enraizadas em mim todas as características femininas. São todas más... mas eu gosto tanto de ser má...
O que vale a mim, é que eu sei como virá-las do avesso até parecerem características das boas.

Lá estou eu a escrever daqueles post's que enxotam os prezados leitores. Não deve andar por aqui ninguém que me queira ver e conhecer... sou mesmo má...

Oferecimento


Alguém me observava interessadamente enquanto eu espalhava creme nas mãos. Num gesto instintivo ofereci o frasco do creme, pronta a partilhar prazer e bem-estar.
Ainda que tivesse havido uma recusa por parte do convidado, senti-me como se estivesse lá no Oeste americano, numa roda de índios sentados de pernas cruzadas e ostentando pacificamente os seus toucados de penas, fumando o cachimbo da paz.

Traição


Atravessei o pátio do costume. O homem, que já antes eu vira entrar com uns tubos de galvanizado na mão, tinha-os envolto em papel de jornal e ateara-lhes fogo. Espantada, parei um pouco a observá-lo.
- Então, está com frio? - perguntei eu.
- Não - disse ele - o fogo é para os desenroscar. Preciso deles!
Encolheu os ombros como se aquele fosse o único remédio ao dispor. Mentalmente abanei a cabeça em jeito de desaprovação. Afinal de contas, aquele é um material obsoleto e sempre há lojas onde se pode comprar aquilo de que se precisa. Sim, eu sei: reciclar é viver. Mas a malta que sobrevive do que uma loja rende, até precisa de vender e tal...
Retomei a marcha e fiz o que tinha a fazer. À vinda para cá diz-me ele:
- Todo o ser vivente é traiçoeiro!
Aproximei-me para o entender bem - queria escrever aquilo. Ante o meu ar inquiridor e súbito interesse ele hesitou um pouco, embaraçado. Repetiu a frase e depois acrescentou:
- O gato põe-se à coca do rato para o caçar à traição. E eu, também foi à traição que consegui desenroscar os tubos. Pensei «ai não queres? então 'pera aí que eu já te conto como é!» Fui traiçoeiro e consegui!

E já está! Houve alguém que deixou de vender tubo PVC a alguém que achou no lixo o tubo galvanizado de que precisava...
Não obstante, este senhor tem a sua piada. Eu cá acho.

Um elogio à minha loucura



Uma pessoa a achar-se a pior das trabalhadoras e por conseguinte, a pior das pessoas... - ele é chegar atrasada, ele é não me apetecer fazer nada (e não fazer mesmo!), ele é não me apetecer falar com ninguém, ele é nem sequer conseguir ouvir alguém, ele é ter vontade de mandar toda a gente à m... ai não se escreve que é feio!
Quando... eis que... vem ela e pimba!... Diz que eu sou espectacular, que nem sabe como eu sei o nome das coisas, para que serve, quanto custa, o sítio onde estão, que sou uma simpatia...

Ah que suspiro de felicidade dei!

Saldos! Aliás, compras!


Sou tão infeliz! Não tenho uma amiga gaja a quem contar as compras espectaculares que tenho feito nos saldos...
Gaja que é gaja e fêmea que é fêmea, tem uma data de amigas (bem... pelo menos tem uma) com quem vai beber café, ou a quem telefona contando das compras que fez, os modelos que lá havia e as cores que ainda há naquela loja assim-assim.
- Ó Luís, olha! Comprei este e este.
- Ah...
- E também estava lá aqueloutro... se calhar amanhã vou lá buscar!
- Hum... ok.
O meu universo é maioritariamente masculino. Nele não há mulheres. O blogue também é masculino mas aqui quem manda sou eu e, já que não tenho uma amiga, sempre posso escrever estas novidades. Gaja que é gaja e fêmea que é fêmea, tem que desabafar as novidades, tem que comprar e usar (óbvio!!!) coisas lindérrimas e estupendas (e pintarem-lhe as unhas e fazerem-lhe uma limpeza de pele e arranjarem-lhe o cabelo e fazerem-lhe uma massagem), para se sentir gira, interessante e inteligente por acréscimo e, sobretudo, manter esse sentimento. Eu acho. Gaja que é gaja e fêmea que é fêmea, costuma achar o mesmo que eu.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Tu cá tu lá



Aqui tenho o costume de falar só para uma pessoa. Embora saiba que aqui vem mais do que uma pessoa, quando num post me dirijo aos leitores, é no singular que o faço.
Não sei exactamente porquê mas parece-me que é porque é individual e íntimo. Também me parece que é porque fica diferente da maioria dos blogues.
É uma mania. E eu tenho a (muitas!) mania(s). Nisso sou igual a todas as pessoas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Recordação

Primeiro que nada quero aqui deixar escrito que estou fula! E estou fula porque:
Nos últimos dois dias tive minutos de puro prazer de escrita (a tal hora sexual de que já em tempos falei
aqui) na hora em que devia era estar a trabalhar.
Passei tudo para a minha pen. Sim!... Passei mesmo!... E agora não está lá... digo, na pen!
É por isso que estou fula! Os meus textos lindos, maravilhosamente escritos... ficaram no PC do boss!... Oh!... Vai ter que ficar para manhã!... :(

E agora, como os últimos post's estavam a modos que para o down e eu já não estou com aquele sentimento e não quero que 'aquilo' continue por mais tempo a ser o cartão de visita do meu blogue, há pouco lembrei-me: 'espera lá... que terei eu escrito há um ano atrás? Era giro (re)publicar aqui um post engraçado para ver se as minhas últimas queixas vão lá para baixo.
Assim fiz. Fui ver e lá estava isto:



Haverá mais algum lar assim?





Normalmente são os ricos filhos que arrumam a louça da máquina. Primeiro um arruma o tabuleiro de cima e só depois vem outro para arrumar o tabuleiro de baixo. Chamei-os da cozinha:
- Miúdos!... Há louça na máquina para arrumar!...
O miúdo estava com o comando da Playstation na mão e a miúda estava a teclar no computador. Resumindo, estavam ambos muito entretidos e empolgados com o que estavam a fazer.
Por acaso, naquele dia foram rápidos a obedecer e chegaram os dois ao mesmo tempo para executar a tarefa trazendo cada um o seu telemóvel do qual nunca (mas nunca mesmo!) se separam. Por alguns momentos ficaram a decidir quem havia de começar e quem havia de ficar para depois. Achando que estava a perder um tempo preciosíssimo a rica filha teve uma ideia brilhante:
- Olha... - disse ela - começa tu. Quando acabares manda-me uma mensagem.
Desatei a rir com o despropósito da situação... e eles também.

Foto: tirada há cerca de uma década atrás quando nem eles nem eu ainda sequer sonhávamos que um dia existiriam tarifários que incluiriam 1500 SMS's grátis a cada semana...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vida


O que faço todos os dias, ou o que fiz todos os dias até hoje, foi salvar-me da morte. Não quero morrer e evito-o. É simples.

Vermelho


O meu blogue é verde. Se eu pintasse a verdade, pintá-la-ia de vermelho. Devia fazer um blogue novo e escrever a vermelho.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Jardim Zoológico


Passei rente à paliçada do zoo. Parei a marcha para ouvir os pi-pius e, se quis ouvir os ron-rons, tive que imaginar que ouvia. E ouvi mesmo.

'Eu conto com o Continente'


É o mais recente slogan publicitário dos hipermercados Continente. E eu venho aqui dizer mal de dois dos produtos da marca Continente. São eles: a farinha para bolos e as natas para bater.
Hoje o meu bolo de nozes não cresceu e há dias atrás, as natas não engrossaram apesar de tanto lhes bater.

Com estes dois espécimes do Continente já eu não conto. Não são 'o suficiente'. Aqui fica o meu desdém, pois!

Sem resposta



Acabei de reparar que ninguém me respondeu aqui.
Eu reparei mas mais ninguém reparou.

Às vezes penso um pouco, e o caso é mesmo para pensar pouco, na capacidade que não possuo para atrair pessoas. Sei que não atraio pessoas. Sei que não tenho a paciência necessária para isso. Sei que não escrevo de modo atraente. Estou consciente de que escrevo um monte de parvoíces. Evito até ao máximo que consigo aguentar não dizer aqui isso mesmo porque respeito quem cá vem regularmente. Repetir: "eu só o que escrevo são parvoíces", a toda a hora equivaleria a ofender a inteligência dos leitores, por poucos que sejam.
Tenho pena de ser assim, embora saiba que isto de não ser persuasiva é uma questão de feitio e não um defeito. Aguenta-se!

Acrescentamento ao post anterior


Pois tenho. Tenho vergonha de não saber mudar a porra de um pneu. Chamei o outro condutor do meu carro. E ele veio, prontamente. Quando chegou e começou a desmontar o pneu furado, disse-me que eu não iria conseguir tirá-lo. Ai! Quanto não vale um marido interessado nas minhas dificuldades?!
Este percalço serviu para eu estar parada uma boa meia hora na IC 17, a ver o movimento e a ser violentamente abanada de cada vez que passava um camião rente a mim, pois que nada mais podia fazer, e também serviu para a malta estrear o triângulo e os coletes reflectores que andam há anos aos rebolões dentro do porta bagagens.

Tive um furo!



Em dez anos de condução este foi o meu segundo furo, até nem estou mal... Quer dizer, eu até nem conduzo todos os dias, já lá vai o tempo... E o meu popozinho até tem dois condutores, assim sempre se repartem os percalços da condução... Se calhar até nem é assim uma média tão boa, esta de ter um furo a cada cinco anos...

Ó Luís! Quantos furos já tiveste tu?

Avatar


Olha! Recebi um prémio!


A Gigi está ali para o meio. Querendo é só clicar aqui que ela logo aparecerá.


Obrigada Thunderlady!

Questão


Na avenida Guerra Junqueiro, quem quer um café pede 'um cafê'.

É uma questão de pronúncia ou de contágio?

Está certo


- É a tal coisa, se tu não tivesses coisas de gaja... eras um gajo! - disse-me ele.

Pois... é aí que aquele provérbio se torna certeiro - «Se a minha avó tivesse tomates era o meu avô». Se fosse eu a tê-los... eu era o meu irmão!

Porque é que estas coisas têm tanta piada?!

A propósito de nada


Duas senhoras observavam a minha montra. Digo minha, não porque o espaço seja meu mas porque quem a compôs, mal ou bem, fui eu. Em certa altura uma delas exclamou:
- Ah... estas lojinhas assim já não se vêem...
«Pois não.» pensei eu «O que as senhoras estão a ver é pura ficção. Eu até nem estou cá dentro nem nada. E também não estou a ouvir nada do que dizem. Aí é a minha imaginação a trabalhar em vez da vossa.»

A ponta


Conheço um senhor que tem uma barriga estranha e pontiaguda. Portanto, a barriga do dito é estranha porque é pontiaguda. Há quem diga que se assemelha à quilha dum barco.
É impossível falar com o homem sem que lhe olhe para a barriga. Ele diz qualquer coisa e eu respondo olhando para aquela massa disforme.
O que será que me dá para ter estas reacções? Ainda se fosse olhar para uma barriga daquelas tão definidas que mais parecem um padrão de xadrez. Agora olhar para uma barriga pontiaguda! Oh pá!
Para mais graça lhe dar, o dito é rouco e ainda solta a voz como se tivesse a boca cheia de favas - não percebo nadinha à primeira fala. E toca de responder olhando para a barriga do homem o dobro das vezes. Muito mais do que o necessário... ai a desgraçada da minha vida!

Ouvido por aí:


Ela - Requerer é querer outra vez, não é?

Ele - !?... É...

Ela - E quantas vezes é que tu já me (re)quiseste?

Ele - ... muitas!


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Prenúncio


Subia eu uma avenida lisboeta quando uma borboleta me passou à frente dos olhos. É o prenúncio da Primavera. Eu bem que ontem me lembrei dela...


foto: Google

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

pontos resplandecentes de positividade


ponto resplandecente de positividade número um:

a estrada de Caneças já tem alcatrão novo e a malta já não tem que ficar horas presa naquela espécie de semáforo que todos transgredimos...

ponto resplandecente de positividade número dois:

sei (ainda) pôr mudanças com a mão esquerda...

ponto resplandecente de positividade número três:

voltei a sentir-me iluminada o suficiente para escrever... o que escrevo são parvoíces mas o que importa é a vontade e essa... voltou!


(acho que nunca vou deixar de escrever nem de parvejar)


Certeza


O material é tão mais certeiro, tão mais eficaz. É aquilo e já está. Nada de inventar, não se pode. Afinal acredita-se apenas no que se vê e no que realmente existe. Ou é ou não é. Eu posso escolher, eu posso fazer, eu posso mudar... É simples e claro, daí a sua eficácia. Porém, não há descanso. É tudo comigo - eu, eu, eu.
O espiritual é mais perigoso, mais complicado. Arrisco dizer que é mutável, saboreia-se como se quer, dá para inventar aquilo em que se quer acreditar, ou obter, ou 'ver'. Há tendência para se pintar o quadro como bem se entende. E há um amigo em quem se descansa à sombra da sua misericórdia, sendo que, para mais, a dita misericórdia é infinita. Sabe-se de antemão que ele tudo pode, há um prenúncio de que tudo irá fazer por aqueles que estão lá debaixo da sombra.

Tenho sentido a espiritualidade abalar de mim. Hoje não acredito em Deus como acreditava. Eu sei porquê - porque escrevo o que sinto e o que penso, porque exploro os cantos mais recônditos onde estão os pensamentos mais perturbadores, porque os disseco até os materializar e assim deixem de existir.
É ilusório, eu sei. Os pensamentos não se tornam matéria nem morrem porque são espírito.
Não sei se estou certa. Parecendo-me que sim, a certeza é rara e quando aparece é fugaz. É por causa desses momentos de certeza serem tão ténues que me pareço sempre errada. Não estou com eles no pensamento o tempo suficiente para me parecer certa.
E assim me volto para a matéria, que é sempre certeira.

Conclusão válida

Experimentar roupa é terrivelmente entediante. É pois. Dá para perceber. É o que demonstra a expressão das pessoas que compõem a bicha que se inclina até aos provadores de uma dessas lojas de marca multinacional.

Ainda bem que não disponho de dinheiro para comprar nada. Assim já não demonstro aborrecimento nenhum.

Com os olhos querendo fechar


Penúltimo pensamento do dia:

«Coitadas das pessoas que adormecem sozinhas...!»

Último pensamento do dia:

«Ah!... Como eu sou feliz!...»


(isto ontem porque hoje ainda não me deitei...)

Bom Ano 2009


Já ninguém deseja bom ano a ninguém. Já não é novidade. Já todos descrevemos a curva onde encontámos um novo ano. Agora caminhamos numa recta. A próxima curva será para encontrarmos a Primavera?
Bem, a vida é uma constante mudança. E a mudança traz novidade. Eu depois irei escrever sobre as flores e os passarinhos e o sol quentinho e as t shirt's tão giras nas montras.

Saudosa


Tenho sentido grandes saudades do Jorge. Quando ele cá estava eu lavava as mãos com água quentinha.

Post scriptum:
Eu já aqui escrevi alguma vez que odeio o frio?

Bons dias em Janeiro vêm a pagar-se em Fevereiro


E com este provérbio está tudo dito. Não queríeis frio, verdade? Eu também não. Mas antes tê-lo agora que ao depois.

Luz acesa!



Enquanto ela não se apagar, lá vai!



foto: Google

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Às escuras


Nestes dias não me tenho sentido iluminada, falta-me a luz. Quero escrever mas estou às escuras. Tenho inveja da outra de mim que sabe escrever.
Aqui continuo, por ora sem prosperar. Mal ou bem. Mal e bem.